Notas do Autor (AnD 1)

De onde surgiu esse especial, eu não sei dizer. Quando me dei conta, era cinco horas da manhã e eu tinha um capítulo inédito pronto, sem nem saber se eu deveria postá-lo ou não.

Dia desses, tive a oportunidade de ser agraciado com a presença do nosso PresiDento, vindo das distantes terras de Johto. Passamos um fim de semana divertido jogando até os dedos doerem e os olhos cansarem, ouvimos música e discutimos ideias loucas. Com a chegada de Pokémon Let's Go, me senti conectado a esse mundo mais uma vez, e quem me acompanha faz tempo já me conhece, eu gosto de escrever as coisas com a coração.

Recebo um apoio constante de amigos e leitores dizendo para eu escrever Sinnoh 2.0. Vez ou outra lanço algo inesperado só para atiçar nossos corações (vide o Capitulo 101), mas a verdade é que não quero continuar a história de quem já teve um final feliz. Ainda mais quando tenho alguns personagens que não tiveram a mesma conclusão.

Vamos voltar para a Saga Pérola, quando eu ainda estava me descobrindo como ficwriter de Pokémon e lutava para ser um cara maneiro no ensino médio. Vivian Chevalier foi uma de minhas primeiras criações e ela conquistou todo mundo, levando o prêmio Omascar de Personagem Revelação e Miss Simpatia. Mas nas duas próximas temporadas, ela foi completamente jogada para escanteio, dando espaço para seus Pokémon e muitos outros rivais. Desde que Sinnoh terminou, a Vivian ainda deu as caras na história do Haos Cyndaquil em Kalos, e mais recentemente em Johto, no fechamento da temporada Alma de Prata. Isso me fez lembrar porque eu gostava tanto dessa personagem, os outros autores cuidaram dela com tanto carinho (posso dizer que até mais do que eu). Eu nunca dei um final adequado para a Vivian, e ela certamente merece um.

Podemos considerar que esse especial começa no primeiro Support que escrevi para o blog: Blow, Wind of Life. Nele, Vivian relembra seus dias como criança ao lado de suas primas e principalmente de Júlia, uma das antigas protagonistas da extinta região das Ilhas Laranja escrita pelo Thiago. Eu nunca gostei desse buraco deixado no coração da pequena Vivian, as duas eram melhores amigas e de repente, PUF! É como se ela nunca tivesse existido... Bem, chegou a hora de encerrar essa jornada, e as Aventuras no Desconhecido levarão uma galera bem aleatória para explorar a ilha que em 1998 foi palco de uma expedição pelo Profº Oak e Todd Snap em uma aventura repleta de nostalgia e referências para quem é das antigas (tanto da época do Nintendo 64 quanto dos primórdios do Aventuras em Sinnoh).

Um grande abraço ao Dento, por me incentivar tanto a escrever esse especial (SÓ VAI!), e também a todos vocês, leitores, que ainda visitam nossos sites e comentam sempre cheios de entusiasmo. Espero que se divirtam nessa curta aventura que não deve durar mais do que 3 ou 5 capítulos, mas talvez sirva para colocar os pingos no "i" de alguns grandes personagens da nossa Aliança Aventuras que se perderam com o tempo.

PS. Por sinal, quase que passa batido, mas esse é o 1500º post do Aventuras em Sinnoh! Obrigado por compartilharem seu carinho comigo mais de 1500 vezes nesse blog!




Aventuras no Desconhecido [Capítulo 1]



Capítulo 1 – A Revanche

Violet City. O ginásio encontrava-se mais vazio do que o habitual — afinal, nem mesmo Falkner esperava um desafio marcado para as sete e meia da manhã em um domingo, agendado às vésperas da data. Ela era uma velha conhecida do Sr. Farias, o zelador local, longos anos se passaram desde que vira aquele rostinho pela última vez encarando mais uma revanche. Mal tivera tempo de destrancar o portão de entrada quando uma garota ruiva o interceptou, cheia de euforia; ela carregava um saco de pães em um braço e com a outra mão uma sacola de supermercado contendo um pouco de margarina, queijo, mortadela e suco de laranja.
— Ô, Seu Farias! Adivinha quem voltou? Senti saudades!
— Ô, menina Vivian, é tu mesmo? Quem diria! — gritou o velho em resposta. — Espera só um minuto que eu vou chamar o patrão, ele chegou agora a pouquinho.
— Acho que não vai precisar, eu conseguiria encontrar aquele rostinho bonito a quilômetros daqui.
Falkner devia ser uma das poucas pessoas na face da terra capazes de acordar e parecer tão atraente, sempre se preocupando com a aparência e disposto a enfrentar qualquer um que o desafiasse. O líder de ginásio não escondeu a feição de surpresa ao se deparar com a garota.
— Veja só, se não é o passarinho que gostava de acordar cedo... Se você fosse um Pokémon, sua habilidade seria Early Bird. — Falkner sorriu ao fazer a comparação com a habilidade de suas adoradas criaturas voadoras. — Entre, vou preparar a arena e você pode se aquecer.
— É hoje que eu acabo com sua raça, bonitão! — anunciou a menina com tanta exaltação que acabou assustando um casal de velhinhos que passava na banca mais próxima para comprar o jornal do dia.
O início da batalha não precisou de cerimônias, quase não havia espectadores e Vivian conhecia bem as regras da casa. Quando completara dez anos, fora derrotada cinco vezes seguidas para o líder de ginásio, depois perdeu as contas de quantas vezes mais tentou sucesso na empreitada nos anos que se seguiram com sua equipe composta apenas por Pokémon insetos. Desde que retornara de sua longa viagem das longínquas terras de Sinnoh, tinha certeza de que seu time estava pronto para encarar seu rival de longa data.
— Presumo que eu não precise me segurar, você não parece mais a mesma garotinha amadora que vinha me enfrentar — disse Falkner. — Quantos anos você tem agora?
— E isso lá é pergunta que se faça para uma dama? Não que eu seja uma, mas se eu disser em voz alta qual a minha idade vou me sentir uma idosa — Vivian o confrontou. — Eu vou te mostrar porque todo mundo ama as Primas de Azalea! Nós somos chatas, exigentes e não desistimos tão facilmente dos nossos sonhos.
Falkner começou a batalha com seu Pokémon assinatura — o Pidgeot mais velho e experiente da casa. Vivian também não poupou sua peça principal, Primia, a líder dos Red Fortress e sua famosa Scizor seria a desafiante. Com o tipo metálico a seu favor, Falkner percebeu que a luta não seria tão rápida quanto costumava ser quando Vivian tentava enfrentá-lo usando apenas sua Spinarak recém-capturada. Ele próprio devia ter dezoito anos na época, havia acabado de herdar o ginásio do pai e ainda estava aprendendo como qualquer outro treinador. Hoje, mesmo sendo mais maduro e experiente, estava acostumado a se deparar com oponentes que lhe ofereciam um desafio à altura de suas expectativas, mas a melhor parte estava em reencontrar velhos rostos que cresceram na mesma medida que ele.
— Pidgeot, aumente a evasiva com o Double Team!
— Não tão cedo — respondeu Vivian. — Primia, Bullet Punch!
 Primia avançou contra o Pokémon pássaro com a velocidade de um canhão, impedindo que ele começasse a ampliar sua agilidade e se tornasse um alvo quase impossível de ser alcançado. Falkner mudou a estratégia e partiu para o ataque direto, mas seus golpes de asa não chegavam a machucar a armadura de aço da oponente.
— Você pode até ter investido nas defesas de sua Scizor, mas meus ataques voadores ainda atingem o lado mais frágil dela — disse Falkner. — Air Slash!
Com sua visão aguçada, o corte certeiro do Pidgeot acertou Primia onde sua proteção era vulnerável. A Scizor envergou o corpo e protegeu-se com suas pinças, mas a sucessão de ataques vindos de todas as direções logo a levaria à exaustão.
— Ele tem vantagem no ar, tente derrubá-lo, Primia! — ordenou Vivian.
O Pokémon ergueu uma das pinças e agarrou a asa esquerda do Pidgeot, arremessando-o contra o chão de pedra com impacto o bastante para machucar. Antes que a ave pudesse revidar com uma bicada, Primia o acertou no peito como um martelo e o prensou com mais força.
— Agora Superpower!
A Scizor agarrou seu oponente e o arremessou para fora da arena, onde o Pidgeot colidiu contra uma parede e caiu nocauteado. Seu Farias, que atuava como o juiz, anunciou o fim da batalha.
Vivian esboçou um sorriso frágil que logo desapareceu, pois a comemoração não foi nem de perto tão intensa quanto esperava que seria ao superar uma rivalidade de mais de oito anos. Estava contente com a vitória, mas se pegou comparando a si mesma com sua versão criança, a jovem Vivian sonhadora de dez anos teria explodido de alegria e corrido para contar a novidade para os amigos e sua família. Estaria ficando velha e mal-humorada feito sua avó?
Seus pensamentos se interromperam quando notou Falkner caminhar em sua direção.
— Pegue a Zephyr Badge, você a mereceu. Mal posso acreditar que aquela mesma ruivinha que me enfrentou anos atrás se tornou uma treinadora tão formidável. Agora você poderá finalmente começar a sua jornada e competir pela Liga Pokémon.
— Liga? Ih, amigo, eu já passei dessa fase, já é meio tarde para sonhar em enfrentar a Liga. É que tenho esse rostinho de treze — respondeu Vivian com uma risada, piscando várias vezes numa falha tentativa de seduzir.
— Você é uma figura! E tem o mesmo sorriso radiante de anos atrás.
Vivian corou tanto com o elogio que começou a remexer os braços na tentativa de desviar a atenção dele para qualquer coisa que não fosse ela, nunca soubera como encarar elogios, por isso abriu o colete e revelou a fita de finalista do Grande Festival de Sinnoh.
— Mas eu não fiquei parada todo esse tempo, não. Tá vendo isso aqui? Não é para meros mortais!
— Uau. É um prêmio para coordenadores de nível avançado, não? — admirou-se Falkner, que não entendia muito de apresentações, mas adorava ver a empolgação no rosto de alguém que falava sobre o que o fazia feliz. — Mas então por que você batalhou tanto pela minha insígnia se não quer mais ser treinadora?
— Ah, eu diria que foi para recuperar a minha dignidade (ou o pouquinho que me restava). Na real, te desafiei tantas vezes só porque queria uma desculpa para te ver. Nunca liguei para essa insígnia, mas senti que precisava fechar algumas pontas na minha vida, entende?
Falkner sorriu com a resposta.
— Você deve ter passado por muita coisa nesses últimos anos, já não é mais o filhotinho que tentava desesperadamente fugir do ninho — comentou, estendendo-lhe o braço. — Foi um prazer revê-la, Vivian Chevalier. Torço para que consiga dar o devido fechamento a todos os pontos de sua vida.
Vivian corou ainda mais dessa vez, seu coração ansiava por soltar um berro e contar que o líder de ginásio fora seu crush durante toda a infância. Antes que Falkner pudesse se retirar, ela lembrou-se do porque de ter chegado ao ginásio repleta de sacolas.
— Ei, ei! — Vivian o chamou. — Eu te fiz acordar cedo num fim de semana, então pensei... quer tomar café da manhã comigo? Eu faço um pão na chapa que é uma delícia.
Falker coçou a cabeça meio sem reação, mas adorou a ideia.
— Acho que vou adorar sua companhia.

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O misto quente transbordava recheio no prato, preenchendo o local com seu aroma delicioso. Vivian beliscava batatas fritas repletas de cheddar e bacon ao lado do crush de infância que mexia no seu cappuccino com uma colher e admirava o parque ao lado pela janela.
— Então, conte-me sobre sua família, Vivian — pediu Falkner.
— Ah, sabe como é, eu era dessas caipiras que nascem em cidade pequena. Queria de todas as formas deixar a casa dos meus pais, mas ao mesmo tempo morria de medo — disse a garota. — Teve um tempo que meu sonho era assumir o cargo do meu avô Pryce e me tornar líder de ginásio, mas nunca fui muito boa em batalhas; depois teve um tempo que pensei em me tornar pesquisadora, porque assim poderia ajudar com o estudo de Pokémon insetos nas florestas de Johto. Já cheguei até a auxiliar o velho Kurt como assistente, mas eu era um desastre fabricando pokébolas! É um trabalho tão artesanal, requer muito cuidado com as mãos...
— Você é uma garota cheia de sonhos e vontades mesmo — falou Falkner, tomando um gole de sua xícara e mordiscando um donut de doce de leite.
— Acho que sou só uma garota meio louca e perdida nesse mundo — Vivian espreguiçou-se na cadeira. — Existe certa emoção em explorar o desconhecido, não sirvo para viver uma vida comum em um escritório ou me contentar com um trabalho que me ofereça uma aposentadoria segura, sem grandes expectativas para mais nada.
Enquanto falava, Vivian retirou o celular da bolsa e fotografou seu prato. Falkner ficou observando-a de braços cruzados, até que ela percebeu a gafe que cometera.
— Desculpa, tô com essa mania de registrar tudo.
— Não esquenta, é bom deixar marcado — respondeu o líder.
— É que eu gosto de lembrar das coisas que me fazem feliz. Bate uma saudade quando paramos para olhar, não é?
— Pois é — disse Falkner, imerso em seus pensamentos, enquanto a garota em sua frente abocanhava um pedaço enorme de seu misto quente que despejou queijo para todos os lados.
Ela encolheu os ombros, acanhada, mas Falkner soltou uma risada graciosa e ajustou a franja. Vivian se sentia uma idiota por agir daquela maneira na frente do rapaz que gostara durante toda a infância, porque na maioria das vezes os meninos morriam de medo dela por ser exagerada e intensa em tudo que fazia. Um sentimento estranho a fez sentir saudade de seu Lukinhas, que agora namorava uma deusa em algum lugar distante das galáxias (aquela Palkia desgraçada, tinha o universo inteiro para procurar e acabou justo na terra).
— Bom, preciso ir trabalhar, tenho outra batalha marcada agora às dez. — Falkner levantou-se da mesa e fez um aceno cortês. — Só uma pena que uma vez que você tenha conseguido a minha insígnia, talvez não voltemos a nos ver tão cedo.
—  Oxi, posso devolver sua insígnia então? Ou dizer que perdi, seria uma boa desculpa para te ver mais — disse Vivian com uma risada.
Falkner sorriu, pegou um pedaço de guardanapo e anotou uma sequência numérica, como na moda antiga. O coração de Vivian começou a palpitar. Guardaria aquele pedaço sujo de papel como se fosse o mel precioso das abelhas.
— Depois te mando uma mensagem no zap-zapdos pra confirmar, belê?
— Você é mesmo uma figura — respondeu Falkner, dando uma piscadela para ela. — Até mais, garota do campo.
Vivian deixou a padaria com o coração transbordando, mas sua cabeça martelava uma preocupação ainda maior — nem em seus planos mais surreais teria imaginado que a recompensa pela batalha seria não apenas uma insígnia, mas o número de telefone mais cobiçado do que loteria; quantas garotas não dariam um dos rins para passar uma tarde com Falkner?
Quando menina, Vivian pensava que jamais faria grandes feitos quanto suas primas. A oportunidade de viajar por Sinnoh e aprender tanto mudara sua vida, não imaginava conhecer pessoas tão maravilhosas, quem diria até que arranjaria um namorado loiro para chamar de seu? Vivian sentiu uma pontinha de arrependimento ao pensar em Stanley, que treinara os últimos meses sem descanso para enfrentar seu pai, Palmer, na Battle Tower, lutando ao lado de seu melhor amigo e rival, Luke Wallers.
Seu cérebro martelava a lembrança de que Stanley estaria chegando de avião em Johto ainda naquela tarde.
“Ah, mas é só um número, não é como se isso fosse colocar um par de Tauros na cabeça do coitado”, pensou a garota. Afinal, Stanley era muito tranquilo quanto a assuntos amorosos, não se surpreenderia se ele chegasse trazendo um buquê de flores e uma caixa de bombons do seu sabor favorito.
A verdade é que sentia muita falta do seu loirinho predileto. Os dois haviam começado como amigos e companheiros de viagem, e anos mais tarde estariam cruzando um continente para encontrarem um ao outro. Falkner teria o cargo de eterno crush para o resto de sua vida, mas ninguém mais roubava seu coração — sem contar que Primia, sua Scizor, jamais perdoaria sua mestra se ela fizesse algum mal ao treinador de Drinian, o Torterra de Stanley.
Assim que Vivian chegou a sua casa, ela jogou a bolsa para um canto e esticou os braços, como se esperasse um ataque inevitável. Duas garotinhas saíram correndo de trás do sofá e pularam nela, outras três se aglomeraram ao seu redor — eram as mais novas primas de Azalea que um dia viajariam pelo mundo cumprindo seu papel como personagem secundária na aventura de outra pessoa, espalhando amor e risadas por onde quer que passassem.
— Tia Vivi, tia Vivi! — disse a pequena Ariel contente.
— Como foi a batalha? Você conseguiu ganhar? — perguntou Bela.
— Tia Vivi, a Aurora arrancou a cabeça da minha boneca, posso fazer o mesmo com ela? — retrucou Merida irritada.
Vivian respirou fundo, jamais se acostumaria ao título de “tia”, ainda mais ela que sempre fora a mais nova da família e, de repente, se tornara a adulta responsável que cuida das crianças; Vivian era a mandante da nova geração.
Incapaz de conter a ansiedade das pequenas, Vivian abriu o colete e revelou a Zephyr Badge, sua plateia empolgou-se mais do que o esperado. Suas primas se encheram de admiração e pularam de alegria, todas queriam ser como Vivian quando crescessem.
— Bem vinda de volta, minha neta — disse uma senhora que se aproximava da cozinha. — Por que demorou tanto? A batalha foi melhor do que esperava?
— Ô, se foi — respondeu Vivian, que já se despira de sua blusa e rumava para o banheiro ao ar livre que era uma tradição de sua família. — E então, suas pirralhas, quem é que quer tomar um banho comigo? A última a chegar é mulher do Bugsy!
As meninas gritaram em uníssono e seguiram sua líder, seu exemplo.
Vivian divertiu-se a tarde toda ao lado de sua família, um domingo agradável e aconchegante como todos os outros em Azalea.
Pegou-se relaxando sozinha na banheira quando suas primas menores saíram de calor e cansaço; lembrava-se de quando era ela a menina que se espelhava nos mais velhos, sentia-se sortuda por ter crescido em um lar onde ouvia com frequência: “Você pode ser o que quiser!” Não precisava ser uma treinadora e garantir presença na Liga só porque era o que a maioria fazia ao completar dez anos, nem tinha obrigação de tornar-se líder de ginásio para manter a tradição de seu avô Pryce. Sua primeira grande inspiração foi sua prima Júlia, que partiu para as Ilhas Laranja havia anos e vivenciara inúmeras aventuras que eram relatadas em cartas todos os meses. Sentindo que também podia experimentar coisas novas, Vivian tentou carreira de coordenadora e acabou encerrando a temporada como finalista no Grande Festival de Sinnoh, levando para casa uma belíssima medalha prateada com o símbolo de uma Roserade incrustado e um buquê maravilhoso de rosas de todas as cores que sua avó plantara no quintal para que a neta sempre se lembrasse de seus feitos.
Então por que sentia um vazio tão grande agora que regressara? Estaria sentindo falta de alguma coisa? De Stanley, talvez? Dos amigos que se aventuravam pelo mundo? Da excitação em descobrir coisas novas?
— Talvez seja só a TPM... — murmurou Vivian na banheira, sua cabeça quase mergulhada por inteiro na água quente.
Decidira que já era hora de sair. Secou-se depressa e enrolou uma toalha na cabeça, enquanto perambulava pelo seu quarto com preguiça até de colocar suas roupas.
Anoitecera tão rápido, e ainda não havia sinal de Stanley. Ele mandara uma mensagem dizendo que se atrasaria uma ou duas horas por conta de um imprevisto no aeroporto, o que significava para Vivian mais tempo de abstinência com os próprios pensamentos. De banho tomado e toda cheirosa, assim que Stanley chegasse queria jogá-lo na cama e arrancar sua blusa, roubando-lhe um beijo tão intenso que valeria por todos os últimos meses distante um do outro. Queria sentir seu abraço apertado como só ele conseguia, senti-lo encostar a cabeça em seu peito e escutar seu coração bater enquanto ela acariciava seus cabelos loiros.
Vivian abraçava seu Spinarak de pelúcia quando a avó entrou no quarto trazendo uma xícara de chá de açúcar à vontade, do jeito que ela gostava; conhecia bem a neta que era apaixonada por doces feito um Pokémon inseto.
— Valeu, vovó. Estou tão cansada, hoje foi um dia e tanto...
 — Mande mensagem para o seu namorado e peça para ele tomar cuidado, está ventando bastante lá fora. Não se esqueça de preparar a janta para ele, e deixe separado o colchão, quero vocês dormindo bem longe um do outro.
— Vó! O Stan já é meu namorado faz um tempão, ele sabe se virar.
— Ele é visita, e somos bons anfitriões. Você já é uma moça e deve cuidar bem dos costumes de nossa família.
Dona Katherine percebeu na hora como sua neta pareceu triste diante de tamanha responsabilidade. Vivian nunca fora boa em esconder seus sentimentos.
— O que foi, querida?
— Ah, vovó, sei lá... acho que preciso viajar.
— Por que você não vai para Kalos? Encontrei com sua tia semana passada e ela disse que a Katheryn está se saindo muito bem lá — disse a velha senhora. — Aquela danadinha, parece tanto com você! Lembro até hoje quando minha irmã falou que queria dar o meu nome para a filha, aí acabou colocando errado, vê se pode, agora temos Katherine e Katheryn na família. Caipira é assim, tem mania de enfiar letra onde nem existe, tem que sempre ter um H e Y só pra parecer chique.
As duas soltaram uma risada calorosa, Vivian abraçou a avó e sentiu-se acolhida.
— Eu amo Azalea e amo vocês, sabia disso?
— Claro, somos incríveis. Por sinal, você não vai acreditar quem te mandou uma cartinha.
— Quem?! — Vivian perguntou ansiosa. Seu primeiro pensamento foi Júlia, mas tinha uma esperança remota de que Falkner tivesse mandado um agradinho.
— O Bugsy — respondeu Dona Katherine, que acabou-se de rir com a expressão da neta. — Estou brincando. Eu não sei quem mandou, mas um rapaz vestido de azul pediu para te entregar.
Dona Katherine estendeu-lhe um envelope com um embrulho ao lado antes de se retirar para dormir. Não havia mesmo remetente.
Júlia. Onde será que estaria? Vivian levantou-se e vasculhou a gaveta mais próxima de sua escrivaninha, onde um punhado de cartas das mais diferentes caligrafias saltou para fora assim que aberto. Começou a reler cartas antigas que sua prima enviara das Ilhas Laranja. Elas ainda a faziam sorrir.
Vivian ainda torcia para que Júlia estivesse bem. Gostava de imaginar que ela se casara com a loirinha de chapéu de palha que conquistara seu afeto, pois suas descrições sobre ela eram sempre tão cheias de carinho e admiração. Esperava que ela estivesse tão ocupada com a vida nova que já não tinha mais tempo para as coisas antigas que ficaram para trás.
Pois um dia as cartas pararam de chegar.
Vivian não gostava de demonstrar o quanto sentia falta de como as coisas eram quando criança — sua única preocupação na época era tirar boas notas na escola e ter certeza de que teria tempo à tarde para explorar a Floresta Ilex — brincava até adormecer no sofá pela tarde e acordar na cama de forma milagrosa que jamais entendera.
Uma insígnia, uma fita, uma medalha de prata, de que adiantava? Desde sempre gostara de colecionar tudo que lhe trouxesse memórias de suas viagens, apesar de seu coração continuar em Azalea, sentia que precisava de algo novo para sua vida.
Ligou o celular e começou a rever fotos que recebera de suas primas. Lembrava-se com carinho dos segredos que compartilhara com a prima Kate Berry que estava arrasando em Kalos, do quanto apreciava o conhecimento da prima Melody e como admirava a beleza da prima Júlia.
— É, espero que estejam muito felizes longe daqui, suas mal agradecidas — respondeu Vivian, enfiando todas as cartas de volta à gaveta e fechando-a com o pé.
Ela deitou-se de bruços na cama e abraçou seu travesseiro, contendo um grito súbito de raiva misturado com cansaço e saudade.
“Cada uma foi para um lado... e eu continuo aqui”, pensou.
Assim que sua avó deixou o quarto, as luzes da casa foram desligadas e Vivian se viu sozinha no quarto sob a luz baixa de sua luminária,
Ela rasgou o lacre e leu o pequeno papel sem desgrudar os olhos:

“Desculpe por não conseguir dar a você a devida atenção nos últimos dias, mas você sempre fez parte da minha vida — da nossa história. Morro de saudades de nosso tempo juntos.
Espero que se divirta, e não se esqueça de colecionar algumas memórias!

Com carinho, C.
P.S. Talvez você encontre respostas que há muito tempo vem buscando.”

Vivian imaginou que aquela carta devia pertencer a algum casal bobo apaixonado — e reconheceu que os serviços de entrega em Johto eram deploráveis para errarem o destinatário —, mas também não descartou que fosse alguma brincadeira de Stanley, só não entendia o significado da assinatura, não se lembrava de nenhum amigo que começasse com a letra C.
— E se for C de Clarisse? Aquela vagabunda, megera, labisgoia, nariguda...
Ela deixou a carta de lado e abriu o embrulho, deparando-se com uma moldura envelhecida que continha a foto de uma ilha remota. Vivian fotografou a imagem com a câmera do celular e jogou no campo de pesquisa do Woogle, que reconheceu a locação como um lugar inabitável conhecido apenas como Ilha Pokémon.
Um sentimento de urgência tomou conta de seu coração. Um turbilhão de perguntas surgiu em sua mente — e se aquele fosse um chamado do destino para que ela arrumasse as malas e viajasse mais uma vez? E se tivesse um tesouro escondido ali? E se naquela ilha remota existisse a resposta para a vida, o universo e tudo o mais?
Afinal, quem era o misterioso Sr. C?
Seu celular apitou o tema de captura clássica das pokébolas.

Enviado por Mozão Loirinho às 23:17.
“Cheguei, meu chuchu. Não toquei a campainha para não incomodar sua família. Tô morrendo, seh loko kkkkkkk Pode abrir a porta?”

Enviado por Vivian Chevalier às 23:19.
“Não. Fica aí.”

Enviado por Mozão Loirinho às 23:19.
“kkkkkkkk. Beleza.”

Vivian nem se deu conta de que ainda estava com a toalha na cabeça, mas assim que abriu a porta, Stanley trazia consigo um girassol, seu violão e uma bagagem de mão. Seu coração derreteu.
— Por um instante achei mesmo que você fosse me deixar dormir aqui fora — disse o rapaz.
— Oxi, que isso? É pra mim? — perguntou Vivian ao ver o girassol.
— Sempre ouço sua avó dizendo que quando vamos à casa dos outros temos que levar um presente, mas estava tudo fechado, então tive que pegar a primeira flor que encontrei. Tá meio murcha porque é noite, mas... acho que o que vale é a intenção, né?
— Caralho, Stan, que coisa fofa da porra, você exagera nessa fofura quando quer, pode não! Vem cá pra gente dar uns xamego!
Vivian agradeceu com um selinho e o convidou a entrar depressa. Antes mesmo que Stanley se acomodasse no sofá, ela começou a tagarelar sua mais recente descoberta.
— Quem você acha que mandaria uma carta misteriosa para um desconhecido? Ou melhor, quem ainda manda cartas hoje em dia?
— Achei suspeita essa foto da ilha... — comentou Stanley. — Esse quadro deve ter uns vinte anos. Mas talvez seja só alguém tentando te atrair para um local desconhecido para roubar os seus órgãos e vender no mercado negro. Isso me cheira à Equipe Rocket.
— Ninguém tem sinal da Equipe Rocket há anos, bobinho. Agora tô doida para sair em uma viagem para encontrar algo, eu só não sei o que é! Isso não é excitante? — disse Vivian, cheia de entusiasmo. — Vou escrever uma carta para vovó, direi que vamos passar um tempo em uma ilha longe de toda civilização vivendo apenas do que a natureza nos servir, que nem aquele programa que tem gente pelada tentando sobreviver, sabe? Posso contar com seu apoio?
Stanley piscou, olhando para o sofá na sala que parecia tão confortável.
— Será que não poderíamos fazer isso... amanhã?
— Amanhã podemos estar MORTOS, Stan!
— Mas eu acabei de voltar de uma viagem longa, fiquei preso por horas no aeroporto. Eu só queria um banho e um abraço...
— Quer que seja nessa ordem? — ela respondeu, puxando-o para perto. — A Vivian de antigamente teria saído no meio da madrugada gritando feito louca, mas a Vivian atual é muito mais madura e vai cuidar do seu fofinho cansado.
— Posso tirar o tênis? Sempre me sinto à vontade quando venho aqui.
— Demorou, mozão — disse Vivian ao se levantar. — Enquanto isso, vou enchendo a água da banheira até ficar bem quentinha, vamos aproveitar já que estão todos dormindo, o que me diz?
— Aí eu vi vantagem — respondeu Stanley.
Vivian desapareceu pelo corredor, mas voltou de fininho e ficou observando-o de relance pelo batente da porta com o olhar apaixonado.
— Obrigada por viajar até aqui só pra me ver.
— Como se eu tivesse vindo aqui pra ficar com você. Eu quero é provar daqueles doces fabulosos que a sua avó prepara — respondeu Stanley com uma risada.
— Ah, desgraça, vou te colocar pra dormir com os Slowpoke no poço aqui perto!
Antes que ela surtasse, Stanley puxou sua namorada que caiu sentada em seu colo.
— Você continua a mesma Vivian de sempre. Eu te adoro.
— Só vou te perdoar hoje porque estou sozinha e carente, ouviu?
A garota o abraçou com tanta vontade que desejou nunca mais largá-lo, naquele instante não pensou em Falkner, em remetentes desconhecidos, ilha perdida ou qualquer coisa parecida; só queria estar ali, ao lado dele. Ela lhe lascou um beijo longo e demorado, seus dedos deslizavam pelo pescoço dele, sentindo-o o estremecer. Quando se desvencilhou, gostava de sempre deixar aquele gostinho de “quero mais”. Os dois se colaram perto o bastante um do outro para se tornarem um e, pelo menos por algumas horas, apenas amor e saudade preencheu seus corações.

I Don't Wanna Go

Calma, gente, isso não é um post de despedida! Não estou saindo da Aliança Aventuras nem nada. Vim só matar mais uns personagens (Hah, hah, sério.) É só um daqueles posts genéricos que me pego escrevendo depois de seis meses ausente, ainda gosto de publicar essas bobeiras. Se você não assistiu os filmes, é provável que não entenda nada disso aqui. Keep going.

Agora que o frenesi pós Guerra Infinita acabou, creio que os spoilers já estejam liberados. Em Maio eu cheguei a fazer uma paródia com os personagens dos Fire Tales como personagens dos Vingadores, e isso bem que me deu uma ideia bacana semana passada, porque dia ia 7 de Dezembro a Marvel liberou o trailer do quarto filme, intitulado Ultimato. Talvez o choque na época em que fui ao cinema assistir o terceiro foi tão grande que eu nem gostava de tocar no assunto, mas 2019 nos trará a conclusão dessa longa jornada.

Pensando no contexto do filme, 50% da população do universo está extinta. Foi então que pensei: e o restante? E os outros mundos? Imagina se isso tivesse afetado até as nossas fanfics? Quem seria digno de viver e quem viraria poeira?

Do lado dos Pokémon é onde começa a parte trágica. Eu vivo brincando que todo mundo sobreviveu depois da Liga, foi só levar pro Centro Pokémon e tchuru-ruuuum~, tá todo mundo curado! Mas num contexto semelhante ao que aconteceu no filme, qual seria a reação dos personagens ao ver seus entes queridos desaparecer em seus braços? Bom, aqui vai os meus 50% condenados:
  • Tem forma mais cruel de começar uma história do que sumindo com os protagonistas? Bom, acho que tanto o Aerus quanto a Titânia não sobreviveriam, restando ao Watt reunir o PODER DA AMIZADE para trazê-los de volta (tenta imaginar a cara do Aerus ao perder a Tih DE NOVO. Só tenta);
  • O General iria rodar, mas talvez a Glaciallis ficasse viva. Ou os dois morrem, eles têm esse laço eterno que os une. Parte da graça está em tirar o General da jogada, o restante dos membros sempre se desesperam sem ele para liderá-los;
  • Mikau sobrevive, Milena morre. O Mikau já é meio pirado, acho que se isso acontecesse, bem... ia dar merda, são muitas possibilidades, ele com certeza seria um dos integrantes mais fortes e perigosos a ficarem vivos;
  • Milady e Duke sobrevivem (DUKE, É A SUA HORA DE BRILHAR!). Eu acho que daria para criar um arco muito pessoal e bonito envolvendo o trauma da Milady em perder o Isaac, o Sr. Atros, Sly, Malbora e Magnum todos de uma vez. Ela estará completamente sozinha e terá que aprender não apenas a ser uma mãe melhor, mas uma pessoa melhor;
  • Chaud e Tom sobrevivem. A Eva morre. E isso já é o suficiente para os dois perderem completamente a cabeça;
  • Al Capone e Karl sobrevivem, Sophie e Lyndis somem, ou quem sabe o oposto. Separar famílias é de cortar o coração;
  • Yoshiki morre, Jade sobrevive. É sempre cruel separar esses dois;
  • Marco e Wiki sobrevivem, Mozilla morre. Vista é destruído, parte do arco seria trazê-lo de volta porque nosso grande Metagross é sempre um poderoso aliado dotado de grande inteligência;
  • Beliel sobrevive, Seth morre. Para o fucking Dragonite do Lance desaparecer, é porque a coisa é séria. Ele é tipo o Doutor Estranho dos Fire Tales;
  • Panetto e Akebia morrem. Ninguém nunca lembra dos dois mesmo;
  • Coffey estaria de volta. O grandão sempre foi conhecido por seu amor ao próximo, seria ótimo vê-lo atuando em seu lado mais místico;
  • E finalmente *pasmem* Paula morre! Parte da graça desse arco estaria nisso, você tem os Pokémon Lendários mais poderosos, alguns conhecidos por distorcerem o tempo e o espaço, e mesmo eles não são capazes de fazer nada frente ao estalar de dedos. Imagino que o Dialga também rodaria, assim como Celebi, pra não dar chances de viagens no tempo.
E vamos ao plot:

"Após o estalar de dedos, Lukas desaparece diante dos olhos de Luke. No Arco dos Clones, Lukas foi o responsável por resgatar o irmão das garras dos Rockets, mas eu sempre tive a impressão de que o Luke não conseguiria fazer o mesmo. Ele tem dificuldades em lidar com coisas mais forte do que ele. Não há um plano de resgate. Essa é uma batalha que todos começam derrotados.

Sem saber o que aconteceu ou a quem recorrer, o que Luke faria? Simples, ele reúne o que restou de sua equipe de Pokémon e as de seu irmão e parte para o Distortion World, imaginando que se trata de um plano de Giratina. Mas qual é sua surpresa ao descobrir que os Pokémon Lendário também foram afetados? Então, Giratina se alia ao garoto humano para enfrentar forças muito maiores que eles próprios, para reconquistar seu reino  mas estaria ele cumprindo vingança, se divertindo, ou a serpente também está atrás de descobrir o segredo da morte?"

Isso daria um baita plot, hein? Agora deixa eu voltar a escrever meu especial com a Vivian, porque não tenho mais condições de produzir nada a nível da Liga pelos próximos anos kkk Kokoro não aguenta...


Capa Oficial do Meu Livro

Diga aí, povo de Sinnoh! Passei para atualizá-los de como está andando minha jornada em busca da publicação de meu primeiro livro físico. Eu já estou nessa desde meados de 2014 quando postei uma prévia aqui no blog, de lá para cá muita coisa mudou, mas eu nunca tive algo muito concreto para mostrar para os leitores fora um vislumbre dos primeiros capítulos.

A capa foi ilustrada pela Lúcia Lemos, acima vocês conferem um mockup de como ele vai ficar depois de impresso. Terminada essa etapa caminhamos para as ilustrações que estou trabalhando com a Nyx (ela também ilustrou toda a Liga Pokémon da fanfic), depois passamos para a diagramação e finalmente a impressão. Pois é, falta muito pouco, quando eu tiver o livro em mãos volto para atualizá-los!

Não se esqueça que você também pode continuar acompanhando minhas atualizações no Reino de Sellure, onde posto algumas tirinhas, capítulos especiais e mais informações de minha jornada como autor. É só clicar na imagem abaixo. Grande abraço, galera!

Qual a última frase?

Minha saga em busca de conteúdo extra com alto fator nostalgia continua. Em uma dessas madrugadas, me peguei revendo os capítulos finais da Liga (e me emocionando com as mesmas partes), pois no mais recente Capítulo 101 tivemos a despedida do Sr. Atros e sua última aparição  na História Central. Todo mundo sabe que os personagens vão e vêm por essas terras e não demora muito para eles darem as caras de novo, mas com a fic concluída, quando foi a última vez que nossos respectivos treinadores e Pokémon tiveram chance de se pronunciar? Não parece que faz tanto tempo, mas a Liga terminou em Fevereiro de 2015.

Pois bem, eu fiz uma lista contendo a última frase dita por cada personagem. Pesadão, né? Todas elas são tão... típicas deles, rs. Mas algumas também são bem engraçadas. Outras ainda me emocionam.

Tenha em mente que essa postagem não inclui nenhum especial, episódio dos FT ou Supports, contei apenas dos Capítulos 1 ao 100.

TREINADORES
Luke
"É. Saquei."  Capítulo 100.

Lukas
"Quero surpreender pessoas, quero que elas encontrem nessa história um refúgio para os que fugiram da vida, uma aventura a ser vivenciada, um sentido para quem perdeu os motivos de acreditar."  Capítulo 100.

Dawn
"Acho que é por isso que me apaixonei por você. Mas não esquece que eu não sei nadar, hein?"  Capítulo 100.

Vivian
"Ahh, sim. Eu pensei que vocês fossem, tipo, fazer sexo selvagem".  Capítulo 100.

Stanley
"Ihh..."  Capítulo 100.

Paula
"Talvez eu tenha encontrado. Mas vou querer que você descubra sozinho."  Capítulo 93.

Riley
"Vocês nos superaram mais uma vez, souberam trabalhar melhor do que nós dois que nos conhecemos há tanto tempo. E para ser bem sincero, eu já sabia que o Volkner estava meio enferrujado."  Capítulo 90.

Roark
"Obrigado, meu amigo, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado! Este é o melhor presente de minha vida!!"  ao ganhar uma pedra de Luke no Capítulo 73.

Marley
"Mais uma vez essa ruiva volta para a minha lista negra". — Capítulo 77.

Fantina
"Eu aceito o seu pedido, agora vem que a Fan Fan é toodinhaa sua! Vou te mostrar as minhas mãos de fada". — Capítulo 77.

(Zuera, na verdade foi essa aqui, mas não é nem de perto tão legal: "Adoro quando eles transformam uma apresentação em um campo de guerra!" — Capítulo 93.)

Volkner
"Nada de insígnias, apenas a boa e velha rivalidade. Continuem derrubando seus rivais, falta pouco para vocês chegarem lá em cima". — Capítulo 90

FIRE TALES
Titânia
"Me diga, quem os seus olhos estão olhando?" — Capítulo 99.

Aerus
"Eles sempre olharam para você."  — Capítulo 99.

Watt
"Tih?"  — Capítulo 99.

Mikau
"Adoro." — em resposta à frase Chaud: Você gosta de jogos? Capítulo 97 - Parte 4.

Milena
"Mikau... fique comigo." — Capítulo 97 - Parte 4.

Glaciallis
"Permita-me só por um instante derramar estas lágrimas que transbordam. Prometo que logo irei reerguer-me." — Capítulo 96 - Parte 3.

General
"Eu ainda irei te amar." — Capítulo 96 - Parte 3.

Chaud
"Obrigado. Por me carregarem quando eu não encontrei mais forças para me manter de pé."— Capítulo 97 - Parte 4.

Eva
"Eu vou poder senti-lo alguma outra vez? Não sei se conseguirei segurar as minhas lágrimas por muito tempo..." — Capítulo 97 - Parte 4.

Tom Sawyer
"Eva, se você não quiser chorar, então eu vou chorar por você." — Capítulo 97 - Parte 4.

Duke
"Mãe, eu só quero voltar pra casa... Estou cansado. Onde estão os outros? Por que eles ainda não voltaram?" — Capítulo 97 - Parte 4.

Milady
"É claro que sim, querido. E quando ele voltar, todos nós faremos uma festa juntos, e você vai poder pedir o que quiser [...] Com exceção de dinheiro, porque você sabe que nunca dou dinheiro." — Capítulo 97 - Parte 4.

Isaac
"Não estou falando das lágrimas do lamento, e sim, da felicidade. Da felicidade por saber que nossos amigos ainda vivem, por saber que podemos encontrá-los em algum lugar desse vasto mundo, só precisamos começar a procurar. São as lágrimas da esperança." — Capítulo 56.

(Como Isaac não estava presente na Liga, sua última frase foi dita ainda no Arco dos Clones.)

Sophie
"Sei disso, meu querido. E você sempre será." — em resposta à Sonnen: Você era minha única família. Capítulo 95 - Parte 2.

"Fique bem forte, mais do que eu, mais do que qualquer um. Eu também vou treinar para me tornar forte. Para te proteger. Para não perder você. Isso é uma promessa."  Última frase do flashback, Capítulo 95 - Parte 3. 

Al Capone
"Vocês não precisam ver isso." — Capítulo 95 - Parte 2.

Karl
"Ela chama todo mundo de fofo, cara." — Capítulo 95 - Parte 2.

Lyndis
"Pai!" — Capítulo 95 - Parte 2.

Atros
"Sou um soldado, Sir Isaac. Aprendi a deixar as mágoas e a tristeza há muito tempo." — Capítulo 56.

(Como Atros não estava presente na Liga, sua última frase foi dita ainda no Arco dos Clones.)

Sly
"CHOOOOOOOOOOOOP!" — em resposta à Dawn: AHH, POKÉMON HENTAI!

(Sly nunca teve nenhuma fala na História Central. A única vez foi através de um grunhido capítulo de sua captura, no Capítulo 9.5)

Malbora
"Nesse exato momento nunca estive tão feliz por encontrar alguém que nunca vi. Essa Malbora... A verdadeira... Ela é uma mulher de sorte por ter amigos como vocês. Muita... sorte..." — Capítulo 56.

(Como Malbora não estava presente na Liga, sua última frase foi dita ainda no Arco dos Clones. Na verdade quem falou foi seu clone, porque a verdadeira é muda).

Magnum
"Mas... Não desejo matá-lo." — Capítulo 56.

(Como Magnum não estava presente na Liga, sua última frase foi dita ainda no Arco dos Clones.)

Yoshiki
"Jade, com que cara vou encarar a Tashiki agora?" — Capítulo 97 - Parte 2.

Jade
"Então vamos nós dois tomar bronca juntos!" — Capítulo 97 - Parte 2.

Marco
"Fiquem comigo! Eu não quero ficar sozinho de novo!" — Capítulo 98 - Parte 2.

Wiki/Mozilla
"Nós sempre estaremos com você, meu amor. Todos nós, juntinhos. Sempre." — Capítulo 98 - Parte 2.

Vista
"TOGETHER." — Capítulo 98 - Parte 2.

Coffey
"Diga que todos merecem uma segunda chance." — Capítulo 97 - Parte 2.

Beliel
"Seu lugar já está reservado há tempos." — em resposta à Mikau: Então, nos encontramos no inferno? Capítulo 97 - Parte 2.

Seth
"E espera que a Liga termine com um empate? Que tudo que vocês lutaram para conquistar até aqui seja em vão? Vamos lá, guerreiro, seja mais do que sentimentos e emoções mistas no campo de batalha." — Capítulo 99.

Akebia
"Prove de todos os perfumes da vida e use um novo a cada dia." — Capítulo 80.

Panetto
"Viaje o mundo, conheça pessoas novas, prove um pouco de tudo, erre bastante e também ame de montão!"  Capítulo 80.


REMARKABLE FIVE
Atômico
"Moooooooooorram... toooooooodos..." — Capítulo 94 - Parte 2.

Tashiki
"Que droga, tem tanta coisa que eu queria falar, mas no final não sai nada. Tch. Obrigada. Eu fui muito feliz." — Capítulo 94 - Parte 2.

Sonnen
"Game Over." — Capítulo 95 - Parte 3.

Presidente
"Ah, acho que encontrei o caminho." — Capítulo 96 - Parte 3.

Davy Jones
"Espero que não pense que eu tenha sido um mentiroso minha vida inteira, pois de todas as mentiras que contei, a única verdade era que eu a amava. Me perdoe, Bonna." — Capítulo 97 - Parte 2.

Bonna Party
"Elba..." — Capítulo 97 - Parte 4.

iDie
"Let me GO! NOOOO!" — Capítulo 98 - Parte 2.

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