Posted by : CanasOminous Aug 30, 2013

Faça seu Nome ser Lembrado!


Já teve aquela sensação de que algo dependia de você?
Não é como se sua vida fosse mudar depois disso, obviamente é possível continuar seguindo seu ritmo após uma vitória ou uma derrota bem merecida. Mas trata-se da Honra. É aquela velha ideia de que as pessoas estão te olhando, todas julgando, esperando algo grande vindo de você. Caso a derrota seja o caminho tomado, você receberá tapinhas nas costas de pessoas que dizem: Tudo bem, dá para tentar na próxima.
Mas não se trata de tentar na próxima.
É por seu ego, por sua determinação. Você vê todos os demais passarem, todos os demais chegarem um passo mais perto de seu sonho, e você não.
Ontem eu enfrentei o Volkner. Alguns poderiam dizer que foi empate, mas empate ou não, para mim aquilo serviu como uma experiência. Em meu íntimo acredito que perdi, e percebo assim que preciso treinar muito antes dos desafios que estão por vir.
A questão, acho eu, é que eu preciso treinar. Eu quero.
Trata-se da honra, do ego, da determinação. Deles, acima de tudo. De quando você subir naquele pódio e as pessoas apontarem cochichando bem baixinho entre elas: Ali vai um verdadeiro campeão!  Eles te lançam no inferno, eles te dão cicatrizes, trazem a dor até você e te fazem chorar no fim das contas, mas pelo menos estarão lá para te julgar. E pelo incrível que pareça, muitas vezes batalhamos para mostrar ao mundo essa capacidade. E eles dirão: Ali vai um lutador, um Lutador!
E dirão a mim: Este é um Lutador.

• • •

Já passava do meio dia e Luke ainda não havia acordado. Dawn ficava entrando na porta de seu quarto, abria um pequeno vão e espiava tudo lá dentro com olhos ágeis e ansiosos. Estava esperando a manhã toda que seu namorado acordasse para dar-lhe um presente, mas o jovem treinador estava mais do que exausto e não parecia disposto a sair da cama tão cedo.
A moça fechou a porta silenciosamente e foi em direção da sala onde Lukas preparava uma singela mesa para o almoço. Dawn cruzou os braços e sentou-se deprimida no sofá.
— Acho que o Luke morreu — ela disse preocupada.
— Dawn, ele é tipo um Ursaring hibernando. Deixe-o dormir, ele sempre gostou. E deve estar cansado de ontem, quando deu meia noite o Luke me disse que estava indo resolver algumas “coisas”, e eu nem vi o horário que voltou — respondeu Lukas.
— O pobrezinho deve estar exausto mesmo... — comentou Dawn.
— Temos bastante tempo agora. Na verdade, tempo até demais... Sabia que remarcaram o Grande Festival para o fim do ano, só para combinar o dia com a Liga Pokémon e ter uma maior repercussão? O que vamos fazer nesses próximos seis meses?
Dawn ajeitou-se em seu canto e cruzou as pernas, observando atentamente um pequeno embrulho escondido perto do sofá.
— Sei lá, talvez... Possamos ficar dando voltas, aproveitando mais um do outro, de uma maneira que não fazemos quando estamos em aventura.
— Já nos vemos todos os dias, você não se enjoa da gente? — brincou Lukas.
— É que acompanha-los é uma coisa, mas eu queria um tempinho... Só nosso. Um meu e do Luke. É que eu estava ansiosa para dar aquele presente para ele... Será que ele vai gostar?
— É aquilo que você comprou nas lojinhas de Sunyshore ontem, não? — disse Lukas com um sorriso doce. — Por sorte é fácil agradar o Luke com um presente. Ele gosta de coisinhas simples, pelo incrível que pareça não liga para presentes caros.
— Verdade?
— Sim, sim. Lembro uma vez em que estávamos mergulhando na praia a oeste de Sunyshore, próximo à Rota 222, e ele achou uma pedra achatada. Aí começou com uma ideia engraçada de pedir para todos os amigos dele assinarem a pedra, e até hoje ele a guarda em algum lugar perdido na casa de nossos avós.
— Mas o que exatamente uma pedra tem de tão importante? — perguntou a garota. — Tipo... É só uma pedra como qualquer outra, não?
Lukas levantou-se enquanto observava o mar azul da janela na sala.
— Oh, mas nenhum de nós conhece a história daquela pedra. Já pensou quanto tempo ela passou perdida, à deriva das ondas, somente para cair nas mãos do meu irmão? Creio que ele tenha tido este pensamento, de que aquela pedra estava destinada a encontrá-lo, tornando isto uma causa.
— Vocês têm uma filosofia de vida esquisita, — comentou Dawn — mas o pior é que faz sentido! Gosto dessas pequenas coisinhas em nossa vida, embora eu nunca havia parado para pensar por esse lado. Acho que nunca mais olharei uma pedra da mesma maneira!
Ela riu sozinha enquanto saía em direção da varanda ali fora.
— Vou ali fora tomar um ar fresco e já volto, tudo bem?


Dawn caminhou pelo jardim da casa de Erick com passos lentos, sentindo o vento soprar em seu rosto e a grama balançar sutilmente sobre seus pés. Vestia uma saia simples de cor lilás, com sandálias e nenhuma maquiagem do rosto, estava da maneira como gostava de ficar quando estava em sua própria casa em Sandgem. Os cabelos agora soltos já estavam emaranhados por conta do sol que voltara a brilhar logo cedo. Aquele cheiro de maresia, a água salgada, a visão belíssima; tudo trazia vagas lembranças de sua cidade natal, e de muitas outras.
Há quanto tempo já havia saído em jornada?
Dawn não sabia dizer, mas parecia que fazia muito. Na realidade não queria nem lembrar, desejava apenas que aquilo durasse para sempre. Quanto mais pensava, mais parecia que o final se aproximava. Luke estava com sua oitava e última insígnia, Lukas tinha em mãos a quinta fita pela performance em uma das apresentações mais incríveis de sua carreira como coordenador. E Dawn ainda nem sabia o que fazer de sua vida! Estava se tornando mulher, com novos desejos e anseios. Será que ela poderia continuar com aquela Aventura Pokémon por muito tempo?
— Ahh, eu queria ser criança para sempre...
Dawn liberou de sua pokébola um pequeno Piplup que há meses não tomava um pouco de ar. O Pokémon costumava ser seu único companheiro antes de sair naquela jornada incrível atrás de aventuras, mas no fim das contas surgiram tantos outras histórias para contar, amigos, rivais, problemas e imprevistos...
— Quando foi que eu cresci e nem notei, Piplup?
O pinguinzinho a rodeava alegre, foi em direção do penhasco e observou claramente as ondas baterem na rocha da falésia lá de baixo. Era uma vista linda, e Erick podia considerar-se afortunado por ter uma moradia tão linda na beira da praia e com uma vista daquelas. Até mesmo o farol estava, curiosamente, aceso, como se fizesse testes para voltar a funcionar.
Dawn abraçou seus próprios joelhos com mais força e retirou os chinelos.
— Piplup, eu não quero que essa aventura termine. Não quero mesmo. O que devo fazer?
O vento soprou mais forte de modo que Dawn tivesse de tirar os fios de cabelo do rosto que lhe atrapalhavam a visão. Esperava a resposta do vento, e ele sempre a surpreendia. A moça ergueu os olhos em direção do céu e viu uma imensa sombra que se aproximava de maneira suntuosa, fazendo um pouso digno no quintal da casa de Erick obrigando as árvores a se curvarem como se fossem receber um rei.
Era um imenso Salamence que carregava duas pessoas como seus passageiros, um homem e uma mulher. Dawn os reconheceu na hora, qualquer um reconheceria. Lukas saiu da casa correndo para saber de onde viera aquela rajada de vento, e surpreendeu-se ao notar a visita inesperada de seus pais de maneira repentina em sua aventura.
Melyssa desceu do grandioso dragão e esticou os braços em direção de seu filho que foi correndo para aninhar-se no aconchego do carinho de mãe.
— Mamãe? Pai? C-Como chegaram até aqui?
— Nós viemos fazer uma pequena visita, mas acredito que chegamos antes de todos os demais — respondeu Walter com uma risada. — O Erick foi visitar-nos em Twinleaf, então nada mais justo do que vir visitá-lo em Sunyshore, certo?
— Nós saímos juntos, mas você conhece seu pai... Se houvesse leis de trânsito no céu, ele já tinha perdido a carteira de motorista! — Melyssa retribuiu uma risada para seu marido, e Walter não escondia que adorava voar pelos ares como se estivesse em uma corrida.
— O Erick deve estar vindo pelo oceano, enquanto o Glenn e o Marshall muito provavelmente devem estar apostando corrida com ele para ver qual meio é mais rápido, a terra ou o mar. E eu aposto que o pequeno vai ficar por último, como sempre.
Dawn foi caminhando em direção dos dois para um cumprimento rápido.
— Senhor Walter, senhorita Melyssa, é um prazer revê-los!
— Ohh, a garota das batatas.
— O senhor nunca esquecerá aquele incidente? — ela deu uma risada.
— Aquilo me marcou, e se eu me lembro, pode ter certeza que foi muito importante para mim. Como vai, minha pequena norinha? — Walter não escondeu uma gargalhada. — É bom saber que está aqui para cuidar bem de meu filhotinho. O Luke está se comportando ou dando muito trabalho para você?
— Está dormindo — Dawn apontou para ao lado longe.
O próprio Walter esboçou uma feição severa.
— Dormindo? Já passa do meio dia e ele ainda está dormindo? Ora, vamos só esperar o Glenn e o Marshall chegar, e preparar uma surpresinha para ele...
Não demorou muito para que o barulho de uma cachoeira pudesse ser ouvido, e de cima do penhasco foi possível avistar uma onda elevando-se como se fosse dona de si própria. Um show de água e cores foi feito, misturando-se com a luz do sol e a coloração lilás de uma belíssima Kingdra Shiny que ali estava sobre uma torre de água que formava uma escada, praticamente a anunciando a entrada triunfal de alguém. E de braços esticados, ali estava Erick com a pompa que ele devia ter tido quando ainda fazia parte da Elite. Um ar notório de superioridade que jamais havia desaparecido dele.


— Ah, maldição, senhor Walter! Você ganhou mais uma vez! — Erick falou enquanto descia da pilastra de água que se desmanchava atrás dele. Sua Kingdra retornou para o mar ao aguardo de novas ordens logo em seguida.
Walter coçou a barba num sinal vitorioso. Gostava de ganhar.
— O céu sempre será o meio de transporte mais rápido de todos, só não imaginei que você fosse o segundo a chegar.
— E alguém não vai ficar nada feliz por perder a corrida — Erick olhava para uma cortina de fumaça e poeira que se fazia em uma estradinha de terra lá perto.
Os últimos a fazerem seu caminho até Sunyshore foram Glenn e Marshall, que vinham de carro. Mas a viagem já estava demorando tanto que um Rhyperior vinha carregando um Bugatti Veyron nas costas sem maiores problemas como se fosse sua mochilinha para a escola. Marshall segurava no volante calmamente como uma criança que não sabe dirigir senta no assento do motorista, enquanto Glenn bufava de raiva e apertava a buzina.
— De que adianta ter um carrão desses com 1.001 cavalos de potência, se essa região não têm lugar para andar com ele?!! É por isso que as pessoas nunca usam carros em Sinnoh, você fica preso no meio do mato a cada rota nova que faz!!
Glenn abriu a porta do carro e quando foi tentar descer, ainda na cauda de seu Rhyperior. Ele apontou para Erick parecendo extremamente revoltado e gritou:


— Você só ganhou porque o ambiente não me favoreceu, baixinho!!
— Meu caro Combs, os Pokémons sempre serão o melhor meio de transporte do mundo! E esse seu carro velho está poluindo demais o meio ambiente. Minhas águas não estão felizes com isso. O legal é pensar que três quartos da Terra é coberto de água, então... Eu levo uma ligeira vantagem, não acha?
Glenn ainda queria esganar o pobre Erick, e Marshall apressou-se em ir em direção de Walter para cumprimentá-lo, em seguida sendo surpreendido por Lukas que abraçou-o com carinho e ternura. Estavam todos ali, todos reunidos. Há quanto tempo aquilo não acontecia? Parecia ser motivo de uma reunião importante capaz de decidir o futuro de todos, mas na realidade tratava-se apenas de um almoço. Mas um almoço que com toda certeza não seria esquecido.
Walter olhou para a humilde casinha de Erick e levou as mãos até a cintura, soltando um suspiro de gratificação. Muita coisa mudara.
— Então, todos esses anos, você continuou na mesma casa... Lembro-me de ter vindo aqui uma ou duas vezes. Sunyshore me traz tantas boas lembranças!
— Na realidade, eu me mudei várias vezes. Comprei algumas ilhas paradisíacas nas Ilhas Laranja, cheguei a ir aos melhores hotéis de Hoenn, mas nada me agradava... Pouco a pouco tudo isso foi sumindo, até que voltei para cá e fiz um acordo com um velho para comprar de volta essa casa. Cheguei a pagar três vezes seu preço real! — Erick deu uma risada. — Embora tenha valido a pena... Este lugar também era especial para mim... Ele me acolheu quando todo o restante deu as costas.
— Você só se esqueceu de procurar a nossa casa quando precisou, mocinho — respondeu Melyssa, dando um tapinha na cabeça de Erick antes de entrar. — Podemos começar a preparar o almoço? Tenho um marido velho e barrigudo para alimentar, e ele fica tão bravo quanto um Snorlax quando fica sem comer!
— De maneira alguma, querida. Hoje nós combinamos que sou eu quem irá preparar o almoço — disse Walter em voz alta, para o espanto de todos. — Irei mostrar meus dotes culinários como o Campeão da Gastronomia.
Lukas revelou um sorrisinho e Dawn cutucou-o com o braço.
— Agora você sabe de onde vem essa sua habilidade culinária, não?

Todos adentraram a casa de Erick, que fora deixada em perfeitas condições por Lukas e Dawn que fizeram questão de cuidar dela nos últimos dias de sua hospedagem em Sunyshore. Havia dois sofás simples em torno de uma televisão, móveis de madeira refinados com um toque de praia em cada uma das prateleiras que guardavam conchinhas e outros objetos feitos manualmente, comprados em feiras de rua como presentes para amigos e familiares.
Marshall retirou seu chapéu e colocou o terno sobre um cabide. Erick ia apresentando as mudanças na casa para Walter e Melyssa, enquanto Glenn entrava chutando a porta.
— Cadê o pivete?! Por que aquele moleque não foi me cumprimentar??
— Está falando do Luke? — perguntou Dawn. — Ele está dormindo ainda...
— Dormindo?! Essa molecada só dorme, não faz droga nenhuma, e ainda acorda com sono! Aquele moleque... Vou dar um susto que ele jamais vai esquecer.
Enquanto Walter e Melyssa conheciam o segundo andar da casa, era possível ouvir a gritaria vinda lá de baixo, e o que parecia ser um Glenn se jogando em cima Luke e pedindo para que todos seus Pokémons gigantescos fizessem um montinho em cima do pobre coitado. Era a maneira mais legal de acordar uma pessoa.
Walter deu de ombros para a gritaria e observou o material de uma das portas.
— A casa está muito bem conservada, mesmo apesar da idade — disse o velho. — Você cuidou bem dela, Erick.
— É uma das poucas coisas boas que me restaram daquela época... Eu tinha de cuidar dela.
O rapaz esboçava uma feição entristecida e desamparada, e ainda era claro que ele não havia se recuperado dos últimos dez anos, frios e conturbados na companhia da solidão. Melyssa aninhou a cabeça do jovem em seu peito enquanto acariciava seus cabelos azulados.
— Já passou, meu querido. Agora está na hora de você me mostrar um sorriso e começar tudo de novo, não? Novos treinos, um novo estilo de vida, um novo sonho!
— Não sei se tenho mais objetivos, e nem sonhos, Melyssa... Parece que estou apenas seguindo o fluxo da vida, sem um caminho certo — comentou Erick.
— Você vai encontrar um mais cedo do que imagina, querido. Eu sei que vai.
Após terminarem de olhar todo o segundo andar, a senhorita Wallers comentou:
— Agora me mostre logo essa cozinha, porque estou doida para ver meu marido preparar toda a comida enquanto eu estico minhas pernas e assisto Vídeo Show na sala!
Os três desceram e se depararam com um Luke completamente acabado, com uma coberta envolvendo suas costas e os olhos arregalados de alguém que levara um susto tão grande que ainda não se recuperara por completo. Seu cabelo estava mais bagunçado do que um Shinx eletricutado, e sua mão com uma xícara de café ainda tremia. Luke abraçou seus pais, e o mais engraçado era notar aquele semblante do garoto. Como se nada tivesse mudado, agia com uma naturalidade imensa. Haviam se passado dez longos anos, mas ele agia como se estivesse em sua própria casa nos anos dourados da Elite.
— O que tem para o almoço? — Luke perguntou já se enturmando.
— Seu pai vai cozinhar — respondeu Glenn, sem esconder uma risada. — Então se prepare para morrer de fome.
— Vocês ficam aí caçoando de mim, vou mostrar que homem de verdade é aquele que sabe cozinhar — Walter também ria, enquanto colocava um avental de cozinha preto que mal cabia em seu corpo.
Pôde-se ouvir uma batida na porta, e por um instante todos pensaram se faltava alguém na sala. Lukas sentiu uma vibração positiva de seu colar, e quando foi atender deu de cara com Paula esperando-lhe do outro lado.
— P-Paula? Eu pensei que fosse voltar só semana que vem!
— Eu consegui tirar umas férias do conselho. Umas férias básicas de 12 horas, ou então o espaço fica em desequilíbrio sem a minha presença. Tudo para vir vê-lo! Senti que hoje seria um dia especial para você, e eu não poderia perder isso por nada.
Lukas corou levemente, sentindo uma imensa alegria pelo fato da Guardiã do Espaço deixar de cumprir seus deveres por algumas horas só para ficar ao lado dele. Aquele dia realmente seria inesquecível!
A cabeça de Glenn foi aparecendo de relance pela porta, falando bem alto em seguida:
— Aí, Waltão! Sua outra nora chegou! Por que não me avisaram que todos estavam trazendo a namorada? Se eu soubesse trazia as minhas também!
— A diferença é que você já está na casa dos quarenta, Glenn. Ninguém quer conhecer suas namoradinhas, a menos que vá se casar — respondeu Marshall.
— Olha só quem fala, o solteiro mais cobiçado da polícia. Fala sério, cara. Quarenta anos de idade, mas temos o corpinho e aparência de vinte! Só o Waltão que envelheceu alguns séculos. Viu só? É isso que filho faz com a gente...

Walter ia preparando diversas panelas ao mesmo tempo, era claro que ele sabia o que estava fazendo. Com seu Alakazam e um Gengar ao lado ele conseguia fazer tudo ao mesmo tempo, apenas mantendo o controle e a ordem na cozinha que já podia ser considerada uma arena de batalha. Melyssa não conseguia ficar longe de qualquer tarefa, então ajudava a preparar a mesa. Lukas e Paula também ajudavam no que fosse possível, enquanto Luke contava para Glenn de suas tantas aventuras até a chegada em Sunyshore.
O jovem então revelou seu porta insígnias com orgulho para o veterano.
— Oito insígnias? C-Caraca, baixinho... Você conseguiu!!
— Pois é, deu um trabalhão, mas cá estamos. Nem sei mais o que fazer agora, parece que completei mais um pedaço de meu sonho! Só falta um para cumpri-lo perfeitamente agora.
— A Liga ainda está bem longe — confirmou Marshall de longe. — O que pretende fazer nesse meio tempo?
— Ainda não faço ideia. Tô pensando em voltar para Twinleaf, ficar lá de boa, descansando. Tirar tipo umas férias e relaxar! O que acham?
Erick ouvia tudo de longe. Glenn dava tapinhas no ombro do garoto e o incentivava.
— Hah, hah! Demorô, baixinho! Vou levar você e seu irmão para o Hotel Deluxe Heart, aí passamos uma semana inteira vendo as gatinhas no corredor e os brotinhos na piscina. Eu até dou entrada para vocês no cassino, por minha conta.
Luke adorara a ideia, foi então que viu Dawn sentada no sofá, um pouco sozinha e desacompanhada. Ela parecia meio deslocada, afinal, era como uma namorada devia sentir-se ao ir visitar a família de seu namorado pela primeira vez.
Luke chamou-a para mais perto antes de falar:
— Pra falar a verdade, estou pensando em passar uns tempos com a minha mina também.
— Opa, esqueci que tu está comprometido! — brincou Glenn. — Não tem problema, a gente leva ela também!!
Dawn pegou uma pequena sacolinha que estava escondida e levou-a em direção de Luke. Glenn caçoou ainda mais dos dois, e lembrou-se de quando era ele em sua época tentando chamar a atenção das menininhas de seu bairro. Luke fora pego desprevenido com a surpresa.
— Pra você — disse Dawn de maneira singela.
Luke abriu o presente, suas bochechas estavam extremamente coradas, e era raro aquilo acontecer. Talvez ele estivesse envergonhado porque estava na frente de seu pai e de Glenn. Quando abriu o pacotinho improvisado, encontrou um colar de metal com seu nome gravado nele.
— Caraca, Dawn! Isso é muito show, parece aquelas plaquinhas de identificação que o Wolverine usa!
— Seu irmão também comprou — respondeu a moça. Luke procurou por Lukas na cozinha e viu que ele realmente estava com um colar muito semelhante. — É para vocês se lembrarem que um completa o outro, porque esses dois colares se conectam. Nunca se esqueça.
Luke segurou em uma das mãos de Dawn, e talvez quando estava para agradecê-la com um beijo, Glenn a interrompeu.
— Ei, mocinha. Você não quer chamar umas amigas suas?
— Como assim?
— Ahh, você está aí toda envergonhada. Quer chamar alguma amiga para o almoço de hoje? Só para relaxar, quem sabe você se solta mais?
— Chama a Cynthia, Dawn — falou Luke.
Glenn arregalou os olhos ao ouvir aquilo.
— Vocês conhecem a Cynthia?!! Porra cara, ela é tipo minha irmãzinha, conheci ela outro dia em Hearthome e nós até gravamos uma música juntos! Essa Cynthia é bem da hora.
— Gostosa — comentou Luke, acenando com a cabeça.
— Gostosa — confirmou Glenn da mesma maneira, olhando para o vento como se esboçasse o corpo da loira em sua mente. — Enfim. Vamos chamar a Cynthia então, agora sou eu que quero convidá-la para um jantar!
— É almoço, Glenn. — Marshall o corrigiu.
— Quem sabe não rola nada depois, hm?
— Ela é quase dez anos mais nova do que você — o homem deu uma risada. — E acredite, você não faz o tipo dela.
— Ora, falou o cara que a conhece perfeitamente!
— E a conheço. A Cynthia trabalhou no setor de pesquisa e informação da polícia há alguns anos. Fomos colegas de trabalho.
— Porra, essa mulher conhece metade de Sinnoh?! Isso que dá ser Loira, chama atenção por onde quer que passe...
Glenn procurou pelo número do celular de Cynthia no mesmo instante, e bastou apenas alguns segundos para uma rápida ligação e um convite especial. A loira parecia empolgada do outro lado da linha, mas a conversa foi breve. Glenn apenas acenava com o dedão positivo e um sorriso que mal cabia em seu rosto, como se confirmasse: “Ela vem!” Ele e Luke estavam animados, mas parecia que era Dawn quem estava mais feliz.
Walter já avançava com seus pratos de culinária exótica, e parecia que o velho homem levava tanto jeito na cozinha quanto sua esposa. O ex-campeão tinha um cuidado especial com aquilo, gostava de improvisar e testar novos temperos, e sempre se surpreendia por acertar. Os pratos ficavam não apenas saborosos, mas belos e apetitosos. Melyssa chegava a sentir inveja de todos o elogiarem pelo cheiro maravilhoso que vinha da cozinha.
— Pai, esse cheiro está me dando água na boca! Quando vai ficar pronto? — perguntou Lukas.
— Só mais alguns minutinhos — ele respondeu.
— Será que vai dar tempo da Cynthia chegar? — perguntou Dawn.
— Se não der, a gente espera!! — Glenn dizia de modo animado.
Logo, havia dado o tempo perfeito para que a carne estivesse pronta, e todas as demais panelas já fervilhavam com um arroz temperado com sazon, um molho curry para aqueles que gostavam de comida apimentada como Luke e até mesmo macarronadas para o lado italiano da família Wallers. Havia ainda um pouco de vinho da adega de Erick, e a mesa de jantar estava arrumada de maneira especial para uma ocasião ainda mais especial.
Enquanto Walter colocava as panelas direto do fogo para a mesa, ouviu-se uma batida na porta mais uma vez. Dawn foi quem atendeu, e a expressão da loira foi impagável.
— D-Dawn? O que faz aqui? — perguntou Cynthia.
— Hm, surpresa!? — ela falou encabulada. Nem ela sabia ao certo o que estava fazendo ali. — N-Não consigo nem acreditar que você veio mesmo, Cynthia!
— O senhor Glenn Combs havia me convidado para almoçar com a família dele... Quer dizer que você é filha dele??
Dawn deu uma gargalhada.
— Não exatamente, mas acho que estou começando a me sentir parte dessa família de verdade. Você, hm, vai entrar?
— Com você por perto eu até me sinto mais à vontade.
Somente quando Cynthia entrou na casa ela pôde compreender melhor o que era aquela “Família”. Pessoas que não tinham ligações sanguíneas, mas que acabavam criando laços muito mais poderosos. E todos que lá estavam já eram velhos conhecidos dela, inclusive Erick. Não foram necessárias cortesias ou cumprimentos, Glenn apenas acenou de longe e puxou uma cadeira do seu lado na mesa.
— Chega aí, loira! Vem comer que o cheiro tá bom!
— Nada disso, senhor Glenn. — respondeu Melyssa batendo na cabeça do homem com um pano de cozinha. — Quem vai se sentar na ponta é o dono da casa, o Erick!
— Eu não poderia — o jovem acrescentou. — Quem realmente deve sentar na ponta é aquele que nos incentivou a tudo isso... Que nos guiou e serviu como inspiração! Afinal, onde está o Walter?
— Opa, licencinha! Quem senta na ponta é o cara foda, ou seja, eu!
Antes que o velho se sentasse em seu aposento real, Luke já havia pulado para pegar a cadeira da ponta.
Walter puxou-o para fora e colocou outra cadeira no lugar. Começava uma briga intensa para ver quem sentaria na ponta.
— Ei! Tu me tirou do meu trono! — disse Luke furioso.
— A cadeira da ponta é minha, sempre foi, e sempre vai ser — respondeu Walter com uma risada.
— Por que??
— Porque, Luke... eu sou seu pai.
— Noooooooooo!
E todos caíram na risada.
A mesa estava servida, e ficava até difícil separar onde cada um havia tomado como assento, porque cada hora alguém levantava para pegar uma comida que estava na ponta e acabava sentando no lugar do outro. Erick teve até de sentar-se na sala, porque sua mesa não era feita para receber tantas pessoas, e eles tiveram de improvisar. Ele olhava para tudo aquilo admirado, extasiado. Fazia tanto tempo que não sentia aquela sensação familiar que mal podia acreditar que estava ali, estava de volta.
E a família Wallers falava de tantas besteiras que ficava até difícil entender o assunto. Melyssa estava furiosa com Walter porque todos pareciam preferir a comida do velho campeão à dela. Glenn parecia cantar Cynthia, embora a loira parecesse mais interessada mesmo em conversar com Dawn. Marshall olhava para Lukas ao lado de Paula e sentia orgulho em ver seu garotinho crescer, recebendo todo o carinho e cuidado de alguém que o considerava especial. Luke estava com a boca tão cheia que mal conseguia falar.
Erick sentiu vontade de chorar de emoção com aquilo. A saudade era o sentimento que prevalecia, mas acima de tudo, a concretização. Enquanto se deliciava com o banquete, veio-lhe uma dúvida:
— Luke, vi que você conseguiu as oito insígnias.
O jovem retirou o estojo do bolso e mostrou para todos. Walter pareceu surpreso, assim como Cynthia. Pelo fato de já terem sido campeões, eles é quem deveriam sentir mais orgulho daquilo.
E Lukas fez o mesmo, revelou as cinco fitas.
— Vocês conseguiram! — disse Melyssa, ainda mais orgulhosa de seus filhos. — Mal posso acreditar, no fim das contas esse almoço também serviu como uma parabenização por estes feitos!
— Agora, só falta a Liga Pokémon... E caso você a vença, entra a Elite e a disputa pelo título de campeão — comentou Cynthia de maneira simpática. — Eu é que não gostaria de estar lá em cima quando você me desafiasse!
— Ahh, mas um dia ainda vamos lutar, né? — brincou Luke, agradecendo o elogio e o apoio de todos.
O jovem olhou bem para suas insígnias por um tempo antes de comentar.
— O único problema é que... Não estou preparado para encarar a Liga.
— Você tem seis meses para isso, meu jovem — respondeu Marshall.
— Eu sei, mas é que já cheguei ao auge de meus treinos, não sei mais o que fazer, e preciso melhorar mais! Preciso melhorar eu como um treinador, meus Pokémons, minha concentração e determinação. Quero entrar naquela Liga com a certeza de que vou ganhar, quero ser o Melhor.
Walter acenava com a cabeça lentamente, sentindo que já ouvira aquela conversa antes em algum lugar. Ele olhou para Erick que apoiava os braços sobre a mesa com um estranho sorriso em mente, analisando tudo em silêncio. Walter sabia que o rapaz preparava alguma coisa.
— Então me diga, Luke... — Erick disse antes de levar o garfo até a boca. — O que acha de treinar comigo?
Agora foi a vez do garfo do jovem cair da mão.
— V-Você... tá falando sério?
— Seis meses até a Liga, não? Esse é o tempo que tenho para torná-lo o melhor de todos. Eu tinha praticamente a sua idade quando surpreendi seu pai e entrei na equipe. Posso fazer com que você faça o mesmo, e talvez até melhor.
— Um treinador para um treinador! — comentou Dawn. — Isso é incrível, você será lembrado como o novo prodígio, Luke!
Luke levantou-se da mesa num salto.
— Cara, claro que eu quero!! Por favor, me treine!! Me mostre suas técnicas, seus métodos, tudo aquilo que o fez tornar-se tão lendário com a sua idade!! Eu prometo dar o meu melhor!
— Então está decidido — comentou Marshall do outro lado da mesa. — O Lukas também irá treinar.
O pequeno quase engasgou com seu suco, obrigando Paula a dar leves tapinhas em suas costas.
— Como é? Vocês estavam falando do Luke até agora, não? Por que de repente eu virei o assunto?
— Ora, não vai querer que apenas o seu irmão se destaque, certo? Não se esqueça que o Grande Festival também é no fim ano, e você têm de mostrar muito mais que uma apresentação, têm de provar que é forte. — dizia-lhe Marshall. — Então eu serei o encarregado por treiná-lo.
Glenn cochichava com Erick ali perto.
— Cara, será que o Marshall ainda faz aquele treino intensivo dele?
— “Aquele” tipo dos soldados espartanos? Nossa... — indagou Erick, em silêncio. — Estou começando a ficar com pena do pobre Lukas...
— Uow, então os Irmãos Wallers serão treinados por verdadeiras lendas! — disse Dawn em voz alta. — Agora só falta nós duas começarmos um treino também, não é, Cynthia?
A loira lançou um olhar tentador para a moça.
— E-Eu estava brincando.
— Gostei da ideia — Cynthia apressou-se. — Seria uma boa oportunidade para deixar seus dois amigos neste treino intensivo, enquanto nós duas também fazemos o nosso. Podemos viajar por aí, conhecer novos lugares. E você me disse que desejava ser pesquisadora. Posso ensinar tudo para você!
— Opa, então eu também quero ser pesquisador agora!! — disse Glenn levantando a mão, recebendo um cutucão de Melyssa ao seu lado.
Walter olhou para as três crianças, e gostou do que viu.
Sentiu determinação, fé, coragem e respeito pelos mais experientes. Estavam dispostos a dar tudo de si naquele treino, que apesar de longo e pesaroso, seria essencial para aquela reta final.

Por fim, o treino havia começado.
E a primeira etapa era limpar aquela louça imensa que Walter deixara na pia. Naquele sentido pelo menos Melyssa era um pouquinho mais cuidadosa, e agora estava explicado porque Walter nunca ficava para cozinhar nos almoços do dia a dia.
— Na hora de comer é bom, né? Agora quando tem que limpar tudo vocês somem! — disse Melyssa em voz alta, sabendo que iria restar para ela.
Luke e Erick já haviam saído pela porta de entrada em direção da praia, correndo como duas crianças que vão buscar seus Pokémons pela primeira vez.


As ondas iam e voltavam movimentando o fluxo de conchas que ali estavam. Luke pegou uma pedrinha e observou-a atentamente, jogando-a de volta para o mar sem muita força. Erick desenhava no chão com um graveto, parecendo definir uma estratégia desde agora para os próximos seis meses que estavam por vir.
O rapaz de cabelos azulados encarou Luke e sorriu, mas não disse nada. Seus olhos brilhantes encaravam o mar esperando a visita de alguém, e não demorou muito para que uma belíssima Kingdra Shiny fizesse seu caminho até a costa.
Luke estava pasmo com aquela visita, nunca antes vira um Pokémon de coloração diferente como aquele.
— Eu sabia, sabia! Você tinha um Kingdra, e ainda por cima, Shiny!
— Esta é a minha mais antiga companheira, não é mesmo, Akagi? Passamos por muitas coisas juntos, e ela estava lá quando entrei na Liga e lutei ao lado do seu pai. — Erick fez uma pausa. — Quem diria que agora eu voltaria e lutaria ao lado do filho dele?
Luke jogou uma pedra na água e observou-a quicar. O sol estava para se pôr, e a visão era tão linda quanto o brilho perolado das escamas da Kingdra. Erick sentou-se ao lado do jovem e soltou um suspiro.
— Acho que era disso que eu estava precisando. Um novo sentido, um objetivo, um sonho. — Erick olhou para o jovem. — E meu sonho agora é ver você ser campeão, é vê-lo chegar lá no topo e ser muito melhor do que eu. Eu nunca consegui me tornar campeão, e para ser bem sincero não penso mais nisso. Mas você, meu garoto... Nasceu para brilhar!
— Erick, eu vou dar tudo de mim para ser o melhor treinador que Sinnoh já viu.
O veterano da Elite levantou-se e olhou para o horizonte.
— Então vou te avisar de antemão como as coisas funcionarão em nosso treino, e não apenas nele, e sim, na vida.
Erick fazia uma contagem com seus dedos.
— 10% sorte. 20% habilidade. 15% concentração e força de vontade. 5% prazer. 50% dor. E 100% de razões para você conseguir seguir em frente e fazer o seu nome ser lembrado.
Luke também levantou-se.
— Então me diga o seu nome — pediu Erick.
— Luke.
— Eu não ouvi direito.
— Luke!
— Mais alto.
— LUKE!!
— Faça as pessoas se lembrarem.
— LUKE!!!
— ...Este é um Lutador! Faça o seu nome ser lembrado não apenas hoje, mas pela eternidade!

Fim da primeira parte da Saga Platina.

      

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  1. E foi com esse capítulo que notei uma coisa: POR MÊS, ao todo, perco umas dez, vinte, trinta ou quinze horas pensando em Sinnoh... :_________)

    — Piplup, eu não quero que essa aventura termine. Não quero mesmo. O que devo fazer?

    EU TAMBÉM NAUM, DAWN!!!!!!!! ME ABRAÇA, FOGOSA T____________T

    Bela tentativa, Caninhas. Ainda não shippo Dawn X Cynthia. MAS ENFIM! Cara, eu ainda sinto que... Sei lá. Que estamos distantes da Liga. Passou tão rapidamente rápido... O Luke ainda me soa como aquele garotinho que tinha um Gible V1D4 L0K4. Não como a lenda que é hoje.

    E ainda perguntam porque eu AMO essa família! Hahahahaha, pobre Glenn, e pobre Cynthia! Mulier, tu tá chamando a atenção dos veim, hein?

    E noix, os jovens, não estamos preguiçosos: ESTAMOS EM FASE DE CRESCIMENTO, TÁ? Ù.Ú

    Não... Primeira parte da Saga Platina, não acabe... Quando você acabar, AVENTURAS EM SINNOH VAI CHEGAR AO FIM!!!!!!!!!!!! *Estende a mão pra um Gijinka da Primeira parte Saga Platina* Eu te apresento ao Ryu, mas não acabeeeeeeeeeeee! T--------T

    — 10% sorte. 20% habilidade. 15% concentração e força de vontade. 5% prazer. 50% dor. E 100% de razões para você conseguir seguir em frente e fazer o seu nome ser lembrado.

    Nesses cinquenta por cento de dor, eu já tinha me cagado. But, vai ser épico do mesmo jeito. Mas admito que eu prefiro o Tio Marshall. Desde pequena, sempre gostei mais dos Bad Boys. Não pergunte porque 'e.e

    MAS UM LUKAS APARECER NA MINHA FRENTE NÃO TEM PROBLEMA NENHUM. Só pra avisar. 'kkkkkkk

    Eu ri tanto na parte do Almoço, que minha mãe disse "Calaboca, minina, teu irmão tá dormindo!" (QUANDO ELE DORME, TODO MUNDO CALABOCA, QUANDO EU DURMO FAZEM UM EARTHQUAKE!)! Muito divertida essa parte, bom pra descontrair o clima do capítulo anterior...

    SAYONARA, PROVAVELMENTE FANBOY DA CYNTHIA! (Mas quem não é?)

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  2. Acho legal não começarmos a dizer quanto tempo gastamos com Sinnoh, ou eu veria que os últimos 3 anos... Enfim. Sabe que eu acho engraçado como muitas vezes o que os personagens dizem refletem diretamente o estado de espírito do autor? Essa cena onde a Dawn fala: Não quero que a aventura termine. Você pensa que é ela falando ou eu? Fica até difícil especificar, mas digo que praticamente tudo que rola e acontece tem alguma coisa a ver com tudo aquilo pelo qual passamos.

    Ei, o Luke teve o Gible faz um tempão mesmo... Você não tem noção do orgulho que sinto quando vejo o que aquele dragãozinho se tornou! Naquela época o Luke ainda pedia para o Aerus usar o Earthquake no Level 20 kkkkk Hoje ele deve estar nos Lv. 72 e ainda não consegue usar o bendito Earthquake do jeito certo. Culpa da TITÂNIA!!!

    A Liga realmente parece que está longe, mas estamos chegando perto do Capítulo 90, eu não poderia me prolongar com treinos! Então, fiz essa parada para simbolizar o tempo. Garanto que vai passar rapidão, mas quando vocês verem a transformação nos personagens ai vai dar para notar como o tempo passou e eles melhoraram. Sempre para melhor! Vou ir preparando tudo para a Liga, nesses próximos dias estarei trabalhando a mil por hora, então 'simbora!

    PS: E não, eu não sou fanboy da Cynthia. Não sou chegado em loiras e não curto tanto o jeito dela kkkkk Ahh, mas não resisto uma com cabelo curtinho da Wiki ou o estilão da Lyndis!

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  3. Ah (insira palavrão aqui)!
    Sério? Canas, sério, vc só melhora. Desde o capítulo 1, a cada capítulo vc me surpreende e só vai melhorando a qualidade. Assombrosa essa sua capacidade de nos dar obras-primas nessa frequência.
    E esse almoço? Eita, porra. Se eu falar que me senti em casa, vc acredita? Kkk! Mas sério, me lembrou muito minha casa. Aqui, normalmente é Mamãe que cozinha, mas, dia de domingo é papai. Cozinha excessivamente bem, mas é lambão igual o Waltão. Kkk! E, sempre, as cobertas são na base do grito e do xingo. Kkk!
    Mas agora o bicho pega, a cobra fuma e o trem fede. Kkk! Sério, canas, se vc não falar como foi o treinamento de todos, juro que te trucido. Kkk! Quero saber das loucuras da cynthia e da dawn. Quero saber TUDO do treino do lukas e do luke. Everything!
    Será que o lukas vai criar amor com pokemons noturnos e eva será uma esbelta e linda umbreon? Seria bem foda. Kkk
    Mas já estou delongando. Adeus pessoas!
    Adieu,
    Moacyr

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  4. Não sei dizer se era previsível que eu estaria fazendo essa pausa, mas é um pouco pelo bem do roteiro e o andamento da história. Infelizmente eu não irei contar como foram os treinos! kkkkkkk Yeah, vocês ficarão afastados dos jovens esse tempo todo, e só poderão conferir o resultado quando ele chegar junto da Liga Pokémon. Mas não se preocupe meu caro, trarei episódios dos FT e talvez alguns Supports, eu inclusive irie liberar todos os Gijinkas nesse meio tempo e farei uma atualização final na lista dos personagens, pelo menos assim vocês não ficam nessa ansiedade de poder conferir como está um arraso essa nova aparência dos Pokémons!! E mano... Mano... Tá MUITO foda!! Vocês têm que ver como aqueles personagens que eram esquecidos ficaram legais!!

    Ehh meu caro, eu queria passar justamente essa sensação de família. Pais na cozinha, almoço de domingo, amigos e namoradas. Pensei se eu deveria deixar tudo tão marcante quanto aquela despedida da Titânia, mas optei mesmo por fechar mais um ciclo, o ciclo familiar mesmo, até porque pouco a pouco vamos nos despedindo dos personagens. Chega de descanso, esta foi a última vez!! Daqui para frente é só batalha, só luta, só morte!! Quero ver todos os Pokémons dando seu melhor e encarando de frente os Remarkable Five. Irei surpreendê-los, trarei evoluções inesperadas, personagens que voltarão ainda mais poderosos, e de fato, agora a cobra vai fumar kkkkkk

    E só tenho que agradecer o apoio de vocês até aqui, galera. Passamos por muita coisa, e nem eu acredito que estamos chegando tão perto destes momentos finais! Dawn e Cynthia, Lukas e Marshall, Luke e Erick... Esses garotos voltarão mais fortes do que nunca, e enquanto eu ficar de hiatus vou ir planejando tudo até o dia em que eu for voltar. Espero que tenham paciência para esperar, mas como é de praxe vocês já sabem que eu cumpro com minha palavra, e não irei decepcioná-los! Não irei.

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  5. Cara, hiato de novo, agora como eu vou fazer pra saber que dia da semana é? eu só sabia porque eu contava os dias pra chegar sexta...
    Cara ainda passava vídeo show nessa época era? faz tempo que acabou, pelo menos aqui no meu estado.
    ''— Porque, Luke... eu sou seu pai.
    — Noooooooooo!'' Star wars total kkkkkkkkkkkkkkkk
    E Melyssa perdeu seu posto de cozinheira chefe...
    Cara, os três vão treinar com lendas, que foda...
    canas eu tive uma idéia, faz SC mostrando quando cada pokémon evolui, tipo o treino a circunstância e etc, ai logo depois posta o remake do pokémon.
    Já ta na reta final de AeS, eu queria falar, ou digitar que seja, uma coisa bonita e profunda, uma filosofia bonita que nos fizesse pensar e refletir à vida, mas as palavras me fogem à cabeça e eu não sei o que falar, só vou dizer que desde quando eu comecei a ler no capítulo 3, faz muuuuuuuuuuuito tempo, eu lembro que eu não tinha o costume de deixar comentários, e de lá pra cá eu vi esse blog crescer vi o nascimento dos FT, vi o surgimento e o consequente termino do Daycare center, vi especiais maravilhosos como o Sadness Orchestra, Ex-elite 4, Diario da Danw, e muitos outros, eu conheço sinnoh tão bem que chega a me assustar, eu só quero dizer à você Canas é: obrigado pelas incontáveis horas de diversão, alegria, raiva, drama, suspense e vontade de entrar no computador e dar uma pisa em alguns personagens(que mesmo odiando eu aprendi agostar), que tive em frente a esse computador.
    E que venha a reta final! Que chegue o fim para poder vir um novo começo!(mesmo que eu não queira que acabe tão cedo)
    Poi é só Canas, vou-me indo. Até mais!
    De: Firewall
    P.S.: A partir de já, vou começar a escrever algo bem bonito e épico pra colocar no ultimo capítulo, eu preciso de muito tempo, porque minha criatividade é uma me***.

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  6. Ehh meu caro, mas este será um hiatus necessário! Juro que eu continuaria seguindo com o ritmo dos capítulos, mas é que veja só quantos personagens temos nos Fire Tales! Eu totalizei 32 desenhos, 32 criações, esboços, passadas à caneta e horas no Photoshop colorindo tudo. Cara, é uma parada demorada, posso dizer que estou planejando isso sabe desde quando? Mano, Junho de 2012. 2012!!! Já tem um ano que fiz os primeiros sketches dos personagens, desde aquela época eu estive planejando e ainda não estou nem perto de terminar, isso porque quero trazer um final digno de tudo aquilo que construí. Mas não se preocupe com esse hiatus porque ele será divertido, muito provavelmente continuarei trazendo matérias divertidas e atualizações do enredo, principalmente do "treino" dos personagens!

    Ei, eu assistia Video Show, demoro? Estou meio desatualizado só kkk É que sempre passava na TV na hora que eu estava almoçando, aí lembrei da minha mãe falando. Star Wars sempre ownando, quase que arranco a mão do Luke fora com um garfo kkkk Coisas de Geeks. Mano, eu só não garanto que farei um Support para cada perosnagem porque veja bem... 32 Gijinkas man, eu teria de dar atenção para todos! kkkk Mas não se preocupe quanto à isto companheiro, porque eu atualizarei as fichas e farei algumas notificações bem legais, e só através delas já dará para ter uma boa noção de como cada um vai treinar, como seguirão seus passos e se tornarão tão poderosos.

    Iriei mostrar tudo, só não vou detalhar. Quero que esse treino seja uma espécie de... segredo. Como se fosse a parte de projetação de um capítulo, vocês nunca sabem o que rola antes dele ficar completamente finalizado! kk Rapaz, e passamos por muita coisa mesmo, hein... Nem eu sei mais como ficar escolhendo palavras bonitas ou essas coisas, elas simplesmente fluem! E ainda me lembro de quando o vi pela primeira vez por essas bandas, lá no The Omascar da Saga Pérola... Alguns leitores vão e voltam, e embora eles não saibam, eu espero! Meu maior presente seria ver todos eles reunidos aqui no capítulo final, e até lá... Nossa, até lá eu também terei que preparar o coração!

    Vamos deixar as cortesias para o final, ainda temos muita treta pela frente. Especiais que foram e faliram, que alcançaram seu auge há muito tempo. Day Care Center!! Ehh, meu caro, você tirou algumas coisas do fundo do baú. E certamente eu guardarei todas essas histórias, porque eu também me diverti muito. Nem me fale do final, cada semana que passa é um passo mais próximo do derradeiro "The End". Nem sei se poderei suportar a ansiedade kkkkk Cara, obrigadão pelo comment, nos vemos logo mais! Esses treinos ainda vão longe... See ya.

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  7. Cara cara, cara... Fiquei pensando no que você reservaria para este capítulo, já que marcaria uma nova era. Mas foi uma simplicidade tão divertida que tornou tudo inesquecível! Um almoço, como tudo começou. Senti uma nostalgia em vários momentos, lembrando de quando tudo estava em seu começo, e agora mostramos as cinco fitas e as oito insígnias... E man, aquela conversa da Dawn com o Piplup me touxe uma sensação diferente, foi como se eu me lembrasse do começo, quando ele era um Piplup, e não o Duke, o que eu gostei. Foi para matar a saudade, e eu adorei... Quero conferir esse resultado dos treinos, aposto que os Pokémos voltarão como verdadeiras máquinas!

    OBS: Você com sua história das pedras... Deve ser a terceira vez que vejo alguém a citando por aqui kkkkkkkkkkkkk Droga, agora não consigo olhar e ver simples... Pedras! Kkkkkkkkkk

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  8. é impressão minha.. ou no final do texto tem um trecho da musica "remember the name" do Fort Minor?

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  9. Com toda certeza cara, quer uma música mais épica e marcante do que essa? Eu não curto muito a versão original, mas costumo pegar remixes com outros rappers e uma galera da pesada que faz a música "Remember The Name" se tornar ainda mais épica! Quando coloco esse som nos meus fones sinto o negócio batendo lá no coração e na alma kk Sem contar que o próprio título lembra o nome da música: Faça seu Nome ser Lembrado. Remember The Name!

    É comum que eu coloque letras de música em meio às conversas, bem comum mesmo... Agora não estou lembrando onde estão as outras, mas e aí? Acha que consegue encontrar mais algumas em torno da fanfic? kkkkkk Música é vida!

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  10. kkkkkk na realidade eu achei a ideia muito legal.. curto muito essa musica.. a é na verdade.. eu estou no capitulo 15 da fanfic ainda kkk eu só dei uma folhada nesse capitulo, mas eu acho muito foda aventuras em sinnoh só que eu sou preguiçoso mesmo kkkkkk

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  11. Ah, enfim encerrei essa parte da Saga Platina. É, não consegui alcançar a meta de terminá-la antes que você começasse a nova temporada, mas pelo menos ainda estou no saldo positivo com relação ao dia. Então lerei ainda hoje o interlúdio, e daí parto para me atualizar no resto todo (Fire Tales, Support Conversations, Especiais, etc).

    Cara, esses capítulos mais simples são realmente divertidos! Agora eu sei o motivo pelo qual você me cobra tanto esse tipo de coisa lá em Hoenn. Prometo prestar mais atenção nisso, e como eu disse fique atento, pois teremos alguns capítulos assim por lá.

    Voltando ao assunto Sinnoh, foi bem legal ver a galera das antigas toda reunida assim de novo. Parece até que eu acabei de ler um capítulo do Ex-Elite Four! Cara, o Erick é realmente o tipo de personagem cujo sumiço valeu a pena. Acredito que você passou todo esse tempo lapidando a personalidade e a história dele para que pudesse torná-lo um dos personagens mais notáveis nessa reta final. Bom trabalho!

    Mas eu ainda estou com essa dúvida. Cada um dos três vai para um canto agora?

    Bem, que venha agora a nova Saga. Me arrependo de não ter entrado em dia antes. Todo o pessoal daí de cima sentiu a magia de esperar 6 meses, e eu não vou poder desfrutar disso. -_-

    Enfim, parabéns por mais uma etapa completa! Agora é hora de concretizar tudo que você construiu até aqui. Até mais!

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  12. Oh, Goddesses.... Eu amo tanto esses caps família <3 Não importa o quanto eu ame batalhas fodonas, nada nunca alcançará meu amor pelos tranquilos capítulos onde todo mundo se senta numa mesma mesa e almoça junto. Porque, no final das contas, é isso que nos mantem firmes, é a nossa família (seja de sangue, seja de coração) que consegue nos manter de pé quando nos sentimos perdidos, sem rumo.
    E, ain, Erick, deixe-me te abraçar <3 ~e enquanto você está distraído eu sumo com a bitch, yep ~
    Bem, finalmente cheguei aqui! Os seis meses! Lembro quando você anunciou isso e pensei "ah, agora eu me atualizo!" Ai, ai. Sdds eu cumprindo essas metas de leitura, sdds. Mas, bem, não vamos falar de meus fracassos, vamos é seguir em frente! Pretendo ler alguns caps de FT agora, mas não faço ideia de quantos vou conseguir ><

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