Canas' Birthday [Artbook]
Olha o presente de aniversário que a Nyx deu pra miiiiiiim! *-* hahah.
Só faltou a Wiki sair de dentro de um bolo gigante!
Carminha Frufru [Desenho]
Todo brasileiro conhece muito bem a galera da Turma da Mônica, de qualquer idade. Eu sempre me encho de orgulho quando vejo que as coisas daqui também conseguem chamar atenção do público estrangeiro. Para ser honesto, eu raramente me pego desenhando coisas sobre o nosso país, mas da última vez que eu ilustrei os personagens da novela Meu Pedacinho de Chão eu recebi uma agradável recepção. Espero continuar ilustrando personagens nacionais, é uma experiência bacana, uma valorização e tanto!
Se você sabe quem é essa personagem, meus parabéns! Nos tempos de gibi, eu nunca a reconhecia porque Carminha Frufru era sinônimo de alguma moça loira de olho azul, e toda vez desenhavam ela de um jeito diferente, haja dublês! Hoje em dia a personagem Carmem ainda é sinônimo de uma mulher muito bonita, mas ainda meio arrogante e metida. (Sim, eu leio Turma da Mônica Jovem, haha. Acho muito legal!)
E aqui está a Carminha Frufru, todos podem chamá-la de Carmem no TMJ, mas pra mim ela sempre será a loiraça que faz todos os meninos babarem por ela, rs. Para quem não sabe, Carmem é uma garota no melhor estilo Barbie e filhinha de papai. Ela é cheia de charme, mas também é gananciosa e um pouco arrogante. Carmem ainda consegue ser uma personagem de personalidade incrível que eu realmente aprecio, isso se não foi uma de minhas preferidas!
Adeleine's Magical World [Desenho]
Acredito que este desenho represente perfeitamente como as coisas funcionam em minha mente. Os Gijinkas já tomaram tamanho espaço em minha vida que eu olho para uma coisa qualquer unanimada e já imagino como poderia ser em sua versão humana, rs. O Haos até fez um meme com a minha cara, com os dizeres: GIVE THAT MAN A GIJINKA! Bem, este é o meu mundo, e tudo o que faço é tentar transmitir a mesma sensação para vocês.
Adeleine é uma personagem secundária do game Kirby 64: The Crystal Shards, e desde então não teve outras aparições famosas, mas acabou ficando marcada nas lembranças de alguns fãs das antigas. Levei um tempo para descobrir se ela de fato era homem ou mulher (na época não haviam tantos pixels e polígonos para criar peitos. Mas isso não é desculpa, ela sempre usou saia!) E depois de tantos anos de apreciação pela personagem acabei decidindo fazer um dos desenhos que mais me identifico.
Kirby e Meta Knight seriam um shipping que poderia funcionar, mas há quem diga que Kirby é macho, então prefiro simplesmente imaginá-lo em meu universo de Gijinkas como uma fêmea. Enfim, vamos deixar a Adeleine continuar seu trabalho. O poder dela é simplesmente incrível: Dar vida à tudo que desejar. Todavia, lá no fundo, acho que nós, escritores, não somos tão diferentes, não?
Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 01 de Outubro, 2014
Finalizado: 01 de Outubro, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1600 x 1482
Tamanho: 2,96 mb
Marcações: Adeleine, Kirby, Meta Knight, Gijinka, Humanized Version, Ribbon, pinky, pincel, pintura, desenhos, tinta.
The 3rd Party League [Desenho]
Os fãs da Nintendo sabem que ultimamente a empresa não têm recebido muita ajuda de third parties que apoiem a produção de games enquanto os títulos principais não saem. Embora o Wii U não tenha recebido muita atenção em seu começo conturbado, ainda podemos nos gabar por ter recebido alguns títulos realmente incríveis. Aos poucos a Nintendo volta a mostrar sua capacidade, e as empresas independentes percebem que seus títulos podem atingir um resultado extremamente satisfatório com este público tão único.
"The 3rd Party League" é uma pequena homenagem à esses jogos que fizeram e continuam fazendo bonito. No dia 24 de Outubro tivemos o lançamento de Bayonetta 2 que recebeu um lindo 10/10 em muitas avaliações; Child of Light impressionou a muitos com sua arte e trilha sonora; Shovel Knight foi uma interessantíssima proposta iniciada no Kickstarter e que deu muito certo, e Assassin's Creed IV veio como a oportunidade de novos jogadores conhecerem a franquia. Embora a Ubisoft não apoie mais a Nintendo com seus jogos "adultos", ao menos ficam as boas experiências que os atuais games trouxeram! Meu único contato até então com Assassin's Creed havia sido por meio dos livros, espero apenas que os fãs da Nintendo tenham outras oportunidades de ver o melhor desta franquia no futuro.
Seria legal inserirmos alguns outros integrantes de third parties aí no meio, como a Patricia Wagon e Shantae, da galera da WayForward Games. E quanto à vocês? Quais personagens vocês acham que poderiam fazer parte das Liga 3rd Party da Nintendo?
E que tal continuarmos desenhando os membros antigos? Como Banjo & Kazooie, Conker ou Joanna Dark, da boa época do Nintendo 64? Ah, ons tempos, bons tempos...
Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 18 de Outubro, 2014
Finalizado: 18 de Outubro, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1173 x 1600
Tamanho: 2,37 mb
Marcações: Assassin's Creed IV: Black Flag, Bayonetta 2, Shovel Knight, Child of Light, Shovel, Aurora, Edward Kenway, blonde, pink hair, sword, assassin, lollipop, blue eyes, armor, logos, Third Party Games, Nintendo, League.
Notas: Já me disseram lá no Deviant que Bayonetta é na verdade um jogo 2nd Party, uma vez que a Nintendo financiou sua produção, mas deu pra entender a essência da Liga, não é? Rs. Esta é a equipe de auxílio da Big N!
Notas do Autor (Capítulo 97.2)
Na parte I do capítulo 97, as coisas foram tão corridas e de última hora que acabei nem fazendo as notas. E quando me dei conta, já se passou mais de meio ano desde que começou a postagem dos capítulos com o mangá. Parece tão rápido, mas apesar de tentar manter um ritmo de três semanas de entrega dos desenhos, para quem lê, deve ser uma espera angustiante, pior quando acabo atrasando mais ainda com as imagens,como aconteceu na parte I da Quarta Casa. Acho que não adianta ficar pedindo desculpas, tenho mesmo é de agilizar a coisa, e como a altura do campeonato já estou pegando mais o ritmo das coisas (acho,né?), estaremos tentando trazer mais rapidamente os capítulos.
Falando rapidamente dos desenhos. (spoiler do Capítulo 97 Parte II) Quando Canas me contou o que aconteceria nesta Casa, tive um treco. Sorte dele que isso não foi falado pessoalmente, de cara a cara, se não teria pulado no pescoço dele. Sinto um vínculo muito forte entre Jade e Yoshiki, diferente de outros personagens. Não é apenas de amor, mas de companheirismo, de confiança, de amizade, de família. Compartilham não só o carinho mútuo e a felicidade, mas a dor, insegurança, o medo, um passado que inclui até mesmo as memórias tristes e dolorosas. Eles mostram que ser forte, não precisa necessariamente ser capaz de se manter em pé sozinho, mas lutar e confiar em alguém, manter o sorriso independentemente das circunstâncias.
No final acabei escrevendo coisa meio sentimental de novo rs Devem ser os hormônios...lol Até a próxima *・゜゚・*:.。..。.:*・'(*゚▽゚*)'・*:.。. .。.:*・゜゚・*
NYX
Algumas vezes acho que tenho muita sorte em estar protegido por uma tela de computador quando vou compartilhar ideias ou postar um capítulo novo, rs. Acreditem, isso é extremamente necessário quando nos desvencilhamos de personagens queridos. Desde a primeira aparição da Jade e do Yoshiki lá no Capítulo 40, no Great Marsh, eles já provaram como seriam aqueles clássicos secundários que chamam mais atenção do que os principais. E isso nos leva a temer por eles, pois sabemos que os protagonistas estarão sempre ali, pelo menos até o final, mas os secundários costumam representar um pedacinho importante nosso que algumas vezes é necessário ser deixado para trás antes que estejamos preparados para isso.
Essa dupla representou uma agradável surpresa para nós que nunca poderíamos ter imaginado como eles seriam adorados. Aprendi muito sobre personalidades exóticas, sobre personagens que não precisam ser fortes ou lindos para cativarem; eles simplesmente estavam ali cumprindo com suas funções, vivendo, seguindo com a vida mais estranha possível; e talvez por este motivo tenham se tornado tão fascinantes.
Na semana passada recebi uma reclamação quanto ao período de postagens, então espero que vocês curtam os capítulos seguidos nessas sextas, como nos velhos tempos! Mas será só dessa vez, acabou que conseguimos agilizar as coisas essa semana, mas depois voltamos ao normal. Vamos tentar dar o nosso melhor quanto à frequência, o máximo que poderemos fazer é trazer postagens de 15 em 15 dias, e com muito esforço e dedicação. Preciso de espaço para Supports, Especiais e derivados, mas continuem ligados e acompanhando a história, farei o possível para trazer conteúdo diretamente ligado à fanfic sempre que possível.
Às vezes um descanso é necessário, para esfriarmos a cabeça. Como eu havia mencionado no capítulo passado, aquele foi o último preparatório para o que estava por vir. Agora, com licença, preciso encontrar um lugar para me proteger...
Canas Ominous
Capítulo 97 (Parte 2)
Ilustrações do Mangá feitas por Nyx.
“Ela não é a mais bonita. Ela não é a mais forte. Ela simplesmente
está sempre ali, cumprindo a função dela, que é, exatamente, ser ela. E o simples de vê-la sorrindo já é
o meu maior presente nesse mundo.
Só que quando ela chora... Quando ela chora, alguém vai ter que
morrer. Ou então perdemos alguém que um dia já foi importante para nós. Perdemos
a nós mesmos. É quase que uma maldição. E prometi para mim mesmo que nunca mais
permitiria que isso acontecesse. Esta foi a minha promessa.
...E eu nunca consigo cumprir minhas promessas... Maldito seja.”
Yoshiki levou a mão até seu pé e sentiu-o formigar. Devia ser
porque havia uma faca enfiada ali. Arrancou-a fora sem hesita e encarou bem a
lâmina, passando a língua por entre o sangue, e quando seus olhos voltaram a
encarar os de seu inimigo viu que ele o observava com certo receio, mas também
admiração.
Os dentes ferozes de Megalodon, o Sharpedo, roçavam e parecia ter
vida própria, prontos para dispararem contra seu inimigo sem mais pensar. Davy
Jones ainda mantinha-se atento, os olhos oscilando do Toxicroak para a Yanmega,
tentando interpretar a capacidade total que aquele grupo tão peculiar poderia fornecer.
— Vocês são
parentes distantes ou alguma coisa do tipo? — indagou Jones.
— Ei, olha só como
fala. Ela é a minha garota —
respondeu Yoshiki, entregando a faca nas mãos de Jade que pegou o objeto de um
modo meio desajeitado, quase cortando a si própria. A moça gostava de guardar
coisas que já tivessem ferido seu companheiro de alguma maneira, uma coleção um
tanto quanto exótica.
— Isso os torna
um casal — presumiu o velho, pensativo. — E muito interessante. Não estou tão
surpreso, uma vez que a mulher de minha vida é completamente o oposto de minha
raça, e provavelmente deve me odiar por todas as minhas taras pervertidas.
— Mas homens
assim são bem legais! — disse Jade, contente, esquecendo-se de que falava com
um de seus piores inimigos. — Acho que nós poderíamos ter sido grandes amigos,
se nossos caminhos não tivessem se cruzado.
Davy Jones
revelou um sorriso discreto.
— Pois é.
Teríamos nos divertido bastante. Mas agora vamos ao que interessa.
As águas
velozes do redemoinho abissal pareciam ganhar cada vez mais força lá embaixo,
atingindo as paredes de pedra com impacto e violência. Chovia de tempos em
tempos, um Rain Dance fora conjurado
justamente para prevalecer a força dos Pokémons Aquáticos quando fosse
necessário, e na sequência um forte sol surgia através do Sunny Day, evaporando a água e ocasionando mais chuvas, dando
continuidade ao ciclo. Sol e chuva, sol e chuva. Ambos caminhavam unidos, opostos,
mas se completavam. Tudo naquela casa parecia ser meramente calculado e parte
da estratégia.
— Você e seus
companheiros também realmente combinam bastante — disse Yoshiki. — Tudo gente
esquisita, devem ter vindo de diferentes partes do mundo, embora eu goste desse
tipo de diferença. São pessoas que, por acaso, acabam caindo em nossa vida, mas
fazemos questão que fiquem.
— Eu adoraria
poder ter tido a oportunidade de tirar uma tarde inteira para tomar chá e falar
sobre a vida alheia com vocês — Jones contou, sendo extremamente sincero. — Mas
temo que meu amigo esteja claramente faminto.
— Quando vamos
comê-los? — questionava o Sharpedo.
Jade e Yoshiki
apenas aguardavam qual seria o próximo movimento de seus inimigos para que
começassem a agir. Agora que estavam juntos, poderiam partir com força total.
Trabalhavam bem em equipe, precisavam apenas apunhalar o peito de Davy Jones e
provar que ali nada mais havia além de um homem convencido demais de sua força,
enfeitiçando a si próprio. Nada que nunca tivessem visto, devia ser um mal de
Pokémons Aquáticos.
— Ninguém é
invencível. Ninguém nessa vida deve ser — bradou Yoshiki, sacando uma lâmina
longa prata de seu kimono. Ele a embainhava com destreza e suavidade, como se
tocasse o corpo de uma mulher muito delicada. — E eu quero provar isso de um
jeito ou de outro!
No instante em
que o Toxicroak preparava-se para desferir seu golpe, o chão começou a tremer.
Ao virarem, perceberam que dois gigantes se enfrentavam, Coffey e Big Daddy,
uma luta titânica e afastada, como tempestades furiosas que se enfrentam para
ter seu lugar num céu nublado. O Rhyperior preparava-se para utilizar o Earthquake sob ordem de Mikau. Aquilo
afetaria a todos, poderia até mesmo destruir a ponte, e eles ainda estavam ali
em cima.
Pedras
começaram a rolar soltas, Megalodon recuou e Jones e não hesitou.
Aproveitando o
momento de distração, o golpe do velho homem foi para cima de Yoshiki que foi
ágil em revidar mesmo com tamanha proximidade. Jade percebeu que deveria
aproveitar-se da falta de atenção do Sharpedo, preocupado demais em fugir de um
possível terremoto a ficar e encarar seu adversário. Atacarem separados não
adiantaria, então eles deveriam focar suas forças em um adversário de cada vez.
— Derrube os generais, e os soldados ficarão
sem líderes. — pensou Jade, conforme um dia ouvira de Castelo. — Air Slash!
A menina fez um
corte lateral na capa de Davy Jones. O homem contraiu suas costas e abriu
espaço para que Yoshiki aplicasse diversas facadas na parte da frente. Ele
engasgou com o sangue, levou a mão até a boca na tentativa de conter a
hemorragia e não revelar seu lado mortal.
Jones virou-se
com tamanha fúria que acertou o rosto da menina, mandando-a para fora da ponte.
Yoshiki
virou-se incrédulo, mas agradeceu aos céus por sua amiga ser uma exímia
aviadora, ou ela acabaria tendo sido jogada para as profundezas. Jade saiu
voando pelo ar, o rosto vermelho e de punhos erguidos, uma menina disposta a
lutar e defender-se.
— Sua merdinha
voadora... — resmungou o Tentacruel. — Megalodon!
Por que não está cuidando de sua presa?
Frustrado com
sua própria falta de atenção, o tubarão investiu contra Jade utilizando
correntes com espinhos em toda sua extensão. Jade voava com velocidade
enquanto Megalodon tentava apanhá-la no ar. Yoshiki utilizava-se de pequenos
cortes para machucar seu oponente, e aos poucos o velho bondoso foi
desaparecendo dentro de Davy Jones.
— Moleque, você
está me dando um verdadeiro trabalho, sabia? — disse ele.
— Você ainda
não viu nada.
Jade voava
depressa pelos ares, usava seus óculos para proteger-se das gotas de chuva e
provava como era uma exímia aviadora nos ares. Megalodon lançou a corrente com
força na dianteira, Jade viu-se forçada a parar para que não fosse atingida, ou
aquilo a teria machucado um bocado. Mas como um efeito colateral, as correntes
foram puxadas com força e conseguiram arrastá-la pela perna, rasgando sua pele, mandando-a de
volta à arena.
— Jade!! — Yoshiki gritou.
A garota saiu
rolando pela ponte até parar debaixo dos pés de Megalodon, as pernas sangrando. O homem riu e
puxou-a para cima de ponta cabeça. Ele era bem alto, mas o pior era ter de encarar aquele
hálito fedido de peixe podre e o jeito folgado de tratar seus oponentes como
vítimas.
— Pelo visto,
minha pescaria hoje foi boa! — gritou Megalodon, fazendo questão que todos
ouvissem. Ele olhou Jade bem de perto. — Ei, docinho. Qual parte do corpo você
usa menos? Vou deixar você escolher para arrancá-la primeiro.
Jade retirou a
faca que Yoshiki a entregara e tentou golpeá-lo, mas o tubarão só a afastou de
modo que a menina ficasse acertando o ar com movimentos frenéticos.
— Opa, opa,
opa! Muita calma, querida. O que houve? Por que parece tão assustada? Seu
amiguinho não está mais aqui para te ajudar? Acha que ele ia topar vê-la sendo
morta, sem poder fazer nada?
— Me larga! Me larga!! — gritou Jade, empunhando sua
faca com mais força de modo que ela conseguisse fazer um corte profundo no
rosto do tubarão. Megalodon rugiu, soltando-a e vendo seu próprio sangue jorrar.
— S-seu vermezinho,
olhe só o que fez! — ele estava com a mão no rosto, e logo largou suas
correntes e embainhou uma lâmina grossa que mais parecia uma serra. — Vou fazer
questão de devolver o golpe e deixar uma marca tão bonita quanto essa no seu
rosto.
Jade era
extremamente ágil, conseguia desviar-se facilmente dos golpes. Megalodon
investiu com a sua serra e marcou o chão de pedra conforme serrilhava e
exterminava tudo ao seu redor. Jade acertou-o mais três vezes no rosto, fazia
pequenos cortes sem sequer ser vista.
— Quando você
ganhou tanta velocidade, garota?!
— Eu estou
aqui! — ela dizia de um lado, mas logo estava no outro. — Ou melhor, quem sabe
aqui?
Jade acertou um
chute certeiro no queixo do homem, fazendo-o até largar sua arma.
— Double Team — disse a Yanmega que vinha
até então somente preparando sua esquiva para que pudesse começar sua onda de
ataques.
Mas a precisão
de seu oponente também era boa. Erguendo um dos braços, e com um pequeno golpe de sorte, ele acertou
Jade mais uma vez em cheio no rosto. Cada golpe do brutamontes fazia com que
Yoshiki ficasse mais aflito, precisava derrotar logo aquele velho idiota para
salvar sua amada.
Megalodon
afundou o rosto de Jade no chão, esfregando-a nas pedras.
— Dessa vez não
vou ficar de brincadeirinha e vou acabar o serviço mais depressa.
— Y-Yoshiki....
— a voz da menina mal saía. — Me ajuda...
Os olhos do
Toxicroak dilataram. Não suportaria ver uma lágrima sequer ser derramada pelo
rosto dela. Não podia permitir que isso acontecesse.
Por mais que fosse
um exímio usuário de armas, Yoshiki guardou sua katana e acertou Davy Jones com
um soco tão forte que nem mesmo ele esperava. Jones estava tão habituado a
lutas de espadas que não imaginou um golpe físico vindo para cima dele. Até
caiu para trás com a cabeça no chão, aturdido. Se fosse um inimigo qualquer, o
soco teria quebrado seu maxilar.
Yoshiki olhou
para Megalodon e disparou em sua direção, preparando um golpe que veio de cima
para baixo, como um cometa.
— Poison Jab! — gritou Yoshiki, acertando seu
oponente na nuca e revidando com a mesma velocidade. — Drain Punch!
O segundo golpe
foi um uppercut que acertou mais uma vez o queixo do adversário, fazendo
Megalodon enxergar estrelas. Sabia que seu amigo era bom com objetos cortantes,
mas agora tinha noção de onde saíam aqueles músculos definidos do braço dele.
Jade não
hesitou e sacou a faca guardada em seu bolso lateral. Não pensou duas vezes.
Investiu e fez um corte no pescoço de Megalodon. Sangue foi jorrado e Megalodon
engasgou com sua garganta cortada, impedindo que todas suas difamações saíssem
dali.
Recuperado do
golpe, Davy Jones balançou a cabeça e mal acreditou no que viu. Megalodon, seu
braço direito, estava imóvel. Era a primeira vitória para a Fire Tales. Jade e
Yoshiki não precisariam fazer mais nada, os músculos do homem se retraíam, suas
mãos tremiam. Cambaleou para trás, e Yoshiki precisou apenas dar um passo para
o lado de modo que o corpo derrotado do Sharpedo simplesmente avançasse e tropeçasse
para o profundo do abismo da ponte, sem que a queda fosse ouvida no redemoinho.
Sua risada não saiu e nem seus gritos de raiva ou ódio.
Davy Jones
sentiu suas veias pulsarem. Os dedos de sua mão começaram a ganhar tamanho,
locomoviam-se depressa e asquerosamente, como se fossem tentáculos. O dedo
indicador alongou-se tanto que pareceu tornar-se uma lança, e sem esperar por
cortesias, disparou contra Jade como um jato, acertando-lhe o peito.
Movido pelo
reflexo, Yoshiki virou-se e cortou o dedo fora que caiu no chão, retorcendo-se
como o tentáculo de um polvo que tem vida própria.
Jade caiu no
chão do outro lado, imóvel.
— Poison Jab — disse Davy Jones lentamente,
com a respiração pesada.
— Não, não!! — gritou Yoshiki indo socorrer a
menina. Ele sabia como o veneno de um veterano como Jones seria mortal, mas para
sua enorme surpresa, Jade ainda estava bem e respirava. Só fora surpreendida
pelo susto.
— Não se
preocupe, — ela arfou — já passei por coisas piores com você.
A garota se
surpreendeu quando Yoshiki a abraçou com carinho. Aquela teria sido a
oportunidade perfeita para que Jones tivesse atravessado o corpo dos dois com
sua espada, mas preferiu ficar de longe, olhando. Achou bonita a cena, dois
jovens que mais pareciam crianças, no meio de uma guerra de adultos,
praticamente sem saber o que faziam ali. E se ali estavam, era porque o destino
havia os obrigado. Maldito destino! Pregando peças em cada um deles desde o
comecinho.
Os olhos de
Jade brilharam. Ela retirou os óculos com dificuldade, sem saber se colocaria
as mãos no corpo do rapaz, com medo de que o machucasse ainda mais. Cada
cicatriz dele a fazia sentir pena, dava-lhe vontade de pegá-lo só para si e
beijá-lo inteirinho, leva-lo para longe dali, onde pudessem viver juntos,
sozinhos, sem ninguém. Esqueceu que tinha inimigos. Preferiu simplesmente
fingir que nunca os tivera. Seu coração palpitava rápida, e só não batia mais
depressa porque já estava comprometido...
— Então,
confirmo a minha teoria... — comentou Davy Jones, encarando seu dedo na medida
que outro idêntico surgia no lugar, regenerando-se por completo. — Essa menina
já está condenada.
— O que está
dizendo? — indagou Yoshiki.
— Poison, meu rapaz. Veneno. Você sabe
melhor do que ninguém que certos tipos não têm cura. E a sua amiga teve a
oportunidade de provar do mais mortal que existe.
— Está
insinuando que eu envenenei ela?!
— Não. Mas você
permitiu que acontecesse, aos pouquinhos.
Yoshiki não
acreditava no que ouvia. Davy Jones logo continuou sua explicação.
— Na Primeira
Casa, vocês conheceram o mestre do envenenamento, o mortal Atômico; e a rainha
peçonhenta, Tashiki. Essas duas monstruosidades conhecem todos os tipos de
artimanhas possíveis, e somente um antídoto tão potente quanto aquele que eles
próprios geram seria capaz de curar alguém.
O que o velho
dizia fazia sentido. General fora afligido pelo veneno de Atômico por muitos
anos quando ambos se enfrentam pela primeira vez na Ilha de Ferro, até que
finalmente conseguisse a cura por um antídoto gerado por Tashiki. Mas o
antídoto acabara, não havia o suficiente para todos. E Jade se mantivera quieta
até então. As tosses eram constantes, mas com tantas preocupações na Liga elas
passavam quase despercebidas. Sendo ele próprio um mestre de venenos, como Yoshiki
permitira aquilo passar?
— J-Jade... Por
que não me contou?
— Não dava
tempo, Yoshi-kun... Não dava tempo.
— Como assim
não dava tempo? — sua voz ergueu-se, apressada e preocupada. — Eu poderia ter
criado um antídoto quando voltássemos, e-eu daria um jeito. Por que não me
contou?
O abraço que
antes a confortava começou a machucar.
— N-não dava
tempo mesmo, Yoshi-kun... — Jade repetia. —Me desculpe, não dava.
— E vocês
achavam mesmo que sairiam vivos dessa? — Jones sacou sua espada e apontou-a em
direção dos dois. — Eu estive pensando se teria a boa índole de matá-los e
enterrá-los juntos, mas depois do que fizeram com meu comparsa, prefiro
separá-los para que nem em morte vocês possam se encontrar!
Quando
preparava seu ataque, Jones foi surpreendido por algo enorme que fora lançado
em sua direção. Ele pôde esquivar-se com dificuldade, e somente então percebera
que quem fora atirado era seu segundo comandante, o Wailord.
— O que está
acontecendo aqui?! Quem teria força o suficiente para erguer algo desse
tamanho?
Ao virar-se,
viu um enorme homem negro caminhando lentamente em sua direção. Um sorriso
franco formou-se em seu rosto.
— Então, são
três contra um agora?
— Não, não —
respondeu Coffey de maneira mansa. — Com licença. Só estou atravessando a ponte
para continuar a batalha contra meu inimigo. Continuem a batalha, chefe.
O gigante
realmente continuou sua caminhada até o outro lado olhou , mas parou e olhou
para seus companheiros, e viu que Jade e Yoshiki precisavam dele. Por algum
motivo, aquele olhar tão profundo e cansado parecia enxergar tudo, desde os
mais íntimos pensamentos até o futuro. Ele pareceu triste, mas compreensivo.
Acenou com a cabeça para eles, mas sem dizer nada.
O negro parou
bem no meio da ponte, olhou para baixo e notou que ali estava baú que diziam
estar o coração de Davy Jones. Yoshiki se concentrara tanto em liquidar seu
adversário que se esquecera que poderiam até destruí-lo de outra forma se toda
aquela história fosse verdade.
— A chave —
sussurrou Jade, preocupada. — Jones jogou a chave no redemoinho...
— Isso não será
um problema.
Coffey tinha
sempre um semblante calmo e tranquilo. Com a sua mão mecânica ele segurou de um
lado do baú, e com a outra fez o mesmo. Ele concentrou-se de tal maneira que
parecia que sua mente estava livre de qualquer pensamento ou e ideia, e então,
com todas as suas forças, Coffey foi capaz de partir o baú ao meio. Suas veias
pulsaram, seus olhos ficaram vermelhos e parecia que ele poderia explodir. As trincas
racharam, o cadeado caiu e se rompeu. Quem precisava de chaves quando se tinha
uma criatura destruidora como aquele Rhyperior?
Os olhos de
Davy Jones se arregalaram. Até mesmo Bonna, que estava longe do conflito da
luta, voltou a atenção para a cena somente para contemplar a força do gigante.
Coffey respirava fundo, parecia cansado, mas não como se tivesse usado todas as
suas forças para quebrar aquele baú, mas como se o simples fato de ter aberto
aquilo o incomodasse, como se ali dentro houvesse uma maldição, como se cada
passo adiante fosse o vislumbre de ventos ruins.
— Continuem
firmes. Continuem juntos — o Rhyperior assentiu, colocando os pedaços quebrados
do baú na frente de seus companheiros e indo embora, partindo para sua própria
batalha.
Para a surpresa
de Yoshiki, ali realmente havia um coração. Ao menos, parecia ser um coração,
parecia de brinquedo, mas era nojento de qualquer maneira, estava todo úmido e
molhado.
Estaria Davy
Jones mentindo? Será que tudo aquilo fazia parte de seu plano? Quando todos
menos esperavam, o velho avançou em direção de Yoshiki e jogou-o para longe com
um chute. Seus ataques se tornaram mais ferozes, dessa vez atacava para matar e
fazê-lo sofrer. Esticando uma das mãos, o Tentacruel lançou uma explosão de
água que os separou. Jade derrubou o baú e o coração saiu girando pela ponte.
Até mesmo quem não estava naquela batalha percebeu aquela coisinha que parecia
ter vida própria andar pelo cenário.
— Que merda é
essa?! — gritou Mikau.
— PISA! — Jade
gritava com todas as suas forças.
Bonna respirava
fundo. Enquanto tentava concentrar-se em seus inimigos, percebeu que também se
preocupava com os próprios amigos. Davy Jones era muito apressado, e ela sabia
o que aquele baú representava. No fundo, já desconfiava. Só esperava que seus
oponentes não descobrissem.
— Você
conseguiu abrir o baú de Davy Jones, amigo — disse o velho homem. — Mas você
está pronto para morrer também?
Yoshiki não
pensou duas vezes e enfiou uma faca no peito do homem. Jones parou de se mexer
e engasgou com ar. Os dois ficaram parados no tempo, Yoshiki com as duas mãos
sobre a faca. A vitória parecia garantida, mas foi então que o velho começou a
rir histericamente. Olhou para o peito perfurado, depois para Yoshiki, depois
para a faca ensanguentada, e então sorriu maliciosamente.
— Peguei vocês.
Jones revidou segurando
o braço de Yoshiki e, com um incrível movimento, conseguiu quebra-lo. Os olhos
de Jade se arregalaram de pavor ao ouvir seu amigo gritar de dor.
Então, Davy
Jones realmente era invencível, como diziam as lendas; e seu coração estava
ali, na frente dela. Seu peito também doía por causa do veneno, parecia que era
ela quem tinha tomado uma facada. Olhou para os lados e viu que o homem
caminhava em direção de Yoshiki que jazia caído no chão, o braço quebrado,
tremendo. Os dois estavam exaustos — haviam participado de muitas batalhas na
Liga. Já tinham chegado ao limite.
O Toxicroak
lamuriava-se de dor, mal conseguia se mexer de tão cansado que estava. Jones
agachou e encarou atentamente o corpo estendido de Yoshiki. Ele aproximou-se e,
com a própria mão, segurou no braço imóvel do rapaz, colocando-a sobre a faca
que ainda estava presa em seu peito.
— Você disse
que não acreditava em seres invencíveis — disse Davy Jones, que com um impacto
inesperado, fez com que o braço de Yoshiki o atingisse novamente com a lâmina
que entrava e saía de suas roupas sem fazê-lo sangrar. — Está vendo agora,
moleque? Está vendo?! Você pode me
esfaquear o quanto quiser, eu sou invencível!
Jade não
suportou a cena. Com a faca que ferira Yoshiki, preparou-se para perfurar o
coração que ainda palpitava em seu punho.
A menina voltou
a atenção para a luta à espera de alguma mudança significativa. Davy Jones
percebeu que seu coração fora apunhalado, mas sua única reação foi rir, rir tão
alto que sua risada alcançou as alturas.
— Por Arceus,
vocês acreditaram mesmo nessa lenda idiota? Que decepção, depositaram tanta fé
em uma historinha de crianças... Eu esperava mais dos membros da Fire Tales.
Beliel, que
vinha acompanhando de longe o resultado da batalha, pronunciou-se.
— Então o baú
nada mais era do que uma distração?
— Acharam mesmo
que eu seria trouxa o bastante para trazer minha fraqueza para uma batalha?
Poupem-me, eu teria deixado o baú em casa. Não somos os Pokémon mais poderosos
da região por qualquer motivo, também somos inteligentes. Para que não achem
que eu seja um completo mentiroso, uma coisa ao menos era verdade: Eu sou, de
fato, invencível. Eu não vou morrer.
Jones agarrou
Yoshiki pela gola de seu kimono e o trouxe para bem perto de seu rosto.
— Então agora é
a minha vez de perfurar você.
Jade virou-se e
viu tudo girar em câmera lenta. O sangue de seu amigo jorru e acertou o seu
rosto, confundindo-se com a cor de seus olhos e cabelos. Em surto, ela começou
a esfaquear o coração em sua mão numa tentativa frustrada daquilo parar seu
inimigo, mas nada adiantava. Fora enganada mais uma vez, sempre caía nas
mentiras que o mundo lhe contava. Nunca se cansava de ser feita de idiota. Seu
corpo não obedecia mais, e em sua frente via a pessoa que mais amava no mundo
perfurada, sangrando, e dessa vez tinha nítida certeza de que não era nenhuma
brincadeira.
— Yoshiki! —
gritou Chaud, longe demais para que pudesse fornecer-lhe algum auxílio.
Davy Jones
agora esticou as mãos e riu, os olhos excitados e o rosto manchado pelo sangue
do seu rival. O poder lhe subira à cabeça, e parecia que mais ninguém poderia
detê-lo.
Jade simplesmente
não suportaria mais aquela cena. Com os joelhos trêmulos, ela levantou-se e com
sua faca acertou as costas do velho, fazendo um corte profundo de uma ponta a
outra. A risada de Jones se transformou em dor, e se ele podia sentir aquilo,
então ao menos poderia sofrer. Ele virou-se para atacar Jade, mas seu golpe
passou longe e ele mesmo caiu sozinho. Todos estavam tão exaustos e abatidos da
luta que não havia muito mais a se fazer. Era nítido que o “invencível”
guerreiro vacilara, estava no chão de joelhos, exausto, morto por dentro.
O corpo
estático de Yoshiki encarava Jade que sentiu seus olhos começarem a se encher
de lágrimas, e aquilo fazia seu coração doer. Todos os corações ali estavam
partidos de alguma maneira, todos haviam sido destruídos e despedaçados.
— Menina
levada... — Jones sussurrou com a mão em seu pulmão. — Você tem sorte de que
sou um verdadeiro cavalheiro para com as mulheres, ou você já teria se juntado
ao seu amiguinho...
— Yoshi-kun,
Yoshi-kun!!!
Quando Jade começou
a correr para alcançar seu parceiro, ela foi golpeada na cara e mandada para
longe. Se Jones quisesse, ele já a teria matado, mas parecia que apenas
separá-los era uma gratificação muito maior.
Tudo que a moça
queria era segurar na mão de Yoshiki, pelo menos uma última vez.
— Essa luta...
já acabou — Davy Jones arfou. A voz trêmula, os joelhos bambos, o corpo
escondido por sua capa desgastada. Apoiou-se em sua perna de pau e cuspiu no
chão. — A luta terminou.
Aos demais que
assistiam a batalha, aquilo parecia ser uma tragédia. Um dos Remarkable Five permanecia
de pé, enquanto outros dois estimados amigos deixavam a batalha.
— Ninguém é
invencível nessa vida... Eu já achei que eu era invencível um dia, e fui humilhado
— Mikau sussurrou, de olhar baixo. Estava frustrado, seus músculos contraíram e
parecia perto de perder o controle. Suas veias saltaram e suas palavras
dirigiram-se a todos que quisessem ouvi-las: — Eu
vou provar que todos podem perder.
O chão tremeu,
e os alicerces da ponte não aguentaram.
Tudo começou a
rachar, Davy Jones encarou o seu redor, e percebeu que não havia escapatória.
Ele mesmo já estava condenado há muito tempo. Caiu em uma de suas próprias
mentiras. Levou uma das mãos para debaixo de sua manta, e viu que sangue
escorria de cada machucado feito por seu rival, cada facada. E doía. Doía
muito. Ele fora um homem forte em esconder e enganar todos os demais, poderia ter
se formado na arte de mentir. Pelo menos levaria alguém consigo. Levou um dos
braços até seu chapéu, e só conseguiu pensar em Bonna Party que provavelmente o
estaria observando de longe, atônita, naquela posição condenável. Tudo por ela, para que não
enxergasse suas fraquezas, para que não pensassem que era fraco demais para
merecê-la.
Chaud correu em
direção de Mikau e forçou uma das mãos em seu ombro, puxando com tamanha força
que quase o jogou no chão.
— Você não tem
o direito de fazer isso — disse Chaud sério, mas era a primeira vez que o via
expressar-se com tamanha seriedade.
— Acredito que
o Aerus tenha me escolhido como líder aqui, e não você — Mikau respondeu com
pressa. — É por um bem maior.
E ao virar-se,
Mikau sentiu-se um pouco mais morto por dentro. Suas mãos tremiam, mas ele
fechou-as em punho para não mostrar. Chaud virou-se para Beliel e viu que o
Houndoom mantinha-se em silêncio. Não era possível saber se ele concordava ou
abominava tal atitude, mas independente do que fosse, sabia que Mikau não
ficaria impune à decisão. O atirador teria seu próprio tempo para sofrer em seu
silêncio interno e eterno, ele tinha sua própria maneira de demonstrar
preocupação, mas ele já estava condenado. Sabia disso antes de entrar na Quarta
Casa.
Com a queda da maior
parte da equipe aquática, aos poucos o enorme redemoinho perdeu força até que
secasse. Todas as paredes a sua volta ruíram e vieram ao encontro uma das
outras, trombando e se desfazendo até que formassem um enorme abismo de destroços
com rochas e pedras no fundo.
Não havia mais
ponte para interliga-los. Em seu peito Davy Jones sentiu algo falhar, e sob os
pés, o chão desaparecer. No fim, tantas mentiras serviram apenas para seu próprio ego, para esconder dos outros algo que ele não queria que descobrissem. Sangrava por dentro, estava morto e sem chances de escapar.
Encontrou-se com os olhos de Bonna Party em sua queda, e desejou apenas que ela
ficasse bem.
“Espero que não
pense que eu tenha sido um mentiroso minha vida inteira, pois de todas as
mentiras que contei, a única verdade era que eu a amava.”
Enquanto a
ponte se desfazia, ele rolou para o lado e seu corpo caiu no vazio, para nunca
mais ser encontrado.


















































































