Posted by : CanasOminous Aug 2, 2013


Era um dia horroroso. O que deveria ser uma das cidades mais lindas e cobiçadas de Sinnoh encontrava-se coberta por muita água que praticamente vazava do céu. Ainda não trovejava, mas os estrondos podiam ser ouvidos ao longe o que fazia Dawn apertar o braço de seu namorado com mais força sempre que ouvia aqueles estalos. Poças d’água formavam-se no caminho. Ninguém perambulava pelas ruas. A chuva realmente havia tornado Sunyshore, o paraíso do verão, em Rainyshore, a zona das tempestades.
Era uma cidade portuária comandada por iates e casarões caros na costa da praia. A elite da sociedade morava ali, cada rua era dominada por algum empresário rico ou famoso, e praticamente todas as praias já haviam sido compradas como propriedade dos ricaços que ali habitavam. Todas as janelas estavam fechadas, nas pontes só era possível ver alguns poucos carros perdidos, e os viajantes morriam de ódio quando um deles passava e lançava água para todos os lados com seus pneus derrapantes na pista molhada.
— Ei, olha por onde anda, otário!! — gritou Luke, frustrado com a segunda vez que algum carro passava próximo a eles e os encharcava com as poças d’água no chão. O rapaz virou-se e viu que por sorte havia protegido Dawn daquele desconforto imprevisto, mas seu irmão não tivera a mesma sorte.
— Viu só, Dawn? O Luke conhece algumas coisas de cavalheirismo que ensinei para ele. O homem sempre anda do lado da rua porque se algo assim acontecer, ele tem tempo para proteger a mulher que estiver ao seu lado. — Apesar de encharcado, Lukas forçava um sorriso, provavelmente o único que eles veriam naquele dia chuvoso.
— Ahhh... Mas olha só para o estado de vocês! Vão ficar gripados agora... — lamentou a menina, sendo abraçada por Luke que segurava o guarda-chuva sobre ela e tentava aquecê-la.
— Você já está ruinzinha desde a chuva de ontem. Gripe é complicado. Essa Vivian... Culpa dela você ter ficado assim.
— Foi divertido, Luke, não se preocupe. Poderei contar para meus filhos que saí feito uma louca no meio da chuva caçando Pachirisus invisíveis e cantando Singing in the Rain em uma brincadeira com vocês.
Dawn olhou para os lados, vendo que a chuva engrossava e nenhum de seus dois amigos pareciam muito alegres por terem finalmente chegado à sua cidade natal, o que supostamente deveria trazer a maior felicidade do mundo.
— Vamos procurar uma pousada, ou tentamos voltar ao Centro Pokémon e alugar um quarto... Não podemos ficar na chuva.
— Não tem mais vagas, Dawn, eles foram bem sucintos. Com a Liga do meio do ano adiada, inúmeros treinadores vieram treinar aqui, onde residem grandes nomes do passado e desafios grandiosos. Todos eles estão se preparando, a cidade está lotada — respondeu Lukas.
 — Mas vocês moravam aqui, não? Acredito que vocês conheçam alguém, ou tenham o endereço de sua casa antiga... Por que não tentam ir para lá?
Luke fechou a cara no mesmo instante, observando um farol alto que àquela hora deveria estar iluminando o caminho para os barcos perdidos nas águas do mar, mas encontrava-se apagado.
—Não tem casa nenhuma. Não tem ninguém.
Dawn passou a mão em seus cabelos umedecidos um pouco sem graça, pensando se dissera alguma coisa errada.
Se antes Luke parecia estar muito animado para chegar à Sunyshore, agora toda a ansiedade havia sido sugada pela água da chuva. Lukas pulava as poças, e quando eles finalmente saíram das pontes puderam alcançar uma área residencial longe de tudo. Havia apenas mansões. Casarões imensos e com carros importados. Elas nem possuíam muros, pois ficavam dentro de condomínios fechados vigiados por seguranças 24 horas por dia.
Luke caminhava com o guarda chuva na frente e o olhar baixo. Lukas olhou para o condomínio de longe e perguntou para seu irmão em voz baixa:
— Tem certeza que não quer ver?
— Tenho. Vamos embora logo, quero descansar e desafiar o Volkner — ele respondeu com rispidez.
Dawn ainda olhava para trás, imaginando qual história aquele condomínio teria para que Luke parecesse tão frio e distante. A moça não hesitou em perguntar:
— Vocês moravam lá, não?
Vendo que não haveria como esquecer o assunto, Lukas decidiu responder.
— Sim. Nascemos em Sunyshore, a cidade mais bela e de alto padrão em Sinnoh. É aqui onde as celebridades compram suas casas de praia, é aqui onde os famosos desfilam pelas ruas. É aqui onde nós já fomos considerados o topo do mundo, por um tempo.
Dawn voltou a olhar para trás, e mesmo que a chuva engrossasse ela sentiu uma imensa curiosidade em saber como era essa vivência.
— E vocês ainda têm a casa do tempo de quando moravam aqui?
— Bem, não... — Lukas abaixou a cabeça, também começando a parecer incomodado. — Quando nosso pai perdeu o título de campeão, o dinheiro também começou a apertar. Muita gente entrou com um processo por causa de dívidas, sem contar que só para manter o imóvel custava os olhos da cara! Aí nós acabamos... vendendo a casa.
Dawn acenou a cabeça num gesto compreensivo.
— É por isso que o senhor Walter e a dona Melyssa moram em Twinleaf atualmente. Bem que notei que eles levam um estilo simples de vida, algo bem modesto, e ainda assim...
— Feliz.
Dawn virou-se para Luke ao ouvir aquilo. O rapaz ainda estava sério, mas em seu olhar era claro que ele guardava mágoas daquilo. A verdade é que fundo em seu coração ele sentia vergonha de dizer aquilo para Dawn. Gostava de quando tinha tudo, de quando era considerado quase um ícone. Tudo aquilo havia desaparecido com o tempo, a vida arrancara tudo dele, mas nunca foi capaz de tirar a felicidade dos olhos de sua família.
— Ser campeão é mais do que ser um treinador. Meu pai era o dono do mundo. O super herói da minha vida. E então, a tia Selena morreu. Tudo começou a desmoronar. E quando ele perdeu... Q-Quando ele perdeu... Eu o vi chorar pela primeira vez.
Dawn balançou a cabeça num gesto triste, voltando a olhar para o chão de concreto como se apenas ele pudesse consolá-la das dificuldades do mundo. Os três voltaram a caminhar, mas Luke teimou em continuar a história. O rapaz limpou o rosto que estava molhado pela chuva e então falou:
— Sabe, quando você vê seu pai chorar, você percebe pela primeira vez que a vida é cruel. Ela é má, consegue tirar tudo que nós temos em questão de segundos, assim, de repente. Até hoje só vi meu velho chorar uma vez, e é algo que vou levar para mim até o resto de minha vida.
— Quando o papai perdeu o posto de campeão nós tentamos recomeçar tudo de novo. Nos mudamos para Jubilife, para uma casa mais simples, ocasionalmente íamos para Twinleaf aproveitar um pouquinho as férias. Mesmo que não tivéssemos o mesmo padrão de vida de antes, ainda tínhamos muito a aproveitar! — disse Lukas com uma risada. — E nosso pai já dizia: Quem foi rei, nunca perde a majestade!
— Com toda certeza — concordou Dawn. — Quando olho para o senhor Walter sinto nele não apenas a aura de quem já foi, mas que ainda é, um campeão. Ele exala sabedoria e caráter, eu não me surpreenderia se ele voltasse a ser o manda chuva do continente!
Luke chutou uma garrafa de plástico no chão e riu.
— Nem, nem. Aposto que o pai ganhava se competisse, mas ele mesmo diz que está velho, não quer voltar para esse ramo. Depois de perder o posto ele teve mais tempo para aproveitar, pôde ficar mais com a gente, praticar esportes e fazer suas corridas na praça todas as manhãs. — Luke deu um suspiro. — E quer saber? Eu acho que ele ficou mais feliz depois disso tudo.
O rapaz parou e voltou a olhar para trás em direção do caminho que eles vieram.
— É por isso que não quero ver nossa velha casa. Estou bem assim, com essa vida nova, com esse novo estilo. Ficaram todas as lembranças boas daqueles tempo, mas passou. Na vida tudo passa.
Dawn revelou um sorriso meigo, abraçando o braço de seu amigo com ainda mais força.
— E quer saber de uma coisa? Eu te amo desse jeito. Não quero que você tenha dinheiro, que more na cidade mais badalada de Sinnoh e nem que tenha um barco ancorado em uma praia só sua. Eu gosto de você, daquilo que existe dentro de você.
Luke caminhava em silêncio, só que acabou caindo na risada.
— Mas admita que você ia se amarrar no nosso iate.
— V-Vocês tinham um iate? Por Arceus, isso é mais caro do que se eu guardasse todas as minhas economias de uma vida inteira!! — lamentou Dawn.
— Brincadeira, não tínhamos um iate, não. Só um barco... Meio... Grande... Ahh, disso sim eu sinto saudade!

Os três viajantes continuaram seguindo um caminho sem rumo na cidade de Sunyshore. Eles realmente não iam para lugar nenhum, parecia que Luke e Lukas apenas guiavam sua amiga pelas calçadas outrora movimentadas como se desejassem voltar aos dias de sua infância. Queriam também que aquele fosse um dia ensolarado e inspirador por assim dizer. Tudo que eles tinham era o velho Farol e algumas lembranças de amigos distantes que lá moravam.
Dawn segurou em um dos braços de Luke com mais força, esfregando sua cabeça no ombro do rapaz que riu um pouco pelas cócegas.
— Me diga, vocês têm mais histórias legais a contar?
— Que tipo de histórias? — indagou o rapaz.
— Sei lá, coisas como... Barcos, iates, helicópteros, jatinhos! Já andaram disso tudo? Eu nem consigo sonhar com essas coisas.
— Qual é, Dawn. Andar de Salamence é muito mais legal que helicóptero.
— Eu sabia, então vocês andaram!! — disse ela, caindo na risada. — Puxa vida, como deve ser legal ser rico... Ter pessoas ao seu lado, gente importante a toda hora, amigos e família que te apoiem... Sei que o dinheiro não traz felicidade, mas facilita muito as coisas, não acha?
Luke alcançou o píer onde estavam ancorados vários barcos luxuosos. Todos lindos, todos magníficos por fora. Então ele andou até o fim da ponte e olhou para a água que era coberta de óleo, ferrugem e imundices.
— Sabe, nós tínhamos um amigo que era assim, Dawn. Eu me lembro bem dele, mesmo que eu tivesse apenas cinco anos naquela época... Esse rapaz era meu ídolo, porque com a minha idade ele já era o prodígio, o melhor de todos!! — Luke falava dele com inspiração, e até soltava suspiros como uma criança quando fala de seu super-herói favorito dos quadrinhos. — Ele tinha tudo que queria na vida...
Luke voltou a observar a água salgada do mar, mas era impossível ver seu reflexo.
— Até que ele percebeu que na verdade não tinha nada. Amigos falsos desapareceram quando ele mais precisou. A família só se aproveitava da fama dele. Ele terminou sozinho e sem ninguém. Nunca mais ouvi falar dele. Ele queria ser rico, e teve sua riqueza, mas acho que a vida dele foi como esses barcos que estão aqui ancorados... Não são lindos?
— Muito — confirmou Dawn.
— Então lembre-se de olhar para baixo e ver o estado da água que os cobre.

Luke foi surpreendido por uma ventania mais forte, o que o fez desviar o foco da conversa e ver seu irmão que parecia ter dificuldade com o guarda chuva. Ele quase envergava, e o pobre moreno era atingido por todas as gotas d’água frias que colavam em sua pele.
— Ei, pivete. Problemas com sua parceira?
— Augh, eu odeio guarda chuvas! Sempre acontece as piores coisas comigo quando estou com eles. Pode dar uma ajudinha?
Luke entregou o seu nas mãos de Dawn e foi em direção de seu irmão. O rapaz segurou o equipamento, e percebeu que o vento realmente era forte. O guarda chuva escapou de sua mão e saiu voando para longe, o que o fez dar um grito.
— Caraca!! Foi mal, foi mal, escorregou cara!
— Qual é, irmão! Você vem aqui e ainda atrapalha? — Lukas tentava parecer bravo, mas o máximo que conseguiu foi cair na risada e sair correndo atrás do guarda chuva voador. — Vem logo, se perdermos aqueles teremos que ficar nós três juntinhos no seu! E não estou afim de segurar vela com a Dawn por perto.
Lukas saiu correndo com seu irmão ao lado. Os dois dobraram a esquina e finalmente alcançaram sua proteção voadora. Os dois seguraram no cabo do guarda chuva juntos, e por um instante encaram um ao outro por longos minutos em meio daquela chuvinha gostosa que já os fazia acostumar-se a ela.
Foi então que um sujeito passou ali perto, de cabeça baixa e guarda chuva em mãos. Os gêmeos mal deram atenção, mas riam com a situação.
— Cara, como eu queria estar no meu quarto jogando vídeo game e acessando a net nessa chuvinha da hora. Vamos dar uma olhada no Centro Pokémon? Eu acho que realmente quero uma cama quentinha.
— Ahh, vamos lá, irmão. Um pouco de água faz bem. Só não vá ficar gripado com essa sua imunidade baixa, ou terei que cuidar de você.
Os dois riram novamente até perceberem que o mesmo homem de antes havia parado ali perto, e agora os observava. Luke o encarou de longe, forçando a visão para enxergar o que havia acontecido. O homem deixou seu guarda chuva cair, ele voou para longe, muito longe, caindo nas água solitárias do mar para nunca mais ser recuperado.
Agora ele encarava os dois meninos com olhos estagnados e boca trêmula. Estava em contato direto com a chuva, mas não moveu sequer um músculo pelo frio. Os dois irmãos voltaram sua atenção para ele e ficarem em silêncio.
Um turbilhão de pensamentos ocorreu naquele instante. (...)


Erick?


O rapaz caiu de joelhos no chão, levando as mãos ao rosto como se desejasse esconder o inevitável. Ou a chuva tinha aumentado sua força, ou agora as lágrimas corriam mais rápidas do que sua própria vontade poderia dizer.
— E-Erick? — Lukas repetiu de longe, correndo em sua direção. — Erick!! Erick!! Erick!!
O jovem correu em sua direção o mais rápido que podia, caindo de joelhos e abraçando-o com força como nunca teria imaginado. Por algum motivo o rapaz ainda chorava, chorava tanto que chegava a assustar. Ele era um homem, tinha por volta de seus vinte e três anos, mas agora chorava como uma criança perdida que retorna à sua casa depois de muitos anos desaparecida.
Sua mãos estavam imóveis na calçada. Não era possível dizer se ele tremia de frio, mas parecia ser capaz de desmaiar ali mesmo. Parecia que todo o céu havia decidido desmoronar de uma só vez. Luke foi caminhando em direção dos dois, colocando o guarda chuva sobre eles na tentativa de protegê-los do frio.


— Erick. Erick. Erick. — Lukas ainda repetia como se fosse um aparelho de som gravado somente para dizer aquilo. E o nome soava longe, criava asas ao retornar para uma memória muito antiga que mais parecia datar de décadas atrás.
Seria aquele o mesmo Erick que eles conheceram? O mesmo garoto prodígio da época da Ex-Elite, um dos jovens mais promissores e poderosos de seu tempo? Luke o observava de longe, vendo-o chorar daquela maneira lastimável.
Era a segunda vez.
Era a segunda vez que via seu super herói chorar. A primeira fora seu pai, quando seu mundo despencara e ele percebera que a vida não era nada fácil. E agora, aquele que o inspirara a viver estava ali, mostrando seu lado humano, provando que os heróis também podiam chorar.
Por algum motivo sentiu vontade de chorar também, e não se conteve. Uma lágrima escorreu de seu rosto pálido e imóvel, ou talvez a chuva tivesse começado a cair na transversal. Não sabia se sentia raiva do mundo ou de si mesmo. Por que, universo? Como aceitar que os heróis também podiam sangrar? Como ele poderia viver daquela maneira, quando nem os outros tinham forças para levantar e seguir em frente? Estava confuso e angustiado, mais do que podia imaginar...
Foi então que sentiu uma mão amiga em seu ombro. Luke olhou para o lado e percebeu que Erick estava ali, com os olhos vermelhos naquele mar azul como uma pedra perdida na imensidão. Ele ainda chorava, mas sorria de maneira confortante agora. Luke só havia sentido aquilo quando era criança, quando vira aquele mesmo rapaz lhe encorajar de seu futuro e dizer:
Um dia você ainda será um treinador melhor do que eu.
Era um sorriso decidido e de olhar firme. As mais belas lágrimas de quando você chora por outra pessoa.
Uma última gota escorreu antes que a chuva parasse.
— Finalmente — Erick soluçou. — Eu finalmente encontrei vocês. Nunca estive tão feliz por encontrá-los.
Foi então que Luke percebeu. Aquele choro não era de tristeza, mas de felicidade. Não eram as mesmas lágrimas que seu pai derramara quando perdeu o título de campeão e na morte de Selena, mas eram as que vieram depois. Lágrimas de um recomeço, tudo que era ruim estava sendo liberado para que um novo tempo chegasse com a alvorada.
Luke abaixou a cabeça de maneira que Erick o abraçasse com carinho e devoção. Lukas também uniu-se ao abraço, e de longe Dawn os observava com um sorriso no rosto.
— Então, esse era o amigo... — ela citou apenas isso, e ainda podia ouvir Erick sussurrar no ouvido dos garotos:
— Obrigado. Obrigado. Obrigado. Vocês são tudo que restaram para mim, vocês são o motivo pelo qual todos os dias eu desejava mudar. Eu finalmente os encontrei... Obrigado.

Por longos minutos ficaram ali, pensando em qual seria a primeira conversa escolhida depois de dez longos anos de espera. O que acontecera naquele tempo? Por que ele havia desaparecido? O que havia mudado? Por mais que a chuva tivesse cessado, não era bom que eles ficassem naquele frio. Erick levou sua mão fria até as de Lukas e segurou-a com carinho como um noivo coloca o anel nos dedos de sua mulher.
— Vocês devem estar com frio — ele afirmou, não notando que sua própria mão é que tremia. — Por favor, venham até minha casa. Eu vou cuidar de vocês.
Luke, Lukas e Dawn agora o seguiam, e sentiam que finalmente tinham encontrado um rumo naquela cidade perdida. Os rapazes se surpreenderam quando avistaram de longe uma pequena casinha dos tempos em que Erick ainda estava na Ex-Elite e morara lá. Aos fins de semana Melyssa preparava o almoço para que todos os membros da família se reunissem, mas lembrava-se de uma vez quando Erick os convidou para uma visita, e lá estavam eles tanto tempo depois.
Erick não parava sentado em sua poltrona vermelha, as vestes ainda úmidas e o cobertor quente a cobri-lo sempre pendia pelo ombro e ia para o chão. O rapaz caminhava de um lado para o outro lentamente, estava eufórico. Trouxera chá quente para suas visitas, mas não ousara tocar no próprio café.
Luke, Lukas e Dawn não tinham voltado a sentir-se a família que sempre foram, era estranho reencontrar alguém que fizera parte de sua vida depois de tanto tempo. Por longos minutos ficaram em silêncio, pensando sobre o que falar. Erick estava sempre segurando no braço de um deles, seu olhar perdido denunciava a sensação de alguém que pensava ainda estar sonhando, e desejava acima de tudo que jamais acordasse.
Deveria ele começar dizendo:
Eu senti a falta de vocês! Como o tempo passa, não? Eu estava morrendo de saudades! Como têm andado seu velho pai? Já realizaram seus sonhos? Eu estou muito feliz por estar aqui com vocês neste dia!
Mas Erick entrelaçou suas próprias mãos e apenas sussurrou:
— Me desculpem.
Luke tentava se aquecer na fogueira antes de perguntar:
— Por que?
Erick engoliu o choro novamente.
— Por ter abandonado vocês... O pai de vocês... As únicas pessoas que realmente se importavam comigo. Me desculpem por não ter enxergado o tesouro que esse tempo todo estava na minha frente.
— Isso não é motivo para ficar chateado — Lukas tentou mostrar-lhe apoio. — Quem se importa com o que passou? Devemos é ficar felizes por estarmos aqui com você mais uma vez, mesmo depois de tanto tempo.
— Como o tempo passa, não? — perguntou Luke, tomando um pouco do chá que lhe fora oferecido.
— Erick, você não tem ideia de como estamos felizes em encontrá-lo. Estamos em busca de nossos sonhos hoje, e quer saber? O Luke está seguindo os mesmos passos que você! Ele vai desafiar a Elite no fim do ano, e quantos anos você tinha quando foi convidado pelo nosso pai?
— Quatorze — Erick respondeu, esboçando um sorriso de memórias antigas quase esquecidas.
— Poxa, por pouco não tenho a mesma idade, eu queria ter batido seu recorde e me consagrado com treze! — Luke deu uma risadinha descontraída. — É, cara, você sempre foi, tipo... Meu ídolo quando criança. Um super herói! Nós pensávamos que tu tinha evaporado! E você não tem ideia de como o nosso velho sente falta de você.
Erick ergueu seu olhar entristecido ao limpar o rosto.
— Verdade...? E-Eu... Não saberia o que dizer...
— É, e a mãe também, e o tio Glenn, e o tio Marshall. Poxa, todo mundo ficou preocupado com você nesse tempo, quem é que some por 10 anos e não deixa nem uma mensagem? E o pior de tudo é que você continua em Sunyshore, na mesma casa, no mesmo lugar que sempre viveu! Procuramos por toda parte, menos no lugar mais óbvio possível.
— Eu também estava à procura de vocês... — admitiu Erick, ainda parecendo perplexo com tudo aquilo. — Saí em viagem por toda a Sinnoh há dois meses quando ouvi que Ike Smithsonian havia desafiado os filhos do campeão, e imaginei que só podia ser vocês. Procurei por toda parte, mas não os encontrei... Sempre que eu chegava na cidade onde vocês estavam, descobri que vocês tinham aparecido em outra.
— Nem me fale. Ainda estou tentando explicar como saímos de Snowpoint diretamente para Hearthome em menos de dois dias! — disse Dawn com um sorriso meigo na tentativa de entrar na conversa. — Coisa que só a aventura desses dois irmãos malucos consegue explicar, viu?
Erick deu uma risadinha, parecendo ficar mais calmo depois daquele encontro. O rapaz olhou para Luke e sorriu, segurando com mãos frias no braço do garoto e forçando um sorriso cansado e acolhedor.
— Eu... Senti muita falta de vocês. Muita mesmo.
— Qual é, você está muito emotivo, cara! — brincou Luke, agindo como se Erick fosse um velho amigo dos tempos de colégio.
O rapaz de cabelos azulados riu, coçando a cabeça.
— Desculpe, estive por muito tempo sem ninguém, tenho muitas coisas para falar e contar. Nossa, estou até sem reação... Muita coisa aconteceu... E vejam só, nos reencontramos no mesmo lugar de sempre, a boa e velha Sunyshore!
— Estou aqui para derrubar o Volkner, cara. Vou conquistar minha última insígnia para poder participar da Liga, e aí espero me consagrar como um prodígio, que nem você.
Prodígio. Que nem você. Erick ainda sentia a emoção nas palavras de Luke, que parecia não ter mudado nada daquele menino sonhador de tanto tempo. Aquele havia sido um encontro estranho e inesperado. Fazia tanto tempo que não se viam, mas aos poucos era como se tudo voltasse ao velho clima.
Erick olhou para uma das janelas do lado de fora e viu que as nuvens já começavam a se dispersar. Parecia que o tempo chuvoso estava indo embora trazendo em seguida um lindo dia ensolarado como apenas Sunyshore sabia dar.
— O bom tempo está voltando... — sussurrou Erick para si mesmo.
Houve uma longa pausa.
— Vocês disseram que... o pai de vocês está bem mesmo, não?
— Bom, ele só tá mais velho, mais barrigudo, com mais fios brancos na barba, e menos cabelo. Mas ele está bem, sim! — confirmou Luke. — E continua sentindo muita falta de você.
— Ele ficaria extremamente feliz se soubesse que nós o encontramos! — assentiu Lukas ao seu lado. — Mal posso esperar para terminar nossa aventura e contar isso para ele.
Erick olhou para suas próprias mãos e por um instante pensou alto.
— Nunca é tarde para voltar atrás.
Afinal, o filho pródigo iria retornar.
Erick correu e agarrou um casaco velho em cima da estante, indo diretamente em direção da porta de saída enquanto seus visitantes o encaravam de relance com um olhar surpreso e preocupado.
— O que está acontecendo? — perguntou Dawn.
— O que pretende fazer com essa pressa toda, cara? — indagou Luke.
— Eu preciso fazer uma visita, imediatamente! Não pode esperar nem um segundo, preciso voar para Twinleaf! — ele dizia com pressa.
— Twinleaf fica do outro lado de Sinnoh, você demoraria dias para chegar até lá! — alertou Lukas com preocupação.
Erick correu em direção dos dois gartos e deu-lhes um beijo na testa, como uma proteção divina dos tempos antigos. Os jovens ainda o encaravam sem entender.
— Eu não poderia esperar nem mais um dia para reencontrar o pai de vocês. Preciso ir. Preciso ir agora. Nossa família já sofreu e esperou demais por minha causa, eu irei reverter isso.
Erick sacou uma pokébola empoeiradas de uma gaveta. Vestiu seu casaco, tropeçou no tapete e continuou correndo de um lado para o outro.
— Cuidem da casa, estejam à vontade. E se quiserem, podem até esquentar o almoço para vocês, tem batata gratinada na geladeira! Mas não me esperem, não sei se volto hoje. Preciso começar a viver os dez anos que se passaram aqui parados!
Dawn riu ao ouvir “batatas gratinadas”, e por instante lembrou-se da primeira vez que ela conhecera Walter e Melyssa, quando o casal em sua euforia acabou deixando sua casa nas mãos de uma desconhecida enquanto saíam pelo mundo à procura de Pokémons para seus filhos.
Erick correu para longe da casa com velocidade, parecendo disposto a alcançar seu objetivo ainda naquele dia. Suas vestes ainda estavam molhadas, e de longe os gêmeos continuavam parados em frente à porta, como se observassem uma criança sair em sua aventura pela primeira vez. Ele era um treinador experiente, e sabia muito bem que seria impossível cruzar toda a Sinnoh correndo ou até mesmo voando, até porque ele tinha pressa. Erick surpreendeu ao lançar sua pokébola no mar, de forma que a cápsula afundasse antes de liberar um brilho forte que revelou as silhuetas de uma belíssima Kingdra. Luke ficou extasiado com aquela presença, e por um instante teve até a impressão de que ela era tingida em uma cor perolada, embora não tenha tido tempo de certificar-se.
Erick olhou para trás e fez um aceno. Estava no oceano, seu domínio, dali em diante seria fácil chegar até Sandgem e fazer seu caminho até Twinleaf em poucas horas. O jovem veterano foi distanciando-se, e aquele encontro tão inesperado logo terminou deixando a sensação de que tudo na vida passava rápido demais.
Luke apoiou-se nos vãos da porta e esticou a mão para fora.
— Parou de chover mesmo — afirmou.
— Você viu o sorriso dele? Nossa, há tempos não vejo o Erick, mas sinto que ele ainda tem o mesmo sorriso daquela época. É raro alguém transmitir felicidade dessa maneira. Parece até que o Erick ficou parado no tempo desde que éramos crianças! — disse Lukas com uma risada. — Ei, Dawn. Acha que consegue esquentar aquelas batatas gratinadas para a gente?
A garota encarou bem a cozinha, levando as mãos até a cintura.
— É, meu caro fogão... Parece que nos encontramos novamente. E dessa vez não trocarei o sal pelo açúcar.
Dawn riu, pegou uma panela e começou a bater nela para chamar atenção de seus amigos.
— Venham logo, filhos dos campeões! Não pensem que vão ficar sentados aí enquanto eu sofro na cozinha, mãos à obra!

Erick’s P.O.V. (Point of View)

Eu era o Garoto Prodígo da Ex-Elite. Com apenas 14 anos ingressei na equipe e mudei a maneira como todos veriam o legado que eu estava para construir. Tive tudo que queria, fama, riqueza, amigos, mulheres, e o mais especial era o carinho que tinha dos membros da Liga. Glenn, Marshall, Selena, Melyssa, o senhor Walter... Eles foram uma segunda família por muito tempo, e quando percebi que o fim de nosso legado finalmente tinha chegado... o que havia restado?
Percebi que os amigos desapareceram pouco a pouco. Minha família de sangue aproveitou-se de meus dotes de tal maneira que me ignoraram quando meus anos de ouro passaram. Quando percebi que eu havia cometido à escolha errada, já era tarde. Era criança demais entender. Continuei na Liga até perceber que aquilo que me movia era essa família. Não aquela de sangue, mas a outra, a que eu conquistei com muito carinho e devoção, de pessoas que conheci na vida, talvez ligados pelo fio vermelho do destino dos velhos provérbios.
Na época eu senti vergonha. Vergonha de voltar e pedir desculpas.
Hoje percebi meu próprio erro, mas ainda não sei como serei capaz de encarar o velho Walter. Ele era como um pai que apenas desejava mais do que tudo cuidar do filho tolo que sempre cometia enganos. Achei que eu não era digno de sua misericórdia. A vergonha me dominou de tal maneira que por dez anos desapareci do campo de visão de qualquer um que me procurasse. Eu me sentia um foragido.
Tive vergonha de ser eu mesmo, tive vergonha de tudo que eu era e fui. Nada mais daquilo fazia sentido...
...Mas costumam dizer que sempre temos uma segunda chance, não? Vou correr atrás da minha, afinal, acabei por encontrar um garotinho que acredita que eu sou uma espécie de... Super Herói.
E isso é o suficiente para que eu me levante e tente mais uma vez.

Ilustrações do capítulo feitas por Nyx.

      

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  1. Então, o que foi isso? Kkk!
    Cá estou no meu cel sentado em uma loja esperando um trem e me ocorre a ideia de acessar AeS. Tá, quando a mula da da internet resolve funcionar, vejo que tem capítulo. Nó, só faltou eu pular de alegria aqui igual bobo. Kkk!
    Nó, e que capítulo. Sério, o trem fluiu com uma facilidade assustadoramente gigantesca. Kkk!
    E o filho pródigo a casa retorna! Erick da às caras! E já aparece com uma kingler cor dee pérola. É, esse aí tem um "quê" a mais! Kkk!
    Nó, ideia, prezada Nicolete! Um especial ou FT ou SC sobre a guilda Legacy. Só outra mostrar um dia normal da maior guild do universo! Seria muito fodástico! Kkkk! Tá, como sei que as aulas do autor tão voltando, não cobrarei nada com urgência. Mas seria muito nostálgico! Kkk!
    Tá, falando demais, sei disso! Kkk! Mas já tô muito animado pra semana que vem! Imagina o que mais a cidade do sol (ou seria da chuva? Kkk!) Guarda de coisas fodas pra gente? Kkk!
    Adios, people!
    Moacyr

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  2. Estive preparando essa reaparição do Erick desde a Saga Pérola, nós iniciamos o Interlúdio da Saga Platina com todo aquele mistério, e finalmente aqui está o jovem prodígio. Cara, ele é mais do que uma figurinha rara da fanfiction, esse mesmo garoto ainda será responsável por um dos maiores avanços da fic, e esta é apenas a introdução disso tudo. Eu queria que vocês pensassem que Sunyshore seria tudo naquele clima lindo com muito sol e felicidade, mas cara, a batalhaa contra o Volkner irá revelar-se muito mais perigosa do que aparenta, quero ver relâmpagos para todos os lados! kk Ainda não planejei como será, e para ser bem sincero acho que isso só vai sair no último instante como sempre acontece, mas farei questão de elaborar uma luta inesquecível. Minha meta é deixar a Titânia com inveja, essa precisa ser melhor do que Canalave, mas será um teste até para mim! kk

    Cara, eu adoro os membros da guilda Legacy. Eu gostaria de ter feito um especial só para eles contando as aventuras do Salamance, Altaria, Alazakazam, Gengar, Hippowdon, Honchkrow e todos os demais Pokémons do Elite, seria mágico! Mas admito, não é nem o tempo, seria mais uma falta de inspiração mesmo... Temos muitos personagens em Sinnoh, e quando tento realçar um antigo o público demora a compreender e muitas vezes não gosta, então, a repercussão é muita fraca. Eu adoraria trabalhar nesse especial, mas acabei tendo de descartar por ter outras coisas mais importantes mesmo. É como aquele especial do Lukaian e da Paula. Eu descartei, não estou no pique para criar guerras e fins do mundo de novo, quero só seguir numa boa... Mas isso não quer dizer que apaguei completamente a ideia, vai saber ela volta para ser feita quando Sinnoh estiver próxima do fim ou até depois do último episódio! É um universo imenso, o fim não seria necessariamente o fim. Histórias nunca acabam!

    Acho que você só confundiu o fato de que o Erick tem um Kingdra Shiny, e não um Kingler. O Kingler apareceu no último FT kkk Cara, uma Kingdra Shiny já dá muitos indícios do que virá acontecer, e mesmo sendo uma aparição discreta essa curiosa guerreira será muito importante para os Fire Tales, e ela já tem até o Gijinka desenhado pela Litos! O nome da Kingdra do Erick é Akagi, e posso falar apenas isso por hora, já dei Spoilers até demais kkkk Valeu pela presença ae meu caro, estamos em Sunyshore man, essa cidade foi feita para brilhar!

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  3. Oi, eu de novo! kkk
    Tinha percebido que era Kingdra (pensei que era shiny, mas nem atinei na hora kkk), mas, na hora de escrever, saiu Kingler.
    Mas pera! Kingdra? Evolução do Seadra? Imagina o que vem por aí! kkkk! Nó, uma atiradora perfeita, pois deve ter dado certa espécie de "trabalho" pro Ereon (entre aspas pois Ereon é invencível e imorrível! kkk).
    Será que essa guerreira de madre-pérola vai criar discórdia com Milena? Será que ela vai ter um papel Cynthia e vai dar ciúmes no Mikau? kkkkkk! Só o tempo dirá (ao não ser que o autor gentil bondoso bacana bacana dê uns sopilerszinhos básicos. Só pra atiçar a curiosidade! kkk!)
    E, pela falta de noção do que será o especial, senhorito Canas, é que a imaginação rola solta, pois toda hora surge uma possível forma de especial, e todas são fodásticas! kkk! Tá, essas ideias mirabolantes e estrafobéticas também podem ser talvez fruto de minha criatividade inutilizada durante as férias. Who knows? kkk
    Então, já falei minha cota hoje. Mas tô muito nostálgico! Imagina o que vai ter semana que vem? E será que ainda vai aparecer alguma coisa durante a semana? Ô Deus, óia a nostalgia batendo forte de novo! kkk!
    Tá, adios de verdade (será?),
    Moacyr

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  4. No, no, no. Eu já nem devia ter falado da Akagi cara, era para ela entrar definitivamente só no Capítulo 86 ou alguma coisa! kk E vou admitir, eu sabia que você tinha dito Kingler pensando em Kingdra, é confuso quando os pensamentos se misturam e a gente fala de uma coisa pensando na outra. Dá tipo um bug no cérebro kk Mas cara, Kingdra. Ele é provavelmente um dos Pokémons que mais tenho medo por toda uma história antiga envolvendo a Litos e traumas de criança porque eu não conseguia derrotar o bendito Kingdra dela nos games (que por sinal, também se chamava Mikau kkk) E agora, com esse retorno triunfal, mais uma vez os Kingdras fazem parte de minha vida como verdadeiras máquinas mortíferas. E nesta temporada, meu caro telespectador, juntar dois Kingdras no mesmo campo de batalha não será nada bom..... kkkkkkk

    Cara, você pode esperar por mais mil pessoas ficando revoltadas com o Mikau, gente querendo descer o tiro nele, arrancar a cabeça do cara, e quanto mais o tempo passa mais ele se torna um desgraçado que eu adoro piorar mais ainda!! Casais perfeitos? Casais perfeitos são feitos para serem DESTRUÍDOS! Muh-huh, hah, hah!!! O Mikau e a MIlena levaram esse prêmio no The Omascar, e como recompensa, vamos mexer um pouco essa paixão e apimentar a relação... Vou ver se mando mais algum Support ou até começo a pensar em lançar este curioso especial que venho falando, mas pode ter certeza que estarei aqui para deixar tudo atualizado! Abraços ae, djow.

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  5. Mikau X Seadra (PROVAVELMENTE, Kingdra.) , é isso que eu estou farejando, rapá? Caracoles, CARACOLES! Esse capítulo foi... Deprimente, mas épico. ÉPICO como TODOS os capítulos de AeS. Pra tu ter uma ideia de como eu achei esse capítulo depressivo (Mas épico!) eu nem consegui ouvir o Theme da seleção de lutadores de Marvel VS Capcom...

    Sabe, eu também via meu pai como um super-herói... Até ele largar a gente pra ficar com uma mulé mais feia que o cão ¬¬ Tá, parei de ficar falando coisa da minha vida.

    EU QUERO VER ESSE ERICK FAZENDO AS BATALHAS DA LIGA PEGAREM FOGO NO PARANAUÊ! MUHEHEEUEEEYEYEENEENNYHENYHENYEHYNEHYNHE!

    Kingdras. Traumatizando o Canas-Kun-Sama-Senpai desde que a Litos deu uma de boss apelona com ele XD! Que o Mikau traumatize muita gente da Liga também... Amém, irmãos? 'kkkkkkkkkkkk EU QUERO VER SANGUE SENDO DERRAMADO, HAHAHAHAHAHHA!

    Me liguei numa coisa: Esse vai ser a última semana de minha liberdade. BONNA-CHAN, ME EMPRESTA TUAS BAZUKAS PRA EU EXPLODIR O MEU COLÉGIO! NÃÃÃÃO, EU NÃO QUERO OLHAR PRA CARA DE TOMÁS E NEM OUVIR "Minha genti, bora dexa di donselici..." T.T Eu quero o Robô da Tron Bonne pra poder dar um boom chakalaca na cabeça dele! ;-;

    Tá, parei...

    Akagi, né? É uma garota, já tem o Gijinka desenhado pela Litos, é shiny... Só posso dizer uma coisa que eu acho que terá nesse desenho: TETAS! MAMILUS! ENORMES... E PRETOS! O.K, vou tomar meu remédio e jogar as dorgas fora! ENFIM! Eu quero ver essa guerreira botando pra quebrar na liga, hein, Asiático?!

    E finalmente, o POV de algum personagem \o/

    Ah, é, esqueci! Nyx, tu estás de parabéns! Eu já disse o quanto tenho inveja dessa maldita família de Asiáticos talentosos? Ah é, eles são asiáticos... Okayyyyy :(

    E tenho inveja desses desenhos tão legais também! Pra terminar: QUERO VER A AKAGI USANDO BAZUKAS PRA ATIRAR NA CABEÇA DO POVO!

    SAYONARA, ASIÁTICO MALDITO!







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  6. Eu sempre adorei trabalhar com Drama, até porque este foi um dos primeiros gêneros novos que experimentei testar quando me tornei ficwriter. Antes disso eu nem sabia o que era drama, eu só dizia que não gostava! kk Eu gostava de escrever esse tipo de texto em uma época que eu estava bem triste, mas isso passou. Esse é o defeito de capítulos tristes, eles costumam nos deixar ainda mais sentimentais... Mas foi necessário, pois essa é a história do Erick! Ao menos agora toda essa tristeza terminou dando lugar para um novo recomeço, certo?

    Ahh, Juh... Esse assunto de pais sempre mexe com algumas pessoas, dizem que quanto mais o tempo passa mais nós começamos a achar que aquele que era um super herói começa a transformar-se em algo quadrado, até que um dia não resta mais a oportunidade de dizer tudo que ficou preso. Mas esse capítulo não foi para falar apenas de pais, e sim, qualquer pessoa que nos inspirou em nossa infância. É uma mensagem que eu acho bonito e levo comigo em minha vida até hoje.

    Ah, e muito cuidado ao desejar matança e sangue para todo lado, porque quando eu vier com a pancadaria de verdade e todo mundo começar a morrer não vou querer ver ninguém chorando, beleza? kk Hey, e foi a Litos quem desenhou a Akagi, por que você pensa que toda personagem mulher de Sinnoh é vulgar? kkkk Qual é, as minhas costumam ser assim por brincadeira, é um estilo meu, mas quando a minha irmã trabalha no personagem ela sabe equilibrar as coisas. A Akagi não precisa sair mostrando os peitos para ser fodona, ela vai ter um estilo que só os Pokémons aquáticos conseguem ter, com toda aquela sutileza invejável dos Kingdras! Ah, e o Erick não vai entrar na Liga. Ele já ganhou ela faz muito tempo, não faria sentido voltar e tentar de novo. Posso dizer apenas que esse cara veio para fazer algo... diferente. Algo muito mais importante.

    Well, minhas aulas também voltam logo mais, mas é bom para todos nós termos uma rotina e voltarmos aos nossos afazeres, admito que é algo que sinto falta. Valeu pela presença, Juh! Beijão.

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  7. Como não ter a atenção atraída pela fonte? Sempre que você muda ela, tem algo especial por trás do capítulo. Começamos com uma leitura agradável, mas o desenrolar da história foi simplesmente incrível, cara.

    Em determinadas partes me identifiquei muito com o Erick, parecia até mesmo que eu estava ali, falando as mesmas frases, passando pelas mesmas situações, foi algo um tanto estranho.

    Eu, particularmente achei engraçado o fato da Dawn tentar se incluir na conversa. Foi um momento de descontração que surgiu em meio a todo o drama e funcionou muito bem. Acho legal utilizar esse tipo de situações para marcar aqueles personagens mais apagados no capítulo.

    Quando começou a ser citado o voo até Twinleaf eu pensei: Que porra é essa, ele vai aparecer com um Pelipper? Mas cara, uma Kingdra? Boatos de que essa nova dama vai conquistar muitos marmanjos pelos arredores de Sinnoh... É legal, porque eu tinha medo que aquele Kingler e Quagsire do último FT tivesse alguma ligação com o Erick.

    É isso cara, até mais!

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  8. Há todo um cuidado especial na escolha de fontes e palavras né, parceiro. Sou um Designer Gráfico, tenho a obrigação de atentar-me a todos esses pequenos detalhes que fazem tanta diferença na hora de ler e sentir algo. Eu faço o possível para sempre deixar o capítulo em Arial porque essa é minha fonte padrão, mas de vez em quando procuro algo mais sério e uso a Times, e neste caso em especial até procurei por outra para dar um novo sentido nessas palavras, e pelo visto deu certo.

    A Dawn é uma peça interessante man. Acho fácil trabalhar com ela porque qualquer lugar ou pessoa que você encaixar vai conseguir contracenar bem com ela e fazer as coisas fluírem. Ela é tão normalzinha, mas isso remete aos primeiros episódios da fanfic quando tudo começou com um simples almoço. Não vi ninguém comentando, mas este episódio foi exatamente como o Capítulo 1 e o Capítulo 2 da fanfic. O Walter a Melyssa voando para Sinnoh, e ela ficando para trás ao ter que cozinhar um almoço kk Mesmo que seja uma coadjuvante no enredo, ela faz um papel especial ao contracenar com os protagonistas. Sem ela creio que essa história não teria fluído tão bem.

    Eu comecei a criar mais Pokémons coadjuvantes para contracenar, como esse Kingler mesmo, só não quero que vocês pensem que eles serão importantes! kk Temos que ter mais inimigos né, temos que mostrar que eles são fortes e muitos caem no meio do caminho, somente os mais fortes sobrevivem. Obrigado pelos elogios meu caro, é bom contar com sua presença por aqui sempre que possível, nem que seja só nos episódios mais especiais! kk Abração ae, Léo.

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  9. Cara, que estranho... Eu vi que o Erick estaria por aqui, pelas notas. Imaginei todo aquele clima de Sol lindo de Sunyshore, imaginei que o Erick viria a ser aquele personagem fodão, que surpreenderia a todos... Mas minha ideia de surpresa era diferente, eu não imaginava que o Erick não tinha se tornado nada disso. Ou melhor, ele continua foda, claro. Ele me surpreendeu. Mas foi de uma maneira singela, com pedidos de desculpas e felicidade ao reencontrar sua velha segunda família. Fico pensando no que você está planejando para este cara, o que ele irá fazer no futuro...

    Mas, falando do presente, você chamou minha atenção com a fonte diferenciada. As ilustrações da Nyx ficaram lindas, cara, e retrataram muito bem o momento, as emoções... Quem diria que Sunyshore teria seu lado sombrio e chuvoso? Que uma das cidades mais lindas teria seu lado tenebroso? (Rimou? kk). Sinto esta ideia de recomeço, cara. Sinto que agora as coisas vão mudar, que as mágoas foram deixadas para trás. Mas que isso não acabou, ainda. Novamente cito que fico pensando no que você tem guardado para o Erick. Belo capítulo, Canas. As descrições, os diálogos, as ilustrações... Tudo!

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  10. Cara, como você consegue criar aparições perfeitas para os seus personagens? Sério, eu não sei trabalhar bem assim com drama, mas eu acho que entendo o básico para poder dizer quando ele é bem feito. E no seu caso, caro amigo, está esplêndido!

    Quando o Luke começou a contar sobre o Erick para a Dawn, eu logo desconfiei que a aparição dele pudesse estar bem próxima. Só não achei que você fosse fazer isso acontecer imediatamente! Cada vez que eu leio essa fic, tenho uma surpresa diferente...

    Agora o Erick vai atrás de recuperar o tempo perdido, e vejo esse capítulo como uma lição de como lidar com um passado difícil de afastar. A partir daqui começo a me identificar mais com o Luke, por causa desse aspecto confuso com relação ao que ficou para trás. E esta identificação que aos poucos vai se formando... Bem, creio que se antes eu queria ver uma Liga belíssima e cheia de batalhas épicas, agora eu passarei a torcer de verdade pelo Luke. Não tem como. Ele é um protagonista, de fato. Ele consegue trazer os leitores para o lado dele. E será campeão. Eu estou certo disso! Ele vai recuperar o que lhe foi tirado, e vai dar continuidade ao legado do Walter, iniciando a segunda Dinastia Wallers.

    E achou que ia passar batido a parte das batatas gratinadas? Foi apenas ler aquela cena, e eu me vi lá no segundo capítulo da história, com a Dawn apanhando na cozinha. É cara, essas cenas que nos trazem memórias antigas da história são fantásticas! Mal posso esperar para fazer uma dessas em minhas fics!

    Bom, aos poucos vou me atualizando por aqui. Agora que a fic entrará em sua reta final, quero acompanhar pra valer. Quero estar lá quando o momento épico acontecer, tenha certeza disso. Como já conversamos, eu estou no gás! Agora estou esperando para ver o que você tem a nos mostrar. E saiba que serei um leitor exigente nessa reta final. Faço minha a fala da Fantina: SURPREENDA-ME!

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  11. Só pra começar: Rainyshore >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> [abismo] >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> [universo] >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> [infinito] >>>>>>>> Sunyshore, seus bando de mimimizentos u-u
    Tá, deixemos minha birra com o sol de lado...... Mentira. Um cap desses seria lindo de qualquer jeito, mas foi mil vezes mais tocante na chuva (inclusive porque aqui (finalmente) está chovendo, então to no clima certo <3 ) AIN, CARA, REENCONTRO, TU SABE QUE REENCONTROS SEMPRE MEXEM COM MEUS FEELS Ç______________Ç E btw manda os parabéns pra Nyx porque, céus, foi incrível quando o texto deu uma parada e veio as ilustrações, elas simplesmente transmitiram a emoção que a cena pedia ;-;
    Erick. Erick. Que que eu posso de falar de você, criatura? Eu já te amava desde os tempos de Ex-Elite, mas agora, tu tem meu amor por completo ;--; CARA TU MEXEU EM TANTOS FEELS MEUS QUE NÃO DÁ PRA MENCIONAR TUDO, O QUE EU SEI É QUE QUERIA ABRAÇAR VOCÊ PQ MDS ERICK ;-------; Erick é meu mais novo bbzo <3 <3
    E o PoV dele? GOD DAMNIT, EU TAVA CHORANDO E NEM SABIA SE ERA POR ELE, PELA ALEGRIA DELE, PELOS FEELS DE CULPA, POR LEMBRAR SOBRE A EX-ELITE, GOD. DAMNIT. Ç____Ç
    Mas como nem tudo pode ser bom....... A bitch apareceu e-e Okay, eu deveria amá-la, afinal sou apaixonada por toda a linha evolutiva de Horsea e ela ainda por cima é do Erick. MAS TU TÁ PERTURBANDO A VIDA DO MEU OTP, ENTÃO É BITCH E QUERO QUE MORRA DEPOIS DE SER TORTURADA U-U (e por favor não ressuscite pq tenho trauma de bitch ressuscitando só pra perturbar meu OTP, me basta um -.-'' )
    Tá, pra não fechar o coment falando de coisa ruim, Erick <3 (juro que não é fangirlin, é apego mesmo. vontade de abraçar até que toda a dor passe <3 feat. ;-; )

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