Capítulo 57
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Sophie utilizava de seus poderes psíquicos para prever exatamente onde seus amigos haviam passado pelos corredores sinuosos do quinto setor, ela almejava resgatar seu mestre, mas naquele instante a segurança de Karl era de maior importância. Marco havia ficado para trás, mas mesmo sem a ajuda do cmanheiro a moça conseguiu trilhar seu caminho até o palco do show. Com passos firmes ela adentrou uma sala escura e examinou tudo de relance, notando algo no centro salão. Apertou o punho com imenso ódio ao notar o corpo do jovem Karl no centro da sala. Olhos esbranquiçados, uma feição hipnotizada e o corpo ereto como um soldado que bate continência.
Aos fundos estava o meticuloso Exeggutor, deitado sobre o que parecia ser uma poltrona granulada, nada além de ilusões de cor e brilho criadas com magia negra, mas a Gardevoir também era dona de poderes psíquicos e conseguia facilmente diferenciar uma ilusão de algo real. E o corpo de Karl lhe parecia bem real.
— Ohh, uma espectadora! Seja bem vinda à minha atração, em nossa inauguração teremos inclusive um auxiliador, conhece o meu companheiro desprovido de alma? — disse o Barão com animação.
Sophie continuou a encará-lo de forma séria.
— Conheço sim, ele é praticamente o meu filho. — respondeu Gardevoir com rigor. O Exeggutor levantou-se num salto, esticando as mãos para o alto e começando a andar em direção da mulher com suas pernas tortas e a cartola negra a balançar.
— Eu sabia, eu sabia! Previ a sua chegada, e preparei um lugar especial para que a senhora aproveite esse espetáculo. Daria-me as honras de acompanhá-la até seu camarote?
— Eu não vim até aqui para trocar palavras com alguém como você. Estou aqui para resgatar o Karl.
O Barão parou assim que estava ao lado do Togetic, colocou as mãos no ombro do rapaz hipnotizado balançando seu rosto de um lado para o outro. A máscara alegre assumiu forma, erguendo o dedo indicador como se tivesse uma brilhante ideia.
— É uma pena, pois ele não quer ser resgatado por alguém como você! Está até acenando negativamente. — brincava o mago — Ele não quer você, e nunca a quis. Quando tomo controle da mente de alguém posso ver todos seus pensamentos, e por isso imaginei que viria. Ohh, e são pensamentos tão... Ridículos. Por que demonstra amor para alguém que não quer transmiti-lo de volta?
— O Karl não é assim, e estou pouco ligando para o que você diz dele.
O Barão riu, passando a mão em volta do rosto de Togetic que permanecia imóvel.
— Então quer ouvir isso diretamente dele? Vamos, meu pequeno garoto, diga tudo que sente por essa mulher.
O corpo hipnotizado de Karl mantinha seus olhos brancos fixados nos de Sophie, a assim falou com enorme desdém.
— Sophie, eu te odeio.
A mulher permaneceu quieta, mas não alterou sua feição para ódio ou espanto. O Barão continuava com suas gracinhas, nos últimos minutos sua máscara de felicidade encontrava-se estranhamente mais feliz, talvez pelo fato de seus oponentes serem um casal, e se havia um sentimento que ele odiava, era o amor.
— Decepcionada, minha querida? Quem diria que seu adorado namorado diria isso em sua frente, em sua cara! E todos os momentos passados entre vocês? E todos os dias ao lado daquele que você julgou amar? Sentimentos falsos, pseudo-sensações de uma felicidade que jamais existiu!
Sophie continuava a encarar o Barão sem alterar sua feição. O Exeggutor riu e tagarelou por tanto tempo que a um dado momento quis ouvir o que a moça tinha a falar. Foi caminhando em direção de Sophie com Karl logo ao lado, o Barão fez com que o rapaz parasse exatamente em frente à moça para que ela pudesse encará-lo nos olhos e ouvisse as palavras de ódio sendo proferidas com mais intensidade.
— Eu te odeio, Sophie. Eu te odeio, Sophie. Eu te odeio, Sophie. — Karl repetia incansavelmente.
— O que você pode fazer contra ele? E quando refiro-me à “ele”, digo o seu amado, pois não tenho parte nesses sentimentos. Sou apenas um espectador deste belíssimo espetáculo com final garantido! Adoro shows deste gênero! — disse o Barão com uma risada — E então? O que me diz?
Sophie permaneceu quieta, por um momento abaixou a fronte encarando o chão, mas ao voltar a encarar o Barão revelou um sorriso tão sereno e gratificante que fez o mago calar-se no mesmo instante. O sorriso fora tão espontâneo quanto as palavras que se sucederam.
— Foda-se o Karl.
Sophie ergueu o punho e desceu a mão para cima do garoto. O soco foi tão forte que o rapaz acabou sendo arremessado a pelo menos três metros de distância, caindo no chão sem conseguir levantar-se. O Barão ficou estático, não esperava aquela reação. Sophie ergueu a manga de sua blusa e apontou para o rosto de seu oponente com enorme determinação.
— Quero que saiba que as mulheres de minha equipe sempre comandaram os homens. Elas são as mais sublimes, as mais independentes e poderosas de toda a região; e não é para um mero sentimento que elas deixariam de agarrar a vitória.
Tomado por sua fúria, o Barão ergueu sua perna para o alto em um raio circular e desceu-a em direção da mulher como um martelo em direção da bigorna, mas a Gardevoir foi mais rápida, impediu o movimento com os próprios braços, ainda que o impacto a fez recuar.
— Wood Hammer! Como pode ignorar o amor? Como pode deixar todas as decepções sofridas em vida, e ainda continuar seguindo em frente?
— Apesar de todas as decepções, também existiram momentos bons! Não é por causa de uma única tristeza que eu deixaria aquilo que já me fez feliz!
— Vou transformá-la em um mero corpo sem alma, e você ficará exatamente como seu pobre amiguinho! Hypnosis!
— Não pense que seus truques funcionam comigo, Safeguard!
A batalha de poderes sobrenaturais se sucedeu. Gardevoir atirava objetos em seu oponente utilizando sua mente, enquanto o Exeggutor não tinha nem tempo para pensar em estratégias, visto que encontrava-se dominado pela ira e disposto a acabar com aquela mulher que fizera de seu show um fiasco. Golpes invisíveis derrubavam o oponente, era como se uma ventania ou um impulso d'água os atingissem, mas apenas os mais sábios eram capazes de compreender e aplicar tais movimentos.
Quando o Barão aplicou um chute que foi defendido por Sophie ele subitamente sentiu um corte ser desferido em seu tórax o que o fez ter de recuar par não sofrer maiores danos. O mago surpreendeu-se ao notar que do outro lado estava Karl, com os cabelos loiros sobre o rosto, o boné amaçado na mão, e um olho tão roxo que ficaria marcado por pelo menos três semanas. O Togetic havia utilizado seu Metronome, e o golpe realizado fora um Aerial Ace. Karl ajeitou o boné na cabeça e esticou os braços alongando um dos ombros com uma feiçao de tremendo ódio estampada no rosto. Era como se anunciasse: Estou de volta.
— Que porra tu fez comigo, seu chapeleiro picareta?
— Oh, acordaste, meu nobre companheiro? Bem na hora de acompanhar o show e contemplar a minha brilhante vitória! — anunciou o Barão, ainda que sua voz soasse duvidosa, e de certa forma assustada — Bem, preciso de uma ajuda sua aqui, então voltaremos ao seu estado de hipnose!
— Safeguard. — retrucou Gardevoir no mesmo instante.
O corpo de Karl foi contornado por anéis de brilho esbranquiçado. Nenhum dano de status o afetaria, e com isso, o Barão não mais podia exercer controle sobre a mente de Karl. A moça cruzou os braços em sinal de descontentamento e falou:
— O público não gostou do seu show, Barão Maximiliano. E viemos aqui para interditar o seu espetáculo, digamos que ele seja perigoso demais.
— Pois bem, então acredito que seja tempo de despedir-me! — disse a voz da máscara da felicidade, subitamente interrompida pela máscara séria que bradou com rancor — Jamais! Assumir uma derrota para um sentimento tão... alegre? Como podem ter tantas lembranças boas, como conseguem filtrar o que é bom do ruim, e viver sem lamentos nessa vida caótica? Contemplem meu principal espetáculo, Leaf Storm!
O golpe mais poderoso do Barão criou uma ventania com folhas cortantes que corriam na mesma velocidade de navalhas ao serem atiradas em um furacão. Sophie criou uma parede de luz que funcionava como um escudo, mas nem mesmo sua barreira seria capaz de protegê-los por muito tempo. As folhas cortavam sua pele macia, ela senta o sangue escorrer-lhe e cada vez mais aqueles canivetes arrancavam gemidos em meio à uma tempestade incontrolável. Ms de repente a mulher sentiu que foi abraçada por alguém, notou que seu pequeno Karl a envolvia com o intuito de protegê-la. O jovem também tinha o corpo machucado, mas ergueu o braço e apontou-o em direção do Barão pronunciando com rigor:
— Metronome...!!
O rapaz fechou os lhos enquanto abraçava a mulher. Não sabia qual mistério seu golpe poderia trazer-lhe. Assim que a magia de Karl tomou efeito as folhas rebateram no escudo criado por Sophie que pareceu sugar toda a energia vital do golpe e refleti-lo como um espelho. O poder do Barão era descomunal, mas o Mirror Move o devolvera na mesma intensidade. As folhas voaram contra o corpo do Exeggutor e o perfuraram como flechas atiradas em um alvo preciso. A capa do mago foi cortada, e despedaçada, a cartola separou-se em duas, e as três máscaras, perfuradas. O Barão ficou de pé apenas por alguns segundos, mas naquele estado era impossível continuar. Foi direto ao chão sem conseguir mover-se, gemia em sua angústia vendo ao longe seus dois oponentes o encararem com um ar de vitória.
O Barão levou sua mão até a máscara da seriedade como se quisesse limpar suas lágrimas, mas a máscara era como uma barreira e nem assim ele podia mostrar que em algum momento de sua vida arrependera-se de algo. Ele murmurou:
— Mulher... Você não... Você não tem medo de ser traída? Não tem medo de decepcionar-se, de ter a única pessoa em quem você acreditava a enganá-la e virar as costas quando você mais precisou...?
Sophie olhava para o corpo estendido com enorme tristeza, e mesmo de frente à um inimigo mortal em seus momentos finais ela não podia esconder sua bondade. Ergueu os ombros e falou com toda sinceridade:
— Sou humana. Quero dizer, sou um Pokémon, mas nem por isso deixo de ter sentimentos como dos humanos, e correr riscos faz parte da vida. Se tudo fosse perfeito, que graça teria? Que graça teria em conquistar a pessoa amada, em confiar e amar com a intensidade de um último instante? São essas emoções que tornam os humanos mais humanos, e nós, os Pokémons, cada vez mais parte de sua vida.
— M-Mas e as coisas ruins...? Todos sofremos angústias, e você não é perfeita...
— Realmente, não sou. Mas continuo seguindo da mesma maneira. Sem ressentimentos, sem arrependimentos.
O Barão permaneceu quieto, seu corpo já era coberto pela dor e ele não seria mais capaz de levantar-se. A máscara continuaria a esconder sua verdadeira face, mas suas palavras finais foram ditas com a alma de um sentimento humano. Ele lamentou com enorme tristeza:
— Eu não soube ver o lado bom de tudo... Sei que passei por muitas decepções, mas sinto que existiu algo bom em minha vivência, sou eu quem não soube notar... Apesar de toda minha sabedoria, não fui sábio o bastante para notar isso.
O Barão voltou-se para Gardevoir, colocou a mão dentro das vestes, puxou uma linda rosa dali de dentro e entregou-a nas mãos da moça com suas últimas forças antes que a mão fosse direto ao chão de forma involuntária. Sua voz melodiosa soou como uma prece.
— Eu queria ter tido uma vida como a sua. — ele soltou um longo suspiro em seu silêncio profundo, repetindo as palavras ditas pela moça com intonação — Sem arrependimentos, sem ressentimentos. É assim que eu, você, e nós, devemos viver...
A mão do Barão caiu, mas nada tocou o chão. Aos poucos o corpo do mago começou a desaparecer para finalmente tornar-se apenas poeira. Aquele era seu último truque, as vestes foram perdendo sua forma e as três máscaras por fim caíram no chão até desfarelarem e unirem-se ao pó da terra, e assim, Karl e Sophie continuaram a observar o fim do último espetáculo do Barão Maximiliano.
Flackback On
Uma nova atração parecia despertar a atenção de todos em uma grande cidade das distantes ilhas do Arquipélago Laranja. Um novo circo havia acabado de ser inaugurado para a temporada que viria, trazendo lindas e exuberantes apresentações. De humanos que cospem fogo como os Charizards à magos com seus truques e perícias; haveriam também aqueles que se equilibram nas cordas com perfeição, Pokémons dançarinos e criaturas magníficas vindas de regiões distantes nunca antes vistas naquela região. Seria um espetáculo surpreendente.
A estreia teve uma grande repercussão, e o velho senhor que administrava o circo gabava-se por seu sucesso. Eram duas longas horas de espetáculo e todos que estavam presentes riam e divertiram-se muito, mas os minutos finais sempre são guardados para uma peça em especial, e assim, um senhor de cartola veio a pronunciar:
— Senhoras e senhores, trouxemos para essas distantes ilhas uma criatura misteriosa, horrenda, uma selva ambulante desprovida de beleza, e com três cabeças que pensam como uma única! Vocês sabem o que é um Exeggutor?
O público ficou em silêncio. Provavelmente não eram muitos ali presentes que haviam visto aquela criatura ao vivo. Era um Pokémon que ha muito utilizado no passado, mas cada dia que se passava o destino os tornava-se mais e mais escassos em meio aos treinadores. Os mais novos provavelmente não tinham ideia do que fosse, e aguardavam ansiosamente a revelação da criatura. O apresentador aproximou-se do centro onde cerca de cinco homens traziam uma enorme caixa, o velho retirou um manto banco que a cobria assim revelando uma jaula que aprisionava uma criatura tristonha e desfigurada escondida em um canto.
— Contemplem essa criatura vinda de locais distantes! A sua feiura é repugnante, isso não é uma obra da natureza! — dizia o locutor.
Aquela cena foi um choque. Várias crianças inclusive começaram a chorar. O Exeggutor era como um monstro de seus pesadelos, alguns adultos permanecerem sérios e fecharam a cara em sinal de desprezo, outros riam daquela figura deprimida na jaula, mas no fim o que deveria ser um show agradável em família tornou-se um circo de murmúrios e balbúrdias. Muitos se retiraram, começaram a lançar objetos no dono do circo que teve de sair às pressas por seu show que não fora nada bem recebido nos últimos instantes. Aquele pobre Exeggutor ficava cada vez mais assustado. Pensava que os humanos atiravam coisas nele, que riam de sua feiura e que cada vez mais aplaudiam a sua desgraça. Todo seu sofrimento era guardado em seu íntimo, e um dia, tudo aquilo viria a ser libertado.
O circo saiu às pressas e foi despejada da cidade, sendo obrigado a procurar um novo rumo em alguma ilha distante. Ao término do espetáculo o dono do circo foi em direção da jaula da criatura, batendo nela com um pedaço de madeira e causando um som terrível aos ouvidos do Pokémon indefeso.
— Barão!! Seu verme desprezível, olha só o prejuízo que você me deu! Todos têm medo de você, essa criatura horrenda e desprezível. Eu deveria tê-lo deixado morrer nesse mundo caótico.
O Exeggutor continuou encolhido em seu canto com enorme medo e sem poder revidar. Ficou ali na jaula a noite inteira por várias horas, por vários dias... Recebia pouca alimentação e sempre que o circo migrava para outra cidade acontecia a mesma cena terrível. O público vaiava o circo, mas para o pobre Exeggutor era ele quem era indesejado. E a cena sempre se repetia.
Certa noite, após mais um show, a criatura permanecia encolhida tentando abrigar-se do frio, foi então que pôde ouvir os passos de alguém que segurou nas grades da jaula observando a escuridão por um longo tempo. A criatura ficou em silêncio, caso se mantivesse naquela posição aquela figura logo o deixaria em paz e não faria mal algum; era como uma pobre criança que tenta evitar um sonho ruim perdido na escuridão. Quando o Barão virou-se notou uma menininha que imediatamente recuou pelo susto que levou ao ver o rosto desfigurado e as três cabeças da criatura. Aquela moça nunca antes tinha visto algo igual, mas pouco a pouco voltou a fitar a jaula com certa curiosidade.
O Exeggutor permaneceu em silêncio, voltando sua atenção para o chão e apenas desejando que aquela menininha também não jogasse nada em seu corpo como todos os outros humanos faziam.
— Você é um Pokémon? — perguntou a menina com curiosidade, o que fez o Exeggutor fita-la com relutância.
Ele acenou com uma de suas cabeças, insinuando que entendia o que a humana dizia. Aos poucos a moça deixou de segurar nas grades passando a aquecer suas mãos para proteger-se do frio. Ela sibilou um sorriso e disse com certa tristeza:
— Você deve ser forte, todos riram de você... Dói muito, não é?
O Barão acenou positivamente, desenhando círculos na região onde o grandioso Exeggutor dizia ter seu coração. A menina sibilou uma feição tristonha, voltando a falar:
— Eu sei, eu compreendo. As pessoas se colocam no direito de julgar todos que são diferentes, não conseguem aceitar cada um como é. Essa é a humanidade.
Algumas das palavras proferidas pela jovem não podiam ser entendidas pelo Pokémon, mas o Barão permaneceu tentando assimilar todas as informações que podia. O monstro ficou pensativo por alguns instantes, então, arqueou uma das sobrancelhas insinuando que tivera uma ideia. Levantou-se de seu canto, foi cambaleando em direção da menina e parou em frente à ela revelando seu enorme tamanho. A moça afastou-se pelo susto, mas surpreendeu-se ao vê-lo agachar, e com o balançar das folhas em sua cabeça revelar uma linda rosa vermelha que foi entregue nas mãos da menina.
A moça ficou extremamente surpresa, agradeceu com um enorme sorriso e prometeu voltar na noite seguinte. As visitas se sucederam por três semanas, o Pokémon solitário recebia alimento, ouvia confissões, ria como há muitos anos não ria, e cada vez mais encontrava-se apaixonado pelas visitas da garota. Aquelas eram suas primeiras lembranças de algo feliz em muito tempo. Era como se o restante tivesse desaparecido, como se as apresentações do circo e as ameaças de seu dono fossem apenas um complemento, pois no fim do dia ele teria algo a esperar, pois receberia a visita de sua doce amiga.
Dentre tantas idas e vindas, após um mês o circo já partiu para outra cidade. O Barão permaneceu aguardando com a esperança de ver aquela graciosa humana mais uma vez, e mesmo cruzando o oceano e ilhas distantes, incrivelmente, após cinco dias, a garota reapareceu. Mesmo que o circo tivesse ido para outra cidade ela o acompanhou e cumpriu sua promessa, inclusive trazia sua mãe junto. Durante a noite a moça segurou nas grades de ferro com força, dizendo algumas palavras em silêncio:
— Eu trouxe a minha mãe, vou tirá-lo daqui.
A garota correu para longe, e ao voltar trazia uma mulher mais alta consigo. A mãe não escondeu um grito ao ver aquele monstro assustador, dotado de três cabeças desfiguradas e uma expressão de lamento que os adultos não podem compreender. A mulher acolheu sua filha entre seus braços e a confrntou:
— Diana, essa criatura é horrível! Devemos sair daqui!
— Não, mãe! Eu quero ajudá-lo, quero libertá-lo dessa tormenta, ele é um Pokémon bom!
— Não, querida, ele é horrível, nunca encontrará seu lugar na natureza, nem com nenhum humano, nem com os próprios Pokémons! Vamos embora, saia daqui agora!! Nós nunca devíamos ter vindo para cá.
A mãe começou a sacudir a filha, impedindo-a de aproximar-se do monstro engaiolado. O Barão ficou pasmo, via a única pessoa em quem confiava ser maltratada por aqueles humanos assustadores, e era incapaz de compreender tal ato. Dominado pela raiva, utilizou seus movimentos psíquicos e destruiu a jaula inconscientemente, nem ele tinha conhecimento de tal força. As grades flutuaram e avançaram para cima da mãe prensando-a contra o solo e criando uma jaula em volta da própria mulher. Diana caiu para trás pelo susto, e quando virou viu a sombra ameaçadora daquela criatura horrenda. O Exeggutor começou a caminhar em direção da moça com seu caminhar lento e demasiado, mas ela foi rastejando-se para trás, gritando e impedindo que ele continuasse.
— S-Saia de perto de mim! Não se aproxime mais!!
O Barão parou no mesmo instante e demonstrou claramente que havia compreendido. Suas feições alteraram-se, estava arrasado, foi aos poucos recuando ao ver aquela garota que há alguns dias se mostrou sua amiga, e no outro momento, revelou-se extremamente... Humana.
O dono do circo ouviu os gritos e correu para acudir as mulheres acompanhado de cinco seguranças. Os homens imobilizaram o Exeggutor e perguntaram o que havia acontecido, e de imediato a mãe veio a responder:
— Nós passávamos aqui quando ele iniciou o ataque, prendeu-me com seus poderes psíquicos e ameaçou maltratar a minha querida filha! Prendam-no, jamais libertem essa criatura!!
Eles construíram uma jaula ainda maior e melhor guarnecida para impedir que aquela aberração tentasse fugir. O Exeggutor foi vítima de acusações e baixarias pelos humanos por longos meses, mas certo dia a cidade em que estava fora invadida por criminosos, e o circo, abandonado. Relatos dos Rockets diziam que ao encontrar o Barão puderam notar a jaula em que ele estava completamente destruída, cada uma das grades entrepostas como um palco, e no centro dele, a figura solitária do Pokémon abandonado. O Barão examinava uma rosa no chão com enorme atenção, ficou estático mesmo após os soldados dos Rockets se aproximarem, e quando chegarem perto o bastante o viram pisar na flor, amarrotá-la, amassá-la, e despedaçá-la em mil pedaços, antes de voltar suas três cabeças para trás e revelar sua expressão horripilante de decepção.
Flashback Off
Quando a batalha terminou Sophie e Karl permaneceram em silêncio, mas a mulher já ouvira acusações demais e não pudera conter-se em abraçar seu pequeno garoto como há muito desejava. Karl ainda era mais baixo do que a moça, ficou sendo afagado por seus seios fartos que o apertava cada vez mais praticamente sufocando-o. Sophie quase chorava dizendo palavras de alívio e gratificação.
— Nunca mais faça isso comigo. Nunca. Nunca. Nunca. Você não têm ideia de como doeu em mim.
— Isso que nem foi você quem levou um murro na cara. — respondeu Karl de forma cínica, indicando a mancha no olho que não desapareceria por um bom tempo — Mano, e agora? O que vou dizer pros caras da guilda quando eu aparecer com o olho roxo?!
— Bobinho. — respondeu Gardevoir, retirando o chapéu do rapaz e penteando seus cabelos loiros. — É só dizer que você se comportou mal, e levou alguns tapinhas da mamãe!
Sophie riu, abraçando o jovem com ainda mais intensidade. Karl olhou para cima e notou que uma fina lágrima escorria do rosto da mulher. Ele não tinha conhecimento do que dissera para ela em sua hipnose, mas aquilo doera mais do que qualquer soco para ela. Levado pelo momento e pelos sentimentos, Karl ergueu o rosto e tentou encarar os olhos da Gardevoir:
— Oe, Sophie. Quando eu ficar mais alto do que você, eu vou te pedir em casamento.
A mulher afastou-se demonstrando o espanto.
— Como é?
Karl virou a cabeça demonstrandos inquietação.
— Putz. Não foi uma boa hora. — ele resmungou, sendo abraçado pela mulher novamente.
— Mas isso vai demorar muuuito tempo, não? Olha só a sua altura! Se for assim vou estar bem velhinha quando esse dia chegar, você ainda vai curtir umas coroa? Hah, hah... Mas não tem problema, eu posso esperar. — riu Sophie, o que deixou Karl ainda mais zangado.
No fim do espetáculo os dois podiam levar uma lição daquela batalha. Sophie ficou a encarar o vazio da sala iluminado apenas pelas poucas vezes que permaneciam acesas. A moça chegou à seguinte conclusão de que o Barão Maximiliano não soubera aproveitar seus bons momentos. Apesar das intensas amarguras sofridas em vida havia lembranças boas nas memórias de sua verdadeira forma, mas no fim a decepção foi maior, e tudo que existia de bom corrompeu-se até resumir-se a um final triste e melancólico que não deu espaço para pensamentos ternos e suaves da vida que se leva na terra.
Ela permaneceu quieta enquanto encarava a bela rosa em sua mão esquerda, e por fim, chegou à seguinte conclusão:
São essas lembranças e momentos que tornam a vida o verdadeiro espetáculo de nossa existência. Não a desperdice.


— General, cuidado!!
Num piscar de olhos o militar fora arremessado contra a parede com tanta intensidade que a mesma veio a criar rachaduras que quase estouraram devido à pressão do mar exercida do lado oposto. Um monstro fusiforme e sem expressão ergueu-se em frente ao homem, levantou o braço e o carregou com tanta força que aquele golpe teria sido fatal se não tivesse sido por pouco esquivado. O General rolou para a direita, golpeou o braço do inimigo com tanta força que o mesmo veio a ser arrancado, mas aquela criatura asquerosa mal parecia sentir, logo seu braço estava regenerado e restaurado, e a criatura, erguendo-se com toda a sua confiança na vitória.
— O tempo estais a passar, meu nobre guerreiro. — disse Atômico.
Castelo sabia isso mais do que ninguém, quando olhava para baixo sentia a água turva cobrir-lhe os sapatos antes limpos e envernizados, agora sujos e cobertos de um líquido vistoso em conjunto a água salina do oceano. Glaciallis mantinha uma distância razoável, mas não poderia mais ficar protegendo-se do ataque enquanto via General sofrer todos os danos, e àquela altura do campeonato o fantasma já havia recebido uma enorme quantidade de veneno, começando a sentir na veia os seus efeitos.
O General parou, apoiou-se em seus joelhos ofegante e abaixou a guarda por um instante. Atômico poderia tê-lo liquidado naquele mesmo momento, mas não estaria disposto a atacar alguém fora de sua consciência, e por isso ficou apenas a encará-lo com os braços cruzados. Ao menos a honra ainda se fazia presente em seu caráter. Glaciallis correu para o auxílio de General ainda trombando na água que já lhe cobria alguns centímetros dos calcanhares. A moça segurou no braço do homem, que após respirar fundo voltou a erguer-se.
— Recebeste uma quantidade de veneno capaz de matá-lo ao menos nove vezes. — comentou Atômico do outro lado.
O General não respondeu, apenas respirou fundo. Deu um salto e ergueu seu punho partindo para cima do monstro, mas o corpo do Muk mais uma vez foi coberto de um ácido maldito que queimou a mão do homem que gemeu em sua fúria. Atômico sequer se deu no trabalho de mover-se, estava farto daquilo;
— Tu não podes derrotar-me.
O General voltou-se para trás e ajeitou os cabelos ao retirar o chapéu. Olhou atentamente para o chão que cada vez mais era ocupado pela água do mar tendo transmitido uma série de pensamentos naquele pequeno instante. Colocou-se em posição de ataque e provocou o oponente:
— Eu já morri uma vez, não vejo problemas em morrer de novo.
— Não me importas quanto tempo dure, o final será o mesmo. O teu destino já está traçado, mas cabe a ti decidir como a mulher poderá traçá-lo também.
O corpo de Atômico imediatamente se desfez, ele avançou contra Glaciallis numa velocidade impressionante, assim atacando a moça com seus braços viscosos. A Froslass criou uma barreira de gelo, em seguida todo o cômodo foi tomado por um vento gélido que atrasou o ritmo da água que entrava. Atômico encontrou seus movimentos sendo retardados, mas aquilo não lhe polpou de erguer o punho contra a moça e surpreender-ser ao ver o General protegendo-a mais uma vez.
— Você não vai tocá-la, sua batalha é comigo! — gritou o Duskull.
— Tu já estais morto, General. És apenas uma questão de tempo.
— Creio que um morto não seja capaz de lhe fazer sentir isso...!
Duskull lançou um chute diretamente no estômago de Atômico que claramente sentiu o impacto, porém, naquele ritmo a criatura agarrou a perna do militar e lançou-o para longe. Glaciallis utilizou o Ominous Wind, um vento sinistro que cobriu toda a sala em sombras, dando um maior movimento para seu parceiro. Duskull desapareceu e aplicou uma série de golpes no Muk que se desfarelou, mas recompôs seu corpo em outro lugar, parecendo estar completamente saudável.
— Ele não... Ele não sente nada... — balbuciou o General, apoiando-se ofegante em seus joelhos.
— Vejo que estais sentindo muita dor, senhor. — respondeu a criatura.
O fantasma manteve-se sério, voltando a assumir sua postura exemplar.
— Já senti piores.
— A décima quantia de veneno será o suficiente para que tombes perante aquela que ama. Uma hora tu cairás, não há como mudar tal desfecho.
A boca do monstro mais uma vez abriu-se em um enorme buraco sem fim. Glaciallis prontificou-se em congelá-lo, mas nem mesmo seus poderes gélidos eram capazes de impedir a explosão de sujeirao e ácido do movimento letal. Duskull interceptou a moça e correu diante de seu inimigo.
— Você nunca mais ameaçará minha dama novamente!
Mas o corpo de Atômico dissipou-se antes:
— Gunk Shooooooooooooooooot....!
A explosão foi tão forte que o próprio Muk se desfez com o impacto. Uma rajada de produtos tóxicos partiu para cima do General que utilizou de todas as suas forças para contê-lo, mas em vão. O líquido o cobriu, o ácido corroeu todo seu corpo e espalhou-se pela sala atingindo inclusive Glaciallis. A moça sentiu seu corpo arder pelo simples toque daquilo, e imaginar que Castelo sofrera tanto e agora estava debaixo de uma enorme quantidade do fluído a deixou sem reação. A moça encontrou-se clamando por seu nome em vão.
— General, General!!
Glaciallis correu para o corpo coberto pelo ácido e começou a tentar retirar o veneno com suas próprias mãos. Aquilo a machucava muito, e era claro somente pelos gemidos contidos da mulher, mas ela persistiu. Tentava descobrir algum rastro de General, precisava acreditar que ele não havia dissolvido perante tamanha força, e do outro lado, Atômico apenas a observava admirado:
— Tuas mãos. De que adianta perdê-las por algo já sem esperança? — afirmou ele, vendo o estado que as mãos outrora suaves da moça se encontravam, ressecadas e corroídas pelo ácido.
Glaciallis hesitou.
— Eu também já morri uma vez, e não vou perder a minha única chance de salvar o que me restou.
Atômico foi rastejando até o corpo desfalecido de General, encarou Glaciallis que continuava a tentar salvá-lo. Dessa vez o monstro afirmou com mais rigidez, escorrendo sua mão asquerosa até o rosto da moça, mas sem machucá-la.
— Tão suave. Tão delicada. Tenho pena de ti, aprisionada neste mundo caótico onde as pessoas arrancam as mais belas pétalas desta flor pálida e singela. — disse Atômico — Tu deverias ter ficado onde não estivesse ao alcance dos humanos, tudo que eles criam é mal... Mas eu sou bom. Eu posso ajudá-la.
Glaciallis o encarou frustrada.
— Suas palavras têm veneno.
Domado por sua ira, Atômico agarrou o pescoço da mulher e a ergueu, sua enorme boca foi aberta como se ele estivesse disposto a devorá-la por completo. Glaciallis gemeu de dor pelo toque agora envenenado, e quando observou profundamente o vazio da boca do monstro pôde sentir um soco ser desferido na goela da criatura, atravessando-a por completo.
Atômico a largou tentando recompôr-se do susto. Quando virou-se para trás viu o que se assemelhava à um portal negro, um caminho que separo os dois mundos agora entreaberto em uma dimensão paralela. De dentro daquele portal um forte brilho negro foi emitido, um brilho obscuro, tão escuro que fazia a própria claridade curvar-se perante ela. De dentro das sombras o monstro pôde observar uma figura sobrenatural e tirana, um único olho vermelho se revelava do que parecia ser o corpo de um homem com braços definidos e mãos soberanas. Era como um fantasma que abriu as dimensões do próprio submundo para atender um único clamor, um Dusclops.

O corpo de General surgiu após o movimento com Glaciallis em seu colo. Pouco a pouco a escuridão foi diminuindo, mas as sombras ainda moviam-se no chão como se tivessem vida própria e aguardassem as ordens daquele que as comandava à guerra. O militar estava em um estado completamente diferente, todas as suas vestes rasgadas e o peitoril à mostra, tinha músculos extremamente definidos e marcas do veneno por todo o corpo até a região do abdômen. Em cada parte do corpo parecia exibir uma tatuagem, muito mais do que apenas sinais de feitiçaria, eram símbolos desconhecidos que ele ocultava por baixo de suas vestes, agora evidentes e à mostra. Castelo estava disposto a aguentar muito mais, movido pela necessidade livrou-se de suas fraquezas para proteger sua amada, e por conta disso o General decidiu por evoluir. Glaciallis virou-se e encarou sue rosto por um instante, notando claramente que algo havia mudado.
— General Dusclops? O que houve com seu olho...? — ela sussurrou bem baixinho.
O militar respondeu com um breve sorriso. Deixou a mulher sobre chão e olhou uma única vez para Atômico com um olhar tão macabro que o fez recuar. Era um Mean Look. O monstro sentiu medo, pela primeira vez foi coberto por um medo tão intenso que não soube o que fazer. Domado por sua frenesi começou a disparar seu veneno por todos os cantos, contaminando cada espaço do salão que cada vez mais era coberta pela água. Os aparelhos já estavam todos corroídos, e o laboratório parecia apenas um vasto salão sem mobília, uma prisão de tortura inundada pela água a cada minuto.
Desde que recebera aquele olhar fúnebre o monstro perdera o controle, atacava inconscientemente de seus atos, deixando sua sensatez para um momento tardio. Avançou contra o Dusclops que segurou na cabeça do monstro e carregou o braço com força e vontade que há muito lhe segurava.
— Shadow Punch!
O soco desceu como uma bomba, foi desferido com tanta força que o corpo de Atômico foi destruído em um instante. Era a primeira vez que o monstro descruzava os braços e mostrava-se fora de controle gritando com imensa loucura::
— Morra! Tu e sua mulher! Desapareçam deste mundo e saibam que não haverão canções em teus nomes, tornar-se-ão frutos da terra esquecidos de sua própria existência, e sofram na eternidade de minha longa punição!
O corpo de Atômico triplicou seu tamanho e cobriu todo o ambiente hostil do laboratório. Era como uma onda gigante capaz de cobrir um continente, foi em direção de General e Glaciallis que se encontraram sem como proteger-se. O Dusclops a envolveu com seus braços e a protegeu daquele golpe mortal, não se importava de ter seu corpo mais uma vez destruído contanto que sua amada estivesse segura. A moça sussurrou com pressa:
— General, se meu rosto se desfigurasse e meu corpo fosse corroído pela ciência dos humanos, você me amaria do mesmo jeito?
O fantasma não teve tempo de responder, sentiu aquele ácido perto o suficiente para destruí-lo, apertou a mulher com mais força fechando os olhos e preparando-se para o pior, mas nada aconteceu. Quando voltou-se para trás viu a figura de um guerreiro alto e nobre, trajando uma máscara de ferro e uma armadura pesada guarnecida somente por um escudo que protegera todos naquele pequeno espaço. Era Chaud, o Bastiodon. Glaciallis não escondeu um sorriso ao vê-lo tal como o Castelo ao notar a ajuda do companheiro.
— General, não é o senhor que vive dizendo o quão humilhante é uma cicatriz nas costas? — indagou Chaud.
— Devo esse resgate ao seu nome, companheiro. Meu corpo pode ser perfurado, mas certamente, nem mesmo o mais poderoso dos adversários pode destruir a nossa honra!

Assim que Chaud levantou-se, seu escudo estava em perfeito estado. Ele era um guerreiro metálico, sabia como forjar uma arma capaz de resistir ao mais forte ácido. Pouco depois Eva saía de uma das escotilhas, uma das poucas passagens que ainda não fora completamente inundada que dava entrada para o laboratório. Ela e Chaud encararam seus companheiros muito feridos, prestando-lhes os devidos apoios. Glaciallis sorria com felicidade apesar do cansaço:
— Estou muito feliz que vocês tenham chegado... — disse ela.
— Vamos lá, está na hora de vocês darem o fora daqui, porque a coisa lá fora está crítica! —alertou Eva.
— Não antes de acertarmos as contas com um certo companheiro. — respondeu o General.
Dusclops agachou e procurou por seu tapa olhos para que seus amigos não tivessem visão daquela terrível maldição em seu olho direito. Atômico agia de forma brusca desde que o vira, e agora, encontrava-se lutando contra quatro guerreiros da Fire Tales, dois deles dentre os mais poderosos da equipe.
— Então, esse monstro é quem deixou-o nessas condições, General? — indagou Chaud.
— Ele tem a resistência de uma parede, as defesas de uma muralha e a guarnição de uma fortaleza. É um guerreiro que luta baseado nos medos das pessoas. — respondeu o Dusclops.
— Como é possível derrotar um guerreiro que é o epitoma da defesa? — perguntou Eva.
O guerreiro de escudo permaneceu sério.
— Eu sou a defesa. — respondeu Chaud — O que vem abaixo disso pode ser resolvido com a paciência.
Atômico havia deixado seus poucos sentimentos serem levados para um corpo desfigurado que lhe transformou em um monstro descontrolado e desvaecido. Quando ele avançou para cima de Chaud o guerreiro afastou-se e mergulhou o escudo contra seu corpo com imensa força, perfurando-o em vários pontos. Contornou o oponente com um rápido giro de seu corpo e atingiu-o com o escudo novamente. Seu estilo de luta era baseado somente nas investidas do inimigo, a cada vacilo o oponente criava uma brecha para receber um empurrão do escudo que mergulhava como um martelo em direção da bigorna.
Atômico chegou a receber tantos golpes que por um longo minuto ele não pôde recuperar sua forma física, mas a batalha ainda não estava terminada e a água continuava subindo.
— Um guerreiro metálico. — afirmou o monstro com certa hesitação ao tentar recuperar o fôlego — Um ferreiro, tu conheces as armas mais poderosas, as únicas capazes de adquirir a força de resistir ao meu veneno e atacar-me de igual para igual. Deparei-me com a fortaleza de meus adversários.
Atômico parou, e voltou-se para a pequena Eva.
— Mas toda fortaleza possui sua guarnição desvaecida em algum ponto.
Chaud imediatamente notou o fato de que seu oponente fixara sua atenção na pequena garota, tal como em Glaciallis enquanto ele combatia o General. Os dois homens se ergueram, Duclops ficou ao lado de Chaud enquanto os dois encaravam seu adversário mortalmente. Atômico examinou tudo em silêncio, e vendo-se em total desvantagem apalpou lentamente uma das paredes.
— Eu não posso derrotá-los, — afirmou ele com toda a tranquilidade do mundo — mas vocês também não podem derrotar-me.
— É um jogo de paciência. Se ficarmos aqui eu irei te derrotar algum dia, nem que para isso demore anos. — respondeu Chaud — Pode demorar muito, mas aqui assinamos a sua derrota. Creio que nesta sala todos sejam muito pacientes, já nos deparamos com a morte e com a paciência de esperar milhões de anos para ser ressuscitado. Uma hora ou outra, você cairá.
Enquanto Atômico apalpava a parede pouco a pouco ela começou a ser corroída e cada vez mais água entrava, agora cobrindo quase que a altura dos joelhos de Eva. Chaud ficou quieto, era bom em cálculos e sabia em média quanto tempo eles teriam até que tudo estivesse em baixo d'água.
— Se eu for, vocês vão junto. — disse o monstro de cor púrpura — Podemos ficar aqui até o fim de nossos dias, e cada um perderá algo que preza. Eu tenho a minha vida, e admito, desejo muito conservá-la. Mas o que diriam de carregar a vida dos outros em suas costas?
Chaud imediatamente pensou em Eva e Glaciallis. Ele e General poderiam dar um jeito no oponente, mas sem a guarnição necessária eles viriam a não ser capaz de proteger as pequenas.
O corpo de Atômico começou a mover-se até que fosse separado. O movimento Double Team criava ilusões e lhe davam velocidade, logo, toda a sala era coberta de Muks por todo lado. As criaturas começaram a atacar os guerreiros que protegiam-se das investidas, a técnica de Atômico era avançada e mesmo utilizando-se de ilusões ele sabia drenar seu veneno para atingir uma vasta área daquele aposento. Eva ficava sob o escudo de Chaud, mas quando encontrava a oportunidade pulava em direção do inimigo e o cortava com seus punhos destruindo as ilusões. Suas mãos queimavam pelo veneno.
— A-Ai... Dói muito. — afirmou a pequena.
— Este não é um adversário comum, não há nada que você possa fazer contra ele, tudo que você fizer ele usará contra você. — respondeu o General ao longe.
Uma das projeções de Atômico formou-se atrás da Eevee. O coração de Chaud quase parou e o guerreiro mergulhou o escudo na frente da pequena e a abraçou impedindo que a bomba de veneno a atingisse, em seguida ergueu o escudo com a mesma intensidade e destruiu o monstro por completo. Eva ficou estupefata, nunca antes tendo imaginado que uma luta poderia ser tão perigosa.
— A pequena é digna de seus prestígios, em sua primeira grande batalha enfrentou um oponente muito poderoso! — brincou o General Dusclops.
A sala entrava em colapso a cada instante. Chaud virou-se para seus companheiros e afirmou com precisão:
— Temos menos de dez minutos.
A batalha se sucedeu e Atômico tinha suas projeções sendo destruídas sem que ao menos ele pudesse ser acertado. Por um instante ele e o General trocaram golpes tão rápidos que mal era possível vê-los sendo cobertos pela água que jorrava das paredes como pedras em uma jazida. O Muk abriu sua boca enorme mais uma vez, e quando preparou-se para atacar o militar, teve seu ataque impedido pelo escudo de Bastiodon. Chaud e Castelo podiam ter tido suas diferenças e controvérsias no passado, mas hoje formavam umas das melhores duplas de força e sincronização dos Fire Tales.
Atômico foi arremessado para longe, e seus membros agora mal ficavam grudados ao seu corpo. Ergueu sua voz assustadora e falou:
— Na vida tudo passa. — dizia Atômico em referência ao laboratório que logo estaria submerso — Faltam poucos minutos para isso. Tu colocará em jogo a vida de teus companheiros?
Bastiodon teve poucos segundos para pensar, mas o suficiente para tomar uma decisão sábia. Voltou-se para trás, ajeitou o escudo nas costas e caminhou em direção de General.
— Vamos embora.
— Deixaremos que ele viva para voltar e nos perseguir? — perguntou Eva.
— Ele não irá voltar. Pelo menos não tão cedo. — afirmou Chaud.
Os quatro se juntaram enquanto observavam Atômico ao longe na sala coberta pelo líquido de cor púrpura agora fluindo em meio a água do mar. Chaud voltou-se para trás e apontou para a criatura:
— Você teve medo. E o medo te salvou.
Neste instante, todas as paredes explodiram. Atômico ficou parado, era como se sua mente tivesse parado por um instante e o medo fosse tanto que suas pernas tivessem criado raízes. A água cobria o laboratório por completo e começou a jorrar em direção do portão de ferro que eles procuravam. Os quatro correram em direção da porta, Chaud e General entraram na frente e a empurraram com toda a força que lhes restavam. Eram dois homens altos enfrentando a natureza, e com muito esforço, fecharam a última escotilha para que ninguém nunca mais saísse de lá.
Eles ainda correram em direção dos andares superiores, foram seguindo os corredores até não estarem mais à altura do oceano. Quando chegaram a uma pequena sala em segurança puderam finalmente descansar. Glaciallis suspirou aliviada.
— Mal posso acreditar que nós o derrotamos! — afirmou ela com alegria.
— O Atômico não morreria tão facilmente, e nem mesmo será morto pelas mãos de um guerreiro comum. Sinto que a vida dessa monstruosidade ainda está longe de ser levada... — respondeu o General Dusclops um pouco hesitante, apoiando-se sobre seus joelhos demonstrando claro cansaço.
Todos estavam ofegantes devido a súbita corrida, todo o subsolo estava coberto pela água salina e eles pensavam o que teria acontecido se tivessem permanecidos lá embaixo. General ergueu-se para sua postura inicial, o fantasma voltou-se para sua dama de gelo, pegou em suas frágeis mãos e pode ver a vermelhidão e a sujeira do ácido, amaldiçoou-se internamente em pensar na dor que sua dama tinha sentido. Levou as mãos delicadas até seus lábios, beijando-as, e afirmou:
Todos estavam ofegantes devido a súbita corrida, todo o subsolo estava coberto pela água salina e eles pensavam o que teria acontecido se tivessem permanecidos lá embaixo. General ergueu-se para sua postura inicial, o fantasma voltou-se para sua dama de gelo, pegou em suas frágeis mãos e pode ver a vermelhidão e a sujeira do ácido, amaldiçoou-se internamente em pensar na dor que sua dama tinha sentido. Levou as mãos delicadas até seus lábios, beijando-as, e afirmou:
— Perdoe-me por não ser capaz de protegê-la como eu deveria.
Frosslass sorriu, esticou os braços envolvendo o pescoço do General, acariciou os cabelos na nuca e encostou sua testa com a dele em um terno abraço.
— O que está dizendo? Você combateu este poderoso adversário por minha causa, me protegeu em todos os instantes. Posso não ser forte para me igualar ao seu nível, mas este foi o seu ato mais nobre, pois você escolheu nos proteger.
O General sentiu uma intensa paixão pela moça, fechou os olhos sofrendo em seu silêncio e não pôde esconder certo alívio emoção. Como no Amor de Shakespeare, pronunciou:
— Acho que me apaixonei por você novamente.
Subitamente, como se Frosslass visse tudo em câmera lenta, o militar desabou sobre os braços da moça que mal pôde aguentá-lo.
— Chaud!!
Chaud correu para ajudar o amigo e depositou-o no chão. Era o veneno que já consumia internamente o corpo do militar, percorria cada veia e entranhas destruindo-o por dentro, e não seria um simples antídoto capaz de curá-lo. O fantasma esticou o braço para Chaud e sem muito conhecimento do que dizia balbuciou:
— Proteja a Glaciallis, não deixe que nada... Não deixa que nada aconteça com ela...
— Vamos lá, General. Ela precisa de você. Nós vamos ajudá-lo a se levantar e faremos os cuidados necessários destes seus ferimentos. — respondeu o Bastiodon ao amigo.
— Minha... Princesa...
— General, não fale, você precisa de cuidados urgentes.
Castelo levantou umas das mãos até o rosto angelical da moça. Encarou aqueles olhos gélidos, mas os seus próprios pareciam querer fechar-se a qualquer momento. Sua mão estava imóvel ao lado, mas com os últimos esforços sussurrou algumas palavras:
— Eu ainda te amaria.
Glaciallis arregalou os olhos ao lembrar-se da pergunta que fizera antes de Chaud ter aparecido durante as investidas de Atômico. Pegou a mão do General que estava em seu rosto e envolveu-a com suas próprias.
— Agora é a minha vez de te proteger.
Chaud suspirou aliviado, mas o maior perigo não havia passado, eles ainda tinham que sair dali em segurança e General Dusclops estava em um estado de emergência. Teriam de depositar a confiança do resgate de Luke em seus companheiros, pois agora haviam motivos maiores a se preocupar. Eva apenas observava tudo de longe, seu olhar estava baixo. Chaud olhou em sua direção, esticou uma das mãos falando para ela se aproximar.
Assim que Eva se levantou ela correu em direção do rapaz, pedindo desculpas.
— Me desculpe, Chaud! Eu só atrapalhei você, eu não devia ter vindo! — Lágrimas eram formadas no canto dos olhos da moça — Eu... Se eu não estivesse vindo você não precisaria ter que me proteger... Eu queria ser uma guerreira... mas... mas...
Eva tinha as duas mãos tampando seu rosto, mas pôde sentir quando dois braços fortes a envolveram pela cintura em um abraço apertado, a pequena Eevee tinha seu rosto na armadura do peitoral bem definida da muralha, as lágrimas cessaram por completo. Chaud abraçava aquele corpo frágil de menina, sua cabeça encostada nos cabelos marrons de Eevee, a pequena conseguia escutar o batimento acelerado do maior. As palavras foram ditas em um sussurro enquanto o Bastiodon apertava a Eevee mais forte contra seu peito.
— Eu não suportaria ter perdido você.
Eva sentiu os pêlos de sua cauda eriçarem, suspirou fundo aproximando mais sua cabeça a armadura de metal, os finos braços não conseguiam envolver Chaud por completo.
— Você é uma Guerreira dos Fire Tales, e essas feridas são a prova disso.
— Mas Chaud, eu... — O guerreiro colocou o dedo indicador na boca da menina a impedindo de continuar.
— Saber dar valor a vida e proteger aqueles que ama também é a função de um Guerreiro.
Ela sorriu e deu-se por vencida, estava na hora de voltar a realidade e a atenção deles foi logo voltada ao General que ainda estava incosciente.
Eva sentiu os pêlos de sua cauda eriçarem, suspirou fundo aproximando mais sua cabeça a armadura de metal, os finos braços não conseguiam envolver Chaud por completo.
— Você é uma Guerreira dos Fire Tales, e essas feridas são a prova disso.
— Mas Chaud, eu... — O guerreiro colocou o dedo indicador na boca da menina a impedindo de continuar.
— Saber dar valor a vida e proteger aqueles que ama também é a função de um Guerreiro.
Ela sorriu e deu-se por vencida, estava na hora de voltar a realidade e a atenção deles foi logo voltada ao General que ainda estava incosciente.
Chaud e Eva emendaram o corpo de General com faixas e tentaram conter o veneno com as habilidades que tinham. Tiveram de colocá-lo sentado para que o sangue envenenado não circulasse tão depressa, e cada vez mais o militar era dominado pela febre. Glaciallis apoiou-o em seu ombro, e assim o deixou para que pudesse descansar depois de uma árdua batalha. Ficou pensando nas palavras de Atômico: Seria ela a sina do General? Será que aquele veneno o acompanharia até que toda sua vida o deixasse? Pelo cansaço que sentia encontrou-se fechando os olhos e sussurrando palavras de conforto para o homem.
— Eu vou cuidar de você, não importa o que aconteça.
E assim, adormeceu.
VENCEDOR: EMPATE

Image by: Leeca
FanArt - Abyssal Heart #7
Nome: João Pedro (Abyssal Heart)
Idade: 13 anos
Estado: Rio de Janeiro
Técnica: Lápis, borracha, caneta F (contorno) e caneta SB (detalhes)
"Mandei outro desenho com o tema da Grande Criação, agora a cena de batalha entre General e Glaciallis contra o Atomico. Eu considerei esse vilão um dos mais legais até o momento, e achei a batalha fantástica, além de que adoro Pokémons fantasma. É isso, espero que tenha gostado do desenho."
• • •
Eu pretendia mostrar o fanart do Abyssal Heart só na semana que vem conforme meus esquemas de postagem, mas quando vi o desenho tive que lançá-lo antes, isto porque o capítulo da semana trará duas das lutas mais acirradas que tivemos, e uma delas será a do Atomico! Se eu deixasse para mostrá-lo muito tarde ele perderia seu brilho, e creio eu que, com esse desenho, podemos começar a estipular como será o segundo round da luta do militar e sua amada contra essa aberração da ciência humana. Gostei de ver essa repercussão para os vilões da Grande Criação, muitos deles estão fora daquele clássico estereotipo, mas vocês gostaram deles pelo que são, e não pela aparência ou qualquer outra coisa. A personalidade sempre foi uma das marcas daqui de Sinnoh, adoro criar essa imensa quantidade de personagens diferentes e ver os leitores mostrando suas preferências, você sempre se identifica com algum deles. Adorei o desenho companheiro, acho que o Atomico será seu vilão preferido a menos que o Número 5 te cative de alguma forma, estou disposto a surpreendê-lo! Não vá perder a batalha de amanhã, e creio que depois dessa seu respeito pelo Atomico crescerá ainda mais. Vou querer ver a segunda parte da batalha em um desenho seu, demoro? Abração.
FanArt - Shadow Zangoose
Nome: Shadow Zangoose
Idade: 19 anos
Estado: Rio de Janeiro
Técnica: Lineart Photoshop
"Meu presente para a Aventuras em Sinnoh e seus leitores. Sei que não está perfeito, mas estou tentando melhorar e quem sabe em breve trazer outros personagens. Canas, diga ao Castelo que cuidei muito bem desta linda dama. Espero que gostem."
• • •
Diga aí, parceiro! Ihh rapaz, o Castelo é excessivamente ciumento, se ele souber que a Glaciallis andou circulando por aí enquanto ele não olhava... o bicho vai pegar! Afinal, ele só tem um olho, então se ele piscar ele já não estará olhando, hah, hah... Entendeu, entendeu? Ah, deixa pra lá. Brincadeiras à parte campeão, você sabe que adoro ver quando a galera me manda desenhos dos personagens da própria história. Cara, isso é muito show, não sei como explicar a sensação, é como criar um personagem e vê-lo saindo do papel, ganhando vida com outros traços, outras visões, criando os próprios pés e deixando seu criador para explorar um mundo imaginável. Já tivemos alguns outros que tiveram essa oportunidade, e cada vez mais fascino ao ver a galera se empenhando em trazer os personagens dos Fire Tales que depois do Arco da Iron Island ganharam um destaque significativo na história. A Glaciallis ficou uma graça, ela sempre consegue ter esse jeitinho fofo e meigo dela. Eu fiquei muito feliz quando eu vi que você começou a tentar entrar nessa área de desenhos, e se você puder investir nisso certamente terá futuro surpreendente em Hoenn! — Canas Ominous.
Pink Anarchy

Pink Anarchy, a complexa e turbulenta guilda liderada por Glory, a Blissey de Clarisse. É uma equipe composta exclusivamente por criaturas de vestes cor de rosa, e quando não são desta cor, acabam sendo obrigados a se pintarem. A guilda é composta por mulheres de forma geral, e os poucos homens não são nenhum símbolo de masculinidade. É uma guilda sem normas ou regras, e na grande maioria das vezes visa quebrar padrões impondo seu estilo diferenciado e agitado contra os oponentes mais tradicionais, especialmente os da Velha Geração. Ganhou renome pela desordem causada, pela forma autêntica e até mesmo demasiada com que atuam. Possui uma aliança com a guilda Throne of Kings, liderada por Conde, o Empoleon de Lúcio. A palavra "Anarquia" é diretamente associado a desordem, caos e bagunça, mas seu verdadeira sentido veio da palavra grega anarckos, que significa "sem governo". Esta é a maior ambição da guilda, não ser liderada pelas normas impostas pelos demais Pokémons e pelas tradições da Liga.
Outro componente revelado da Pink Anarchy é Lickilicky, seguindo as tradições estima-se que todos os outros sejam de cor rósea ou derivados. É uma guilda voltada principalmente para o status de Hit Points (HP), seus componentes são treinados para aguentarem firme nas batalhas durante muito tempo, e sua líder é o maior exemplo disso. Wiki já recebeu a oferta para frequentar a guilda, e apesar da moça estar interessada e ter sido muito tentada ao convite dos guerreiros extremistas algo acabou ocorrendo entre ela e Glory, de forma que as duas passassem a criar uma rivalidade mortal. Os Pink Anarchy e os Throne of Kings já travaram uma grande batalha contra os Red Fortress e os Fire Tales em Pastoria, mas acabaram derrotados.
Glory é uma linda Blissey, completamente radical para as moças de sua raça. Enquanto Blisseys são atenciosas e prestativas, Glory é escandalosa e exagerada. Manteve a tradição de ser uma enfermeira, mas ainda assim lida com seus oponentes de forma exótica. É uma guerreira de altíssimos níveis de energia vital e Special Defense, tornando-se uma verdadeira muralha para sua guilda quando os oponentes lidam com ataques especiais.
Glory é muito relativa e absoluta, aprecia elogios e lida com os infratores que se negam a serem diferentes com severas punições. Seu estilo agitado e sedutor assemelha-se muito ao de Wiki, e por conta disso as suas passaram a criar uma forte inimizade medidas por questão de beleza e proporções corpóreas. É uma guilda radical, e por conta de seu estilo único passou a ter repercussão e chamar a atenção do governo nos tempos atuais. Forma uma equipe de enorme potencial ao lado sua treinadora, e propensa a competir na Liga no fim doa temporada, mesmo que a guilda seja contra tais princípios. Assim como Clarisse, sua Blissey possui o nariz um pouco mais avantajado do que o normal.
Ancient Stone

Ancient Stone, a guilda do passado é comandada por Crano Bonecrusher, o mais poderoso Rampardos de Roark e também o mais adorado Pokémon fóssil do líder de ginásio. Formada principalmente por guerreiros especialistas em Rock-type, esta guilda ganhou reconhecimento pelos níveis de defesa altíssimos, além de ter uma rivalidade direta com a guilda dos Pokémons metálicos, consequência das intrigas formadas entre seus treinadores, Roark e Byron.
A Ancient Stone já foi uma guilda de prestígio há muitos anos, costumava ser muito fechada e seletiva, os anciões da equipe eram nobres centrados e não permitiam que um guerreiro qualquer fosse admitido ou qualquer parceria seja feita, e por conta disso muitos de seus costumes se mantiveram desde os primórdios e praticamente todos seus guerreiros foram treinados conforme os princípios da Velha Geração. Praticamente todos os Pokémons de pedra já almejaram fazer parte dela algum dia. Por ter sido muito seletiva com seus integrantes passou a perder membros e recentemente têm iniciado a admissão de novos Pokémons; grande parte dos novatos são da raça dos Cranidos e Shieldons, e até mesmo de terras distantes como Kabutos, Omanytes, Lileeps, Anoriths, Tirtougas e Archens. A admissão de novos soldados iniciou-se pois a guilda cada vez mais perde sua reputação e o prestígio dos tempos de glória, o fato de ter sido tão seletiva foi um alavanco para o declínio da Ancient Stone até os dias atuais. O que restou foram apenas as histórias de uma poderosa guilda que já existiu no passado.
Outro componente notável é o velho Probopass, um sábio que mantém controle da base, organiza tudo como um ancião; ainda é muito poderoso e experiente, mas passou o título de Guildmaster para Crano quando a idade o alcançou e o impossibilitou de continuar comandando seus guerreiros com a mesma intensidade. A Ancient Stone consta com um enorme número de treineiros, e apesar de não ser reconhecida como uma das grandes guildas do presente ainda merece respeito pela forma como visa treinar soldados e disseminar a influência e a força que os Pokémons antigos ainda podem mostrar.
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Crano Bonecrusher é o principal Rampardos de Roark. Sua estatura imensa e a experiência em guerra o deram a oportunidade de liderar a guilda, mas ainda é novo no assunto e não sabe agir como um líder na maioria das vezes. Prefere ser comandado a tomar atitudes. Ele não é o pai dos demais Cranidos, é apenas um guerreiro solitário e nunca foi utilizado para reprodução por julgar-se acanhado. Na realidade, apesar do tamanho, Crano é exatamente como seu treinador: Tímido e curioso. Aprecia conhecer novas coisas, tem medo das mulheres de sua raça, gosta de produtos tecnológicos criados pelos humanos e ao mesmo tempo é fascinado por armaduras e artefatos antigos.
É um guerreiro legítimo da Velha Geração, sua aparência e força descomunal assemelha-se muito aos métodos dos Pokémons do passado. Foi apelidado de Canhão de Vidro, visto que sua potente investida é capaz de destruir muralhas, mas seu enorme corpo o torna centro das atenções e um alvo fácil. Derrotou os dois mandantes dos Fire Tales (Gabite e Pachirisu) na batalha de ginásio em Canalave. Isso prova a força surpreendente de Crano, aqueles que o enfrentam são obrigados a derrubá-lo antes que comece a agir, caso contrário, podem ter de lidar com a fúria de uma gigantesca montanha. Fora das batalhas é atento e silencioso, em seu encontro com os Fire Tales tornou-se um grande amigo de Aerus e Titânia, mas é um pouco atrapalhado e acanhado quando conversa com guerreiros da Nova Geração. Apesar de tudo, é carinhoso e têm um bom coração.

FanArt - Bia-chan VII
Nome: Hana (Bia-chan)
Idade: 12 anos
Estado: SP
Técnica: Paint Tool SAI
Essa é pra capa da minha fanfic "Curse", onde o Red é a vítima. Pessoalmente, eu adorei a fanart. Peguei como referência uma cena do vídeo "Unhappy Refrain Red ver."
• • •
Diga aí, Hana. Olha só que bacana, o Red! A sua pintura ficou muito boa minha jovem, eu já tinha ouvido falar do Paint Tool SAI, mas nunca tinha conhecido alguém que tivesse usado assim para dizer se vale a pena ou não. Vejo aqui que com certeza é um programa muito interessante de se trabalhar, ele é simples, mas mesmo assim rende um resultado muito bom como este que você apresentou. Ficou muito bacana mesmo, isso que você está com apenas 12 anos hein, se investir nessa área certamente ainda irá muito longe com suas artes! Um grande beijo!
Vencedoras - Concurso Miss Fire Tales

Senhoras e senhores, hoje venho anunciar o resultado de nossa votação do primeiro concurso Miss Fire Tales, realizado em Sinnoh! Foi um longo mês de espera, e com ele também um surpreendente recorde de votantes, com 269 votos computados. Foi um marco maravilhoso até mesmo para mim, visto que essa é praticamente a quantidade de visitantes que tenho no blog, ou seja, mais de 250 pessoas chegaram a ver as minhas histórias, ou pelo menos o desenho feito pela Nyx na hora de divulgar mais a votação. Para mim foi uma imensa surpresa e gratificação, agradeço cada um que participou de nossa enquete, e como recompensa deixo-lhes esse desenho fabuloso das nossas três primeiras colocadas, Titânia, Milena e Glaciallis!

Com mais de 50% dos votos a Titânia levou a taça, erguida por sua despedida no Capítulo 50 a guerreira da armadura metálica certamente deixará saudades. Esse troféu será eterno à todos aqueles que a tornaram a personagem mais amada, a Pokémon pioneira nos gijinkas em Sinnoh, a primeira a dialogar e demonstrar sentimentos, dona de uma força descomunal, que quebrou padrões com seu diferente estereotipo Rock/Ground, simplesmente merecedora de cada conquista. Essa é a nossa Titânia.
O resultado obtido pela Milena me surpreendeu, dando a segunda colocação com 43% dos votos à uma das personagens mais belas da história. Havia suspeitas de quem seria a primeira colocada, mas houveram momentos em que a imbatível Titânia chegou perto de dar sua posição para a estrela das competições, o brilho máximo da feminilidade e representante de beleza. É você, Milena, nossa amada brasileira que conquistou a tão almejada segunda posição neste pódio!
Na terceira colocação tivemos Glaciallis, com seus 20% de aprovação. Sua meiguice e timidez cativa muitos dos internautas, e com um surpreendente resultado disparou nas finais deixando para trás outras competidoras potenciais e conquistando o seu lugar no pódio. Devemos os parabéns à essas três guerreiras, cada qual com suas respectivas funções e características únicas. Todas elas são dignas de tais colocações, nossas exuberantes beldades!
Muitas tiveram apenas aparições breves na história como a Eva e Jade, e ainda assim conquistaram a todos com seus jeitos característicos. Outras mesmo que com seus defeitos e estilos diferenciados ainda foram capazes de chamar a atenção. Tivemos uma competição muito acirrada, e apenas três de nossa beldades puderam contar com seu espaço no pódio, mas nem por isso as outras deixam de ser merecedoras de seus prestígios. Espero que esse seja apenas o primeiro de muitos concursos, que ainda possamos realizar um Mr. Fire Tales para que as moças não fiquem com inveja e também possam aproveitar de seus momentos aqui no blog. *risos* Agradeço a todos os visitantes, a todos aqueles que votaram e colaboraram para o crescimento de Sinnoh que cada vez mais ganha renome no Mundo Pokémon enquanto melhoro minhas habilidades para trazer-lhes novidades e produtos de qualidade. Que venham muitas outras competições, torneios, personagens e histórias, tenho certeza que este será apenas o primeiro de muitos. No fim do ano teremos o Oscar da Saga Diamante, você não vai poder perder essa oportunidade, vai?
ENEM 2012

Antes de mais nada: Neste fim de semana não haverá capítulos em Sinnoh!
(Puxa, há quanto tempo isso não acontecia?) Mas não se preocupem, pois teremos uma singela surpresa há muito tempo esquecida aqui no blog. Estejam ligados!
Pois bem, agora tenho algumas palavrinhas para meus companheiros visitantes. Muitos dos leitores aqui do blog passam por uma difícil fase de estudos, e creio eu que Novembro sempre será uma das épocas mais complicadas para os estudantes pela enorme quantidade de provas, recuperações, vestibulares, enfim; é nesse mês que corremos atrás de todos os atrasos para finalizar o ano com grande glória. Costumo brincar dizendo que Novembro é também o mês de sobrevivência para todos nós, afinal, os alunos sobrevivem à pressão da escola e os blogs precisam sobreviver à queda das visitas. É uma fase que se faz presente todos os anos, mas faz parte desse processo e precisamos aprender a conviver com ela para lidar com os desafios.
Essa semana decidi não trazer o capítulo até para que eu vá tentando colocar a minha rotina em dia também, ainda não consegui adiantar nenhum capítulo e nem os desenhos, tenho uma matéria de Oficina de Texto em que devo publicar um livro infantil. Olhando isso parece divertido e simples, vocês devem até pensar que estou realizando meu sonho de ver um livro meu sendo publicado, mas seguindo as regras e tendo de me limitar a uma faixa etária menor de 10 anos complicou muito o meu progresso, até porque estou acostumado com essa galera mais velha e o estilo típico de adolescentes para Sinnoh e minhas outras histórias. Nunca fiz algo para um público tão diferente, e admito que esse trabalho têm me tirado algumas noites de sono e a concentração para conseguir focar minhas ideias para a fanfiction.
Bem, voltaremos ao assunto. O principal motivo é que nos dias 03 e 04 de Novembro haverá o ENEM, o exame nacional do ensino médio, utilizado para avaliar a qualidade geral do ensino médio no país, também servindo como porta de entrada para muitas faculdades que utilizarão da nota como referência. Mais de 5,7 milhões de pessoas realizarão a prova neste fim de semana. Aos mais novos, digo que ainda há tempo para se divertirem e estudarem, mas o ENEM não é um bicho de sete cabeças e não há o que temer no futuro que lhes aguarda. É um exame muito importante, sim, e deve ser levado a sério; faz parte como experiencia e aprendizado mesmo para quem não pretenda ingressar em nenhuma faculdade que ele suporta. Daremos tempo ao tempo, e no momento viso minha atenção e todos os bons desejos para aqueles que enfrentarão a prova neste fim de semana.
Tirem o feriado para descansar, o que deveria ter sido estudado já foi. Não adianta matar-se de estudar até dois minutos antes de entrar para realizar a prova, aproveitem esse tempo para descansarem e realizarem coisas que vocês gostam, mas nada que vá comprometer muito a sua concentração. O ENEM é uma prova longa, muito longa, mas não é difícil. Não são apenas aqueles que cursam o terceiro ano do ensino médio que prestam, sendo que alunos do primeiro e do segundo muitas vezes realizam como treineiros. São textos longos que requerem atenção, conhecimentos gerais, lógica, e principalmente, interpretação. Digo isso porque as longas horas escrevendo fics me ajudaram, um dos dons de escritores é a paciência de ler e reler várias vezes um capítulo, tal como interpretar cada linha de modo que o texto seja de fácil entendimento para os leitores. Quando um visitante tem o hábito de ler ele automaticamente melhora essa interpretação, melhorando o repertório, criatividade, e principalmente, criando uma opinião própria. Essa é uma das maiores dádivas dos comentaristas, a capacidade de demonstrar sua opinião de maneira clara e coerente. De uma forma ou de outra um comentário é um texto, um treino para redação que você monta baseado em casa postagem. Analisando tudo que passamos podemos perceber que é possível extrair um aprendizado das coisas que gostamos de fazer, certo?
No ano passado cheguei a tirar 820 em minha redação no ENEM, uma nota boa, visto que neste curto período de tempo eu melhorei ainda mais a minha escrita, (naquela época ainda estávamos na Saga Pérola) mas sei que vocês são capazes de tirar muito mais. Desejo boa sorte à todos que realizarão essa prova, concentrem-se em todas as matérias e especialmente na redação, pois ela carrega uma nota muito importante para a avaliação. Sigam abaixo algumas sugestões para a redação da prova, concentrem-se nos erros clássicos que devem ser evitados e deem o seu melhor! A equipe de Sinnoh conta com a determinação de cada um de vocês, desejamos um bom fim de semana para todos os brasileiros que prestarão esse exame. Nos vemos em breve!- NÃO FAÇA períodos muito longos, prefira sempre frases simples, pois elas dão clareza ao texto;
- NÃO CRIE estruturas sintáticas incompletas;
- NÃO USE marcas de oralidade, como gírias, por exemplo;
- NÃO RECORRA a clichês quando fizer sua proposta;
- NÃO USE um mesmo argumento repetidas vezes;
- DEIXE DE LADO expressões como "eu acho";
- JAMAIS desrespeite os direitos humanos;
- FAÇA UM ROTEIRO sobre o tema. Ajuda a ter foco na hora de criar a proposta;
- PREFIRA um vocabulário simples a palavras rebuscadas;
- USE sinônimos para não repetir palavras;
- USE a norma culta. Uma das cinco competências da redação avalia o rigor gramatical;
- SEJA coerente no texto com a proposta que defenderá.
Fonte: www.ogloboonline.com.br
Artbook - Cousins from Azalea
Autor(a): CanasOminous
Finalizado: 01 de Novembro, 2012
Técnica: Colorização Digital
Resolução: 800x757
Tamanho: 384 kb
Descrição: Julia e Vivian são duas primas nascidas na cidade de Azalea, em Johto. Desde os princípios da Aliança essas moças compartilhavam de um ponto em comum, sempre estão de bom humor com um sorriso contagiante estampado no rosto, divertindo os leitores com seus atos inesperados, sua personalidade muitas vezes humilde e seu carisma.
No começo da Aliança seriam três as primas: Vivian Chevalier, Julia Merkel's e Melody Kim. Porém, com a saída do Little Celeby a última foi descartada. Vamos esperar a chegada da Marina para quem sabe aumentarmos essa divertida família em que todas as primas são mulheres e continuarmos divertindo os leitores com esse estilo único de cada uma delas! Este é um presente para meu companheiro Thiago Rosendo, das Ilhas Laranja. Que sua segunda temporada venha com tudo!















































