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Akagi

Akagi
"Eu não sou apenas um rostinho bonito. Há muito mais que torna uma mulher poderosa, e o corpo é a arma apenas das mais tediosas." — Akagi, Fire Tales 33.
Akagi foi uma das componentes da lendária guilda Legacy no passado, lutando ao lado de Ereon, Renée Whitecloud, Bartolomeu, Don Corleone e iDie. É considerada uma peça rara, um presente do universo, pois sua raça difere dos demais ao possuir uma coloração especial, o que a torna um belíssimo exemplar que mescla força e beleza.
Foi o primeiro Pokémon de Erick, capturada quando ainda era uma pequena Horsea que era utilizada por um Coordenador e tratada como uma escrava da beleza, sendo obrigada a brilhar diante das câmeras, sempre vestir-se bem e dedicar todo o seu tempo para manter a pose exemplar e o corpo de uma modelo. O jovem conquistou Akagi e passou a tê-la como sua maior companheira, e por vir de família simples ele sempre surpreendia as pessoas por ter ao seu lado algo tão raro.
Lutou por muitos anos defendendo o título conquistado com muito esforço na Liga Pokémon, mas com a derrota de Ereon e seu treinador, seu império começou a ruir. Quando a Legacy foi desmanchada, Akagi continuou a batalhar na Elite ao lado de Erick até o dia em que não puderam mais aguentar, e por fim voltaram à sua vida simples afastada de movimento, longe das câmeras, do brilho e da fama. Erick não percebera que acabara por levar Akagi exatamente para o mesmo caminho que aquele coordenador queria levar, percebendo que sua vida não deveria ter como prioridade a fama, e então prometeu que nunca mais se usaria como um símbolo ou uma imagem. Akagi ama seu treinador incondicionalmente.
BIOGRAFIA
Sendo uma mulher forte e de aparência respeitosa, Akagi chama a atenção de todos por onde quer que passe. Apesar de parecer ser apenas um rosto bonito, como tantos Pokémons aquáticos de sua espécie são considerados, Akagi é capaz de conjurar poderes e agir como feiticeira habilidosa para sua equipe, sendo capaz de proteger a si mesma e seus amados de exércitos inteiros. Com uma mistura de beleza, inteligência, simpatia e força; Akagi chama a atenção de muitos homens despertando os desejos e vontades mais profundas. É a responsável por treinar todos os Fire Tales e especialmente Mikau nos Seis Meses de Treino de Luke Wallers. É considerada uma divindade por muitos, e Aerus visa protegê-la como um ícone de toda uma geração. Em algumas terras do leste, é conhecida como Imperatriz.
TRIVIA
- Akagi foi desenhada ao mesmo tempo que Mikau em sua forma de Kingdra;
- É possível notar que os estilos de roupa e acessórios presentes em ambos os personagens são similares, tornando este um padrão para os Kingdras;
- É o primeiro e único Pokémon Shiny da fanfiction;
- Akagi foi baseada em uma Kingdra, também Shiny, dos jogos de Litos;
- O nome Akagi é baseado em um navio porta-aviões, uma importante peça na segunda guerra mundial e tendo tido participação no ataque ao porto de Pearl Harbor. A perda do Akagi e de três outras embarcações foi uma derrota estratégica crucial para o Japão, e contribuiu significativamente para a vitória final dos Aliados no Pacífico.
Living Again

Ex Elite 4: O Fim de um Legado
Parte 4
Agora que ele estava ali, tomar decisão alguma parecia mais difícil do que imaginava. Com a adrenalina diminuindo, a tensão desaparecendo, e a ansiedade aumentando cada vez mais, Erick pensou se realmente deveria aparecer naquela cidade após tanto tempo.
Dez anos.
Quase dez anos sem dar sinais de vida. Dez anos sem olhar no rosto de alguém, e ignorando qualquer possibilidade de encontro, desligando os telefones, trancando a porta de casa e passando para o outro lado da rua ao ver um conhecido, negando aqueles que o procuravam. Erick vinha guardando cada sentimento em uma caixinha tão remota quanto qualquer tesouro secreto; mas um tesouro egoísta, provavelmente orgulhoso demais ou receoso de sua descoberta. Acima de tudo, um tesouro que tem medo de ser encontrado.
O que será que havia mudado em todo aquele tempo? Será que, de fato, reconheceriam ele?
Twinleaf era um vilarejo com poucos habitantes, todos os vizinhos se conheciam e emprestavam uma colher de açúcar para o amigo que morava ao lado. Erick sentia um imenso desconforto em voltar para aquela cidade, afinal, fora ali onde começara sua aventura, onde vivera tanto tempo com sua família verdadeira que agora sequer demonstrava interesse em acolhê-lo quando mais precisou. Ao menos, a nova família que ele conquistou poderia ser diferente.
A Ex-Elite por muito tempo foi um dos poucos lugares onde Erick sentiu-se seguro. Lá, ele dormia debaixo do berço de Melyssa ouvindo a voz suave de Selena num cântico lento e contínuo ao seu lado. Sabia que todos os dias Walter estaria ali para protegê-lo, enquanto Glenn e Marshall sempre seriam seus irmãos mais velhos insuportáveis que nunca o deixariam em paz. Ah, sim. Aquela era a sua família, era por ela que esperava lutar e redimir-se de todos os erros somente para tê-la de volta.
— Maldição, mas por que isso tudo parece tão difícil?
Erick estava ali, de frente ao chalé onde Walter e Melyssa viviam.
A porta parecia nem estar trancada, pois os habitantes de Twinleaf viviam em tamanha paz e harmonia a ponto de que se sentiam seguros em dormir com a janela aberta.
Sua mão foi em direção da maçaneta, e então parou.
Largou-a, coçou a cabeça, e tentou mais uma vez, em vão. Afinal de contas, por que estava ali? Será que Erick esperava abrir a porta e deparar-se com seus amigos mais queridos, todos esperando-o de braços abertos como um filho pródigo que retorna após ter aprendido a lição?
Largou a maçaneta novamente. Respirou fundo e olhou em volta, vendo se alguém o observava. Não queria ser notado por ninguém. Quando voltou a segurar na maçaneta, sentiu uma coceira subir-lhe o braço e imediatamente a largou. Bateu os pés com força mas em silêncio, deu algumas voltas no mesmo lugar e murmurou palavras que nem mesmo ele saberia reconhecer.
Queria tocar a campainha, mas percebeu que eles nem possuíam uma. Teria que bater na porta como um namorado carente tenta acertar as contas com sua garota. Por fim ergueu a mão, sentiu que todo o universo o observava, esperando apenas que ele desse uma batida e entrasse, mas Erick nada fez.
Pegou sua mochila, e foi-se embora.
Por que será que o encontro com os Irmãos Wallers mexera tanto com seus sentimentos? Eram dez anos longe de qualquer contato, dez anos sem ver uma pessoa lhe dava as dúvidas se ainda poderia considerá-lo, de fato, um amigo.
Agora Erick estava sentado em um banco da praça, cercado por árvores e Starlys famintos que se aproximavam dele na esperança de receberem uma pipoca.
Ficou tanto tempo ali sentado que os passarinhos se acostumaram com ele. Nem percebeu as horas se passarem, e logo o sol estava a seu pico. Ainda nem tinha almoçado, mas decidiu que só iria embora depois de bater naquela porta, entrar naquela sala, e liberar tudo que estava guardado até então. Tinha medo da reação, tinha medo de não ser aceito.
Lembrava-se como as crianças de seu tempo tinham medo de “Walter, o Eterno”. Diziam ser um velho maldoso, gordo e barbudo, cara de mafioso. Andava sempre com seguranças e detestava crianças birrentas que iam desafiá-lo. Erick foi o primeiro a ignorar todos aqueles boatos e tentar tal feito, e derrubando sua Muralha de Ferro, percebeu que na verdade no fim dela vivia apenas um pai carinhoso e risonho, que na vitória ou na derrota lhe esticava a mão e dizia:
— Vamos tentar mais uma vez?
Tinha aprendido a amá-lo, respeitá-lo. Se até hoje Erick sentia que não tivera um pai, então ele havia encontrado naquele senhor a figura do homem que desejava ser quando crescesse. Olhava para ele com orgulho, e lembrava-se bem daquela voz mansa, dos olhos cansados sempre dispostos a dar-lhe atenção. E o jovem Erick adorava jogos de tabuleiro, quando desafiava o velho Walter ganhava de lavada e se auto intitulava o “Campeão dos Jogos”. Como é que aquele velhote nunca aprendia? Oitenta e nove partidas, oitenta e sete vitórias. Ah, bem, duas delas ele havia deixado que Walter ganhasse, até para que sua humilhação não fosse tão grande.
Por um instante teve medo de não encontrá-lo mais lá, sentado em sua velha poltrona assistindo as notícias da tarde.
Erick respirou fundo e voltou a caminhar em direção da pequena casa dos Wallers, e mais uma vez, deparou-se com sua maior inimiga logo adiante.
Nos encontramos de novo — sussurrou ele, em direção da porta.
Você não vai me abrir — caçoava ela. — Você tem medo. Se sua presença não foi necessária nesses últimos 10 anos, que diferença faria se você surgisse assim de repente?
Não espero ser aceito, não espero pedir uma nova chance, e não espero ter minha vida antiga de volta. Quero apenas aliviar tudo que estava preso aqui dentro, todas as palavras, dor e sentimentos que venho guardando. É muito peso para um ser humano normal como eu. — O rapaz assentiu, encarando friamente aquela porta que teimava em não permitir que ele entrasse. — Tudo que eu vivi continuará guardada aqui dentro, para sempre. Não mereço a chance de viver tudo aquilo novamente...
Erick segurou a maçaneta, mas sempre que fazia aquilo parecia sentir um choque passar por seu corpo fazendo-o largá-la imediatamente como se uma barreira o proibisse de entrar.
Está vendo? Vê? Vê? Ninguém quer você por aqui — disse a porta.
Mas Erick ficou frustrado o bastante para apontar em direção dela, erguer o indicador e engrossar a voz em seus próprios pensamentos.
Vá embora, pensamentos abomináveis. Vocês têm me atordoado demais nessa última década, não permitirei que levem a palavra final!
Uma guerra estava sendo travada ali, uma batalha contra seu interior que vinha assombrando sua vida. Tirava seu sono, puxava seu pé ao anoitecer. Olhava-o pelo reflexo do espelho com olhos vermelhos e sussurrava bem baixinho: Ninguém quer você. Ninguém quer você. Vai pagar por todos seus pecados, há certas coisas nessa vida que jamais possuem perdão. E você errou, vai ter que pagar.
O garoto encolheu-se em seu canto, levou a mão até os ouvidos desejando que as vozes sumissem dali, deixassem-no em paz. Tudo ficou escuro e pesaroso, até que uma mulher de branco apareceu, tocou em seu ombro e perguntou:
— Erick?
O rapaz virou-se surpreso no instante que ouviu aquela voz tão doce e familiar, e por um instante todo o universo ao seu redor voltou ao normal.
Melyssa estava ali, no quintal, com um balde de roupas sujas em mãos e um avental com as marcas do almoço da última manhã. Seus cabelos ondulados brilhavam no vento, e ela parecia não ter envelhecido nada naqueles últimos anos. Estava ali uma mulher que derrotara o tempo, quanto mais os anos se passavam, mais conservada ela ficava como uma velha mobília que carece de cuidados, mas nunca sai da moda.
Os dois trocaram olhares longos e pesarosos. Era agora que Erick tinha de tomar uma atitude, dizer alguma coisa! A princípio Melyssa deu uma risadinha, mas ela apenas acenou em direção dele com a cabeça e confirmou:
— Entre. Está aberta.
Todos os pensamentos horríveis haviam desaparecido. Toda a dúvida em seu coração tinha sido amenizada. Depois de dez anos longe, seu primeiro contato com sua velha mãe de criação seria daquele jeito? A verdade é que parecia que ele nunca tinha saído, pois Melyssa agira exatamente como se recebesse seu filho depois da aula. Ela caminhou para a porta de entrada, beijou Erick na testa, e entrou.
O rapaz foi entrando no chalé, muito menor e mais humilde do que as mansões que ele costumava visitar quando a Ex-Elite estava em seu auge, mas ainda assim, trazia toda aquela velha sensação aconchegante e receptiva que ele só podia sentir quando estava com eles. Era como se o próprio ar o abraçasse e sussurrasse: Bem vindo de volta.
Lançou um rápido olhar por todo o ambiente, mas seus olhos pararam exatamente em uma poltrona clássica, do outro lado da sala.
Era ele.
A televisão estava ligada nas notícias, e um homem velho e barbudo assistia tudo com o controle em mãos. Sua esposa foi em sua direção e sussurrou-lhe algo no ouvido, de maneira que o homem se virasse lentamente com a poltrona em direção do ilustre visitante.
Walter Wallers, ex-campeão de Sinnoh. O homem que Erick mais respeitara e apreciara durante toda sua vida. Estava um pouco fora de forma, e tinha envelhecido muito. Os cabelos brancos cobriam sua cabeça, e era ainda mais difícil escondê-los no cavanhaque. Estava mais barrigudo, de fato, as sobrancelhas caídas ainda transmitiam a mesma sensação cansada que ele sempre tivera quando voltava de um dia duro de trabalho, embora suas marcas de expressão estivessem bem traçadas, para o jovem aquilo tudo era um sinal de que ali estava um homem que sorria muito; e o interessante é que agora ele tinha uma expressão que Erick vira uma única vez. Walter parecia calmo. Sereno. Como se não estivesse preocupado com absolutamente nada naquele mundo.
— Chegou para o almoço, hm? — sorriu Walter, coçando a barba.
Erick mal vira o tempo passar, e notou de imediato que enquanto lavava as roupas Melyssa havia deixado a mesa pronta com quatro lugares dispostos, e comida quentinha já saindo do forno. A mãe imediatamente entrou na cozinha e colocou um novo prato na mesa.
— O Glenn e o Marshall estão vindo hoje mesmo para almoçar, parece que você escolheu um bom fim de semana para fazer uma visita, Erick! — disse Melyssa com aquele costumeiro sorriso encantador em seu rosto.
— Glenn? Marshall? — Erick indagou trêmulo, como se não acreditasse naquela coincidência.
Sentiu alguém se movimentando logo atrás dele, na porta de entrada onde passara horas pensando se deveria bater nela ou não.
Glenn Combs estava ali, com um velho boné torto em sua cabeça e seus óculos escuros na pose sempre animada que costumava manter. Estava mais barbudo, mas era outro que deveria ter parado no tempo, quarenta e poucos anos com jeito de moleque. Já Marshall mantinha o porte sério, a cara fechada, as sobrancelhas franzidas e o terno preto sempre limpo combinando com o chapéu de porte elegante que carregava. Era raro vê-lo realmente surpreendido, e naquele instante sua reação fora impagável.
Erick virou-se bruscamente ao vê-los logo atrás.
— Cara. Mano. Maluco, eu não acredito... É o Erick — disse Glenn, não acreditando no que via.
— Parece que ele voltou — Marshall respondeu com um raro sorriso em sua figura negra e sempre fechada.
Glenn deu um pulo em direção do rapaz, bagunçando seu cabelo e dando soquinhos em seu braços.
— Ahh, moleque!! Como tu cresceu, olha só o seu tamanho! E engraçado, acho que a gente envelheceu também, mas ainda sinto que você é tipo o moleque da família!! Como é bom de te ver, guri. Que visita inesperada!
— Ultimamente criamos o hábito de voltar a almoçar na casa do senhor Walter aos sábados, eu só não sabia que você também tinha aceitado o convite — respondeu Marshall, retirando o blazer e guardando-os no mesmo cabide de anos atrás.
Erick estava sem falas. Vivera tanto tempo sozinho que apenas seus pensamentos ou empresários costumavam respondê-lo, mas por um instante ele foi capaz de reviver os melhores anos de sua vida. Ele observava tudo trêmulo, toda aquela nostalgia o envolvendo e a sensação de se aquilo era realmente real.
Foi então que sentiu um toque pesado, e aquilo de fato era bem real. Walter estava ao seu lado, agora olhando-o frente a frente, e não de cima a baixo como costumava fazer com a criança que vivia sob seus cuidados. Ambos estavam quase na mesma altura, e se encaravam de igual para igual. Walter não deu broncas, não fez perguntas, não fez nada. Agiu como se os últimos dez anos não passassem de um pesadelo ruim que um dia viria a terminar, e esse dia havia chegado.
Ele simplesmente revelou aquele seu velho sorriso, tão antigo quanto as rugas ou os fios brancos que vinham crescendo, e falou:
— Bem vindo de volta, filho.
Com o fim dos tempos ruins, uma nova aurora estaria começando. O que começou como um sonho, passou por seus piores dias até terminar no despertar da vida, naquilo que realmente acontecia à sua volta. Erick sentiu mais uma vez que todas as suas emoções se misturavam e seus olhos incharam. Começou a chorar mais do que nunca. Levou as mãos até o rosto por ter vergonha de mostrar aquilo.
Foi então que recebeu um abraço de Walter, enquanto Glenn e Marshall também iam em sua direção para consolá-lo, seguido de Melyssa que com seu coração de mãe sempre fazia caber mais um. Não podia acreditar que regressando ao lar seu pai iria abraçá-lo, e sem perguntar o por quê. As lágrimas corriam e salgavam seu rosto, a voz trêmula e arrependida mal encontrava a maneira certa de se organizar, e numa tentativa ou outra, acabou dizendo a frase que estava presa em sua garganta até hoje:
— Me desculpem, me desculpem por tudo. Por favor, me desculpem por não ter compreendido, por não ter acreditado, por ter sido ingênuo e infantil, pois naquela época eu não compreendi que aquilo que me mantinha respirando eram vocês. Me desculpem...
— Ihh, rapaz. Pega mal um homem desse tamanho chorando! Vamos lá, parceiro, se você fizer a gente chorar também vão colocar a culpa em você, e se a Melyssinha chorar de emoção, eu acabo contigo — disse Glenn com uma risada.
— Deixe disso, Glenn. Todas as lágrimas de dez anos estão sendo despejadas em um dia, era muita coisa guardada — respondeu Marshall com uma mão no bolso e a outra no ombro do jovem. — Deixe-as dizer o que procuram.
Quando a tristeza passou, Erick percebeu que as lágrimas não exalavam mais tristeza. Tudo que era ruim já havia sido mandado embora, e agora a felicidade derramava de seus olhos como uma fonte que jamais secaria.
Melyssa serviu a comida na mesa de almoço, e teve a impressão de que Erick iria chorar o tempo inteiro, mas agora ele sorriu, conversava e ria, poupando todo o tempo que lhe fora tirado desde que quando a Ex-Elite terminara. Estavam todos ali, sua família. Podia não ser de sangue, mas era de uma aproximação muito maior do que isso.
Melyssa beijou-lhe no rosto suavemente e foi caminhando até o criado mudo ao lado da televisão na sala. Ali havia uma foto de todos eles. Dez anos atrás. De sua equipe completa nos tempos áureos da Ex-Elite e seu eterno legado. A mulher observou diretamente a imagem de Selena, uma linda loira de olhar alegre mas carente, e ao passar os dedos por sobre a foto percebeu que ela tinha algo em comum: Aquele fora o começo, e agora era hora de começar mais uma vez, afinal, o sorriso no rosto de cada um ali presente continuava o mesmo.
— É bom ver nossa família reunida de novo, não é, Selena?
E correu em direção da cozinha para que Glenn parasse de jogar almôndegas na cabeça de Erick.
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Machado, o Grande Sábio


A Destruição do Conselho das Guildas
Machado é o Alakazam do ex-campeão Walter Wallers. Conhecido por sua sabedoria extrema e por não manter-se quieto quando deveria, era um grande crítico e ganhou fama conseguindo comunicar-se com seu treinador para que ele soubesse exatamente do que precisava. Desde que era um jovem Abra Machado passou a interessar-se pela cultura dos humanos, e estudando-a minuciosamente começou a escrever livros para Pokémons ensinando seus companheiros de equipe a técnica para o conhecimento supremo: A ligação onde Treinadores e Pokémons tornavam-se um espírito único em batalha. Por ser um inovador inigualável, alcançou um enorme descontentamento por parte do Conselho das Guildas, que desejavam acima de tudo silenciá-lo. Machado continuou a ir além até descobrir e revelar todos os defeitos e corrupção contidos no conselho que resultaram no início de sua destruição.
Dizem que os mandantes do conselho contrataram Luna para que ela eliminasse Machado, após cumprida a meta eles a absolveriam à pena de morte e dariam poder e influência para a moça, que se tornaria uma das principais encarregadas pelo continente. Luna eliminou Machado quando teve a chance, mas a moça era reconhecida por ser uma figura ambiciosa e traiçoeira, e no fim acabou por juntar-se à Ereon onde eles se uniram para a demanda rumo ao Distortion World, com o objetivo de resgatar seu companheiro do mundo dos mortos. Ao trazê-lo de volta, juntos, Luna e a guilda Legacy foram os responsáveis por derrubar o governo corrupto de seu tempo, trazendo uma nova Era de responsabilidade e compromisso para as guildas do Mundo Pokémon. Machado já dizia que "O único conselho de Pokémons que deve existir é o das criaturas lendárias. Apenas eles, e exclusivamente eles, devem ter o direito de criar e estabelecer as regras para a natureza dos Pokémons. Nenhuma equipe que se intitula poderosa e influente tem o direito de criar e impor tais direitos".
Machado assumiu a cadeira principal e por um curto período de tempo se manteve na liderança, conforme o tempo passou ele optou por desmanchar o conselho e todos seus ideais. Por esse motivo não há nenhuma equipe que se coloque acima de outras guildas, impondo regras e vontades como desejarem. As guildas simplesmente existem como corporações do mesmo ofício, sem que sejam obrigadas a obedecerem ninguém. Sua maior essência é serem livres.
Biografia
Seus livros ainda são lidos por toda uma geração de Pokémons que tentam compreender a língua humana, levando seus ideais para a criação de um mundo melhor para todas as espécies. Machado carrega duas espadas e tem o poder de controlar objetos com sua mente. É um dos guerreiros mais respeitados de sua guilda, e pioneiro no ensinamento da leitura para guerreiros. Deixou muitos manuscritos e pergaminhos, sendo considerado uma figura lendária pela academia de letras de Sinnoh. Ainda é um integrante da Legacy, mas costuma desaparecer por longos períodos antes de voltar com novas histórias para contar.
Trivia
- Machado é baseado em nosso supremo e adorado escritor, Joaquim Maria Machado de Assis. Vocês adorariam ter aulas de literatura com um professor desses kk;
- O Alakazam de Walter foi visto pela primeira vez em uma imagem da postagem "Effort Values", do Guia do Treinador. Ele não teve nenhuma aparição na História Central;
- Dizem que Luna era apaixonada por Machado quando ambos eram mais novos, porém, tendo a imortalidade a moça permaneceu sempre jovem, enquanto ele envelheceu;
- Talvez pelo fato de Luna amá-lo tanto ela acabou matando-o. Ela sempre foi uma moça problemática e de sentimentos confusos, nunca foi uma boa ideia apaixonar-se por ela. Bem, mas são apenas boatos;
- A ideia do "Conselho de Guildas" tratava-se de uma seleção de integrantes Pokémon que se uniram, colocando-se no direito de dizer como as espécies deveriam agir. Tais regras podem ser citadas, como por exemplo o aprendizado de mais de 4 movimentos, ou a capacidade de 6 integrantes por equipe. O ideal desses Pokémons corruptos era mudar esses direitos, e por isso eles foram desmascarados e derrotados. Atualmente nenhum conselho rege o Mundo dos Pokémons.



































