Posted by : CanasOminous Aug 9, 2013


O tempo não havia melhorado, e o que deveria ter sido um fim de semana memorável em Sunyshore acabou por transformar-se em dias previsíveis e desagradáveis com aqueles dias chuvosos na cidade do verão. Ao menos os Irmãos Wallers estavam alojados na casa de Erick, um integrante da Ex-Elite 4 de Sinnoh que esteve desaparecido de toda a mídia há pelo menos dez anos. O rapaz encontrava-se em viagem no momento, permitindo que os jovens retirassem um tempinho de folga para relaxar enquanto preparavam-se para o desafio final no ginásio da cidade e planejavam o que fazer depois que tudo aquilo acabasse. Esperar até o fim do ano pareceria uma eternidade.
Os Wingulls continuavam em suas tocas no topo de prédios, não queriam sequer sair e planar por entre os barcos à vela como costumavam fazer, e a água suja do cais era coberta por Tentacools e outras criaturas aquáticas que tomavam aquele local como seu domínio.


Aquela era a cidade de Sunyshore, a parte escondida dos cartões postais e longe de onde as celebridades viviam, pelo menos. Como toda metrópole que se preze, sempre existe sua área mais desagradável. No auge da temporada, muitos turistas visitavam a cidade que era famosa por seus shows de luzes e os famosos que eram frequentemente flagrados na rua, mas naquele dia em especial eles não haviam tido sorte com nada disso.
Sunyshore estava um tédio.
— O que exatamente vocês faziam aqui quando eram mais novos? — perguntou Dawn, de olho em uma das janelas observando as gotinhas baterem no vidro e se correrem para o chão ao se misturarem com outras.
Luke estava sentado em um sofá, sua garota estava com as pernas esticadas sobre ele e a cabeça deitada em uma almofada, vendo o movimento lá fora. Luke a massageava lentamente enquanto pensava o que de fato ele fazia naquela cidade quando era mais novo. Tudo parecia mais sem graça agora
— Sei lá, eu realmente não lembro. Acho que nós sempre estávamos ocupados, não havia sequer um dia que eu ficava assim vacilando, sem nada para fazer. — Luke então lançou um olhar sedutor para a moça e apalpou a região de sua coxa com mais ternura. — Mas, sabe... Essa chuvinha lá fora, junto com preguiça, e acrescentando nossa procura insaciável por algo a fazer... O que você acha de irmos para debaixo da coberta, e...
— Hoje não. — Dawn respondeu rapidamente, mas ao ver que seu namorado ficara inconformado decidiu fazer-lhe cócegas com os pés enquanto sorria em sua direção. — Sorry, hoje não estou afim. Eu queria mesmo era sair, ver a cidade na qual vocês cresceram, conhecer pessoas novas e maravilhar-me com a visão! Sério mesmo que não têm mais nada de legal que vocês costumavam fazer?
— Bem, tem um... farol.
— Farol? Eu adoro faróis! Eu cheguei a ver um de longe quando chegamos na cidade, mas ele parecia... vazio.
Pouco depois Lukas chegou com algumas compras em mãos para o lanche da tarde. Dawn levantou-se para não envergonhar o garoto com aquela posição despojada sobre seu irmão, e logo foi cumprimentá-lo com um beijo no rosto. Apesar do frio, a moça vestia apenas um biquíni acompanhado de um blusão que ela pegara de Luke. Dawn claramente queria aproveitar o fim de semana, mas com aquele tempo horrível eles teriam de ficar trancados jogando baralho e engordando. Era como se ela tivesse preparado aquela viagem há meses, e acabou não ocorrendo como planejava.
Lukas colocou pães, frutas, manteiga e outras comidas para a refeição em cima de uma mesinha. Por sorte a casa de Erick era confortável e eles não sentiam-se como invasores por lá, lembravam-se de muitas brincadeiras e jogos de tabuleiro com o rapaz que sempre os convidava para uma partida.
Luke logo avançou em um lanche bem reforçado, e enquanto pedia para seu irmão derreter o queijo na frigideira, perguntou:
— Aí, pivete. Você lembra do farol daqui?
— Sim, sim. Eu adorava ir para lá, mas ouvi dizer que foi desativado recentemente. — Lukas ria mantendo os olhos na panela em sua mão. — Eu gostaria que eles tivessem reformado, aquele lugar fez parte de nossa infância.
— Rapaz, tudo lá deve estar tipo uma dungeon abandonada de um RPG! Aposto que o tempo deixou aquele lugar apenas mais sinistro de ser explorado.
Lukas colocou o sanduíche no prato de seu irmão e perguntou se eles haviam interesse de ir para lá.
— Li um artigo no jornal sobre o farol. Ele foi construído pela famosa família dos Keener, arquitetos extremamente famosos e influentes da região de Unova, tanto que seu trabalho com o Farol de Sunyshore manteve-se intacto mesmo após cem anos!
— É uma pena que tenha sido abandonado — confirmou Dawn. — Por que será que deixaram de cuidar de algo que era tão lindo? Além de trazer esperança para os navegadores que vêm do mar. Uma cidade litorânea sem seu farol é como não ter seu guia.
Lukas sentou-se na mesa enquanto tomava um gole de chá em uma xícara de porcelana. O rapaz olhou de relance para fora e viu a fraca silhueta do farol escondida na fraca neblina que se formava.
— Não iremos fazer nada hoje mesmo. O que acham de irmos dar uma olhada? — sugeriu Lukas.
Seus companheiros concordaram, e terminando o lanche eles arrumaram seus pertences para sair em uma ligeira aventura, como nos velhos tempos.
Havia momentos em que Luke sentia que era maduro para sua idade, mas dentro dele ainda vivia a alma de uma criança que adorava vivenciar algo novo, e Sunyshore em especial sempre lhe trouxera muita inspiração. Voltar para a cidade natal o fazia sentir-se em um território inimigo, o rapaz sabia precisamente por onde andar mas olhava para tudo ao seu redor com cautela e desconfiança.
Uma chuvinha rala caía do céu, quase incômoda por não molhar, mas obrigar os jovens a usarem guarda-chuva. O farol já se erguia lá no fim da montanha, com as luzes apagadas e plantas rasteiras crescendo nas paredes rachadas e de pintura desgastada. Os tijolos entrepostos serviam como moradia para insetos, e a cor da tinta já se perdia no desconhecido.


Quando Luke e Dawn aproximaram-se, tiveram de olhar para cima. Era difícil interpretar o mistério por trás daquela construção, mas por algum motivo ela exalava tristeza. Como algo que nunca devia ter sido abandonado encontrava-se naquela atual situação? Lukas ainda lembrava de quando ia até lá com sua mãe somente para observar os navios que chegavam através do binóculos do mais alto andar. Será que ele ainda podia ser encontrado lá no topo?
— Eu gosto de faróis — sussurrou Dawn. — Sempre vivi em cidades litorâneas, acho que eles me fazem lembrar-se delas. Suas luzes a guiarem os viajantes...
— E também os possíveis piratas, já pensou? — respondeu Luke com uma risada, abraçando-a mais forte. — O que curto mesmo em faróis são as histórias. Quantas pessoas devem tê-lo usado como guia, como sua referência?
— Faróis são como... a esperança em alto mar — disse a moça ao aninhar-se mais nos braços do rapaz.
Luke checou se a porta de acesso que ainda estava lá, mas parecia ter sido coberta por concreto para que pessoas ou Pokémons selvagens não entrassem. Mas o treinador era astuto, e conhecia seu próprio território como ninguém.
— Venham comigo.
Luke foi atentando-se ao solo, como se estudasse um caminho que ali fora traçada há séculos atrás. Dawn lembrava-se da primeira vez que o conhecera, no Lake Verity, quando Luke ainda falava sobre pedras, fósseis, e mais parecia um garotinho sonhador com conhecimentos desnecessários; mas em toda sua aventura as habilidades de Luke sempre acabavam por revelar algo interesse e, no mínimo, curioso. Ele gostava de impressionar, sempre surpreendia seus amigos com algo inusitado.
Quando alcançou uma das paredes mais baixas do farol, próximo à costa, confirmou que ali havia uma passagem.
— Eu usava esse caminho quando era menor, eu adorava ficar escondido aqui, vendo o mar, olhando os Pokémons que às vezes passavam pela praia. Até que um dia eu descobri que ele levava direto para um porão dentro do farol! — comentou Luke com uma risada.
Lukas adentrou ali logo em seguida e foi dominado por aquele cheiro tão familiar, pois dizem que o faro é um dos sentidos que mais aguçam a memória.
— Nossa, eu realmente lembro daqui. Brincamos muito nesse lugar, embora parecesse tão maior e mais largo naquele tempo. Como você lembrava disso, irmão?
— Ah, sei lá, tem umas coisas bobas que minha mente guarda. Eu sou horrível para guardar tudo que é importante, e nesses momentos percebo as reais besteiras costumo lembrar. Preciso fazer um backup da memória no meu cérebro, ele está precisando de uns reparos...
Luke foi seguindo o túnel na frente, guiando o caminho por uma caverninha escura e com cheiro salgado através de uma lanterna improvisada. Aquela rota levava para um depósito dentro do farol, algo que poderia ter sido feito por ladrões ou até mesmo piratas no passado como rota de fuga e roubo de equipamentos ali presentes.
O local estava completamente abandonado, mas em bom estado pelo fato de todas as janelas terem sido fechadas e conservadas. Apenas algumas teias de Spinaraks estavam nos cantos enquanto poucos Rattattas abrigavam-se ali por conta do frio, observando seus visitantes com olhos curiosos que brilhavam na escuridão.
— Uow, que tenso aqui ficou — confirmou Luke. — Parece aquelas cidades fantasmas após o fim do mundo.
Assim que Dawn saiu do túnel ela pôde observar tudo com maior atenção. A porta de entrada era feita de ferro, mas encontrava-se coberta por tanto pó que marcas de mãos solitárias eram vistas como se desejassem transmitir uma mensagem aos que se aproximavam. Luke empurrou a maçaneta lentamente, estava enferrujada. Aquele depósito dava logo de cara com o salão de entrada, mas três Zubats saíram voando com a luz da lanterna que ofuscara seus olhos após tanto tempo.
A moça tomou um leve susto e se jogou nos braços do treinador
— Acho incrível como esses bichos conseguem entrar aqui mesmo estando tudo fechado — admitiu o Dawn.
— Mano, são Zubats. Essas pragas estão em todo lugar!
Luke e Lukas se entreolharam, até que o mais novo sussurrou:
— A menos que haja outras possíveis entradas e saídas... — ele soltou um suspiro e observou as escadarias perdidas que levavam até o último andar. — E creio que não somos os únicos por aqui.
Risadas sinistras podiam ser ouvidas, e Dawn deu outro pulo quando viu um Haunter passar pertinho de suas costas e desaparecer rapidamente na parede de alguma outra sala trancada. Havia Gligars pendurados no teto, e alguns Skutanks fedidos faziam daquele andar o seu covil para proteger-se da chuva. Por sorte nenhum deles parecia desejar buscar maiores intrigas, e assim como os jovens humanos, estavam ali somente como visitantes.
— Um Gligar, cara! Eu estava procurando um desses faz um tempão, eu adoraria ter um Gliscor! — disse Luke. — E ainda não encontrei o meu décimo segundo membro, preciso achar logo o último Pokémon da minha equipe.
— Não saia por aí capturando qualquer Pokémon que você goste, espere a hora certa — sugeriu Lukas. — Andar com a Paula me fez ver todos eles de uma maneira diferente. Ela disse que não é o treinador que escolhe o Pokémon, o Pokémon é quem escolhe você.
— Tem razão... Na Liga terei de lidar com equipes muito bem equilibradas, e para derrubar uma galera como o Lúcio e o Stan terei de deixar minha paixão pelos tipos metálicos, rocha e terrestre... Okay, farei o possível para que meu décimo segundo membro seja o mais poderoso de todos.
Luke e Lukas foram subindo a escadaria em espiral do farol, chegando cada vez mais alto. Tinham algumas vagas lembranças daquele lugar, era incrível como o tempo passava tão rápido. Apenas o estalo de seus passos podiam ser ouvidos no eco da rocha sólida, foi então que  Dawn alcançou uma pequena janelinha não maior do que dois palmos que dava uma ligeira visão do mar. A moça ficou na ponta dos pés para observar aquele vislumbre do que haveria no topo.
— Deve ser lindo ver tudo isso lá de cima.
— Venha, estamos bem perto, você precisa ver como é maravilhoso! — respondeu Luke ao estender o braço em sua direção.
Luke segurou na mão de sua garota, mas subitamente sua lanterna começou a falhar e as pilhas vieram a descarregar, deixando todos ali presentes no breu iluminado apenas pelos pequenos feixes das janelas altas da escadaria. Luke deu alguns tapinhas na lanterna antes de reclamar:
— Cara, eu tinha trocado as pilhas hoje cedo...
Eles sentiram um estranho vento soprar.
Era impossível que ali ventasse, mas estava ventando. A sensação logo foi substituída por um sopro gélido, que se tornou calorento, e terminou ao transformar-se em um horripilante ronco de motor. Parecia que um trator quebrado estava lá em cima, destruindo tudo e descendo a escada com velocidade para esmagar qualquer coisa que estivesse em seu caminho.
— O que está acontecendo com esse lugar?! — indagou Dawn preocupada.
Assim que a moça deu o primeiro passo, escorregou no que parecia ser um bloco de concreto congelado. Ela veio ao chão, esbarrando-se na pedra e ralando o joelho enquanto Luke tentava segurá-la em vão.
— Dawn!! Você está bem? — Ele correu para socorrê-la, mas no instante que encostou em uma das paredes sentiu que os tijolos esquentavam a ponto de queimar sua mão. — Ouch!! Tá quente, muito quente! Que diabos está acontecendo?! Darkrai está possuindo esse lugar!!
Lukas olhou para cima e teve certeza de que aquilo era causado por várias criaturas, ou então algum Pokémon que misteriosamente tinha o poder de dominar diversos elementos. O jovem coordenador nunca tinha visto nada parecido.
Luke pegou Dawn no colo e tentou manter o equilíbrio.
— Cara, acho melhor a gente voltar. Esse lugar tá virando assombrado!
— Mas temos de descobrir o que está por trás disso tudo. Onde está seu velho senso de aventura, irmão?
— Faleceu. Tô ficando velho pra essas coisas, manolo...
— Deixa disso. Venha, vamos chegar até o topo.
Eles correram e passaram por muitos imprevistos entre tombos e mudanças na temperatura inesperadas. Os corredores estreitos e circulares da escadaria pareciam nunca terminar, mas ao chegarem lá em cima estava tudo vazio.
A sala mais parecia um quarto. Tinha uma geladeira aberta, velha e empoeirada, acompanhada de um fogão tostado, um cortador de grama e um ventilador, que por sinal era o único que funcionava até então, ventilando o provável ar parado ali fazia décadas.
— Mas... Se esse ventilador está ligado... Alguém teve de ligar — sussurrou Lukas.
Os jovens olharam ao redor, e foram surpreendidos quando um pequeno ponto feito de plasma saltou para fora do objeto, assumindo uma figura disforme de olhos faiscantes e pequenos raios elétricos que assumiam a forma física de uma maneira inexplicável. Era um pequeno fantasminha que ria e adentrava cada um daqueles objetos, saltando para fora como se lá fosse seu parque de diversões particular.


— Caramba, um Rotom! Eu nunca tinha visto um desses, pensei que fosse uma dessas lendas urbanas, — Luke já havia preparado uma pokébola — acho que encontrei o décimo segundo integrante de minha equipe!
O jovem lançou a cápsula sem pensar duas vezes, mas o Pokémon desapareceu e a pokébola caiu no chão dando um estalo na sala vazia. Quando tudo ficou em silêncio, somente então eles puderam ouvir a respiração fraca e fria de alguém que os observava. O objeto rodou, rodou e rodou; até cair na palma da mão de um homem loiro que a segurou e observou nitidamente seu reflexo naquele tom avermelhado tão vibrante.
— Nunca imaginei que eu fosse receber visitas.
Era impossível não reconhecê-lo. Era ele, só podia ser ele.
Homem loiro, porte atlético, vestes desgastadas daquela maneira desleixada de quem não ligava muito para as aparências, ou menos havia deixado de ligar. Em seu porte, era especialmente seu rosto que exalava mistérios. Olhos azuis; não como o mar, o céu ou as mais lindas safiras que Kyogre pudesse fornecer... Mas lembravam dois passarinhos perdidos que deixaram de voar por vontade própria. Olhos que poderiam cativar todas as mulheres de Sinnoh se assim desejassem, era a figura que qualquer uma delas sonharia conhecer quando mais jovens, então, por que aqueles olhos pareciam tão... perdidos? Tristes, desamparados. Como os de uma criança que terminou seu game favorito e agora não tem mais com o que brincar.
O homem depositou a pokébola no chão e a rolou de volta para seu dono. Luke pegou-a com a mão trêmula, afinal, ele estava frente a frente com Volkner.


— O líder de ginásio de Sunyshore!! — afirmou Luke surpreendido. Estava no mínimo surpreso, viera evitando ao máximo aquele encontro nos último, mas acabou por deparar-se com um dos treinadores mais poderosos de seu tempo naquele estranho lugar abandonado.
Volkner ergueu a mão e revelou um cigarro, deu uma tragada e liberou a fumaça. O ventilador a repelia tudo de volta, e o pequeno Rotom flutuava ao seu redor com aquela risadinha cínica a encarar seus visitantes. Com toda certeza, ele pertencia ao líder.
— Não vieram aqui para me desafiar, certo? — ele perguntou com uma voz cansada. — Já adianto que não estou aceitando desafios.
Era raro Luke encontrar-se com uma situação onde não soubesse o que falar, mas estava diante do homem que todos vinham falando desde que ele estivera em Hearthome pela primeira vez. Poderia ser ele realmente tudo aquilo que falavam? Algo digno de se temer?
— Bem, eu realmente queria lutar contra você, mas não exatamente nessa situação.
— Nunca existem situações para batalhas. Seja nas montanhas, no mar, ou inclusive no céu. Todo bom treinador jamais negaria uma batalha, não é verdade? — Era claro que Volkner tentava sorrir, mas logo aquela tentativa desapareceu sendo substituída por uma sensação triste de desamparo. — O que estão fazendo aqui?
— Viemos explorar o farol, somos viajantes, e moramos nessa cidade durante toda minha infância, eu e meu irmão. — Lukas adiantou em apresentá-los, mas provavelmente o líder nem teve tempo de reparar que eram gêmeos, de tão diferentes que pareciam.
Lukas olhou para os arredores do andar mais alto do farol e falou:
— Temos muitas lembranças daqui.
— Então te peço desculpas, — respondeu Volkner — acho que eu acabei com essas lembranças.
— Por que diz isso? — questionou Dawn.
Volkner deu mais uma tragada em seu cigarro antes de explicar.
— Sou o líder daqui. Eu cuido de Sunyshore, sou o responsável por toda a energia elétrica da cidade e sua manutenção, porém, acabei esquecendo-me desse farol e acabei por largá-lo nesse estado deplorável. — Ele fez uma pausa. — É uma pena, eu gostava daqui.
— Então por que não o reconstrói? — sugeriu a menina como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo, mas o loiro a respondeu:
— E que sentido faria, se o próximo que assumir esse posto irá abandoná-lo da mesma maneira? Lembranças... O que são elas, se não apenas... lembranças?
Lukas ainda tentava assimilar aquela estranha filosofia quando o líder veio a levantar-se, ajeitando as roupas amassadas que indicavam que ele já estava ali fazia algumas boas horas como se estivesse escondido do mundo. O pequeno Rotom foi acompanhando seu líder, mas logo entrou na geladeira e por lá ficou, amenizando o clima presente no aposento.
Volkner parou, e olhou para as janelas de vidro lá fora. Era possível ter uma linda visão do mar, longe da cidade, do aglomerado de barcos luxuosos e até mesmo dos humanos. Era apenas um manto de calmaria, sem ondas, sem mudanças. Tudo completamente estagnado, pois naquele dia parecia que nem mesmo o vento tivera vontade de pronunciar-se.
— Estou deixando o posto de líder de ginásio de Sunyshore. — Volkner falou repentinamente. — Não desejo mais batalhar.
Luke entrou em desespero com aquela confissão.
— Ahh, qual é, cara! Você está de brincadeira?! Mano, eu sou egocêntrico pra caramba, mas sei reconhecer um cara foda quando eu o vejo. Acabo de chegar na cidade, voltei para cá depois de anos somente para te desafiar. Preciso de apenas uma insígnia, vamos agendar uma última batalha!!
— Há milhares de ginásios mais fáceis do que este, garoto. Procure qualquer um deles.
— Eu não quero qualquer um, quero o seu.
Volkner parou de olhar para o horizonte e voltou seu olhar para aquele garoto tão audacioso. Luke era determinado, e sabia como conseguir o que queria quando estava disposto.
— Tantas pessoas falam de seus feitos, de suas habilidades em batalha, de você como um ícone... Vamos lá, dê essa chance para mim! Eu o desafio para uma batalha, e juro que irei recobrar o brilho e a intensidade nos seus olhos!
Volkner olhou para ele, com olhos perdidos e cansados. Cansados da vida, cansados de verem sempre a mesma coisa. De quem já havia visto muito e mesmo assim nunca se impressionava. O líder levou sua mão até o bolso e de lá retirou a Beacon Badge, a oitava de Luke e provavelmente uma das mais raras insígnias de Sinnoh.  Estava sem brilho, parecia fosca e completamente sem graça. Pouquíssimos eram os treinadores que a possuíam, e naquela temporada em especial, Luke deveria ser o único.


— Tome. É isso que você quer, não? Eu estou te dando, pode levar.
Volkner jogou a insígnia em direção de Luke, mas o rapaz não se moveu. O pequeno objeto bateu no concreto três vezes e parou de frente a bota esquerda do jovem, fazendo com que seu tilintar agudo ecoasse por todo o farol e fizesse com que alguns Zubats selvagens saíssem voando lá no primeiro andar.
A insígnia ficou ali, caída no chão, fraca e sem brilho algum, sem importância. Luke não desviou seus olhos dos de Volkner, não teve sequer reação para apanhar aquela insígnia. Para um treinador, aquela era a maior humilhação que se podia imaginar.
— Você é um líder de ginásio, pensei que soubesse melhor do que ninguém o que uma insígnia significa para uma criança.
Volkner ainda o encarava em silêncio com o cigarro em mãos.
Luke continuou:
— Juntar oito delas para entrar na Liga, que diferença isso faz? Qualquer moleque consegue, ouvi dizer que hoje em dia dá até pra comprar insígnias de maneira ilegal, mas isso faz diferença? Cara, isso faz toda a diferença. Uma insígnia têm seu valor, tem sua história. Você a destrói quando a dá, vende ou conquista de qualquer outra maneira. O valor dela está guardado em todo o sacrifício que o treinador dedica para conquistá-la, com honra e orgulho. Honra. — Luke repetiu com ênfase naquela palavra. — Honra.
— Está querendo me ensinar a fazer meu trabalho? — perguntou Volkner ofendido.
Luke agachou e pegou a insígnia do chão empoeirado. O pequeno Rotom até chegou a esconder-se dentro do fogão ao ver que o clima começava a esquentar.
— Toma de volta. Eu não quero isso.
Luke a jogou em direção do líder de maneira que Volkner a agarrasse com reflexos de um relâmpago. O homem encarou aquele pequeno broche e manteve-se sério antes de dizer-lhes algumas palavras.
— Toda criança que veio até mim disse a mesma coisa. Todos eles. Eles me desafiavam, diziam que iriam me dar batalhas eletrizantes! Mas estou esperando isso até agora.
Volkner voltou a olhar para Luke que agora parecia mais sério do que nunca.
— Você foi o primeiro que questionou meu trabalho. Não que isso vá fazer alguma diferença de qualquer maneira, mas... Lembro de quando era eu em seu lugar, buscando insígnias. Eu adorava encarar os líderes e perguntar-me se um dia eu seria tão grande quanto eles. Honra, nossa... Pensei que isso tivesse desaparecido do coração das pessoas há muito tempo.
— Está aí algo que foi passado para mim de geração em geração.
— Então presumo que seu pai tenha sido um grande homem — Volkner respondeu, embora fosse impossível adivinhar se ele sabia que este sujeito era Walter Wallers. — Já passei pelo mesmo que você. Caminhando com amigos, vivendo romances, conhecendo pessoas novas que entram em nossa vida por acaso e por lá permanecem por muitos anos. Mas acho que minha história terminou.
— Como ela pode terminar? — questionou Lukas. — Você ainda vive, você ainda é Volkner, um dos líderes mais brilhantes que Sinnoh já viu!
— Terminou porque eu não tenho mais o que contar — o homem respondeu. — Já parou para pensar o que vem depois do ponto final da última linha? Depois que você conquista tudo aquilo que mais sonhou? Já tentei de tudo, mas não importa o que eu faça... Nada mais faz sentido.
Volkner levou o cigarro até a boca, o que de certo modo incomodava os jovens no aposento. Aquela realmente era a figura tão famosa de que tanto ouviram falar?
— Eu já me decidi. — Volkner falou num tom tranquilo. — Irei enfrentar a Liga Pokémon no fim do ano e competir pelo troféu para desafiar a Elite dos 4 e o novo campeão. É a última coisa que falta. Aí eu serei o melhor treinador que esse continente já viu, e toda essa conversa desnecessária — ele fez uma pausa. — Mas se nem mesmo isso trouxer de volta meu ânimo por lutar e viver... Então eu realmente não saberei o que fazer.
O loiro jogou o cigarro no chão e o apagou.
— Tenho poder, fama, amigos e sonhos realizados. Tudo aquilo que me falaram em minha jornada, eu juntei e alcancei. Tudo. Então me diga, por que eu ainda sinto que falta algo? Se vocês me disserem o que está faltando, voltarei e me comportarei como um bom líder, serei o melhor e mais justo de todos; mas se não me derem a resposta, descerei por essa escada e muito provavelmente vocês não voltarão e ver-me tão cedo.
Sonhos, amigos, poder e fama. O que faltava? O que faltava?!!
— Eu não sei. — Luke fez uma pausa rápida, olhando para as próprias mãos. — Apesar de todo o aprendizado que encontrei nessa jornada, não fui sábio o bastante para encontrar a resposta disso. Quando você acha que tem a resposta para todas as perguntas, o mundo te traz perguntas piores ainda.
Volkner olhou para ele com a feição entristecida. Era possível notar claramente que o líder almejava que ele recebesse uma resposta, mas aquilo não aconteceu. Volkner queria de fato voltar a ser um bom líder, queria voltar a dar um sentido para sua vida após ter alcançado o auge. Soltou um longo suspiro melancólico, acenando levemente com a cabeça.
— Quando algo fizer sentido em nossa vida, voltem a me procurar.
Volkner retirou a insígnia de seu bolso mais uma vez e a jogou na direção de Luke. Mas, dessa vez, o rapaz a apanhou.
Rotom saiu imediatamente de seu objeto e foi flutuando em direção de seu dono. O fantasma de plasma inclusive chegou a olhar para trás em direção do jovem Luke que agora encarava aquela Beacon Badge, estagnado e sem reação. Volkner começou a descer as escadarias, e cada passo seu era ouvido em todo o farol abandonado que permaneceu em silêncio por longos minutos.
Um silêncio que ninguém queria interromper.
Dawn olhou para a Beacon Badge na mão de seu companheiro, e acabou por dizer em voz alta toda aquela dúvida que pairava no ambiente.
— Por que?
— Por que, o quê?
— Por que no fim das contas você aceitou a insígnia, indo contra tudo aquilo que pregou e disse para o Volkner? É como se no fim de tudo você tivesse desistido e aceitado a derrota...
Luke cerrou seu punho com todas as forças que lhe restavam.
— Eu não desisti, só mudei de estratégia, porque pela primeira vez sinto que precisarei de uma... Preciso restabelecer meus exércitos antes de entrar para uma batalha que eu tenha certeza que possa vencer. Até porque agora sou eu que vou desafiar aquele cara, para ele reconquistar essa insígnia de mim.


      

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  1. Shit is about to get really fucking serious!
    E é com uma palavra feia em inglês que começo os comentários dessa sexta, minha gente! kkk!
    Nó, deu pra sentir a tensão, sério. Canas, foi só o Luke que evoluiu não. Vossa senhoria cresceu como escritor de uma maneira extraordinariamente fodástica! kkkk!
    Nó, e agora? Quero só ver esse Rotomzinho aí se mostrando fodão! kkk! Na verdade, quero tudo do Volkner. Jolteons destruidores, Luxrays da velocidade da luz e ainda um Electrivire gigantesco, destruidor, magnífico e sábio, que talvez será um professor pro Watt (será? será? kkk).
    Tá, mas nunca desejei tanto que tivessem mais capítulos esse final de semana. Sempre digo isso, mas quando vossa senhoria escreveu as últimas palavras do Lucky nesse capítulo, senhorita Nicolete, tenho certeza que foi pra fazer todo mundo ficar com raiva! kkk! Raiva pela simples razão que vai demorar uma semana (uma longa gigantesca semana) pra ter mais. Why, God? Why can't You make weeks shorter? Why??
    Tá, tô muito dramático hj! kkk! Mas mesmo assim. O drama tem motivo! kkk!Gente, imagina o que vai ter semana que vem? (ou seria o que vai acontecer amanhã..who knows...kkk).
    Tá, raiva de Canas que deixou-me muito na curiosidade, sentimento esse horrível! kkk! Sério, o que custaria postar o capítulo de semana que vem hj? Nada, acredito eu com minha sinceridade ingênua! kkk!
    Tá, como acredito que não receberei o que peço (ou será que ainda há bondade no coração de um asiático escritor de fics fodásticas?), despeço-me! kkk!
    Adios, pessoas!
    Moacyr

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  2. Cara, acho que um dos momentos mais extasiantes desse capítulo é quando o Volkner joga a insígnia na frente do Luke, agindo como se ele fosse um cãozinho adestrado que espera por algum petisco do dono. E mano, quando o Luke renegou isso eu parei para me lembrar dos primeiros dias dessa fic, de como ele teria pulado feito uma marmota doida nessa insígnia e saindo correndo de alegria kkkkkkkkkkkk Rapaz, o tempo realmente passa voando, olha só como todos nós estamos! Eu, leitores, personagens, foi um amadurecimento necessário e completamente essencial para trabalhar na fic, caso o contrário, eu nunca teria conseguido transmitir exatamente a sensação que eu desejava. Honra cara, honra! Essa será uma das maiores lições que o ginásio do Volkner terá a nos ensinar.

    Mano, eu poderia postar numa boa o próximo capítulo amanhã kkk Sério, sério, ele já está pronto, e na verdade ele é um preparo para a batalha, uma espécie de treino e como o Luke vêm formulando sua estratégia para convencer o cara para enfrentá-lo. Com um pouco de comédia e um clima bem descontraído, vai ser divertido fazer uns ajustes porque a leitura é bem simples e rápida. Mas poxa, estamos em aulas né cara, se eu postar amanhã, então ficaremos sem capítulos na sexta que vem!! kkkkkkkkk Então, acha que dá pra aguentar só mais um pouquinho até lá? Não se preocupe porque eu AINDA tenho mais coisa para mostrar, especiais, supports, músicas, então parado o blog não vai ficar! Vou pensar sobre esse seu sonho de postar três capítulos seguidos, vai que surge algo assim na Liga Pokémon kkk Ou não. Ahhh, adoro dar esperanças e depois arrancá-la! kkkkkkkkkkkk Isso é por me chamar de Nicolete até hoje AUHEHUAEUHAEUHEA

    Rotom, Luxray, Raichu, Jolteon e Electivire. Quem sabe até mais um. Creio que pela primeira vez veremos uma batalha em que os seis Pokémons dos dois lados serão usados, então pode esperar o Aerus na linha de frente contra esse Electivire, a Wiki peitando esse Rotom de sorriso macabro e os demais componentes numa batalha que nem mesmo eu sei como vai terminar. Só posso dizer que será assim, fodástica! kkkkkkkk Obrigadão pelo comentário ae meu caro, nos vemos logo mais!

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  3. Holy shit. Now yes. We can say that shit got serious. THIS CHAPTER IS FUCK!

    Como eu não posso dizer a frase original, coloquei em inglês mesmo! Copiei a ideia do Mano Moacyr! Mas, antes de começar esse comentário, quero avisar que se tiver erros demais, eu tô digitando no escuro ;-;

    — Mano, são Zubats. Essas pragas estão em todo lugar!

    Wallers, Luke.


    s jovens olharam ao redor, e foram surpreendidos quando um pequeno ponto feito de plasma saltou para fora do objeto, assumindo uma figura disforme de olhos faiscantes e pequenos raios elétricos que assumiam a forma física de uma maneira inexplicável. Era um pequeno fantasminha que ria e adentrava cada um daqueles objetos, saltando para fora como se lá fosse seu parque de diversões particular.

    ME POSSUA, ROTOM! *_* EU AMO E SOU TRAUMATIZADA COM ROTOMS! (Gastei mais de dez pokébolas naquele desgraçado e não o capturei T.T) SÓ QUERO VER ELE BOTANDO PRA FERRAR NOS ADVERSÁRIOS, MUHENENEEEEETJEJEJEJEJEEE!

    O homem depositou a pokébola no chão e a rolou de volta para seu dono. Luke pegou-a com a mão trêmula, afinal, ele estava frente a frente com Volkner.

    Volkner. Volkner. Volkner. Volkner. CARA, MANOLO, É O VOLKNER-SAMA! AJOELHEM-SE PERANTE O ANJO LOIRO, MEROS MORTAIS! (E abram caminho para sua esposa Enderman u.u Só que não ;-;)

    A insígnia ficou ali, caída no chão, fraca e sem brilho algum, sem importância. Luke não desviou seus olhos dos de Volkner, não teve sequer reação para apanhar aquela insígnia. Para um treinador, aquela era a maior humilhação que se podia imaginar.

    ANJOLOIROTUENDOIDASSE? TÁ FAZENDO O MESMO QUE TU FEZ COM O ASH, DESGRAÇA?! MAS O ASH ERA UM BABACA PERDEDOR E TU BATALHOU COM ELE! O LUKE É O CARA, E VOCÊ IGNORA ELE COMO SE O LUCKY-CHAN FOSSE LIXO? AHVAITEDANAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


    Sonhos, amigos, poder e fama. O que faltava? O que faltava?!!

    Eu sei o que falta. E posso dizer umas três ou quatro, se eu pensar um pouco. Mas não vou dizer, não! '^^ Morram de inveja, rekalkados ke naum cunsegiram discubrir quaiz eran esas coizas. U.U 'kkkkkkkkkkk

    - Eu não desisti, só mudei de estratégia, porque pela primeira vez sinto que precisarei de uma... Preciso restabelecer meus exércitos antes de entrar para uma batalha que eu tenha certeza que possa vencer. Até porque agora sou eu que vou desafiar aquele cara, para ele reconquistar essa insígnia de mim.

    Vai rolar treta. Só acho. Não garanta nada. Tenho quase certeza que não vai rolar treta.

    — ele fez uma pausa. — Mas se nem mesmo isso trouxer de volta meu ânimo por lutar e viver... Então eu realmente não saberei o que fazer.

    Cara, o ânimo por lutar e viver, a gente não arruma vencendo. A gente arruma perdendo... E APRENDENDO! PINDAROLÊS!

    POR QUE O ANJO LOIRO NÃO APRENDE ISSO?????????? Caçamba :(

    — Juntar oito delas para entrar na Liga, que diferença isso faz? Qualquer moleque consegue, ouvi dizer que hoje em dia dá até pra comprar insígnias de maneira ilegal, mas isso faz diferença? Cara, isso faz toda a diferença. Uma insígnia têm seu valor, tem sua história. Você a destrói quando a dá, vende ou conquista de qualquer outra maneira. O valor dela está guardado em todo o sacrifício que o treinador dedica para conquistá-la, com honra e orgulho. Honra. — Luke repetiu com ênfase naquela palavra. — Honra.

    — Está querendo me ensinar a fazer meu trabalho? — perguntou Volkner ofendido.

    QUE TRABALHO, ANJO LOIRO, QUE TU NÃO TÁ FAZENDO LIXO NENHUM? SÓ TÁ DANDO BADGES COMO SE FOSSE O SEU JURA DA ESQUINA DANDO BALINHA DE GRAÇA PORQUE TÁ DE BOM HUMOR! "Olhe, meu filho. Eu ganhei na loteria, toma essa bagde aqui. Diz pra tua mãe que eu mandei lembranças!" AH FRUTA QUE CAIU!

    Tá, tô de brinks, quero ver o Rotom detonando, o Luke dando fora no anjo loiro e cenas Dawn X Luke... Se é que você me entende. PWAWAWAWA...

    SAYONARA, SEU JURA DA ESQUINA!

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  4. Sunyshore!Todo mundo idolatra esta cidade e seu Líder de Gym, Volkner.Eu particularmente não vejo nada de especial, porque sempre desistia dos jogos de D/P antes de chegar neste ilustre espaço.

    Eu já acessei no blog com o clima a mil, esperando a batalha mais épica de todos os tempos, mas fiquei satisfeito com essa leitura calma que tive(eu realmente estava precisando, estou muito tenso esses dias).

    Eu tive que ler a parte do Rotom três vezes para ter certeza de que o Luke não tinha capturado.O Ginjika dele já estava sendo imaginado por mim,ele fazendo aqueles golpes fantásticos....

    Para o mestre dos tipo elétricos o Volkner me pareceu que está precisando renovar a pilha.Mas eu até entendo ele, ás vezes fico sem motivo para continuar vivendo.Sabe naqueles momentos que o céu desaba sobre você?

    Estou super ansioso para ver o treino do Luke.Vai ser um upgrade legal no nível e moves da team.Aerus com Earthquake e Stone Edge, Wiki com Tri Attack e Coffey, Castelo Branco e Vista evoluindo.Acho que os corações aqui não estão preparados para tanta emoção!

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  5. Oi, aqui é a Luana. Vim aqui pra dizer que amei esse capítulo, estava ótimo e deu pra sentir a tensão, é como se estivesse lá, presenciado tudo. Mal posso esperar pelo próximo capítulo e pela batalha, que espero que seja muito melhor da que foi mostrada no anime. A única coisa que não gostei foi do fato do Volkner fumar. Mesmo o diálogo entre ele e os irmãos ter sido pequeno, já deu ver sua personalidade. E acho que já sei a resposta pra pergunta que ele fez, mas prefiro guardar pra mim.
    Continue escrevendo assim!

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  6. Diga ae, galera! Antes de mais nada, só quero dar um curioso aviso de que nas sextas terei aulas de Publicações para Web na faculdade, o que quer dizer que no fim desse semestre poderemos contar com um template novo, o que acham? Pois bem, vamos falar sobre o capítulo e essa semana que acaba de terminar, embora tenhamos muitas novidades boas para compartilhar!

    A todos aqueles que esperaram o Luke capturar o Rotom, sim, seria uma captura bem interessante kkkk Mas nosso amigo não precisaria de mais um Ghost-type, sem contar que a Wiki é a encarregada pelo Thunderbolt dele! Todavia entretanto, esta pequena criaturinha seria uma das maiores rivais da Wiki, e eu adoraria criar seu Gijinka. Só não dou garantia porque parei com a área de criação de personagens, agora eu só melhoro os antigos, mas vai que com um último esforço eu decido mostrar a guilda do Volkner, comandada pelo velho Electivire e com esta Rotom como sua sub-administradora. Seria bem interessante, não acham? Embora eu ainda nem tenha pensado em um nome específico para a guilda...

    Acredita que foi uma incrível coincidência o Volkner ter feito a mesma coisa com o Ash? kk Não assisto o Anime há décadas, mas essa coisa da insígnia acabou coincidindo. Acho que isso está na natureza do Volkner, é como eu disse nas notas, ele é um dos poucos personagens que é exatamente o mesmo nos jogos, no anime e nas fics, e olha que isso é coisa rara, hein! E o Gabriel falou uma coisa interessante, o Volkner está precisando trocar a pilha e mostrar porque é o líder do ginásio elétrico. Ahh, meus caros leitores, e é nessa batalha que eu mostrarei uma batalha realmente eletrizante, de tirar o fôlego! De fato teremos de seguir sua sugestão cara: Preparem os corações!! kkkkkk Emoção é o que não vai faltar.

    E olá, Luana. É muito legal poder contar com você nos comentários também. Suas sugestões são importantes para a construção do Volkner como um personagem. Irei seguir suas sugestões sobre o Anime e os jogos, mas peço para que nunca tente comparar uma coisa com a outra! O Anime é o Anime, ele tem sua linguagem para o seu público. A galera daqui da fic são leitores completamente diferentes, então farei o possível para juntar os defeitos que me apontaram nas demais lutas para fazer o possível de torná-loa perfeita por aqui. Lembro bem quando o Volkner um Ambipom e um Octillery, tipo WHY?? kkkkkkk Posso até pensar em colocar um Pokémon bem inesperado para cumprir os seis integrantes, porque farei uma batalha 6x6, então a equipe precisa estar completa!

    Ah, e sobre o cigarro. Engraçado, eu sabia que alguém não iria gostar, mas acabei fazendo do mesmo jeito. Isto porque parece que usei isso como charminho, mas não, não tem nada haver. O cigarro aqui representa as drogas num geral, representa o ponto em que o Volkner chegou ao fundo do poço e não encontrou um refúgio nem mesmo nisso. Ele perdeu a disposição para tudo, perdeu o brilho nos olhos, tentou de todas as maneiras algo novo, mas sem encontrar respostas. Não quero que o cigarro seja bonito, nem que vocês gostem disso, não quero mesmo. Quero é que vocês torçam pela recuperação dele. Que o Luke consiga dar uma lição no cara e dê umas chacoalhadas nele ao dizer: Cara, isso tá acabando com sua vida, para com isso!! Esse tipo de coisa faz parte do processo de recuperação de um personagem, não pense no cigarro como uma coisinha extra que eu coloquei para dar charme, pense nele como o fundo do poço, o ato mais degenerativo e indigno que alguém poderia chegar. E eu estarei aqui escrevendo torcendo pela melhora dele, eu também torço por isso.

    Muito obrigado pela presença e por todos os comentários, galera! Nos vemos logo mais com novas atualizações e capítulos. Semana que vem será um preparativo para a luta, mas aguardem, porque o Capítulo 85 é muito próximo do fim da primeira parte da Saga Platina. E quando essa parte terminar, estaremos entrando definitivamente na reta final: A Liga Pokémon!

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  7. Cara... Eu não me enganei. Você mostraria o Volkner de um jeito muito foda. Você falou algo legal: O Volkner é igual nos jogos, no anime e nas fics. Mas é como um personagem cuja essência não pode ser perdida, ou ele deixa de ser quem é. Por outro lado, vejo uma forma mais madura desta vez, que não basta falar: "Vou fazer você voltar a batalhar, vamos lá!" só para ele aceitar. O Luke terá que se esforçar para encontrar uma resposta que faça-o mudar de ideia. E sinto que esta resposta servirá para ele mesmo, no final. Afinal, ele também deve querer saber o que vem depois da realização de um sonho, como vimos nos capítulos anteriores.

    Man, fico imaginando como deve ser ficar no lugar do Volkner. Abrir mão de tudo para ter o que mais deseja, e depois enjoar daquilo. Perder a energia de gostar do que conquistou. Não achar mais desafios. Isso tornou ele melancólico e cansado da vida, algo que sem dúvidas tornará a batalha mais emocionante. Suas batalhas tem significado, e esta não será simplesmente para receber uma insígnia. Ela já foi recebida. Agora as coisas mudam de figura, e mal posso esperar para ver o que você tem guardado para os próximos capítulos! O Arco de Sunyshore será um dos melhores!

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  8. O Volkner é uma figura interessante, eu gosto dele não pela aparência, Pokémons elétricos ou realmente ser poderoso. Eu curto é esse enredo que o envolve, de um cara que chegou no topo e não sabe mais o que fazer. Se dependesse de mim eu faria o Volkner ser como qualquer um, e eu diria que a batalha contra o Byron seria sem sombra de dúvidas a melhor de todas. Mas cara, quando o Luke desenvolveu a Megalomania eu reparei como ele começou a se tornar idêntico ao Volkner. Então o bacana aqui não é o Volkner em si como personagem, e sim, a maneira como o protagonista encontra no Volkner aquela versão final da Megalomania.

    E se o Luke tivesse ganhado do Walter? E se o enredo tivesse dado uma reviravolta monstruosa naquele triste episódio final da Saga Diamante?

    Cara, se eu mudasse apenas aquele simples capítulo eu teria mudado minha fic inteira, e provavelmente é o Luke quem estaria no lugar do Volkner, um homem triste e cansado, que conseguiu tudo mas não antes de perder todo o restante. É por isso que eu curto esse ginásio, é o que ele representa para nossa fanfic como um geral. E é como tu disse Haos, a insígnia está em mãos, então a luta não será por um pequeno acessório brilhante. Honra, honra. Esta é uma das palavras mais importantes e presentes na minha vida, algo que meu pai, os jogos, filmes, e Senhor dos Anéis me ensinou. Honra. kkkkkk

    Cara, obrigado pelos comentários recentes nas últimas postagens! Você se atualizou numa boa hora, porque logo mais encerraremos essa primeira parte da Saga Platina, para então iniciarmos uma nova ao focar na Liga Pokémon e na Elite. Notei como você está entusiasmado para essas lutas, e pode ter certeza que eu também. Mal posso esperar para colocar os Remarkable Five e mostrar o quão grande esse universo de Gijinkas chegou ao ponto de tomar conta de toda a atenção nos capítulos finais dessa fanfiction. Prometo dar meu melhor, e eu de fato darei! Abração ae, parceiro.

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  9. Pera, o Luke vai desafiar o Volkner, mas dessa vez é o Líder que vai batalhar pela insígnia? Ok, agora sim posso dizer que já vi de tudo! Acho que já cheguei a mencionar que não faço ideia de onde você tira essas loucuras, mas que são elas que tornam a sua história foda. Pois é, e aqui essa tese se confirma... Novamente.

    Cara, eu tô gostando de ver a maneira como você está preparando o terreno para esta última batalha. É um dos momentos que mais venho aguardando em Sinnoh. Por isso é bom que o Volkner entre naquele maldito Ginásio e batalhe! Senão eu mesmo trato de ir até lá mandar umas ideias pro cara, capiche?

    Gosto muito de faróis cara! Acho que eles dão aquele toque super doido que a gente costuma ver nas cidades litorâneas. E cara, quando eu percebi que Hoenn tinha dois eu fiquei louco! UHAUHAUHUAHUAHUAHUAHUAHUA Tivemos aquele de Slateport com um capítulo inteiramente dedicado à Camila, e teremos ainda o de Lilycove. Nem sei o que preparar para ele, coitado. Mas até lá tenho tempo.

    Cara, eu estou alucinado! Cada vez que essa batalha se aproxima eu fico mais ansioso. E aderindo à conversa sobre honra... É, de fato, uma das coisas mais valiosas na vida de uma pessoa. Cara, sem honra a gente não vive. Se levarmos pela filosofia usada lá em Kalos, a honra é o que nos mantém vivos por dentro. E é uma das coisas que mantém a Aliança firme até hoje.

    Bom, este não foi dos meus melhores comentários. A qualidade foi comprometida pelo meu atraso para a aula e pela minha falta de criatividade. Juntando Kalos e Sinnoh, foram 4 capítulos lidos só hoje! Há quanto tempo eu não fazia uma coisa dessas? Enfim, este abre uma dívida minha com você, mas prometo pagá-la após a batalha no Ginásio. Então vou lá apresentar meu trabalho. Provavelmente sairei cedo e terei tempo de ler mais! /o/

    Falou champs! A gente se esbarra por aí!

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  10. Uou.
    Volkner.... Confesso que esperava esse momento pois eu não fazia ideia do que esperar. Já falei sobre meu azar com jogos da quarta geração? Pois bem, nunca consegui ter minha oitava insígnia. Perdi o save, formatei PC, troquei de PC, as aulas me fizeram parar de jogar.... Enfim, muitas coisas aconteceram e eu nunca enfrentei o Volkner. Portanto, não fazia ideia do que esperava. E devo dizer, simplesmente amei o que vi.
    Porque, no final das contas, essa não será uma mera batalha por insígnia. Será uma batalha psicológica, para demonstrar porque e pelo que vale a pena continuar vivendo. E o mais legal é justamente o fato de que Luke inicialmente não sabe a resposta. Se ele achá-la, ambos os lados sairão ganhando. Agora, vamos ver no que a treta dá 8D

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