Posted by : CanasOminous Aug 14, 2013

Support Conversation (Milady's Family)
Gênero: Amizade, Comédia;
Tema: Apesar de ser tão estranha e repleta de defeitos, a família de Milady
possui algo que nenhum outro integrante da guilda tem: Uma família;
Baseado na sugestão de: Zyky Flareon (Oblivia).



— Ei, Duke, o que é isso? Uma pedra? Deixa eu atirar ela lá longe?
— Hm? Bem, Eva, essa pedra é... EsperaNãoooooooooo!!!
— Vuuuuuuuush! Hah, hah, hah! Viu só como ela saiu voando??! Que divertido, vamos atirar outras?!
— Mano, essa pedra era do meu pai.

• • •

Eva encontrava-se encolhida em seu canto dentro da banheira. A jovem Eevee abraçava suas pernas demonstrando sua inquietação e a vergonha pela gafe que cometera agora há pouco. Duke estava do outro lado com uma pedra cinzenta em mãos, ele tinha um pano para poli-la e limpá-la da sujeira pelo fato de sua preciosidade ter caído em um pântano asqueroso e demorado horas para ser resgarada.
Sua irmã havia atirado o objeto para tão longe que os dois haviam acabado por passar algumas horas atrás do artefato e, quando retornaram, sua mãe quase esganou o pobre Duke por ficar levando Eva para as montanhas e sujando todas as suas roupas caras.
Agora, os dois aproveitavam para banhar-se na Casas de Banho que sua mãe pedira para construir para uso próprio. Isaac tinha um pouco de conhecimento na área de construção, e com auxílio das mãos experientes de Sly e a força do senhor Atros, ele haviam conseguido trabalhar naquela nova zona de conforto para sua família.
— Eu já pedi desculpas, tá bem? — repetiu Eva indignada, abaixando seu corpo na água até que apenas seus olhos cor de mel e as orelhinhas felinas ficassem a mostra.
Duke olhou para a irmã com um sorriso sem graça, mas ao menos não parecia irritado. Ele estava mais é aliviado por ter conseguido sua pedrinha de volta, mesmo que isso tivesse custado o esforço de uma hora e meia de aventura atrás de uma pedra como qualquer outra.
O vapor quente subia das águas da banheira, as cascatas mesclavam a temperatura fria com o calor que causava um choque térmico relaxante e agradável para seus banhistas. Um longo silencio dominou o ambiente por mais alguns minutos até que Eva repetiu:
— Duke, eu já disse desculpa!! Não era minha intenção jogar a pedra tão longe!!
— O que? Ah... Foi mal, eu não tinha te escutado... Eu já te perdoei, irmã. Foi só um acidente...
— Eu sei, mas agora vou ficar com peso na consciência de vê-lo aí com essa cara de peixe morto para cima de mim! Como eu iria saber que essa pedrinha era tão importante para você?
Duke continuava acariciando a pedra, o que deixou Eva inconformada. A moça foi se aproximando do jovem Piplup ainda dentro da água, e como uma orca faminta ela pulou para fora e puxou-o para dentro fazendo com que a banheira transbordasse para todos os lados e o pinguim gritasse de euforia.
— Gaaahh! Você me fez perder a pedra de novo!! — gritou Duke.
— O quê? Eu só te joguei dentro da banheira, deve estar aqui dentro! Como você consegue ser tão desastrado, maninho? Eu só queria que você entrasse na água! — respondeu a irmã, surpresa.
Eva olhou para os lados, encontrando a pedrinha ali próxima. Ao menos dessa vez eles não passaram horas à sua procura. Eva entregou o artefato nas mãos do irmão antes de perguntar:
— Você havia dito algo importante sobre essa coisinha, não? O que exatamente essa pedra tem de diferente de qualquer outra?
— Ela pertencia ao meu pai... — assentiu Duke.
— Ah? Eu pensei que o pai fosse seu pai. Quero dizer, que fosse o nosso pai, sabe?
— Eu também, mas... Há momentos que me sinto meio deslocado. Olhe só para você, para todos a nossa volta. Minha irmã é uma autêntica guerreira dos Eeves, treinando com m professor fantástico como o senhor Chaud e preparando-se para tornar-se a melhor de todas! Onde um Piplup como eu poderia entrar nesse meio?
— Você já faz parte desse meio, não importa como, de qual maneira ou até mesmo se vão te aceitar, você simplesmente já faz. Qual é, o que houve com você que começou a ficar depressivo assim de repente?
— Eu só sinto falta da minha família... Da minha verdadeira família.
Duke abaixou a cabeça um pouco sem graça, segurando sua pedrinha com mais força. Eva foi em sua direção, e com um golpe surpresa abraçou-o pelas costas com um sorriso meigo no rosto.
— Né, deixe-me lavar as suas costas. Você está muito tenso hoje.
— N-Não precisa...
— Fique quietinho, vai ser rápido. Vai me contando mais algumas coisas legais sobre essa sua pedra esquisita. Ela tem algum poder especial?
Duke revelou um sorriso ligeiro.
— Meu pai dizia que sim, mas ele nunca descobriu ao certo o que é. Uma vez ele me disse que confundiu essa pedra com o meu ovo, e ficou cuidando da pedra por um tempão e se esqueceu de mim.
— Vish, até o seu pai trocou você por uma pedra? Hah, hah, hah...
Duke parecia tímido e envergonhado.
— Eva, isso não é engraçado!
Era possível ouvir de longe as risadas abafadas dos dois irmãos na banheira. Não demorou muito para que uma das portas fosse aberta e ali aparecesse uma Milady furiosa com o barulho alto durante o seu sono de beleza. Duke tentava esconder-se enquanto Eva encarava sua mãe com os cabelos encharcados.
— Err... Oi.
— Eu falei para você não molhar o seu cabelo, mocinha! — gritou Milady frustrada.
A mulher foi até a beirada da banheira, e retirando seu longo roupão azul entrou na banheira. Duke virou-se envergonhado, e Milady entrou na banheira para cuidar da filha.
— Olha só, está tudo embaraçado agora. Se você não ficasse saindo por aí e se comportasse como uma princesa seus cabelos ficariam tão sedosos quanto os meus. Mas não, não, não, você adora sair em uma “aventura”! Sempre agindo como um bicho estabanado!
— Mãe, mas eu não...
— Shhh! Vire para cá, deixe-me lavar para você...
Eva revelou um sorriso, correndo para sentar-se na frente de Milady enquanto a mulher enxaguava os cabelos cacheados da menina que se divertia com o sabão que ia se formando em volta.
Pouco depois foi a vez de Isaac fazer-se presente no local.
— O que está acontecendo aqui? É um encontro familiar e eu não fui convidado?
— Papai! Vem cá, entra com a gente também! — pediu Eva com as mãos juntas.
Isaac riu, não podendo negar um pedido de sua filhinha. Ele rapidamente despiu-se para entrar na banheira com um pulo, jogando água para todos os lados inclusive nos cabelos azulados de sua mulher que estavam presos exatamente para que não fossem molhados.
— Ohh, Isaac, seu infeliz!! Eu estava tentando não me molhar, e olhe só o que você fez!!
— Querida, se você está em uma banheira para tomar banho, obviamente vai molhar-se. Vamos lá, gosto do seu cheiro quando você passa aquele perfume que gosto. Quando terminar prometo fazer uma massagem para que você relaxe.
 Milady aninhava-se em um dos braços do homem de maneira acanhada, enquanto seus filhos riam da situação.
— Já usamos essa banheira ontem — afirmou Milady.
— Não tem problema, usamos hoje de novo. E dessa vez estamos com nossos filhos — respondeu Isaac com um sorriso, dando um suave beijo no rosto de sua esposa.
— Estou entediada, quero um pouco de diversão. Senhor Atros, venha até aqui.
Do lado de fora da banheira o atento vigilante surgiu.
— Necessita de meus serviços, minha senhora?
— Sim, por favor, retire a roupa e entre aqui com a gente.
— Hm, agora, minha senhora?
— Sim.
— Entendido, senhora.
O velho senhor Atros retirou todos os seus equipamentos de defesa e patrulha, chegando a retirar até mesmo o elmo de ferro que ocultava a rara visão de seu rosto. Nem mesmo Eva havia visto o velho Atros daquela maneira, e poderia dizer que mesmo apesar da idade ele era um senhor bem atraente. Assim que Atros entrou na banheira, metade da água caiu para fora pelo tamanho de seus músculos e sua densidade.
— Ohhh, não, não, não! Vocês lavaram tudo isso ontem, terão que lavar hoje de novo!! — reclamou Milady.
— Querida, nem é você que limpa, então só sente e tente aproveitar! — respondeu seu marido.
— Mamãe, mamãe, posso chamar uns outros amigos meus aqui também? Estou tendo umas ideias legais, acho que vou chamar o Chaud para dar algumas aulinhas sobre Vaporeons na banheira — brincava Eva, o que deixava sua mãe completamente enciumada.
— Alguém viu minha pedra? — indagou Duke.
— Acho que eu encontrei, tem alguma coisa dura aqui em baixo — disse Milady, apalpando o chão do banheira até notar que o senhor Atros se remexia ao seu lado.
— Senhorita...
Milady deu um grito tão alto que toda a base dos Fire Tales teria ouvido aquilo, mas tratando-se dos chiliques frequentes da mulher, acabaram nem indo checar. Apenas um Sly desesperado apareceu, correndo ali perto e tomando um lindo tombo ao escorregar na água que vazava da banheira.
Todos começaram a rir, e Sly continuava correndo de um lado para o outro
— M-Meu Arceus, está vazando água em algum lugar! Juro que concertei isso ontem! Senhorita Milad, não fique revoltada comigo!!!
— Sly. — A madame absoluta da mansão chamou-o apenas uma vez, o que fez seus osos gelarem. — Venha até aqui, agora.
— N-Não foi eu, eu juro! Eu posso ter esquecido de ajeitar algumas coisas na banheira, mas prometo que vou tentar arrumar agora mesmo! — desculpava-se o pobre Machoke.
— Não estou falando de serviços nem nada. Tire a roupa e entre na banheira.
— T-Tirar a roupa? — perguntou ele encabulado.
— Você já anda de cueca o dia inteiro, que mal tem? — respondeu Isaac com uma longa risada apoiando um dos braços para fora da banheira.
Sly percebeu que aquilo fazia sentido, e logo uniu-se ao banho da família de Milady. Duke agora espremia-se em seu canto, mal tendo espaço para andar. Ao seu lado estava Eva, que por um instante arregalou os olhos e perguntou:
— Irmãozinho, onde está aquela sua pedra?
Duke levantou-se assustado de primeira instância, mas logo parou de procurar voltando a sentar-se. Ele voltou a olhar para sua irmã, e revelando um raro sorriso anunciou:
— Bem, acho que eu não preciso mais dela...
— E por que não? — questionou Eva
— Porque... Eu já tenho uma família.
Eva sorriu com a resposta, abraçando Duke com força e gritando bem alto:
— Abraço coletivoooooooo!!!
Toda a família avançou em direção do pequeno pinguim que foi espremido e quase desapareceu no monte de bolhas, sabão e água que caía para todos os lados. Aquele com toda certeza era um banho que ele esperava repetir mais vezes.

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  1. Se o Duke perdeu a Everstone, ele vai evoluir? Ele provavelmente acompanhará o ritmo da equipe e em poucos níveis vai evoluir... Seria muito legal ver o poke-people dele!!!
    Adorei o especial :3

    Blacky

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  2. Eu acho engraçado como tem vezes que os leitores reparam em algumas coisas que nem o autor havia notado, e isso acaba por influenciar o próprio roteiro. Juro que não levei em conta o fato dessa pedra ser uma Everstone, eu elaborei esse enredo baseado em um desenho que vi na infância em que o Pinguim pai realmente cuidava de uma pedra, mas em momento algum pensei em tornar esta pedra a Everstone. E eu juro, isso coube perfeitamente no enredo.

    É por este motivo que gosto dos Supports, eles abrem portas, criam acontecimentos inesperados e muitas vezes acabam nos divertindo com essas histórinhas! Vamos ver se agora o Duke toma vergonha na cara e começa a treinar para se tornar um Pokémon poderoso, ou se está fadado a continuar na forma de Piplup? Bem, acho que ele está muito bem acomodado dessa maneira, mas nunca se sabe... Sinnoh é sempre imprevisível! Obrigado pelo comentário, estarei me esforçando para trazer muitos outros especiais. Abraços!

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