Posted by : CanasOminous Jun 2, 2012

Assim que o jovem acordou lançou um olhar para os lados e notou seu irmão e Stanley ainda adormecidos, o quarto inteiro estava limpo, aparentemente os dois haviam tido uma longa noite arrumando a bagunça causada pelo casal de Shellos pela manhã. Lukas ainda estava um pouco chateado com a partida de seu Pokémon, mas não poderia deixar se abalar por conta daquilo, pois ele sabia que a criaturinha agora estaria em um lugar muito melhor e na companhia de alguém que pudesse tomar conta dele. 
O garoto foi até o banheiro, cuidou da aparência e logo desceu as escadarias do Centro Pokémon. Com um lindo sol daquelas ele poderia finalmente ver como era a aclamada cidade de Pastoria. Inicialmente construída para proteger o grandioso Great Marsh, Pastoria cresceu gradualmente com o passar dos anos sem perder seu clima agradável e úmido que sempre tivera por conta dos pântanos nos arredores. O ginásio era um local típico que exalava a abundância de água, um dos recursos mais disponíveis da região. Havia inclusive um observatório que dava visão para todo o Great Marsh, Lukas estava muito ansioso para visitá-lo, mas preferia esperar o irmão e os amigos.
— Vou me inscrever para a competição de hoje. Mesmo que eu não esteja preparado, acho que será interessante para um treino breve. — pensou ele.
O garoto caminhou até a entrada do Contest para realizar sua inscrição, estaria competindo por sua terceira aclamada fita, e achava que era o momento perfeito para demonstrar toda a beleza de Milotic e de Roselia em ação. Mas naquela manhã não estava com a corda toda, pensava em usar a competição como um treino, e por isso, não esperava dar tudo de si. Quando entrou o local ainda estava pouco movimentado, as inscrições haviam começado há trinta minutos e ainda assim estava vazio; Lukas queria uma oportunidade para conhecer seus oponentes.
Ele aguardou pacientemente sentado em um sofá com o agressivo Togepi encarando as pessoas que passavam por perto, o Pokémon rugia e assustava algumas garotas que pensavam que ele fosse inofensivo, e tal situação fazia com que Lukas tivesse de se desculpar para alguém a cada dois minutos, até que ele foi interrompido por uma mulher que se apoiou no sofá logo atrás de onde o jovem estava. O Togepi de Lukas avançou mostrando os dentes, mas a mulher não mexeu sequer um músculo.
— Que atencioso este seu Togepi. Ele age desta maneira porque tenta proteger o dono. — disse a mulher.
Lukas virou e notou que se tratava de Paula, a moça de cabelos róseos.
— Oh, olá, senhorita. Você é a moça que encontrei em Veilstone, certo?
— Sou eu sim, e você é o garotinho do Pachirisu. — disse ela com um sorriso — Veio participar de Competições?
— Sim, sou um Coordenador. E quanto à você?
— Oh, eu não, não posso participar de Competições. Não me aceitariam.
Lukas acenou de leve com a cabeça como se compreendesse aquela situação. Na verdade, não compreendia. Sentiu vontade de perguntar o motivo, mas a educação não lhe permitira, talvez fosse melhor ficar quieto. A moça contornou o sofá e pediu permissão para sentar-se ao lado do menino, seu Togepi ainda a encarava, mas contanto que ela não demonstrasse receio ele não poderia fazer mal algum à ela. Paula segurou delicadamente no braço de Lukas e apontou para o balcão na sequência.
— Os humanos são muito rigorosos, não acha? — perguntou ela.
— O que disse?
— O que eu quero dizer é, veja só. Eles não permitem que qualquer tipo de pessoa entre numa competição. Eles sempre são tão cheios de regras sobre beleza, elegância, superioridade; e no fim parecem esquecer que são todos da mesma espécie. Não entendo porque limitam tanto as pessoas que participam disso.
Lukas não soube o que responder. Lembrou-se do encontro com Royce em Veilstone, o próprio homem dissera: Os caras tem preconceito para com a gente, tá ligado? Se a gente chega perto eles pensam que vamos causar encrenca, mas nunca se tocam que só queremos ser um cidadão normal como qualquer outro.” O garoto tentou refletir, mas aquela era a mecânica dos Contests, e ninguém poderia mudá-las. Se o governo decidiu que algumas pessoas não podem participar, quem iria contrariar?
— É verdade o que você diz, mas regras são necessárias para que haja ordem, não é?
 A verdade é que muita gente cria regras para não ter de tomar decisões. Não há regras quando as pessoas devem seguir seu coração.
Paula tocou de leve no ombro do garoto e deixou a sala, Lukas virou-se para ela e chamou por seu nome de forma tímida. A mulher virou-se e sorriu, sendo seguido por uma pergunta do jovem:
— Paula, em Veilstone você dizia procurar por algo que roubaram de você e seus amigos. Conseguiu encontrar o que você procurava?
A mulher sorriu e apontou para ele.
— Ainda não, querido. Mas acho que acabei encontrando algo a mais. 
Paula deixou o local e continuou seguindo seu caminho. Togepi ainda olhava para ela de cara emburrada, a achava mais suspeita do que qualquer outro. Lukas tentou entender o motivo daquela estranha conversa, e ainda queria descobrir mais segredos sobre a misteriosa moça que sempre aparecia em seu caminho. O agudo toque de uma campainha seguido de uma voz mecânica anunciou o início das inscrições para a competição, Lukas logo recobrou sua consciência e foi o primeiro a se inscrever. Quando saiu do salão da competição, não via mais sinal de Paula.
O garoto logo voltou para o Centro para recepcionar seus amigos. Luke e Dawn já haviam saído em direção do Great Marsh para fazerem algumas reservas, a menina alegou que ele estava muito cansado e parecia concentrado demais nas batalhas, precisando distrair-se um pouco. (Isso porque Lukas não havia ido antes para esperar por eles, haha.) Stanley havia ido para o Pokémart fazer algumas compras, e apenas Vivian continuava lá aguardando o retorno do amigo. A ruiva não pretendia se inscrever naquela manhã, já havia conquistado sua segunda fita ainda naquela semana quando estivera na cidade, e precisava treinar mais para a próxima competição. Assim que avistou Lukas ela deu um salto e abraçou-o amigavelmente.
— Bom dia! Meu Bidoofzinho, fofinho, lindinho, bobinho, chuchuzinho!
— Vivian, preciso te falar uma coisa.
A garota esbagulhou os olhos num sinal de surpresa.
— Vish, quando homem fala assim com uma mulher é porque alguma coisa séria aconteceu.
— É sobre os Contests. — respondeu Lukas numa risada descontraída.
— Ahh, tá. É sério, nunca mais fale dessa maneira com uma garota, você não tem ideia de como meu coração quase saiu para fora.
Os dois foram até uma mesa no refeitório e começaram a conversa.
— Sabe, Vivian, eu estava com uma dúvida essa manhã. Por que os Contests limitam tanto as entradas? Digo, são sempre pessoas de classe alta que ingressam, gente bem vestida, pessoas da elite num patamar social. Por que eles não podem fazer algo diferente para todas as pessoas?
— Hm, aí você foge das regras, né. Regras são feitas para serem cumpridas.
Mas a verdade é que muita gente cria regras para não ter de tomar decisões.” Lukas sabia que Paula queria dizer alguma coisa com aquilo. As regras em Contests eram criadas para manter o controle e a ordem, e ele compreendia aquilo, mas algumas decisões não faziam o menor sentido. Talvez eles criassem regras para não ter de lidar com as consequências mais tarde, ter de lidar com gente sem condições financeiras e uma classe social respeitável. Aquilo era deprimente em uma região moderna e organizada como Sinnoh, e Lukas achava que era hora de mudar aquilo.
— Vivian, quer participar de um teatro?
— Um teatro? Ai, que fofo! Poderíamos assistir aquelas peças de comédia improvisada ou algum show de dança! Mas, aqui em Pastoria tem teatro?
— Não. Por isso eu perguntei se você quer participar de um, você e seus Pokémons. — explicou Lukas. Vivian soltou uma gargalhada histérica.
— Sério mesmo que você está me convidado para um teatro? Eu sou a menina mais desengoçada do mundo para encenar. A gente não tem nem dinheiro para montar um cenário, ou gente que tenha o mínimo de conhecimento sobre isso! E acima de tudo, não me leve a mal fofo, mas como é que você se apresentaria em um teatro?
— Não precisaremos encenar nada, nossos Pokémons farão isso por nós. Tudo em seu tempo, o que eu quero é conscientizar as pessoas, e nesse ponto eu confio em minhas palavras. E nas suas também.

Lukas carregou Vivian para fora do Centro direto para o prédio da competição. A ruiva estava impaciente, adorava aparecer e falar alto, mas contracenar num teatro e fugir das regras àquela maneira poderia ser perigoso. Ela ainda não entendia o real propósito do garoto. Não havia câmeras, e aparentemente nenhuma figura famosa no pedaço. Lukas segurou no braço de Vivian e então perguntou:
— Você confia em mim?
A ruiva acenou com a cabeça, tentando relaxar um pouco mais. Se alguma coisa acontecesse, se eles fossem expulsos da competição por fugirem das regras, pelo menos ela estaria com Lukas. Mas acreditava em seu potencial, precisava acreditar.
Lukas caminhou até o balcão e retirou um pequeno cartão com a caligrafia de Royce, ele chamou pela mulher que revelou um sorriso costumeiro que provavelmente era requisitado no currículo de atendentes.
— Senhor Lukas Wallers, você será o apresentador número um da competição. Ela começará dentro de trinta minutos. Precisa de alguma coisa?
— Por favor, Senhorita, posso mudar meu nome na inscrição?
— Como?
— Meu nome, quero usar um pseudônimo. 
A mulher demonstrou uma expressão de surpresa, talvez não soubesse o significado daquela palavra. E então, pegou uma caneta e aguardou a solicitação do menino. Lukas estendeu o cartão dos Contests Não-oficiais e falou:
— Anote, apenas, Boina Vermelha.

Vivian se inscreveu, sendo a quarta participante a ingressar na mesma categoria do amigo. Lukas não arrumou-se de forma elegante, estava vestido como sempre ia para suas viagens. Vivian ficou surpresa com aquilo, pois somente pelo fato da vestimenta os juízes já podiam descontar nota dos participantes.
— O que está fazendo? Vai ir vestido assim? — perguntou Vivian.
— Estou estranho? — perguntou ele.
— Não, mas, você sempre ia tão bem vestido nas competições...
— Eu preciso chamar atenção hoje, esse é o meu propósito.
A ruiva concordou, e então topou ir vestida como costumava vestir-se. A plateia não estava muito cheia, mas algumas pessoas pareciam animadas por saberem que o filho de uma ex-celebridade das competições faria uma apresentação na cidade, principalmente porque a cada dia o jovem Lukas Wallers ganhava maior prestígio na categoria. Quando os dois entraram no palco, alguns juízes hesitaram, de imediato foi possível ver um deles fazendo anotações sobre a aparência dos competidores, mas ao lado havia um velho senhor de bigodes que até mesmo ajeitou o monóculo ao notar algo diferente. Algo que saía do clichê, todos podiam sentir que haveria algo a mais naquela apresentação em especial. O velho senhor era conhecido como Mr. Mignon.
Lukas explicou detalhadamente seu plano para Vivian, que no momento não compreendeu quase nada, mas o segredo naquela ocasião era, simplesmente, improvisar. Os juízes fizeram suas apresentações, anunciaram os competidores, tudo conforme as regras, apesar do silêncio e dos comentários críticos que estranhavam o estilo daquele treinador de Boina Vermelha.
Lukas entrou em seu gabinete e pôde ver Vivian ao seu lado correndo com algumas fantasias e roupas diferentes para seus Pokémons, a ruiva sorriu quando viu Lukas bolar um verdadeiro teatro com as criaturas, seja lá o que ele estivesse tramando, parecia ser interessante.
— E quem diria que de um garotinho acanhado como você viria a ter um plano tão ousado como esse? — brincou Vivian.
— Sim, é por isso que eu preciso da sua ajuda. Você irá narrar a estória.
— O QUÊ?? E você me fala isso em cima da hora??

Lukas vestiu Roselia para sua primeira apresentação no quesito de moda, era a hora de fazer uma verdadeira revelação. A pequena não estava com jóias e vestimentas atrativas, na verdade, eram apenas alguns panos simples e coloridos. Não precisava de tesouros, não precisava de dinheiro, o dom para a encenação havia nascido com a florzinha.
O garoto encarou a plateia e soltou um suspiro antes de dar o primeiro passo. Normalmente, os participantes não poderiam dizer nada, deveriam exibir seus Pokémons quietos e saírem de lá calados, mas não foi isso que aconteceu.
— Senhoras e Senhores, já ouviram o conto sobre a planta sem nenhuma flor?
Os juízes se entreolharam confusos, aquela façanha súbita ecoou no prédio despertando qualquer um que estivesse próximo dos cochilos. Lukas tentou forçar um sorriso, engolindo seco.
— Eu gostaria de compartilhar uma estória com vocês esta manhã.
Os juízes cochichavam entre si, mas o Mr. Mignon parecia ansioso para ver o que aconteceria. Uma das juradas estava quase debruçada sobre a mesa, mas quando notou algo que saia do cotidiano despertou, algo que despertara sua atenção. Lukas lançou um olhar para a direita e avistou Vivian ao lado de dois outros coordenadores. O menino fez um sinal positivo com a mão, de modo que a ruiva soubesse que deveria começar a colocar o plano em prática. Ela tomou frente e começou a dizer:
— Era uma vez uma linda Roselia que vivia na Terra das Rosas. Ela estava muito triste por saber que seu melhor amigo havia partido, e por isso, sofria muito por dentro.
Roselia entrou em cena, sua expressão de lamento era imensa. Ela era uma boa atriz, mas a partida de Shellos a machucara muito de modo que a cena se tornasse ainda mais real. O juiz de bigodes cruzou os braços e pareceu atentar-se à tudo. Vivian continuou a narração.
— A meiga Roselia era uma figura pobre dos jardins de Floaroma, os demais Pokémons não permitiam que ela interagisse com as outras flores mais belas, isso porque ela não tinha rosas. Uma Roselia sem uma rosa, vocês consegue imaginar? — brincou Vivian, fazendo algumas pessoas soltarem uma risada ligeira — Pobre Roselia, mal sabia ela que sua vida estava para mudar de forma grandiosa. Ela não era uma figura almejada, não era alguém que teria ouro e riquezas para deixar de herança para seus filhotes, mas por algum motivo atraia total atenção do candidato ao trono das flores, o Príncipe Pachirisu.
Um fofo esquilo entrou no local sob jurisdição de Lukas, o garoto havia vestido seu Pokémon com roupas finas e pomposas para mostrar a diferença de classes. Os coordenadores no local não se importaram de serem interrompidos, na realidade até mesmo deram espaço para que o teatro continuasse. Tudo aquilo era muito novo.
— A meiguice e simplicidade de Roselia encantava o Príncipe Pachirisu, sendo uma de suas criadas eles não podiam manter nenhum tipo de contato, ainda mais em uma época em que a malvada madrasta do esquilo estaria chegando de viagem. A serpente do mar, Milotic, advertiu seu príncipe da chegada de uma figura maligna, e ele deveria se preparar para combatê-la caso ela quisesse o trono. Precisaria casar-se com uma dama o mais rápido possível.
 
A Milotic de Lukas desempenhava um papel e tanto, ajudava os protagonistas do teatro com dicas e auxiliava trazendo um ar de perfeição para a obra. Se havia algo que Milena poderia gabar-se era sua habilidade em apresentações, mas ainda assim a serpente marinha jamais perdeu sua humildade e respeito. Vivian continuou a estória:
— A escuridão caiu sobre o reino. Scizor, a rainha das trevas, havia surgido em toda sua pompa de forma sombria, era o que diziam. O Príncipe Pachirisu sequer havia encontrado uma pretendente, e a figura maldosa de sua madrasta batia a sua porta. Na verdade, os dois nunca haviam se conhecido, mas todos diziam que a maléfica Scizor era a reencarnação da maldade naquele mundo. Num momento de agitação, o esquilo agarrou Roselia e fugiu para muito longe, e assim, desapareceu. Na floresta, a rosa ainda não entendia o motivo daquela agitação, sendo que o príncipe tentava explicar de forma breve.
— Para onde estamos indo? — era uma das outras coordenadoras que fazia a voz de Roselia, pelo visto todos os participantes começavam a interagir na apresentação.
— Minha madrasta quer o trono, e para isso, eu teria de me casar com alguém que odeio. Decidi fugir, viver com você, deixe o reino para que ela faça o que quiser. Eu só quero viver com aqueles que eu realmente gosto. — continuou Lukas, fazendo a voz do Príncipe Pachirisu.
— Mas eu sou apenas uma criada... Não tenho flores, não sou bela. E o senhor? É rei de tudo, por que abandonou tudo para ficar com nada? — disse a garota que encenava para Roselia.
— Vou para um lugar onde ter tudo ou nada não fará diferença, e por isso, vivo intensamente ao lado daqueles que amo. — continuou Lukas.
Uma grande improvisação, nem mesmo o garoto acreditava como havia conseguido encontrar forças para fazer algo daquela maneira. A estória continuou, o esquilo segurou nos braços de Roselia enquanto os dois continuavam dando voltas no palco.
— Os dois fugiram, o mais longe que podiam. Quando chegaram à vila dos insetos nas redondezas de Floaroma descobriram que lá era o lar da maldosa Scizor, porém, o reino vivia em plena harmonia e paz. Um singelo Skorupi passava pelos vaus de flores no meio do caminho, o Príncipe Pachirisu chamou pelo pastor e disse:
— Como o reino de vocês é belo! Diga-me, como isso é possível se sua rainha é uma figura maldosa e gananciosa?
— Não, Senhor. A Lady Scizor é a mais nobre rainha, ela cuida do povo como a seus próprios filhos, e nunca deixa nada faltar. Ela foi visitar um reino distante para rever um jovem afilhado, mas espero que volte logo. — disse um terceiro coordenador, fazendo a voz de Skorupi.
— Aquilo só podia significar uma coisa para o Príncipe Pachirisu... Traição, alguém havia criado um plano para que ele se casasse com uma mulher rica o mais depressa possível, e assim, garantir sua herança, mas provavelmente essa pessoa não imaginava que ele fosse fugir. Agora, Roselia estava ao seu lado, decidida a voltar e acabar com quem quer que tivesse a intenção de dar aquele golpe. Assim que eles regressaram ao reino todos os guardas pareciam servir a uma nova rainha. Mas ainda assim algumas amizades eram maiores, sendo que Togepi era um dos melhores amigos do Príncipe no passado. Ele disse:
— Ae mano, aquela Milotic te enganou. Ela tomou posse do reino quando você fugiu.
— Pachirisu sentiu muita raiva, e partiu para enfrentar sua oponente. A serpente marinha estava para destruir a Lady Scizor, mas assim que viu a pequena figura acompanhado de Roselia ficou admirada: Decidiu voltar? — disse Vivian, fazendo a voz de Milotic — É tarde demais, você nunca recuperará seu reino a tempo! Mua, hah, hah, hah! 
Juntando todas as suas habilidades numa competição, Lukas ordenou que Roselia avançasse com seu Giga Drain, da mesma maneira que Pachirisu liberou uma onda de raios com um choque imenso. A serpente marinha foi ferida, mas Milotic era muito poderosa e sua malícia não tinha fim, recuperando todos os danos recebidos com um movimento miraculoso.
 Recover! Ninguém nunca poderá me derrotar, todos vocês serão meus escravos e me servirão! — continuou Vivian, contracenando ao lado da Milotic de Lukas.
Perante a maldade da serpente dos mares, ninguém podia fazer frente, porém num último movimento de sanidade, a Lady Scizor a apunhalou por trás. Era Milotic quem havia causado toda a discórdia e criado falsos boatos sobre ela, e no fim das contas, nem sequer tivera a chance de conhecer o Príncipe Pachirisu.
— Você irá governar por muitos anos, jovem príncipe, e serão anos de um bom reinado envolto em bondade pelo seu bom coração. — disse a Scizor, a outra coordenadora. E despencaram até as profundezas.
A maldosa Milotic havia sido derrotada, o Príncipe Pachirisu tornou-se Rei assumindo o trono e por assim ficou durante longos anos ao lado da Rainha Roselia, dando início a um reinado de paz, justiça e igualdade.
O público aplaudiu de pé, até mesmo os outros competidores que estavam em cena se divertiram e aplaudiram juntos. Alguns dos juízes pareciam ter adorado toda aquela encenação teatral, ainda que houvesse algumas figuras que não pareciam nem um pouco animadas com aquela ideia inovadora e fora da rotina apresentada. Lukas segurou o esquilo e a rosa em seu colo, o MR. Mignon fez questão de levantar-se de seus aposentos e caminhar em direção àquela trupe de jovens que haviam feito todo aquele grande teatro.
— Bravo, bravo! De quem foi essa ideia, quem é o diretor por trás desta grandiosa peça? — indagou o juiz de bigodes bem penteados. Lukas prontificou-se e acenou.
— Sou eu, Senhor, mas contei com ajuda de todos os outros coordenadores, logo, essa peça é nossa.
— Meu jovem, foi simplesmente excelente! — disse o homem, segurando as palmas de suas mãos em direção de seu coração — Porém, você sabe que estamos em um Contest, certo? Você fugiu de todas as regras, meu jovem.
— Perdoe-me, Senhor, mas fiz isto conscientemente. — explicou Lukas.
O garoto virou-se para trás e olhou para o pequeno público que tivera o privilégio de assistir aquela apresentação em especial. O garoto esticou os braços num sinal de desentendimento, ele queria que aquela peça fizesse seu público refletir sobre o ocorrido
— Regras? À que se devem regras? Há uma semana estive em Veilstone e me deparei com a situação de que o centro local não permitia que coordenadores com menos condições tivessem participação nas Competições. Por que a pequena Roselia era discriminada? Por que julgavam a Lady Scizor sem sequer conhecê-la? O mesmo funciona para nós, por que aqueles iniciantes não podiam entrar? Pois tinham menos condições? Minha peça quis mostrar isso, o preconceito contra as pessoas!
Algumas pessoas argumentavam entre elas, era algo com que lidavam todos os dias e até mesmo já parecia ser parte da rotina. Agora Vivian entendera o verdadeiro motivo da encenação, quando Lukas explicou seus propósitos tudo estava muito confuso, mas agora estava claro como uma nascente de um rio. Os outros dois coordenadores também se deram conta disso, eram fatos que eles vivenciavam, mas preferiam fingir que não existia.
O Mr. Mignon estava pensativo, é como se ele soubesse perfeitamente cada regra, mas elas eram impostas pelo governo de Sinnoh, e quem iria argumentar? Lukas teve sua atenção direcionada à um segundo juiz que levantou-se quando o menino parou de falar, e com uma voz ameaçadora ele disse:
— Você está oficialmente expulso de qualquer competição.
Todos ficaram perplexos. Vivian soltou um grito de ódio, assim como muitas pessoas da plateia. Até mesmo a terceira jurada, cujo nome era Veronica Collazo, virou-se para aquela figura ao seu lado com uma expressão de surpresa. Ela sabia que aquele jovem garoto de boina podia ter ido longe demais, mas expulsar um coordenador de uma competição era a última decisão a ser tomada por um jurado. Os outros coordenadores também argumentaram.
— Qual é, vai expulsar o garoto? Então expulsa a gente também! — gritou um dos coordenadores.
Lukas continuou:
— Senhor, não pôde entender meu consenso com essa peça?
— Regras são feitas para serem seguidas, e desde a criação do primeiro Contest em Hoenn mantemos nossa lógica assim. Para mim, você é um garotinho problemático que quer mudar as regras e tentar mudar o mundo. E quer saber? Estamos muito bem acomodados assim. As pessoas estão muito bem assim, se quer mudar o mundo vá fazer algo útil, mas fique fora de qualquer competição.
Vivian foi impedida de partir para cima daquele homem porque foi segurada pelo amigo, mas aquilo não a impedia de gritar e espernear enquanto o xingava de todas as maneiras possíveis.
— Se é assim, eu também tô fora. Prefiro ser uma revoltada do que ficar em uma competição que se prende à classe alta. Sempre fui pobre, mas feliz! E digo isso com orgulho! Como pude ser tão idiota tentando mudar eu mesma para atender os outros? Minha família se esforçou muito para me dar todos os acessórios necessários numa competição e fazer com que eu tivesse um futuro promissor nessa carreira, mas quer saber? Que se foda. Se vão ficar e manter essas regras, impedindo pessoas menos capacitadas de participarem, então eu prefiro procurar outra vontade, e pensar que já chamei isso de sonho.
Lukas permanecia quieto de cabeça baixa. Os outros dois coordenadores também concordaram, logo, todos no salão estavam revoltados e vaiando aquele juiz conservador. A Senhorita Collazo e Mr. Mignon tentavam manter a ordem no salão, enquanto o terceiro homem gritava de forma frenética contra todos que se voltavam contra ele.
— Então vocês querem mudar as regras? Acabar com toda uma nação que começou?
— Não estamos mais presos à esse modelo, não seremos parte dele! O povo acordou. — disse a coordenadora.
— Vocês são todas pessoas de classe alta, gente que sempre teve tudo que quis, então por que estão fazendo isso para as pessoas normais? Para esses menos capacitados banais? Eles não tem a capacidade de chegar onde chegamos, são todos menos favorecidos sem nenhuma utilidade! — gritou o homem
 Igualdade. — murmurou Lukas, calando todo o salão. — Justiça e liberdade são mais que palavras; são perspectivas.
O homem não sabia como revidar.
— V-Vocês serão todos expulsos! Todos vocês! Ninguém mais poderá participar de competição alguma, são todos coordenadores tolos e sonhadores!
O Mr. Mignon chamou dois seguranças que estavam no local e pediu para que eles retirassem o jurado problemático. Era um momento delicado, pois o garoto tinha razão, e mesmo que fugisse a todas as expectativas aquela situação não era um indício para que quatro coordenadores fossem expulsos daquela maneira. O velho senhor tomou o microfone e falou:
— Como principal juiz dessa competição, devo dizer que nos deparamos muito mais do que inovações, mas ideias. Há muito tempo coordenadores têm tentado mudar este padrão, mas eles estavam sozinhos. E agora, jovem de Boina Vermelha, você tem amigos. Digo com orgulho que eu, propriamente dito, gostaria de presentear cada um dos coordenadores de hoje com essas fitas. Não, não como uma fita de uma competição, mas como um símbolo de superação.
Houve uma grande comemoração, Vivian saltou nos braços de Lukas e as pessoas da plateia aplaudiram aquele evento como um dos mais surpreendentes que haviam visto. A mulher jurada e o velho caminharam até os quatro coordenadores prendendo uma linda fita em suas roupas. O senhor agachou na altura de Lukas e ajeitou o monóculo na sequência. Ele sabia que era Lukas a mente daquele processo, e ele quem tinha tomado toda a iniciativa.
— Meu jovem, levarei este ocorrido ao governo. Tenho certeza que a Elite se pronunciará, mesmo com toda essa bagunça de hoje eles com certeza adoram mudar as regras. Devo agradecê-lo por nos fazer abrir os olhos, pelo menos em Pastoria, posso garantir que os Contests nunca mais serão os mesmos.
Lukas revelou um sorriso acanhado, e mesmo depois de toda sua aparição no teatro ainda sentia-se envergonhado quando recebia elogios vindos de alguém tão importante. Vivian deu um salto em sua direção e o abraçou fortemente agradecendo por uma das melhores apresentações que eles haviam feito.
— Meu fofo, Lukas-kun! Você é demais! — elogiou Vivian.
— Você é um gênio, Boina Vermelha. É surpreendente, como consegue ser assim? — perguntou a menina coordenadora.
— Inovação em Contests. — disse Lukas com um sorriso — Parte da função do Coordenador é surpreender. 

Naquela manhã aqueles coordenadores haviam se deparado com algo a mais do que apenas uma apresentação, guiado pelas ideias de Lukas eles tentam criar um novo conceito que vai além de seus sonhos, a ideia de criar um mundo de igualdade e liberdade entre todos os coordenadores.

      

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  1. Que ideia incrível, nunca esperei nada assim. Gostei muito da crítuca social que você colocou neste capítulo e esta forma tão bela de encena-lo. Devo adimitir que sempre adorei contests mas se fosse assim tomaria a mesma decisão que o Lukas.
    OBS: gostei de os capítulos focarem mais no Lukas, eu estou conheceno ele de forma diferente agora. :)

    Formidavel Canas, adorei o capítulo.

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  2. Isso foi um máximo essa revolução nos Torneios Pokemon(Contests)fez com que esses ricos cheios de preconceito mudassem sua opinião.Agora o Royce,a Paula,os outros participantes de Contests não oficiais podem ir Contests oficiais sem sofrerem com o preconceito de jurados.

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  3. O lukas consegue inovar quando quer,e sobre aquela mulher misteriosa,do jeito que ela fala dos humanos,e como ela conhecia o pachirisu antes dele ser capturado,aposto que ela é um zorua/zoroark disfarcado(ou acertei em cheio,ou dei o palpite mais imbecil)

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  4. Cara, se nós estivéssemos em Unova poderíamos dizer que o seu comentário foi o mais sensato possível, afinal, os Zoruas são grandes mestres das ilusões e tudo isso seria muito surpreendente dentro de nosso roteiro. Por enquanto não posso garantir nada, mas eu curti seu comentário cara, a Paula é uma mulher muito misteriosa e que deixará segredos ocultos até o fim dessa temporada. Vamos ver no que esse mistério vai dar :D

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  5. Cara, adoie o capitulo, o modo que você fez a critica as regras dos contests fazendo um teatro, foi simplesmente demais, isso tamém tem fundode verdade quanto ao preconceito financeiro, de que os mais pobres concerteza irão causar encreca, roubar matar...
    E o Lukas ganhou sua terceira fita, agora são somente 2 passos para o Grande Festival, espero que a Liga faça alguma coisa em relação aos contests.
    Bem vou ficando por aqui.

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  6. Primeiramente, vamos falar do Lukas-kun : sempre acreditei que esse menino tinha um Q a mais. Idealista,criativo, companheiro,cortês, respeitoso e tudo mais. Chique demais esse teatro e a forma com que ele fluiu. Sobre o juizinho "lá-não-sei-das-quantas" (mineirês) tomara que seja preso.
    Segundamente (sei que não existe,mas whatever), vamos falar de você Canas. Não sei o que te levou a ter a ideia desse fantástico capítulo que está aqui. Eu, pessoalmente, acho que as ideias vieram de uma experiência sua,real ou não, e que mexeu com você. Chique!
    Sempre disse que o Lukas era meu favorito,e não é diferente agora. Também gosto do Lucky, mas esse tá me deixando com raiva (penso que seja sua intenção) :)
    No mais é só,
    Adios e voltemos!
    Moacyr

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  7. Olha Moa, não vai ser dessa vez que as ideias para o episódio vieram de um acontecimento real. Devo citar alguns fatos, eu sempre tive uma vida como do Luke e do Lukas, daquele tipo de pessoa que recebe de tudo do bom e do melhor, mas por algum motivo sempre me senti mal por essa diferença de classes, sabe? Esse preconceito que eu podia ver contra outras pessoas, eu sempre desenvolvi um certo ódio disso. Eu não poderia chegar e calar toda uma multidão com um teatro como esse do Lukas, eu jamais seria capaz disso, porém, a forma que encontrei de transmitir essa mensagem foi por meio da escrita. Não foi um acontecimento pessoal, mas devo dizer que foi uma ideia que sempre permaneceu adormecida dentro de mim, sabe? Eu sempre tento deixar uma lição para as pessoas que leem meus capítulos cara, e nesse ponto devo dizer que o Lukas realmente tem uma habilidade incrível.

    Ae pessoal, gostei bastante da recepção de vocês para esse capítulo, eu estava com receio por essa mudança no estilo da competição, mas vejo que vocês captaram a minha mensagem com o enredo, e era exatamente isso que eu queria, isso é muito bom! Ahh, e sobre esse fato do Luke Moa, se você está odiando ele fico feliz por ter arquivado meus objetivos! kkkkkk Então experimenta só aguardar mais alguns episódios, acho que consigo fazer ele virar o cara mais detestável do mundo uhaeuhaue Abraços people!

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  8. Hei,Canas
    Faz muito tempo que eu não comento nada, nem entrava aqui como de rotina. Mas tem explicação, eu passei por um período difícil, tive que estudar muito, mas o que importa é que eu voltei, néh?
    Bem, de qualquer maneira eu quero avisar que eu estava acessando o site, acompanhando esses irmãos que mudaram muito o pensamento das pessoas, eu só não tinha tempo para comentar, é que minha cabeça é um pouco oca, portanto leva tempo para fazer os comentários.
    Agora sobre o capítulo, rapaz da onde que você tira as idéias para as histórias, é baseado em algum conto que você já ouviu?(eu sempre dormia rápido então não dava tempo de ouvir as histórias da minha mãe). Eu ,particularmente, gosto muito delas.
    Gostei bastante de vc ter focado no Lukas, mas o que eu mais gostei foi de vc não ter feito um simples torneio, não gosto muito deles, principalmente nos jogos, rapaz lá em Hoen sempre tinha um Pochyena para estragar co minha alegria, ô raiva. Vc trabalhou muito bem essa questão social, que aliás vc já havia comentado se me lembro bem, porém foi muito inusitado e surpreendente quando você usou isso na história, sensacional. Espero que vc faça pelo menos um especial para demonstrar como esse acontecimento foi observado pela Elite, tomara que vc retrate isso, afinal foi vc que alimentou meu interesse. kkk's
    Outra coisa q adoraria q retratasse é como (ou se) esse ocorrido chegará nas mãos da Paula e do Royce, estou ansioso por isso.
    Bem, vou me despedindo, mas dessa vez (espero) que não demore tanto para voltar, flw

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  9. Diga ae, Loks! É cara, todo mundo passa por alguns dias complicados em meados de junho e maio, no meu caso tratou-se de provas e trabalhos, e consequentemente sem muitos comentários eu também acabo ficando meio para baixo kkk Mas o bom é que o pessoal aos poucos voltou a aparecer, bem a tempo de trazer um capítulo muito bom logo, logo! *-* Ahh, meu caro, histórias me fascinam, devo dizer que muitas delas vivenciei nos video games, ou tive conhecimento por meio de avós e pessoas tão sábias em minha voda. Esse tipo de roteiro é o que torno nossos personagens reais, e me agrada muito saber que vocês gostaram (:

    Eu posso garantir que em breve um dos jurados estará fazendo todo esse relatório para a Elite, acho que dentro de três episódios farei um pedaço retratando eles, e com certeza garanto que a Liga Pokémon não deixará esse acontecido passar em branco, afinal, eles podem ser desorganizados mas têm um senso de justiça! \õ O Royce e a Paula ficarão sabendo de uma maneira ou de outra, pode ser que depois de um tempo esse acontecimento chegue aos grupos de Veilstone por intermédio da Vivian, afinal, já que eles vão seguir caminhos diferentes cada um seguirá idealizado por uma ideia única, a da igualdade. Também estarei no seu aguardo hein, creio que ainda haverão alguns capítulos bons no mês de Junho, conto com sua presença por aqui campeão! Abraços (:

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  10. A unica coisa que falta é Lukas achar sua rosa

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  11. Realmente meu caro, posso garantir que na hora certa o Lukas vai encontrar uma mulher que seja a rosa da vida dele (: Estou guardando isso para um momento especial, e quando esse dia chegar eu garanto que ele vai poder ficar com ela para sempre!

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  12. Manolo, cheguei, aleluia! (Ninguém nota diferença). Ok, ok T-T kkk'. Canas, que idéia ótima essa, o fato do Royce ter mencionado isso me deu um gostinho de "será que isso vai mudar?", e agora vemos os Contests terem essa súbita mudança de regras. A idéia do teatro foi muito boa, o Lukas teve que esquecer seu medo de chamar a atenção para ser justiceiro, e isso acho que é algo bem característico dele, pouquíssimos fariam igual. Acho interessante que você meio que tenha passado desejos seus mas que não conseguiria concretizá-lo falando, mas que conseguiu transmitir com a escrita. Idéias excelentes, e você fez o público o ouvir, fascinante como sempre :)

    Cara, prometa que não vai mais fazer isso. Eu quase tive um infarto quando aquele juíz de araque falou que o Lukas não poderia mais participar de outra competição. Manolo, se você quis me assustar, missão cumprida! E a Paula com seus mistérios básicos... Acho que descobri o resto sobre ela, e foi porque tenho uma idéia parecida que quero executar em minha fic, e acho que algumas pistas foram muito parecidas com idéias que eu tive, mas vou ficar quietinho, vou dar minhas opiniões quando eu for te mandar um e-mail (quando você receber vai entender (; ). Enfim, um ótimo capítulo e pelo que vejo o 40, ou 41 serão cheios de surpresa, uma hipótese que eu tive que os rivais Luke e Stanley acabem relembrando aqueles momentos ruins no passado e loiro vá tentar se vingar. Já pensou? (Viajei, né? -.-') Parabenizo-o mais uma vez pelo excelente capítulo cheio de mensagens, que carregaremos conosco na vida real. Abraços cara o/

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  13. Mas que juiz fidamãe esse hein? Quem ele acha que é? O todo poderoso? Olha que ele nem era o juiz principal, era o juiz com bigodinho.

    Mas enfim: esse foi um ótimo capítulo. A forma como o Lukas expressou sua "raiva" contra as regras dos contests foi muito boa. Mas Canas, a louca na história é a Vivian!

    Obs.: Agora a coisa vai esquentar. A Clarisse vai entrar na área. Só espero que ela seja uma baranga que se maquia com 500t de maquiagem pra ficar bonita. Assim a trama ia ficar mais cômica :P

    P.s.: Canas, vc já colocou as imagens que vc disse nas notas do autor que vc ia colocar?

    P.s.: O especial que estou escrevendo vai ter que esperar um pouco. Acabei de ter uma ideia muito legal para um outro especial mito mais legal. Aguarde...

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  14. Yo Canas!
    É manolo, pelo jeito será um pouco complicado pro Lukas se desapegar do Shellos. Mas fazer o que? É a vida né companheiro?
    Hum... A Paula fez uma pequena aparição novamente... Sei que ela ainda vai ter um envolvimento mais profundo. Essa moça é especial, uhum... E quem sabe futuramente ela num dê uns pegas no Lukas né? E aliás, porque será ela não pode participar de um contest?
    É, esse povo é preconceituoso mesmo! Só porque alguém é de classe social mais baixa e coisas do tipo, não pode entrar num contest? RUUUN!
    O Lukas cara, eu sabia que não ficaria calado. O teatro foi muito legal! Principalmente pela lição que passou e pelo envolvimento geral dos coordenadores nele. E esse juiz FDP no final... Quase que a Vivian dá uma taca nele!
    Com certeza o Lukas vai deixar sua marca em cada Contest que passar, e Canas, não se preocupe em fazer dessas competições diferentes aqui no Sinnoh, pois fica cada vez melhor!

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  15. Teatro de Pokémon... Gostei do momento de inspiração hein Canas kkkkkk Por isso que eu deixo a minha pipoca ali do lado; e o pior é que ainda dizem que ler é chato... Cara eu passo o dia inteiro lendo! Só para ilustrar já estou a três dias armazenando comentários para o seu blog, e o pior é que já estou triste por estar na metade das publicações.
    Mas falando do capitulo... O Lukas foi perfeito, e não é que ele serviu para alguma coisa no final... talvez este foco no coordenador seja boa para a reputação do Luke aki no Blog, porque se você continuasse a aumentar aquela loucura dele, muitos iriam quebrar o pc (e eu gritaria “que foooooooooooda”)
    Mano, mulher que sabe encenar é complicado, toda boa mulher sabe o que nós homens pensamos, mas nós homens não temos a mínimo noção no que passa pela mente incompreensível delas.
    Este foco numa categoria diferente nos contest, fez com que o Lukas ganhasse muito mais atenção, pois diferente das batalhas, as apresentações em contest sempre seguem um “regra” até no mundo das fics, e as vezes a leitura se torna monótona, porem, não foram apenas as personagens da história que acordaram, mas todos os leitores que estavam sonolentos também.
    Canas, para um garoto tímido você é bem revoltado né? Mas parabéns por estar com estes pensamentos à frente da humanidade, pois querendo ou não este capítulo serviu como uma ótima critica. Já estou vendo o seu nome no ramo dos livros best seller kkkkkkk
    Como sempre, parabéns por inovar (novamente) a sua história e o modo da escrita das fics.
    Lá vou eu para o próximo post...
    Flw amigo

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  16. Acho que esse capítulo... Acho não, tenho certeza de que esse capítulo passou muito mais do que uma simples mensagem. Passou um assunto para se refletir. Até onde vai a desigualdade? Será que ela existe mesmo, ou é só uma barreira ilusória criada pela mente humana? Não tenho raiva desse tipo de coisa porque ofende as pessoas, mas sim porque a discriminação é algo que vejo como uma atitude digna de pena por parte de quem a pratica, uma atrocidade, e até mesmo vejo no mesmo patamar de um crime hediondo.

    Às vezes palavras não bastam para derrubar preconceitos. Esse tipo de situação se vence nas atitudes, e esse foi o modo que você encontrou para criar um capítulo com esse tema. A atitude do Lukas, que superou sua própria timidez e inocência, e afrontou o sistema em prol do que ele julgava ser correto. Quem diria? Aventuras em Sinnoh, de fanfic à projeto de responsabilidade social!

    Continue com essas suas ideias inovadoras. Continue transmitindo as mensagens que precisam ser ouvidas. Cause espanto, reflexão. Creio que muita gente ainda há de acordar lendo esse capítulo.

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  17. Canas, acho que esse foi um dos melhores capítulos da saga (pq digo isso em quase todos? Pq todos devem ser bons!)

    Se me perguntassem de algo em Sinnoh que poderia mudar, muito provavelmente minha resposta seria contests, mas depois desse capítulo já não sinto isso. Eu nunca fui de ver os contests no anime como uma competição feita para classes mais altas, até porque muitos coordenadores são humildes, mas algo que noto é que nos games isso é evidenciado. Não em Hoenn ou Kanto, mas em Sinnoh. Se você parar para pensar, em Sinnoh existem muitos mais acessórios, como se fosse outro nível, tudo muito rebuscado. Eles gastam dinheiro com isso, com roupas e acessórios chiques, se parar para pensar, deve ser tudo bem caro.

    Me lembro que nos contests dos blogs eu sempre cobrava que muitos se esqueciam da natureza do pokémon. Usavam brilho em tudo, e isso de certa forma vai contra meus princípios. Se os contests são, por natureza, competições onde se visa exibir as qualidades de um pokémon pq sempre o brilho? Um Onix não tem brilho, mesmo assim possui força, mas insistem em fazer algo que sempre envolva brilho.

    O mundo pokémon segue aquele princípio de perfeição, onde tudo é possível, mas na vida real? Você não tentou transmitir apenas uma mensagem para a fic, tentou nos alertar de algo. Por que as pessoas tendem a valorizar aquilo que envolve mais dinheiro? Por que as coisas assim chamam mais a atenção? Por que esse capitalismo exagerado? Canas nos deixa uma importante mensagem, mas cabe a cada um de nós realmente refletir.

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