Posted by : CanasOminous Jun 9, 2018

— Ei, pivete. Já faz quanto tempo?
— Três anos, pelos meus cálculos.
— Uau. Pensei que nunca fôssemos voltar.
— Não diga bobagens. Sinnoh sempre será nossa casa.
O cruzeiro deslizava pelas águas gélidas que cercavam o continente, a Battle Tower se erguia tão alta quanto o próprio Mt. Coronet. A chegada estava prevista para as oito da noite e todas as luzes da região estavam acesas como se fossem estrelas cintilantes. Uma névoa fraca cobria o oceano, as chaminés do navio exalavam fumaça como se respirassem com dificuldade.
A enorme embarcação atracou, suas pontes foram estendidas até terra firme. O garoto fechou os olhos, respirou fundo e percebeu a dificuldade por conta da temperatura amena. Seus lábios estavam ressecados, as bochechas coradas e o coração aquecido. Nunca percebera como cheiros remetiam a lugares em que estivera, talvez sua mente estivesse tão associada à ideia de voltar que uma simples pedra poderia lhe despertar as lembranças mais remotas da infância.
Eles viajaram por muito tempo. Mas em algum lugar a saudade de casa foi mais forte.
Seu irmão se aproximou de malas prontas, deixou-as no chão e aproximou-se do gêmeo para arrumar o cachecol branco que estava torto em seu pescoço.
— Pronto. Como se sente? — perguntou Lukas.
— Ansioso. Acho que preciso de uma cama e alguém para me esquentar — respondeu Luke. — E você?
— Senti muita falta de todos. Desse lugar. — O garoto pareceu disperso, tantos pensamentos percorriam sua mente que parecia difícil organizá-los. — Sabe, viajar pelo mundo foi uma experiência e tanto, mas quando penso que estamos de volta sou tomado por um misto de saudade e nostalgia.
— O mundo parecia menor naquela época. — Luke murmurou, pegou sua mala e desceu do convés. — Já estou me sentindo com treze anos de novo.
Era inverno na região e os turistas lotavam os corredores do cruzeiro que atracara na Battle Zone, uma ilha localizada no nordeste de Sinnoh. Os Irmãos Wallers haviam marcado de se encontrar com uma amiga especial na Resort Area, um condomínio luxuoso que servia de morada para celebridades no mundo inteiro.
Ao descerem pela ponte no deck, um casal os aguardava de braços abertos. Lukas disparou na frente e foi acolhido nos braços de sua mãe e Luke enterrou o rosto nos ombros do pai e se segurou para não chorar.
— Minha nossa, como vocês cresceram — disse Melyssa.
— Por que tenho a impressão de que você sempre diz quando nos encontra? — perguntou Luke.
— Deve ser porque vocês ficam tanto tempo longe que, quando retornam, é sempre motivo de comemoração — respondeu Walter. — Estou feliz em tê-los de volta, meus amados filhos.
O ex-campeão de Sinnoh estava com mais fios grisalhos desde a última vez que se viram, sua barba estava quase toda branca e as marcas de expressão no canto dos olhos denunciavam que a idade também chegara para ele. Lukas não pôde deixar de brincar com o fato de que seu pai ganhara um pouco de peso, mas o velho Walter vinha desempenhando um excelente papel na administração de Sinnoh desde que o governo e o cargo de campeão foram separados. Melyssa continuava cheia de ternura e charme, vestia um sobretudo ocre e cada ano que passava só a deixava mais charmosa.
A família Wallers não parou de conversar o caminho todo até o hotel, havia tanto a se falar! Luke e Lukas mal podiam esperar para voltar a Twinleaf, olhar para o Lake Verity onde suas jornadas como treinador e coordenador tivera início e mergulhar em uma viagem no tempo.
— Quando voltarmos, qual será a primeira coisa que vão fazer? — perguntou a mãe dos meninos.
— Eu ia adorar rever nossos amigos — disse Lukas. — Sinto tanta falta deles.
— Quero confirmar se ainda vou caber no beliche de cima — respondeu Luke. — Vocês deixaram as nossas coisas no mesmo lugar ou já venderam tudo e construíram um quarto de hóspedes?
— Sua mãe não me deixava nem tirar pó lá de dentro, quanto menos mexer em seus pertences — disse Walter com um sorriso. — Como vocês disseram que têm um compromisso antes de voltarem para Twinleaf, marquei com os membros da ex-elite para um almoço quando vocês voltarem. Até mesmo Ike Smithsonian disse que iria fazer de tudo para comparecer.
— Pô, que saudade deles! Erick, tio Glenn, tio Marshall — comentou Luke. — Fiquei sabendo que o Ike perdeu o posto de campeão enquanto estivemos fora, é verdade?
— Sim, já faz um tempo, filho. Mas ele também estava querendo sair, esses cargos importantes ocupam tempo e exigem muita dedicação de nós.
— Eu entendo. Descobri que há muitos outros treinadores poderosos por aí. Acho que eu pensava que a história girava em torno de mim, sabe? Em nossa jornada atrás das insígnias para vencer a Liga Pokémon em Sinnoh, eu não fazia ideia de como o mundo era grande.
— O Luke participou de torneios em Hoenn e Kalos. Ganhou muito, mas também apanhou pra caramba. Nós conhecemos muita gente incrível — explicou Lukas.
— Pois é. Aí tiramos esse último ano pra passar umas férias em Alola — disse Luke. — Pegamos sol de quarenta graus por lá, e agora estamos aqui congelando na terra dos Delibirds.
— Que bom que voltaram, porque assim mamãe pode cobri-los de noite e fazer chocolate quente, ou vocês estão velhos demais para isso? — disse Melyssa.
Luke e Lukas se entreolharam. Com sua mãe para mimá-los seria como ter dez anos de novo.
Walter e Melyssa estavam de visita na ilha norte para realizar uma reunião com Palmer Tycoon, o chefe da torre de batalha, para discutir questões financeiras. Palmer era um treinador fenomenal que testava o limite dos desafiantes mais experientes. “Never lose! Keep wining!” era o lema da torre, mas Luke não se sentia no clima de encarar uma centena de desafios em sequência. Se ainda tivesse quinze anos não teria pensado duas vezes para começar, Palmer era pai de Stanley, seu maior rival. O loiro não pôde comparecer no reencontro porque Vivian o levara para sua cidade natal em Johto, ela fez questão de apresentar todas as Primas de Azalea de uma só vez para certificar-se de que sua família aprovaria seu novo namorado, afinal, o requisito básico ele tinha — ser loiro e aguentá-la vinte e quatro horas por dia.
Além do encontro com os pais, Luke e Lukas haviam marcado de rever uma amiga muito querida. Walter e Melyssa mal tiveram tempo de ouvir todos os detalhes sobre a nova jornada dos filhos, mas teriam tempo para isso quando todos voltassem juntos para Twinleaf no fim de mês.
— Quantas blusas vocês trouxeram? Estão levando escova de dentes e toalha? E não se esqueçam de comprar flores para a dona da casa, filho meu não vai visitar ninguém de mãos vazias. — Melyssa os repreendia e os irmãos só conseguiam rir da preocupação dela.
— Qual é, mãe, nós já temos dezoito — disse Luke.
— Eu sei, eu sei, mas... Ah, meus queridos. — Ela os envolveu num abraço forte e lhes deu um beijo na testa. — Vocês sempre serão minhas crianças.
Após se despedirem dos pais, os gêmeos pegaram a balsa até o outro lado da ilha. Quando menores, os dois visitavam a Resort Area com frequência. Lukas fora convidado a participar de um evento na Ribbon Society onde só os melhores coordenadores do mundo tinham acesso. Milena, sua Milotic fora condecorada por uma das apresentações mais belas já feitas. Assim como seu irmão, ele participou de Contests espalhados pelo mundo para aprender novas técnicas e, principalmente, se divertir. Suas aparições eram marcadas por levantar questões humanitárias, ele até fora convidado para duas ou três palestras em escolas.
Os condomínios de luxo da Resort Area eram extraordinários,  só se tinha acesso ao local por meio de uma permissão assinada. Treinadores do mundo inteiro compravam terrenos para construir suas mansões, como a líder de ginásio e modelo Elesa, e Diantha, campeã de Kalos.
O endereço deixado era em uma casa de campo, número 17. Como prometeram a sua mãe, Luke comprou um vaso de lírios brancos. Aquelas flores tinham muita história.
Os Wallers estavam acostumados a ser tratados como reis desde criança. Eles não ligavam para dinheiro e nem gostavam de se gabar por isso. Para uma criança de quinze anos como Luke, ganhar a Liga lhe dera a chance de ser tratado como uma celebridade durante os anos se seguiram, ele fora convidado para fazer comerciais e até mesmo participar de outras Ligas, mas não queria esbanjar-se do sucesso, o jovem treinador manteve uma chama acesa que ansiava por aventura.
Longe de Sinnoh ele era apenas mais um, e isso o agradava.
— Tô bonito? — perguntou Luke em frente à porta antes de tocar a campainha.
— Você está incrível, sublime, acho que é o garoto mais lindo que já vi na minha vida.
— Tá falando isso porque somos gêmeos?
Os dois foram pegos rindo sem parar e, quando a porta foi aberta, uma voz familiar soou do outro lado. Luke esperava uma garota, mas viu uma mulher. Seu cabelo crescera, mas ela ainda os prendia com duas presilhas no canto como sempre fizera quando menina. Ao vê-los parados ali com um vaso de lírios na mão, ela quase começou a chorar.
— Surpresa...? — Luke falou acanhado quando Dawn pulou em seus braços e acolheu os dois rapazes cheios de ternura.
— Por Arceus, eu senti tanto a falta de vocês!
— Como é bom revê-la, Dawn! — disse Lukas cheio de empolgação. — Nosso trio está reunido de novo, nem dá para acreditar.
— E isso são lírios? Ah, só vocês para prepararem uma surpresa dessas! Ainda lembro quando eu e o Luke brigamos e ele comprou essas flores para se redimir, só depois foi descobrir que o significado delas era casamento. Tadinho, ficou tão acanhado!
— Eu ainda sinto vergonha disso.
— Eu amo lírios desde então, tá bem? São minhas flores favoritas.
Dawn os convidou a entrar como se fosse a anfitriã, o interior da casa era ainda mais deslumbrante e requintado do que os jardins e muros do lado de fora. A lareira estava acesa mantendo o ambiente quente e aconchegante, Lukas tropeçou em um par de pantufas cor-de-rosa no caminho, eles se sentiram acomodados na mesma hora, pois a casa era como uma das pousadas de inverno em Snowpoint.
Luke subiu para deixar as malas no quarto, Dawn não parava de falar de tão ansiosa que estava, ela parecia compensar pelos últimos três anos de assuntos.
— Lukinhas, fica à vontade! Não me venham agir como se fossem estranhos, vocês já são de casa!
O rapaz concordou e foi até a sala de jantar. Um cheiro delicioso deixava um rastro até a cozinha. Os pratos estavam postos, mas ele percebeu que havia cinco lugares e perguntou para a amiga quando ela voltou:
— Vai vir mais alguém?
Uma garotinha de cinco anos passou correndo pelo corredor atrás de um Piplup, mas ao ver os estranhos, ela voltou ainda mais depressa para se esconder.
— Duke, traz ela aqui! Quero que conheçam a Verity — disse Dawn, chamando a menina para que ela os cumprimentasse.
A garotinha se escondeu atrás de Dawn toda tímida, Lukas apoiou-se nos joelhos para ficar na altura dela. Ele sempre levara jeito com as crianças, que por sua vez também se encantavam com seu sorriso.
— Oi, Verity, meu nome é Lukas. Eu sou amigo da Dawn faz muito tempo, sabia? Ela foi minha colega de viagem e tomava conta de mim, pode-se dizer que é minha irmã mais velha.
Lukas olhou para um lado e depois para o outro, como se quisesse ter certeza de que ninguém os observava.
— Você gosta de mágicas, Verity? — A menina fez que sim com a cabeça e Lukas se levantou. — Eu vou sair por essa porta e depois reaparecer em outro lugar, tudo bem?
No instante em que Lukas deixou a casa, Luke desceu a escada em um timing perfeito. Verity ficou perplexa e Dawn não escondeu a risada, afinal, a criança não fazia ideia de que os Irmãos Wallers eram gêmeos.
— Opa, e quem é essa menininha linda? — Luke aproximou-se com as mãos no bolso e bagunçou o cabelo dela. — Digo, tem duas aqui, mas qual delas será a mais bonita?
Verity deu risada e encolheu os ombros, acanhada. Luke certificou-se de que seu irmão não estaria por perto antes de perguntar:
— Pode me responder uma coisa? É muito importante. Essa resposta pode definir o rumo da sua vida.
Verity encheu-se de ansiedade.
— Você quer ser treinadora ou coordenadora quando crescer?
— Treinadora, com certeza! — respondeu Verity.
Luke estalou os dedos, estendendo a mão para ela.
— Toca aqui, tu é das minhas!
Verity seguiu perseguindo o pinguinzinho até a cozinha. Depois que Lukas voltou, ele explicou da mágica e os dois combinaram de pregar outra peça nela antes da janta.
— Que menininha adorável — disse o coordenador.
— É minha filha — respondeu Dawn.
— O QUÊ? — Luke berrou mais alto do que gostaria.
— É só por consideração, bobinho! Como eu e a Cynthia assumimos um relacionamento mais sério, ela me contou que tinha uma filha. Tudo bem que a nossa diferença de idade é grande e às vezes eu acabo cuidando dela como se fosse minha irmãzinha, mas ela é tão fofa, não?
— Onde está a Cynthia, por sinal? — perguntou Lukas.
— Na cozinha. Estamos preparando um prato especial para vocês.
Quando Luke e Lukas entraram, eles não puderam esconder a surpresa. Cynthia era a única pessoa no mundo que conseguia agir como uma modelo dentro de casa, vestir um avental sujo e ainda tomar conta de uma criança sem perder a classe e desmanchar a franja. Ela acabara de retirar do forno um delicioso prato de batatas gratinadas, o que os levou em uma viagem no tempo para o começo de suas aventuras.
— Bem na hora! — disse Cynthia. — Sejam bem vindos.
— Não acredito no que estou vendo! Você ajudou ou ficou só olhando? Dessa vez acertaram na receita ou vamos comer batatas marrom glacê pela segunda vez? — Luke brincou com sua amiga.
Dawn foi até Cynthia e lhe deu um beijo na bochecha.
— Eu ajudei, tá bem? Não foi só vocês que evoluíram nesse tempo.
O jantar foi servido em talheres dourados e taças de cristal. Havia também macarronada à bolonhesa, arroz temperado e, no centro, as gloriosas batatas gratinadas no ponto, recheadas com queijo e creme de leite. Verity perguntou se um batalhão iria vir para jantar, isso porque ela ainda não conhecia aqueles dois com fome. Cynthia lhes ofereceu uma garrafa de vinho, afinal, todos ali agora eram maiores de idade, mas Luke se contentou com um refrigerante bem gelado, e Lukas, um pouco de suco de laranja. Verity não ficou decepcionada ao descobrir a verdade por trás do truque de mágica, era a primeira vez que via irmãos gêmeos tão parecidos e divertiu-se muito com as histórias que eles tinham para contar.
— Três anos, quem diria. Onde estiveram esse tempo todo? — perguntou Cynthia.
— Nós começamos nossa viagem por Hoenn, uma terra fantástica, nos sentimos em casa lá apesar do clima e a povo ser tão oposto ao de Sinnoh. Os melhores coordenadores do mundo são de lá. Depois fomos até Kalos para visitar Lumiose e a Prism Tower, conhecemos muita gente bacana. Ano passado fomos a Alola só para aproveitar, nossos Pokémon é que se divertiram. E agora, qual o destino? — Lukas perguntou para seu irmão.
— Unova. Depois Johto, por último não pode faltar Kanto. Quero visitar todos os lugares que puder.
— Vocês estiveram em Dewford também? — perguntou Dawn.
— Sim, sim. Lá tem uma caverna irada conhecida como Granite Cave — disse Luke. — Fiquei tentado a capturar um Pokémon novo para o time.
— A ilha é linda, não? Passei toda minha infância lá com meus pais porque eles estavam sempre envolvidos em pesquisas na região.
Um silêncio ligeiro percorreu a sala.
— E a propósito, Dawn... Meus pêsames por sua perda. — Lukas comentou. — Nós não pudemos vir ao enterro.
— Obrigada. Nós o enterramos aqui fora no jardim, fica tudo tão florido na primavera... Querem ir ver depois da janta? Aposto que seus Pokémon ficariam contentes também.
Durante a janta, Luke teve uma conversa agradável com Cynthia sobre Garchomps e estratégias avançadas. Apesar da ex-campeã nunca mais ter tentado reconquistar seu posto, ela podia dizer que estava vivendo seu auge por ter uma garota incrível como Dawn para compartilhar esses momentos. Dawn inclusive aceitara Verity como sua própria filha, ela era tão amável, sempre levara jeito com crianças. A mais nova amava Duke, dizia que quando completasse 10 anos seu inicial seria um Piplup e ela também não o deixaria evoluir. Luke já não agia mais com ciúmes perante Cynthia, seu relacionamento com Dawn lhe ensinara muitas coisas, ele estava verdadeiramente contente por ver as duas tão felizes.
Terminada a refeição, Luke ficou para lavar as louças, o que pareceu um milagre. Dawn levou Lukas para o jardim da casa, um vento gélido soprou do oceano, era possível enxergar o hálito quente assumindo formas no ar.
Dawn vestiu seu gorro e caminhou o percurso todo com o braço enganchado no seu companheiro para que ficassem quentinhos. Assim que chegaram ao túmulo, o garoto apoiou os joelhos no chão e fez um cumprimento. Ali estava enterrado o Aggron de Dawn, que falecera certa noite por já ser bem velhinho. A conversa sobre Dewford e a Granite Cave a lembrava do dia em que seu pai capturara o pequeno Aron.
— Ei, senhor Atros. Eu trouxe alguém para te ver.
Ele sacou uma pokébola de onde saiu sua Espeon. Dawn também liberou a Glaceon e Leafon, os Pokémon que eram pais da Eevee que hoje viajava o mundo ao seu lado. Milady rodeava Eva como se a enchesse de carícias, Isaac a consolava com um jeito paternal.
A Espeon sentou-se ao lado de seu treinador e ficou encarando o túmulo por infindáveis minutos. Ela encostou o focinho no mármore e começou a chorar baixinho.
O Sr. Atros foi um guerreiro incrível, ele protegeu nossa família como se fosse a dele. Que ele encontre seu descanso merecido”, foram as palavras de Isaac, o Leafeon.
— É. O tempo não espera ninguém... — murmurou Lukas que assustou-se ao perceber que Dawn também chorava. Ele a envolveu num abraço forte, compartilhando de sua tristeza.
— Desculpa — falou Dawn. — Eu sempre acabo chorando... Eu senti tanta falta de vocês.
— Nós estamos aqui agora. Desculpe-nos por tê-la deixado esperando.
Ela limpou o rosto e esforçou-se para sorrir. Dawn sempre fora boa em esconder sentimentos.
— Me diz, como anda a Paula?
— Ela está bem, mas não temos nos visto muito. Não é fácil ser deusa. Acho que tirei esses anos todos para me dedicar ao meu irmão. Nós estamos mais próximos do que nunca e eu fico feliz por isso. Depois que ele ganhou a Liga, morri de medo de que seguíssemos caminhos opostos. É muito egoísmo desejar que alguém fique para sempre com você?
— Claro que não, querido. Às vezes também penso nisso, que Palkia poderia convencer Dialga a voltar no tempo, sabe? Trazer pessoas de volta. Corrigir erros que cometi durante a vida.
— E Dawn Manson já cometeu algum erro?
— Nossa, quer a lista agora ou te mando depois? — Ela riu e deu uma tossida. — Primeiro, eu me certificaria de não ter feito feio na frente dos seus pais quando cozinhei as batatas gratinadas. Depois, eu gostaria de aprender a nadar. Talvez eu também devesse ter me dedicado mais à minha carreira como pesquisadora, depois que fui mandada embora pelo Profº Rowan fiquei meio perdida... Mas será que isso mudaria o futuro? E se eu não tivesse saído naquela jornada com vocês? E se o Luke não tivesse me salvado quando quase me afoguei? E se eu tivesse seguido outro sonho, tipo virar médica? Onde nós estaríamos hoje em dia?
— Se eu tivesse os poderes de Dialga, minha existência seria triste — respondeu Lukas. — Eu detestaria mudar uma fase que foi tão boa para mim.
— Acompanhar os sonhos de vocês foi tudo para mim. Às vezes sinto até uma invejinha, acho que eu queria uma história para contar sobre as minhas conquistas também, mas quando me olho no espelho e vejo essa Dawn de vinte anos, percebo que isso não é nem de perto o que planejei para minha vida. É engraçado que a gente pensa que quando envelhece encontra a resposta para tudo, mas a verdade é que surge um vazio que começa a aumentar na medida que percebemos que não temos o controle de nada.
— Quer dizer que você não está feliz?
— Sim, claro que estou! Céus, eu amo tudo o que tenho hoje. É só que... Nossa, como é difícil dizer adeus para as coisas que amamos, não é? Hábitos, projetos, rotina, pessoas, familiares, Pokémon... Tudo que eu sabia e queria girava em torno de vocês. Eu fui uma boa companheira de viagem?
— Dawn, você foi a melhor companhia que poderíamos pedir. Nós não teríamos chegado tão longe sem você. A nossa aventura foi o maior espetáculo de nossas vidas, e não pense que você foi inútil, seu apoio é o que nos motivava a continuar seguindo em frente. Acho que conforme vamos envelhecendo nós passamos a valorizar mais os pequenos momentos, sabe? Um jantar em família, uma conversa sincera.
— Ah, Lukas... Os meus sonhos sempre foram os de vocês, não é?

Quando eles se deram conta já passava das duas da manhã. Cynthia ficou alta depois de duas garrafas e meia, ela conversava com Luke como se fossem colegas de escola, discutiam por qualquer besteira e terminavam rindo sem parar. ra sempre tão cheia de energia e entusiasmo — cativante, era a palavra —, por isso não se impressionava dela ter conquistado o coração de Dawn.
— É, minha loira favorita... Espero que você esteja cuidando bem dela, ouviu? — afirmou Luke.
— Melhor do que você, com certeza. — Cynthia falou com indelicadeza, mas não pôde segurar a risada.
Ela ficou brincando com a ponta do dedo no contorno de sua taça. Era boa de bebida, mas já estava começando a ficar com sono e não raciocinar bem. Quando isso acontecia, sempre dizia mais do que devia.
— Ela é uma menina de ouro e eu jamais faria algo para feri-la... Estou feliz que vocês estejam aqui. O amor de vocês é lindo.
— Obrigado, isso significa muito. Sabe o que eu não entendo quando as pessoas falam de amor? Pensam que só se ama quando se prende, como se houvesse essa necessidade de colocar um título “ele é meu namorado”, “ela é minha namorada.” Não é preciso beijar ou estar junto pra provar o amor. Você também pode amar se deixar a pessoa ir, entende? Você zela por ela, torce por seu sucesso e guarda no coração tudo que vocês passaram juntos.
— É, Luke Wallers, você amadureceu — Cynthia terminou de beber seu vinho e se levantou. — Qualquer dia desses você podia se juntar a nós duas, o que acha?
— Eita, sério mesmo?
— Não.
— Aww... — Luke fingiu desapontamento e acabou rindo também. — Sou fã de vocês duas, serião! Uma completa a outra. Eu sou abençoado por não precisar sair procurando minha cara metade, porque já nasci com ela.
Dawn auxiliou Cynthia a subir as escadas e colocou Verity para dormir visto que sua mãe não estava em condições. Ela apresentou o quarto para os meninos e saiu para pegar cobertores extras. Lukas se pegou pensando no assunto de antes, como teria sido sua jornada sem Dawn? Era ela quem tinha remédios quando alguém ficava doente, ela se certificava de trazer mantimentos até a próxima parada, ela lavava suas roupas, ela era carinhosa e prestativa. Dawn sempre estivera ali por trás dos bastidores fazendo o que mais ninguém se lembrava de agradecer.
Enquanto dobrava suas roupas, Luke deitou-se de braços esticados ao seu lado, caindo de sono.
— Alguma vez você já teve vontade de recomeçar nossa jornada? Fazer tudo de novo.
— Quer que eu peça para a Paula? — perguntou Lukas.
— Nem a pau, só de pensar em ser sequestrado, enfrentar o Volkner ou perder a Titânia já me dá calafrios! É só uma vontade repentina mesmo. É que nos divertimos muito naquela época e, sei lá... eu não sabia o quanto era feliz até acabar.
— Luke, nós acabamos de completar dezoito anos. Quem pode prever as experiências que vivenciaremos até a velhice? Viver é uma aventura por si só.
— Pode crer — ele murmurou e acabou esbarrando em um punhado de papéis que estavam organizados, derrubando-os no chão. — Ih, foi mal cara, deixa que eu pego... Ei, esses são os manuscritos do seu livro? Aquele que você me disse que iria escrever sobre nossos Pokémon quando ganhei na Liga?
— É, sim. Já terminei, mas estou revisando.
— Que irado, irmão. Mal posso esperar para que você publique logo e o mundo conheça essa história.
— Ah, às vezes bate uma ansiedade, sabe? E se as pessoas não gostarem?
— Bom, mesmo assim eu vou ler. Eu posso não ser o melhor leitor por aí, mas sei que vou gostar, eu sou o seu maior fã! E não digo isso só para puxar saco. Você escreve com o coração, cara. Sua escrita é doce. A Dawn também vai adorar ler, e tem o Stanley, a Vivian, a Marley, acho que até aquele metido do Riley iria querer um, ele sempre estava com um livro na mão. Aposto que o tio Glenn compraria uns dez, e tem o tio Marshall e o Erick, papai e mamãe, a galera da Elite... Cara, público é o que não falta!
— Obrigado, Luke. Prometo não desapontá-los. Eu não vou desistir.
Seu irmão esticou a mão e os dois fizeram um cumprimento que só eles compreendiam.
— Quando saímos para nossa próxima aventura? — perguntou Lukas.
— Amanhã. E vamos levar a Dawn.
A garota logo voltou trazendo dois cobertores quentinhos para eles.
— Estão confortáveis? — ela perguntou, meiga como era.
— Pô! Já tô me sentindo em casa — respondeu Luke com a cabeça no travesseiro e os braços para trás. — Sério, Dawn, você é incrível. Não deixe nunca ninguém dizer o contrário.
Ela apoiou o rosto no batente da porta e sorriu.
— Que bom que vocês não se esqueceram de mim...
— E como poderíamos esquecer a melhor fase de nossas vidas? — disse Lukas.
Dawn sentiu uma sensação estranha no coração, porém muito familiar — um aconchego, um aperto gostoso, uma segurança. Sentia-se como uma menininha aventurando-se por toda Sinnoh ao lado deles. Daqui alguns dias eles iriam embora de novo, e sabe-se lá quando os veria, porque a vida é feita desses pequenos momentos, nascem as asas e precisamos voar. A vida lhe mostrou que quando se envelhece não há tempo para viver como antes, mas quem quer, sempre arranja. E, se pudesse, ela reviveria aquele sentimento repetidas vezes enquanto lhe dessem esse direito.
— Boa noite, meus queridos. Até a nossa próxima aventura.

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  1. Você disse que eu podia ler esse capítulo sem completar a história principal porque não teria interferência, então aqui estou!

    Cara, se eu fosse listar os 10 melhores capítulos que eu lembro de você ter feito, eu poderia colocar esse aqui sem exageros. Não é todo dia que se vê uma parada tão sincera quanto esse capítulo (lotado de referências, diga-se de passagem).

    Consegui identificar vários pontos onde você se comunicava através dos personagens (isso pode ser mais pessoal, então te conto depois em particular e você me diz se eu estava certo kkk).

    Eu não sei bem como descrever esse capítulo. Nostálgico talvez seja a palavra certa, até porque ele trata sobre isso. Mas nem tudo que trata de temas nostálgicos consegue de fato ser nostálgico. Não é simplesmente sair falando ou escrevendo sobre. Tem que mostrar como você se sente sobre aquilo, porque só assim você consegue mostrar o valor que tal coisa tem pra você.

    Que bom que veio matar a saudade do seu segundo quarto, como você mesmo sempre disse kkkk Kanto começando, Johto indo pro final da sua segunda temporada, Kalos se preparando para começar sua segunda temporada e Hoenn caminhando no seu próprio ritmo. Faltava só um pouco de azul nessa história para completar a semana!

    Não sabemos se os leitores das antigas chegarão a encontrar esse capítulo e ler tudo o que ele representa. Mas de qualquer forma ele já me inspirou, e talvez a longo prazo até me ajude a enxergar a vida de uma ótica diferente.

    Mas eu acredito que você terá leitores antigos lendo. Não sabemos quantos e nem quando, mas quem ler esse capítulo certamente vai se sentir da mesma forma que nós (eu como leitor e você como autor): aquela saudade que incomoda, mas ao mesmo tempo a satisfação de ter vivido essa época.

    Acho que é isso, porque sinceramente não sei como terminar esse comentário. Só posso dizer que valeu muito a pena torrar a sua paciência com o meme Sinnoh 2.0 kkkkkkkkk

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    1. Ainda me pergunto se alguém no mundo conseguiu ler todos os 250 capítulos, supports e especiais que postei aqui em Sinnoh, você deve ser o mais perto de completar essa marca kkkkk E com este 251, né?

      Na real, foi de coração, uma explosão de sentimentos surgindo. Como sempre, acho que me separei entre Luke, Lukas e Dawn, cada um representou um pedaço do que passei e ainda passo nesses 3 longos anos desde a conclusão da fic. Tem um trecho que gosto muito: "Quando me olho no espelho e vejo essa Dawn de vinte anos, percebo que isso não é nem de perto o que planejei para minha vida." Eu não esperava que voltaria a escrever fanfics, achei que não precisasse mais delas, mas isso tudo ainda é importante demais para mim. Acho que o Canas de 15 anos tinha muita expectativas para quando fosse mais velho, rs.

      Obrigado por esse comentário tão sincero cara, muitos sentimentos acerca dessa experiência. Tentei transmitir uma sensação de conforto, trazer lembranças que às vezes causam um aperto no coração, mas é um sentimento bom, né? A saudade é boa mesmo. Estou feliz por ter compartilhado isso com tanta gente. Tenho certeza que você vai dar tudo de si para terminar Hoenn também, um dia você vai chegar nesse Capítulo 101 e sentir a mesma coisa. Espero continuar compartilhando essa sensação com todos vocês, Aliança e leitores! Pode não ser a Sinnoh 2.0 que esperávamos, mas há tantos personagens por aí esperando o início de suas jornadas, quem sabe chega os tão aguardados remakes para dar uma remexida nessa vontade de escrever mais capítulos kk Serião, obrigado por estar aqui!

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  2. Faz uns anos que eu parei lá no meio da história, mas eu não aguentei e vim ler esse finalzinho aqui, hehe.
    Jesus cristo, que nostalgia. Claro que não saquei todas as referencias, mas ainda consegui pegar algumas, e eu preciso colocar AeS em dia com urgência!! Quase chorei? Chorei sim. Achei que o Canas tinha liberado a libertinagem? Achei também. Foi quase hein?
    Parabens Canas! E obrigado pelo capitulo maravilhoso! Será que realmente Sinnoh 2.0 está chegando? Acho que não, mas esse capitulo maravilhoso acalmou nossas almas!

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    1. Killer, você comentando por aqui é como uma viagem no tempo de volta para 2012. Muita gente também não botava fé que eu postaria mais um capítulo. É, o mundo dá voltas kkkkk Acho que não tem tanto problema ler o 101 antes do restante, você acaba tomando alguns spoilers, mas o sentimento de quem acompanhou essa fic há tanto tempo é o mesmo, nostalgia batendo forte kk Creio que as duas referências mais fortes foram das batatas gratinadas e o episódio dos lírios, esses dois são de quando eu ainda escrevia no Nyah, então já faz 8 anos que a cena aconteceu e ainda tenho uma memória fresca delas. Não é a Sinnoh 2.0 que todo mundo esperava, mas fica um gancho para continuar postando capítulos ou parar, quem sabe? No fim das contas esse blog ainda cumpre a mesma função de sempre, ser um cantinho meu e dos leitores, e que vocês possam sentir aquele sentimento gostoso sempre que lembrarem disso tudo com carinho :')

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  3. KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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    1. Deixando o ataque de fã de lado, a Nintendo tá tão devagar que até mesmo o capitulo novo de Sinnoh chegou primeiro que o remake, sacanagem isso.

      Pelas conversas que tive com você, esse capitulo me parece representar tudo que Sinnoh trás para você, um cantinho frio e familiar, acho que por isso que esse capitulo foi muito bom mesmo não tendo nenhum grande evento embutido, só sendo uma reunião do trio maravilha mesmo. (Mas é claro que a verdadeira intenção desse capitulo foi esfregar na cara do Dento que Luke x Dawn não é real).

      Termino meu comentário lançando a campanha #VOLTAPLATINA.

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    2. Nossa Donnel, seria um evento histórico se nessa E3 de terça-feira a Nintendo apresentasse qualquer indício de que começou a trabalhar num remake! Seria até surreal pensar que o timing foi certinho kkk Mas acho que pelo tempo que a Game Freak fez os fãs sofrerem com OR/AS, ainda teremos mais uns anos de abstinência.

      Pô, escrever esse capítulo foi um deleite, fluiu inteiro numa só madrugada e ainda tava um friozinho tão bom por aqui, é como se eu estivesse na cena junto kk Tentei pensar em grandes eventos, até tive umas ideias muito boas com o Dento, mas no fim das contas eu achei melhor colocar esse ponto onde eu possa ou não dar continuidade. Meus começos de temporada sempre foram assim tranquilões, né? Não tem jeito, até o Ralph segue nesse ritmo sem grandes eventos por um tempão, deve ser meu jeito de escrita kk

      Luke x Dawn está morto, enterrado, sem chances. Escrevi metade do episódio com um sorriso maligno no rosto, pensando: Acho que o Dento vai detestar isso aqui hahahe Zuera, acho que no fim das contas o 101 serviu como um pedido de desculpas pelo que fiz com a Dawn. A gente zoa ela, mas ela foi importante. É a pessoa que estava aí fazendo as coisas que ninguém se lembrava de agradecer, mas, sem ela, não funcionaria. Acho que se eu tivesse a chance de reescrever tudo hoje em dia, eu saberia como me expressar muito melhor através da Dawn.

      Valeu peça presença, mano. É sempre bom vê-lo por aqui!

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  4. OWA. OWAHO.OWAHOHOHOOHOHOHOHOHOHOHOHOHOHOHOOHOHOHOHHOHOHOHOHOOHOHOHOHOHOHOHOOHOHOHOHOHOHHOHOHOHOOHOHOHOHOHOHOHOHO
    EU FALO QUE CYNTHIA X DAWN É UMA COISA BONITA NE
    PORR@, CYNTHIA TINHA UMA FILHA? Com quem? Gente, eu to perdida :v
    Que nostalgico ne! Parece que foi ontem que eu tava lendo de novo e shippando elas, chorando pela Titania, cantando o General e a Glace. Gente socorro, estamos envelhecendo bem rapido. Passamos por muita coisa ne, muitos momentos felizes e tristes.
    Mas acho que deve estar ate cansado de me ouvir (ler no caso) sobre isso, gajhajahajavaj
    Achei lindo, realmente. Obrigada por ter feito tuda essa historia que acompanhei na adolescencia. Obrigada mesmo :')

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    1. SABE O QUE SERIA NOSTÁLGICO? Se você comentasse aqui como Anônimo e assinasse apenas com WV HAHUEHAUE Mano, amo Cynthia x Dawn de coração, eu gostaria de ter trabalhado isso melhor na época da história principal, a Cynthia sozinha é uma baita personagem interessante! Eu usei essa ideia da filha dela por conta do filme 20 que saiu faz um tempo aí, então é canon, tive o mesmo choque que você ao descobrir kkk QUEM SERÁ QUE É O PAI? Ninguém nunca soube, mas acho que seria uma baita trama interessante para acompanhar caso a fanfic continuasse a partir desse ponto!

      Poxa, que saudade de tudo isso... Do desenvolvimento desses personagens como um todo, de desenhar os personagens e esperar a recepção de vocês, ler seus comentários, me alegrar com ideias boas e ficar chateado quando algo não ficava bom o bastante. Eu nunca vou me cansar de te ouvir, sério, eu poderia falar sobre essa experiência todos os dias com as mesmas pessoas e ainda descobrir coisas novas! Foi uma fase muito boa, vou carregar tudo isso no coração para sempre <3 Obrigado você por aparecer aqui! Esses comentários são a minha forma de pegar um pouco desse amor e colocar dentro de uma caixinha (no caso, o blog) e abrir sempre que eu me sentir triste, porque sei que vou me alegrar!

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    2. I GONNA CRY- Scarlet, WhiteVir
      WV

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  5. Hey Canas, tudo bem? Disse que estaria ocupado com os 1001 aniversários, mas passei pra comentar sobre o capítulo.

    Eu li um pedacinho e já me perdi dentro dele, cara tá muito bom👊❤ Depois de ter finalizado-o posso dizer que, meu caro, isso me pegou despreparado. Eu chorei com as frases finais, pois é real já que a vida funciona dessa maneira mesmo, o tempo passa e com ele se vão as coisas que amamos tais como os hábitos que costumávamos fazer e até mesmo as pessoas que compartilhavam esses momentos conosco.

    Foi uma experiência maravilhosa de se ter, obrigado pelo capítulo maravilhosamente construído Canas❤❤, aqui AeS de concretizou na vida de muitas pessoas, inclusive a minha!

    Abraço!!

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    1. Ahh, Vinnie, obrigado pelas palavras! Fico muito feliz que você esteja de volta para acompanhar um pouco disso tudo, a Aliança foi uma fase muito importante para mim e ter tido a oportunidade de compartilhar isso com tantas pessoas é incrível. Quando comecei a escrever lááá atrás eu dizia que minha meta como escritor era fazer pessoas chorarem, isso significaria que minhas histórias criaram um vínculo emocional tão forte com os leitores que se tornou parte da vida deles. No fim das contas, até eu me pego chorando às vezes kk Feliz por concluir, triste por me despedir, mas é sempre um sentimento bom e reconfortante!

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  6. Eu até agora não sei o que comentar sobre esse capítulo. Um contraste de AeS é justamente esses (re)começos que, diferente dos que eu costumo escrever, não são agitados. Pelo contrário, chegam como quem não quer nada e de repente, a gente acaba ficando tão envolvido que percebe que aquele ditado "menos é mais" é verdadeiro. Eu não podia esperar menos, todos os elementos da história voltaram com força total: Nosso trio favorito, Cynthia, os Wallers & Associados... Parece que nesse tempo todo em que Luke e Lukas ficaram longe de Sinnoh - assim como nós também -, esse retorno fez com que a emoção de rever cada um dos personagens que apareceram simplesmente e literalmente pulasse da história e fizesse nós, leitores, sentirmos todas as hesitações, surpresas, alegrias e tristezas ao mesmo tempo que os personagens, e eu não faço ideia de como você fez isso, só sei que funcionou. Eu não sei até quando você vai continuar postando capítulos de AeS, mas eu já vi que vou me prender a cada pedacinho da nova aventura desses caras que eu acompanhei por boa parte da minha adolescência. Eles só me lembram que eu te conheço há muuuuuito tempo já, nossa amizade cresceu com esses carinhas e se desenvolveu com eles, então AeS, pra mim, é muito mais que uma história. É muito bom ver que a campanha da Internet não falha nunca, e que SINNOH 2.0 FOI CONFIRMADA!!!!!!!!!!

    Aguardo outros 99 capítulos.
    E os Fire Tales. VOCÊ PRECISA TRAZER A TITÂNIA DE VOLTA

    Te amo ♥

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    1. Se esse capítulo existe é causa de você e do Kaio, mano. Sabe, praticamente toda a conclusão de Sinnoh foi uma jornada solitária para mim. Quase toda a galera tinha parado e estavam todos meio distantes da escrita, acho que você nem tinha começado com Johto oficialmente. Eu escrevia para mim, mas tinha me esquecido completamente como era bom escrever e discutir ideias com vocês, todo mundo compartilhando dessa sensação boa. Vamos fazer brainstorms mais vezes cara, quem sabe rola espaço para um capítulo 102, sem contar que O MEME SINNOH 2.0 NÃO PODE MORRER!

      Acho que por minha vida ser tão pacata eu acabo enxergando graça nesses gestos pequenos e momentos irrelevantes, um jantar com a família ou uma reflexão profunda encarando o testo no escuro e ouvindo músicas da bad kkk Eu amo isso, tudo isso sou eu. Sinnoh foi a maior lição que tive para me conhecer e me entender. Me separei entre Luke, Lukas e Dawn nesse capítulo, sem pesar para nenhum lado. Ficamos três anos longe daqui e eles também, foi o suficiente para transmitir tudo que estava preso na garganta. Fiquei muito satisfeito com o resultado, tanto que escrevi tudo numa noite e não precisei revisar mais do que uma vez, acho que nunca vou esquecer como trabalhar com esses personagens kk

      É, companheiro, nossa amizade volta para os tempos de MSN e Nyah. Estamos envelhecendo, fazendo faculdade, mas você não tem ideia de como fico feliz em saber que continuamos unidos. Lá em 2010, eu achava que nenhuma amizade de internet era pra sempre. Que bastava um tempinho distância e logo tudo não passava de uma memória boa, mas aqui estamos nós, marcando viagem, se trombando em eventos e firmes e fortes! kkk Valeu por tudo mano, sério. Agora vou tirar umas férias de mais 10 anos e só voltar quando eu tiver um livro publicado haha

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  7. Mano do céu, mas não é possível! Seria esse o implacável retorno da equipe aventuras como um todo?? SINNOH REMAKE'S CONFIRMED. Mano como é bom ler algo que te traz um sentimento tão inexplicável como uma nostalgia. Mas mesmo sendo tão nostálgico ver esses personagens de volta, é sempre bom ver o quão renovado, o quão vasto pode ser um universo desses. A história sempre teve tanto potencial que pelo amor de Deus, poderia continuar por anos e não ia perder o mínimo da graça, dasnovidades que podem surgir, e com certeza não iria perder um pingo da qualidade, e sim iria acrescentar!
    A aliança realmente marcou uma época importante na minha infância em que eu só vivia no meu quarto fazendo muitos nadas, lendo todas as Fanfics de Pokémon que fazia (oooh tempo bom que não volta, agora são só seminários, palestras e xerox) e isso trazia um puta sentimento bom. Esse capítulo como já disseram, mesmo não trazendo um acontecimento tão bombástico (como se um capítulo novo de Sinnoh depois de muito tempo já não fosse bombástico) conseguiu trazer de volta esse sentimento de ser um pivete maravilhado com o quão surpreendente é a mente humana de criar algo tão esplêndido!
    Boatos de que quando seu livro lançar serei o primeiro a comprar hein kkkkkk. Abraços cara! SINNOH REMAKE CONFIRMED

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    1. E aí, Chinatsu! Nostalgia é ver todos vocês usando o mesmo avatar daquela época mano kkk Parece que o tempo não passou, mas é uma sensação muito boa, repleta de saudade e também desse olhar mais maduro e experiente que temos hoje. Esse Capítulo 101 não teria nem de perto o mesmo impacto se eu o postasse pouco depois de concluir a história, acho que a parada me fez bem porque fui trabalhando no livro e aprendi muita, muita coisa nova. A essa altura tenho até medo de reler o Capítulo 1, porque vou morrer de vontade de consertar os errinhos que ficaram, mas eu não gostaria que ele perdesse justamente essa essência! Acho que tudo aconteceu na hora certa e na maneira certa, sou uma pessoa de sorte por ter tido a oportunidade de compartilhar isso com todos vocês. Às vezes quando estou perdendo as forças vou lá e vejo um comentário que algum leitor antigo deixou, ou até sou surpreendido por alguém que volta das profundezas para me incentivar a continuar seguindo! kkkkkk Obrigado por isso cara, esse livro vai ser uma continuação de toda essa nossa jornada na infância e tenho certeza que mesmo sendo uma obra diferente de tudo isso ela ainda vai trazer essa sensação de saudade, não de algo em si, mas de ser criança e enxergar a vida de uma maneira diferente, sabe? É, espero que gostem kk Grande abraço!

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  8. Poxa, não tinha visto antes, mas passou bastante sentimento o capítulo, mas, sinceramente, a parte que mais me fez triste foi uma que não vi muitos comentarem... A morte do Atros.

    Eu achava ele bacana... E ele morreu ;-;

    Mas cara, é sério, eu vim aqui hoje esperando não ver nada e bangue! Eu vejo que tu tinha feito umas postagens uns dias atrás e WTF?! Então fui ver tudo é cara... Mesmo que eu não esteja há muito tempo aqui, fez parte de todo um período pra mim sua Sinnoh, e marcou bastante, tanto que apareço por aqui, né? Mas sério, ver esse capítulo aqui surpreendeu, e eu li ele vendo muita coisa. Trouxe um frescor no dia, me fez lembrar do sentimento que se tinha ao ver um capítulo novo lançado quando a gente menos esperava.

    Bom, fiquei meio repetitivo ali, então vou mudar de assunto...

    Cara, remake de Sinnoh é na 8ª geração, e de Unova é na 10ª. Confie em mim, normalmente acerto essas bagaça.

    Pois então, termino aqui mais este comentário.

    Ps:

    Pará relembrar os velhos tempos:

    Ass: Supremo Líder da Ordem Da-Qual-Fazem-Parte Sir Naponielli

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    1. Diga lá, Sir! Poxa, Sr. Atros ;-; Realmente, acho que você foi o único que comentou dele, talvez o capítulo tenha causado uma explosão de sentimentos tão variados que o enterro dele acabou ficando de lado até chegarmos ao fim. Foi uma parte que gostei muito de escrever, enquanto eu planejava o capítulo fiquei pensando em pequenas cenas que me dariam motivos de escrevê-lo e, se eu não encontrasse o suficiente, então não deveria escrever. A morte do Sr. Atros foi uma dessas ideias que me fizeram querer trazer o Capítulo 101 para vocês, eu já havia mencionado que ele morria no Epílogo, mas mostrar isso na história tem outro peso, né? E olhando agora, a última fala dele foi nas Férias dos Fire Tales: "Vossa alteza pede um minuto de sua atenção." É, ele foi um grande personagem, mesmo com suas poucas aparições.

      Nessas últimas semanas bateu uma vontade forte de postar conteúdo kk Comecei com o post dos Trainer Card só pela zoeira e acabei com um capítulo inédito, acho que não consigo ficar muito tempo longe daqui mesmo kkk Mas sério, bom vê-lo por aqui cara, obrigado por compartilhar um pouco disso tudo! E que saudade das sextas com capítulos novos, eu amava dar uma saída e quando voltava tinha vários comentários esperando, naquela época ainda não havia smartphones pra checar os e-mails a cada meia hora, então era sempre um suspense kk

      Não foi nessa E3 que tivemos os remakes, mas serei paciente, quem sabe até lá surge o Capítulo 102, né? haha Valeu cara, pra fechar sua assinatura marcante!

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