Posted by : CanasOminous Nov 9, 2012



Sophie utilizava de seus poderes psíquicos para prever exatamente onde seus amigos haviam passado pelos corredores sinuosos do quinto setor, ela almejava resgatar seu mestre, mas naquele instante a segurança de Karl era de maior importância. Marco havia ficado para trás, mas mesmo sem a ajuda do cmanheiro a moça conseguiu trilhar seu caminho até o palco do show. Com passos firmes ela adentrou uma sala escura e examinou tudo de relance, notando algo no centro  salão. Apertou o punho com imenso ódio ao notar o corpo do jovem Karl no centro da sala. Olhos esbranquiçados, uma feição hipnotizada e o corpo ereto como um soldado que bate continência.
Aos fundos estava o meticuloso Exeggutor, deitado sobre o que parecia ser uma poltrona granulada, nada além de ilusões de cor e brilho criadas com magia negra, mas a Gardevoir também era dona de poderes psíquicos e conseguia facilmente diferenciar uma ilusão de algo real. E o corpo de Karl lhe parecia bem real.
 Ohh, uma espectadora! Seja bem vinda à minha atração, em nossa inauguração teremos inclusive um auxiliador, conhece o meu companheiro desprovido de alma? — disse o Barão com animação.
Sophie continuou a encará-lo de forma séria.
 Conheço sim, ele é praticamente o meu filho. — respondeu Gardevoir com rigor. O Exeggutor levantou-se num salto, esticando as mãos para o alto e começando a andar em direção da mulher com suas pernas tortas e a cartola negra a balançar.
 Eu sabia, eu sabia! Previ a sua chegada, e preparei um lugar especial para que a senhora aproveite esse espetáculo.  Daria-me as honras de acompanhá-la até seu camarote?
 Eu não vim até aqui para trocar palavras com alguém como você. Estou aqui para resgatar o Karl.
O Barão parou assim que estava ao lado do Togetic, colocou as mãos no ombro do rapaz hipnotizado balançando seu rosto de um lado para o outro. A máscara alegre assumiu forma,  erguendo o dedo indicador como se tivesse uma brilhante ideia.
 É uma pena, pois ele não quer ser resgatado por alguém como você! Está até acenando negativamente. —  brincava o mago —  Ele não quer você, e nunca a quis. Quando tomo controle da mente de alguém posso ver todos seus pensamentos, e por isso imaginei que viria. Ohh, e são pensamentos tão... Ridículos. Por que demonstra amor para alguém que não quer transmiti-lo de volta?
 O Karl não é assim, e estou pouco ligando para o que você diz dele.
O Barão riu, passando a mão em volta do rosto de Togetic que permanecia imóvel.
 Então quer ouvir isso diretamente dele? Vamos, meu pequeno garoto, diga tudo que sente por essa mulher.
O corpo hipnotizado de Karl mantinha seus olhos brancos fixados nos de Sophie, a assim falou com enorme desdém.
 Sophie, eu te odeio.
A mulher permaneceu quieta, mas não alterou sua feição para ódio ou espanto. O Barão continuava com suas gracinhas, nos últimos minutos sua máscara de felicidade encontrava-se estranhamente mais feliz, talvez pelo fato de seus oponentes serem um casal, e se havia um sentimento que ele odiava, era o amor.
 Decepcionada, minha querida? Quem diria que seu adorado namorado diria isso em sua frente, em sua cara! E todos os momentos passados entre vocês? E todos os dias ao lado daquele que você julgou amar? Sentimentos falsos, pseudo-sensações de uma felicidade que jamais existiu!
Sophie continuava a encarar o Barão sem alterar sua feição. O Exeggutor riu e tagarelou por tanto tempo que a um dado momento quis ouvir o que a moça tinha a falar. Foi caminhando em direção de Sophie com Karl logo ao lado, o Barão fez com que o rapaz parasse exatamente em frente à moça para que ela pudesse encará-lo nos olhos e ouvisse as palavras de ódio sendo proferidas com mais intensidade.
 Eu te odeio, Sophie. Eu te odeio, Sophie. Eu te odeio, Sophie. — Karl repetia incansavelmente.
 O que você pode fazer contra ele? E quando refiro-me à “ele”, digo o seu amado, pois não tenho parte nesses sentimentos. Sou apenas um espectador deste belíssimo espetáculo com final garantido! Adoro shows deste gênero! — disse o Barão com uma risada — E então? O que me diz?
Sophie permaneceu quieta, por um momento abaixou a fronte encarando o chão, mas ao voltar a encarar o Barão revelou um sorriso tão sereno e gratificante que fez o mago calar-se no mesmo instante. O sorriso fora tão espontâneo quanto as palavras que se sucederam.
 Foda-se o Karl.

Sophie ergueu o punho e desceu a mão para cima do garoto. O soco foi tão forte que o rapaz acabou sendo arremessado a pelo menos três metros de distância, caindo no chão sem conseguir levantar-se. O Barão ficou estático, não esperava aquela reação. Sophie ergueu a manga de sua blusa e apontou para o rosto de seu oponente com enorme determinação.
 Quero que saiba que as mulheres de minha equipe sempre comandaram os homens. Elas são as mais sublimes, as mais independentes e poderosas de toda a região; e não é para um mero sentimento que elas deixariam de agarrar a vitória.
Tomado por sua fúria, o Barão ergueu sua perna para o alto em um raio circular e desceu-a em direção da mulher como um martelo em direção da bigorna, mas a Gardevoir foi mais rápida, impediu o movimento com os próprios braços, ainda que o impacto a fez recuar.
 Wood Hammer! Como pode ignorar o amor? Como pode deixar todas as decepções sofridas em vida, e ainda continuar seguindo em frente?
 Apesar de todas as decepções, também existiram momentos bons! Não é por causa de uma única tristeza que eu deixaria aquilo que já me fez feliz!
 Vou transformá-la em um mero corpo sem alma, e você ficará exatamente como seu pobre amiguinho! Hypnosis!
 Não pense que seus truques funcionam comigo, Safeguard!
A batalha de poderes sobrenaturais se sucedeu. Gardevoir atirava objetos em seu oponente utilizando sua mente, enquanto o Exeggutor não tinha nem tempo para pensar em estratégias, visto que encontrava-se dominado pela ira e disposto a acabar com aquela mulher que fizera de seu show um fiasco. Golpes invisíveis derrubavam o oponente, era como se uma ventania ou um impulso d'água os atingissem, mas apenas os mais sábios eram capazes de compreender e aplicar tais movimentos.
Quando o Barão aplicou um chute que foi defendido por Sophie ele subitamente sentiu um corte ser desferido em seu tórax o que o fez ter de recuar par não sofrer maiores danos. O mago surpreendeu-se ao notar que do outro lado estava Karl, com os cabelos loiros sobre o rosto, o boné amaçado na mão, e um olho tão roxo que ficaria marcado por pelo menos três semanas. O Togetic havia utilizado seu Metronome, e o golpe realizado fora um Aerial Ace. Karl ajeitou o boné na cabeça e esticou os braços alongando um dos ombros com uma feiçao de tremendo ódio estampada no rosto. Era como se anunciasse: Estou de volta.
 Que porra tu  fez comigo, seu chapeleiro picareta?
 Oh, acordaste, meu nobre companheiro? Bem na hora de acompanhar o show e contemplar a minha brilhante vitória! — anunciou o Barão, ainda que sua voz soasse duvidosa, e de certa forma assustada — Bem, preciso de uma ajuda sua aqui, então voltaremos ao seu estado de hipnose!
 Safeguard. — retrucou Gardevoir no mesmo instante.
O corpo de Karl foi contornado por anéis de brilho esbranquiçado. Nenhum dano de status o afetaria, e com isso, o Barão não mais podia exercer controle sobre a mente de Karl. A moça cruzou os braços em sinal de descontentamento e falou:
 O público não gostou do seu show, Barão Maximiliano. E viemos aqui para interditar o seu espetáculo, digamos que ele seja perigoso demais.
 Pois bem, então acredito que seja tempo de despedir-me! — disse a voz da máscara da felicidade, subitamente interrompida pela máscara séria que bradou com rancor — Jamais! Assumir uma derrota para um sentimento tão... alegre? Como podem ter tantas lembranças boas, como conseguem filtrar o que é bom do ruim, e viver sem lamentos nessa vida caótica? Contemplem meu principal espetáculo, Leaf Storm!
O golpe mais poderoso do Barão criou uma ventania com folhas cortantes que corriam na mesma velocidade de navalhas ao serem atiradas em um furacão. Sophie criou uma parede de luz que funcionava como um escudo, mas nem mesmo sua barreira seria capaz de protegê-los por muito tempo. As folhas cortavam sua pele macia, ela senta o sangue escorrer-lhe e cada vez mais aqueles canivetes arrancavam gemidos em meio à uma tempestade incontrolável. Ms de repente a mulher sentiu que foi abraçada por alguém, notou que seu pequeno Karl a envolvia com o intuito de protegê-la. O jovem também tinha o corpo machucado, mas ergueu o braço e apontou-o em direção do Barão pronunciando com rigor:
 Metronome...!!
O rapaz fechou os lhos enquanto abraçava a mulher. Não sabia qual mistério seu golpe poderia trazer-lhe. Assim que a magia de Karl tomou efeito as folhas rebateram no escudo criado por Sophie que pareceu sugar toda a energia vital do golpe e refleti-lo como um espelho. O poder do Barão era descomunal, mas o Mirror Move o devolvera na mesma intensidade. As folhas voaram contra o corpo do Exeggutor e o perfuraram como flechas atiradas em um alvo preciso. A capa do mago foi cortada, e despedaçada, a cartola separou-se em duas, e as três máscaras, perfuradas. O Barão ficou de pé apenas por alguns segundos, mas naquele estado era impossível continuar. Foi direto ao chão sem conseguir mover-se, gemia em sua angústia vendo ao longe seus dois oponentes o encararem com um ar de vitória.
O Barão levou sua mão até a máscara da seriedade como se quisesse limpar suas lágrimas, mas a máscara era como uma barreira e nem assim ele podia mostrar que em algum momento de sua vida arrependera-se de algo. Ele murmurou:
 Mulher... Você não... Você não tem medo de ser traída? Não tem medo de decepcionar-se, de ter a única pessoa em quem você acreditava a enganá-la e virar as costas quando você mais precisou...?
Sophie olhava para o corpo estendido com enorme tristeza, e mesmo de frente à um inimigo mortal em seus momentos finais ela não podia esconder sua bondade. Ergueu os ombros e falou com toda sinceridade:
 Sou humana. Quero dizer, sou um Pokémon, mas nem por isso deixo de ter sentimentos como dos humanos, e correr riscos faz parte da vida. Se tudo fosse perfeito, que graça teria? Que graça teria em conquistar a pessoa amada, em confiar e amar com a intensidade de um último instante? São essas emoções que tornam os humanos mais humanos, e nós, os Pokémons, cada vez mais parte de sua vida.
 M-Mas e as coisas ruins...? Todos sofremos angústias, e você não é perfeita...
 Realmente, não sou. Mas continuo seguindo da mesma maneira. Sem ressentimentos, sem arrependimentos.
O Barão permaneceu quieto, seu corpo já era coberto pela dor e ele não seria mais capaz de levantar-se. A máscara continuaria a esconder sua verdadeira face, mas suas palavras finais foram ditas com a alma de um sentimento humano. Ele lamentou com enorme tristeza:
 Eu não soube ver o lado bom de tudo... Sei que passei por muitas decepções, mas sinto que existiu algo bom em minha vivência, sou eu quem não soube notar... Apesar de toda minha sabedoria, não fui sábio o bastante para notar isso.
O Barão voltou-se para Gardevoir, colocou a mão dentro das vestes, puxou uma linda rosa dali de dentro e entregou-a nas mãos da moça com suas últimas forças antes que a mão fosse direto ao chão de forma involuntária. Sua voz melodiosa soou como uma prece.
 Eu queria ter tido uma vida como a sua. — ele soltou um longo suspiro em seu silêncio profundo, repetindo as palavras ditas pela moça com intonação — Sem arrependimentos, sem ressentimentos. É assim que eu, você, e nós, devemos viver...
A mão do Barão caiu, mas nada tocou o chão. Aos poucos o corpo do mago começou a desaparecer para finalmente tornar-se apenas poeira. Aquele era seu último truque, as vestes foram perdendo sua forma e as três máscaras por fim caíram no chão até desfarelarem e unirem-se ao pó da terra, e assim, Karl e Sophie continuaram a observar o fim do último espetáculo do Barão Maximiliano.




Flackback On

Uma nova atração parecia despertar a atenção de todos em uma grande cidade das distantes ilhas do Arquipélago Laranja. Um novo circo havia acabado de ser inaugurado para a temporada que viria, trazendo lindas e exuberantes apresentações. De humanos que cospem fogo como os Charizards à magos com seus truques e perícias; haveriam também aqueles que se equilibram nas cordas com perfeição, Pokémons dançarinos e criaturas magníficas vindas de regiões distantes nunca antes vistas naquela região. Seria um espetáculo surpreendente.
A estreia teve uma grande repercussão, e o velho senhor que administrava o circo gabava-se por seu sucesso. Eram duas longas horas de espetáculo e todos que estavam presentes riam e divertiram-se muito, mas os minutos finais sempre são guardados para uma peça em especial, e assim, um senhor de cartola veio a pronunciar:
— Senhoras e senhores, trouxemos para essas distantes ilhas uma criatura misteriosa, horrenda, uma selva ambulante desprovida de beleza, e com três cabeças que pensam como uma única! Vocês sabem o que é um Exeggutor?
O público ficou em silêncio. Provavelmente não eram muitos ali presentes que haviam visto aquela criatura ao vivo. Era um Pokémon que ha muito utilizado no passado, mas cada dia que se passava o destino os tornava-se mais e mais escassos em meio aos treinadores. Os mais novos provavelmente não tinham ideia do que fosse, e aguardavam ansiosamente a revelação da criatura. O apresentador aproximou-se do centro onde cerca de cinco homens traziam uma enorme caixa, o velho retirou um manto banco que a cobria assim revelando uma jaula que aprisionava uma criatura tristonha e desfigurada escondida em um canto.
— Contemplem essa criatura vinda de locais distantes! A sua feiura é repugnante, isso não é uma obra da natureza! — dizia o locutor.
Aquela cena foi um choque. Várias crianças inclusive começaram a chorar. O Exeggutor era como um monstro de seus pesadelos, alguns adultos permanecerem sérios e fecharam a cara em sinal de desprezo, outros riam daquela figura deprimida na jaula, mas no fim o que deveria ser um show agradável em família tornou-se um circo de murmúrios e balbúrdias. Muitos se retiraram, começaram a lançar objetos no dono do circo que teve de sair às pressas por seu show que não fora nada bem recebido nos últimos instantes. Aquele pobre Exeggutor ficava cada vez mais assustado. Pensava que os humanos atiravam coisas nele, que riam de sua feiura e que cada vez mais aplaudiam a sua desgraça. Todo seu sofrimento era guardado em seu íntimo, e um dia, tudo aquilo viria a ser libertado.
O circo saiu às pressas e foi despejada da cidade, sendo obrigado a procurar um novo rumo em alguma ilha distante. Ao término do espetáculo o dono do circo foi em direção da jaula da criatura, batendo nela com um pedaço de madeira e causando um som terrível aos ouvidos do Pokémon indefeso.
 — Barão!! Seu verme desprezível, olha só o prejuízo que você me deu! Todos têm medo de você, essa criatura horrenda e desprezível. Eu deveria tê-lo deixado morrer nesse mundo caótico.
O Exeggutor continuou encolhido em seu canto com enorme medo e sem poder revidar. Ficou ali na jaula a noite inteira por várias horas, por vários dias... Recebia pouca alimentação e sempre que o circo migrava para outra cidade acontecia a mesma cena terrível. O público vaiava o circo, mas para o pobre Exeggutor era ele quem era indesejado. E a cena sempre se repetia.
Certa noite, após mais um show, a criatura permanecia encolhida tentando abrigar-se do frio, foi então que pôde ouvir os passos de alguém que segurou nas grades da jaula observando a escuridão por um longo tempo. A criatura ficou em silêncio, caso se mantivesse naquela posição aquela figura logo o deixaria em paz e não faria mal algum; era como uma pobre criança que tenta evitar um sonho ruim perdido na escuridão. Quando o Barão virou-se notou uma menininha que imediatamente recuou pelo susto que levou ao ver o rosto desfigurado e as três cabeças da criatura. Aquela moça nunca antes tinha visto algo igual, mas pouco a pouco voltou a fitar a jaula com certa curiosidade.
O Exeggutor permaneceu em silêncio, voltando sua atenção para o chão e apenas desejando que aquela menininha também não jogasse nada em seu corpo como todos os outros humanos faziam.
—  Você é um Pokémon? — perguntou a menina com curiosidade, o que fez o Exeggutor fita-la com relutância.
Ele acenou com uma de suas cabeças, insinuando que entendia o que a humana dizia. Aos poucos a moça deixou de segurar nas grades passando a aquecer suas mãos para proteger-se do frio. Ela sibilou um sorriso e disse com certa tristeza:
— Você deve ser forte, todos riram de você... Dói muito, não é?
O Barão acenou positivamente, desenhando círculos na região onde o grandioso Exeggutor dizia ter seu coração. A menina sibilou uma feição tristonha, voltando a falar:
— Eu sei, eu compreendo. As pessoas se colocam no direito de julgar todos que são diferentes, não conseguem aceitar cada um como é. Essa é a humanidade.
Algumas das palavras proferidas pela jovem não podiam ser entendidas pelo Pokémon, mas o Barão permaneceu tentando assimilar todas as informações que podia. O monstro ficou pensativo por alguns instantes, então, arqueou uma das sobrancelhas insinuando que tivera uma ideia. Levantou-se de seu canto, foi cambaleando em direção da menina e parou em frente à ela revelando seu enorme tamanho. A moça afastou-se pelo susto, mas surpreendeu-se ao vê-lo agachar, e com o balançar das folhas em sua cabeça revelar uma linda rosa vermelha que foi entregue nas mãos da menina.
A moça ficou extremamente surpresa, agradeceu com um enorme sorriso e prometeu voltar na noite seguinte. As visitas se sucederam por três semanas, o Pokémon solitário recebia alimento, ouvia confissões, ria como há muitos anos não ria, e cada vez mais encontrava-se apaixonado pelas visitas da garota. Aquelas eram suas primeiras lembranças de algo feliz em muito tempo. Era como se o restante tivesse desaparecido, como se as apresentações do circo e as ameaças de seu dono fossem apenas um complemento, pois no fim do dia ele teria algo a esperar, pois receberia a visita de sua doce amiga.
Dentre tantas idas e vindas, após um mês o circo já partiu para outra cidade. O Barão permaneceu aguardando com a esperança de ver aquela graciosa humana mais uma vez, e mesmo cruzando o oceano e ilhas distantes, incrivelmente, após cinco dias, a garota reapareceu. Mesmo que o circo tivesse ido para outra cidade ela o acompanhou e cumpriu sua promessa, inclusive trazia sua mãe junto. Durante a noite a moça segurou nas grades de ferro com força, dizendo algumas palavras em silêncio:
— Eu trouxe a minha mãe, vou tirá-lo daqui.
A garota correu para longe, e ao voltar trazia uma mulher mais alta consigo. A mãe não escondeu um grito ao ver aquele monstro assustador, dotado de três cabeças desfiguradas e uma expressão de lamento que os adultos não podem compreender. A mulher acolheu sua filha entre seus braços e a confrntou:
— Diana, essa criatura é horrível! Devemos sair daqui!
— Não, mãe! Eu quero ajudá-lo, quero libertá-lo dessa tormenta, ele é um Pokémon bom!
—  Não, querida, ele é horrível, nunca encontrará seu lugar na natureza, nem com nenhum humano, nem com os próprios Pokémons! Vamos embora, saia daqui agora!! Nós nunca devíamos ter vindo para cá.
A mãe começou a sacudir a filha, impedindo-a de aproximar-se do monstro engaiolado. O Barão ficou pasmo, via a única pessoa em quem confiava ser maltratada por aqueles humanos assustadores, e era incapaz de compreender tal ato. Dominado pela raiva, utilizou seus movimentos psíquicos e destruiu a jaula inconscientemente, nem ele tinha conhecimento de tal força. As grades flutuaram e avançaram para cima da mãe prensando-a contra o solo e criando uma jaula em volta da própria mulher. Diana caiu para trás pelo susto, e quando virou viu a sombra ameaçadora daquela criatura horrenda. O Exeggutor começou a caminhar em direção da moça com seu caminhar lento e demasiado, mas ela foi rastejando-se para trás,  gritando e impedindo que ele continuasse.
— S-Saia de perto de mim! Não se aproxime mais!!
O Barão parou no mesmo instante e demonstrou claramente que havia compreendido. Suas feições alteraram-se, estava arrasado, foi aos poucos recuando ao ver aquela garota que há alguns dias se mostrou sua amiga, e no outro momento, revelou-se extremamente... Humana.
O dono do circo ouviu os gritos e correu para acudir as mulheres acompanhado de cinco seguranças. Os homens imobilizaram o Exeggutor e perguntaram o que havia acontecido, e de imediato a mãe veio a responder:
— Nós passávamos aqui quando ele iniciou o ataque, prendeu-me com seus poderes psíquicos e ameaçou maltratar a minha querida filha! Prendam-no, jamais libertem essa criatura!!
Eles construíram uma jaula ainda maior e melhor guarnecida para impedir que aquela aberração tentasse fugir. O Exeggutor foi vítima de acusações e baixarias pelos humanos por longos meses, mas certo dia a cidade em que estava fora invadida por criminosos, e o circo, abandonado. Relatos dos Rockets diziam que ao encontrar o Barão puderam notar a jaula em que ele estava completamente destruída, cada uma das grades entrepostas como um palco, e no centro dele, a figura solitária do Pokémon abandonado. O Barão examinava uma rosa no chão com enorme atenção, ficou estático mesmo após os soldados dos Rockets se aproximarem, e quando chegarem perto o bastante o viram pisar na flor, amarrotá-la, amassá-la, e despedaçá-la em mil pedaços, antes de voltar suas três cabeças para trás e revelar sua expressão horripilante de decepção. 

Flashback Off



Quando a batalha terminou Sophie e Karl permaneceram em silêncio, mas a mulher já ouvira acusações demais e não pudera conter-se em abraçar seu pequeno garoto como há muito desejava. Karl ainda era mais baixo do que a moça, ficou sendo afagado por seus seios fartos que o apertava cada vez mais praticamente sufocando-o. Sophie quase chorava dizendo palavras de alívio e gratificação.
 Nunca mais faça isso comigo. Nunca. Nunca. Nunca. Você não têm ideia de como doeu em mim.
 Isso que nem foi você quem levou um murro na cara. — respondeu Karl de forma cínica, indicando a mancha no olho que não desapareceria por um bom tempo — Mano, e agora? O que vou dizer pros caras da guilda quando eu aparecer com o olho roxo?!
 Bobinho. — respondeu Gardevoir, retirando o chapéu do rapaz e penteando seus cabelos  loiros. — É só dizer que você se comportou mal, e levou alguns tapinhas da mamãe!
Sophie riu, abraçando o jovem com ainda mais intensidade. Karl olhou para cima e notou que uma fina lágrima escorria do rosto da mulher. Ele não tinha conhecimento do que dissera para ela em sua hipnose, mas aquilo doera mais do que qualquer soco para ela. Levado pelo momento e pelos sentimentos, Karl ergueu o rosto e tentou encarar os olhos da Gardevoir:
 Oe, Sophie. Quando eu ficar mais alto do que você, eu vou te pedir em casamento.
A mulher afastou-se demonstrando o espanto.
 Como é?
Karl virou a cabeça demonstrandos inquietação.
 Putz. Não foi uma boa hora.  — ele resmungou, sendo abraçado pela mulher novamente.
 Mas isso vai demorar muuuito tempo, não? Olha só a sua altura! Se for assim vou estar bem velhinha quando esse dia chegar, você ainda vai curtir umas coroa? Hah, hah... Mas não tem problema, eu posso esperar. — riu Sophie, o que deixou Karl ainda mais zangado.
No fim do espetáculo os dois podiam levar uma lição daquela batalha. Sophie ficou a encarar o vazio da sala iluminado apenas pelas poucas vezes que permaneciam acesas. A moça chegou à seguinte conclusão de que o Barão Maximiliano não soubera aproveitar seus bons momentos. Apesar das intensas amarguras sofridas em vida havia lembranças boas nas memórias de sua verdadeira forma, mas no fim a decepção foi maior, e tudo que existia de bom corrompeu-se até resumir-se a um final triste e melancólico que não deu espaço para pensamentos ternos e suaves da vida que se leva na terra.
Ela permaneceu quieta enquanto encarava a bela rosa em sua mão esquerda, e por fim, chegou à seguinte conclusão:
São essas lembranças e momentos que tornam a vida o verdadeiro espetáculo de nossa existência. Não a desperdice.



 General, cuidado!!
Num piscar de olhos o militar fora arremessado contra a parede com tanta intensidade que a mesma veio a criar rachaduras que quase estouraram devido à pressão do mar exercida do lado oposto. Um monstro fusiforme e sem expressão ergueu-se em frente ao homem, levantou o braço e o carregou com tanta força que aquele golpe teria sido fatal se não tivesse sido por pouco esquivado. O General rolou para a direita, golpeou o braço do inimigo com tanta força que o mesmo veio a ser arrancado, mas aquela criatura asquerosa mal parecia sentir, logo seu braço estava regenerado e restaurado, e a criatura, erguendo-se com toda a sua confiança na vitória.
 O tempo estais a passar, meu nobre guerreiro. — disse Atômico.
Castelo sabia isso mais do que ninguém, quando olhava para baixo sentia a água turva cobrir-lhe os sapatos antes limpos e envernizados, agora sujos e cobertos de um líquido vistoso em conjunto a água salina do oceano. Glaciallis mantinha uma distância razoável, mas não poderia mais ficar protegendo-se do ataque enquanto via General sofrer todos os danos, e àquela altura do campeonato o fantasma já havia recebido uma enorme quantidade de veneno, começando a sentir na veia os seus efeitos.
O General parou, apoiou-se em seus joelhos ofegante e abaixou a guarda por um instante. Atômico poderia tê-lo liquidado naquele mesmo momento, mas não estaria disposto a atacar alguém fora de sua consciência, e por isso ficou apenas a encará-lo com os braços cruzados. Ao menos a honra ainda se fazia presente em seu caráter. Glaciallis correu para o auxílio de General ainda trombando na água que já lhe cobria alguns centímetros dos calcanhares. A moça segurou no braço do homem, que após respirar fundo voltou a erguer-se.
 Recebeste uma quantidade de veneno capaz de matá-lo ao menos nove vezes. — comentou Atômico do outro lado.
O General não respondeu, apenas respirou fundo. Deu um salto e ergueu seu punho partindo para cima do monstro, mas o corpo do Muk mais uma vez foi coberto de um ácido maldito que queimou a mão do homem que gemeu em sua fúria. Atômico sequer se deu no trabalho de mover-se, estava farto daquilo;
 Tu não podes derrotar-me.
O General voltou-se para trás e ajeitou os cabelos ao retirar o chapéu. Olhou atentamente para o chão que cada vez mais era ocupado pela água do mar tendo transmitido uma série de pensamentos naquele pequeno instante. Colocou-se em posição de ataque e provocou o oponente:
 Eu já morri uma vez, não vejo problemas em morrer de novo.
 Não me importas quanto tempo dure, o final será o mesmo. O teu destino já está traçado, mas cabe a ti decidir como a mulher poderá traçá-lo também.
O corpo de Atômico imediatamente se desfez, ele avançou contra Glaciallis numa velocidade impressionante, assim atacando a moça com seus braços viscosos. A Froslass criou uma barreira de gelo, em seguida todo o cômodo foi tomado por um vento gélido que atrasou o ritmo da água que entrava. Atômico encontrou seus movimentos sendo retardados, mas aquilo não lhe polpou de erguer o punho contra a moça e surpreender-ser ao ver o General protegendo-a mais uma vez.
 Você não vai tocá-la, sua batalha é comigo! — gritou o Duskull.
 Tu já estais morto, General. És apenas uma questão de tempo.
 Creio que um morto não seja capaz de lhe fazer sentir isso...!
Duskull lançou um chute diretamente no estômago de Atômico que claramente sentiu o impacto, porém, naquele ritmo a criatura agarrou a perna do militar e lançou-o para longe. Glaciallis utilizou o Ominous Wind, um vento sinistro que cobriu toda a sala em sombras, dando um maior movimento para seu parceiro. Duskull desapareceu e aplicou uma série de golpes no Muk que se desfarelou, mas recompôs seu corpo em outro lugar, parecendo estar completamente saudável.
 Ele não... Ele não sente nada... — balbuciou o General, apoiando-se ofegante em seus joelhos.
 Vejo que estais sentindo muita dor, senhor. — respondeu a criatura.
O fantasma manteve-se sério, voltando a assumir sua postura exemplar.
 Já senti piores.
 A décima quantia de veneno será o suficiente para que tombes perante aquela que ama. Uma hora tu cairás, não há como mudar tal desfecho.
A boca do monstro mais uma vez abriu-se em um enorme buraco sem fim. Glaciallis prontificou-se em congelá-lo, mas nem mesmo seus poderes gélidos eram capazes de impedir a explosão de sujeirao e ácido do movimento letal. Duskull interceptou a moça e correu diante de seu inimigo.
 Você nunca mais ameaçará minha dama novamente!
Mas o corpo de Atômico dissipou-se antes:
Gunk Shooooooooooooooooot....!
A explosão foi tão forte que o próprio Muk se desfez com o impacto. Uma rajada de produtos tóxicos partiu para cima do General que utilizou de todas as suas forças para contê-lo, mas em vão. O líquido o cobriu, o ácido corroeu todo seu corpo e espalhou-se pela sala atingindo inclusive Glaciallis. A moça sentiu seu corpo arder pelo simples toque daquilo, e imaginar que Castelo sofrera tanto e agora estava debaixo de uma enorme quantidade do fluído a deixou sem reação. A moça encontrou-se clamando por seu nome em vão.
 General, General!!
Glaciallis correu para o corpo coberto pelo ácido e começou a tentar retirar o veneno com suas próprias mãos. Aquilo a machucava muito, e era claro somente pelos gemidos contidos da mulher, mas ela persistiu. Tentava descobrir algum rastro de General, precisava acreditar que ele não havia dissolvido perante tamanha força, e do outro lado, Atômico apenas a observava admirado:
 Tuas mãos. De que adianta perdê-las por algo já sem esperança? — afirmou ele, vendo o estado que as mãos outrora suaves da moça se encontravam, ressecadas e corroídas pelo ácido. 
Glaciallis hesitou.
 Eu também já morri uma vez, e não vou perder a minha única chance de salvar o que me restou.
Atômico foi rastejando até o corpo desfalecido de General, encarou Glaciallis que continuava a tentar salvá-lo. Dessa vez o monstro afirmou com mais rigidez, escorrendo sua mão asquerosa até o rosto da moça, mas sem machucá-la.
 Tão suave. Tão delicada. Tenho pena de ti, aprisionada neste mundo caótico onde as pessoas arrancam as mais belas pétalas desta flor pálida e singela. — disse Atômico — Tu deverias ter ficado onde não estivesse ao alcance dos humanos, tudo que eles criam é mal... Mas eu sou bom. Eu posso ajudá-la.
Glaciallis o encarou frustrada.
 Suas palavras têm veneno.
Domado por sua ira, Atômico agarrou o pescoço da mulher e a ergueu, sua enorme boca foi aberta como se ele estivesse disposto a devorá-la por completo. Glaciallis gemeu de dor pelo toque agora envenenado, e quando observou profundamente o vazio da boca do monstro pôde sentir um soco ser desferido na goela da criatura, atravessando-a por completo.
Atômico a largou tentando recompôr-se do susto. Quando virou-se para trás viu o que se assemelhava à um portal negro, um caminho que separo os dois mundos agora entreaberto em uma dimensão paralela.  De dentro daquele portal um forte brilho negro foi emitido, um brilho obscuro, tão escuro que fazia a própria claridade curvar-se perante ela. De dentro das sombras o monstro pôde observar uma figura sobrenatural e tirana, um único olho vermelho se revelava do que parecia ser o corpo de um homem com braços definidos e mãos soberanas. Era como um fantasma que abriu as dimensões do próprio submundo para atender um único clamor, um Dusclops.
O corpo de General surgiu após o movimento com Glaciallis em seu colo. Pouco a pouco a escuridão foi diminuindo, mas as sombras ainda moviam-se no chão como se tivessem vida própria e aguardassem as ordens daquele que as comandava à guerra. O militar estava em um estado completamente diferente, todas as suas vestes rasgadas e o peitoril à mostra, tinha músculos extremamente definidos e marcas do veneno por todo o corpo até a região do abdômen. Em cada parte do corpo parecia exibir uma tatuagem, muito mais do que apenas sinais de feitiçaria, eram símbolos desconhecidos que ele ocultava por baixo de suas vestes, agora evidentes e à mostra. Castelo estava disposto a aguentar muito mais, movido pela necessidade livrou-se de suas fraquezas para proteger sua amada, e por conta disso o General decidiu por evoluir. Glaciallis virou-se e encarou sue rosto por um instante, notando claramente que algo havia mudado.
 General Dusclops? O que houve com seu olho...? — ela sussurrou bem baixinho.
O militar respondeu com um breve sorriso. Deixou a mulher sobre chão e olhou uma única vez para Atômico com um olhar tão macabro que o fez recuar. Era um Mean Look. O monstro sentiu medo, pela primeira vez foi coberto por um medo tão intenso que não soube o que fazer. Domado por sua frenesi começou a disparar seu veneno por todos os cantos, contaminando cada espaço do salão que cada vez mais era coberta pela água. Os aparelhos já estavam todos corroídos, e o laboratório parecia apenas um vasto salão sem mobília, uma prisão de tortura inundada pela água a cada minuto.
Desde que recebera aquele olhar fúnebre o monstro perdera o controle, atacava inconscientemente de seus atos, deixando sua sensatez para um momento tardio. Avançou contra o Dusclops que segurou na cabeça do monstro e carregou o braço com força e vontade que há muito lhe segurava.
 Shadow Punch!
O soco desceu como uma bomba, foi desferido com tanta força que o corpo de Atômico foi destruído em um instante. Era a primeira vez que o monstro descruzava os braços e mostrava-se fora de controle gritando com imensa loucura::
 Morra! Tu e sua mulher! Desapareçam deste mundo e saibam que não haverão canções em teus nomes, tornar-se-ão frutos da terra esquecidos de sua própria existência, e sofram na eternidade de minha longa punição!
O corpo de Atômico triplicou seu tamanho e cobriu todo o ambiente hostil do laboratório. Era como uma onda gigante capaz de cobrir um continente, foi em direção de General e Glaciallis que se encontraram sem como proteger-se. O Dusclops a envolveu com seus braços e a protegeu daquele golpe mortal, não se importava de ter seu corpo mais uma vez destruído contanto que sua amada estivesse segura. A moça sussurrou com pressa:
 General, se meu rosto se desfigurasse e meu corpo fosse corroído pela ciência dos humanos, você me amaria do mesmo jeito?
O fantasma não teve tempo de responder, sentiu aquele ácido perto o suficiente para destruí-lo, apertou  a mulher com mais força fechando os olhos e preparando-se para o pior, mas nada aconteceu. Quando voltou-se para trás viu a figura de um guerreiro alto e nobre, trajando uma máscara de ferro e uma armadura pesada guarnecida somente por um escudo que protegera todos naquele pequeno espaço. Era Chaud, o Bastiodon. Glaciallis não escondeu um sorriso ao vê-lo tal como o Castelo ao notar a ajuda do companheiro.
 General, não é o senhor que vive dizendo o quão humilhante é uma cicatriz nas costas? — indagou Chaud.
 Devo esse resgate ao seu nome, companheiro. Meu corpo pode ser perfurado, mas certamente, nem mesmo o mais poderoso dos adversários pode destruir a nossa honra!

Assim que Chaud levantou-se, seu escudo estava em perfeito estado. Ele era um guerreiro metálico, sabia como forjar uma arma capaz de resistir ao mais forte ácido. Pouco depois Eva saía de uma das escotilhas, uma das poucas passagens que ainda não fora completamente inundada que dava entrada para o laboratório. Ela e Chaud encararam seus companheiros muito feridos, prestando-lhes os devidos apoios. Glaciallis sorria com felicidade apesar do cansaço:
 Estou muito feliz que vocês tenham chegado... — disse ela.
 Vamos lá, está na hora de vocês darem o fora daqui, porque a coisa lá fora está crítica! —alertou Eva.
 Não antes de acertarmos as contas com um certo companheiro. — respondeu o General.
Dusclops agachou e procurou por seu tapa olhos para que seus amigos não tivessem visão daquela terrível maldição em seu olho direito. Atômico agia de forma brusca desde que o vira, e agora, encontrava-se lutando contra quatro guerreiros da Fire Tales, dois deles dentre os mais poderosos da equipe.
 Então, esse monstro é quem deixou-o nessas condições, General? — indagou Chaud.
 Ele tem a resistência de uma parede, as defesas de uma muralha e a guarnição de uma fortaleza. É um guerreiro que luta baseado nos medos das pessoas. — respondeu o Dusclops.
 Como é possível derrotar um guerreiro que é o epitoma da defesa? — perguntou Eva.
O guerreiro de escudo permaneceu sério.
 Eu sou a defesa. — respondeu Chaud — O que vem abaixo disso pode ser resolvido com a paciência.
Atômico havia deixado seus poucos sentimentos serem levados para um corpo desfigurado que lhe transformou em um monstro descontrolado e desvaecido. Quando ele avançou para cima de Chaud o guerreiro afastou-se e mergulhou o escudo contra seu corpo com imensa força, perfurando-o em vários pontos. Contornou o oponente com um rápido giro de seu corpo e atingiu-o com o escudo novamente. Seu estilo de luta era baseado somente nas investidas do inimigo, a cada vacilo o oponente criava uma brecha para receber um empurrão do escudo que mergulhava como um martelo em direção da bigorna.
Atômico chegou a receber tantos golpes que por um longo minuto ele não pôde recuperar sua forma física, mas a batalha ainda não estava terminada e a água continuava subindo.
 Um guerreiro metálico. — afirmou o monstro com certa hesitação ao tentar recuperar o fôlego — Um ferreiro, tu conheces as armas mais poderosas, as únicas capazes de adquirir a força de resistir ao meu veneno e atacar-me de igual para igual. Deparei-me com a fortaleza de meus adversários.
Atômico parou, e voltou-se para a pequena Eva.
 Mas toda fortaleza possui sua guarnição desvaecida em algum ponto.
Chaud imediatamente notou o fato de que seu oponente fixara sua atenção na pequena garota, tal como em Glaciallis enquanto ele combatia o General. Os dois homens se ergueram, Duclops ficou ao lado de Chaud enquanto os dois encaravam seu adversário mortalmente. Atômico examinou tudo em silêncio, e vendo-se em total desvantagem apalpou lentamente uma das paredes.
 Eu não posso derrotá-los, — afirmou ele com toda a tranquilidade do mundo — mas vocês também não podem derrotar-me.
 É um jogo de paciência. Se ficarmos aqui eu irei te derrotar algum dia, nem que para isso demore anos. — respondeu Chaud — Pode demorar muito, mas aqui assinamos a sua derrota. Creio que nesta sala todos sejam muito pacientes, já nos deparamos com a morte e com a paciência de esperar milhões de anos para ser ressuscitado. Uma hora ou outra, você cairá.
Enquanto Atômico apalpava a parede pouco a pouco ela começou a ser corroída e cada vez mais água entrava, agora cobrindo quase que a altura dos joelhos de Eva. Chaud ficou quieto, era bom em cálculos e sabia em média quanto tempo eles teriam até que tudo estivesse em baixo d'água.
 Se eu for, vocês vão junto. — disse o monstro de cor púrpura — Podemos ficar aqui até o fim de nossos dias, e cada um perderá algo que preza. Eu tenho a minha vida, e admito, desejo muito conservá-la. Mas o que diriam de carregar a vida dos outros em suas costas?
Chaud imediatamente pensou em Eva e Glaciallis. Ele e General poderiam dar um jeito no oponente, mas sem a guarnição necessária eles viriam a não ser capaz de proteger as pequenas.
O corpo de Atômico começou a mover-se até que fosse separado. O movimento Double Team criava ilusões e lhe davam velocidade, logo, toda a sala era coberta de Muks por todo lado. As criaturas começaram a atacar os guerreiros que protegiam-se das investidas, a técnica de Atômico era avançada e mesmo utilizando-se de ilusões ele sabia drenar seu veneno para atingir uma vasta área daquele aposento. Eva ficava sob o escudo de Chaud, mas quando encontrava a oportunidade pulava em direção do inimigo e  o cortava com seus punhos destruindo as ilusões. Suas mãos queimavam pelo veneno.
 A-Ai... Dói muito. — afirmou a pequena.
 Este não é um adversário comum, não há nada que você possa fazer contra ele, tudo que você fizer ele usará contra você. — respondeu o General ao longe.
Uma das projeções de Atômico formou-se atrás da Eevee. O coração de Chaud quase parou e o guerreiro mergulhou o escudo na frente da pequena e a abraçou impedindo que a bomba de veneno a atingisse, em seguida ergueu o escudo com a mesma intensidade e destruiu o monstro por completo. Eva ficou estupefata, nunca antes tendo imaginado que uma luta poderia ser tão perigosa.
 A pequena é digna de seus prestígios, em sua primeira grande batalha enfrentou um oponente muito poderoso! — brincou o General Dusclops.
A sala entrava em colapso a cada instante. Chaud virou-se para seus companheiros e afirmou com precisão:
 Temos menos de dez minutos.
A batalha se sucedeu e Atômico tinha suas projeções sendo destruídas sem que ao menos ele pudesse ser acertado. Por um instante ele e o General trocaram golpes tão rápidos que mal era possível vê-los sendo cobertos pela água que jorrava das paredes como pedras em uma jazida. O Muk abriu sua boca enorme mais uma vez, e quando preparou-se para atacar o militar, teve seu ataque impedido pelo escudo de Bastiodon. Chaud e Castelo podiam ter tido suas diferenças e controvérsias no passado, mas hoje formavam umas das melhores duplas de força e sincronização dos Fire Tales.
Atômico foi arremessado para longe, e seus membros agora mal ficavam grudados ao seu corpo. Ergueu sua voz assustadora e falou:
 Na vida tudo passa. — dizia Atômico em referência ao laboratório que logo estaria submerso — Faltam poucos minutos para isso. Tu colocará em jogo a vida de teus companheiros?
Bastiodon teve poucos segundos para pensar, mas o suficiente para tomar uma decisão sábia. Voltou-se para trás, ajeitou o escudo nas costas e caminhou em direção de General.
 Vamos embora.
 Deixaremos que ele viva para voltar e nos perseguir? — perguntou Eva.
 Ele não irá voltar. Pelo menos não tão cedo. — afirmou Chaud.
Os quatro se juntaram enquanto observavam Atômico ao longe na sala coberta pelo líquido de cor púrpura agora fluindo em meio a água do mar. Chaud voltou-se para trás e apontou para a criatura:
 Você teve medo. E o medo te salvou.
Neste instante, todas as paredes explodiram. Atômico ficou parado, era como se sua mente tivesse parado por um instante e o medo fosse tanto que suas pernas tivessem criado raízes. A água cobria o laboratório por completo e começou a jorrar em direção do portão de ferro que eles procuravam. Os quatro correram em direção da porta, Chaud e General entraram na frente e a empurraram com toda a força que lhes restavam. Eram dois homens altos enfrentando a natureza, e com muito esforço, fecharam a última escotilha para que ninguém nunca mais saísse de lá. 
Eles ainda correram em direção dos andares superiores, foram seguindo os corredores até não estarem mais à altura do oceano. Quando chegaram a uma pequena sala em segurança puderam finalmente descansar. Glaciallis suspirou aliviada.
 Mal posso acreditar que nós o derrotamos! — afirmou ela com alegria.
 O Atômico não morreria tão facilmente, e nem mesmo será morto pelas mãos de um guerreiro comum. Sinto que a vida dessa monstruosidade ainda está longe de ser levada... — respondeu o General Dusclops um pouco hesitante, apoiando-se sobre seus joelhos demonstrando claro cansaço.
         Todos estavam ofegantes devido a súbita corrida, todo o subsolo estava coberto pela água salina e eles pensavam o que teria acontecido se tivessem permanecidos lá embaixo. General ergueu-se para sua postura inicial, o fantasma voltou-se para sua dama de gelo, pegou em suas frágeis mãos e pode ver a vermelhidão  e a sujeira do ácido, amaldiçoou-se internamente em pensar na dor que sua dama tinha sentido. Levou as mãos delicadas até seus lábios, beijando-as, e afirmou:
 Perdoe-me por não ser capaz de protegê-la como eu deveria.
Frosslass sorriu, esticou os braços envolvendo o pescoço do General, acariciou os cabelos na nuca e encostou sua testa com a dele em um terno abraço.
 O que está dizendo? Você combateu este poderoso adversário por minha causa, me protegeu em todos os instantes. Posso não ser forte para me igualar ao seu nível, mas este foi o seu ato mais nobre, pois você escolheu nos proteger.
O General sentiu uma intensa paixão pela moça, fechou os olhos sofrendo em seu silêncio e não pôde esconder certo alívio emoção. Como no Amor de Shakespeare, pronunciou:
— Acho que me apaixonei por você novamente.
Subitamente, como se Frosslass visse tudo em câmera lenta, o militar desabou sobre os braços da moça que mal pôde aguentá-lo. 
 Chaud!!
Chaud correu para ajudar o amigo e depositou-o no chão. Era o veneno que já consumia internamente o corpo do militar, percorria cada veia e entranhas destruindo-o por dentro, e não seria um simples antídoto capaz de curá-lo. O fantasma esticou o braço para Chaud e sem muito conhecimento do que dizia balbuciou:
 Proteja a Glaciallis, não deixe que nada... Não deixa que nada aconteça com ela...
 Vamos lá, General. Ela precisa de você. Nós vamos ajudá-lo a se levantar e faremos os cuidados necessários destes seus ferimentos. — respondeu o Bastiodon ao amigo.
 Minha... Princesa...
 General, não fale, você precisa de cuidados urgentes.
Castelo levantou umas das mãos até o rosto angelical da moça. Encarou aqueles olhos gélidos, mas os seus próprios pareciam querer fechar-se a qualquer momento. Sua mão estava imóvel ao lado, mas com os últimos esforços sussurrou algumas palavras:
 Eu ainda te amaria.
Glaciallis arregalou os olhos ao lembrar-se da pergunta que fizera antes de Chaud ter aparecido durante as investidas de Atômico. Pegou a mão do General que estava em seu rosto e envolveu-a com suas próprias.
 Agora é a minha vez de te proteger.

Chaud suspirou aliviado, mas o maior perigo não havia passado, eles ainda tinham que sair dali em segurança e General Dusclops estava em um estado de emergência. Teriam de depositar a confiança do resgate de Luke em seus companheiros, pois agora haviam motivos maiores a se preocupar. Eva apenas observava tudo de longe, seu olhar estava baixo. Chaud olhou em sua direção, esticou uma das mãos falando para ela se aproximar.
Assim que Eva se levantou ela correu em direção do rapaz, pedindo desculpas.
 Me desculpe, Chaud! Eu só atrapalhei você, eu não devia ter vindo! — Lágrimas eram formadas no canto dos olhos da moça — Eu... Se eu não estivesse vindo você não precisaria ter que me proteger... Eu queria ser uma guerreira... mas... mas...
Eva tinha as duas mãos tampando seu rosto, mas pôde sentir quando dois braços fortes a envolveram pela cintura em um abraço apertado, a pequena Eevee tinha seu rosto na armadura do peitoral bem definida da muralha, as lágrimas cessaram por completo. Chaud abraçava aquele corpo frágil de menina, sua cabeça encostada nos cabelos marrons de Eevee, a pequena conseguia escutar o batimento acelerado do maior. As palavras foram ditas em um sussurro enquanto o Bastiodon apertava a Eevee mais forte contra seu peito.
 Eu não suportaria ter perdido você.
Eva sentiu os pêlos de sua cauda eriçarem, suspirou fundo aproximando mais sua cabeça a armadura de metal, os finos braços não conseguiam envolver Chaud por completo.
          — Você é uma Guerreira dos Fire Tales, e essas feridas são a prova disso.
         — Mas Chaud, eu... — O guerreiro colocou o dedo indicador na boca da menina a impedindo de continuar.
          — Saber dar valor a vida e proteger aqueles que ama também é a função de um Guerreiro.
          Ela sorriu e deu-se por vencida, estava na hora de voltar a realidade e a atenção deles foi logo voltada ao General que ainda estava incosciente.
Chaud e Eva emendaram o corpo de General com faixas e tentaram conter o veneno com as habilidades que tinham. Tiveram de colocá-lo sentado para que o sangue envenenado não circulasse tão depressa, e cada vez mais o militar era dominado pela febre. Glaciallis apoiou-o em seu ombro, e assim o deixou para que pudesse descansar depois de uma árdua batalha. Ficou pensando nas palavras de Atômico: Seria ela a sina do General? Será que aquele veneno o acompanharia até que toda sua vida o deixasse? Pelo cansaço que sentia encontrou-se fechando os olhos e sussurrando palavras de conforto para o homem.
 Eu vou cuidar de você, não importa o que aconteça.
E assim, adormeceu.

VENCEDOR: EMPATE

Image by: Leeca

      

{ 16 comments... read them below or Comment }

  1. Paguei pau pro Chaud!
    "— Eu sou a defesa. — respondeu Chaud — O que vem abaixo disso pode ser resolvido com a paciência."
    kkkkkkkk
    Sério! Comecei a rir num nervoso que o povo daqui de casa vieram em mim perguntar que que houve! kkkkkkkk!
    Chaud é o cara! Sempre amei os Bastiodons, e o Chaud é o mais foda de todos. General tenta, mas nunca será tão poético quanto o pré-histórico!
    E Evinha sendo bonitinha combina com ele! By the way, se ela virar uma Espeon de gigantescos Sp. Attack eu juro que mando vc, Canas, celebrar o casamento deles! kkkkkkkk!

    Tá, falando do Barão. Simples. Se ele tivesse com o Lucky-chan, o trem ia ficar feio! kkkk
    Sophie tem meu eterno respeito, mas não posso negar que já esperava por isso! kkkk! Como disse antes, prezado Canas, o amor supera tudo! kkkkkkkkkk! Muito poético!
    Imagina! Sério, Canas, que trabalho que você vai ter de fazer pra um Togekiss (a criatura mais afeminada do mundo kkkkk) virar um Karl da vida. Espero por isso! kkkkkkk

    Acho que é só, pois falo sempre muito e acho que deveria diminuir gradativamente e paulatinamente.
    Inté semana que vem com mais capítulos (pois essa semana doeu e muito kkkk).
    Adios
    Moacyr

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  2. PARA TUDO!

    Eu já respeitava o Castelo antes, mas agora meu... Tenho certeza de que ele é o boss! Um verdadeiro general. Sabe ser um grande guerreiro. E a Glaciallis mostrou que não é aquela dama 100% indefesa. Se ela se esforçar, poderá se tornar uma grande guerreira dos Fire Tales... Isso se o Castelo permitir.

    As cenas finais entre Chaud e Eva foram tocantes. Eu geralmente não dou muita importância à cenas meigas de relação entre dois jovens amantes, mas essa foi diferente das demais. Dona Milady vai concordar com sua princesinha se casando com o ferreiro? UHAUHAUHAUHAUHAUHUA Acho que ela vai surtar, no mínimo!

    E a Sophie... Eu realmente fiquei impressionado. E ri muito quando ela deu aquela porrada na cara do Karl. Foi muito épico! Gosto muito do Karl, mas ele tava merecendo alguns tapas para decidir as ideias. E a Sophie viu o momento perfeito para dar uma aula de briga a ele. Pegou emprestado os punhos do Jon Jones e daí foi só alegria! Menos para o Barão... A história de vida dele foi muito digna. É aquele vilão que morre após um passado negro e deixa a gente na dúvida sobre se ele era realmente um vilão.

    Parabéns rapaz! O capítulo está sublime! Já estamos no final deste longo arco e prontos para iniciar a Saga Platina, não é?

    Nos vemos em breve!

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  3. Épico! Cara a sophie mereceu o meu respeito com aquele soco! KKKKKKK.Sério cara eu adorei essa parte e fiquei muito feliz por ela e pelo karl kkkk
    Cara esse Atomico [e um otário!KKKKK.Onde ja se viu querer machucar a Eva e a Glaciallis! Ainda bem que eu não tava lá com o meu typhlosion para acabar com a raça dele! Eu queria tanto que o general levasse a Glaciallis e a Eva emvora para deixar só o chaud e o atomico lutando! queria ver o chaud acabar com a raça desse bichinho nojento! kkkk,bom eu nunca gostei dos Muk's mas esse atomico me mostrou o contrario!
    Vlw t+

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  4. AHHH cade o numero cinco? (estava esperando uma entrada triunfal...¬¬)

    Mas deixa pra lá isso, sempre tem a semana que vem, certo?
    Eu gostei muito desse cap, duas das batalhas que eu mais queria ver foram colocadas, e muito bem escritas! O final do barão foi incrível, deu muita pena a história dele verdadeiro. Gardevoir foi muito bem também, não esperava menos dela! E finalmente um metronome que preste, ao menos...
    Gostei muito do gijinka do Dusclops, ficou bem diferente e também gostei da maldição do olho direito (acho que ainda terão muitas surpresas sobre esse assunto no FT)
    Eu pensei que o Atomico ia se dissolver na água, mas pelo visto ele ainda está vivo. Adorei a participação do Chaud, muito foda.

    É isso, agora estou na espera do n cinco mesmo, continuo com minhas suposições.
    Até!

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  5. É cara, eu volto a reforçar que devo estar ficando velho. As vezes penso que já comentei determinado capítulo e quando vou ver, nada. Eu devo sonhar com isso, só pode.

    O que mais apreciei nesse capítulo é que ele foi centrado nos principais casais da trama e também mostrou a evolução do amor de cada um deles. Sophie & Karl, o primeiro casal inusitado que nenhum escritor pensaria em unir. Mãe e filho? É claro que não. A Gardevoir pode sim ter um sentimento materno pelo pokémon fada, porém, o futuro desses dois os reserva um amor muito mais intenso. General& Glaciallis, um casal um pouco mais comum, porém, esse é um dos casais símbolos da fanfic, a prova de que aqueles romances antigos, ainda podem existir. Chaud & Eva, esse sim é o casal que eu acredito que escritor algum jamais pensou em unir. Eu quando soube da união desses dois pokémons, fiquei surpreso, de queixo caído. Embora sejam um casal exótico, esses dois são um dos que mais respeito. O amor entre eles é puro, muito fodástico, man. Mas okay, vamos parar com esse papinho feminino, isso tá ficando tenso, *risos*

    Oh Barão, já deixei claro que você foi um dos carinhas que eu mais curti nessa experiência dos Rockets? Eu até iniciei uma jogatina só para ver o quão bom são os Exeggutors e me surpreendi com tamanha força. O fim desse pokémon foi um dos que mais me agradou até então. Embora aparentasse ser uma criatura má que ama divertir-se com o sofrimento alheio, este mostrou-se ser apenas mais uma vítima de bulling e deixou uma reflexão em minha mente: "Será que quando tratamos mal uma pessoa, mesmo que sem querer, ela sente-se tão humilhada quanto este carinha?" É cara, novamente AeS dando uma lição de vida.

    No início eu não botava muita fé no Atomico, mas ele é um cara incrivelmente forte, acabou conquistando meu respeito. A batalha desse cara com o General em parceria com a Glaciallis me fez vibrar. A cada linha lida, eu ficava na expectativa de ter perdido esses dois, porém, como sempre, você surpreendeu. Eu já não contava mais com a evolução do Duskull tão cedo, mas você trouxe de uma maneira tão fantástica. Eu só não consegui entender o porque dele ter guardado essa evolução por tanto tempo. Se você já disse, eu sou um velho esquecido, *risos*

    Eu fico triste com o pequeno nível em que a frágil Glaciallis encontra-se. Mas por outro lado, fico feliz em ver que ela tenha superado qualquer expectativa nessa batalha. Eu fiquei feliz.

    É, eu devo ter esquecido de comentar algo, mas fazer o que? Até mais, sir!

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  6. Então Léo, essa questão da evolução do Dusclops é muito interessante. Se você entrar na página do General e ler algumas modificações notará que as descrições falam não apenas de sua personalidade após a luta, mas também de seu estado físico. Não foi o General quem segurou a evolução, e sim, o autor, pois a luta dele contra o Atomico deixou marcas tão fortes no personagem que até o fim da história vocês se lembrarão dela. O Dusclops foi um Pokémon difícil de se criar, e a saída que encontrei para essa evolução foi deixar todo seu corpo enfaixado como uma pessoa enferma após uma terrível batalha, mas não pense que ele ficou assim só porque é legal, ele ficou assim porque ele recebeu uma quantidade de veneno tão grande que ele nunca mais irá se recuperar por completo. Nunca mais, e vocês notarão isso daqui para frente. Não haveria motivos para ele evoluir e ficar somente com a aparência toda machucada, não? Foi uma evolução que eu precisei criar um roteiro somente para mudar o personagem. Esse arco não foi só uma historinha que na semana que vem vocês podem esquecer, quando chegarmos à Saga Platina vocês ainda vão se lembrar de muitas coisas que aconteceu aqui, pois ela mudou a vida de nossos personagens para sempre! (:

    Obrigado pelos elogios galera. Aqui foram duas das lutas que eu mais desejava mostrar para vocês, mas vendo tudo acontecer agora fico triste em ter de despedir-me de personagens que tanto gostei de trabalhar. É complicado, mas creio que faz parte de todos os escritores ter de saber a hora de tirar determinados personagens da história, mas acho que alguns desses ainda teremos de lidar por muito, muito, tempo. Bem, vamos lá, de volta ao trabalho, faltam poucas batalhas para decidirmos o destino dos Rockets, e eu espero conseguir passar por essas poucas semanas de provas e trabalhos para finalmente ter umas boas férias e adiantar todo o tipo de conteúdo e especial para Sinnoh e toda a Aliança Aventuras! Dezembro será bem movimentado! :D

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  7. O Último Espetáculo
    *---------------*
    Barão merece meu respeito² Outra grande batalha, com a conclusão do show de mágica de nosso Exeggutor querido. Kkkkk eu ri com aquela parte da Sophie. Imagina só, voce mó sério, ameaçando ela, e ela sorri e diz: "Foda-se o Karl!" kkkkkkk E quando ele acorda, "— Que porra tu fez comigo, seu chapeleiro picareta?" Huahsuahushaussuahsu rachando. Esses dois serão o casal perfeito um dia, ou melhor, em breve. É como você disse, a batalha foi mais palavras que sair por aí atirando ataques por aí. É assim que o Barão luta, e foi assim que a Sophie lutou na primeira vez que a vimos em ação. Ela e o Karl formaram uma ótima dupla, com aquele Metronome imprevisível. Meu, usar esse ataque dá um frio na barriga danado! Imagina só se você estivesse no lugar dele, não sabendo o que vai sair... Chessus! O passado do barão é muito triste, cara, fiquei com dó ainda mais pelo fim que ele levou. Mas a mensagem no fim de tudo foi a melhor: Basicamente, não deixe que as decepções sejam suas únicas lembranças e te prendam ao passado. O jeito é viver igual louco #ouquaseisso

    Contra o Tempo
    Agora sim, uma das melhores batalhas e que tenho certeza que é uma das favoritas do público. Eu tinha até esquecido da água entrando no setor, mas depois que você mencionou deu um toque a mais, como se os personagens estivessem pressionados. O Atomico é medonho, e fiquei realmente assustado com o General. Isso que é força de vontade! Imaginei histórias que ouvi sobre ácidos corrosivos + pessoas e simples gotinhas já não foram nada boas, imagina só jatos dessa joça! Credeuspai, o Duskull, digo, Dusclops merece realmente meu respeito. Falando nisso, a evolução foi ainda mais fodástica ("What? General is evolving? Ta-da-dá!!" kkkkkkkkkk rachei). Realmente não dava pra falar que ele brilhou e começou a mudar de forma, dependendo de como escrevesse ficaria estranho (eu pelo menos não saberia descrever) então você tratou tudo muito bem, e principalmente, de forma natural. Todas as bandagens de proteção após o fim da luta o assemelham a um Dusclops. E deixe-me adivinhar... Quando ele fosse evoluir, aquele item seria como uma roupa que ele colocaria por cima? #Sóquenão Anyway, essa batalha está entre minhas prediletas, o Duskull foi muito fodástico aguentando tudo, e adorei que a Froslass tenha finalmente mostrado seu amor por ele como ele sempre fez. Agora ela que vai proteger ele, e com razão. E a Eva com toda a sua coragem foi lá e enfrentou um cara fodástico, essa é minha garota *-* E o desenho dela e do Chaud no fim do Capítulo ficou muito kawaii! Show de bola, cara, só parabenizações mesmo! Vou ficando por aqui, acho que amanhã vou voltar comentando nas postagens que eu perdi que não eram capítulos :D Flws \õ/
    OBS: Me aguente, eu estou de volta! MUAHAHAHAHAHAH

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  8. E lá se foi o Barão T.T Ownt, eu chorei muito quando ele começou a ser antigido por seu próprio golpe... Suas vestes sendo rasgadas, suas máscaras... E aquele flashback, que garota estúpida! Não sei se eu teria reagido da mesma forma naquela situação mas poxa, o Barão só queria protegê-la. Barão, descanse em paz, seu ultima espetáculo foi maravilhoso T-T
    Agora, voltamos ao Atomico! GENERAL É O CARA! \O/ Maldito Atomico, eu odeio ele. Olha o que ele fez ao General e.e Pelo menos ele evoluiu e ficou ainda mais fodão, oh yeah!
    Chaud!! *----* Adoro o Chaud, ele é lindo, forte e inteligente! Adorei ele acabando com o Atomico! kk' Bem feito! Ooh, ele e a Eva no fim, que ti fofo. Eu gosto muito desse casal, são muito fofos. Imagino quando a Eva evoluir, serão o casal mais kawaii da fanfic ^-^
    Agora, que venham Beliel, Seth e o número 5 que até agora não foi revelado!
    Até mais, Canas ^^

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  9. Eae Canas, blz? Lembra-se de mim ainda? kkk Quase sumi de novo eim? Mas vamos ao que interessa.
    Primeira parte: Ow, finalmente uma das lutas que eu mais estava esperando surgir apareceu. O Barão com certeza vai se eterno em minha mente. Sério, não julgando, mas para mim ele é fraco em quesito de força, mas nas estratégias e no confundir o psicológico dos outros ele é muito bom. Certamente a Sophie mostrou todo seu potencial nesse capítulo. Foi boa a aparição da moça como a do ovo(kkk), mas vamos nos focar no Barão. Você consegui dar uma personalidade única nele, uma personalidade muito boa. Não ocorreu muitas mudanças no comportamento dele nesse capítulo como no outro, mas mesmo assim as falas dele são espetaculares. O flashback foi bom também, mas eu gostaria de mais, entende, algo mais sobre esse Barão. Teria como?

    Segunda parte: Bom, essa parte também foi espetacular. Atômico com certeza entra como o numero um dos odiados pelo os públicos, mas não da minha parte. Sabe, de certa forma consigo entender o porque ele é desse jeito e não o desprezo. Lógico, é algo fictício, mas acredito que dele pode sair um ser nunca visto antes, apenas dando uma chance à ele(não consegui me expressar da maneira que quero, mas tudo bem). Bom o General novamente deu seu brilho de cavalheiro a uma dama. Ele lutou bravamente, agora fica a questão do corpo envenenado. Agora, fico pensando como ficará o caso de Chaud com a Eva, mas não tenho nada a dizer sobre isso. Apenas gostaria de dizer que quero ver mais de Chaud em ação, se possível ainda nesse arco.

    Bom, Canas, vou ficando por aqui no aguardo do próximo capítulo. Até mais!

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  10. Olá, Luis. Quase sumiu de novo hein campeão, cheguei a pensar que mais uma vez tinha desistido das fics! kkkkk Mais tarde vou querer ver a inauguração do seu novo blog, com um design inovador e tudo o mais, aposto que vai ficar show! (: Pois bem, respondendo as suas perguntas, não tenho intenção de abordar o passado de mais nenhum dos vilões. O que eu trouxe aqui foi como uma curiosidade, alguns dos fatos complementariam a visão de vocês sobre o Barão podendo ser considerado como um extra para o enredo, e por isso creio que não haverão mais menções sobre o passado deles, com exceção de algumas coisas sobre o Coffey. Adoro o Barão e por isso ele ganhou um pouquinho a mais de sentimentos e emoções do que todos os outros, e acredito que tudo isso já tenha sido o suficiente para lamentarmos por ele. É um personagem que eu adoraria trabalhar novamente no futuro, mas vai que eu dou algum jeito de incluir a Clony Guild na Saga Platina. Nunca se sabe, nunca se sabe...

    Eu também não pretendo trazer mais lutas do Chaud nesse Arco, creio que ele já tenha feito o suficiente derrubando o sub-administrador da Grande Criação e provando que não precisa ser um dos personagens principais para impor respeito. Ainda tenho três lutas para apresentar e o fim épico desse arco, estou tentando ao máximo repartir as aparições dos Pokémons e infelizmente não poderei ficar me focando em um determinado como eu desejaria, por isso vocês deverão limitar-se a vê-los por partes e compartilhando seu brilho com outros, afinal, não há livro capaz de suportar quase 50 personagens toda santa semana, e Sinnoh já está passando dessa média.

    Obrigado pelos comentários aí galera! Estou em uma semana de provas complicada, e aqueles três projetos para o fim do mês ainda atrapalham o meu andamento no blog, mas continuarei me esforçando e tentarei utilizar do feriadão para adiantar algumas coisas. Tenho algumas ideias de especiais em mente para o decorrer da semana, e creio eu que esse feriado será muito movimentado até mesmo para quem não irá viajar, afinal, logo mais teremos Johto na ativa! Um grande abraço à todos, boa noite.

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  11. Krl mah fazia tempo que num lia a fic vey eu sempre leio quando to deitado com o cel na cama so q meu wifi quebro q eu tinha preguiça de ler no pc , eu estou postando pq achei essa parte muito engraçada , quando começei a namorar minha namorada era bem assim: "Quando a batalha terminou Sophie e Karl permaneceram em silêncio, mas a mulher já ouvira acusações demais e não pudera conter-se em abraçar seu pequeno garoto como há muito desejava. Karl ainda era mais baixo do que a moça, ficou sendo afagado por seus seios fartos que o apertava cada vez mais praticamente sufocando-o. Sophie quase chorava dizendo palavras de alívio e gratificação." kkkkkkkk sem falar da outra parte q o karl disse"— Oe, Sophie. Quando eu ficar mais alto do que você, eu vou te pedir em casamento." krl mah rir d+ parecia que tu sabia minha vida pois foi igualzin , mesmo eu sendo mais velho q ela eu era bem mais baixo mais depois q a puberdade dela nasceu , ela praticamente parou de crescer e eu passei dela so falta pedir em casamento kkkkkkkkkkkkk vlw ae flw ( obs : num escrevo certinho como outros kra q comentam escrevem so pq a fic tem boa ortografia eu escrevo do meu geito e não sou influenciando por ngm )

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  12. Olá, Fire. Li seu comment no Capítulo 62, mas não precisa comentar em postagens atuais à respeito de um comentário antigo cara, recebo um e-mail cada vez que alguém posta alguma coisa no blog, então tenho controle de tudo que acontece aqui em Sinnoh (: O Karl era bem pivete quando a fanfiction começou né, conforme o tempo foi passando ele cresceu muito. Agora falta só o estágio de Togekiss, e só então ele será um adulto completo. Creio que em breve ele estará mais alto do que a Sophie para pedi-la em casamento kk Essas mulheres mais velhas são uma tentação. Não precisa nem ser mais velha, eu gosto de mais altas, mais maduras. Acho bacana que algo semelhante tenha acontecido contigo, sempre é comédia ver uma história que nos identificamos tanto! kkkkk

    Bem companheiro, mas só para acrescentar algo a respeito de seu comentário final. Digo que todos aqui têm o direito de postar comentários do jeito que querem, e eu não ligo se a ortografia é impecável ou escrita às pressas. Isso é um blog voltado para a diversão, e não uma dissertação, pelo menos para os leitores. Eu, como alguém que deseja transmitir uma mensagem ou até mesmo sendo considerado um educador, devo ser o mais claro e coeso conforme o que estou tentando contar, pois sou um escritor e lido com um público jovem, uma escrita repleta de erros poderia confundi-los e influenciá-los de maneira ruim. Ninguém deve se influenciar por ninguém, mas também acho desnecessário uma indireta como se colocasse as pessoas que escrevem certo num outro patamar. Todos têm o seu jeito de escrita e creio que ninguém veio aqui para condenar um ao outro por escrever errado, este é um blog para as pessoas se sentirem bem, e não para criar ainda mais conflitos. Todos têm o direito de comentar como preferirem, mas também é necessário um pouco de bom senso; se a mensagem puder ser transmitida e interpretada então ela alcançará o mesmo resultado que qualquer outro comentário. Por isso este é um blog livre (: Até a próxima!

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  13. Manow sou eu to no meu seu num sei se vai aparecer meu perfil , mas enfim eu ate botei a parte q falei para ela ela começo a rir kkkkkkk, mas sobre a questao da letra .vey quiz dizer q n era pras pessoas me definirem pela a escrita xD, apesar de q todas as news q escrevo.lah na thunders (acho q pode fl dela pois vcs parceiros , mas se n poder pod excluir o comment) eu escrevo do geito q qero , pois acho q algumas pessoas escrevem certo aki pois acham q vcs vao achar q somos analfabetos apesar por isso falei sobre a escrita para q vc ou outros n achassem analfebatizados

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  14. Mano Canas só uma palavra define esse capítulo: F-O-D-A!

    Cara a batalha entre Fire Tales e a guilda dos clones já tava num patamar bastante elevado, mas agora? Agora sim a porra ficou séria cara! Os reforços chegaram é hora de ver o que vai acontecer em cada luta ainda não concluída. E tivemos duas batalhas de tirar o fôlego aqui. Daquelas bem épicas que você lê, termina, olha e diz: QUEBRA TUDO MANOLADA!

    Primeiro a Sophie. Mano, até agora ela não teve nenhuma batalha dessas, não que eu me lembre. Mas chegou arrasando e quebrando tudo. Uma luta de criaturas psiquicas é sempre muito épica, com poderes paranormais tudo se iguala. E o Karl saiu do transe com um belo soco eim? Mulheres elas sempre vão fazer você voltar ao normal com um belo tapa.

    A história do Barão foi bem triste né? O que esse povo tem contra Exeggutores cara? EXEGGUTOR É LEGAL GENTE! TODOS CONTRA O BULÉM! E por um instante eu achei que o Barão não ia morrer, que ele ia ver que estava errado todo esse tempo e que viveria e mudaria sua história. E quem diria que em meio a uma batalha dessas o Karl iria se declarar indiretamente para a Sophie eim? Safadjenho -v-

    Cara, é sério, eu amo a Eleanor de paixão, mas o Atômico ganhou meu respeito eterno e se tornou o cara mais foda da Clony Guild para mim. Além de ser do tipo poison ele honrou sua posição! O General é um dos caras mais fodas dos Fire Tales, e vê-lo dando trabalho a ele foi incrível! E mesmo com uma evolução o General não seria capaz de derrotá-lo. Só fiquei triste porque a Glaciallis não participou muito. GLACIALLIS MINHA FILHA LEVANTA E SENTA A MÃO NESSE MUK MOSTRA QUEM MANDA!

    CHAUD E EVA *O*
    EVA E CHAUD *O*
    Salvaram o dia <333
    Sério cara, o Chaud, ele é fodão demais. Quanta sabedoria e força num só guerreiro eim? Eu falo que se a Eva e nem os outros estivessem ali e corressem perigo e o Chaud estivesse lutando sozinho, o Atômico tava perdidinho. Mas gostei do final, é justo que tenha empatado. E agora o que aconteceu com o Atômico? Morrer com certeza não morreu, e sinto que ainda encontraremos ele num futuro não tão distante...

    Agora é correr para ver as próximas batalhas *-*
    Sayo Canas-kun

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  15. O ULTIMO ESPETACULO – SETOR 5
    Wooooww ... que batalha incrível entre psíquicos, e confesso que a guria me impressionou bastante.
    Adoro mulheres com atitude, e principalmente dessas que são decididas e sabem o que querem. Cara não sou chegado numa coroa, mas admito que se uma cair na minha rede eu pego kkkkk, principalmente se for algo como a Sophie.
    Uma cena que você descreveu muito bem, foi a do Karl abraçando a gardevoir para protege-la, e em seguida pronunciando o nome do ataque. Achei-a cheia de emoções e romantismo. Talvez até eu esteja mais romântico kkkkkk será a idade chegando?
    Meu uma parte que você escreveu que eu literalmente aplaudi foi o ultimo momento do Barão... foi uma verdadeira jogada de mestre, pois em nenhum momento ele perdeu sua genialidade e assim, como ele nasceu, ele morreu.
    Parabéns Canas...é por isso que eu, você, nós admiramos tanto sua escrita.
    A história do Barão foi comovente, eu consegui sentir através das palavres o horror que a plateia sentia, e a parte de que mais gostei foi quando a equipe rocket encontrou o Ezzegutor num palco sozinho e monstruoso!
    Ahhhh Canas... tu é foda cara!!! Tu não para de me impressionar, infelizmente no meu vocabulário finito eu não conheço todas as palavras para parabenização. Mas uma das que melhor te descreve é FODA!
    CONTRA O TEMPO – SETOR 2
    Eis aki outra batalha que me tirou o folego
    Desde o inicio até o fim eu não consegui tirar os olhos das palavras que saltavam de minha folha e formavam um verdadeiro filme aos meus olhos. E essa é uma das melhores reações de se ter em um livro em mãos... e você guri é capaz de dar vida a imaginação de muitos.
    A batalha foi muito bem escrita, e acredito que até agora uma das melhores que já li até o momento. O veneno consumindo a vida do general e estragando a doce pele de minha princesa... espero que ela não fique com cicatrizes.
    Mas uma parte que me chamou atenção foi quando a própria Glaciallis pensou se ela seria capaz de fazer tudo que o general fez e faz por ela. Neste momento eu senti, que você tem uma carta na manga.
    Mas uma coisa que a vida me ensinou foi a entender um pouco as mulheres e admito que um homem verdadeiramente apaixonado faz de tudo para estar do lado de quem gosta, sendo capaz de abandonar tudo. Mas será que isto é reciproco?
    Uma pontinha que escorreu veneno de meus lábios foi quando o Bastiodon apareceu para salvar os dois fantasmas, e este momento apareceu um sorrisinho no rosto da Frosslass. É cara... estas mulheres realmente são nossas vidas!
    Uma parte que achei muito legal foi o Chaud falando que ele era a defesa, e que abaixo disso pode ser resolvido com paciência. E correlacionando com isso, uma parte inteligente foi o fato de todos nesta batalha (com exceção da pequena Eva) já terem morrido, e agora são apenas fantasmas e fosseis. E acredito que esta situação deu um tempero especial para a sua história, e principalmente esta batalha, afinal ambos já passaram pela morte e a virtude da paciência todos já conhecem muito bem.
    Adorei a citação do Amor de Shakespeare e a cena que a Glaciallis pergunta para General se ele ainda a ama, e o fato que ele a respondeu no final ficou muito bom.
    Flw

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  16. Cara, quantas lutas incríveis! Vi um Vista massacrar um dos vilões que eu imaginei que daria um pouco mais de trabalho. O Mothim e o Togetic sofrerem na mão de um ilusionista. Wiki mostrando que a sensualidade também é uma ótima arma de batalha. Beliel provando que independente de suas limitações, é um adversário tão digno quanto os clones nº9 e nº10. General colocando sua vida em risco pela sua amada... Falando em General, desde o capitulo em que Luke o capturou, ele vem se tornando o meu predileto. Esse cara é um herói, não deixa nenhum de seus aliados seres feridos ou mortos com facilidade. É aquele que só abandona a batalha se tiver certeza que seus amigos estão a salvo. Eu admiro esse cara! Vi também um Gabite medindo forças com uma lenda. Mikau fazendo jus ao titulo de atirador aquático. Isaac me surpreendendo mostrando atitude em defender os mais fracos, afinal, o homem forte não aquele que sabe se defender, e sim aquele que defende o próximo.

    Mas velho. Ao menos até agora, nenhuma batalha se comparou com Sophie vs Barão. Lendo livros, fanfics, hq’s e mangás eu percebi que as batalhas épicas não são aquelas em que o leitor encontra somente pancadaria até um cair perante o outro. Batalha épica é aquela que possui algum significado a mais. A vida não acaba quando as cortinas dos espetáculos se fecham. Por um instante fechei os olhos e desejei com todas as forças que o Barão tivesse sobrevivido e falasse que diferente dos demais ele não era um clone, e então fosse capturado por algum protagonista, vc não faz ideia do quanto desejei isso. Eu senti cada dor, angustia, insulto que ele levara nos espetáculos, e quando uma luz no fim do túnel podia ser vista, ele acaba fazendo algo que em sua mente era correto. E por fim, termina sua vida deixando um imenso ponto de interrogação, não afirmo se ele realmente é um vilão como os outros parecem ser, e deixo bem claro isso, eu adoraria vê-lo novamente em sua forma pokémon.

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