Posted by : CanasOminous Oct 26, 2012

Entardecia em um tom cinza e nublado, e o mormaço litorâneo pairava sobre a cidade oprimindo um calor úmido típico da região. Dawn não fazia ideia de como trilharia seu caminho até a cidade Sandgem, os planos de Lukas dependiam agora da moça que encontrava-se perdida correndo pelos portos de Canalave tomada por sua euforia, e justamente no momento em que ela mais precisava tudo parecia atrasar. A moça corria com determinação até o porto que trilhava seu caminho até Jubilife e de lá pretendia alugar uma bicicleta para chegar mais rapidamente à cidade natal. Foi passando pela multidão, mas um cruzeiro havia acabado de atracar e os estrangeiros mal davam passagem.
 Com licença, senhor. Com licença, estou com pressa!
A menina só parou ao notar um homem alto caminhando com uma simples mala preparando-se para adentrar em uma luxuosa embarcação particular, era Ike. Dawn correu, mas nem assim fora capaz de alcançar o barco há tempo. Tentou acenar e gritar o nome do homem com muita intensidade, por sorte Ike era atento e veio a virar-se para trás notando a silhueta da menina que gritava euforicamente do outro lado. Pediu para que o barco voltasse imediatamente, e assim ele abriu um espaço para que a menina entrasse. Dawn ainda tentava recuperar o fôlego, e assim veio a dizer:
— Senhor Ike, senhor Ike...! Preciso muito de sua ajuda.
— O que houve, pequena?
— O Luke... — ela repetia — O Luke foi sequestrado.
Os olhos de Ike tornaram-se ainda mais sérios e ameaçadores. A notícia fora tão oportuna e inesperada que até mesmo um poderoso membro da Elite não deixaria de sentir certo aperto no coração, principalmente vindo de alguém por quem tinha um apreço muito especial. Dawn foi aos poucos explicando o que havia acontecido de forma que o semblante do homem fosse alterando-se cada vez mais. Ela explicou inclusive os planos de Lukas que àquela altura encontrava-se na ilha de ferro batalhando pelo resgate do irmão. Ike começou a soar frio, aqueles dois jovens tão especiais para ele corriam perigo.
— A Ilha de Ferro é de minha posse atualmente. Eu sabia que algo  andava muito suspeito com aquela ilha, eu deveria ter ido investigar antes. — disse Ike com certo ódio de si mesmo.
— Senhor, nem a polícia internacional tinha conhecimento disso, eles enganaram até mesmo o governo! Tive sorte de encontrá-lo, mas eles precisam de minha ajuda! Tenho que ir até a cidade de Sandgem conversar com o Professor Rowan, embora eu ainda não saiba como realizar tal feito em tão pouco tempo.
Ike aproximou-se da menina e estendeu-lhe uma pokébola. Dawn hesitou ao encarar a feição intrigada do homem que ergueu o braço da garota e colocou a cápsula em suas mãos com determinação.
— Vejo que não sou eu quem conseguiria convencê-la a ficar longe disso. O Lukas pode ser apenas uma criança, mas estamos falando dos filhos do lendário Walter Wallers, corre neles o sangue do campeão.
Dawn revelou um sorriso, agradecida por saber que mesmo tendo consciência do perigo Ike ainda a incentivava a correr atrás de seus amigos, afinal, ele faria o mesmo. Dawn olhou atentamente para a pokébola em suas mãos enquanto Ike procurava por panfletos para que iniciasse imediatamente a sua parte do plano.
— Meu Skarmory conhece todas as regiões de Sinnoh, cada rota, área, cada zona periférica; se você for pelos ares conseguirá chegar muito mais depressa. Ele irá levá-la até a cidade de Sandgem, e quando chegar ao litoral procure por um barco em meu nome na marinha local, farei todas as precauções para que você não perca tempo com isso. E ao estar pronta, parta diretamente para a Ilha de Ferro, está na hora de terminar essa batalha!
— Obrigada, Senhor Ike!
— Aguarde o meu regresso ao amanhecer do dia, irei até a Ilha de Ferro o mais depressa possível, mas vocês precisam aguentar até a minha chegada. Não sejam derrotados até que eu chegue, faça isso pelos garotos.
Dawn concordou num aceno e imediatamente sacou a pokébola do homem. Um suntuoso pássaro metálico surgiu, mas a euforia de Dawn era tanta que a contemplação que a criatura merecia teria de ser deixada para uma confraternização tardia. Os Pokémons de Ike eram conhecidos por sua fidelidade, e após levar a menina para Sandgem seu Skarmory seria capaz de reencontrar o treinador sem muitos esforços. Dawn subiu nas costas da ave que alçou voo e partiu para a costa com enorme velocidade. Ike ordenou que seu barco avançasse para Jubilife o mais depressa possível, pois tinha um único encontro a ser cumprido antes de poder partir para a Ilha de Ferro e colocar um fim àquela perigosa batalha. O homem olhou atentamente o seu reflexo em um dispositivo avermelhado, sibilando algumas palavras.
— Está na hora, Titânia.
A trilha até Sandgem fora cumprida em uma velocidade impressionante. O Skarmory deixara Dawn em frente ao laboratório do Professor Rowan, com a missão cumprida a ave voltou a seguir seu caminho assim que a menina adentrou o local. O velho professor surpreendeu-se ao ver a aprendiz depois de longos meses, mas o encontro de Dawn fora tão breve que ela mal tivera tempo para contar as novidades. Abriu as portas de vidro do centro de pesquisas com um empurrão dos dois braços, não drenou toda a atenção dos  cientistas do local pois não havia nenhum, mas suas palavras seguintes foram mais do que suficientes para encerrar sua entrada triunfal dirigida com um único objetivo:
— Professor, preciso que libere os Pokémons dos Irmãos Wallers!
A primeira reação do velho Rowan seria de risos e indignação, afinal, liberar Pokémons sem explicações era contra as regras impostas no mundo Pokémon, principalmente quando não eram seus; porém, a garota veio a explicar cada passo do plano de Lukas enquanto Rowan ouvia tudo com atenção. O laboratório estava completamente vazio, e aquele acontecido não sairia da boca daqueles ali presentes. Rowan coçava a barba em um sinal de preocupação.
— Isso está tomando medidas perigosas. O plano do jovem Lukas é ousado, muito ousado. Não temos direito de liberar Pokémons com esses propósitos, eles podem fugir, podem ser capturados, é impossível tomar controle de todos eles desta maneira. — explicou o velho, mas Dawn implorava para que ele fosse compreensível, pois era a única esperança que lhe restava.
— Por favor, professor! O senhor têm seus contatos, os gêmeos precisam do apoio desses Pokémons, ou eles não poderão resgatar o Luke a salvo!
— Eu gostaria de poder sentar-me e conversar sobre todas suas aventuras até o presente momento, mas isso está fora de cogitação agora, precisamos ser breves. Eu farei o possível para ajudar.
Rowan pegou um velho telefone de discagem no canto da sala, daqueles antigos somente utilizados por colecionadores, ligou para a mulher responsável pela área de depósitos e programação de todos os computadores no Centro Pokémon do continente de Sinnoh; seu nome era Bebe, uma expert da área de computação. O velho tentou negociar da forma mais breve possível, mas a moça exigia explicações. Em pouco tempo uma maior parte do continente saberia do sequestro, mas àquela altura não havia mais como impedir a mídia. A ambição de Marshall era manter o projeto no sigilo, mas fofocas andam rápido e facilmente saem do controle. A falha do plano de Lukas era chamar muita atenção, mas ser o centro dos holofotes sempre fora uma marca de sua família. Ele estava disposto a assumir o risco. 
Assim que o Professor Rowan desligou o telefone foi caminhando em direção de Dawn com passos lentos e cansados, mas uma expressão de gratificação estampada no rosto marcado:
— Ela permitiu a execução do plano. — disse o velho ofegante.
Dawn abriu um sorriso de uma ponta a outra. Em cerca de quinze minutos sete pokébolas distintas chegaram ao laboratório, quatro de Luke e três de Lukas. Liberar um Pokémon costumava ser um processo demorado, mas Dawn estava tão eufórica que fizera tudo em questão de segundos, ela mal conseguia explicar todo aquele plano confuso para as criaturas que encontravam-se ainda mais dispersas. Dawn estava perdida, teve de lançar seus Pokémons para tentar controlar a situação, o imponente Lairon chamou a  todos enquanto Leafeon tentava acalmá-los e explicar o ocorrido desde o sequestro de Luke até o plano que eles passariam a trilhar. Os Pokémons ouviram com atenção e prometeram colaborar.
O professor ainda chamava pela moça com certa preocupação:
— Dawn, você têm certeza de que é capaz de controlar essa quantidade enorme de Pokémons? Nunca antes um treinador teve doze criaturas andando ao seu lado!
— Eu não estou controlando-os, professor. Cada um deles entende muito bem a situação pela qual passamos, e esses em especial deixaram de ser instrumentos de batalha há muito tempo. Eles já fazem parte de uma família, e vão lutar para proteger aqueles que fizerem parte dela.
Rowan cedeu pela determinação de sua pequena garota agora tão crescida, deu um forte abraço na menina desejando as maiores bençãos no caminho que ela viesse a seguir. Dawn correu para o pequeno porto de Sandgem à procura da marinha que Ike alojava um de seus iates. Os marinheiros que tomavam conta do local já tinham sido avisados pelo próprio membro da Liga e preparado o motor e todas as necessidades que viriam a ser utilizadas nas próximas horas. Dawn precisava apenas embarcar. 
Três homens eram necessários para manusear o barco, eles até estranhavam a presença de tantos Pokémons fora da pokébola, mas apenas cumpriram seu dever zarpando em direção da Ilha de Ferro com enorme velocidade. A moça encontrava-se perdida em seus pensamentos enquanto olhava para o a imensidão azul do mar, sentia um aperto no coração e temia não chegar a tempo de seu auxílio ser útil, mas àquela altura deveria depositar suas esperanças na eficácia dos Pokémons. Piplup estava em seu colo, os Pokémons jaziam em silêncio amontoados em grupos como se elaborassem suas estratégias antes mesmo de começarem a trabalhar, ou apenas dando o último suspiro antes do mergulhar em uma intensa batalha sem garantia de volta. 
Demorou cerca de três horas para que a embarcação chegasse até seu destino. Os homens evitaram aproximar o navio, pegaram um bote e foram até a praia onde os barcos da polícia estavam atracados. Dawn notara que Marshall já havia chegado e desejou apenas não encontrá-lo, afinal, o homem ficaria muito preocupado caso soubesse que Lukas fora contra todos os propósitos que ele determinara. Dawn retornou seus Pokémons, os marinheiros ainda tiveram muita dificuldade em fazer duas viagens para todos as criaturas que eram pesadas e não poderiam entrar nas pokébolas. Assim que Dawn chegou à ilha ela lançou o restante dea sua equipe, totalizando os doze Pokémons que completavam os reforços dos Fire Tales.
— Senhorita Manson, devemos aguardar o seu retorno na embarcação? — perguntou um dos marinheiros.
— Sim, por favor, mas preciso que mantenham-se em sigilo e evitem chamar muita atenção. Se a polícia encontrá-los digam que estão aqui sob ordem de Ike Smithsonian, mas não digam nada à meu respeito ou sobre os Irmãos Wallers. Não relatem esse ocorrido.
Enquanto Dawn conversava com os marinheiros de Sandgem os outros Pokémons imediatamente começaram a colocar-se em posição de ataque. Quando tiveram conhecimento haviam sido cercados pelas forças da própria polícia internacional de Sinnoh, e de trás de uma pedra Marshall surgia com certa feição de seriedade.
— “Não relatem esse ocorrido? — indagou Marshall um pouco decepcionado, repetindo as palavras de uma garotinha que tentara passar a perna no maior detetive do continente.
Dawn estava estática, sem ter o que responder. Marshall lançou um rápido olhar para os estranhos Pokémons soltos e chegou inclusive a reconhecer a alguns, mas ainda tinha suas dúvidas a respeito daquela garota tão pretensiosa e audaciosa.
— O que está acontecendo aqui? Esta deveria ser uma missão sem a interferência de ninguém de fora. — ele alertou— E quem seria você, mocinha? 
— M-Meu nome é Dawn Manson! Eu conversei com o senhor pelo telefone na manhã em que meu amigo foi sequestrado, sou amiga do Lukas!
Marshall imediatamente teve sua atenção voltada para a menina. Pediu para que os policiais se afastassem, abaixassem a mira e voltassem a executar o plano. O homem ajeitou o o chapéu e o paletó começando a interrogar a menina de forma calma e paciente.
— É um prazer conhecê-la, Dawn. Mas diga-me, o que está fazendo sozinha nessa ilha com tantos Pokémons? Você tem noção do perigo que pode estar se envolvendo?
Dawn hesitou, não sabendo se deveria contar para o homem que seu afilhado estava infiltrado na facção correndo sérios perigos enquanto eles conversavam. Dawn abaixou a cabeça um pouco sem graça, mas não tinha como fugir aos olhos rápidos de Marshall.
— Senhor, não fique zangado com eles, mas o Lukas decidiu vir para a Ilha de Ferro mesmo sem a sua permissão. Ele pediu para que eu trouxesse os outros Pokémons dele, e assim eles tivessem chances maiores de enganar os Rockets e resgatar irmão dele.
Marshall passou a mão no rosto demonstrando a indignação, as coisas começavam a sair do controle. O que Proton dissera ainda estava em sua mente, ele não sabia dizer se realmente haviam bombas na ilha, mas àquela altura novas medidas de precaução deveriam ser tomadas.
— Então tenho uma nova missão para você, Dawn Manson. Peça para que seus Pokémons resgatem seu treinador e saiam da ilha o mais depressa possível.
— S-Senhor Marshall! Mas você conhece seu afilhado, ele não vai deixar a ilha enquanto não tiver o Luke do lado. Ele compartilha laços muito fortes com o irmão, ele não poderia ficar sentado enquanto assisti a queda daqueles que ama...
Marshall ficou em silêncio, o homem voltou-se para os lados e lançou um olhar pelas areias da praia percebendo que deveria admitir que seu sobrinho fora mais rápido do que ele. Voltou-se para a menina e sorriu:
— A essa altura tudo que podemos fazer é prestar nosso apoio, não? — disse o policial com um suspiro. Dawn concordou acenando positivamente, seus olhos começavam a ficar úmidos e cada palavra dita ela demonstrava mais preocupação. Contava muito com o apoio de Marshall, esperava que ele não a mandasse embora depois de todo o esforço e contava exclusivamente com a decisão que somente ele poderia tomar.
— Então iremos salvá-los juntos.
Dawn abriu um enorme sorriso concordando prontamente. Marshall chamou suas tropas e eles logo começaram a vasculhar a ilha à procura de mais informações. A Gardevoir de Luke podia conectar-se brevemente com o passado, suas visões lhe davam conhecimento sobre o caminho que fora trilhado pelo jovem até que eles chegassem à base secreta dos Rockets, uma habilidade extremamente útil. E no caminho, depararam-se com ninguém menos que os dois líderes de ginásio.
— Quantas pessoas vieram para esse resgate? — indagou Marshall com frustração — O que os líderes Byron e Roark fazem na ilha? Pensei que a exploração de minério tivesse sido suspensa há quatro anos.
— O senhor não vai acreditar, mas os Rockets pretendem explodi-la. — explicou Roark.
Curto e grosso. A teoria de Proton estava certa. Os Rockets queriam que toda a mídia e a polícia internacional se concentrasse na ilha, para somente então explodi la. As táticas começavam a mudar. Marshall pediu para que seus oficiais se dispersassem e ajudassem no auxílio da localização de todas as bombas, enquanto os líderes de ginásio deveriam concentrar-se em desarmá-las. Assim que a Gardevoir fez seu caminho pelo mesmo estreito que Lukas utilizara dentre as pedras, Dawn perguntou para seu superior:
—O senhor irá adentrar este lugar sozinho, sem o auxílio de nenhuma tropa policial? — perguntou a garota.
— Estou com meus Pokémons, nunca estou sozinho. — respondeu Marshall de forma ligeira.

Dawn fez seu caminho até a base secreta acompanhada somente das criaturas de seus amigos e da companhia do próprio Marshall, ex-integrante da Elite 4. Eles precisavam agir com cautela, e quanto menos atenção chamassem, melhor seria. A equipe chegou até o salão central onde Lukas havia se separado de seus Pokémons, o vento sussurrava em seus ouvidos percorrendo os corredores como se tivessem vida própria, e na área mais elevada do saguão os cinco setores eram separados magistralmente. Dentro de cada um era possível ouvir o eco e ruídos de árduas batalhas, o único portão que permanecia em pleno silêncio levava ao Setor Zero.
— Senhor Marshall, eu desejo ir com o você. Sinto que meus Pokémons sabem muito bem o que fazer, é da natureza, é o instinto deles.
— É perigoso sair sozinha sem auxílio de uma barreira em nossa situação. Eu, sinceramente, espero que o Lukas possa estar a salvo, mas confio na equipe deste jovem pois eu mesmo fiz questão de deixar um de meus melhores Murkrows sobre seus cuidados. Vamos, senhorita Manson. É a nossa vez de resgatar os dois garotos.
A menina concordou, Dawn iria levar apenas seu Lairon para protegê-la enquanto os outros Pokémons logo começavam a separar-se e bolar suas estratégias a serem seguidas nos portões do saguão central. Marshall lançou um autêntico Honchkrow, um dos mais refinados e pomposos que Dawn já vira. fez uma apresentação cordial. O corvo negro tinha pouco espaço para voar mas foi seguindo o corredor contínuo até fundir-se à escuridão, e assim, desapareceu. Dawn podia ter certeza de que estava segura, pois a sombra a acompanhava, mas naquele mesmo corredor impiedoso Lukas travara uma tensa batalha contra o carcereiro dos portões do inferno, e àquela altura, estaria ele a salvo?

Pokémons P.O.V. (Pokémon Point of View)

Os reforços dos Fire Tales preparavam-se para entrar na batalha com a mesma disposição que seus superiores. Eles sentiam que os amigos passavam por perigo, e naquele instante precisariam mais da ajuda deles do que nunca. Chaud caminhava com pressa, ajeitou o escudo nas costas e olhou atentamente para as seis portas dos setores presentes na base secreta, começando a caminhar em direção de um deles sem dirigir mais nenhuma palavra. Isaac imediatamente chamou o companheiro:
 Aonde está indo, Chaud?
— Encerrar essa batalha. — respondeu o guerreiro parando por um instante e lançando um breve olhar de relance — Mas peço que fique, eles precisam da sua ajuda, Sir Isaac. Da mesma forma que neste lugar também há aqueles que precisam da minha.
 Eu não recomendaria que nos separássemos, mas podemos agilizar nossa busca visto que iniciamos uma batalha contra o tempo. Eu confio no que o senhor Atros disse, e ele sugeriu que formássemos equipes para combater um propósito em comum. — explicou o belo Leafeon sendo interrompido por um grito agudo de Glaceon na sequência:
 Separar-nos? Mas seremos um alvo fácil, devemos nos manter unidos e esperar, eles são os integrantes mais poderosos da equipe, é impossível que sejam derrotados! — disse Milady em meio à sua euforia.
 Senhorita, com todo o respeito, quando se luta em território inimigo não sabemos das artimanhas que eles podem utilizar, e trapaceando até mesmo os tolos podem adquirir a vitória. — replicou Chaud.
O guerreiro fóssil era provavelmente o mais sábio e experiente presente naquele instante. O homem ajeitou o escudo nas costas mais uma vez e fixou a máscara em seu rosto com mais força, mas subitamente sentiu alguém começar a acompanhá-lo o que o fez parar. Voltou-se para trás e notou uma pequena Eevee seguindo seus passos, Chaud alertou-a apenas uma vez.
 É perigoso.
 Pensei que você fosse me impedir de segui-lo, fico feliz que não o tenha feito. — respondeu a menina.
Milady ficara estática ao ver a filha do outro lado oferecendo-se em meio à batalha, não podia acreditar que sua preciosa cria desejava acompanhar um guerreiro. Na mente de Glaceon ela caminhava rumo a própria queda, mas o ato da pequena Eevee fora extremamente corajoso, e estando ao lado de Chaud ela estaria mais segura do que ao lado de qualquer outro.
 Eva!! Aonde pensa que vai seguindo este homem?!
 Mãe, sou crescida o suficiente para traçar meus objetivos, e eu quero entrar nessa batalha! Não serei apenas a princesa indefesa escondida atrás da fortaleza, dessa vez eu quero lutar, serei uma Guerreira dos Fire Tales!
Milady correu em direção da pequena, mas foi impedida por Isaac no meio do caminho. A mãe estava frustrado e injuriada, temia que pudesse perder sua preciosa cria naquele instante, mas suas palavras foram aos poucos desaparecendo em meio de reclamações e lágrimas úmidas de receio de perder aquilo que era mais importante para ela. Leafeon virou-se para Chaud e afirmou de forma breve, mas absoluta como um verdadeiro lorde.
 Tome conta dela. — disse Isaac.
 O farei com minha vida. — respondeu Chaud.
Os dois guerreiros adentraram o Setor 2 sem saber o que lhes aguardava. Os reforços optaram por seguirem o mesmo esquema e se separarem em duplas, mesmo que nenhum deles tivessem conhecimento das estratégias de Lukas era como se suas mentes estivessem conectadas a ponto de compartilharem os mesmos ideais. Roserade e Gastrodon adentraram o Setor 1, enquanto Yanma e Croagunk fizeram seu caminho pelo Setor 4. Os Pokémons preparavam-se para separar mais duas equipes quando ouviram gritos desesperados vindo de algum dos corredores. Assim que voltaram-se para trás puderam notar Marco correr em sua direção com os olhos arregalados e uma expressão amedrontada.
A pobre mariposa estava muito debilitada, tinha ferimentos por todo corpo, o rosto machucado com cicatrizes e o hematomas na região do estômago. Marco utilizara suas últimas forças para correr, ainda havia enfrentado diversos adversários enquanto fugia e por conta disso mal conseguia manter-se de pé. Não escondeu uma expressão de agrado ao ver os amigos chegarem, mas por um momento perdeu a consciência e veio ao chão. Sophie e os outros correram para seu auxílio, a enfermeira segurava no braço do jovem enquanto implorava para que ele não perdesse a razão.
 Marco, Marco! — repetia Sophie.
 Nossa, amigão, o que aconteceu contigo? Você está arrasado!! — disse o Machoke surpreendido.
Marco mal conseguia falar, sua boca estava machucada, os lábios cortados e os olhos quase se fechavam. Com suas habilidades de cura Sophie fora capaz de dar um pouco de conforto para o jovem que aos poucos foi recobrando a consciência, Mothim ainda estava deitado sobre o colo da moça quando olhou para o alto e viu a feição preocupada de seus amigos aguardando sinais de sua recuperação. Sibilou um sorriso e tornou a dizer:
 P-Pessoal, finalmente vocês chegaram... Finalmente... Pensei que tudo estava perdido... — ele sussurrava.
 Ei, Marco! Diga-nos o que aconteceu! Não se dê por vencido! — repetia Sophie.
 São eles, os clones... Eles não podem ser derrotados, são fortes demais... — balbuciava o jovem guerreiro, virando-se para a Gardevoir e encarando os olhos avermelhados da moça com imensa dor e tristeza — Sophie, Sophie... Por favor, o Karl... Ajude o Karl....
A atenção da mulher imediatamente voltou-se para as palavras que proferiram um nome premiado em seu vocabulário. Seu semblante mudou no mesmo instante. Ela veio a depositar a cabeça cansada de seu companheiro sobre o leito do chão e levantou-se num único salto, cerrou o punho de maneira tão breve que os outros mal puderam notar e foi aos poucos caminhando em direção do Setor 5. Seus amigos ofereceram apoio, mas a mulher afirmava com certeza. Preferia ir sozinha, e sem ajuda. 
 Fiquem tranquilos, essa é a minha batalha.
Seus companheiros ficaram a observar mais uma integrante partir rumo ao desconhecido. Restavam agora poucos deles, Sly e Duke estavam indecisos quanto à segurança de Marco e qual Setor deveria seguir, e apenas Isaac e Milady haviam ficado para prestar os devidos apoios ao enfermo. A felina de gelo ainda negava sair ao resgate, temia pelo que podia acontecer consigo mesmo e preferia esperar até o resultado da batalha a participar de uma terrível guerra. Egocêntrica e gananciosa, Glaceon nunca se importava com os outros além de si mesma. Como um bom marido Leafeon lhe oferecia o devido apoio, mas não obtinha sucesso.
 Nós devíamos ajudá-los, querida. É o mínimo que podemos fazer por nossa guilda. — disse Isaac ao contemplar o oceano escuro perante uma linda vidraça de cristal daquele saguão. Milady voltou-se para o marido, virou o rosto com amargura e respondeu com desdém:
 Prestamos apoio aos Fire Tales, mas nunca fomos parte integrante da guilda. Deixe que eles lutem sua própria guerra, não devemos nos meter onde não somos chamados.
 Mamãezinha, mas eles são nossos amigos... — disse Duke em uma tonalidade baixa.
Milady odiava ser contrariada, naquele instante não importou-se nem com os laços familiares ou emocionais e condenou o pequeno Piplup com palavras grosseiros e ríspidas:
— Então vá lá e morra da maneira que lhe parecer melhor!
Isaac franziu o cenho demonstrando que não gostara nada da forma como sua mulher havia tratado o pequeno. O musculoso Machoke se mantivera em silêncio ao lado de Marco, preferindo não intervir na discussão do casal. Milady encarou o marido por alguns segundos, os dois trocaram olhares por longos segundos, mas a implicância terminara com a derrota de Glaceon que desviu o olhar ao admitir que o que fizera fora rude. A mulher levou a mão até o rosto limpando o suor frio, seu coração palpitava de raiva, mas no fundo ela apenas escondia o medo de qualquer mãe ao ver sua família de frente à uma perigosa provação, e perder qualquer um deles para ela seria arrasador.
 Isaac, eu... Foi muito difícil deixar a Eva ir ao lado de Chaud. É difícil para mim, ela é apenas uma garotinha, e não temos ideia do que podemos encontrar nesse lugar...
 ...mas ainda assim, isso não é motivo para tratar o Duke da maneira que tratou. — afirmou o Leafeon de maneira ríspida.
Milady voltou sua atenção para o filho, mas negou um cumprimento de perdão. A felina era orgulhosa, jamais pediria desculpas por algo mesmo que não estivesse com a razão, tal era sua natureza. Duke abaixou a fronte tentando segurar o choro, pois queria parecer forte na frente de sua mãe pelo menos uma única vez. Isaac caminhou em direção do filho adotivo e deu-lhe um abraço aconchegante. O Piplup confortou se nos braços do pai e fechou os olhos com imensa força almejando acordar daquele pesadelo, o pai agachou na altura do pequeno e ajeitou seu cabelo tal como suas vestes, sorrindo enquanto encorajava o filho de maneira paternal:
 Você deve confiar em si mesmo, meu filho, mais do que ninguém. 
— Eu queria proteger você e a mãe, pai. Mas a cada dia que passa sinto que sou menos capacitado a isso. Sabe, eu... Não me preocupo se a mãe preferir mais a Eva do que eu, eu só queria ser corajoso para ficar do lado de vocês sempre...
Leafeon sentiu-se profundamente comovido pelas palavras de seu filho. Ele lembrava-se na primeira vez em que Dawn o capturara, ele não passava de um pequeno pinguinzinho e atrapalhado, e mesmo após tanto tempo ele não havia mudado em nada. Aquele era o perfil de Duke, desastrado e medroso, mas sempre estava ao lado de seus amigos nos piores momentos. Leafeon passou a mãos nos cabelos do moreno e sorriu, levantando-se enquanto demonstrava um sorriso inspirador.
 Eu sempre estarei aqui para te proteger, a mamãe sempre vai estar também. Tudo vai ficar bem. — disse Isaac.
Milady agora jazia sentada em um canto com toda sua classe, cruzou as pernas e apenas aguardou sabendo que dali em diante teria muito para refletir enquanto seus amigos enfrentavam o inimigo em uma batalha letal. E ainda assim, sua mente permanecia calma e tranquila. Duke ficou caminhando pela sala o tempo todo, só voltou ao salão quando soube que Marco dava sinais de melhora depois da cura de Sophie, já podendo levantar-se e explicar aos amigos tudo que vira e acontecera.
— É um lugar terrível... Aqui os Pokémons são usados como experiências, e as clonagens criadas são completamente inertes, parecem não sentir nada, não temer ninguém... — dizia Marco a fitar o chão tentando forçar a mente a lembrar-se dos mínimos detalhes.
Sly deu-lhe dois tapinhas no ombro, sorriu ao passar a mão no queixo revelando com dentes brilhantes e músculos definidos. Esticou as mãos para o alto como um jato e disparou sua confiança:
 Mas você está falando da Fire Tales! A guilda de Pokémons mais respeitada de toda a Sinnoh, quem poderia fazer frente aos nossos amigos? Eles são os maiorais, os estupendos, os fodões!
 E nós, apenas os ajudantes...
Sly olhou para Duke ficando um pouco sem graça com o comentário, a montanha de músculos servia apenas para fazer piada ao lado de seus amigos, mas Sly nunca entrara em uma batalha de verdade. Piplup, Mothim e Machoke eram os três menos experientes guerreiros da Fire Tales. Não participavam de lutas, Marco havia melhorado muito, mas não a ponto de sair de sua zona de rebaixamento ainda que se esforçasse muito. Na realidade eles nunca tiveram o seu momento de glória, mas sonhavam com o dia e sabiam que cedo ou tarde ele chegaria. O trio dos ajudantes não era reconhecido por sua força, mas dariam tudo de si quando chegasse a hora de proteger os seus amigos. 
O tempo passava enquanto a equipe permanecia dominada pelo silêncio, cerca de trinta minutos fizeram seu progresso quando Isaac caminhou pelo corredor e foi interrompido ao ouvir um estranho ruído vindo de um dos portais. Sua audição aguçada tentava localizar algo, ele fora capaz de sentir algo vindo do Setor 3. Era um barulho terrível de metal, como uma máquina que trabalha por várias noites sem receber a devida manutenção. Isaac correu em direção de sua esposa e filho, pediu para que se juntassem e ficassem atentos à possível evidência de um inimigo. Sly estava com os olhos arregalados encarando a escuridão do setor, aquele era o único portão que nenhum de seus companheiros haviam entrado. Era lá que eles deveriam ter ido, mas optaram por ficar e assistir; e agora algo se aproximava cada vez com mais intensidade. 
Porém, subitamente, o barulho parou.
 Parece que foi embora. — presumiu Duke.
 Hah! Ele sabia que jamais poderia fazer frente ao poder de meu marido, podem vir quantos quiserem, vocês nunca serão páreos para ele! — respondeu Milady me meio ao seu egocentrismo particular.
Após ouvir a provocação o barulho de motor pareceu tomar força aproximando-se com mais intensidade e fervor. Motores pareciam ter sido ligados, caldeiras colocadas para trabalhar, era como se todos os reatores de uma usina fossem ligados ao mesmo tempo, subsequente ouviu-se uma explosão saindo do portão do terceiro setor que resultou na destruição completa dos belos adornos que o cobriam anteriormente. Um míssil partiu em direção da equipe, mas o projétil fora desviado por Isaac que com um sopro de suas mãos criou uma ventania capaz de responder ao ataque enviando o míssil de volta. A explosão cobriu toda a sala com fumaça e poeira, e de frente ao correr uma sombra esgueirava-se.
Era alto e de corpo estrutural, todos seus membros eram coberto por partes mecânicas e uma armadura tecnológica protegia o guerreiro dos pés á cabeça. Era um membro da Velha Geração, mas equipado com toda a ciência e magnificência da Nova. Movido à vapor e a eletromagnetismo, em seu peito uma bússola apontava sempre para o adversário impedindo que seus oponentes fugissem. Ao atingir sua presa aquela criatura jamais deixava alguém escapar. Era um Nosepass. Isaac colocou-se em posição de ataque no mesmo instante que pôde ver um elmo de ferro cobrir as feições do inimigo, pediu para que seus companheiros recuassem disposto a proteger todos com sua vida. A máquina ativou seus braços que continham trituradores e canhões espalhados estrategicamente. Então, anunciou com sua voz mecânica:
Invasores. Invasores devem ser destruídos. Intrusos no salão central. Dizimação ativada.

Assim que o vapor se dissipou de sua frente Isaac fora capaz de olhar aquela figura com mais atenção. Não escondeu a surpresa e um grito de estupefação compartilhado com Glaceon. A moça colocou a mão na boca na tentativa de esconder a expressão ao lado de seu marido parecia comovido:
 M-Magnum!! Você está vivo!
O guerreiro mecânico sequer deu tempo para assimilar o que havia sido dito. Em seu peito um canhão tomou forma e obrigou que todos ali presentes se dispersassem. Isaac teve de deixar as cortesias para mais tarde, empurrou Glaceon com seu próprio corpo e viu uma esfera de energia partir em direção ad mulher e perfurando a parede do outro lado do salão. Milady encarou o rombo impressionada, a esfera de energia já havia desaparecido no horizonte do mar azul, mas o rastro de seu estrago ficara bem evidente.
 Que ultraje! Um Zap Cannon, nunca antes vi um guerreiro que tivesse controle sobre esse movimento! — afirmou a felina.
Apesar do oponente mostrar-se cada vez mais agressivo Leafeon recobrou suaa atenção e encarou-o novamente chamando por seu nome com insistência:
 Magnum, somos nós! Não se lembra de nós?!
 Destruir invasores, destruir invasores. — repetia a máquina incansavelmente.
Marco se prontificou:
Senhor Isaac, ele é um clone! Não sei se você o conhecia antes, mas ele não deve ser a mesma pessoa que conheceu no passado, isso é apenas um clone!!
 Não, não, não!! — gritava o rapaz com imensa amargura — Magnum, pensei que você estivesse morto! O que fizeram com você todos esses anos?! O que os humanos fizeram com você?
De onde Isaac conhecia aquele guerreiro, não se podia dizer, mas uma segunda voz pôde ser ouvida vinda do mesmo corredor em que o Nosepass estava. Uma voz maldosa e de imensa malícia, tão imponente que faria os fracos e oprimidos serem corrompidos por sua lábia insuperável;
 Eles deram uma segunda chance. — respondeu uma voz oculta.
Isaac voltou sua atenção para a escuridão do setor e dessa vez ouviu sons de correntes subindo os andares. Das escadarias surgiu uma moça muito linda, mas a voz ouvida era maldosa e desprezível. Em seu cabelo a mulher tinha uma enorme criatura acorrentada e de dentes tão afiados quanto um colar de canivetes. Era um único corpo, tinha uma enorme boca cercada em dentes serrilhados como agulhas entrepostas, e ao seu lado uma jovem moça apenas fitava todos com uma clara expressão de sofrimento e amargor. Isaac e Milady mais uma vez ficaram impressionados com a cena, aquela boca acertou a garota e derrubou-a no chão o que fez com que a mulher chorasse em seu silêncio enquanto a criatura os intimidava com suas mandíbulas devoradoras.
Os humanos são os seres capazes de dar vida ao que já perdeu sua essência! Vocês vêem aqui a obra de sua ciência, os primeiros experimentos de sua manutenção. Tremam a base ao ouvir tal numeração, o Número 1 e 2 de sua suprema criação!
Isaac encarava aqueles dois oponentes surpreendido. Parecia fora de si, estava comovido com algo que não se podia entender, e tal sentimento era compartilhado somente com sua esposa.
 Quem é ela? — indagou o pequeno Piplup.
 Eles são... Eles eram... Nossos amigos. — disseram as poucas palavras de Leafeon em sua expressão estática.
A enorme boca que se sobressaia ao corpo da mulher tomou forma e obrigou que a moça caminhasse até onde o guerreiro robótico se encontrava. Os dois pararam imediatamente enquanto aguardavam as ordens daquela figura fusiforme e de indulgências imperdoáveis.
— Meu mestre, Archer, o grande, oferece-lhes suas boas vindas. Eu sou “A Boca”.
Isaac cerrou seus punhos contendo sua ira para não avançar em direção daquele monstro. Era uma criatura horrenda, e seu nome não fora revelado em nenhum conto, pois ele mesmo o tinha esquecido.
— O que você fez com eles, criatura asquerosa?!
 O soldado de armadura nada mais é do que um corpo sem alma, construído unicamente para receber os meus comandos. A mulher nada mais é do que uma escrava, um corpo hospedeiro detento de poder a que os humanos fundiram minha sabedoria ao físico. Sou eu quem tomo conta de suas mentes, sou eu o mensageiro e embaixador dos exércitos do inimigo. 
A criatura sorriu mostrando todos seus dentes cobertos em saliva e amargura. Milady não escondera uma cara de nojo ainda mais nojenta do que a própria feição de seu inimigo. Isaac continuava sério, estava disposto a saber como o Nosepass e a Mawile que conheciam haviam acabado naquela situação. Seus amigos não entendiam absolutamente nada do que se passava.
 Há alguém aqui com autoridade o suficiente para debater comigo? Ou mesmo com sagacidade para me entender? — indagou a Boca.
 Nós não viemos para debater com os escravos sujos e desprezíveis dos humanos, então diga isto para seu mestre: Viemos para pôr um fim à isso tudo, para que partam e nunca mais retornem a essas terras. — bradou Milady com imensa autoridade, mas a Boca riu novamente revelando seus dentes pontiagudos.
 Ohh, Milady. A rainha do orgulho e do rancor. Eu tenho um presente que me foi confinado a oferecê-la.
A Boca riu em sua agonia e puxou a mulher que lhe prendia o corpo enquanto a mesma derramava lágrimas de seu rosto sofrido. A criatura fez com que a moça se levantasse como se a puxasse pelos cabelos, com suas mandíbulas cerrilhadas fez um único corte em seu pescoço, mas a moça agoniou sem reclamar. Então, a Boca voltou-se para frente e sorriu:
 Vocês a conhecem, não é? Qual o seu nome, lindinha?
Ela não respondeu, o monstro preparava-se para atacá-la e fazê-la sofrer novamente, mas Isaac o interrompeu de seus atos.
Malbora. O nome dela é Malbora.
A Boca sorriu maleficamente:
Eu sabia, eu precisava apenas certificar-me dessas estranhas memórias. Entregaram sua fraqueza antes mesmo de iniciar a batalha! Isto é um clone, não é uma alma viva, não é a amiga de vocês, é um lixo sem utilidades! Eu faço o que eu desejar com este corpo, eu sou sua mente, eu sou sua sabedoria.
Isaac levantou uma fresta de suas vestes revelando uma espada feita de folhas de árvores, longa e cumprida, honrosa e típica da nobreza, tinha o mesmo corte que o aço. Fez um movimento contra o vento e de sua espada diversas folhas menores voaram como lâminas em direção de seus inimigos. O Nosepass usou de seus canhões para evitar o ataque, enquanto a Boca colocou a moça em sua frente servindo como escudo para proteger-se.
 Potência, magnificência e omnipotência! Os humanos subiram muito, talvez até mais do que deviam, e como resultado são capazes de conseguir tudo que quiserem. Eu sou seu oponente, mas se quiser derrotar-me terá de matar a moça primeiro. Façam suas escolhas. — disse a Boca com uma longa risada debochada. — Magnum, elimine-os.
 Invasores serão exterminados.
O Nosepass imediatamente iniciou sua onda de ataques, descarregou outra onda de eletricidade, mas dessa vez Isaac e seus amigos não foram capazes de se esquivar do movimento Discharge. Leafeon retirou a espada de folhas, acompanhado de uma adaga de gelo retirado por Glaceon. O casal de Eevees colocaram-se lado a lado e avançaram contra o guerreiro.
 Ice Shard! — disse a mulher.
 Magical Leaf! — acompanhou o marido.
Com a investida de gelo as pernas do Nosepass foram congeladas impedindo seu movimento, uma saraivada de folhas o cortaram e causaram um imenso dano em seus sistemas, mas ainda não era o suficiente. Magnum ergueu seus braços e lançou Glaceon para longe, ele mal pôde perceber quando Piplup, Machoke e Mothim também participavam da batalha, e logo todos os guerreiros da Fire Tales compartilhavam sua força para derrotar o inimigo.
 Mamãe, eu vou protegê-la! Bubblebeam!
O pequeno pinguim lançou uma rajada de bolhas que mal atordoou seu adversário, Magnum apenas chutou-o para longe como se não fosse nada. Assim que Magnum ergueu seu rosto pôde ver um musculoso Machoke correr em sua direção, Sly chegou perto o suficiente para encará-lo e então ergueu seu punho para o alto com imensa força dando um uppercut acidental no Nosepass, bem no meio do nariz. O soco fora dado com tanta força que a máquina parou no mesmo instante, chegou até a curvar seu corpo para trás e desligar todos os seus sistemas. Machoke o encarou surpreso, nem ele acreditava na força de seus punhos. Voltou-se para seus amigos, esticou as mãos para o alto e fez um sinal positivo em meio a sua animação.
 Uhuul! Detonei ele!
Porém, logo os motores foram recobrando sua intensidade, e agora estavam duas vezes mais fortes. O Nosepass ficou em silêncio encarando o Machoke amedrontado em sua frente, mas não escondeu um ruído.
 Ai. — foi o único sinal de dor que ele demonstrou.
O peito do guerreiro se abriu revelando o canhão de plasma contido, Magnum veio a utilizar o Lock-On e certificou-se de que não iria falhar dessa vez. Travou a mira e preparou o Zap Cannon com força total, Sly tentou correr para longe mas era impossível fugir a mira do guardião de ferro. Ele disparou e o movimento explodiu lançando uma onda elétrica por todo o salão. Até mesmo Milady soltou um grito de preocupação mas quando a fumaça se dissipou eles puderam ver Mothim na frente do amigo com uma barreira de proteção impenetrável. Era o Protect.
 Está na hora de nos tornarmos úteis. — disse Marco com uma risada.
Os ataques se sucederam contra o Nosepass, mas do outro lado Isaac e Milady enfrentavam a Malbora e sua terrível Boca. A criatura mordeu o ombro de Leafeon envenenando-o com seus dentes podres, a cada movimento Malbora parecia sofrer mais, mas ela era obrigada a agir conforme os pensamentos daquele terrível parasita que apenas ria da desgraça de seus oponentes.
— É o Poison Fang. Adoro movimentos que nos fazem contemplar o sofrimento do adversário, tal como a tristeza em enfrentar um amigo. Você é capaz de destruir um amigo para proteger o outro?
Isaac irritou-se ainda mais com a ameaça e avançou contra a Boca, mas involuntariamente a Mawile segurou no pescoço do rapaz enquanto a criatura acertava-lhe a cabeça com o Iron Head. Isaac recuou pela tontura e caiu nos braços de Milady que permanecia séria e concentrada. Era impossível derrotar aquele oponente sem machucar a figura de alguém que já fora sua amiga.
 Como você pode ser tão cruel?! — gritou Milady avançando contra o monstro, mas a Boca a envolveu entre seus dentes e cortou suas vestes refinadas impedindo seus movimentos. Isaac correu para auxiliá-la, mas sofreu um disparo nas costas vindo de Magnum.
Duke encarava tudo, a queda de sua família, de seus amigos. Ele não chegara a conhecer Malbora o Magnum no passado, mas sabia que eles eram importantes para seus pais e vê-los naquela situação o fazia sofrer. Ele correu para ajudar Leafeon, começou a socar a armadura do Nosepass que deu-lhe outro chute que mandou-o para longe, mas Duke insistia em ajudar mesmo não tendo condições.
 M-Mamãe!! Papai!
 Filho, corra! Corra o máximo que puder! Salve sua vida, não se deixe ser capturado, salve-se! — gritou Isaac.
Piplup hesitou:
 Mas eu não posso deixá-los, vocês são tudo para mim! Mãe... Mãe...
A Boca imediatamente voltou sua atenção para o pequeno viajante e sorriu, sorriu com tanta malícia que a maldade não coube em seu rosto.
 Uma linda família. Adoro adversários com laços emocionais.
A criatura tinha Glaceon aprisionado entre seus dentes e começou a apertá-la com ainda mais força após a confraternização com Piplup. Ele podia ver o corpo de sua adorada mãe ser cortado pouco a pouco pelas navalhas, o sangue nobre escorria ate a garganta da monstruosidade hedionda que tinha como principal intuito fazer o jovem Duke sofrer. Milady olhou para o pequeno Piplup com imenso sofrimento e sibilou algumas palavras.
 Me desculpe por não poder ter te amado como deveria.
Piplup recuou, caiu para trás coberto pelo sentimento de medo. Era a primeira vez que via sua mãe pedir desculpas para alguém. Sua agonia foi tanta que ele abandonou todos seus amigos, correu o mais depressa possível para não ter o mesmo triste infortúnio. Cobriu o rosto coberto em lágrimas, tentava não pensar em Mila ou em Isaac, nem mesmo em Sly ou em Marco enfrentando aqueles guerreiros de estatura elevada. Parecia ser impossível derrotá-los, e nenhum de seus amigos poderia fazer frente a tamanha força.
Duke nem vira para onde corria, assim que dobrou um dos corredores pareceu trombar-se com uma imensa parede de ferro. Ao levantar deparou-se com Lairon parado em sua frente, ele tinha o olhar baixo, a máscara tampava suas emoções e o tamanho descomunal erguia-se como a última esperança que restava. 
— E-Eu pensava que você estava protegendo a Mestra Dawn!! Como chegou aqui?
— Ela mesmo me enviou, é um sentimento que os humanos compartilham com seus Pokémons, como um senso que nos permite dizer quando eles correm perigo. Eu vim cumprir meu dever, vim protegê-los.
Duke mal tivera tempo de explicar o que acontecera, a covardia tomara conta de seus sentimentos por um instante mas ele logo foi acolhido pelo homem que agachou até sua altura e colocou a mão em sua cabeça.
 Por quê está fugindo? — indagou o grandioso guerreiro com sua voz estrondosa.
 O pai, a mãe, o Sly, o Marco... Todos eles foram derrotados, ninguém pode vencer esses inimigos!! Me desculpe, tio Atros, eu não devia ter fugido, eu não deveria ter abandonado eles. Eu sou um fracasso, eu sou um fracasso, eu sou um fracasso...!
Lairon levantou-se e parou ao lado do pequeno. Colocou a mão na cabeça de Duke e sacudiu sem olhar para trás. Ajeitou sua enorme arma nas costas e voltou-se brevemente para a criança:
 Nunca é tarde demais para tentar de novo. — disse Atros — Você cumpriu seu dever, agora deixe que eu cumpra o meu.
Atros foi caminhando pelo corredor com calma e determinação. Assim que voltou para o salão central deparou-se com Malbora e Magnum, tal como todos seus amigos praticamente derrotados. Milady estava inconsciente com terríveis machucados em todo o corpo, Marco e Sly mal conseguiam manter-se de pé; e mesmo não tendo mais condições, com últimas forças Isaac ainda protegia sua família.
 Ele não desiste. — alertou Magnum.
 Elimine-o, não precisamos de imprestáveis como ele nem para clonagem.
          — Mas... Não desejo matá-lo. — afirmou a máquina.
          Os dentes da criatura foram revelados em sinal de fúria.
          — Faça o que eu estou mandando, ou será o próximo. — respondeu a Boca.
Magnum estendeu seu braço e preparou um único disparo contra o peito de Isaac. Leafeon estendia seus braços prometendo que não cairia enquanto ele pudesse proteger sua esposa, mas àquela altura da batalha mal tinha noção de seus atos. Magnum estava para atirar, mas viu um Lairon entrar lentamente na frente de Leafeon, segurá-lo em seus braços, e colocá-lo ao lado deitando-o em um canto onde não o envolvesse mais na batalha. A Boca ficou encarando aquela figura, enquanto Magnum continuava apenas quieto. Isaac sibilou um sorriso ao ver Atros, ele quase desmaiava pelo cansaço, mas não deixou de agradecer.
 Sempre protegendo nossa família... — afirmou Isaac.
Atros sorriu a fez um aceno positivo. Leafeon logo apagou. Assim que o Lairon levantou-se ficou de frente à Malbora e Magnum que passaram a encará-lo com certa dúvida e relutância. Eles sabiam que Atros era um adversário muito mais poderoso, mas não poderiam se deixar intimidar. A Boca soltou um grunhido e desprezível e fez o comando:
 Mate-o!!!
O Nosepass já tinha a arma carregada, ergueu o braço e disparou uma série de projéteis contra o gigante. As balas acertaram o peito de Atros que aguentou firme, elas caíam no chão sem deixar rastros como se fossem rebatidas por um vidro blindado. O homem permaneceu sério, e após a primeira onda de ataques terminar sacou o canhão que levava em suas costas e falou:
 Minha vez.
A explosão causada fora duas vezes maior do que a causada pelo raio de energia do Zap Cannon de Magnum, e devolvido com duas vezes mais força pelo lendário movimento dos Pokémons metálicos, o Metal Burst. Piplup estava logo atrás na sala e quase foi levado para longe com o impacto do ataque. Magnum avançou contra Atros, os dois trocaram rápidos socos como se ambos fossem máquinas criadas para guerrear e conhecessem perfeitamente os movimentos um do outro. Atros encarou friamente a capacete de ferro do Nosepass e disse:
 É impossível vocês derrotarem quem os treinou.
Atros deu um soco de cima para baixo, amassando o capacete de Magnum e entortando seus sistemas internos com uma única investida. Atros segurou num dos ombros do guerreiro e socou seu peito com tanta força que o canhão foi estilhaçado e praticamente inutilizado. A Boca o encarava de longe, e por um momento seu olhar encontrou-se com os do homem. O Lairon largou Magnum no chão como uma criança despreza um brinquedo e foi lentamente caminhando em direção de Malbora. A Boca riu encarando-o com certa relutância.
 Malbora... — sussurrou Atros
 Oh, vocês se conhecem? Interessante, nunca sabemos quem será nosso adversário numa guerra, e sendo inimigo ou aliado, quando se deparam no campo de batalha ambos seguem o mesmo propósito! — disse a Boca — Sou fascinado por enfrentar pessoas que compartilham laços íntimos, mas diga-me, você seria capaz de machucar uma pessoa que amou no passado? A decisão é sua.
Atros agarrou a cabeça da moça e puxou aquela criatura para mais próximo de si fechando suas mandíbulas e brandindo palavras com imensa fúria.
 Vou fazê-lo engolir suas palavras.
Um soco foi desferido no rosto da moça que foi arremessada para longe. Atros não ligava dela ter a aparência de uma conhecida ou não, quando trabalhava servia somente uma pessoa, e naquele instante sua maior missão era proteger sua família, nada mais importava. A terrível Boca estava com alguns dentes quebrados, quando tentava morder a armadura de Lairon sentia seus dentes não surtirem efeito e o gigante fazia questão de arrancar os outros com mais uma série de golpes, mas a criatura apenas ria:
 Maléfico, malévolo, nocivo!! Como pode ser capaz de atacar alguém que amou, você não tem sentimentos?
— Eu ia perguntar o mesmo. Não sei quem é você e nem faço questão de conhecer. Eu realmente tive dois amigos exatamente como esses guerreiros, mas eles morreram. Morreram há muito tempo, e o que restou foram as lembranças tênues e suaves desses momentos.
 Se você me matar, ela morre junto!! Você conseguiria viver com este peso em suas costas, saber que foi o responsável pela morte da única pessoa que te amou?!
— A pessoa que eu amei já morreu. E você será o próximo.
Atros avançou novamente contra a boca que dessa vez deu-lhe uma poderosa mordida no braço que o impediu de movimentar-se. O homem continuou trocando uma série de golpes contra a Mawile e era obrigado a encarar aqueles olhos tristes e sofridos da moça a cada segundo da luta, porém, permaneceu sério em sua posição. Atros disparou contra a mulher que teve sua visão ofuscada pelo brilho do canhão, e de repente, pôde ver uma pequena figura saltar por cima de si em direção da Boca.
 Aerial Ace! — gritou Piplup.
Duke cortou aquela criatura exatamente na altura dos longos cabelos negros de Malbora. A Boca agoniou, deixou de rir por um único momento e sofreu com amargor por longos segundos que teve sua mente separada de seu hospedeiro. Começou a entortar-se em seu delírio sentindo a vida pouco a pouco esvair-se de seu corpo, e de última instância pôde ver Leafeon encarando-o com rigor empunhando sua espada.
 Queime no inferno.
Isaac cambaleava pelos machucados e contusões, mas não deixou a classe e as cortesias. Penetrou a espada na criatura que liberou um grito que subiu estremecendo no ar e foi sumindo num gemido chiado amaldiçoado e agoniante, passando com o vento, feito voz fraca e sem corpo, que morreu e foi engolida, e nunca mais foi ouvido naquela era deste mundo.
Atros voltou-se para o pequeno Piplup e colocou a mão em seu ombro:
 Muito bem, meu jovem garoto. Você fez o que eu não teria coragem.
Piplup voltou a chorar, mas dessa vez não por medo ou tristeza, mas por perceber que ele tinha enfrentado seus medos e dado o golpe decisivo naquele mortal oponente. O pequeno pinguim correu em direção de Leafeon e o abraçou, foi em direção de Milady que aos poucos recobrava sua consciência, mas ainda muito enfraquecida sofria pelas contusões.
 Mãe...? Mamãe...? — indagava Duke.
Os olhos de Milady aos poucos fora se abrindo.
E-Eu pensei que você não iria mais voltar... Criança desnaturada, abandonou a mamãe... — ela soltou um suspiro de alívio, não escondendo uma risada ligeira  — Você vai me deixar depois de tudo que eu fiz...?
— Não, não! Nunca! Agora é a minha vez. Eu vou cuidar de você, mãe.
Atros cruzou os braços permanecendo em silêncio no cenário de vitória. O corpo de Malbora continuava estendido no meio da sala, e apesar de ter sido separado daquele terrível parasita ela não podia viver sem ele. Em breve a moça sentiria sua vida deixá-la da mesma maneira, o tempo todo permaneceu em silêncio sem proferir uma única palavra durante toda a luta, mas pôde-se ouvir um sussurro:
— Então, você é o senhor Atros de minhas lembranças? 
Lairon virou-se para a moça e a encarou sem respostas. Os dois trocaram olhares por alguns segundos, e na medida que os olhos de Malbora se fechavam ela sibilou um sorriso pela primeira vez.
 Isso é bom... Ela ficará tão feliz quando souber que vocês estão vivos...
O grande Lairon mal pôde conter sua felicidade.
 A Malbora ainda vive? Onde ela está? Onde posso encontrá-la?
Me desculpe por não saber muito, não posso ajudá-lo, mas, posso dizer o que sinto... — disse ela com palavras suaves, na mesma intonação que sua verdadeira amiga costumava falar — Nesse exato momento nunca estive tão feliz por encontrar alguém que nunca vi. Essa Malbora... A verdadeira... Ela é uma mulher de sorte por ter amigos como vocês. Muita... sorte...
E assim, caiu em um sono profundo para nunca mais despertar.
Lairon ficou estático, as mãos estavam leves e tensas ao mesmo em uma mistura de sentimentos de ansiedade, saudade, tristeza e alívio. Isaac caminhou em direção do guardião, colocou as mãos no bolso e encarou o vazio pensando em palavras que pudessem sustentar o velho amigo.
 Senhor Atros, você não precisa de permissão para chorar.
 Sou um soldado, Sir Isaac. Aprendi a deixar as mágoas e a tristeza há muito tempo. — ele respondeu com rigor.
 Não estou falando das lágrimas do lamento, e sim, da felicidade. Da felicidade por saber que nossos amigos ainda vivem, por saber que podemos encontrá-los em algum lugar desse vasto mundo, só precisamos começar a procurar. São as lágrimas da esperança.
Lairon abaixou a fronte e colocou a mão sobre seu rosto, envergonhado por aquilo. Sentia imensa vergonha das lágrimas, mas naquele momento não pôde contê-las. Chorou baixinho por um longo tempo,   minutos de amargura e sofrimento que se transformaram em uma alegria sem fim que há muito o homem não sentia. Ele sabia que aquela seria a última vez que choraria, pois agora tinha um novo objetivo em vida. Isaac foi distanciando-se para deixar aquela imensa muralha a sós com suas emoções, apenas observando o amanhecer no oceano. O amanhecer. Ainda havia esperança.


      

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  1. Excelente. Quando eu vi nas notas um Nosepass e um Mawile eu pensei: são os mesmos dos pais da Dawn, e depois foi só ligar os pontos, mas ainda sim eu gostei muito do Atros entrando em ação, o meu novo favorito (se evoluísse talvez até ganhasse da Titânia, só talvez). Espero ansioso a luta do Barão e da Sophie, e também da batalha contra Atômico e Beliel.

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  2. Setor 0: Será o poderoso Guardião do Inferno capaz de proteger seu território contra os poderosos sombrios de Marshall?
    Setor 1: O reforço da dama das folhas e do senhor da lama será capaz de ajudar a vencer a lenda?
    Setor 2:o disforme venenoso será capaz de passar pela muralha fossilizada? E quanto a Eva? será um fardo ou uma grande ajuda
    Setor 3: O Imparável Mikau ao lado da bela Milena e do colossal Coffey encontrarão algum desafio? talvez o outro Coffey?
    Setor 4: A dupla do safari encontrará algum oponente? E quanto a Vista? Massacrará mais alguem?
    Setor 5: A Guerreira mais Graciosa da equipe poderá derrotar o monstro de 3 cabeças?

    Tudo isso e muito mais, não perca o próximo episódio de Aventuras em Sinnoh.

    A propaganda ficou legal neeh?

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  3. Hey, Abyssal. Eu até pensei em evoluir o Atros cara, você não tem ideia de como ele ficará ainda mais matador ao evoluir, porém, acho que evoluções muitas vezes podem atrapalhar o andamento da batalha, fica repetitivo se todo mundo evoluísse assim. Mas tenho outros planos para esse velho andarilho daqui para frente, eu também gosto muito do Atros e espero mostrar mais dele para a galera. Pelo menos agora ele provou que tem de tudo para ser um dos mais fortes! Agora, será que quando a Titânia reaparecer o grande Atros terá ultrapassado o nível de força dela? Ahh cara, estamos falando da Titânia, né. Muitas coisas ainda nos aguardam nessa temporada kk E cara, duas dessas lutas que você citou serão no próximo Capítulo, então preparem-se para um verdadeiro show!

    kkkkkkkkkk Ficou show de bola, Chaios! Desse jeito dá até para fazer um preview de como serão os próximos capítulos com o resultado de cada uma das batalhas. Poderíamos até fazer uma enquete né, qual desses será a batalha mais difícil e surpreendente ao final do Arco? Não sei nem como separar qual vai ser a minha preferida, criei laços especiais com muitos desses vilões e não sei como ficarei quando eles começarem a cair um por um... Acho que é por isso que esse Arco foi tão importante para mim, foi uma criação 100% original que nunca temos ideia de como terminará, mas no final sei que vai valer a pena todo esse esforço de meses de planejamento (: Estão sendo os capítulos mais fodásticos de se trabalhar.

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  4. Ah, eu tenho uma pergunta que está rondando minha mente: essa imagem do Skarmory e do Honchkrow, foi você a Litos ou a Leeca que fez um deles ou é só impressão?

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  5. Não, não, não. Não costumo desenhar Pokémons, prefiro não entrar nessa área porque tenho traços muito característicos e todo bicho que eu faço fica parecendo algo totalmente diferente, então eu coloco da internet somente por ilustração para não dar aquela sensação de que o capítulo tenha uma leitura longa e cansativa. Porque querendo ou não, este foi o maior de todos que eu já escrevi. Nem parece, mas foram quase 9.000 palavras, o equivalente a 20 páginas no Word! É coisa pra caramba cara, mas passa e a gente nem percebe kkk

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  6. Estou emocionado!!! Foi muito bonito o que o Isaac disse para o Atros!!!

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  7. WOW! WOW! WOWOWOWOWOW!
    WOW! Carambolas! Cacete! Bloddy hell! Que isso?!?!?!
    kkkkkkkkkkk
    Tá, passado o momento nostálgico/ emocionante/ angustiante/ carambolas, vamos ao comentários.

    Primeiramente, vamos ao assunto mais importante de hoje. HOJE TEM FESTA!!! Que horas que começa, Canas? kkkk! Parabéns, Nicolas! Tudo de bom: saúde, alegria e tudo mais que aquelas tiazinhas mais velhas falam... Quero que você deslanche na vida, se dê bem na faculdade e, como diria meu pai, que vire gente! kkkkkk.

    Agora ao capítulo fodástico que o aniversariante, já mais velho, postou: Muito foda! Hiper-mega-super-ultra-truper-megabyte-pikachu-megazorda-enormemente bom capítulo! Deu destaque aos personagens que nem sempre tiveram muito foco e, certamente, me fez apaixonar pelo Senhor Atros! Imagina ele como Aggron? Que bixão seria! (ainda aguardo pelo par Tsundere pra ele no Fire Tails, mas ok! não esquecerei disso nunca! kkkk).
    Gostei muito do capítulo e quero maaaaais! Always more!
    E o Marshall, ein gente? Quero ver esse Honckrow em ação, e de preferência, ele ser frio como a noite mais gélida e poderoso como as trevas que nos cosumem...( poético, não? kkkkk) Mas quero ver ele chutar os traseiros de alguns clones fodôes! kkkkk

    Agora, pedido: Canas, semana que vem é ENEM pro rele mortal que vos fala, ancião Canas, e eu realmente gostaria de ler um capítulo na sexta pra "relaxa"...kkkkkk!
    Imagina se você diz que sairá no sábado a tarde? É capaz de eu faltar no ENEM! kkkkk. Logo, sexta, capiche?

    Então vou me ir e deixá-lo, prezado velhinho, com sua festa!
    Adios!
    Moacyr

    PS: Quantos aninhos está comemorando?

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  8. Canas, o aniversário é seu, mas pelo visto fomos nós quem ganhamos um belo presente! E eu cheguei a pensar que você não daria mais atenção à Mawile e ao Nosepass depois daquele encontro entre Dawn e Dean... E agora você os coloca de volta na parada, o que me leva a ter pistas sobre o verdadeiro motivo da morte dos pais da Dawn. Será que eles morreram ou foram mortos?

    Uma bela Saga Diamante se aproxima do fim, levando-nos a crer que Sinnoh ainda tem muito mais a crescer. Não importa que patamar você alcance, sempre haverá mais um que você conseguirá alcançar. Por isso as Aventuras em Sinnoh são essa referência de fanfic para todos nós.

    É rapaz, espero que curta seu aniversário com a certeza de que você nos deixou um motivo a mais a comemorar, além da própria data.

    Até breve cara, e que venha a verdadeira ação com todo esse batalhão de reforços entrando de vez em cena!

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  9. Preciso ir me acrescentando essas novas palavras ao meu vocabulário cara, cada dia é uma nova! É chique sô, olha aí, tenho um linguista particular no blog kkkkk Rapaz, acredita que essa Mawile seria a linda personagem tsundere do Atros? Porém, analisando os fatos tive que mudar a personalidade dela de última hora, tanto é que eu refiz o desenho. Acho que o Atros tem tanto essa cara de malvado que ele precisa de alguma mulher doce para cuidar dele, e a Malbora cumpriria isso. Mas moçoilas Tsundere é o que há, a Glaceon consegue ser chata demais, mas eu ainda farei uma digna de tornar-se a sua diva! kkkkk

    Putz cara, agora serei bem sincero... Semana que vem eu ia deixar sem capítulos man, até por causa do ENEM mesmo. Eu pensei que o pessoal estaria estudando e se concentrando na prova, mas na verdade o certo mesmo para esses testes é se matar de estudar o ano inteiro, e na véspera relaxar como você mesmo disse. Bem, semana que vem temos a luta espetacular do Atomico e eu quero preparar algo muito épico, mas faltam alguns desenhos para conseguir deixar do jeito que eu pretendo. Olha grande Moa, não vou dar certeza que postarei esse capítulo semana que vem, mas se eu não postar pode ter certeza que trarei um bocado de postagens. Tenho 5 personagens para mostrar, são esses parceiros da Fire Tales que faltam, e de quebra também preciso anunciar as vencedoras do concurso Miss Fire Tales, né!! Então, mesmo que não saia capítulo será uma semana bacana para vocês darem uma relaxada e se divertirem no blog com essas novidades.

    Valeus pelo elogio e pelas mensagens de aniversário galera, logo mais respondo todos com mais calma, porque agora é FESTA!! UHUUL! 18 anos é só uma vez na vida, e com 18 anos o que é que todo mundo mais deseja fazer...? KARAOOOOOOOOKE COM A GALERAAAAAAAA!! KKKKKKKK Abração ae gente, se pá ainda dou uma passada no blog hoje à noite! (:

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  10. Quando "A Boca" perguntou se o Atros não tinha sentimentos eu lembrei do Ikke (CDZ) quando tava lutando contra a "Salamandra Satânica" (saga Poseidon)!!!

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  11. Eae canas, adivinha, tô vivo, bem eu sei que num comento hà algumas semanas, mas foi porque estava viajando para o interior, mas, o mais importante é que continuo acompanhando,só mais uma coisa, a fic tá boa como sempre.

    De: Firewall

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  12. E os reforços chegam!

    Ai que capitulo bom!Eu juro que ate ja tinah esquecido da Titânia(desculpa tih) mas agora quando lke chegar podemos matar a saldade e quem sabe ela vai ta toda blindada em aço puro.It's terrific.
    Hahaha sou muito fodha eu n disse que esses pokemons eram dos pais da Dawn?
    To louco pela batalha Psiquica de Gardevoir e o Executtor, lembrando que amei o poder dela de poder ver o que se passou no passado!
    Eu fiquei com muito medo da Milady morrer e eu queria que vc tivesse mandadao ela congela aquela Boca com um lindo e poderoso Blizzard(ela tem esse golpe?)
    E o Duke hien?Todo produzido no Aerial Ace, ate que enfim esse menino desencantou.E esse Machioke ai era pra ter pisado naquele Nosepass e depois dividir ele em mil pedaços com um Karate Chop.
    Que pena que o Marco tava machucado quem sabe ele podia ter acabdo com esse ai com um lindo Silver Wind?
    E o Atros todo o badalo no amor ai, isso ainda vai da o que falar.

    E aproveitando o momento hoje eu aqui crio a campanha:VOOLTA TITÂNIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  13. man eu sabia que esse capitulo ia ser otimo mais me enganei ele foi excelente, brilhante...
    meu a melhor batalha q eu li ate agora principalmente na parte do piplup com a milady pedindo disculpa quase q choro man... mais mudando de assunto vc fez um otimo trabalho com esse capitulo
    e nao poderia esquecer de falar uma coisa q q corre por toda a alinça FELIZ ANIVERSARIO CANAS estou aqui lhe desejando um dia muito especial e nao vai fazer besteira so pq agora vc ja tem 18 anos kkkkkkk
    Biel

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  14. Mano, eu tava tão determinado a ler e descobrir os conteúdos desse capitulo que li muito, mas muito tarde mesmo, por isso só vim comentar hoje. Esse capítulo foi realmente longo, mas gostoso de se ler.

    Jamais pensei que os Rockets tinham encontrado Mawile e Nosepass antes, foi uma surpresa. A aparição desses dois pokémons foi FANTÁSTICA! Ambos possuem um design fabuloso, meu caro. Você criou criaturas que eu jamais imaginaria ver, pelo menos não desse jeito. O ponto chave no Nosepass foi a Rosa dos Ventos em seu peito, quando vi isso ja imaginei o quão diferente seria a batalha.

    O caso da Mawile é diferente, nesse capítulo ela meu impressionou mais. O que você preparou para ela foi incrível. Juro que ja tinha visto um caso parecido com o dela, onde ao tirar o parasita de um corpo, ambos morriam. Mas não lembro onde. Novamente uma paixão? Isso é interessante. Você cria romances com pokémons tão inusitados que eu jamais imaginaria ver.

    Oh God, finalmente os pokémons da Dawn entraram em ação. Mesmo que o Atros tenha sido a estrela principal (e muito forte, por sinal), os outros também puderam ajudar, inclusive o estranho Duke. Eu fico feliz com isso. Mas só te pergunto uma coisa: A aparição deles encerra por aqui?

    É issa'e, rapaz. Até mais!

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  15. Olha Gabriel, você comentou uma coisa bem interessante. As coisas nesse arco aconteceram tão depressa que mal tivemos tempo para lamentar pela partida da Titânia, e como eu havia dito, ela estará de volta quando nós meno esperarmos! Mas nesse meio tempo passaram-se cinco semanas cara, mais que um mês, e isso é assunto pra caramba em uma fanfiction. Então de certa forma vejo isso como um sucesso, pois consegui fazer vocês deixarem uma mágoa para se concentrarem em outra coisa não deixando aquele clima fúnebre irrecuperável, se a história não conseguisse assumir seu caminho sem a Titânia eu teria falhado como escritor, mas consegui conquistar exatamente o que eu queria, só lhes cabe aguardar por um retorno triunfal! (:

    Poxa Léo, não teremos muito mais dessa galera... As histórias chegam a um ponto que elas têm tantos personagens que é impossível dar conta de todos, veja One Piece e Fairy Tail, são tantos personagens que o autor precisa de inúmeros capítulos para conseguir enfatizar todos em uma escala próxima, mas sempre haverão aqueles que se sobressaem. Esse Arco foi longo e trabalhoso, e não acho que conseguirei fazer outro tão cedo. Não digo que esse é o fim deles, poxa, só por que eles batalharam não quer dizer que morreram na fic. Sempre haverão algumas cenas com essa galera, a Milady ainda ainda é a tsundere favorita e só o Isaac consegue fazer esse par perfeito com ela. O Machoke com suas macaquices no Johny Bravo Style, as lutas do Atros, a inutilidade do Piplup, todos continuarão aparecendo mas em um nível ameno, afinal, não tem como mostrá-los em todo santo capítulo quando temos os personagens favoritos do público. Porém, são essas poucas aparições que tornam esses personagens importantes, pois os fãs passam a aguardar as poucas cenas em que eles aparecem e não escondem um sorriso quando veem o personagem que adoram. Eles provaram tudo que tinham nesse Arco, mas ainda falta metade desses personagens mostrarem do que são capazes, então daremos chances ao pessoal que também curte esses outros aproveitarem! (:

    Você achou que o Atros foi a estrela?? Cara, pra mim o Isaac foi épico demais nesse episódio kk Pelo incrível que pareça senti que consegui equilibrar muito bem a aparição de todos, até mesmo tornar um Pokémon como o Duke digno de respeito. Pois bem, mas essa batalha foi apenas um vislumbre de todas as cenas épicas que estão por vir, pois esse segundo turno será memorável! Agradeço a galera pela mensagens de aniversário, pode ficar tranquilo Biel, pois sou um cara muito centrado e não vou sair da linha, anão ser que me apareça um rabo de saia no estilo da Wiki kkkkkk Obrigado ela recepção nesse capítulo, foi muito gratificante! Caso semana que vem não tenhamos o Capítulo 57, trarei novos personagens para vocês verem se divertirem com essas minhas obras estranhas. [E, meu companheiro Aipom de Coria, acho que essa questão de um design diferenciado é o que está dando o brilho maior para esses personagens! Abração.

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  16. Na página do Beliel, você disse que os experimentos falhos que não são levados para ele são mandados para o guardião do "rio estige". Seria então o nº5, o último dos clones que irá aparecer este guardião? (posso estar errado, mas é só que você não citou sobre os outros vilões isso)

    -Abyssal Heart (com prequiça de entrar na conta...)

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  17. Sim, sim. Uma coisa você pode ter certeza Abyssal, o guardião deste Rio é do tipo aquático, e quando vocês forem vê-lo garanto que reconhecerão imediatamente, pois este vilão se apresenta como o próprio barqueiro da morte, praticamente o Carontes do mundo Pokémon kkkk Ficam os palpites sobre qual será o guerreiro que irá enfrentar esse guardião que pode não ser um dos mais poderosos, mas renderá uma batalha triste e melancólica com uma pitada de loucura demasiada.

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  18. Então... Vamos lá.

    A Titânia vai aparecer... *O* ~tendo um surto~

    Sobre a divisão em duplas: Chaud e Eva juntos indo com o General e a Glaciallis, tipo, sem comentários. Os casais mais bonitos da fic se juntando pra derrotar o Atomico, f*dasticamente incrivel...
    Sophie indo atrás do Karl e indo enfrentar o Barão, acho que vai ser uma batalha muito interessante, tanto por ambos serem psíquicos quanto pelo Barão estar controlando o Karl. E ainda mais porque eu amei o Barão... *o*
    Roserade e Gastrodon formam um casal quase imbatível, pelo menos em relação aos tipos de ambos.
    Yanma e Yahiko, finalmente os dois vão fazer alguma coisa e o Yahiko vai batalhar, to esperando por isso desde quando ele apareceu com esse estilo meio Joker e Jig Saw, meus "vilões" favoritos existentes...

    E então, a Família feliz, sinceramente a Glaceon ter uma adaga de gelo elevou meu respeito por ela em 100%. O Isaac sendo um perfeito lorde como sempre, até quando está cravando uma espada em uma Boca. Duke sendo um inútil até o momento em que ele "corta" o cabelo da Mawile e finalmente faz algo de importante. Sly e Marco não fizeram praticamente nada, mas mesmo assim eles tiveram a coragem de enfrentá-los.

    Agora, o Atros, ele merece um paragrafo pra ele. Sabia que na hora que ele revelasse a força seria incrível, porém isso foi muito mais que incrível... Quebrou o Magnum como se fosse esses robozinhos de brinquedo e depois batalhou contra o clone da pessoa que ele ama/amava, esse sim é um guerreiro de verdade.

    Sobre o número 5, não sei o porque mas comecei a imaginar ele sendo um Seaking. Morrendo de curiosidade pra descobrir quem ele é, ou mais importante, como ele é...

    Batalhas que eu mais espero: Sophie Vs. Barão. Batalha psíquica, com Karl escravo e o meu vilão favorito.
    Al Capone Vs. Qualquer um. Somente espero que ele evolua e destrua todo mundo, Honchkrow, meu pokémon favorito.
    Chaud, Eva, General e Glaciallis Vs. Atômico. Promete ser uma batalha epicamente mitológica, não só por ter meu personagem favorito, mas por ser os dois 'príncipes' protegendo suas 'princesas'.
    Beliel Vs. Qualquer um. Essa coisa me dá medo, e exatamente por isso adorei ele, mesmo odiando Houndooms...

    Já falei demais... Tog_Tognetti

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  19. Bem, vamos a suposição para o quinto? O rio Estige me remete a um lugar mais sujo, que ninguem consegue passar, a menos que esteja ao lado de Caronte, logo a suposição seria um Tentacruel ou Quilfish. Porém estamos falando de Canas Ominous, o ficwritter que impressiona em cada parágrafo, logo, talvez, o Rio Estige poderia ser representado por algo que não dá pra passar, mas nn necessariamente venenoso. Talvez agua barrenta? Isso abre a possibilidade de voltarmos a Johto e encontrar como o quinto um Quagsire, ou talvez em hoenn e termos um Swampert ou Whiscash. Maaaas temos também que levar em conta o meio de transporte, com que Caronte atravessa seus passageiros, e quem melhor que um Mantine, que tem como a pré-evolução o Mantyke, nativo de Sinnoh, e que é representado até mesmo no anime, como um "meio de transporte". Bem, essas sao minhas suposições, poderia fazer um enigma pra cada uma delas ao invés deste texto chato que provavelmente ninguem vai ler. Porém sao quase 3 da manha e eu to c um puta preguiça. Entao vai isso mesmo

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  20. Eu só consigo imaginar o quinto como um Whiscash(se vermos bem a sombra do Capítulo 52, percebemos que existem duas linhas fazendo um coração, talvez os bigodes dele)

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  21. Gostei bastante das suposições, haviam algumas que até me surpreenderam pois eu mesmo não cheguei a considerá-las, mas no fim todas elas guiam a um mesmo caminho. O quinto integrante é o barqueiro da morte, e seu Rio realmente é intransponível, mas do que seria feito essas águas turvas? Adorei a teoria do Chaios de veneno e barro; Seaking Tentacruel, Qwilfish, Quagsire, Whiscash, Swampert, Mantine, todos são Pokémons muito fascinantes e prováveis, mas estragaria a graça eu dizer se vocês já acertaram ou não, então vou ter que manter no sigilo kkk Mas vocês me conhecem, gosto de surpreender e certamente essa batalha os deixarão horrorizados e com um pesar no coração, a cada dia me sinto mais na ansiedade de escrevê-lo o quanto antes!

    Tog Tognetti, eu adorei receber seu comentário! Admito que as lutas que você separou em seu esquema são também as que eu mais desejo escrever, essas próximas semanas meu tempo ficou complicado por conta de dois trabalhos que preciso iniciar urgentemente, mas acho que vou ir achando uma brechinha para escrever e fazer desenhos, e caso não dê tempo de trazer um capítulo de qualidade farei o possível para melhorá-lo ao máximo sem deixar meus deveres de lado. Espero poder continuar vendo vocês por aqui galera, sei que essa semana será bem corrida para todo mundo e a tendência é somente piorar, mas se dermos sorte teremos um belo de um feriado logo aí, e com isso já poderemos estar renovados para muito mais! (:

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  22. Eae Canas, blz? Antes tarde do que nunca, não? Bom, vamos lá. A chegada dos reforços foi triunfal. Foi muito boa essa apresentação deles às essas magnificas batalhas que estão acontecendo. Com certeza todos esses novos apresentados já mostraram, de uma certa forma, do que são capaz, mas ainda eles tem muito a mostrar ainda, como o Machoke. As batalhas estão sendo ótimas, mas estou me atentando mais aos diálogos, os quais estão nos surpreendendo cada vez mais. Os detalhes também estão muito bons. Bom, fiquei um pouco prendido ao inicio do capítulo, na parte de Ike. Qual será a participação dele na ilha, mas a mais intrigante, a da Titânia. Um encontro do Maior Dragão com uma serpente colossal, será? Eu aposto nessa. Quanto ao quinto elemento do mal, não tenho palpite algum, quero mesmo é ficar nos suspense. Até mais!

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  23. Olá Canas! ^^ Como está?
    Excelente capítulo como sempre, finalmente terminei minha leitura e agora posso esperar por mais capítulos ^^ Pena que minhas provas começam amanhã...e_ê' Mas relaxa que arranjarei tempo para ler o capítulo seguinte caso poste essa semana!
    Começando, Ikeeeeee!! *O* Ike Ike Ikeeee~ <3 Adoro ele, OMG. Bateu saudades da Titânia @.@ Tiiih, volta, você é minha garota favorita!! T.T Por favor, volte!~
    Dawn a caminho da Iron Island, hell yeah! E nos deparamos com meu querido Marshall, yay! O maior detetive de Sinnoh! Ele é um ótimo personagem, foi uma ótima criação!
    E chegam os outros integrantes da Fire Tales! Meu querido Isaac! Poarr, eu não suporto a personalidade da Milady e.e Sério, prefiro Yandere à Tsundere (mesmo que ambas sejam irritantes das suas maneiras). O Magnum me deu medo O3O E eu sentia que a Malbora seria sádica, mas não, a Boca é quem mandava ali. Os primeiros dA Grande Criação são conhecidos da Mila e do Isaac, oh!
    Tadinho do Atros, espero que ele reencontre a verdadeira Malbora. Sinto que eles formam um belo casal, e espero vê-los juntos.
    Duke, sinto muito. Você pode ter destruído essa Boca maldita, mas eu ainda não consigo gostar de você ;/' Queria tanto que ele se tornasse um Empoleon...
    Bem Canas, vou ficando por aqui! Queria comentar mais sobre outras coisas, mas estou sem tempo D:
    Até a próxima, e que venha o Barão e o Beliel, eles são os caras \Ò.Ó/

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  24. Dê uma Chance à Esperança
    Eu quero um M \õ/
    Eu quero um I \õ/
    Eu quero um L \õ/
    Eu quero um A \õ/
    Eu quero um D \õ/
    Eu quero um Y \õ/
    Eu quero M-I-L-A-D-Y! \õ/ Kkkkkkkkkkkkkkk

    Se eu te dissesse que alguns dos vilões que eu aguardei mais ansiosamente eram o Nosepass e a Mawile você acreditaria? Eu curto muito esses Pokémons, mais especificamente nossa cara colega com uma boca na cabeça. E claro, que eu esperava ansioso pela batalha da Milady, então unir as duas foi simplesmente sensacional! Agora com os reforços chegando podemos enfim respirar em paz... Ou não? Cara, o Magnum é bem dahora. É como você disse, alguém da velha geração reequipado para ser um membro da nova. Esse cara quase me matou para descobrir quem era na sombra do níver de Sinnoh, vocês são muito maus! kkkk E a Mawile foi uma ótima sacada. Você demonstrou bem como apesar de todos serem fortes há diferenças entre os vilões clonados primeiro. A Malbora e o Magnum precisam ser controlados, e A Boca faz essa parte. Cara, deve ser tenebroso, imagina como deve ser, sofrer sempre com alguém te controlando! Que horror. E finalmente alguns dos personagens mais esquecidos tiveram a oportunidade de aparecer bem! Eu quase apostava que o Duke, o Sly e o Atros evoluiriam nesse capítulo. Ver o Isaac como o protetor de toda a sua família foi acolhedor, por mais que ele não tivesse tanto poder assim ele deu tudo de si. E a Milady é uma fofa sendo aquela típica personagem mandona e sabe-tudo, mas ver ela como uma mãe de família foi ainda melhor! Eu jurava que um dia isso aconteceria e pelo menos em uma cena aconteceu! Isso já dá pro resto da vida kkkk Fiquei com vontade de dar uns tiros nA Boca [Porque ela que controla os dois membros (Eu usei o "nA" certo? kkkkk Está me ensinando coisas com esse dA Grande Criação"). O Atros nem preciso falar, mas vou falar assim mesmo: Ele é simplesmente um dos mais fodas. Pegou o bonde andando e deu tchau na janelinha. Ele soube diferenciar os clones dos originais, e detonou geral! Esse merece meu respeito! E até o Duke teve uma brecha pra ele, quem diria? Um fim trágico para os clones, e foi bem triste a cena em que a Malbora2 falou tudo aquilo e desmaiou forever. Espero que o Atros encontre os originais, algum dia *-* kkk

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  25. GENTEEE MENTIRA UM NEGÓCIO DESSES!
    QUE CAPÍTULO FOI ESSE? OOOOO:

    Canas, você parece se superar a cada dia, sério. Esse arco já estava me impressionando muito, e agora está ainda mais. Tudo está ficando muito foda, a chegada dos reforços dos Fire Tales ainda vai causar muito alvoroço, tô sentindo!

    Ver o pessoal da Dawn lutando foi muito legal cara. Quase nunca (ou nunca) eles aparecem para quebrar o pau mesmo, não numa luta que eu chame de realmente séria. Mas agora... aaah agora sim eim! Gostei de ver! E ainda mais por quem ser os inimigos deles. Antigos amigos que agora não passam de meros objetos para os malditos dos Rockets.

    Manolo, esse Nosepass e essa Mawile lutaram para valer. Curti bastante a jogada com o Magnum aquela aparência e as características enquanto lutava, como por exemplo a bússola que aponta para o inimigo. E véi, coitada da Malbora! Essa boca, irck, que treco mais nojento. Odioso demais! Mas no final teve uma derrota que merecia. E esse Duke, aaaah Duke! Fugiu, fugiu, mas voltou e ajudou. Mas mesmo assim eu ainda to com raiva dele. E o Atros... Cara... Coitado do Atros! Admito que esse capítulo quase me arrancou lágrimas. E as falas da Malbora no final...

    Vou ficando por aqui e me atualizando com os demais capítulos \õ/
    Sayo Canas

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  26. Nunca imaginei que eu iria gostar tanto da luta das pessoas mais normais da guilda kkkkkk
    O capitulo começou com todo seu esplendor falando das atitudes da Dawn e do Ike, que tem se mostrado um personagem cativante ( eu já guardava uma simpatia por ele por causa do especial da ex-elite)
    Mas devo completar que da minha boca só saem elogios para esta saga dA grande criação
    Cheguei a imaginar a cena da Dawn andando com 12 pokémons ao seu lado, e achei a idéia genial, inclusive por saber que o Ike treina os seus pokémons dessa maneira.
    Canas... Uma coisa eu não posso negar, uma habilidade que você tem, e que vem se aperfeiçoando é a descrição de batalhas
    Guri as suas batalhas são animais... são poderes de pokemons adaptados para a forma humana, a criatividade dos movimentos que você cria, como o Hydro Pump do Mikau e a Magical Leaf do Leafeon são perfeitos.
    Eu tiro o meu chapéu para a Milady e A boca. Tenho um respeito maior por personalidades mais difíceis de trabalhar, e eu percebi que as falas destes personagens em especial estavam bem elaboradas.
    A cena que você descreveu do Isaac matando A boca e toda a agonia do grito sumindo com o vento quase me fez levantar e bater palmas.
    A luta do Atros foi incrível, ver ele lutando a sério era algo que eu queria muito ver e admito que nada disso me decepcionou.
    Acho que não houve melhor momento na sua vida para você descrever batalhas tão épicas como estas. E eu vi que tudo isso não passa de um prefácio para as reais batalhas da liga.
    Uma coisa que eu achei muito legal foi à interligação com o Sadness Orchestra, pois logo quando você mencionou sobre o Nosepass e a Mawille, eu logo me lembrei da citação anterior deles.
    Você é foda hein Canas kkkkkk isso deve ter sido 6 meses atrás kkkk (no mínimo para mim)
    Enfim... Ótimo capitulo, perfeita descrição e muita adrenalina. Eu não vejo à hora de ver os outros!
    Flw

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