Posted by : CanasOminous Jan 11, 2013

         
Houve um sopro de vida. Por um momento Lukas sentiu que seu corpo voltava a pulsar, tentou abrir os olhos, mas a claridade no local ainda não permitia que ele visse tudo claramente. Tinha visões que transpassavam por sua mente e cada vez que voltava a sentir o fôlego em seus pulmões a imagem de uma linda mulher era formada diante de seus olhos. Ela tinha longos cabelos róseos e parecia apreensiva com algo, constantemente afastava os fios sedosos da frente dos olhos, o que fazia com que o moreno pudesse ter uma visão de relance daquela belíssima figura divinal. Estaria ele sonhando? A moça murmurava palavras num dialeto há muito esquecido, e cada vez que sentia um toque suave em seu rosto uma força interior parecia evidenciar-se.
Lukas, não desista.
O jovem levantou-se pasmo ao sentir um empurrão em se peito, era como se ele tivesse voltado do mundo dos pesadelos e fugido das garras de Darkrai para o berço de Cresselia. Demorou a raciocinar o ambiente ao seu redor, mas sentia que estivera ali há pouco tempo. Era um santuário particular no topo do Spear Pillar, localizava-se em uma área mais afastada, longe da destruição e do terror que vira antes de desmaiar. Lukas acreditaria que tudo aquilo era um sonho, mas havia uma mulher que o observava de longe sobre um canteiro de flores, e seu olhar lhe era bem familiar. Trazia um certo conforto, uma sabedoria que vem de cima, a sensação que um filho só sente quando está protegido nos braços de sua mãe.
Lukas tentou levantar-se, mas ainda não tinha forças. Ao vê-lo tentar, a moça imediatamente percebeu que o enfermo havia se recuperado, o que foi um imenso alívio para ela. Ela ergueu-se e correu em sua direção ajoelhando-se para ficar na altura dele. O jovem lutava para lembrar-se aonde vira alguém parecido. Era uma moça muito alta, tinha seios fartos e os olhos exalavam uma serenidade pacífica. Trajava uma armadura leve e parecia ter acabado de deixar uma batalha mitológica, mas ali, diante de um único garoto e um santuário tão belo, ela devia ser um verdadeiro anjo.
Sua voz soou como um cântico dos tempos antigos.
Lukas? — disse ela, que ao dizer seu nome o jovem involuntariamente sorriu — Você despertou! Estou tão feliz que tenha se recuperado, mal pude suportar a ideia de perdê-lo.
O garoto passou a mão em sua cabeça, sentindo que o machucado que tinha adquirido na batalha da Ilha de Ferro já não doía mais, tal como nenhuma outra ferida que guardara durante todos aqueles anos. Era como se tivesse nascido novamente. Ele voltou-se para a mulher de cabelos róseos e perguntou:
O que estou fazendo aqui? O que houve?
Você está a salvo agora. Os humanos tentaram criar um novo universo corrompendo os heróis de minha raça, mas estamos lutando para impedi-los. Você e seu irmão foram vítimas de uma oferenda, e por pouco não perderam a vida. Acredito que há muito mais nos humanos do que vocês próprios podem imaginar. — disse a mulher com um sorriso — Este é o Templo de Arceus, o último refúgio divino construído no topo do Mt. Coronet. Dizem que foi aqui onde ele deu origem a tudo e a todos, pode-se dizer que foi aqui onde nasci. Esta é a minha moradia.

     
Image by: Nyx

Lukas olhou para seu redor e viu como aquele ambiente era belo. No centro, um vitral com a figura de Arceus formava o mais belo retrato que um humano poderia ver, e agora ele finalmente podia contemplá-lo com calma. O chão onde pisava era florido, sem nenhuma falha, era como se pés humanos jamais tivessem feito seu caminho até ali e as mais belas flores simplesmente desabrochassem por obra da natureza. Os pilares de mármore eram brancos e antigos, mas não perdiam sua glória do passado. A luz que transpassava o vitral já não era vista, o que indicava que possivelmente era noite. Ao ver a semiescuridão que o santuário se encontrava, a mulher falou:
Tempos escuros cobrem nossa existência. Os dias já não são tão claros e belos quanto antigamente, pois uma maldade passou a evidenciar-se no coração de cada alma viva neste planeta. Eu gostaria que você vivesse para ver a glória desses dias ser recuperada, Lukas. E certamente irá.
O garoto ouviu admirado as palavras daquela mulher e sentiu o quanto era familiar aquela voz em seu coração, era como se ela o acompanhasse há anos em seu subconsciente. Não era um sonho, mas sentiu que estava próximo de ser um. Diante de toda aquela calmaria não pôde conter-se em perguntar.
— Desculpe-me, mas quem é você?
A moça ajeitou seus longos fios róseos atrás da orelha e olhou de cima para baixo nos olhos do garoto. Suas bochechas estavam levemente coradas, mas seus olhos ainda demonstravam sedução.
Já nos vimos antes, jovem Lukas, e eu atendia pelo nome de Paula. — explicou ela para o garoto, surpreso ao lembrar-se da misteriosa figura que conhecera em Veilstone. — Mas hoje, dirijo-me a você como Palkia, o Guardião do Espaço.
Lukas recuou ao ouvir aquilo, mal podia acreditar. Adorava Mitologia e divertia-se com as histórias contadas por sua professora nos tempos de escola, mas eram histórias, mitos e lendas; não tinha como ser real. Todas as dúvidas em sua mente geraram um turbilhão de pensamentos, as palavras mal saíram de sua boca por tamanha surpresa.
— M-Mas como?
Estive tentando impedir o fim do mundo há muito tempo, procurei pela Lustruous Orb e a Adamant Orb incansavelmente, mas os humanos as encontraram antes. Cheguei bem perto de reconquistá-las em Hearthome e na cidade portuária de Canalave, mas não fui capaz. Há uma regra no mundo dos Pokémons Lendários que impede a intromissão na vida dos humanos, e desde então perdi esses artefatos de vista. Se eu tivesse os recuperado, nada disso teria acontecido.
Lukas ainda estava boquiaberto. Paula sorriu concordando que aquilo era uma notícia e tanto, mas ele devia assimilá-la o quanto antes. Não havia tempo a perder.
Você é um garoto muito especial, Lukas Wallers, e eu o tenho acompanhado desde que o vi pela primeira vez. Nos apresentamos como humanos, mas hoje, quero que saiba minha verdadeira identidade.
— Espere, está dizendo que você era um... Pokémon?
A mulher sorriu diante da ingenuidade da criança.
Sim, eu sou um Pokémon, mas tenho a habilidade de ser como vocês e misturar-se ao seu meio, mas nunca influenciar no livre arbítrio de alguém.
Lukas soltou um longo suspiro ainda impressionado, juntava alguns pontos desde que saíra de viagem e encontrara-se com Paula pela primeira vez, mas ainda era difícil de acreditar.
— Isso explica algumas coisas, eu acho... Então você estava atrás de um objeto sagrado para impedir o mundo da destruição... Você e seus amigos. — disse o garoto ao tentar assimilar tudo aquilo.
— Sim. Eu, o Dialga e o Giratina. Acho que eu já cheguei a apresentá-los como Diego e Gilbert. — respondeu Paula com um sorriso espontâneo e inocente — Recuperamos a Griseous Orb de um cemitério, mas as outras duas não fomos capazes... Pelo menos pudemos abrir uma passagem pelo Distortion World, e assim, impedir a destruição do mundo, mas foi por muito pouco.
Paula levantou-se e foi até uma das janelas do templo, encarando uma nuvem negra e pesada que formava-se no céu.
Giratina é traiçoeiro, mas sei que há bom senso em seus atos. Ele prefere não envolver-se nos problemas dos outros, contanto que não o perturbem, mas sempre procura um meio de divertir-se à custa dos humanos. Para ele, tudo isso pode não passar de uma mera diversão, mas saiba que ele está do nosso lado nessa batalha, quanto à isso você pode ficar tranquilo.
Lukas abaixou a cabeça, tendo sua mente agora ainda mais confusa com toda aquela história dita por Paula. Lukas tinha de olhar para cima quando conversava, pois ela era muito alta. A moça sorriu e o afagou seus braços de maneira maternal, Paula notou que o jovem tinha dificuldades em assimilar tudo aquilo, e mesmo no estado corrido que se encontravam ela tinha de dar tempo ao tempo.
Eu o observei, Lukas. Você é especial. Tão especial que eu me disponibilizei a salvá-lo acima de tudo, pois com você percebo que o mundo ainda tem esperanças.
— Por que eu? O que fiz para merecer seu respeito, Paula? Sou como qualquer outro jovem de minha idade, como qualquer outra alma desta região... — indagou confuso, subitamente lembrando-se de algo que deixara de lado — E meu irmão? Onde ele está?!
Fique tranquilo, pois ele está sob os cuidados de Dialga. Nós precisamos nos apressar, eu o trouxe aqui para que se recuperasse, mas agora temos de impedir a destruição de tudo antes que seja tarde. Acha que pode levantar-se?
Lukas tentou, mas sentiu seus pés doerem e logo veio ao chão. Paula tocou de forma leve, e ao olhá-la o garoto impressionou-se com a visão tão próxima. Sua voz melodiosa era divinal, e não havia maldade em seus atos, apenas compaixão. Ela o segurou de forma delicada, e assim, carregou-o no colo como se não fosse fardo algum, o garoto parecia simplesmente flutuar.
— Ao seu lado sinto-me seguro, mas por que? É algum poder seu? — perguntou Lukas acanhado.
Eu não tenho o direito de usar meus poderes para meu próprio benefício, e aprendi que devo usá-los para o bem dos outros. Você se sente seguro porque eu me sinto segura com você.
— Mas por que eu? O que fiz para ser tão especial? Sou apenas um garoto normal, um treinador, um viajante como qualquer outro. Por que você me escolheu, Paula?
Lealdade, honra, um coração disposto. — respondeu ela com uma feição determinada — Eu não poderia pedir-lhe mais nada.

• • •

O estado caótico em que o Spear Pillar encontrava-se era fora de controle. A batalha entre lendários ia além da compreensão humana, e com a chegada de Walter a tensão tornou-se ainda mais densa. Melyssa estava ali, diante de sua irmã que traíra toda a humanidade e, acima de tudo, sua família. Diante da pequena garota que tanto amou, que ouviu e aprendeu com seus erros, agora, dominada por um sentimento tresloucado de demência. Era o sentimento de falha, de ter perdido tudo aquilo que sonhou. Por que todos ao seu redor tinham tudo que queriam, e ela nunca conquistava nada?
— O que houve com você após todos esses anos, Martha?
— O que houve comigo? Não, não, irmã, o que houve com vocês!! O mundo sempre foi tão caótico e desentendido, como espera que eu poupe tudo aquilo que tiraram de mim? Agora é a minha chance de recuperar o que é meu, minha chance de vingar todo o tempo perdido e o sofrimento causado. — respondeu a Comandante Mars.
Melyssa nunca foi uma mulher muito paciente, e era preciso pouco para fazê-la perder o controle. Ao notar o cenho franzido e as sobrancelhas levemente inclinadas de sua esposa, Walter foi o primeiro a distanciar-se. Ele sabia que aquele era um sinal de que naquela batalha ninguém devia meter-se, pois era uma questão muito além do significado de uma luta Pokémon, e sim, de importância familiar.
Melyssa cerrou o punho e ergueu a fronte ao dirigir-se à sua irmã.
— Sofrimento? Rancor? Vingança? Martha, como você é ingrata, simplesmente, ingrata. — disse a coordenadora — Por que condena os outros por um erro seu? Sempre arrumando problemas e intrigas onde não existe, ignorando todos os momentos maravilhosos e concentrando seus pensamentos no lado ruim de tudo que passou. Você tornou seus dias ruins e sombrios porque quis, você vive presa ao passado, e por isso nunca amadureceu.
Sua resposta fora curta e direta.
Glenn chegou a rir com o comentário, enquanto Marshall também percebia que era hora de afastar-se. Melyssa conseguia ser uma mulher muito pior do que qualquer grande treinador, e quando deixava de lado o glamour de suas apresentações provava a força e a capacidade de uma geração conhecida como a Era de Ouro. Sacou uma única pokébola que carregava no avental, e lançou-a em direção de Martha que parecia disposta a travar uma batalha com a mesma determinação.
— Melyssa, eu não vou deixar que me impeça de seguir o meu sonho. — disse a Comandante.
— Para mudar o mundo, você primeiro precisa mudar a si mesma.
A Comandante rangeu os dentes de raiva e ódio, ignorou completamente qualquer regra que se aplicasse a batalhas e lançou três pokébolas ao mesmo tempo. As cápsulas liberaram sua Purugly, um Bronzong e um Crobat. Todos muito bem treinados, dignos da primeira comandante que com o tempo fora promovida até tornar-se o braço direito do líder da facção.
Martha estava disposta a usar tudo de si para derrotar sua oponente, mas acabou esquecendo um ponto: Ela sempre seria a irmã mais nova.
Melyssa soltou um suspiro de indignação.
— Mamoswine, vamos dar uma lição nessa criança.
Melyssa lançou a pokébola de seu companheiro que revelou um enorme mamute de presas afiadas. Aquele era um de seus principais Pokémons, que já fora muito criticado por ser uma criatura bruta e sem nenhum artifício para participar de competições, mas que provara sua beleza com as apresentações mais belas de sua temporada. Conhecido como Njord, o Viking, era considerado também o pai de Watt, pois fora o responsável por seu recrutamento nos campos distantes do Valley Windworks. Mesmo que fosse um Pokémon imenso e brincalhão, ainda carregava os traços de um rei que sabe como guiar seu exército. Seu coração era tão grande e bondoso quanto uma montanha, e assim como Melyssa, seu intuito não era machucar Martha, e sim, fazer com que ela aprendesse a notar os próprios erros.
— Purugly, utilize o Body SlamBronzong, ataque com o Gyro Ball! Crobat, use o Poison Fang! Ataquem todos ao mesmo tempo, livrem todo o sofrimento em seus corações! — ordenou a comandante em meio ao seu desespero.
— É você quem deve ser liberta, irmã. Mamoswine, Blizzard.
Todos os Pokémons da Comandante avançaram, mas o mamute criou uma forte geada que em um instante cobriu o topo da montanha. Aquela rajada surtiu tamanha força que até mesmo os Pokémons que estavam fora do combate foram afetados no momento em que uma chuva de granizo formou-se. Walter sabia que podia deixar sua esposa com aquela tarefa, enquanto sua função era resgatar seus filhos. Foi em direção do Comandante Saturn, e estampando uma feição não muito agradável ordenou que o rapaz lhe desse uma resposta.
— O que vocês fizeram com meus filhos?
Saturn já não batalhava pelos ideais dos Galactics, pois depois de ver o que o poder fizera com Cyrus e Martha, ele sabia que tinham um inimigo em comum. Ainda sentia uma imensa tristeza com a traição, mas não era tempo para chorar e lamentar. O Trio Lendário do Lago batalhava contra o Guardião do Tempo, e Dialga parecia ter problemas em defender-se. Juntos, as três criaturas mágicas exerciam um poder sobrenatural.
Os dois comandantes restantes da facção optaram por ajudar Walter em sua demanda, cooperando para o resgate com todas as informações que tivessem conhecimento.
— Vocês precisam impedir Mesprit, Azelf e Uxie. São eles que desejam usar seus poderes para destruir a humanidade, eles dizem que não há salvação. — alertou Jupiter.
— Sempre há esperança, enquanto existir alguém disposto a lutar por ela. — respondeu Walter, ajeitando o paletó enquanto seu Salamance apenas aguardava as ordens de seu mestre.
Em seguida foi o Comandante Saturn quem continuou:
— Seus filhos foram resgatados pelos Pokémons Lendários. Um deles foi levado por Palkia, mas não sei o paradeiro do segundo. Creio que seja necessário impedi-los antes que seja tarde demais.
— E quanto ao portal? Para onde ele leva? — perguntou Glenn.
— Ele é o caminho para o Distortion World. — explicou Cynthia, que ouvia a conversa na companhia de Dawn — Dizem que lá dentro habita uma criatura perversa aprisionada num mundo inverso ao nosso. É lá onde Giratina, o Senhor da Escuridão, tomou como domínio. Ninguém que entrou foi capaz de voltar, o que há lá dentro é desconhecido até mesmo para os sábios mais antigos.
Walter observou o portal que claramente perdia força e diminuía de tamanho conforme o tempo passava. Desejou do fundo do coração que nada de ruim tivesse acontecido com seus filhos, mas não podia correr o risco de entrar lá enquanto a situação do lado de fora não fosse controlada. Primeiro precisava dar conta da trindade revoltante de Pokémons Lendários, e depois de estabilizar seus negócios poderia partir para exterminar qualquer um que tivesse feito mal a seus filhos. E nesse ponto, o mesmo sangue e determinação de Luke corriam nas veias de seu pai, e numa intensidade ainda maior.
— Como nos velhos tempos. Fala aí, Waltão. — disse Glenn com uma risada ao tocar no ombro do amigo.
— Sim, como na época em que nos juntávamos para combater um treinador em comum e proteger o título. Veja que curioso, hoje estamos novamente juntos para impedir algo semelhante. — comentou Marshall do outro lado.
— E o que estamos protegendo dessa vez? — continuou Glenn.
            Walter sorriu de forma breve.
— Nossa família. Portanto, dessa vez posso dizer que somos invencíveis.
Os três treinadores sacaram suas pokébolas, e com movimentos semelhantes pareceram ordenar a saída de seus guerreiros em total sincronia. Walter deu um salto para que Salamance o carregasse numa velocidade impressionante em direção da batalha de Pokémons Lendários. Marshall enviou seu poderoso Tyranitar, enquanto Glenn enviava um gigantesco Hippowdon no campo de batalha. 
          Cynthia estava disposta a ajudá-los, e não poderia ficar de fora da luta do século para representar sua geração. Dawn estava disposta da mesma maneira.
— Eu estou aqui para proteger os meus amigos, e isso é mais do que o suficiente para que eu dê tudo de mim! Hoje eu tenho um motivo para lutar. — disse a menina — E quanto a você, Cynthia? Por que está nessa batalha?
— Bem, acho que acabei de descobrir. Está na hora de voltar a ser uma treinadora, de voltar a vivenciar este mundo mágico e poder batalhar lado a lado de meus amigos. Eu entrarei nessa por você.
Dawn sorriu e fez um gesto em agradecimento. Imediatamente lançou as pokébola de Leafeon e Glaceon, enquanto Cynthia lançava um Lucario e ordenava que ele avançasse na companhia de seu Togekiss em direção do alvo iminente. Era um choque de poderes que nem mesmo um Pokémon Lendário poderia aguentar. Ali estavam presentes os treinadores mais poderosos da região, os mais prestigiosos de seu tempo. Marshall e Glenn faziam a guarnição defensiva como uma muralha, juntos o Tyranitar e o Hippowdon formavam uma barreira para proteger Dialga.
— Tyranitar, utilize o Stone Edge! — ordenou o policial, sendo seguido pelo rapper:
— Hippowdown, detone com o Double-edge!
Ver aquelas duas celebridades atuando em conjunto era como reviver o passado, e uma plateia incontida teria pago o olhos da cara para vê-los em ação uma última vez Diante de toda a fumaça que se formava, Lucario de Cynthia avançava patinando em  uma pista gélida criada pela Glaceon de Dawn e esculpida por Leafeon. Com um impulso dado por Togekiss, seu Lucario avançou com potência total.
— Utilize o Aura Sphere!  — ordenou a campeã.
O golpe surtiu efeito atordoando os Pokémons Lendários e acertando-os com precisão, mas ainda não fora o suficiente para derrubá-los. Para finalizar, debaixo da cortina de fumaça surgia um dragão de escamas azuis e um par de asas vermelhas.
Em cima dele estava Walter, o homem mais brilhante de seu tempo. Seu paletó era tocado pelo vento enquanto a gravata vermelha estendia-se com dignidade pelos ares. Juntos eles já haviam passado por muitas aventuras, ao ordenar com o vigor de sua adolescência Walter ainda provava que era um homem com a competência de seu título. Não importava quanto o tempo passasse, ele sempre seria uma lenda.
— Ereon, Draco Meteor.
O Salamence voou numa velocidade impressionante, sua boca se abriu revelando a dentição pontiaguda, mas quem vira dissera que era como se um guerreiro levantasse sua espada e partisse para cima de seu alvo. Juntos, treinador e Pokémon atacaram como se fossem um. A imagem durou um milésimo de segundos, e como um meteoro pôde-se ver o Salamence atingir exatamente onde Mesprit, Uxie e Azelf estavam.
A barreira de proteção criada por eles foi destruída, e mesmo que os mágicos sábios tivessem o poder de pressentir o que se aproximava, em momento algum foram capazes de prever sua derrota. Dialga erguia-se com toda sua majestade, e em um instante lá estava Palkia, o dragão prateado. Os dois uniram-se e preparam-se para lançar seus poderes mais fortes e destruir de uma vez por todas aquele mal que se formava.
Spacial Rend. Roar of Time.
E o universo pareceu tomar um novo percurso.
O topo do Spear Pillar já estava completamente destruído, nenhum pilar continuava de pé. Muita poeira pairava no ar, e algumas pedras ao seu redor levitavam magicamente. Era difícil explicar o que a lógica não permite, mas todas as leis da física teriam de ser escritas após aquele ocorrido que durou apenas alguns segundos. Mais do que de repente, tudo voltava ao normal como se nunca tivesse acontecido. Assim que Walter aterrissou ele pôde ver Lukas correndo em sua direção, e a primeira reação do homem foi agachar para abraçá-lo com ternura. Os três guardiões do lago haviam sido destruídos, mas tinham forças para ficar de pé.
Mesprit flutuou até onde os dragões mitológicos erguiam-se, e gritou:
— Dialga, não vê o que os humanos têm feito com o mundo que Arceus criou?! Eles matam, corroem, queimam, corrompem e destroem!! Essa é a nossa chance de destrui-los e dar o início a um novo universo!
— Quem somos nós, Pokémons, para decidirem o futuro da humanidade? — indagou Dialga frustrado — São eles que devem decidir qualquer ato, e não será um mito ou uma lenda que irá influenciá-los, eles devem construir a sua própria história, e foi assim desde os dias da criação.
— Ainda há esperança nesse mundo, por que vocês não conseguem enxergar isso? — perguntou Palkia.
— Nós não podemos mais ficar parados diante de tamanha destruição. Os humanos disseminam o caos. Existem apenas dois lados nesse universo, ou vocês estão com os Pokémons, ou com esses miseráveis! — bradou Azelf revoltado.
Os dragões abaixaram a fronte, mas não precisaram de tempo para pensar e dar uma resposta exata. As palavras soaram em conjunto, e na língua comum disseram:
— Então eu escolho a humanidade.
Juntos os gigantes de outrora tomavam a forma de meros humanos, pois esta era sua escolha. De um lado estava a mulher de cabelos róseos, e do outro um homem que vestia roupas formais e uma armadura cintilante em um brilho cobalto. Os dois Pokémons Lendários assumiram sua forma humana diante dos olhos de poucos, e como qualquer outra pessoa eles estavam ali, os dois seres que deram origem ao universo.
O mundo entrava em colapso, as pessoas das cidades próximas começavam a sentir o chão chacoalhar e maremotos eram sentidos em todas as ilhas e cidades litorâneas. Furações atingiram os locais mais improváveis e a Stark Mountain do norte chegou quase a entrar em erupção. O mundo se perdia diante do caos que dominou tudo ao seu redor. A esperança permanecia viva apenas na chama daqueles que sozinhos lutavam contra o mundo inteiro.
Paula virou-se e encarou Lukas, que agora estava ao lado do pai. A moça olhou de forma tranquila e serena demonstrando claramente que tinha controle da situação. Como ela esperava que um simples garoto revertesse tudo? Se nem mesmo os guardiões do universo foram capazes de fazer os três sábios mudarem de opinião, como um simples garoto o faria?
Paula ergueu sua mão e apontou em direção do jovem:
— Este garoto é especial, e é o motivo pelo qual eu luto a favor dos humanos. Ele é a prova de que ainda há esperança, pois daria sua vida pelas pessoas que ama. — explicou a Palkia
Como podemos ter tanta certeza? — Uxie não se daria por vencido, o mundo estava caótico demais para querer acreditar em alguém.
Descubram vocês mesmos, Lendários do Lago. — Dialga prosseguia.
O trio parou por um instante e olhou o jovem Lukas que os encarava sem saber direito o que fazer, os três o cercaram, eles tinham o dom de olhar o coração das pessoas, testar seus sentimentos, sua mente, saberiam se o pequeno estivesse mentindo.
Diga-nos, jovem humano, o seu mundo está para ser destruído, e só há um jeito de parar essa destruição, oferecendo-se como um sacrifício. — disse Mesprit.
Ou seja, — Azelf continuou — você sozinho pagar pelo erros dos humanos que você nem conhece. Morrer pelo bem das pessoas.
O que você faria? — foi a pergunta final de Uxie.
Lukas baixou a fronte, mas por incrível que pareça, não sentiu medo, o sentimento em seu coração mais parecia alívio, quando levantou a face encarou o trio do lago e sorriu.
— Eu morreria.
O trio ficou calado, o coração de Lukas não vacilou nem por um momento e Mesprit, sendo o ser das emoções sentiu isso.
Por que!? Por que você morreria por pessoas sujas e gananciosas?!
— Não seria por elas que eu morreria — Lukas sorriu e apertou sua mão contra o peito. — No fundo, todos são bons e tem quem querem proteger, amar e guardar, todos temos essas pessoas especiais. Eu apenas não consigo suportar a ideia de minha família, meus amigos, meus pokémons morrerem; se me foi dada a chance de salvá-los, mesmo que isso custe minha própria vida, eu faria. Eu morreria, porque os amo, e não me arrependeria nem um pouco. Amo este mundo, do jeito que ele está, pois o Luke vive nele, meus amigos e minha família também.
Todos estavam boquiabertos, Mesprit, Uxie e Azelf estavam sem reação, Lukas tinha o conhecimento para o bem de todos, a força de vontade de morrer por quem ama e desistir de sua própria vida e as emoções que o fazem mais e mais forte. Palkia sorriu e encarou orgulhosa e logo voltou-se ao trio do lago.
— Eu vi, todos nós vimos. Isso não é bastante para que vocês saibam que a humanidade merece ser poupada?
Mesprit encarou seus irmãos, e sabia que aquilo era verdade. Eles estavam cegos de raiva pela ganância dos humanos que viam, mas agindo daquela forma eles seriam tão piores quanto eles. O Trio do Lago fora criado para manter o mundo sob equilíbrio, e por um momento quase perderam a razão de seus atos. Azelf abaixou-se, Uxie manteve-se calado enquanto Mesprit também se subjugava diante de suas atitudes. Não havia motivos para lutar.
Os três guardiões foram tomados por um rápido sentimento de vergonha. Uma divindade não se daria no trabalho de baixar a cabeça e ouvir o outro, mas dessa vez os três o fizeram. Eles não haviam sido sábios o suficiente para perceber que estavam errados. Abaixaram sua guarda e simplesmente desapareceram para voltarem às cavernas onde habitavam. As três Master Balls que outrora os capturara explodiram e romperam-se em milhões de pedaços. Um Lendário jamais poderia ser capturado por um humano, a menos que ele próprio o desejasse.
Paula mais uma vez olhou para Lukas e revelou um sorriso, e por um instante foi como se o garoto pudesse ouvir em sua mente:
Eu disse que você era especial.
Lukas olhou para o redor e viu que Paula o observava. Ele esboçou um rápido sorriso e agradeceu.
O que a levou a acreditar nisso? — pensou em resposta.
Acho que é porque eu tive medo, e você me deu coragem. Não somos tão diferentes dos humanos, e é exatamente isso que torna nossa vivência tão espetacular. Obrigada, obrigada por tudo.

A situação havia finalmente acalmado. Os poucos Galactics remanescentes já se reuniam em grupos e aguardavam as ordens do Comandante Saturn, que fora indicado como o novo líder da corporação. O homem voltou-se para trás à procura de Martha, e viu que ela já tinha todos os seus Pokémons derrotados, eles estavam caídos no chão, mas agora a própria treinadora teimava em discutir com Melyssa.
A Comandante Mars não acreditava que havia falhado, simplesmente não entendia que depois de tanto tempo tudo fora em vão. Ela tentou golpear Melyssa com um soco, mas seus braços estavam trêmulos e sua irmã não precisava ser forte para impedir aquilo. Martha não tinha motivos para continuar lutando, ela simplesmente levantava e continuava, mas sem motivação. E sem tal sentimento, ela jamais teria forças para continuar.
— Eu te odeio, Melyssa! Eu te odeio!! — gritou Martha incansavelmente, com todas as forças que lhe restavam — Como pôde fazer isso comigo?
— Acalme-se, Martha!! Estou dizendo para que você mantenha o controle!!
— Eu te odeio!! — gritou Mars com um último suspiro antes da resposta de Melyssa chegar.
A ruiva recebeu um tapa no rosto tão forte que seu corpo recuou e seu rosto ficou marcado na região da bochecha. Há tempos ninguém fazia aquilo com ela. Os olhos ficaram estáticos, e em sua frente estava a figura de sua irmã mais velha que a segurou pela gola do uniforme e franziu o cenho em uma impaciência profunda ao discutir com a mais nova.
— Pare. Pare, Martha. Pare. Já deu. — repetiu Melyssa — Tente agir como uma mulher uma vez na vida, você já perdeu.
Martha parou, e somente então caiu no chão de joelhos, completamente desolada pela derrota. Seus Pokémons não aguentaram muito, e Melyssa precisou de pouco para acabar com a equipe da irmã mais dando-lhe uma lição que jamais esquecesse. Melyssa cruzou os braços em sinal de indignação.
— O pai e a mãe ficariam decepcionados se vissem o que você se tornou. Veja o que você causou para sua família, veja o que você causou a mim! Eu quase perdi meus filhos, Martha, e a culpa seria sua. — disse Melyssa — Por que guardou tanto ódio e rancor em seu coração? Você sempre foi uma menina tão adorável, meiga e sincera...
— Não há lugar para mim nesse mundo... — respondeu a comandante sem pensar.
— Isso se você mesma não se aceitar.
Melyssa agachou e esticou a mão para sua irmã ao sorrir. Apesar de toda a amargura elas continuavam sendo parte da mesma família.
— Eu a perdoo, se julgar que seja capaz de perdoar a si mesma e esquecer tudo que passou.
Os olhos de Martha lacrimejaram e ela chorou como nunca. Abraçou a irmã e implorou por perdão até que sua voz desaparecesse. As duas ficaram abraçadas daquela maneira até Melyssa sussurrar de forma leve e aconchegante.
— Vamos voltar para casa.
Marshall aproximou-se das duas com as mãos no bolso, e ao vê-lo Melyssa interpretou sua chegada como uma notícia obscura. Ele era um homem da polícia, e por mais que fossem grandes amigos, Marshall tinha que cumprir seu dever. Mesmo que Martha tivesse sido perdoada ela ainda era uma criminosa e teria de pagar por todos os crimes e prejuízos causados à região com os planos da facção. Todo o continente exigiria uma explicação, e até mesmo com a influência de Cynthia no governo a reputação da Liga poderia piorar ainda mais se aqueles acontecimentos não tivessem uma resposta. Marshall ajeitou seu chapéu e falou:
— A lei é estrita. Não importa os laços familiares nela contidos, você terá de ser presa.
Melyssa olhou para a irmã e tentou ser compreensiva. Martha sentiu que pela primeira vez tinha de agir como uma mulher, e não negou o que o destino lhe reservara. Pretendia entregar-se voluntariamente. Marshall era um homem que Martha respeitara quando era apenas uma menina, sendo um dos melhores amigos de Melyssa naqueles tempos. Existia uma obrigação, e ela deveria ser cumprida.
A Comandante caminhou em direção do homem e estendeu as mãos entregando-se por boa vontade, mas o policial respondeu:
— Mas, Eu sou a Lei. Então creio que posso dar-lhe uma segunda chance.
A moça não entendeu aquilo de primeira instância, mas logo viu que Proton aparecia de trás de uma pedra exatamente onde Martha o vira pela última vez, ele parecia ter se escondido naquele lugar conforme havia dito. Marshall olhou para o ex-Executivo e riu:
— Acabei encontrando outro foragido em meio à batalha. Creio que vocês dois tenham muito em comum.
— Ei, gracinha. Acho que perdemos de novo. — disse Proton não perdendo o ar debochado em sua voz.
Marshall continuou:
— Vocês dois têm muito em comum, e eu sou um dos poucos que acompanhou essa história pelos dois lados. Devo admitir que nesse tempo vocês me ajudaram muito em meus projetos, mas a um dado momento escolheram o lado errado. Ainda assim, podem reverter essa situação.
— O que quer dizer com isso, senhor Marshall? — perguntou Martha.
— Estou disposto a dar uma segunda chance para vocês, mas não se enganem, se eu encontrá-los, vocês serão presos. É isso que tenho a dizer, sumam da minha frente agora.
Martha encarou Proton de forma breve, mas não acreditou naquela segunda chance que recebera na vida. Desejou esquecer tudo que passou, e pela primeira vez sentiu que poderia compartilhar um novo começo ao lado do homem que tanto amou. Proton encarou a moça com sedução, retirou a boina e fez um gesto honroso para Marshall.
— Você nunca mais ouvirá falar de nós, Doutor Marshall. Ciao, nos veremos numa próxima oportunidade.
— Eu, sinceramente, espero que não. — riu o homem.
Martha olhou para sua irmã e pensou no preço que teria que pagar por tudo que fez. Nunca mais a veria, pelo menos não formalmente. Segurou em suas mãos macias e a encarou com ternura ao dar um forte abraço na mulher. Melyssa ainda não deixou de desejar sorte para a pequena garota.
— Cuide-se. E tenha filhos. Isso vai te fazer bem...
— Eu serei uma mulher magnífica, e um dia você terá orgulho de mim. Obrigada. Obrigada por tudo, irmã. Não desperdiçarei essa segunda chance por nada.
Proton segurou em um dos braços da Comandante e partiu para longe do Mt. Coronet. Martha ainda olhava para trás, pois sabia que seria a última vez. Logo se deixou levar e correu sem mais delongas, agora um novo mundo a aguardava. Melyssa cruzou os braços um pouco chateada por nunca mais poder vê-la, e inclusive chegou a comentar em voz baixa:
— Espero que ela fique bem.
— E ficará, se quiser fiscalizá-la para ter certeza. — disse Marshall, sacando um GPS do bolso e revelando a localização exata da mulher. Melyssa surpreendeu-se com aquilo.
— Você sempre tem seus planos, não?
— Eu sou a lei, sei tudo que acontece nesta região, nada passa desapercebido por meus olhos. — Marhall riu arrumando seu chapéu.

Diante de tais circunstâncias os Galactics estavam dizimados. Poucos eram os que haviam sobrado, e com tudo aquilo eles aprenderam que deviam lutar não para criar um novo mundo, e sim, para fazer deste um mundo melhor. O Comandante Saturn ainda olhava para longe da montanha vendo um pequeno ponto vermelho desaparecer em meio às trevas. Lá estava a mulher que um dia ele julgou amar, agora trilhando seus próprios caminhos. Apesar de tudo Saturn não se sentia triste, era um homem maduro e aceitaria tudo que ocorreu. Cruzou os braços ao voltar-se para trás e comentar:
— Por que é tão difícil encontrar a pessoa certa?
— Bem, de repente ela está do seu lado, e você ainda não notou. — respondeu a Comandante Jupiter, lançando um rápido olhar para o moço que respondeu com um sorriso tentador de que levaria aquela indireta em conta.
Agora o portal do Distortion World estava completamente fechado, e qualquer plano dos Galactics de resgatar Cyrus fora arruinado. Saturn foi em direção de Cynthia, a responsável pelo governo atual na região, e explicou-lhe todos os seus planos.
— Será que ainda há esperanças para esse mundo? — perguntou Saturn.
— Vocês, dentre todos, devem saber a resposta. Seu dever é educa-los, mostrar-lhes o certo e o errado. O conhecimento deve libertá-los, e não a força. — explicou a experiente campeã.
— Tenho intenções de seguir com um mundo melhor, abandonarei os ideais de Cyrus e seguirei rumo a uma nova Era para os Galactics. Peço que nos desculpem por todo o transtorno que causamos esses anos, isso nunca mais irá se repetir, se vocês permitirem que continuemos tentando.
— Vá, Alexsander. Recrie suas intenções, cultive uma nova geração. Muitos os considerarão maus por isso, mas saiba que não há como discernir o certo e o errado. Não cabe aos humanos julgar isso.
Os Galactics logo fariam seu caminho para fora do Mt. Coronet, mas o que ficava eram os rastros da destruição. Eles tentavam resgatar os feridos, muitos haviam simplesmente desaparecido sem vestígios.
Distortion World havia desaparecido, e não havia sinal de Luke.
Seu irmão vasculhara todos os cantos sem respostas, teve de recorrer à Palkia para ver o que ela sabia do assunto, portanto, correu de volta para o Templo de Arceus onde a encontrou na companhia de Dialga, ambos em sua forma humana. Os dois pareciam preparar-se para partir, mas ao vê-lo Paula virou-se e pareceu disposta a adiar sua despedida.
— Veja, Diego. O humano especial. — afirmou Paula.
— Creio que vocês queiram ficar a sós. Estarei indo na frente, irmã. Não demore, e por favor, diga que não pretende colocar aquele seu plano em prática... — perguntou Diego, como se soubesse de uma reposta, mas decidira testá-la da mesma maneira — Você não tem jeito mesmo... Nos vemos em breve.
Paula assentiu, e logo o Guardião do Tempo abriu um portal sob o vitral, e ao adentrá-lo desapareceu deixando apenas Lukas para trás na companhia da guardiã do espaço. A moça observou o garoto ao aproximar-se, passou sua mão suavemente sobre o rosto do garoto e perguntou:
— O que houve? Você parece apreensivo.
— Meu irmão desapareceu. Você sabe algo sobre ele?
— Oh, o Diego disse que ele adentrou o Distortion World, mas logo retornará.
— C-Como assim? Isso não é como uma viagem de férias, é como ir ao inferno e voltar com vida!! Como ele entrou lá?! Por que ele entrou?! O que aquele idiota pensa que está fazendo??
Paula sorriu de maneira meiga e encantadora, ajoelhou-se na sequência para ficar a altura do jovem e chamou por ele. Colocou o indicador em seus lábios e pediu silêncio.
— Você se recuperou rápido, não? — sorriu Paula, ignorando o conflito causado na mente do jovem humano — Giratina é um grande amigo nosso, e ele jamais faria algo de ruim para seu irmão. Ele pode ser traiçoeiro, mas nada devem temer aqueles de coração forte. Gilbert não tem poderes contra alguém assim.
— Bem, então creio que eu possa me acalmar mesmo... Mas ainda assim, não entendo o que o Luke pretende fazer lá dentro. O que há no Distortion World?
— Nada, absolutamente nada. É um lugar onde os conflitos de sua mente se evidenciam, ou seja, uma mente pacífica gerará apenas pensamentos pacíficos. Por conta disso os fortes não têm o que temer. — explicou ela de maneira gentil — Venha, vamos da ruma volta, eu queria mostrar-lhe uma coisa.
Paula e Lukas caminharam no jardim de flores do templo, a moça caminhou até um pequeno altar de onde retirou uma pedra perolada com um pequeno fio fino que lhe pendia na altura do pescoço. Era como um colar, mas que brilhava na intensidade de uma estrela. Paula esticou o artefato na direção do moreno e pediu para que ele se sentasse em um canteiro ali perto. Colocou-o no pescoço de Lukas, agachando até ficar na sua altura e sorrindo de forma inspiradora ao tocar de leve seus ombros.
Este é um pedaço da Lustruous Orb, eu mesma o fiz. Certa vez, me disseram que foi ela que me originou, é como um pedaço daquilo que eu sou, daquilo que me deu a vida. Com este objeto você poderá chamar-me quando sentir-se sozinho, e eu sempre poderei estar ao seu lado.
Lukas encarou o brilho daquela pérola e agradeceu.
— É lindo, mas, eu não posso aceitar. Isso é muito importante.
Assim como você é para mim. É o laço que nos manterá unidos, pois eu escolho você. 

    

Image by: Nyx

Paula segurou no rosto do jovem e lentamente deitou-o em seu colo, e por fim o beijou. Lukas sentiu algo que nunca antes tivera a oportunidade, o beijo uma mulher, mas não importava sua idade, sua raça ou sua espécie; foi a sensação de um amor eterno e duradouro, sincero e amável. Era como amar uma estrela, como poder tocá-las e sentir que elas brilhavam justamente para você. Sentiu a serenidade de seus lábios, o toque macio de sua pele, o rosto corado e envergonhado da primeira vez. De seu primeiro beijo.
Num piscar de olhos o garoto sentiu que logo Paula desaparecera, e ao abrir os olhos ele viu que tinha em mãos o colar, mas a moça já se distanciara. A escadaria mágica que levava até o vitral desaparecia assim como o imenso portal que levava à moradia celestial dos Pokémons Lendários. Aquele era o lugar de Palkia, mas ela já era uma mulher madura o suficiente para saber o que desejava e não via problemas em fugir de vez em quando. Seus olhos eram dominados por um brilho intenso, e quando ficou de frente ao portal Lukas olhou para trás e sorriu, prometendo que a veria novamente.
Lukas ficou ali, com o colar em mãos. Sequer notou quando seus pais chegavam ao Templo de Arceus e observavam tudo de relance. Walter não escondeu um sorriso.
— Esse lugar nunca muda, não é mesmo, Melyssa?
— Sim, continua a mesma coisa, querido. Só que antes não havia um pequeno garotinho perdido em seus devaneios no meio das flores. Acho que um Pokémon capturou nosso filho, Walter.
O velho riu, e somente então Lukas percebeu que era observado. Levantou-se e caminhou em direção deles de cabeça baixa, pois sentia que algo errado em seu coração. Paula era um Pokémon, e seu primeiro beijo fora destinado a uma mulher que mal conhecia, mas que agora o fizera amá-la incondicionalmente. Aquilo era permitido? Raças tão diferentes? Ideais tão opostos? Mundo inversos? Por que aquilo parecia tão errado? Como podia apaixonar-se por alguém de forma tão incondicional? Era um amor proibido que nunca poderia ter acontecido.
Melyssa sorriu ao passar a mão nos cabelos do jovem. Lukas abaixou a fronte e sibilou algumas palavras antes de abraçar a mãe numa expressão sofrida e confusa.
 — O amor não é justo...
— ...Então ouça o coração. — respondeu Melyssa de forma afável.
Lukas olhou firmemente para o colar e fechou os olhos. Finalmente havia encontrado uma pessoa especial, completamente imaginável, e que agora fazia parte de sua equipe como algo muito além de uma companheira de batalha, e sim, uma eterna parceira. Sua história seria lembrada por todas as gerações, e Palkia sabia das consequências. Era um amor proibido para ambos, mas ela tinha argumentos contra qualquer acusação. Os Pokémons Lendários não podem interferir na vida dos humanos, pois lhes foi dado o livre arbítrio de fazer suas decisões. E um havia escolhido o outro. Tal amor nenhuma lei divina ou mundana poderia romper.

Distortion World

O vazio. Como descrevê-lo? Luke não tinha ideia do que o aguardava dali em diante, mas decidiu enfrentar seus medos da mesma maneira.
Era um universo paralelo, uma dimensão distorcida e reversa da realidade. As lendas diziam que se encontrava em uma dimensão oposta à nossa, e lá habitava uma criatura violenta e de comportamento vil. O mundo também chamado de Espiritual, onde todas as almas dos Pokémons mortos habitavam. Este era o Distortion World.
            Mesmo em meio àquele universo onírico Luke não sentiu medo, pois o ódio em seu coração era maior do que qualquer outro sentimento. Quando olhava para abaixo o abismo estendia-se até o imaginável, e a cada passo sentia que podia ouvir uma voz sussurrar-lhe nos ouvidos e lamentar a sua chegada. As vozes imploravam por ajuda, mas aquele garoto era um guerreiro solitário e estava ali por um único motivo: Vingança.
            Lançou suas seis pokébolas e não se importou com normas ou regras mundanas, estava em território desconhecido, onde de nada seu conhecimento valia, apenas a sua força. Revelou seu Garchomp que estava disposto a seguir seu treinador até os covis do mundo, Dusclops se familiarizava com o ambiente, e em sua companhia estavam também o Seadra, seu Porygon-Z, Metang e o gigante Rhyrhorn. Eram seus Pokémons mais poderosos reunidos para aquela demanda que visava destruir Cyrus. Se aquele era o mundo dos mortos, então Luke fizera questão de ir ao inferno somente para buscá-lo e condená-lo mais uma vez.
            Subitamente, uma voz pôde ser ouvida no vazio. Era como se um espírito se aproximasse.
            — O caminho está fechado. Ele foi feito pelo Senhor da Escuridão, e apenas ele pode abri-lo. Não permitimos que ninguém entre aqui com vida sem ser desejado.
            O jovem emitiu sua mensagem com uma simples palavra demonstrando sua convicção:
— Vai permitir a mim.
Aerus partiu em direção da alma penada e com um corte único separou-a em duas. Um grito de pavor foi ouvido, subindo até o infinito, desaparecendo como se anunciasse uma mensagem: Ele chegou.
Luke continuou caminhando e conforme progredia conseguia ver o corpo de alguns Galactics estendidos no chão. Eles não estavam machucados e nem debilitados, mas seus olhos estavam brancos como se não tivessem alma e não passassem de meros corpos sem sentimentos. O General Dusclops aproximou-se do treinador e o alertou:
— Vejo espíritos ao nosso redor. Eles nos observam, imploram para que salvem aqueles que já foram condenados. Esta é a pior tormenta que uma alma poderia sugerir, este é o sono sem fim.
Aquele era o lugar oposto aos Campos Elísios da mitologia, o Tártaro de eterno sofrimento e dor onde as almas ruins eram aprisionadas. Fora abandonado pelo próprio Arceus e agora não passava de um mundo vazio, sem vento, as divindades sequer tinham conhecimento de sua existência. Não havia nada lá, ou pelo menos era o que seus olhos vivos diziam.
— Deixe-os aí, deixe que apodreçam. Eles cavaram a própria sina. — disse Mikau.
— Viemos até aqui com um único objetivo, e sugiro que seja cumprido logo, ou teremos um destino semelhante. Temos apenas de encontrar esse homem, e logo ele será exterminado. Move on. — finalizou Vista.
Luke continuou seguindo seu caminho, e a cada passo via mais e mais corpos despojados, mas nenhum deles era Cyrus.
Subitamente sentiu que algo passava atrás de si, e mesmo que virasse numa velocidade impressionante, não havia nada. Treinador e Pokémons montaram um círculo onde um protegia as costas do outro, pois sentiam que a escuridão se aproximava. Não havia vento naquele lugar, mas Luke previu um sopro cadavérico em sua direção na medida que diante das paredes de trevas uma sombra negra se ergueu, revelando um homem velho e muito debilitado entre suas enormes asas. Aquele homem era Cyrus.
— Quem entra em meus domínios é condenado à morte eterna. — disse a sombra.
Cyrus estava muito mais velho e enfraquecido. Aquele sujeito que fizera um incrível discurso no topo do Mt. Coronet agora parecia ter passado anos aprisionado em uma cela sem nenhum cuidado ou provisão. Luke chegou até a assustar-se com aquela cena, e seus Pokémons imediatamente se colocaram em posição de ataque.
A sombra continuou:
— Este homem desejou destruir o seu mundo, ele desejou tornar-se uma criatura suprema, como nós, e eu o condenei. Os humanos fazem guerra contra sua própria raça, tudo que fiz foi condená-lo diante de seus próprios atos. — a sombra fez uma longa pausa antes de continuar — Veio resgatar seus companheiros?
— Eu não vim aqui salvar ninguém, creio que compartilhemos do mesmo sentimento. Eu vim apenas para destruir este homem, para vingar meu irmão. — disse Luke.
— Vingança? Ora essa, mas é uma palavra forte para ser carregada no coração de uma alma tão simples, tão jovem; mas não menos ambiciosa. — respondeu a sombra com certo interesse em sua voz — Você desejou enfrentar este homem, mas demorou muito, pois eu o eliminei antes.
— O que é uma pena. Eu queria ter tido o gostinho de acabar com esse cara.
— Ambicioso. — respondeu a sombra com uma risada cínica.
— Bem, então creio que eu já esteja de saída, não há mais nada aqui para mim.
— E quem lhe disse que seria tão fácil?
            Luke virou-se ao notar aquela ameaça, erguendo a cabeça com certo rancor. Não gostava de pessoas que o ameaçavam ou duvidavam de sua força. Não gostava nem um pouco.
— Não tenho interesse em seu mundo e muito menos em condenar humanos. Odeio que me perturbem, mas devo admitir que sou fissurado por uma diversão quando me é dada a oportunidade.
 Imagino que o Senhor da Escuridão não tenha muitos "amiguinhos" para brincar. — debochou Luke.
— Não, não mesmo. Eles nunca voltam para continuar a brincadeira. Acha que preciso de mais gente hipócrita e Pokémons idiotas mortos, além dos que já aparecem aqui de segundo em segundo? Não, o inferno já está cheio, obrigado. — explicou Giratina com certa maldade — Enfrente-me, e se ganhar, eu permitirei que todos vocês saiam com vida.
— Desafio aceito. — respondeu Luke de maneira debochada, não podendo perder aquela oportunidade de enfrentar uma divindade tão grandiosa. Imediatamente ordenou que Garchomp assumisse o campo de batalha.
A sombra imediatamente assumiu o campo de batalha. Ele era um rei que descia de seu trono para combater um servo insolente, mas não poderia arriscar-se a ferir-se. Era sábio e sensato, enfrentava um mero mortal testando sua força humana, e se fosse ferido, aquilo seria o suficiente para que as pessoas percebessem que divindades não eram invencíveis. Jogou Cyrus no abismo ao seu lado e ignorou a presença de qualquer outro espírito ao seu redor. Os fantasmas seriam os únicos ouvintes daquela espetacular disputa. A sombra subiu ao infinito e assumiu a figura de algo que se assemelhava a um Weaville. Aquele era o teste de Giratina, ele se apoderava do espírito de vários Pokémons que passaram por suas bandas, e assim, testava o jovem promissor em sua frente. Luke não podia perder aquela batalha.



— Ice Punch. — ordenou a voz de Giratina, fazendo com que o Weaville se movimentasse tão depressa quanto o gelo derrete na água fervente.
— Garchomp, revide com o Rock Slide. — respondeu Luke de maneira breve.
O dragão voou como um foguete e sua velocidade fora tão impressionante que suas garras cortaram a sombra ao meio, seguido das pedras que cobriram a criatura e a enterraram nas profundezas de um buraco que se abrira com o impacto. Antes que o dragão desse o golpe final, ele pôde ouvir implorar por clemência:
 Por favor, me deixe viver!
Mas era tarde demais, e com um golpe fatal Aerus cortou a garganta da sombra que se dissipou em meio ao nada. Seus Pokémons estavam mais poderosos do que ele próprio imaginara, e agora podia ver sua força diante dos próprios olhos. Sentiu que mais ninguém poderia impedi-lo de continuar seguindo.
— Você é uma peça interessante nesse universo. — disse Giratina. — Quero ver até onde é capaz de chegar.
A segunda sombra era mais poderosa, e provavelmente vinha mais preparada agora que Luke mostrara que não era um oponente qualquer. Assumiu a formar de um Crobat, e voando numa velocidade impressionante mal deu tempo para que o treinador revidasse. O morcego negro não pretendia atacar os Pokémons, e sim, o humano.


Luke compartilhava de uma aproximação tão forte com seus Pokémons que não precisou ordenar que seu Porygon-Z impedisse o ataque daquela criatura e o protegesse. Luke não se moveu, seus olhos exalavam uma certa concentração de quem esperava por algo indigno vindo de uma criatura indigna. O vento criado movimentou suas vestes e a voz de Giratina ecoou no ar:
— Cross Poison. — disse de forma tranquila.
— Thunderbolt. — ordenou Luke em resposta com a mesma convicção.
Wiki era rápida e lançando uma onda elétrica atacou a sombra daquele Crobat que fora imensamente afetado. Era como um jogo de cartas, onde um precedia a jogada do outro. A criatura foi atordoada, e mesmo não conseguindo mover-se Luke ordenou que não parasse.
— Acabe com ele.
E o destruiu.
— Seus Pokémons seguem a sua causa, e admito que você tem motivos e força de vontade para seguir em frente, jovem humano. Quem é você? E o que você busca? — perguntou Giratina um pouco admirado.
— Eu só quero vingar o meu irmão. Ninguém vai mexer com ele e sair impune.
Giratina sorria ao ouvir aquelas palavras. O terceiro Pokémon enviado assumiu a forma de um Gyarados, mas sua sombra era muito maior do que qualquer outra. Era como um Leviatã incontrolável, uma criatura mitológica que afundava navios e causava pavor ao marinheiros e suas embarcações. Tinha três bocas cerrilhadas por dentes pontiagudos, uma dentro da outra. Suas escamas estavam entrepostas como uma couraça de dragão, e seus olhos exalavam a fúria indomável do oceano em sua ressaca. O nível de força e poder daqueles monstros tornava-se cada vez maior, e ainda assim, a elite do jovem garoto provava sua eficiência imbatível ao derrotar cada sombra criada pelo Senhor da Escuridão.


Luke fez apenas um sinal com a cabeça, e Mikau entrou em campo. O Pokémon deu um salto para o alto, na visão do jovem foi como se um de seus mais destemidos guerreiros fosse um atirador. Mikau esticou os braços e disparou três tiros que atravessaram a boca do leviatã de uma ponta a outra. A criatura caiu no chão sem poder mover-se, mas mergulhou nas sombras e começou a nadar em um círculo de escuridão projetando a ilusão de que haviam vários outros monstros mergulhados naquele oceano nefasto.
Mikau lembrou-se do que aprendera a fazer quando fosse cercado por muitos inimigos.
Não ignore os outros, mas se concentre em um deles. Torne-o seu alvo, deixe que ele saiba que é o seu alvo. Deixe que saiba que vai morrer. — pensava o atirador.
Então, liquide-o.
Mikau esticou a mão formando sua arma, e sorrindo na sequência viu a feição tresloucada do Gyarados Sombrio quando o monstro o viu, percebendo que havia sido encontrado. Ao olharem um para o outro, Mikau viu surgir naquela criatura a percepção de que a morte estava próxima.
— M-Meu Arceus. — foi o lamento dito, Mikau respondeu com uma risada.
— Você falou o nome errado, mas chegou próximo.
E atirou, colocando um fim em mais uma das ilusões criadas pela serpente.
Ao terminar, Giratina aplaudiu de pé, e no rosto da serpente era visível que aquilo a agradava.
— Incrível, incrível!! Matou aquilo que já está morto! Nunca antes vi tamanha força e determinação. Você é um garoto especial, meu jovem, muito especial. — disse Giratina — Aqui, tenho um último teste para você, e finalmente poderá entrar no portal que o levará de volta para seu mundo, a menos que tenha gostado da visita ao mundo que o aguarda.
Luke arqueou uma das sobrancelhas ao perceber que aquele teste seria o mais difícil de todos. Giratina não era tolo de enfrenta-lo. A serpente era uma divindade, mas ainda assim podia ser ferida, e o que diriam os mortos quando vissem seu senhor levantar-se de seu trono para enfrentar um mero mortal? Qual seria o respeito transmitido com tal ato?
Pela primeira vez Giratina evidenciou-se de relance, mostrando a coroa de ouro que adornava a cabeça de uma cobra com olhos vermelhos e o corpo renegado de um espectro. Em suas mãos ele trouxera Cyrus novamente, jogando-o em frente de Luke, inconsciente. Giratina sorriu antes de determinar o desafio final:
— Mate-o.
Pela primeira vez os olhos de Luke demonstraram certo espanto, e em sua frente uma faca caiu das sombras, tentando-o a agarrá-la e sair dali de uma vez por todas. Seus Pokémons ficaram apreensivos, ainda que fossem leias ao seu treinador havia uma regra explícito em todo o Mundo: Pokémons jamais poderiam ferir humanos. Mas tal regra não se aplicava aos próprios humanos.
— Esta é a tarefa mais simples de todas, seu oponente sequer respira para combatê-lo! É só terminar, é só provar a sua coragem. Mate esse velho homem que tanto odeia. Toda alma deve provar a morte.
Luke hesitou, por mais que quisesse provar sua força e desejasse vingança contra Cyrus, não imaginou que chegaria àquele ponto. Agachou e segurou a faca, era tão real que podia sentir a textura em suas mãos. Ofegou por um momento olhando para seus Pokémons, e sabia que eles também dependiam dos atos de seu treinador, ou tudo não valeria a pena e eles jamais deixariam os domínios do Senhor da Escuridão. Seria uma eternidade de tormento e servidão.
— Eu não posso. — hesitou Luke.
Os espíritos ao seu redor se agitaram, e Giratina riu maleficamente.
— Não? Uma árdua escolha, mas aceito sua oferta. Você está em dívida comigo, aprecio ter almas humanas em meus domínios e posso dizer que as geniosas são bem raras. Mas a sua? Vale uma centena delas.
Luke fechou os olhos ao sentir que a faca em sua mão desaparecia e queimava sua pele. Aos poucos sentiu algo dominar seu corpo como se retirasse aquilo que lhe dava a existência. Aerus agitou-se logo atrás, Wiki gemeu baixinho, Coffey concordou com a decisão de seu mestre e Vista manteve-se em silêncio.
De repente, um tiro.
Luke virou-se bruscamente para trás e viu que Mikau atirara uma bala de gelo no homem caído. Sangue escorreu da boca de Cyrus e seu corpo teve um espasmo antes de parar de respirar. Luke observou aquilo atônito, mas Giratina manteve-se em silêncio, pois uma regra fora infringida.
Aerus foi em direção de Mikau e ergueu-o com os olhos flamejantes e as garras à mostra.
— Por que fez isso? — indagou o Garchomp.
 Eu o matei porque é divertido, — respondeu Mikau, franzindo o cenho e engrossando a voz ao sentir uma estranha sensação em seu coração — ...porque eu podia. Você conhece a sensação de poder determinar o destino de alguém? E viu como o povo aplaudiu? Como eles me temeram? Eu era como um deus. Você teria feito o mesmo se pudesse, Aerus. Isso é poder.
Aerus desejou finalizar com seu companheiro naquele mesmo instante, mas Mikau golpeou o braço do líder e o obrigou-o a largá-lo. Os dois se encararam com olhares fulminantes, mas teriam de acertar aquilo mais tarde. Luke não se manifestou quanto ao ato, e no fundo era possível dizer que ele aprovava o que Mikau fizera, pois graças à ele toda sua equipe poderia sair daquele mundo inverso com vida.
Se Giratina jogava à sua maneira, então Luke também podia esconder suas cartas na manga. Seu último teste fora cumprido. A loucura dominava a mente de ambos.
— Não costumo deixar que alguém vitorioso não seja presenteado. Sou um líder traiçoeiro, mas prezo a honra daqueles que me temem. O jogo acabou. — anunciou Giratina, desaparecendo na escuridão.
Por um momento todos os espíritos ao redor foram embora, e aos poucos um portal foi criado no centro da arena de combate. Luke e seus Pokémons preparavam-se para deixar o lugar quando Giratina chamou-o uma última vez.
— Tenho algo a oferecer-lhe, algo que nenhum outro humano teve.
Luke arqueou as sobrancelhas interessado na proposta.
A serpente abriu a boca como se insinuasse dar uma notícia espantosa, mas suas palavras soaram singelas e honestas. Não era muito, mas fora o suficiente para acordar aquilo que estava adormecido.
— Meus parabéns, você é “O Melhor”.
Um elogio.
Aquilo poderia parecer um presente sujo e insignificante, mas Luke o ouviu de tal maneira que aquelas palavras seriam fixadas em sua mente para sempre. Era um elogio de uma divindade, e a própria divindade o considerara digno de seus feitos. Luke sibilou um sorriso singelo e agradeceu com um gesto de reverência. Simplesmente retornou seus Pokémons e virou-se para ir embora, pois agora era considerado o treinador mais poderoso de todos. Ou melhor, era quase um deus. Em sua mente ele podia ouvir claramente um conflito de palavras.

Por que está sorrindo, Luke?
Você de novo, Loucura... Pensei que tivesse desaparecido.
Sim, sim. Por muito tempo permaneci inativo, mas vejo que não fez falta, você soube virar-se muito bem sem meu auxílio. Incrível, derrotou uma facção inteira sozinho, fez um Pokémon Lendário prostrar-se diante de seus pés. E então? O que vem depois?
Não sei, acho que é o fim.
O fim é apenas o começo. Veja que patamar alcançou, veja até onde chegou! Prove para o mundo a sua supremacia, você fez o que nenhum outro treinador foi capaz, você tornou-se o ícone de uma geração, o mais poderoso de todos. O próprio deus da morte o considerou uma divindade. Você é invencível, Luke. Simplesmente, o melhor.
Sim, eu sou o Melhor, e ninguém vai me deter. Nunca. Nunca.
Nunca.

      

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  1. ME WANT MORE! ME DON'T KNOW HOW TO SPEAK CORRECT! ME WANT MORE! KKKK!
    Geeeeeeente, como assim? kkk! Como assim na sexta sagrada surgiu um capítulo de um nível tão fodástico assim? Geeeeeente, imagina semana que vem? kkkk!
    É, quero que sexta que vem venha como um pulinho. Um saltinho. seria assim, muito interessante, talvez até bem legal, se um tal autor, um alguém aí que sabe escrever muito bem, soltasse outro capítulo hoje! kkk! Tá, como sei que é impossível, serei sincero e realista: amanhã! kkkk!
    Primeiramente, venho deixar claro o que sempre soube: O Lukas é foda. Quero ver na hora que ele ficar brabo! Imagina se baixa a Melyssinha nele? kkkkkk! Armaggedon number 2! kkk!
    Falando nela, venho por esse singelo comentário expressar meu enorme desejo de ver mais lutas com os fodões antigos, principalmente da Melyssa. kkkkk!
    E sim, quero saber do Erick! kkk! (sim, estou curioso sobre esse desaparecido! kkk)
    Deixe-me elogiar também o super-hiper-mega-ultra-truper-megazord-ultralord-pikachu-mega combo da Ex-Elite. PERFECT! kkkk!
    Voltando ao Luke, vamos denotar que a criança agora que tá doida! kkk! Gente, O Gilbert (sim, familiarizei com ele! kkk) sabe muito bem como fuder a cabeça de um sujeito com megalomania! kkk!
    Mikau como sempre trazendo meu ódio pra mais perto dele. Ódio que aumenta é ruim né? kkk!

    Quase esquecendo. Quando que Waltão e Melissynha foram no jardim de Palkia (Paula)? Explain it, please. kkk!
    Acho que falei muito. That's all folks!
    Adios,
    Moacyr

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  2. :O SEM PALAVRAS! CANAS EU SEI QUE JA FALEI ISSO MAIS ESSE FOI REALMENTE O MELHOR CAPITULO DE TODOS OS TEMPOS!Nunca vi nada igual foi simplesmente show! nem sei o que dizer e bem quando o luke ia enfrentar o gym de snowpoint o gilbert aiva a droga da megalomania devolta! cara q foda! e o mikal! se eu fosse o aerus o mikau tava estirado no chão agora! kkkk nossa cara incrivel! meus parabéns vc recebeu o oscar de melhor escritos de todos!

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  3. A Paula não era Arceus, mas era quase. Sinceramente, não sei como descrever, talvez SUPERULTRAMEGAHIPERFODASTICPERFEITO?(enquanto não achar outros adjetivos ta valendo) A luta da ex-elite e dialga vs o trio do lago foi perfeito! Enão podemos esquecer do primeiro beijo do Lukas, agora, me responda uma pergunta, os pais do Lukas viram o beijo? O teste do Giratina foi muito facil, ou pelo menos pareceu muito facil. Giratina deu aquele elogio foi de sacanagem? Porque desde que o Luke derrotou o primeiro pokemon o Giratina começou a elogiar ele!
    Agora, minha hipotese:
    O Luke ta se achando "a macaca da bala chita" e quando ele sair ele vai desafiar o pai dele/a Cintia e levar uma coça ai a megalomania some de vez. Ou em um momento de loucura, a Dawn da um tapa na cara dele igual a Melyssa fez com o Walter.

    Ps: você tem leitores tão criativos!!!
    Pss: eu espero que você consiga entender meu minereis, se nâo, fala que eu comento de novo.

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  4. Diga ae, galerinha! Eu acho até engraçado os adjetivos que vocês criam, sério, chega a ser cômico! É super criativo mesmo, uma parada hiper-mega-blaster-ultra-mothafuckin' DAHORAAAA!! kkkkk Cada dia aprendo algo novo aqui, sei até diferenciar o nível que foi o capítulo por meio dessas palavras! Grande Moa, o dia em que o lukas ficar bravo ainda está longe, mas eu espero conseguir vê-lo assim pelo uma vez antes do fim dessa história. Não tenho planos para algo que o deixe realmetne furioso, ele já viu o irmão ser sequestrado e salvou o mundo, o que deixaria esse cara irritado agora? kkkkkkk Deve ser algo no nível da Melyssa. Eu adoraria colocá-la batalhando por mais tempo, mas a verdade é que a Comandante Mars não seria páreo para a força dessa mulher. A Melyssa só lutaria com força total contra alguém de seu nível, por isso fica difíicl acontecer outro armageddon kkkkkkk Será que conseguimos deixar o Lukas bravo para ver o que iria acontecer? kkkk

    Sobre essa questão que você perguntou Moa. Quando o Walter e a Melyssa estiveram no jardim? QUANDO?! Eles já foram para lá alguma vez?!! A resposta eu não irei contar kkkk (Não irei contar porque nem eu sei) O que eu quis mostrar é que por algum motivo eles já estiveram lá, o que prova que possivelmente o Walter também já esteve frente a uma destruição do mundo há muito tempo atrás. E já emendando com sua pergunta Venusaur Jr. Bem, eles não viram o beijo, não. Se viram, então preferiram ficar quietos, mas provavelmente perceberam que rolou algo. Coisa de pai, eles não precisam sair aí perguntando para saber das coisas, eles parecem ter uma habilidade secreta de percepção! kkkkkk

    O Mikau cara, o Mikau, o Mikau. Tanta gente deve ter ficado revoltada com ele nesse capítulo, aposto que vocês não podem esperar para ver o Aerus lutando contra ele quando tiver a chance. E isso é assunto para o Fire Tales 25 hein, esse episódio vai bombar. Chegamos a um momento onde a Megalomania é nosso principal vilão. Você diz que o teste foi fácil, Venusaur Jr.? Claro que não cara, acha que é fácil ir para o inferno, cuspir nos pés de Hades e ainda rir da cara do deus dos Mortos em seu próprio reino? Não, meu bom rapaz, acho que não foi nada fácil. A questão é que o Luke fez tudo isso parecer fácil! kkkkkkkkkkkk O elogio foi de sacanagem, sim. Ele usou os conflitos na mente do Luke para confundi-lo, e despertar um oponente que ele nunca foi capaz de derrotar: Seu próprio egocentrismo.

    Obrigado pelos comentários e pelos elogios aí, galera. É até estranho pensar que haverá um último capítulo depois desse, mas com tudo isso que está acontecendo sei que muita gente sabe o que vai acontecer daqui para frente. Todos sabem, mas precisam ver para acreditar. É uma luta que sabemos como vai terminar e quem será o vencedor, mas fazemos questão de assistir da mesma maneira. Este será o Capítulo 65. Obrigado mesmo ae galera, nos vemos logo mais! Abração!

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  5. Caramba, muito bom. Essa coisa de "falar com a loucura" é muito interessante, Gilbert inclusive me lembra uma série de personagens nesse estilo, mas claro, que as consequencias são distintas.

    Imagina só:

    - Verdade ou consequencia Lukas?
    - Verdade
    - Com quem foi o seu primeiro beijo?
    - Com Palkia, a guardiã do espaço!

    haha... De qualquer forma, parabenize a Nyx, o desenho ficou incrível.
    Agora, na espera do último capítulo da Saga Diamante.

    Inclusive, você fará os gijinkas de Paula, Diego e Gilbert?

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  6. Diga ae, Abyssal. Cara, na verdade estou tentando terminar o da Paula faz um tempinho, mas já que fico pouco tempo no meu computador do apartamento ainda não consegui finalizá-la. O tenso é que preciso desse computador para fazer minhas coisas, parece que ele tem uma aura especial que faz tudo sair duas vezes melhor e duas vezes mais rápido! kk Eu não tenho intenções de fazer nem o Diego e nem o Gilbert. Acho que vou deixá-los para o leitor imaginar como seriam, Farei a Paula porque ela entra na equipe e poderá dar as caras por aí de vez em quando, mas prefiro deixar essa cara de mal para o Giratina e o Dialga, já estou com tantos Pokémons novos para fazer e nem o Conde consegui acabar ainda! kkkkkk Mas quem sabe um dia, um dia... Graças a você cheguei até mesmo a criar a Pidgeot da Marley (: Ela se chamará Newry, só falta criá-la e passar para o papel, mas já temos um Support entre ela e o Tyrion. Vou indo nessa parceiro, abraços!

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  7. Então neh, acho q agr todos já sabem qual vai ser o capítulo vencedor do Omascar de Sinnoh neh. Assim, não tenho tanta criatividade pra elogios q nem o povo ai em cima, mas quando inventarem um elogio q esteja a altura e que consiga descrever este episódio eu posto aqui. Mas por enquanto uma palavra: sugooooooooooi!!!!!!!!!
    Melyssa:nusssssssssssssssss, ela não poupou a humildade hein kkkkkkkkk.
    Palkia/Paula: outra pedófila na história como se já não bastasse a Cheryl ¬¬ kkkkkkkkkkkk. Mas ela eu aprovo... por enquanto (ainda prefiro a Marley kkkkkkkkk)
    Lukas: Finalmenteeeeeee, ta certo q não foi com uma humana, mas quem se importa néh, não é td dia q a gente perde o bv com um pokémon lendário, ainda mais a musa palkia neh.
    A batalha contra o trio do lago: Bastou poucos segundos pra presenciar uma batalha fodaaaaa.
    Giratina/Gilbert: Troll total, brincando com a cabeça do Luke, mas foi mt show.
    Luke: Mostrando o significado de ser fodástico. Uma pena ele voltar a ter essa crise de megalomania (q mentira, ja tava na hora mesmo dele surtar e ter uma batalha épica como essa q esta por vir)
    Mikau: HAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA (surtando aqui tbm) mostrando q tem atitude e q não vai morrer tão fácil kkkkkkk. Confesso q me espantei um pouco com ele atacando um humano tão de repente, mas foi legal, como eu disse antes, prefiro os mocinhos malvados u.u kkkkkkk.

    Sem mais delongas (de onde tirei isso -.-) capitulo espetacular. Mas só uma coisa contra, contra vc Canas, é injusto vc querer fazer q a gente desejar as ferias passarem mais rápido só pra ver o próximo capítulo, sacanagem isso kkkkkkkkk. Mas enfim, esperando ansiosa pelo próximo capítulo, que acredito q será tão incrível como este. Meus sinceros parabéns para vc. Continue assim e se tornará o melhor (só não surte de megalomania tbm kkkkkk)

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  8. Oui, Laísa! Acha que esse aqui tem chances de ganhar o Omascar? Olha que a premiação sai ainda nessa semana hein, se tudo der certo veremos os competidores e quem terá a chance de ser o vencedor, eu aposto nesse!! Ahh, percebeu que todas as mulheres dessa história são mais velhas que o homem? Deixe-me ver qual homem é mais velho... Hm, o Chaud, General e o Mikau, só. Todos os outros são feitos de casais com mulheres maduras, desde a Titânia, Melyssa, Paula, Dawn, Cheryl, Wiki... Acho que é uma preferência por essas mulheres tão maduras e experientes, elas me cativam! kkkkkkkkk Pokémon ou não, ainda é um beijo, isso é que importa! kkkkkkkk Okay, isso é coisa que acontece em livros mesmo...

    Sobre os seus caras malvados, menina, esse Mikau é uma inspiração, fala aí! kkkkkkk Nussss, e você não pode deixar de vê-lo no Capítulo 65! Putz grilo, esse Mikau está épico demais, todos eles estão, é uma mistura de batalhas no estilo Fire Tales da Ilha de Ferro. O capítulo está tão épico que eu acho que poderia bater esse, é só para a galera ter um vislumbre do tipo de batalhas que nos aguardam na Liga Pokémon. A Megalomania pode parecer algo terrível, mas serião, eu adoro. Sempre que ela volta em cena eu sinto que esses são os melhores episódios de todos.

    Poxa, me desculpe por fazer isso! Não é minha intenção querer fazer suas férias passarem mais rápido querida, prometo que lançarei um monte de episódios especiais nesse meio tempo para compensar até a chegada da próxima sexta. Eu daria risada da cara de vocês se tivessem aula até depois do carnaval, mas quando fevereiro chegar estarei tão atarefado que é melhor nem rir agora para não chorar depois kkkkkk Vamos lá, só mais uma semaninha e terminamos! Vou ter que tomar cuidado com essa Megalomania mesmo hein, sinto que há um pouco do autor em todo personagem. Bem, obrigado pelo comment Laísa, em breve temos mais Supports e a ficha da Paula também! Muita diversão nessas próximas semanas de férias, é isso que me faz querer continuar seguindo em frente! \õ\ Thanks people (:

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  9. Capitolo fod@ nao podemos dizer que nao esta! adorei o jeito da paula(eh aquela em vesstone?!!!??)
    o jogo do gilbert foi dmais e como vc reuniou os lendarios(walter,glee,marshal,mellysa,dialga,palkia e giratina) foi mais ainda!^^
    o mikau eh mesmo assim? ou vc vai muda-lo?(muda vai^^)espero pra ver MEU Aerus e ele se emfrentarem!(vai demorar?)
    Cap PERFECT!!
    WV

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  10. a proposito vc vai fazer o ginka do mamoswine? sei k eh um um viking mas keria ver o cara!
    WV

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  11. Diga, WV! Sim, é aquela mesma moça de Veilstone. Puxa, faz um tempão que ela apareceu, não é? Aposto que a maioria até se esqueceu dela, quem diria que a mulher que falava com Pokémons seria alguém tão importante kkkkkkkkk

    Bem, o Mikau nem sempre foi assim. Lembra como ele era quando era apenas um Horsea? Já era meio problemático da cabeça, mas acho que a força e a evolução o tornaram doente. Quero dizer, a Megalomania é uma doença para o Luke, já o Mikau é assim por natureza, e por esse motivo ele é mais perigoso do que qualquer outro. Não sei hein, acho que para ele mudar ele vai ter que querer MUITO, ou então fazer como o Walter falou: Ele precisa perder. Ou perder uma batalha, ou perder aquele que ama, e somente assim ele voltará. Aerus e Mikau se enfrentando resultaria numa batalha épica que reservo para o Fire Tales 25, esse episódio será inesquecível!

    Sim!! Pode apostar que farei o Gijinka do Mamoswine. O nome dele é Njord, e em breve você poderá vê-lo na página dos Fire Tales. Na opinião das pessoas que eu mostrei ele foi o melhor personagem, aposto que vocês irão adorar! Afinal, ele é como o pai do Pachirisu né, foi o Mamoswine que chamou o Watt para a guilda, então esse cara é mais importante do que imaginamos. Obrigado pelos elogios e pelo comment WV, beijinhos (:

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  12. Eu disse que voltaria e cá estou. Eu realmente já não sei como começar um comentário, por isso terei que improvisar, começando por meus odiados lendários.

    Eu insisto em dizer que você consegue me surpreender facilmente. Lendários, muitos veneram e alguns, como eu, detestam; porém, você lida com isso facilmente utilizando um olhar crítico insuperável e eu acho que é por isso que apreciei tanto esse arco dos lendários, em momento algum você deixou essas criaturas como os fodões. Você soube sim tratá-los como verdadeiras divindades que são no mundo pokémon, mas ainda assim sem introduzir o contexto: "Eu sou o fodão e irei destruir esse planeta. PUFT". Eu sei, foi um comentário bizarro.

    Os desenhos da Nyx como sempre ajudam-nos a assimilar determinadas cenas, assim como todos os demais desenhos. Você tem uma equipe fantástica, brother.

    Agora, citando os pokémon da bela Melyssa. Um Mamoswine viking? Cara, você faz jogadas arriscadas, mas ainda assim fabulosas. Meu sonho é que os contests deixem de ser tão femininos e cheio de pokémon fofinhos e fique assim, com esse verdadeiro viking. Eu não sei, seria tão melhor se nas demais fanfics os autores continuassem introduzindo esse padrão. Nas minhas épocas de escritor eu tentava introduzir isso, mas uma vez que os apreciadores de contests preferem os "cutes", sempre acabava tendo as ideias reprovadas. A doce Altaria era prevista para entrar nesse time, mas e os demais? Cara, você não tem noção do quanto eu gostaria de ver esse time completo, cheio de incríveis aparições, quem sabe uma reunião ou confronto com os Fire Tales especializados em contests? Seria realmente incrível.

    Tenho uma pequena dificuldade em lidar com os vilões, uma vez que eu sempre torço para os mesmo vencerem e completarem seus planos. Na boa, seria interessante ver esse novo mundo no qual tanto mencionam. Eu apenas não consigo entender exatamente o porque da Mars ter se tornado tão revoltada, por um momento passou pela minha cabeça que foi pelo simples fato de ela ser adotada, não ter vivido com seus pais biológicos, mas ainda assim não entendo.

    Eu gostei do fato de você ter dividido o capítulo em duas partes. Sabe aquela mudança de cena que geralmente acontece? Então, se você tivesse feito isso, esse capítulo em especial ficaria confuso.

    Por fim, tenho que comentar a beleza de Palkia. Cá entre nós, sua forma pokémon não é nem um pouco bela, nem ao menos se parece com uma fêmea, mas ainda assim, ela ficou perfeita! Só não é mais perfeita que a Tih, é claro, mas ainda assim. Volto a dizer: Você tem uma equipe incrível.

    Well, é só isso por enquanto. Aos poucos eu me adapto novamente e faço comentários melhores.

    See ya, sir.

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  13. CANAS!! MEU DEUS!! QUE CAPÍTULO ULTRA MEGA HYPER SUPER BLASTER FODÁSTICO!! EU QUERO MAIS!! ok, agora que já surtei, acho que posso começar direitinho ^^
    Lukas e Paula: Então, Paula era Palkia. Wow, eu sabia que aquela moça misteriosa guardava um grande segredo. Nem notei a semelhança nos nomes, mas é, pelos cabelos, pela beleza, eu acho que eu devia ter suspeitado de algo antes (COMO SUSPEITAR?! Eu não fazia ideia de que Palkia estava na forma humana, vagando por Sinnoh! Qual a probabilidade de uma coisa assim passar pela minha mente naquela época?!) Achei a cena do beijo tão mágica e linda, devo admitir que se tornou meu segundo casal favorito de Aventuras em Sinnoh. Lukas e Palkia. Lamento Luke, seu irmão é mais foda do que você. Amo esses amores proibidos entre lendários e humanos, é tão mágico! Canas, você me surpreendeu e me fez amar Palkia, de um jeito que eu nunca amei antes. Simplesmente foda! Best. Couple. Ever!
    Walter e os outros: God, Martha, FUGIU COM O PROTON!! Que RAIVA!! Eu queria que ela fosse presa de cara, mas o Marshall deu uma segunda chance a ela... NÃOOOO, a Martha merece apodrecer no inferno! E.E Não gostei disso, mas acho que o Marshall vai atrás dela depois, se ele sabe a localização exata dela. Walter, grande Walter! Realmente um homem impressionante! E o Saturn vai ficar com a Jupiter? Hmm, veremos.
    Luke e Giratina: WHAT THE HELL! Como assim, matar o Cyrus? Admito que eu odeio o Cyrus no anime e no mangá, mas eu gostava dele na fanfic. A morte dele me deixou pasma, ainda mais porque foi o Mikau quem fez isto. Poxa Mikau, você é foda e eu te amo, mas matar alguém, aí já está sendo demais... Estou torcendo muito pro Al Capone e pro Chaud não ultrapassarem o Mikau, no posto do meu favorito. E a loucura do Luke no fim? Será que ele vai ficar insano de novo? Espero que não...

    Bom Canas, se você tiver paciência pra ler meu comentário, e se achar que merece ser respondido, adoraria que me respondesse. Até a próxima!! ^^

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  14. Oi, Kohai! Oh, digo que qualquer tipo de comentário merece ser respondido, o que deve ser levado em conta é a disponibilização e a vontade das pessoas em respondê-lo. Nestes últimos dias tenho estado bem tranquilo e de bem com a vida, por isso estou respondendo todos, sinto que isso é algo que me acalma, e afinal de contos, gosto de responder seus comments (: Bem, foram tantas coisas nesse capítulo, neh? Nem eu consigo concentrar meus pensamentos em uma única coisa! kk Oh God, acredita que eu também nunca gostei de Palkias? Tenho um certo trauma antigo de Pokémons Dragon/Water, meu preferido sempre foi o Dialga, mas dessa vez inverti todos os papéis e tornei o Dialga o menos presentes, enquanto a Palkia e o Giratina brilharam! Acho que casais são assim, eles nos fazem gostar de personagens, nos fazem respeitá-los. Ah, qual é, o Luke tem suas perícias... Sei que namorar um Pokémon lendário é mil vezes mais legal do que aquela insuportável da Dawn, mas a culpa é do Lukas que nasceu com a bunda virada para a lua! Ele é quem tem sorte em tudo que faz kkkkkkkkkk Essa coisa de amores proibidos são tão... perfeitas!!!!

    Fiquei com receio da recepção das pessoas para um amor proibido entre humanos e Pokémons. Sério, isso parece estranho para os olhos de quem é mais jovem, mas vendo agora sinto que esses dois completam um ao outro de tal maneira que jamais poderiam ser perfeitos com outra pessoa. Desculpa Marley, desculpa Vivian, acho que a Paula foi vencedora kkk E a propósito, vamos lá, dê uma chance para a Mars... Ela estava confusa, um vilão preso é praticamente um vilão inutilizável. (A menos que esse vilão seja o Coringa kkk_ Mas o que quero dizer é que talvez ela e o Proton possam aparecer por aí, em outro continente talvez... O Marshall não a prendeu, mas a tem na palma da mão. Ele mesmo falou que se ela vacilar ela VAI ser presa, e é aí que está a perícia desse Doutor. Ele sabe persuadir as pessoas, e muito bem por sinal.

    Falando nisso, já entramos em um assunto que meu grande amigo Léo comentou. Seja bem vindo de volta, rapaz. A questão é que ele achou confusa essa reviravolta da Martha. Ela tem pouco mais de trinta anos, é bem mais nova que a Melysa. Ela foi adotada e tudo o mais, mas por que uma mulher já nessa idade avançada só foi se amargurar com o passado trinta anos depois? Simples, a resposta que encontrei foi o Mesprit! Os próprios leitores me contaram isso, dizem que encostar em um Mesprit perde suas emoções. Ela pode não ter perdido, mas suas emoções ficaram tão confusas que no último momento ela parou e olhou para trás, pensando se tudo pelo que passou valeu a pena. É uma jogada implícita no roteiro, mas pode-se dizer que foram os Lendários que atordoaram seus pensamentos desde o Capítulo 36.5, quando ela apareceu pela primeira vez com o Proton. Foi a partir desse ponto que ela começou a sair daquela mocinha meiga para virar a vilã revoltada que vimos nesse final.

    Ah, meu caro amigo Léo, acho que nós seríamos felizes se os Contestes fossem menos femininos e menos exagerados como são hoje. Escolhi o Mamoswine por isso, para mostrar que naquele tempo a Melyssa também lutava para quebrar essas regras desgraçadas. Vikings são criaturas imensas, desengonçadas, brutais e cruéis. Eu nomeei o Mamoswine dela como "O Viking" propositalmente. Ele não é um cara bonito, não é cheio de brilho, mas tem uma habilidade incrível com suas mãos e por isso ele dominava as competições. Pode ser que no futuro tenhamos mais competições assim meu caro, principalmente nessa fanfiton. Eu comecei a ir contra as regras naquele episódio do Teatro Pokémon, e sinto que o Lukas está muito próximo de começar uma revolução nesse universo que ninguém nunca imaginou. Bem galera, vou indo por aqui porque às vezes me inspiro e o comment sai meio gigante, mas continuamos a conversa em outras ocasiões e comentários, espero estar sempre disposto a respondê-los enquanto ainda estou de férias! Abração pros homi, beijos para as minas kk

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  15. eu iria dizer esse foi o melhor capitulo de todos mais depois de ver o ttulo do proximo capitulo acho que e melhor dizer isso semana que vem nãoooooooooooo a martha fugiu e uma pena mas o marshal sempre esta um passo a frente ainda bem.
    paula e lukas que habilidade e essa de chgar e mudar o que a gente pensa eles ja pularam para o meu segundo casal favorito perdendo apenas para mikau e milena.outra pergunta agora que o lukas ja tem tres ele vai ficar com uma ou fazer um harem?kkkkkkkkkk
    o respeito de um lendario nao e para qualquer um senhor luke mas para se tornar a lenda tem que vencer a lenda estou me referindo ao seu pai luke mais sabe-se la o que o canas vai aprontar.
    muito foda esse capitulo açao da ex-elite novo casal na historia o luke voltando com tudo pena que agora vou ter que esperar uma semana inteira pra ver no que vai dar.
    ha e parabens pelo capitulo canas

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  16. Diga aí, Alan! Cara, ainda nessa semana espero lançar o Omascar, e serião, não se esqueça de guardar um voto para o último capítulo, hein!! Esse pode ter sido repleto de novidades, mas o último é o último né, sempre inesquecível. Rapaz, e será que todo mundo ama o casal Mikau e Milena? Preciso trabalhar logo nessa Support Conversation de Romance entre os dois...

    Você disse uma frase que eu adorei cara. "Para se tornar a lenda você tem que vencer a lenda" Serião man, isso é frase para Notas de Autor! kkkkkk Ainda temos esse incrível desfecho do Capítulo 65, mas o Omascar sairá antes. Esse ano juro que não faço ideia de quem poderia vencer a rodada da premiação, tudo está muito disputado!! Ex-Elite, novos casais, Loucura... Nossa cara, que nostalgia, foi como reviver os auges de Sinnoh e juntá-los num único episódio, fico feliz em saber que esse desfecho agradou tanto os leitores, vejo que tudo pelo que passei na Saga Diamante realmente valeu a pena. Só mais uma semaninha hein, logo estamos aí com o final, garanto que a espera valerá a pena cara, com certeza valerá. kkkk Abração ae, Alan!

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  17. Ahaam, humarrã (Tosse) arhã. Exercício de garganta. Agora, vamos ao coment.

    Minha primeira reação: PUTS GRILAAAAAAAAAAAAAAAA! O LUKAS REVIVEU DOS MORTOS! MA OEEEEEEE YEA AHHHHHHH! (Grito de felicidade extrema.)

    My Gosha, quem diria que a Paula ia ser a Palkia? Isso é a prova que essa fic é ninja: Quando um personagem surge, e Canas-sama diz que vai ter um papel mais importante na história, cê pode dizer: Visha, esse mano/mana aí vai ter uma aparição épica! E o mais bizarro do capítulo: O Luke perdeu seu B.V com um pokémon? Wat Whatta Whattafucka?

    Pensei que teria esse romancezinho como Lukas, não com o Luke... S-I-N-I-S-T-R-O! Mas admito que eu era que queria estar no lugar da Paula (Pros outros fans lindos de AeS, eu sou menina. Quando fiz essa conta, fui obrigada a dividi-lá com meu amigo.)... Imagino como deve ser dar um beijasso no Luke (EU SOU SEU PAI! LOL!)

    Martha tomou na cara da irmã... Se fosse comigo eu não deixava! Agora Tia Martha tem o meu perdão, já que sentiu o tapinha "suave" que Waltão provou anos atrás e se arrependeu. Ehhhh, Tia Jupiter e Tio Saturn vão ficar juntos *_*

    Tenho diversas coisas a comentar, entre elas sua genialidade. Palmas para Canas-sama, pessoal! *Palmas escandalosas.* Nem se eu tivesse quarenta mentes criativas seria capaz de fazer uma fic tão fantástica como esta! Este capítulo foi um dos meus favoritos (Não sei explicar porque, Sorry.)!

    Curti o Viking de Tia Mellysa. Mamoswine é um dos meus pokémons prediletos, graças ao Anime. Eu amo esses pokémons gigantescos e gelados! Pena que sejam tão chatinhos de evoluir... ;_; #muitoxatiada.

    Demore pra postar o Omascar e não responda meu coment divho que eu vou dizer: Cê quer morrer, caraca? (Cara da menina do exorcista.)

    A-D-O-R-O de kokoro o Omascar! Mas responde ae: Este belo evento vai ser nas férias? Se for nas aulas, só irei poder participar se for num final de semana. Mãe, notas baixas, matemática, castigo, ano passado... Em poucas palavras, pude explicar.

    Faça o mais rápido possível, Canas-sama! Vou ser a primeirinha a votar!

    SAYONARA, OMINOUS WIND! (Se você for um entendedor, entenderá.)

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  18. Corrigindo, foi o Lukas que deu um beijo na Paula, não? Putz, preciso trocar a lente dos meus óculos.

    Foi a emoção do momento, caraca... Os dois são parecidos caraca!

    SAYONARA, HELICOPTERINHU TIKA TIKA!

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  19. Hey, Júlia! Tá de imagem nova, hein? Adorei! kk Bem... Eu ia comentar exatamente sobre esse engano que você cometeu entre os protagonistas, mas depois você se acertou! Qual é, o Luke não tem cara de quem ficaria com um Pokémon, isso é coisa da cabeça do Lukinhas kkkkk Mas sabe, acho bem comum confundir o nome dos gêmeos, mesmo depois de tanto tempo. Ahh, eu acho bacana essas paradas bizarras, vira e mexer coloco uma ideia mais esquisita que a outra no enredo, mas faz parte, gosto de surpreender! Obrigado pelos elogios querida, e você está melhorando cada vez mais esses seus apelidos hein, tem uns aí que nem sei como decifrar ou de onde veio a ideia kkkkkk Acho que foi o turbilhão de ideias desse capítulo que tornaram ele um dos melhores, afinal, são tantas coisas acontecendo que nem sabemos ao certo sobre o que comentar! Acha que ele tem chances no Omascar?

    E falando no Omascar, é bom eu me preparar para não ser sacrificado como oferenda caso eu deixe de postá-lo kkkkkkkk Okay, okay! A premiação já é garantida, deixe essa menina do exocista longe de mim, morro de medo dela. Bem, já posso dizer que pretendo lançar o Omascar dessa temporada o quanto antes, e se possível, ainda nessa semana. No mais tardar após o Capítulo 65, mas provavelmente sairá antes. Não importa ser a primeira ou a última a votar, o quero mesmo é ver todo mundo se divertindo! Poxa, quase dobramos o número de categorias, e agora acho que o pessoal vai ter que pensar muito para escolher um só personagem, a briga vai ser boa. Fala sério, Matemática + Notas baixas + Mãe é sinônimo de depressão, essa combinação nunca vai dar certa! kkkkkk Mas acho que conseguirei lançar a postagem para que o pessoal vá pensando, vamos aproveitar as férias porque esse ano o bicho vai pegar pra todo mundo, muita coisa pra fazer, não é?

    Bem, obrigado pelo comment querida, logo mais trago novidades sobre o mundo de Sinnoh \õ Essa premiação será épica, mas tome cuidado e não se esqueça que ainda tem o Capítulo 65 hein, vai que todo mundo decide votar antes e perde um dos melhores capítulos de todos kkkkkkkk Beijos!

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  20. Cara, cara, cara, cara! Que épico! Começando pelo começo (ava), com o Lukas no templo de Arceus. Finalmente a Paula demonstrou todos os seus mistérios! Acho que você deve se lembrar de que eu achava que ela era o Mesprit, pelos cabelos róseos kkkk Mas veja só, ela como Palkia é muuuito melhor. Cara, tenho que dizer que o par, Lukas e Paula, foi o melhor. Melhor que Vivian, melhor que Marley. Sei que vai ter gente contra o romance (até na fic tem kkkk), mas posso dizer que tem total apoio meu. "Ele não capturou a Paula, ela quem capturou ele". Simplesmente isso, adorei a frase! E o primeiro beijo do Lukas! Oxi, com a guardiã do espaço! Tá podendo, hein? kkkkkkkkkkkk Os desenhos da Nyx couberam perfeitamente, muito caprichado! A cena do colar foi de aquecer o coração kkk Sério, adoro partes assim, foi como se um filme passasse na minha cabeça!

    E partindo para a batalha do Luke. Cara, quando ele está disposto a ajudar o irmão, ninguém segura! Ficou um clima muito tenso durante o combate. Não foi uma repetição de ataques, tampouco teve uso de itens bobos. Foi uma guerra de verdade, a qual eu tenho que dizer que o fim chegou a nos dar aquele frio na barriga. O Mikau virou um vilão mesmo, cara D: Pior que o Cyrus. E a loucura... Meu deus, ambos juntos...

    Aproveito para citar a batalha da Ex-elite. Poxa vida, quando a família está em jogo, eles são, realmente, invencíveis. Foi épico quando eles assumiram o campo de batalha, não podíamos esperar nada menos. Mas e agora, o que falta finalizar? Imagino que o último capítulo não vá ser apenas de congratulações. Rumo ao último capítulo, mas esse ficou FODA! kkk Abraços, man õ/

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  21. Rapaz, eu tiro o chapéu para você. Falo sério! Quando eu digo que você se supera a cada capítulo, eu falo a verdade. E pensar que há pouco menos de dois anos atrás esta grande história estava apenas começando? Bem, simplesmente não tenho o que dizer.

    Foi tudo perfeito! A batalha contra os três guardiões dos lagos, a revelação da Paula como sendo Palkia, a antiga Elite lutando junta de novo, a Cynthia mostrando um pouco do que está por vir no arco da Liga Pokémon, a parte da história que envolve a Martha e a Melyssa, e especialmente a batalha entre o Luke e Giratina. Você conseguiu fazer um capítulo esplêndido, onde cada núcleo teve sua magnificência de modo que não ficasse atrás dos demais. Nenhum erro. Nenhum equívoco. Eu passei cuidadosamente os olhos em cada linha, cada vírgula, e não encontrei absolutamente NADA. Nada além de uma grande história, de um grande desfecho para essa saga épica! Agora, que venha o final, para que em breve possamos apreciar a Saga Platina.

    Parabéns cara. Você merece mesmo. E prometo que vou conseguir ler o último capítulo a tempo de votar no Oscar!

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  22. Guri esta reta final foi surpreendente, e não vou esconder que a parte do Luke foi muito melhor que a do Lukas, mas mesmo assim não pouparei os meus elogios. Ver a elite batalhando junta e imaginar aquela loucura no Distorcion World foi incrível. Todas as surpresas desde capitulo me deixou boquiaberto. Começando pelo primeiro amor do Lukas... cheguei a pensar em varias possiblidades, mas confesso que o Beijo me pegou de supressa kkkkk
    Sempre fiquei com uma pulguinha atrás da orelha com a Paula, pois eu sabia que ela seria importante... mas não ao ponto de roubar o coração de um de nossos protagonistas.
    Uma coisa que não posso deixar passar em branco foi sua descrição da Palkia “tinha seios fartos”... Canas...Quem das suas mulheres não tem seios exuberantes?? Se elas não tem seios fartos com certeza vão ter pequenos e bem formados kkkkk mas é melhor eu parar de comentar isso... vou deixar este tipo de observação guardado para os gijinkas kkkkk.
    Mas que corno manso é o Saturn... até agora estou abismado com esse guri!! Ele viu a mulher dele por um chifre nele, e mesmo assim não ficou triste, e aceitou o ocorrido... sem comentários para este tipo de homem!
    Ahhhhhh... já ia me esquecendo, mas a cena do primeiro beijo foi deliciosa... foi como se eu relembrasse o meu primeiro beijo (que eu nem lembro quantos anos eu tinha kkkkk), mas sei que é uma sensação ótima de friozinho na barriga. O Lukas teve muita sorte, pois sua mulher já era experiente, então ele nem precisou fazer nada, simplesmente deixar-se levar pelo sentimento.
    Parece engraçado, mas a fala da Melissa foi muito bem colocada “Acho que um Pokémon capturou o nosso filho, Walter” kkkkkk
    Por fim... Distorcion World
    Guri, nesta parte você se mostrou um verdadeiro mestre!
    Estou literalmente sem palavras... foi fenomenal! Ou simplesmente épico... e quando a coisa fica boa, eu percebo que já estou perto do fim.
    O Vista esta ganhando a minha simpatia, porque a personalidade dele se mostrou muito única, e é quase que uma marca ele terminar as frases dele em inglês.
    As sombras, o grito, a descrição... tudo foi perfeito, e eu acabei por lembrar do Giratina que apareceu no Heart of a Child... a mesma essência... porém o que me deixou com os olhos arregalados foi o Mikau.
    Frase épica... personagem magistral.
    Ele foi tão bem moldado que a cada ato que ele fazia, eu ficava intrigado... começando com a batalha (não que a do Garchomp, ou a da Porygon-Z não tenham sido boas, mas eu achei a do Mikau melhor), ele entrou com tanta precisão e uma maldade tão escancarada que ele simplesmente destruiu o leviatã.
    “Não ignore os outros, mas se concentre em um deles. torne-o o seu alvo, deixe que ele saiba que é o seu alvo. Deixe que saiba que vai morrer. então liquide-o” e com um sorriso na sequencia.... kkkkkk cara isso é genial.
    Eu fiz um minuto de silêncio, foi estrategicamente perfeito!
    Outra frase que acabou me deixando arrepiado foi “Você falou o nome errado”...Guri... O Mikau com certeza será o deus do mundo dele, e eu nunca me decepciono com este personagem.
    Algo que me deixou impressionado foi o final, a loucura, e uma frase, que pouparei a sua leitura de uma escrita perdida. Pois acredito que só o ato pode falar o que senti na hora...
    De repente, um tiro...
    Meus parabéns, você é “O Melhor”
    Perfeito!

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  23. MANOLOOOOOOOOOOOOOOOOOO! QUE LOUCURA! ESSE CAPÍTULO FOI CHEIO DE EMOÇÕES! CARACA, CARACA!

    Deixa eu tentar me organizar... Ok, Lukas e Paula! Cara, a Paula sempre foi suspeita e agora ela se revela a lendária fodona! Amei, apenas. E a relação dela com o Lukas é tão fofa! Esse arco foi com certeza cheio de revelações e surpresas! Os lendários do lago revoltados, e cara, a Ex-Elite praticamente parou o fim do mundo! Esses caras são fodões! Páputaquepariu!

    Martha, Martha. Agora tome! Melyssa dando uma de super-heroina! Nunca brinque com uma dona de casa enfurecida minha filha. E O QUE FOI ISSO? UM BEIJO? LUKAS E PAULA? SAFADEZAAA! Pokeofilia é crime, sabia? KKKKK'. Zuei, zuei
    Mas cara, o amor deles é tão fofinho, tão diferente, tão kawaii *---*
    Torço para ver esse casal dar certo, e quero mais cenas assim eim? Mal posso esperar *OOO*

    Luke... Cara, eu fiquei impressionado! O mundo paralelo é bem menos assustador no anime, mas eu adorei desse jeito! Luke e sua equipe imbatível lutando contra o Giratina, e que show! O Mikau tá piorando Ç_Ç
    Matou o Cyrus, oloko meu! E esse Giratina... A loucura está voltando... E agora? Será que o Luke é mesmo "O Melhor"?

    See ya

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