Mila & Linda - Wind Waker [Desenho]

Mila é uma personagem da série The Legend of Zelda: Wind Waker. Filha de um homem riquíssimo, seu pai gastou toda sua fortuna para resgatar a filha após um sequestro (um pássaro gigante de máscara estava sequestrando todas as garotas de orelha pontuda na região... Vai saber.). Enfim, sua família perde tudo e Mila termina pobre, trabalhando  nas ruas para ajudar o pai com as despesas, e sua única aparição relevante no jogo é presentear Link com mais um Bottle para a coleção.

Tenho essa mania de me atrair por personagens completamente irrelevantes na trama. O jeito mesquinho com que Mila tratava os outros me fez gostar ainda mais dela a partir do momento em que ela percebe que os tempos mudaram, e uma fase nova começa. Ela tenta roubar a loja em que trabalhava, mas foi pega por Link que a fez perceber o erro que cometera... Agora, começaremos a outra parte da história.

Linda é apenas uma moradora comum de Windfall Island, e sua única aparição relevante no jogo é fazer par com outro cara para te dar um Heart Piece... Grande coisa. Agora, vamos ao que interessa. Com minha mente sempre trabalhando em fanfictions e afins, quando repeti a experiência de jogar Wind Waker no Wii U senti saudade dessas duas, que eram as minhas NPC's favoritas da ilha. Bom, e o que será que essa imagem representaria, afinal? Talvez uma Mila triste e desmotivada é auxiliada por Linda, e as duas logo se tornam amigas. Há tantas tramas diferentes que podemos criar a partir de uma única imagem... Ah, é por isso que eu adoro a internet! Mesmo que uma história tenha acabado, os fãs têm esse maravilhoso poder de continuar com elas enquanto desejarem.

Autor(a): Canas Ominous
Série/Game/Filme/Livro: The Legend of Zelda: Wind Waker
Finalizado: 09 de Maio, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1075 x 1184
Tamanho: 1,08 mb
Marcações: The Legend of Zelda: Wind Waker, Wii U, Windfall Island, Mila, Linda, NPC Character, Bottle, Fanart.

Link & Tetra - Wind Waker [Desenho]

The Legend of Zelda: Wind Waker foi originalmente lançado para o Game Cube em 2003, e ainda lembro-me da primeira vez que pudemos experimentar o universo de Link de um jeito tão... diferente. Muita gente criticou o estilo meio toon, mas o jogo surpreendeu a muitos com sua storyline, jogabilidade, carisma e todo o restante. Sendo o precursor de outros games como Phantom Hourglass, Spirit Tracks, Minish Cap, e ainda por cima  representar a Nintendo como o Jogo da Década do Video Game Awards, Wind Waker tornou-se um dos games mais aclamados da franquia.

10 anos se passaram, e essa aventura continua sendo incrível. Um remake foi lançado para o Wii U, com uma coisinha ou outra inédita, mas o que mais interessava a galera eram os gráficos em HD. (Sem contar que na época do Game Cube, o game não vendeu tanto quanto poderia e muitos fãs ficaram sem conhecer essa belíssima aventura.) Na época eu não conseguia ler inglês, então posso dizer que jogá-lo novamente foi muito bom para reviver aquela boa e velha sensação. Há 10 anos eu jogava e adorava a Tetra, lembro até uma vez que fiz um desenho dela. E 10 anos mais tarde, percebo que algumas coisas nunca mudam...

Autor(a): Canas Ominous
Série/Game/Filme/Livro: The Legend of Zelda: Wind Waker
Finalizado: 16 de Maio, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1512 x 1284
Tamanho: 3,07 mb
Marcações: The Legend of Zelda, Wind Waker, Link, Tetra, Beach, Couple, Love.

Notas do Autor (Capítulo 95.1)

Nesta primeira parte do novo capítulo não há muitas páginas de mangá. Ou seja, não tem muito o que eu possa comentar. Aliás, tenho a impressão que em notas anteriores mal comentei do capítulo em si e acabei desviando de assunto. Eu realmente não sei o que posso escrever, fico pensando horas e no final falo só baboseira (-.-) Vejam, só aqui já temos um parágrafo super inútil que está fazendo você perder tempo. Não sei o que posso escrever que seja de interesse aos que leem, ou melhor, quem se interessa? Até eu aprender a escrever algo legal aqui, vou continuar nessa de escrever o que vier pela cabeça.

Bom, e fico aqui com o desenho de Karl e Lyndis. Eu não sei por quê, mas sempre acabo a desenhando machucada, como a fiz naquele desenho da Semana Ecchi. Feridas, curativos, nariz sangrando... essas coisas são tão legais. Ah, e agradeço àquelas que apoiaram a CAMPANHA CHAUD SEM ARMADURA, acho que é uma boa iniciativa. Será que isso vai sair ou não, hein? Hahaha

E aqui está prontinha, uma nota super inútil saindo do forno. Alguém me ensine como fazer uma nota, ou dizer o que posso escrever (-_-) kkkkk Na próxima vai acontecer muita coisa, por isso vai ter mais coisa que possa falar e talvez saia uma nota mais descente, peço desculpas... Então, até lá ( ̄Д ̄)ノ

NYX


Depois de montar o roteiro e conferir os primeiros rascunhos da Segunda Casa, posso assumir que ela é uma das mais envolventes e intensas que teremos em toda a Liga. É a primeira vez que veremos um membro dos tão temidos Remarkable Five entrarem em ação, assim como presenciaremos uma mistura de diversos gêneros desde ação, drama e até mesmo uma pitada de comédia (dá para acreditar?).

Nessa casa, quem entrará em cena é a família de Sophie, e a nossa grandiosa rainha será a peça principal. Durante a semana lançarei algumas daquelas clássicas retrospectivas com Supports, porque sempre é legal saber mais sobre um personagem antes de... Entrarmos em batalhas tão importantes, rs.

Como alguns bem devem saber, escrevi todos esse capítulos como um único. Nunca foi meu interesse separá-los em duas, três partes, mas conforme fomos nos envolvendo no projeto, percebi que colocar na prática era outra história. Teria que ser assim. A página do blog fica pesada demais com muitas imagens de alta qualidade do mangá, e agora não estou mais fazendo como antes e escrevendo episódios como uma aventura única. Cada casa deve ser lida como um todo, deve-se compreender que algo ainda melhor virá na sequência, e meu intuito é justamente deixá-los bem eufóricos enquanto aguardam a continuação. Não quero chegar e enchê-los de informações e batalhas de uma vez, vamos levar tudo no seu tempo, e vivenciar esses episódios finais como um verdadeiro Anime!

Outro quesito importante que voltei a trabalhar são estratégias mais voltadas para os Games Pokémon, algo que estava se perdendo de uns tempos para cá. Quero que vocês leiam esses capítulos de um jeito clássico, como as batalhas que costumávamos ver, e para os novos leitores que não estão tão acostumados, que percebam que no fundo tudo isto ainda é uma fanfiction sobre Pokémon.


Agradecimentos e Divulgação

Agradeço todos os leitores pelo apoio, os antigos e novos que virão. À equipe da Poké1000, em especial o Tensai e ao Lobo que foram os primeiros a reparar e demonstrar interesse no projeto, oferecendo-se para apoiar a fanfic, colaborando para que o mangá seja mais conhecido e alcance leitores que sintam-se interessados em mergulharem no universo do Aventuras em Sinnoh, encontrando aqui diversão e entretenimento. 

Canas Ominous

Não se esqueçam do método de leitura das páginas de nosso Mangá! A Nyx ilustrou uma cena extra. Tenham uma boa leitura, se já tiverem lido espero que tenham gostado, e não deixem de comentar. 

Capítulo 95 (Parte 1)

As Espadas que Contavam Histórias
Ilustrações do Mangá feitas por Nyx.

Algumas pessoas simplesmente não sabem quando parar.
Certa vez ouvi uma história sobre um garoto que não largava o video game até que seu jogo estivesse completo. Esse jovem se levava ao extremo, fazendo com que aquela realidade virtual por um instante se tornasse parte de sua própria vida. Quando o jovem percebeu, chegou uma hora que parecia difícil distinguir sua verdadeira identidade. Ele se tornou... Parte da história. O guerreiro, o próprio personagem.
Foi então que o garoto ficou tão acomodado, mas tão acomodado que preferiu não sair mais dali. Nunca mais.

Luke Wallers havia chegado à segunda casa da Elite, comandada por Allen, o perito em Pokémons Psychic-type. Àquela altura do campeonato não havia mais plateia, porque tudo terminara sendo destruído após o improvável ataque causado pelo poder monstruoso de Atômico. As pessoas já haviam evacuado o local, mas o evento continuaria. Seu irmão e amigos eram alguns dos poucos que ainda o acompanhavam e, de certa forma, Luke ficava contente em saber que agora não haviam milhares de olhos em sua direção, como se apenas esperassem o momento em que ele iria tombar e fraquejar.
— Vamos lá, vamos lá... O que foi que eu te disse para fazer quando as pessoas duvidassem de suas capacidades? — Lukas murmurava para si mesmo, incontido. Ele temia as cartas que os integrantes da Elite guardavam, e tudo que podia fazer era rezar para que nem seu irmão e nem seus Pokémons saíssem dali feridos.
— Esfregue na cara delas a sua vitória — Luke riu ao responder inconscientemente, como se de alguma maneira estivesse conectado diretamente com seu irmão que era um dos poucos que assistiam tudo, de longe.
Luke chegara à próxima arena. Como se fosse um coliseu antigo, o campo preparado por Allen trazia colunas de mármore e tochas que exibiam um fogo azul que nunca se extinguia. Por mais vazio que estivessem as arquibancadas, o rapaz continuava sentindo-se estranhamente observado como se olhos pesarosos ainda o fitassem de relance, preenchendo o vazio do silêncio.
Allen fechou seu livro e ajeitou os óculos de grau do outro lado.
— Você chegou. Pude prever que logo estaria aqui. Na última vez que nos vimos você me parecia apenas uma criança sonhadora na cidade de Veilstone. Ah, aqueles eram outros tempos, tínhamos futilidades completamente diferentes para nos preocuparmos — disse Allen com um sorriso seco.
O homem ajeitou seu uniforme e fez um gesto em sinal de cumprimento ao levantar-se.
— Permita-me apresentar-me oficialmente. Eu sou Allen, trabalhei como detetive e estive acompanhando o progresso de seus amigos na busca pelos Rockets e Galactics na região. Devo dizer que me impressionei com sua atitude e a de seu irmão nos últimos tempos. Juntos, vocês conseguiram derrubar não apenas uma, mas duas das mais perigosas facções criminosas de nossa região.
Allen agarrou uma pokébola que levitou em sua mão antes de ser tocada levemente com o indicador.
— Dizem que sou um dos adversários mais imprevisíveis da atual Elite, e que você é um dos mais audaciosos adversários que já enfrentamos. Bem, terei de partir com tudo para que possamos fazer jus à nossa reputação.
— Obrigado por toda ajuda que nos proporcionou em nossa viagem, mas agora vamos terminar com esse jogo — respondeu Luke.
Allen sorriu de maneira amedrontante.
— Só terminamos quando o jogo terminar, correto?

Pokémons P.O.V. (Point of View)

Aerus ainda preparava-se mentalmente, pensava em qual estratégia abordaria no seu próximo desafio. Apesar das baixas sofridas na batalha contra a guilda Chernobyl, ele poderia considerar-se abençoado por nenhum de seus amigos terem tido o mesmo destino. Estava convicto a dar o seu melhor e não permitir que nenhum deles se machucassem, daria sua própria vida para protegê-los, seria o líder que inspiraria confiança e proteção que a Fire Tales sempre procurou.
— Watt — chamou o Garchomp. — Quem serão os nossos adversários?
— A Sword Nation Army, irmão. Comandada por Sonnen, um Gallade virtuoso e que domina a arte das espadas. Por mais que Pokémons Psíquicos sejam associados à magia e poderes especiais, ele é conhecido por sua habilidade e porte físico insuperável — explicou o Pachirisu. — Ele nunca descansa, é indecifrável. Parece ser capaz de ler a mente dos adversários e prever seus movimentos.
Aerus ativou as lâminas em seus antebraços para testá-las, e ficou contente com o resultado. Estavam afiadíssimas, prontas para serem usadas.
— Melhor. Eu me dou bem em lutas com espadas, prefiro derrubar muralhas e sua defesa física a ter de lidar com aqueles que se escondem atrás de suas paredes mágicas. Odeio Sp. Defense...
Watt abaixou suas orelhas, um pouco preocupado. Tinha algo muito importante a dizer, e aquilo não poderia esperar.
— Irmão, não sei se você já tinha conhecimento disso, mas creio que seja importante saber queo Sonnen é...
— Aerus!
A voz de General pôde ser ouvida, o dragão voltou-se para seu pequeno irmão e acariciou sua cabeça, impedindo-o de terminar de dizer o que pretendia.
— Aguenta aí, bola de pelos.
— A-Aerus... — Watt lamentou, mas Aerus já estava longe e não ouviu aquelas palavras.
O dragão voltou-se para o Dusknoir que caminhava cabisbaixo e pensativo. General saíra aturdido da luta contra Atômico, e mesmo assim parecia continuar disposto a derrubar mil exércitos. Era engraçado notar como Aerus sentia-se tranquilo ao lado dele. General, sim, este era um verdadeiro líder que inspirava até mesmo os outros líderes a continuarem seguindo em frente!
Quando Aerus o alcançou, o militar fez apenas um aceno. Caminhava de um lado para o outro com as mãos para trás, indeciso. Sua voz soou grave e indagativa:
— Aerus, meu jovem, venha até aqui. Precisamos conversar — chamou o homem com passos lentos, pouco antes da batalha oficial tomar início.
— Diga ae, parceiro. Está pronto para detonar tudo?
O rapaz ria, e por mais que General quisesse, era claro que algo o preocupava, impedindo-o de sorrir.
— Escute, Aerus, esta é a primeira guerra que você participa.
— Primeira? Qual é, General! Nós lutamos na Ilha de Ferro e saímos vitoriosos contra um exército de Pokémons Clones, nós derrubamos os Lendários no topo do Spear Pillar, nós salvamos o mundo! Como pode dizer que esta é a primeira?
O homem balançou a cabeça.
— Toda guerra deve ser tratada como a primeira e última. Nunca sabemos o que esperar. A única coisa que levamos para fora é a experiência, e algumas vezes posso garantir que é justamente ela que nos salva — explicou o militar. — Você é jovem, e pode gabar-se de seus méritos com orgulho, mas não subestime nossos adversários. Não vacile. Não tenha piedade.
— Uow, uow! — Aerus afastou-se erguendo as duas mãos para cima. — Vamos com calma, General, não queremos que ninguém saia morto daqui!
— Você viu o que aconteceu na Primeira Casa — disse o fantasma com a voz rígida em uma mudança súbita de temperamento. — Você viu que eles não perdoam, e eles atacam para matar.
Aerus olhou para a lâmina contraída em seu braço direito. 





Aquele desafio seria feito em batalhas singulares, como ocorrera no Torneio de Guildas. Sonnen era um sujeito que gostava de duelos, então todas seriam decididas daquela maneira. Seriam três batalhas, e os guerreiros da Fire Tales já haviam sido selecionados.
— Mikau, ansioso para a sua inauguração? — Aerus perguntou num tom de risada.
O Kingdra despertou ao ouvir seu nome ser invocado.
— Agora sim isso está começando a ficar divertido.
O atirador vinha comportando-se de maneira errônea desde o Torneio das Guildas. Acreditava que todos que lá estavam não chegavam ao seu nível, e aguardara a chegada das lutas contra a Elite somente para demonstrar como era poderoso, que era sublime. Uma divindade.
Ainda não havia sinal da guilda Sword Nation Army. Se eles eram uma nação, então onde estariam se escondendo, já que nem podiam ser vistos? Duas tochas se acenderam com fogo azul e Mikau estalou os dedos de ansiedade.
Assim que deu o primeiro passo na arena de batalha, um holograma surgiu com o uma imagem nítida de seu rosto estampado com seu nome embaixo. O convite fora feito.
— Ding-dong! Desafiante apresentado. Primeiro turno iniciado. — Uma voz mecânica anunciou antes de fazer uma pausa — Mikau, o Atirador.
ELe só esperava o momento em que aquele título mudaria e começariam a chama-lo de Mikau: A Divindade.
Uma parede mágica ergueu-se em volta da arena, impedindo que qualquer um entrasse ou interferisse na batalha em ambos os lados. Aerus não esperava por aquilo, mas fora avisado de que deveria ficar atento aos poderes mágicos dos Psychic-type.
— Eles sempre têm os seus truques — murmurou o dragão.
Mikau olhava de um lado para o outro, à espera de sua presa. Lentamente, em sua frente uma cortina densa de fumaça começou a se formar, revelando a forma de um guerreiro trajado em armadura completa e com sinais de uma cultura antiga há muito esquecida. O atirador não esperou mais nenhum instante, lançou o primeiro tiro que perfurou a testa do sujeito que deixou para trás apenas vento e poeira sem atingir nada.
A arena era sinistra e imprevisível. Pouco a pouco Mikau não tinha mais noção de onde estavam seus companheiros, e as enormes colunas pareciam repetir-se mil vezes ao seu redor. Ele ainda não sabia contra o que estava lutando.
Uma voz ecoou em seus ouvidos:
— Sua fama o precede, atirador.
Mikau deu uma cambalhota para o lado, erguendo as mãos e preparando-se para atirar no que encontrasse, mas ainda não havia nada ali.
— As pessoas falam muito de você, mas entenda que elas não o respeitam, elas o temem. Consegue entender a diferença? — disse a voz.
Mikau andava de lado com os braços esticados, não baixando a guarda por nem um instante.
— Eu não preciso que me respeitem. Preciso que me obedeçam — o atirador respondeu com um sorriso cínico.
A voz pareceu pensar antes de falar:
— E você não tem medo de terminar sozinho?
— Não irei.
— Acha mesmo que no fim dessa guerra você estará de pé para cantar vitória? — a voz o desafiou, parecendo irritada. — Você morrerá, atirador. Você cairá no esquecimento, e todos irão rir de você ao dizerem: Aqui jaz um homem mal, que pagou por tudo que cultivou.
Conseguindo localizar-se melhor com toda aquela conversa, o Kingdra disparou no ar sem hesitar:
 Ice beam!
O tiro fora certeiro no ombro de seu oponente. O sujeito vacilou, a ombreira direita despedaçou-se congelada, revelando uma de suas fraquezas. Apesar da falha, a sombra logo desapareceu ao voltar na neblina. Mikau finalmente havia conseguido ver contra o que lutava. Era um Alakazam, adversários perigosos que usam do poder de suas palavras para eliminarem os inimigos.
— Você morrerá antes do fim, atirador. E se não for por minhas mãos, será pelas de outro.
— Acha mesmo que agora vou ter medo de um mero boneco? Quem é você, se não uma peça insignificante que luta pelos outros? — disse Mikau num tom de risada.
— Nós somos Pokémons, formamos uma guilda. E nosso treinador nos protegerá — respondeu o Alakazam.
— Vamos ver se ele conseguirá protegê-lo disso, então.
Mikau atirou, mas errou o alvo que acertou em uma parede de luz que logo se dissipou.
 Light Screen?! — bradou, surpreendido.
O Kingdra não teve tempo de agachar-se quando sentiu alguma força invisível segurar seu pescoço prestes a degolá-lo. Tentou erguer o braço e dar um disparo, mas sua mão também estava imobilizada. A figura taciturna do guerreiro psíquico surgiu na escuridão e falou bem perto de seu ouvido:
— Nós, guerreiros psíquicos, temos poderes sobrenaturais e podemos prever o futuro. É uma magia antiga e pouco utilizada, conhecida como Future Sight — disse o Alakazam. — Você cairá nessa guerra, e ninguém mais vai lembrar-se de você. Irão cuspir em seu caixão, e somente então você perceberá que deixou para trás aqueles que poderiam tê-lo salvado.
Mikau ergueu a perna para acertar um chute na cara do Alakazam, que ao menor sinal de soltá-lo vacilou e recebeu mais dois tiros de gelo antes de desaparecer na fumaça invisível. Mikau ofegava, mas ainda sorria.
— Eu não vou morrer. E se isso acontecer, levarei todos vocês para o inferno comigo.
Atirou novamente, e pôde ouvir os gritos de dor de seu adversário que não cessavam, mas depois de receber aquela quantidade de projéteis de gelo, como era possível que continuasse andando? Estava claro que Mikau não errava, mas por que seu adversário não caía?
— Vocês realmente têm alguns truques — admitiu o Kingdra. — Mas já chega de brincadeiras, vamos ao que interessa.
Ele atirou na fumaça que se dissipou, não acertando nada. Logo, pôde ouvir uma voz de deboche:
— Errou.
Uma força invisível tomou conta de seu corpo, e Mikau sentiu sua mão contorcer-se como se alguém tomasse controle de seus atos, fazendo-o sofrer. Sua mão quase foi torcida, o que terminaria rendendo sérios problemas nas próximas casas da Elite caso aquele Alakazam quebrasse o seu braço.
Seu adversário era capaz de controlar os inimigos como marionetes. Mikau precisava livrar-se dos pontos em que ele conseguia observá-lo e atacá-lo. Ele olhou para as paredes que eram protegidas por uma aura misteriosa e chegou à seguinte conclusão:
A arena que nos envolve é feita do Light Screen.  
Mikau ergueu um dos braços e convocou um poder aquático, criando uma enorme onda que tomou conta de toda a arena, o Surf. Com suas mãos capazes de conjurar o frio do inverno, ele começou congelar a água com fortes ondas que batiam contra as paredes de maneira  avassaladora. O gelo foi subindo pelos pilares, tomando conta da arena para que o atirador finalmente pudesse ter controle de seu cenário.
Com o braço ainda bom, ergueu a punho e socou o chão de tal maneira que, ao chocar-se com o gelo, espatifou-se em mil pedaços destruindo a barreira mágica por completo. A neblina dissipou-se. Seus companheiros da Fire Tales finalmente puderam ver o que acontecia, e seu adversário estava logo atrás.
 Seu showzinho terminou — gritou Mikau. — Hydro Pump!
Mikau deu um poderoso disparo que foi direto na testa do guerreiro. O Alakazam vacilou, e a bala de gelo congelou seu corpo que caiu para trás, imóvel e derrotado. O Kingdra trouxera a primeira vitória para a Fire Tales na Segunda Casa.
— O desgraçado utilizava o Recover para recompor-se e tentar me iludir com suas palavras sempre que eu lhe dava uma brecha — respondeu Mikau com a voz indiferente. — Pena que eu fui o seu oponente, o ele até teria sido um adversário relevante.
Antes de sair da arena, o rapaz parou e olhou para trás.
— Creio que suas visões estavam erradas.
As mãos de Mikau voltaram a relaxar e ele lançou um olhar ameaçador pela arena vazia.
— Quem é o próximo?
— Segundo as regras desta casa, cada participante poderá entrar em apenas uma luta — respondeu uma voz mecânica. — Você arquivou a sua vitória. Para o próximo turno, um novo desafiante deve ser apresentado.
— E se eu não obedecer essas regras idiotas? — Mikau desafiou.
A voz não respondeu por um instante, mas logo o rapaz sentiu uma estranha energia percorrer-lhe o corpo e uma intensa descarga elétrica o atingiu. Milena soltou um grito pasmo e até Aerus ameaçou interromper.
— M-Mikau! — gritou o dragão.
Apesar de aturdido, o atirador manteve-se de pé e direcionou um olhar ameaçador para o que quer que tivesse disparado aquela descarga.
— É só isso que vocês têm? Patético.
Antes que Mikau recebesse mais uma descarga, alguém tocou seu ombro. O golpe elétrico foi ativado, mas a descarga pareceu passar de seu corpo e ir em direção daquela mão enorme que o segurava de maneira tão mansa.
O rapaz olhou para o alto e viu o gigante Coffey com um sorriso bondoso no rosto. A mão do homem o incomodava, mas graças ao tipo terrestre do Rhyperior, o efeito da eletricidade fora anulado. Por mais que Coffey salvara sua pele, Mikay sentiu nojo e repugnância de sua presença, afastando-o imediatamente como se aquilo o infectasse.
— Fique longe de mim — disse de maneira rude.
— Tudo bem. — disse o gigante, compreensivo. — Eu sou o próximo 
Mikau não agradeceu em momento algum o fato do homem ter drenado a descarga elétrica por conta de sua habilidade, o Lightiningrod, mas, indiferente à atitude que teria de tomar, foi obrigado a abandonar a arena.
— Vê se não sai daí chorando, grandão.
— Não vou — Coffey disse com um sorriso. — Vou ganhar. Vou ajudar todo mundo. Eu prometo.
Coffey assumiu a arena e mais uma vez o Light Screen tomou efeito. A voz mecânica voltou a falar enquanto o gigante olhava para todos os lados tentando descobrir de onde ela vinha.
— Ding-dong! Desafiante apresentado. Segundo turno iniciado. Coffey, o Destruidor — disse a voz mecânica. — Dessa vez, eu serei o seu adversário.
A voz mecânica cessou e, através do que parecia ser um portal, surgiu um guerreiro armado inteiro com sua armadura de prata. Diferentemente dos demais, ele parecia ser um robô, como Vista e Wiki, porque seus olhos eram vazios e as partes mecânicas em seu corpo indicavam que ele era um avanço incrível para sua tecnologia. A armadura brilhava tanto que era possível enxergar seu próprio reflexo nela. Um Bronzong.
— Eu não queria machucar ninguém — admitiu Coffey. — Mas o chefe disse que estamos em guerra, e eu preciso proteger os meus amigos. Espero que me perdoe.
— Quem somos nós, para encarar de frente a ordem de nossos senhores? Alguns mandam, enquanto outros obedecem. Cumpriremos com nossa parte para que os grandes sentem em seus aposentos reais e contem os números como se a vitória fosse adquirida por suas próprias mãos — respondeu o Bronzong, com uma fala que mais parecia projetada, todavia, extremamente honesta. — Ding-dong! Mãos aquelas que nunca precisarão serem sujadas de sangue inocente.
— O chefe não é assim — respondeu Coffey, referindo-se a Aerus. — Ele é bom. E eu estou aqui para ajudar. 
A batalha estava iniciada. Coffey ergueu seus braços enormes e golpeou o chão, criando um terremoto instantâneo e despedaçando a arena em quatro partes. Do lado de fora, Aerus e os demais nem sentiram o movimento de tão poderosa que era a magia dimensional do Light Screen, mas tinham certeza de que o gigantesco Rhyperior enfretaria sérios problemas contra aquele inimigo.
Coffey ergueu os olhos e percebeu que seu adversário flutuava. Em sua mão, o cavaleiro de armadura carregava um sino de prata que era tocado sempre que uma fala seria proferida.
— Ding-dong! O golpe falhou. Meu turno. Gyro Ball!
O Bronzong criou uma esfera de energia metálica e disparou-a contra Coffey, que assustou-se com o impacto e caiu para trás no chão duro. O Bronzong estava para repetir a dose quando o gigante dessa vez levantou-se e golpeou a esfera de energia, mandando-a de volta.
Seu adversário a rebateu, enviando-a de volta para Coffey. Os dois continuaram rebatendo o golpe até que um deles errasse, e a um dado momento Coffey acertou a esfera com tanta força que ela explodiu contra o Bronzong, derrubando-o no chão onde ficasse sucessível.
— Ding-dong! Perigo! Perigo!
Coffey deu uma cabeçada tão forte no robô que sua armadura trincou e seus defeitos se evidenciaram. Ele não pôde locomover-se com a mesma velocidade, e agora vacilava quando tentava atacar com a mesma força.
O Bronzong tentou afastá-lo com o Psychic, mas tudo que o golpe podia fazer era retardar os movimentos do gigante que partia para cima dele como um rinoceronte incontrolável. Coffey segurou os destroços de um dos pilares e usou-o com a arma, com seu braço direito ele amassou o elmo de ferro do Bronzong que começou a pifar, esgotando todas as suas energias.
— Perigo! Perigo! Perigooooooo... — A voz falhou, até que Coffey retirou os fios que ligavam a cabeça ao pescoço do robô que, por fim, apagou-se por completo.
O Light Screen cessou e todos se surpreenderam ao ver a arena completamente destruída. Coffey olhou para todos, assustado, e largou o corpo destruído do Bronzong no chão. Ele conseguiu saltar pelos pilares destruídos onde Aerus o aguardava boquiaberto e Mikau o encarava com um ar invejoso.
— Mandou bem, grandão! — disse o dragão.
— Fiz bem mesmo, chefe? Eu só queria ajudar todo mundo — Coffey respondeu, contente.
— E fez bem, amigo! Estamos indo bem, galera. Vamos manter o ritmo, vamos detonar todo mundo e gravar nosso nome no Hall of Fame! Continuem dando o seu melhor.
General via claramente a maneira como Aerus vinha se comportando. Era importante que ele estivesse convencido de suas vitórias, mas não poderia vacilar, e o militar teimava justamente que o excesso de confiança o fizesse abaixar a guarda.
Mas ele não disse nada.
Ao término da segunda batalha, não houve tempo para que o terceiro desafiante se apresentasse quando a arena começou a se reconstruir sozinha, mais uma das habilidades surpreendentes dos Pokémons psíquicos. O chão voltou a ficar liso como mármore, as tochas azuis se acenderam, as colunas se ergueram e o próprio Bronzong recuperou a energia, levantando-se ereto e fazendo um cumprimento.
— Ding-dong! — O sinal de voz mecânica do guerreiro soou. — Senhoras e senhores, antes que que o terceiro desafiante seja apresentado, gostaríamos de anunciar a entrada triunfal de nosso líder. Sonnen, o Mestre das Espadas.
Toda a arena de batalha voltou a transformar-se quando os membros da Fire Tales se reuniram e o chão movia-se aos seus pés. Como se aquela fosse a última fase de um game, um elevador foi visto descendo das alturas conforme as tochas de fogo azul ganhavam uma coloração mais intnsa. Ao chegar no térreo, um guerreiro mascarado ali estava.
Com vestes brancas e o olhar ocultado pelo mistério, aquele guerreiro tinha um porte físico invejável e carregava na bainha três espadas diferentes. No restante do corpo, escondida nas cochas, costas e antebraço, eram sete armas no total. Em seu pescoço ele trazia um cachecol rosado que entrava em contraste com o restante de seus equipamentos, mas lhe davam um ar charmoso ainda assim.
O guerreiro estufou o peito e ergueu o queixo.
Aerus recuou um passo. Já ouvira falar de Sonnen, um dos membros dos Remarkable Five, os Pokémons mais poderosos de toda a região e o primeiro integrante oficial que estariam enfrentando. Aquele era um dos cinco Pokémons mais fortes e ficazes de Sinnoh na atualidade, os mais ambiciosos tinham sede pela oportunidade de ter uma batalha contra ele, e a chance havia chegado.
— Ding-dong! Desafiante apresentado. Terceiro turno prestes a ser iniciado. Sonnen, Mestre das Espadas, componente dos Remarkable Five, líder da guilda Sword Nation Army, guerreiro profissional, estupendo, grandioso, formidável, exuberante, maravilhoso, magnífico.
— Já é o suficiente.
— Afirmativo, meu senhor.
Sonnen estalou os ombros e cruzou os braços, lançando um olhar para Aerus e os demais guerreiros que mantinham-se na linha de frente. O Garchomp, o Kingdra e o Dusknoir eram os que mais chamavam atenção, mas logo o guerreiro começou a olhar adiante como se procurasse algo, ou alguém.
— Já decidiram quem será o meu adversário? — indagou Sonnen.
— Opa, você está olhando para ele! — respondeu Aerus, preparando-se para erguer o indicador e apontar para si mesmo quando General o puxou para trás e o repreendeu:
— Estamos decidindo.
— O quê?! — O dragão pareceu furioso. — Qual é, General! Deixa eu lutar contra ele, estou louco para fazer alguma coisa na Liga, deixa vai! Os Remarkable Five eram os heróis de minha infância, eu preciso lutar com um deles pelo menos uma vez...
— Combinamos que você não entraria — General falou procurando manter a calma, pois no fundo ele se preocupava muito com Aerus e presava sua segurança.
Voltou a olhar para Sonnen, e por fim falou:
— Sua desafiante está à caminho.
O som de saltos pôde ser ouvido, e após tratar alguns machucados de Jade e Yoshiki, a enfermeira  oficial da guilda entrava em cena. Ela caminhava de maneira elegante rumo ao seu momento de glória. Bem maquiada, com os cabelos na altura dos ombros, brincos a acessórios, entrava em cena uma guerreira que ninguém nunca vira batalhar com seriedade. Sophie, a Gardevoir.
Aerus nunca reparara como aquela mulher era linda, e mesmo apesar da idade, ela tinha nos olhos a convicção e a essência de uma jovem adolescente. No caminho, Sophie segurou num dos ombros de Karl e beijou-a na testa, abraçou Al Capone e acariciou as chamas nos cabelos de Lyndis que não a queimavam. Aerus sorriu ao vê-la caminhar em sua direção como uma guerreira que aceita o seu destino.
— Estou pronta, senhor — disse Sophie, convicta. — Quem será o meu adversário?
          Todos olharam para o guerreiro mascarado que continuava parado do outro lado.



Não sou uma das pessoas mais responsáveis para se dizer isso, mas posso dizer que o Mundo sempre foi mal. Aquele garoto, o qual mencionei no início da história, esperava viver em um universo que só ele enxergava. Quando o Mundo lhe tirou as poucas coisas e pessoas que eram importantes, ele revelou-se violento, audaz e voraz. Primeiro acariciou-lhe e tomou-o em seus braços, para somente então revelar uma nova faceta: Aquela que consumia tudo ao seu redor. Quando indagado, o Mundo respondia:
— Quem é você, se não apenas mais um neste maldito teatro, em que tudo gira em torno de minha essência?
— Meu nome é Sonnen, e eu quero ser feliz — dizia o menino.
— Entã vou roubar a sua felicidade, e tudo que lhe é importante!
E tudo foi roubado. O garoto, terminou sem nada.
Sozinho e desconsolado, ele encontrou no mundo um novo sentido para viver, guiado pela paixão que desenvolveu por novas artes. Quando não tinha amigos, ele conversava com suas espadas, e aprendeu a amá-las como nenhum outro conseguiria.
Certo dia, alguém lhe perguntou:
— Mas o que tanto conversa com elas?
— Falamos sobre a vida — respondeu o garoto.
— A vida?
— Sim, a que roubaram da gente. As espadas disseram que não poderiam me trazê-la de volta, mas em compensação, que dariam outras! Então, escolhi não ter apenas uma vida, e sim, muitas delas.
As pessoas o achavam estranho por esse motivo, mas o garoto nunca ligou, pois aquela era a sua decisão; e nelas, as espadas que contavam histórias, uma nova vida encontrou.

      

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