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- Capítulo 97 (Parte 3)
Posted by : CanasOminous
Nov 7, 2014
Ilustrações do Mangá feitas por Nyx.
Tudo ao seu redor era
coberto por uma densa névoa, não existiam paredes e nem mesmo um chão para ser
pisado. De alguma maneira, ele parecia flutuar no vazio. Mikau olhou para baixo
e percebeu então que era possível enxergar seu próprio reflexo e, admirado,
tentou tocá-lo. Sua versão que estava lá do outro lado encarava-o com a mesma
beleza, o mesmo sorriso, a mesma grandiosidade.
Assim que seu dedo foi ao encontro da ponta do indicador no lado oposto,
ondulações se formaram e se revelaram por ser água. A sala toda estava
inundada, mas era possível andar por cima da água.
Quando Mikau olhou ao
redor, percebeu que simplesmente não se lembrava por que estava ali. Não havia
mais nada naquele lugar além da densa névoa e sua própria imagem.
Estava realmente admirado
com o reflexo na água, parecia nunca ter visto um espelho, poderia ficar ali para
sempre. O atirador agachou, apoiando-se em seus joelhos, e começou a desenhar
com as mãos. Seus movimentos suaves criavam ondas que formavam desenhos e eles
continuavam seguindo até desaparecerem.
Foi então que pôde
observar um borrão em todo seu paraíso.
Era um homem muito alto e
negro, tinha braços largos e mãos grossas calejadas, devia trabalhar muito.
Seus olhos eram amendoados e profundos, avermelhados de sono ou cansaço. Ao
mesmo tempo que pareciam perdidos e sem observar nada, Mikau chegou a pensar
que estavam olhando para ele, afinal, não havia mais ninguém no recinto. E era
como se enxergasse seus pensamentos mais profundos e remotos.
—
Coffey? — ele perguntou, ainda meio desconfiado. — O que faz aqui?
Mikau
tentou caminhar na direção do homem, mas ele só se distanciava. Coffey não
podia ser alcançado. O atirador apressou o passo, meio irritado, mas continuava
sem sair do lugar. Quando parou para respirar, notou então que o gigante não
tinha reflexo na água. Seria uma miragem?
Mikau
parou e olhou ao seu redor, notando que algo começara a mudar. Olhou para seus
pés e percebeu que o chão secava, e logo ele não podia mais enxergar sua
própria imagem. Ajoelhou-se preocupado, tentando recuperá-la, e quanto mais
tentava perseguir a água, mais ela fugia dele. Ele apalpava o chão preocupado,
mas parou assim que percebeu que havia alguém próximo. Seus olhos se ergueram,
e as palavras lhe escaparam a boca. Não podia acreditar no que via.
— Sim. É assim que eu gosto. De joelhos,
demonstrando o quão miserável você é, ou quem sabe relembrando o que um dia
você já foi?
Mikau
deu um salto para trás, imediatamente com as mãos preparadas e ativando seus
projéteis de gelo, com a mira em seu inimigo.
— Eu
jamais me ajoelharia perante ninguém.
Em sua
frente estava Mikau, mas até onde sabia ele próprio era Mikau. O que estava
acontecendo ali? Uma versão ainda mais sádica do que de costume?
— Não me reconhece? Ah, nós caminhamos
por tanto tempo juntos... Estive ao lado de um garotinho chamado, Luke Wallers,
você deve conhecer. E posso dizer que eu o salvei quando ele mais precisou. Eu
lhe trouxe fama e poder, tudo que desejava nessa vida, o resto veio de brinde.
Mas ele foi mal agradecido, e preferiu simplesmente me abandonar.
A
respiração de Mikau estava pesada, ainda não fazia ideia do que aquela sua
versão sombria queria dizer.
— Você não vai fazer o mesmo, não é, Mikau?
— perguntou a criatura. — Eu fui o
responsável por nos livrarmos daquele Horsea imprestável que vivia em você, eu
lhe trouxe a glória, eu fiz você ser o favorito, eu o tornei “O Melhor”.
O
atirador recuou um passo, incrédulo, e a sombra sorriu.
— Ah, agora me reconheceu, não é? Eu sou a
Megalomania, como vocês carinhosamente me apelidaram. Surpreso em me ver?
Admito que foi uma aparição súbita, por mim eu simplesmente continuaria na
minha, esperando o circo pegar fogo por si só, mas achei que seria divertido se
eu saísse um pouco para respirar um ar, e — suas mãos estalaram. Ele
repetia exatamente os mesmos sinais que Mikau —, brincar um pouco.
Mikau
ergueu o pulso e atirou. O golpe se repetiu do outro lado, e suas balas se
chocaram no ar a uma distância exata, como se cada lado não tivesse hesitado
nem um segundo em fazer o disparo. O Kingdra logo começou a movimentar-se e
tentou novos tiros, mas seus projéteis não surtiam efeito algum. Mikau pisou
com força no chão, fazendo com que uma torre de água se erguesse e ele
utilizasse seus poderes de gelo para congelá-la, disparando lanças congeladas
contra seu inimigo. Nesse instante, sua versão sombria precisou esquivar-se e
revelou que ali nada existia além de uma sombra que tentava copiá-lo em tudo, e
mesmo assim, não era capaz.
— Eu não
quero saber de você. Não agora — respondeu Mikau.
— Ah, mas você precisa de mim se quiser
vencer essa batalha. Você precisa sacrificar os seus amigos, vai precisar de
todos eles para ganhar. Eu estou lhe avisando, você vai morrer.
— Já
estou acostumado com tantas afirmações, para mim não será nenhuma surpresa.
— Mas você não quer mudar isso? Não quer que
seu nome torne-se eterno na história, e continue como uma lenda por mais muitos
anos? Não pense como um pobre miserável, oh, senhor de todas as criaturas
aquáticas! Atirador supremo!
Percebendo
que seus tiros não surtiriam efeito algum, Mikau movimentou seus braços e
trouxe à tona uma técnica antiga que aprendera em seus treinos com Akagi.
Utilizando de sua energia vital, ele foi capaz de utilizar uma pulsação interna
que badalou todas as estruturas ao redor, utilizando apenas sua força interior.
— Dragon Pulse — afirmou Mikau.
A sombra
tentou esquivar-se, mas o golpe lhe acertara em cheio, jogando-o para longe,
extremamente machucado. Mikau voltou a correr, e a sua volta no chão mais uma
vez água se formou. A sua versão sombria mal conseguia se mover. O atirador encarou
seu adversário naquela posição humilhante, observando-o com o mesmo nojo que a
sombra antes tinha em seu olhar. Parecia até que tinham trocado de papéis.
Ferido e
com a voz trêmula, a megalomania afirmou:
— Você vai morrer sem a minha ajuda.
— Não
preciso de você. Nunca precisei — respondeu Mikau.
— Ah, perfeito... Era só isso que eu precisava
ouvir. No fim das contas, você aprendeu tão bem que realmente não precisa mais
de mim! Afinal, eu já sou parte de você, não é?
Erguendo
um simples indicador, num último esforço a sombra atirou contra Mikau e não lhe
deu tempo nem de desviar. O tiro viera de surpresa, à queima roupa. O rapaz
olhou para baixo e viu que em seu peito havia um furo que começava a sangrar.
Suas pernas amoleceram e ele caiu para trás, esparramando-se no chão com os
olhos arregalados perdidos na neblina, esperando a sua hora chegar.
Pensou
em Aerus, pensou em Milena, e em como deixara sua vida chegar àquele ponto onde
a loucura dominaria sua mente. Finalmente fora recebido de bom grado pelas mãos
cadavéricas da morte. Já havia chegado a sua hora de morrer, e ficar vivo seria
a pior das torturas. Estava condenado antes mesmo de entrar ali, mas, para sua
surpresa, o homem negro retornou.
Ao virar
a cabeça, viu que ao seu lado estava Coffey, apoiado em seus joelhos, e mesmo
assim ainda parecia ser uma montanha prestes a cobri-lo. A sombra do homem o
impedia de enxergar a luz, mas ao menos era uma escuridão que o confortava,
diferente daquela que jazia em seu coração. Coffey não demonstrou inquietação e
nem tentou socorrê-lo, mas apenas sentou-se ao seu lado e esperou, observando-o
com aqueles olhos tranquilos. Talvez tenha esperado que Mikau pedisse desculpas
por tudo de ruim que fizera contra ele, mas até em seus momentos finais o
atirador não daria o braço a torcer. Por fim, Coffey levou a mão até o rapaz,
carregando-o com suavidade, trouxe-o para cima com delicadeza e num raro
sorriso de sua parte, falou:
— Você
não pode cair. Não agora.
• • •
Mikau
abriu os olhos espantado, sentindo uma pontada em seu ombro que mais parecia
que alguém tinha fincado uma lança ali. As alucinações que tivera não chegavam
nem perto daquela dor, mas ela foi diminuindo depressa, de modo que finalmente pudesse
se levantar e tomar conta de onde estava.
Agora
sim sua memória retornara. Estava na Liga, seus companheiros estavam junto dele
em uma guerra frenética com fim improvável, e Bonna Party estava no outro canto
com suas duas pistolas em mãos.
— Mas
que infernos aconteceu aqui? — indagou Mikau irritado, olhando para seu ombro.
— Pensei
que eu já tivesse apagado você só com um tiro. Teria sido fácil demais — disse
Bonna Party.
Mikau
olhou para seu braço e conseguiu movê-lo com facilidade. A dor desaparecera.
Olhou para os lados à procura de seus amigos, Beliel e Chaud ainda estavam em
campo contra os dois capitães da Flamboyant Passion, e mais atrás estava
Coffey, com a mesma expressão aérea de sempre, como se nem ele soubesse que
participava de uma batalha daquele porte.
Bonna
ativou mais um projétil em sua pistola direita, mas o fez de maneira bem lenta,
como se estivesse dando um tempo de propósito para seu rival se recuperar.
— Seu
amigo tem alguns poderes de cura bem incríveis. Eu nunca vi nada parecido,
parece até que ele não é desse planeta.
— Do que
está falando? — perguntava Mikau, por vezes confuso com aquela conversa e em
outras com a memória de sua megalomania ainda fresca em sua mente.
— Deixe
para lá — Bonna respondeu, fazendo total desfeita ao comentário. A mulher
ergueu sua voz e chamou por um nome que ecoou em toda a sala: — Big Daddy!
O chão
sob seus pés começou a tremer. Com a destruição do abismo após o terremoto, uma
grande cratera se formou e Mikau nem havia parado para pensar onde toda aquela
água fora parar. Soterrado pelas pedras, surgiu uma criatura gigantesca trajada
em uma armadura de cobre enferrujada, um capacete de mergulho sem visão, uma
âncora imensa e uma furadeira em mãos. Aquele era o único integrante da guilda
de Davy Jones que continuava de pé, o Wailord. Ele fora soterrado pelo
terremoto, mas continuava firme e disposto. Uma chuva momentânea se formou
quando o Wailord se revelou, e grande parte da água jorrou pelo cenário. Bonna
mais parecia uma pequena formiguinha sob seus pés, se aquela enorme criatura
quisesse poderia facilmente esmaga-la, mas obedecia as ordens da mulher como se
ela fosse sua própria líder.
— Big
Daddy, pode livrar-se daquele homem negro, por favor? Tenho algumas contas a
acertar com o atirador.
— Vocês
não vão levar o Coffey para lugar nenhum — as palavras de Mikau saíram quase
que automaticamente, e nem ele se lembrava da última vez que afirmara com tanta
convicção que iria proteger alguém. Independente dele não possuir nenhuma
afinidade com Coffey, as lembranças de seu sonho ainda pareciam recentes.
Poderia ser um sinal de que alguma maneira Coffey iria salvá-lo.
Sentiu
uma mão em seu ombro, e Mikau olhou para trás. O Rhyperior já estava ali, como
se tivesse lido toda a mente conflituosa do rapaz.
— Não se
preocupe comigo. Pense na sua luta. E lembre-se, você não pode cair.
Mikau
arregalou os olhos ao ouvir aquilo. Afinal, o que presenciara não fora um sonho
ou uma ilusão. De alguma maneira Coffey realmente estava lá quando ele
enfrentara sua loucura e recebera um tiro no peito. Tudo parecia tão real, mas
agora que estava de volta à realidade, como poderia definir o que de fato era
verdadeiro?
Coffey
continuou caminhando lento contra o Wailord. Por si só o Rhyperior podia se
gabar por ser bem grande, mas seu adversário saía de qualquer dimensão
imaginável. Ele era um verdadeiro colosso, armado dos pés até a cabeça, uma
estátua de ferro que fora esculpida com glória e ganhara vida para combater
seus inimigos e proteger sua cidade quando requisitado. Nada parecia capaz de
destruí-lo.
Big
Daddy era uma criatura silenciosa e de poucas palavras. Nem mesmo Bonna se
lembrava da última vez que o ouvira falar alguma coisa. Coffey caminhou até
ficar bem perto dele, de modo que o gigante tivesse que olhar para baixo. Ali
estavam duas criaturas quietas e de poucas palavras, onde parecia que cada um
estava completamente alheio à batalha, como se sua natureza pacífica desejasse
que nunca tivessem sido obrigados a lutar.
Uma voz
grossa e profunda foi ouvida.
— Com
licença — disse Big Daddy, erguendo sua enorme bota de ferro e pisando em
Coffey, esmagando-o por completo.
Mikau
recuou preocupado. Muita fumaça ergueu-se, Bonna franziu o cenho quando
percebeu que ali embaixo o Rhyperior estava com as mãos erguidas, suportando
todo o peso do Wailord com seus músculos enrijecidos. Os olhos de Coffey
ficaram brancos, suas veias pareciam estourar, e com todas as suas forças ele
foi capaz de derrubar o gigante que se desequilibrou e caiu, fazendo um enorme
estrondo.
A
estrutura da Liga mais uma vez tremeu. Recuperando-se do susto, Big Daddy
preparou sua furadeira e disparou contra Coffey como se fosse esmagar um
inseto, mas o homem segurou a arma que ainda girava com o próprio corpo, e
apertou-a com tanta força que seus motores começaram a dar curto circuito até
estourarem. Big Daddy era lento, mas tinha golpes que abriam crateras no chão.
Com o braço esquerdo ele apanhou sua âncora do tamanho de um navio e jogou-a
contra Coffey, que desviou-se com um simples passo para o lado. O Rhyperior
segurou nas correntes e puxou-as com força, fazendo com que Big Daddy mais uma
vez se desequilibrasse e seu enorme corpo fosse ao chão, mas dessa vez Coffey
fechou o punho e arremessou-se feito um canhão contra o capacete de ferro de
seu inimigo.
— Mega
Horn!
O golpe
fora tão forte que o impacto arremessou Mikau e Bonna para longe, impedindo
todas as outras batalhas de prosseguirem. O soco de Coffey ferira profundamente
o capacete de Big Daddy, deixando para trás um rombo. O Wailord cedeu e caiu no
chão, completamente imóvel e derrotado. Um sorriso formou-se no rosto de Mikau,
e Bonna não acreditava que seu colosso havia sido derrotado. Coffey respirava
fundo.
— Me
desculpe — ele falava sempre que ganhava de alguém, visivelmente entristecido
pelo resultado daquela batalha.
Dessa
vez não haveria erro. Mikau sabia que só restava a equipe do tipo fogo, e seus
poderes levavam vantagem contra eles, tinha os integrantes mais poderosos ao
seu lado, ainda podia vencê-los. Se derrubasse Bonna, terminaria aquela luta
com poucas baixas, poderia explicar-se para Aerus, retornaria como um herói.
Mas o olhar da Magmortar era baixo, e com palavras arrastadas, ela admitiu:
— Para
ser bem sincera, ainda não consigo interpretá-lo, atirador. Por um instante
sinto como se você não se importasse com seus amigos, e em outros, parece
movido por eles. Por um acaso você realmente se preocupa tanto com eles como eu
me preocupo com os meus? Cada queda em minha família representa uma cadeira
vazia na hora do almoço.
— Sou um
guerreiro guiado por meus próprios objetivos. Estou aqui para vencer,
independente do resto.
Mikau
sentiu seu coração doer. Aquilo saíra sem querer, como o tiro que recebera no
peito de sua loucura.
Bonna
não sorriu. Apontou uma arma contra Coffey e fez um disparo, sem hesitar. Um
aviso. Mikau virou-se e percebeu que seu bom companheiro fora ferido. Sua
armadura era espessa, mas o homem viu que seu peito sangrava, e aquilo doeu
muito. Mikau voltou sua atenção para Bonna e gritou:
— Deixe ele em paz!
— Você é
um homem guiado por seus próprios objetivos, não foi o que disse? Você até pode
ganhar a partida, mas sabe que precisará perder alguns peões. Mais uma vez, você
mesmo disse isso, atirador. Eu ouvi. Só peões.
Mikau
começou a correr em direção de Coffey, e Bonna desferiu mais três tiros que
acertaram o homem em cheio. O Kingdra preparou-se para fazer o que fosse
possível para ajudar seu amigo, mas Coffey continuava imóvel e sendo perfurado
por uma onda de balas cobertas de magma. No momento em que Bonna tecera a sua
vítima, ela já estava condenada. Ouviu-se um disparo, dessa vez mais poderoso
do que qualquer outro.
— Fire Blast!!
Mikau piscou
por uma fração de segundos, e havia sido o suficiente para ver fogo queimar no
peito de seu companheiro. Coffey tinha o corpo inteiro perfurado, e coberto por
terríveis queimaduras. Com os braços esticados, ele havia criado uma verdadeira
barreira para que nada atingisse o jovem Kingdra. Ferido e incapaz de mover-se,
a voz mansa de Coffey saiu trêmula e exausta, sem olhar para trás.
— Você
não pode cair... Não caia.
Era como
se Mikau fosse protegido por um par de asas de anjo, e nenhum dos tiros
desferidos chegara perto de acertá-lo. Coffey continuava com seus braços fortemente
estendidos, e Mikau aos poucos mergulhava em suas emoções abaladas. Vinha tendo
aqueles conflitos internos, por vezes julgava-se capaz de levar a batalha
sozinho, e em outras precisava apoiar-se em seus amigos. Mais do que nunca
Bonna
parou de atirar, e o corpo do gigante aos poucos caiu no chão como uma estátua de
rocha sólida que é derrubada. Mikau, que jurara não mais cair de joelhos,
ajoelhou-se ao seu lado.
— Vamos
lá, grandão, aguente firme!
— Não dá
mais, chefe... Não dá.
— Ei,
parceiro, vamos lá... Você é um anjo, não é? Pode falar, esse tempo todo você
era um anjo que estava aqui para nos proteger, e cumpriu isso muito bem! Anjos
não podem morrer, não você, grandão.... Você não pode morrer para proteger
ninguém, principalmente alguém como eu.
— Por
algumas pessoas vale à pena. A gente deve ensinar elas a voarem.
Mikau
tentou sorrir, e em seu íntimo sentiu vontade de chorar. Não se lembrava da
última vez que sentiu as lágrimas tão perto de caírem, mas não. Não na frente
de seus soldados.
— Cara,
grandão, aguente firme! — o rapaz quase gritava. — A Milena vai ficar uma fera,
ela pediu para que eu cuidasse de você...
Coffey
pediu silêncio, e por fim, falou:
— Voar
sem cair, não? Se cair, acabou. Não há segundas chances. Mas quero que fique
com a minha.
— E-eu
entendo... — Mikau aquietou-se, mas logo ergueu a voz: — Não, Coffey, eu não entendo! Eu sou um
monstro, fui terrível para todos a vida inteira, eu matei, menti, e cometi
todos os pecados que não deveriam receber perdão. Sou eu quem deveria morrer, e
não você! Não você, Coffey!!
O homem
sorriu com sua feição angelical, quase serena, mesmo quando tudo ao seu redor
desmoronava. Seus olhos amendoados encaravam o céu, e ele pareceu enxergar uma
luz.
— Ah,
acho que vieram me buscar.
Quando
Mikau se deu conta, todo o chão era repleto de água. Não sabia se aquilo era
uma visão daquela mesma sala inundada que estivera em seus sonhos, mas agora só
tinha certeza de que não queria enxergar o seu reflexo. Bonna estava cansada,
mas não tão cansada e abalada emocionalmente quanto ele. O atirador levou a mão
até seu rosto, limpou as poucas lágrimas que dali saíram e que foram o suficiente
para encharcarem toda a sala.
Então,
ele chamou seus guerreiros que haviam sobrado.
—
Beliel, Chaud. Agora voltamos a estar quites com nossos companheiros de guerra.
O que acham de terminarmos logo essa disputa?
Carregando
seu escudo de ferro, Chaud ofereceu-se para manter-se na linha de frente. Ele
dissera para Mikau que só protegia aqueles que precisassem dele, e agora, mais
do que nunca, o ferreiro parecia disposto a tornar-se a muralha que o
consideravam. Talvez ele vira os momentos finais de Coffey ao seu lado, talvez
vira quando Mikau realmente chorou por ele, mas se de fato tivera conhecimento
então se mantivera em silêncio para não ofendê-lo. Chaud sempre fora um homem
de poucas palavras e mais atitudes.
Do outro
lado, foi a vez de Astaroth assumir sua posição. Da mesma maneira que Bonna
Party e Thanatos permaneciam atentos aos seus inimigos, o imenso Camerupt
estava disposto a defendê-los. Quando os dois lados se encontraram, Bonna
falou:
— E
agora, começa o segundo turno.
A
primeira pancada veio de Chaud que acertou um soco em cheio no rosto do
Camerupt, devolvendo na sequência um forte impacto com seu escudo que o afundou
no chão. Chaud estava muito cansado desde suas participações na Primeira Casa,
mas mostrava-se resistente e sem nunca fraquejar.
Mikau
preparou o primeiro tiro contra Bonna, mas foi surpreendido por uma sombra que
avançou contra ele feito um lobo feroz, voando direto em seu pescoço com garras
e dentes famintos. Antes que o atirador pudesse virar sua mira contra ele,
Beliel pulou na frente e golpeou Thanatos derrubando-o distante. Suas mãos
estavam incineradas e o calor brotava de todo seu corpo enquanto seus olhos
brancos pareciam enxergar até o mais profundo pensamento.
—
Concentre-se em sua batalha. Eu dou conta desse aqui — disse o Houndoom.
Mikau
assentiu, e retomou a atenção contra Bonna.
Beliel
dirigiu o olhar para as sombras, e nelas podia ver algo ainda mais negro e
sombrio. Um lobo de fato andava sob quatro patas, e ele tinha cicatrizes pelo
corpo, olhos vermelhos, mantinha os dentes à mostra e suas garras enormes
riscavam o chão. Seus olhos vermelhos perfuravam a luz e até mesmo escuridão,
jamais permitiriam que algum inimigo escapasse. Do outro lado, Beliel mantinha
a concentração e resumia-se a ouvir o inaudível. Conhecia muito bem suas
próprias habilidades.
— Seus
feitos eram famosos no submundo, Thanatos — disse Beliel. — Apesar de não
termos nos encontrado nenhuma vez por lá, reconheço um adversário poderoso
quando o vejo.
— E
garanto que seus olhos enxergam mais do que muitas pessoas que durante toda a
vida tiveram a visão perfeita — o lobo respondeu, transformando-se e assumindo
a forma do cavaleiro de capa que iniciara a batalha. Thanatos sacou sua espada
e a empunhou contra seu inimigo: — Não permitirei que nenhum de vocês possam
ferir minha senhora. Não enquanto eu estiver vivo. Eu a protegerei dos perigos
do mundo, como um cão que protege seu dono com a própria vida.
Thanatos
investiu com sua enorme espada, Beliel ergueu sua mão e segurou a lâmina que
foi impedida de movimentar-se. O impacto foi forte, a carne de seu braço pareceu
se desfazer e queimar, liberando um cheiro horrível no ar. Sua mão tomou a forma
de ossos, mas eram envoltas por uma aura amaldiçoada, e com a outra mão Beliel
liberou uma energia negra que lançou Thanatos para longe. Seu braço retornou ao
normal, como feitiçaria.
— Então
esta é uma batalha que envolve maldições? — indagou Thanatos, voltando a ficar
de quatro no chão e assumindo sua terrível forma de lobo. — Prepare-se para
lutarmos de igual para igual!
O
Houndoom avançou, e Beliel foi surpreendido pela força bruta do animal. Usava
suas mãos para afastar as mandíbulas do monstro, e seu fogo não parecia surtir
nenhum efeito nele, assim como o contrário. Em um movimento brusco, Beliel
então se transformou em um cão infernal de estatura semelhante, mas com olhos
brancos feito a névoa e seus sentidos aguçados ao máximo.
Enquanto
a batalha dos cães seguia, Chaud usava seu escudo para proteger-se do imenso
machado de Astaroth. Mikau e Bonna estavam em um jogo de tiros onde o primeiro
que errasse uma bala terminaria morto.
— Alguém
precisa progredir nessa batalha — assumiu Mikau. — Não vamos aguentar muito
tempo, as munições e energia são escassas.
— Permita-me
fazer um teste com você — disse Chaud. — Aprendi algumas coisas com o Vista, e
para ser bem sincero nunca achei que fosse realmente usá-lo algum dia, mas
quero ver se realmente funciona.
Chaud
empurrou Mikau com força no chão, mas em seguida jogou o escudo para cima dele
de modo que o objeto mudasse sua forma e se adaptasse ao corpo do atirador,
como se fosse uma espécie de armadura personalizada, fruto da tecnologia que
Vista um dia tentara ensinar ao Bastiodon que demonstrava grande êxito.
Desarmado, Chaud investiu contra o Camerupt, tendo um ligeiro aumento em sua
velocidade. Furioso, a fumaça que saía do corpo de Astaroth tomou uma cor negra
e ele se enfureceu.
— Seus
vermes insolentes, eu vou mostrar-lhes a força de um vulcão em toda a sua ira! Eruption!
Bonna
desviou o olhar e compreendeu qual era a estratégia de seus inimigos.
— Astaroth, não faça isso!
Mas
antes que pudesse impedi-lo de tomar qualquer atitude, era muito tarde. Uma
explosão de magma saiu do corpo do Camerupt, arremessando todos para longe.
Mikau estava com sua armadura personalizada e nem sentiu os danos. Quando Bonna
voltou a olhar o que acontecera ali, uma montanha de cinzas cobriam Chaud e não
havia sinal dele. Quando Astaroth cantou vitória, uma energia metálica absorveu
as cinzas e o magma que atingiam seu corpo. Muita fumaça subia quando fogo e
água se encontraram, era quase impossível enxergar alguma coisa. Mas Bonna pôde
ouvir apenas duas palavras, como ela havia previsto:
— Metal Burst.
A força
captada pelo ferreiro voltou com o triplo de sua intensidade, acertando
Astaroth em cheio. O guerreiro sentiu seu corpo queimar até que seus gritos de
dor se tornaram inaudíveis. Ninguém enxergava absolutamente nada. Mikau ainda
tentava se livrar daquela armadura pesada quando ouviu alguns passos se
aproximando. Chaud tocou nele e seu escudo voltou ao formato original,
permitindo que ele respirasse.
— Que
coisa horrível foi essa?! — indagou Mikau.
— Posso
vir de épocas passadas, mas acredito que estou começando a gostar da tecnologia
de vocês — respondeu Chaud, tentando forçar um sorriso.
Mikau
então notou que o Bastiodon estava realmente debilitado. Suas armaduras
insuperáveis eram cobertas por rachaduras e algumas partes haviam até derretido
por tamanho calor. Seus machucados sangravam, seu rosto demonstrava a exaustão
e ele mal podia seguir adiante. Quando Chaud esticou a mão para Mikau, não
encontrou forças para manter-se de pé e caiu. O Kingdra o segurou,
depositando-o no chão, imersos pela forte cortina de fumaça que os cercava.
— Vamos
lá, parceiro, não me deixe agora! — repetia Mikau, começando a preocupar-se.
— Espera
mesmo que eu vá ser superado aqui? Qual é, tenho duas crianças me esperando...
— ele tossiu, mas tinha um leve tom de brincadeira. — E eu fiz algumas
promessas para elas, e espero cumpri-las... Só me deixa respirar um pouco.
E-eu... logo retornarei... à batalha...
Sua voz falhou,
e ele pareceu cair num sono profundo.
Mikau segurou
a armadura do homem e o deixou deitado. Que bela hora para usar Rest e cair dormindo no meio da batalha! Daquela maneira, Chaud se tornava uma
presa fácil, mas de uma maneira ou de outra, a fumaça se tornava tão densa que
não era possível enxergar nada. Ele não ouvia a voz de Bonna; e das opções
disponíveis, ou ela estava à espreita nas pedras aguardando sua hora de atacar,
ou também estava completamente perdida. Tudo que se ouvia eram os rugidos de
uma luta feroz que acontecia ali perto, Thanatos e Beliel pareciam se enfrentar
até a morte.
Foi
quando todo som e barulho possível cessou. Mikau levantou-se espanato, olhando
atentamente ao redor. Sua visão precisa não lhe dava respostas do que
encontraria ali, mas torcia para que não fosse Bonna Party.
Alguém caminhava
em sua direção. O atirador não esperou duas vezes e atirou, mas para sua
surpresa, errou o alvo. A fumaça se dissipou com a força do projétil, e revelou
ali a silhueta de um cão que aos poucos assumiu a forma de um humano. Era
Beliel quem retornava, com o corpo manchado de sangue e os olhos escuros.
—
B-Beliel! — Mikau clamou numa mistura de inquietação e agitação. Se o Houndoom
retornara vivo, ou ele havia derrotado seu adversário.
Chaud
parecia ter desmaiado, estava imóvel e não dirigia nenhuma palavra. Mikau
continuou parado enquanto Beliel caminhava em sua direção. O estranho silêncio
que dominava tudo era atormentador, e o líder do grupo esperava algumas
respostas.
— Você o
matou...? — Mikau perguntou, cuidadoso.
— Ainda
não — respondeu Beliel, olhando friamente para ele. — Mas vou matar.
Uma aura
negra formou-se das mãos de Beliel e elas dispararam diretamente contra Mikau
que desviou-se por pouco, sendo pego completamente desprevenido. O que acontecia, agora? Um de seus
homens mais fortes começava a ataca-lo sem maiores explicações. Mikau
desconfiou de que ele e Thanatos haviam criado uma aliança e se rebelado contra
ele, e por isso odiava tanto Pokémons de fogo, eles eram traiçoeiros, não
demoraria para ouvir a risada de Bonna dizendo: Viu só? É nisso que dá confiar em seus amigos, eles sempre viram as
costas para você quando mais precisa!
Mas a
diferença é que Bonna Party jamais diria aquilo. Principalmente porque ela
passava por problemas semelhantes.
• • •
Bonna
parecia caminhar em círculos, subitamente aquele cenário que ela já defendera
há tantos anos tornava-se irreconhecível depois de destruído. Não havia nenhum
barulho por parte de seus adversários, e imaginava se aquele atirador maníaco
não estaria tramando algo contra ela. Procurava por rostos conhecidos, mas cada
vez mais estava sozinha. Davy Jones caíra em batalha junto de seus comandantes,
e depois do ultimo golpe, Astaroth parecia não mais disposto a levantar-se. O
som de seus passos na água rasa eram ouvidos, e ela freou com pressa quando
algo se aproximava de sua direção. Ali, encontrou um lobo muito ferido que
caminhava lentamente com os olhos baixos e a boca ensanguentada. Bonna abafou
um grito, correndo para seu socorro.
—
Thanatos, Thanatos! — ela gritou, ajoelhando-se ao lado do lobo e o abraçando.
— Você está tão ferido...
O cão
rosnou para ela, fazendo-a assustar-se e cair para trás. Bonna levantou-se
assustada, não entendia por que seu companheiro parecia tão aflito.
— O que
houve? Por que está agindo assim? Você derrotou seu oponente? Acredito que
Astaroth tenha tombado, mas se você saiu vitorioso sei que ainda podemos ganhar
essa guerra, nós ainda podemos vencer!
Ela
ergueu a mão, tentando tocar-lhe o focinho e amansá-lo.
—
Thanatos? Você... Não me reconhece?
O lobo dessa
vez avançou, tentando lhe morder a mão o que provavelmente a teria decepado.
Bonna recuou, chutando-lhe a cara para defender-se, mas com uma clara expressão
de desamparo e preocupação.
—
Thanatos!! — ela gritou. — Pare já com isso!! O que está acontecendo?!
THANATOS!
Mikau
esquivou-se de mais uma investida de Beliel, encontrando ali um adversário que
certamente esperava nunca ter de enfrentar em sua vida. Ninguém sabia muito
sobre aquele Houndoom, ele não se comunicava com ninguém da guilda, mas tinha
reputação o suficiente para que os enxeridos e folgados se mantivessem distantes.
Beliel só era visto recebendo algumas ordens de Seth, e era conhecido por nunca
falhar para com seu mestre.
Não pôde
acreditar quando soube que Beliel ficaria sob seus comandos, tinha receio de
que subitamente ele pudesse fazer justamente aquilo: Virar-lhe as costas, como
um bicho selvagem sem dono, sem ninguém para dar-lhe ordens. E mesmo assim,
Mikau não conseguia atirar nele. Algo ainda segurava sua mão e o impedia de tal
ato.
— Vamos
lá, seu bastardo de merda, por que voltou-se contra nós assim de repente?!
Beliel
revidava os golpes com energias das trevas e labaredas de fogo. Sua mão
esquelética surgia das sombras e segurava nos braços de Mikau a ponto de
quebra-lo, para soltar-se o atirador golpeava o braço e o quebrava, mas tudo
não passava de uma ilusão e Beliel logo recuperava sua forma normal. Um jogo
com a mente e aquilo que não podia ser enxergado.
Bonna
Party, pela primeira vez, parecia assustada. Estava acostumada a liquidar seus
inimigos sem nem hesitar, mas encostar uma arma na cabeça de alguém que lhe era
tão especial? Ali estava um rapaz que ela vira crescer. Lembrava-se de quando
Thanatos havia entrado em seu exército, um Houndour gentil e de coração forte,
mas que acabou voltando-se para as trevas. Não que aquilo fosse um problema,
após uma ou duas viagens para o inferno lá estava ele, pronto para guerrear
mais uma vez. Ah, Thanatos... Como poderia uma das pessoas que ela mais
confiava subitamente virar-lhe as costas daquela maneira? Não conhecia nem um
encantador que pudesse fazer qualquer tipo de feitiço contra ele, exceto... Ele
mesmo.
Houndooms
eram criaturas persuasivas, e Bonna lembrava-se de um dos golpes mais mortais
do jovem. Ele tomava a mente de seu inimigo, exercendo total controle sobre
ela. Então como foi que aquilo subitamente voltou-se contra ele, como um
espelho?
A mulher
apenas apontava as armas em sua direção, mas nunca atirava. Suas mãos tremiam,
em um súbito susto, Thanatos parou como se fosse golpeado no peito, agachando e
gritando de dor, saindo de sua forma de lobo e voltando a ser um humano.
—
Thanatos! — gritou Bonna, correndo em sua direção, mas o guerreiro sacou sua
espada e tentou golpeá-la.
— Nossos
inimigos devem morrer — disse Thanato para Bonna Party.
— Nossos
inimigos devem morrer — o mesmo disse Beliel para Mikau, após ser golpeado no
peito.
Por
algum motivo o cão do inferno parecia travar uma batalha dentro de si próprio.
Ele por vezes parava, com dificuldade para respirar, como se algo invisível o
acertasse. E quando recobrava o fôlego, avançava contra Mikau sem hesitar.
— Seu
merda, vou ter mesmo que matar você?! — gritou Mikau, o grande mentiroso. Em
seu íntimo, desejava que a necessidade não superasse suas palavras.
Beliel
avançava voraz, e Thanatos atacava sem hesitar. Mikau esquivava-se. Bonna
começara a chorar. Odiava mostrar-se fraca para seus companheiros, mas já visualizava
em sua mente o desfecho daquela batalha. Tinha
que ter um jeito de recuperá-lo daquele feitiço, tinha que ter!
Bonna
jogou-se para cima do homem que transformou-se em lobo novamente, e os dois
rolaram pela água rala. Os cabelos molhados da moça logo perdiam o brilho, e
suas lágrimas começaram a cair no pelo rosto ensanguentado da criatura.
—
Thanatos, por favor, me ouça! — gritava Bonna, mas o lobo tentava abocanhá-la
enquanto com as próprias mãos ela o impedia. — Thanatos, não vou permitir que
seu fim seja dado pelas minhas próprias mãos!! O que direi para sua esposa e o
filho que o espera?!
O lobo
se debatia. Conseguindo empurrar a moça par ao chão, Bonna caiu e seus braços
foram presos pelas enormes patas do monstro. Aos poucos Thanatos recuperou sua forma
humana, mas seus olhos eram negros, indecifráveis, incontroláveis. Era
impossível tentar conversar com ele.
Bonna
ergueu uma das pernas, golpeando-o na virilha para que ele saísse de cima dela.
Apalpou o chão em busca de uma de suas armas e encontrou-a ali. Segurava sua
arma com as duas mãos de tanto que ela tremia. Seus arredores ainda eram
tomados pela forte cortina de fumaça e vapor, pelo menos assim ninguém a veria
e nem a ouviria chorando.
Tentou
uma última vez.
—
Thanatos, por favor, volte ao normal...
—
Beliel, seu merda, eu vou matar você.
O cão do
inferno estava exatamente ali, na frente dele. Mikau estava com sua arma apontada
na cabeça do homem. Mantinha a mão firme, mas seu disparo hesitava. Encarava
Beliel com olhos frios e não se cansava de tentar.
— E-eu
vou contar até três — a voz de Mikau saiu mais tremida do que esperava. Não
queria perder mais um de seus amigos. Não por suas próprias mãos, não de novo.
— Três. Pronto. Voltou ao normal, seu idiota, ou vou precisar dar um soco na
sua cara?
E mesmo
assim, não chegou nem a pensar em atirar.
— Seu
desgraçado, maldito, amaldiçoado seja!! Por
que, Beliel? Por que voltou-se contra nós?
— Porque
nossos corpos estão ligados.
A
resposta veio repentina. Mikau franziu o cenho, e teve a impressão de que por
um único instante seu amigo recobrara a consciência.
— Você
precisa me matar — Beliel repetiu. — Se eu morrer, nosso inimigo morre. Se
nosso inimigo morrer, de uma maneira ou de outra eu estarei morto. Eu já fui
condenado. Não tenha pena de mim.
— Eu não
posso fazer isso, cara. N-não dá...
Beliel
segurou no braço de Mikau, sem machuca-lo, e colocou a ponta de seu indicador
em sua própria testa.
— Atire,
antes que a mulher faça o mesmo.
— Vá à
merda.
— Este
duelo é entre você e ela, e ninguém mais. Nós já fomos condenados, abrimos
espaços para que os verdadeiros líderes provassem seu potencial — contou-lhe
Beliel, seus olhos aos poucos tomando uma coloração diferente, mas que
demonstravam que uma verdadeira batalha era travada dentro dele. — Se for para
morrer, eu prefiro que seja pelas suas mãos.
Mikau
engoliu seco, mas manteve-se firme e agiu como um líder.
— Então,
nos encontramos no inferno?
Ele teve
a impressão de que Beliel sorriu com aquele comentário.
— Seu
lugar já está reservado há tempos.
Mikau
gostava de olhar a agonia de seus inimigos, gostava de encará-los nos olhos
antes de serem mortos. Porém, quando se viu frente a frente com um amigo,
percebeu que dentro dele não existia toda aquela maldade que costumavam dizer.
Em toda sua vida, ele nunca havia fechado os olhos antes de atirar. Se Beliel
realmente quisesse, aquela teria sido a chance
perfeita de acabar de vez com o grande líder da Fire Tales, trazendo a derrota para toda a Fire Tales.
Bonna
não queria olhar para Thanatos, simplesmente para não enxergar o reflexo de sua
própria alma ali, desejando que por um único instante ele voltasse ao normal
para saber o quanto aquilo a destruiria por dentro.
— Me
desculpe, me desculpe — Bonna repetia. Só precisava apertar o gatilho.
— Foi
mal, caro amigo. — Mikau falou com o coração apertado, e por fim, fechou os olhos. — Manda um “oi” para os outros, e diga a eles que já estou indo
encontra-los. Tome conta deles.
Era impossível dizer qual tiro foi ouvido primeiro.
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ReplyDeleteWOW QUE LOKOSO!
LOL
LOL
LOL
Cara eu fiquei realmente surpresa nessa hora! '-' Thanatos e Beliel, socorro, dois divosos *-* E que possuíram um ao outro '-' LOL!
Minos, não se preocupe, já estive neste barco tbm :v seremos grandes amigos :v Saiba que é sempre bem vindo a minha guilda *-* No caso, A Revoada Imperial *-*
Coffey ;-; Bom, pelo menos ele era um anjo. MIKAUUUUUU
CARA O AERUS VAI MATA ELE
ASJAHSJHSJAJSHHAJAHS
AHSJAHAJSHHJSA
TOMA VIADO
FDP
BOBO
AERUS VAI QUEBRA TUA CARA :V #CHUPAMIKAU,OBOBO
É, acho que só o Mikau sai dessa ;-; Vou raptar a Elba :v brinks, eu te espero *-* vamos criar prédios e castelos com LEGO! *w*
Meus fells ;-; Cra, eu tenho que me preparar e muito para o proximo ;-; Doutor Canas, me ajude ;-; (Yoshiki tbm já era, ai dificulta tbm :v ;-;)
Canas, eu estou na dúvida. Quando vc desenha, tipo o Aerus(garchomp) vc desenha no Paint(ou algum outro programa) ou no papel e ai pinta no Photoshop? :v?
Cyao!
Diga ae, WV! Eu e a galera da equipe ficamos por um tempão tentando encontrar uma solução para o Beliel. A princípio eu acreditava que ele era poderoso demais para perder, então elaborei um roteiro superficial onde ele e o Thanatos se prenderiam no inferno, então ambos não acabariam sendo "mortos" eles só ficariam de fora por um tempo kkkk Acabou que esse final não seria nada digno para os personagens, e acabamos tendo que criar algo completamente novo. Deu no que deu, acredito que fez jus a um dos personagens mais poderosos da Fire Tales, sem menosprezar nem o Thanatos e nem o Beliel, e embora mais alguns conflitos que estavam tendo para saber "quem matou?" no fim deu tudo certo kkkkkkk
DeleteAhh, Minos... Se houvesse um Aventuras em Sinnoh 2.0, Minos certamente retornaria como um grande personagem junto da Elba! Acho que esses dois seriam antagonistas no começo, mas terminariam entrando para o próprio time dos Fire Tales. Mas não passam de ideias né, é melhor eu parar de falar pra não passar vontade, rs.
A Parte 4 (FINALMENTE) terminará essa casa que só está trazendo ruína pros Pokémon. Estou louco pra atualizar aquela listinha das notas do autor e ver quantos rostinhos serão marcados kkkk A Fire Tales devia ter uns 20 personagens quando entrou aqui, daqui a pouco terão só 5, a lista está diminuindo...
E só respondendo sua pergunta, eu faço todos os meus desenhos à mão. Tenho uma mesa digitalizadora em casa, mas gosto mesmo é da sensação de segurar no lápis e borrar tudo no papel, adoro! Depois de desenhar eu passo à caneta (pra reforçar o traço), e escaneio pra conseguir pintar com tranquilidade em qualquer programa, no meu caso o Photoshop ou Paint Tool SAI. Beijos, WV!
Eu deveria ganhar um tapa por atrasar minha leitura :v Mas cá estou :33 Eu sei que você ficou desesperado.
ReplyDeleteSó uma coisa resume essa capítulo : Exorcismo! :v
Tá, do começo:
Mikau resolveu se aventurar no Water Temple? Desculpe, mas o começo me lembrou isso, água, reflexo negro ganhando vida. Eu adoro fazer essas comparações entre AeS e Zelda, né? Juro que vou parar.
Tá, ou eu to muitooo louca, mas eu sinto que essa despedida do Coffey tá relacionado com o filme Em busca de um milagre.Se o Coffey é inspirado nesse filme, porque não a cena da "morte" dele.
Destaque para a força desse cara, tá vendo, e ele nem faz academia. #chupavocêquevainaacademiatododia
É impressão minha ou você não mata o Chaud por medo de receber ameaças de morte de uma certa estrela?
MAS...CHAUD DO CÉU, QUASE CÊ ME MATA DE SUSTO!
Agora vamos pra aquilo que eu queria chegar: Lutas internas!
Pessoal, AeS apresenta uma seçao de psicologia.Só comparecer.
Mikau, Thanatos, Beliel, todo mundo :v É moda.
"-Você tem esposa e um filho te esperando!"
Não apela pra família :--:
Destaque parte 2 : Adoro ver essas decisões tensas.E ... faleceu!
Alguém aí ainda ta fazendo a contagem de mortes?
Posso adicionar esse como um dos meus capítulos favoritos, sem sombra de dúvidas :33
Até a próxima matança - digo, capítulo.Até mais!
Ah, jovem Estrela, mas eu sabia que você estaria por aqui cedo ou tarde! :3 Curtiu a referência ao Water Temple? Imaginei que você fosse notar kk No começo eu queria fazer uma brincadeira com o céu/inferno, mas então algum leitor comentou comigo da Megalomania, e eu fiquei "Poxa cara, vocês nunca vão esquecer dela?" kkkkkkk Eu achava impossível encaixar mais da megalomania do Luke porque ela simplesmente acabou, mas no caso do Mikau essa loucura está presente nele, e foi a forma perfeita de mesclar um Mikau e um Dark Mikau, só pra começar o capítulo e dar aquela sensação conflituosa perfeita do que rola na mente dele. Até porque a Nyx nos fez aquela capa incrível, e foi assim que percebi que ficaria mais legal ainda! kkkkkkkkk
DeleteEstou começando as coisas que terminei. Coffey também foi inteiramente baseado no John Coffey do filme, não era de se surpreender que uma hora ele encontraria seu fim, mas não sem antes ajudar alguém. Eu queria ter conseguido fazer os leitores se apegarem mais ao grandão, mas nesse quesito, acho que falhei. Não pude tornar seu final tão triste quanto de outros personagens, mas ao menos sei que Coffey cumpriu sua parte no roteiro.
E pode ficar tranquila que o Chaud ainda terá sua hora hahahaha Por enquanto ele está lá usando Rest no meio da batalha, mas no próximo capítulo você vai ver do que a Grande Muralha é capaz!
Vou fazer a contagem de mortes na Parte 4 quando eu trouxer aquelas imagenzinhas das notas, vocês vão se surpreender de quantos personagens sobraram e quantos entrarão de fato na Casa do Campeão! Por mais que as batalhas aqui não tenham tido todo um envolvimento carinhoso, acho que ela é a que melhor representa a Quarta Casa, tornando-a de fato a luta mais intensa de todas. Falta muito pouco para chegarmos no final, mas estaremos aqui aguardando ansiosamente! Valeu Vanessa, beijos! (:
É disso que o povo gosta!!!!!Vejamos,pelo que parece...O cáp está fodaaaaaaaa!!!!!!!
ReplyDeleteOH, YEAH! O povo quer ver é PORRADA kkkkkkkkkkk
DeleteFico feliz que tenha gostado parceiro, apesar de achar que os leitores a essa altura estão mais é com um imenso ódio de mim por estar dando um fim aos personagens preferidos da galera kkk Não quero nem ver como vai ser quando a Parte 4 chegar! Abraços.
E, depois de todo o estresse do ENEM...... posso dizer que pulei do forno pra frigideira?
ReplyDeleteEnfim
O ambiente *^^^^* Me diga que vai ficar assim agora pq mds que f*da *^^^*
Só um pouco mais de ego do senhor Mikau /q
e gente por um momento achei que o final dele fosse ser como narciso E OLHA ATÉ QUE FARIA SENTIDO
gente pera essa visão(?) tá me bugando
MANO UMA VERSÃO (AINDA MAIS) DARK DELE, ELE SE ENCARANDO, MDS AMO AMO AMOOOOOO
AIMDS É A FELADAPUTA DA MEGALOMANIA, VEM AQUI PRA EU TE ESPANCAR
PLMDDS MIKAU SIM REAJA DESTRUA ESSA COISA se bem que ele saindo "pra brincar" ia dar uma luta fodástica MAS NÃO NÃO POSSO PERDOAR O QUE DESTRUIU MEU BB QUERO ISSO EM MIL PEDACINHOS Ç_Ç
MDS NÃO VAI EMBORA ESSA CONVERSA DE SACRIFICAR GERAL NOPE NOPE NOPE
btw breve pausa pra JÁ DISSE QUE AMO AS DESCRIÇÕES DOS ATAQUES EM POKÉPOV??? PQ TIPO AMOOOOOOOOO
— Você vai morrer sem a minha ajuda.
— Não preciso de você. Nunca precisei > EXATAMENTE, TAVA MUITO MELHOR ANTES, SOME
PORRA
O TIRO
EU SENTI
PQ TAQUIPARIU
NÃO Ç_Ç
NÃO DEIXA ELE PERDER PRA ESSA COISA INFERNAL Ç_Ç
coffey aparecendo EU VOLTANDO A RESPIRAR, MDS COFFEY MEU HERÓI <3 <3 <3
mano sério eu tava vendo o mikau todo loco rindo insanamente destruindo a porra toda (okay isso seria lindo por um lado MAS NÃO ELE SENDO VENCIDO PELA MEGALOMANIA!!!!!!)
mas mano sério o que acabou de acontecer???? experiência de quase morte???? a bonna deu um tiro tão forte nele que ele alucinou????
Bonna ativou mais um projétil em sua pistola direita, mas o fez de maneira bem lenta, como se estivesse dando um tempo de propósito para seu rival se recuperar > Eu imaginei ela com um sorriso irônico tipo tirando sarro dele (e que coisa linda ein)
GENTE O MIKAU DETERMINADO A PROTEGER O COFFEY AKDASKDSAKDSAKDKSADKASDKASKDASKDKASD SIM MEU BB VOLTE *^^^^^^^^*
Poxinha não faz paralelo Coffey/Big Daddy pq aí vai ser mais um pra perda doer ;---; (oh wait é isso que tu quer, tu quer a gente sofrendo mesmo, esqueci /q)
E GENTE ESSA LUTA daqui a pouco tem nem mais cenário só ruína mesmo
O Coffey pedindo desculpa >>>>>>>>: E sempre pede quando ganha >>>>>>>>>>: E o Big Daddy >>>>>>>>:
bonna tu tá se sentindo confusa?? magina minha situação, acompanhando cada alto e baixo desse aí, gritando sofrendo surtando amando odiando passando por uma infinidade de feels
PORRA A RESPOSTA DELE
QUEM TOMOU O TIRO FOI EU
SE OUVIU UM GRITO DE CHORO: SIM FOI MEU Ç__________Ç
MAS TEM O LADO BOM QUE DOEU NELE FALAR ISSO
MDS EU REALMENTE AINDA POSSO TER ESPERANÇAS EM VOCÊ, MEU BB???
A BONNA P DA VIDA COM AQUELE "SÓ PEÕES" I FEEL YOU, I FEEL YOU SO MUCH Ç____Ç
AIMDS O COFFEY APANHANDO EU TO MORRENO MAS O MIKAU REAGINDO FINALMENTE MEU BB VOLTANDO EU TO SURTANDO
GENTE EU NÃO SEI COMO TO REAGINDO
EU TO SOFRENDO E TO SORRNDO CANAS WHAT HAVE YOU DONE????????
E PORRA NÃO BASTASSE A ESCRITA VEM ESSES DESNEHOS DESTRUIDORES DA NYX TBM
I MEAN A BONNA MINHA BBZA ELA TÁ DESTRUÍDA DÁ PRA VER NOS OLHOS DELA MDS SAI Ç___________Ç
O COFFEY
PORRA EU DEI UM GRITO TÃO CHEIO DE DOR QUE MINHA MÃE VEIO DESESPERAD
MDS NÃO GENTE SÉRIO ESSE CAP TÁ ME DESTRUINDO EM TANTOS LVLS
TÁ TPIO TIRO DE TODOS OS LADOS
/LITERALLY/
Mikau, que jurara não mais cair de joelhos, ajoelhou-se ao seu lado. > EU TO URRANDO LA´DO TÁRTARO PQ JA CAÍ FUNDO DEMAIS PRA SER SÓ O CHAÕ
PORRA MANO SÉRIO AS PALAVRAS DO COFFEY Ç________Ç
Você não pode morrer para proteger ninguém, principalmente alguém como eu.
— Por algumas pessoas vale à pena. A gente deve ensinar elas a voarem. > AQUI JAZ UMA LEITORA FIEL
PQ NÃO DÁ MANO
NÃO. DÁ;
TEU FDP Ç_________Ç
TAQUIPARIU A PARTE DOS DESENHOS
EU TO
NÃO SEI COMO TO
TO APENAS AFOGADA NAS MINHAS LÁGRIMAS
"DIGA QUE TODOS MERECEM UMA SEGUNDA CHANCE"
DeleteMANO O MIKAU
ELE CHORANDO
DIZENDO OBRIGADO
E CHAMANDO ELE DE AMIGO
NOVO LENÇOL FREÁTICO FEITO POR LÁGRIMAS DA ANNE
A SALA ENCHARCOU FOI COM AS LÁGRIMAS DO MIKAU NÃO, FORAM AS MINHAS MESMO Ç___________Ç
mano
esse segundo turno
magina como vai ser meu estado no final disso
MANO O THANATOS NA FORMA LOBO!!!!!! só não chamo de foda pq né AH A QUEM EU QUERO ENGANAR <3333 (canas sério de todos os pokés do mundo pra que esoclher um que é meu mozinho não mano sério_
(aí eu lembro a conversa dele lá no início com a bonna UGH)
AIMDS O BELIEL TAMBEM TEM ESSE PODER ASDKLADKLSADKLSAMDKLSAMDKLSAMDLKASMDKLSADKLASDKLSAD
MDS O CHAUD COLABORANDO COM O MIKAU, ACOMPANHANDO AQUI DO CHÃO
O METAL BURST AEHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Chaud com a armadura ferrada, tudo que posso pensar é senhor Canas rindo "então, queriam o Chaud sem armadura? APROVEITEM!!!"
CHAUD FALANDO DE PROMESSA A CUMPRIR, JÁ TAVA DANDO RIP
MANO REST KKKKKKKKKKKK ufa já chega de perdas por hoje né meu pobre s2
noss achei lindo "único barulho que ouvia era a luta de beliel" e no instante seguinte "silêncio" MEU S2 CANAS CARAI MANO SÉRIÃO
o beliel............. ele está estranho............... mds mano............
MASOQ COMASSIM ELE ENDOIDOU???? CONFUSE RAY????
UÉ E A BONNA TAMBÉM TÁ TENDO TRETA COM O THANATOS?????
MANO SÉRO QUE PORRA É ESSA???????????????
AINDA MAIS HOUNDOOMS, TÃO CONHECIDOS POR SUA LEALDADE, O QUE RAIOS ACONTECEU AQUI??????
GIRATINA SE REBELOU E DECIDIU INTERFERIR???????
mas xô parar um tantinho pq NYX TEUS DESENHOS ADKLSAKLDSAKLDSAKLDSAKLDSAKLDSAKLDAKSLDASKLASKLDLAKSD MEUS BBZOS ESTÃO TÃO GRACINHAAAAAAAAA
noss mano e mais textinho sobre thanatos só pra gente se apegar mais vlw mesmo canas eu nme precisava de mais dor nessa droga
mano numa boa já desci tão fundo nesse poço de desespero que nem tá mais descendo lágrima
NOSS MANO NÃO TU NÃO REMEMOROU A PARTE SOBRE O FILHO
EU ME ENGANEI
AINDA TENHO LÁGRIMAS SM
MAS PELO MENOS CONVENHAMOS QUE UMA COISA BOA TEM
MIKAU HESITANDO É REALMENTE UM AVANÇO E TANTO
DEVO CONSIDERAR QUE AQUELE DEMONIO A.K.A. MEGALOMANIA MORREU MESMO OU PELO MENOS FICOU EM COMA????
(ME DÁ PELO MENOS ESSA BOA NOTÍCIA PLS)
NÃO CARA
NÃO
NÃO CREIO QUE TU EZ ISSO
COMO TU CONSEGUE SEMPRE CHEGAR A UM LVL MAIS BAIXO?????????????
I MEAN REALLY
/REALLY/
QUAL A NECESSIDADE DE LEVAR A UM BECO SEM SAÍD (E LIFERUINER) DESSES???????????
E NOSS MANO PRA QUÇE LEMBRAR O QUE ELE FALOU PRO AERUS
E BTW VAMOS FALAR SOBRE COMO REALMENTE NÃO TEM COMO CONFIAR NESSES "É UMA PROMESSA"
E AINDA TEM A BONNA
MANO NÃO SÉRIP
SÉRIOOOOO
EU VOU TE ESGANAR
VOU TE SURRAR
PQ TAQUIPARIUUUUUUUUUUUUU
E A NYX TAMBÉM PQ PQP ESSES DESENHOS DELA TÃO DOLOROSAMENTE ACCURATE
não gente chega
serio
meu laudo
cabo
não sei se aguneto mais não
plmdds
Yo, Anne! O ENEM é uma coisa de louco mesmo, um desgaste psicológico que acaba com a gente... Esse ano que não fiz, mas sinto que deveria ter feito, e o tema da redação também teria sido muito legal de se trabalhar! Bem, mas deixando o cansaço do ENEM, Novembro está sendo uma loucura, nem parece que começamos a Quarta Casa há tão pouco tempo, uma vez que alguns outros capítulos levaram quase um bimestre inteiro para acabarem. Estamos pertinhos do final, na casa do campeão eu separarei em Capítulo 98 e 99 até porque Tih merece um número só dela né kkkkkkkk Mas vai rolar muita coisa até o 99 chegar, talvez você não se sinta tão destruída por dentro quanto nas outras casas porque os personagens que entrarão na Casa do Campeão não são os seus favoritos, mas acho que eu particularmente sofrerei mais que qualquer outro...
DeleteEi, sabia que era pro Beliel ter ficado vivo? Yeaaaah, eu achava que ele era fodão demais pra morrer, e que ninguém conseguiria matar ele. Ele mesmo abriria um portal do inferno, jogaria o Thanatos lá e seria carregado junto, mas teria doído menos do que essas cenas finais, e ainda assim, teriam sido bem pior trabalhadas. Não daria a emoção do amor da Bonna e da dúvida do Mikau, isso acaba com a gente! kkk
Quando o Beliel voltou pra equipe era pro Seth ter sido o brilho. Ele era o Dragonite fodão, o suposto Pokémon "perfeito", mas achei ele tão artificial que eu mesmo acabei deixando-o de lado kk E veja só o grande Beliel onde chegou... Ele pode não ser um dos meus favoritos, mas sei perceber quando um personagem ganha o carinho dos fãs. Eu sabia que iriam curtir ele, eu só não imaginava que seria TANTO!!
Vamos agradecer a Nyx que está dando vida para cada cena, que está dando grandes sugestões ao enredo, e que passou por sufocos quando teve de desenhar o Coffey e o Vista, personagens que nunca nem sequer passavam na mente dela em ilustrar! kkk Ela manda bem com cenas tristes e personagens de aparência bela, há todo um estilo refinado. E sobre a parte final na luta contra a Titânia, digo apenas que nem EU consigo ver esses simples rascunhos que já sinto vontade de chorar... É muita emoção kk Beijos Anne, see ya!
eu tenho uma duvida os pokemons deles estão morrendo mesmo ou estão só perdendo como mostra no anime? gosto bastante de sua historia continuaaa
ReplyDeleteOlá, companheiro! Conforme vemos nos próprios jogos e até mesmo no anime, nunca nos deparamos com um Pokémon que de fato morre. Salvo raras exceções como o Raticate do Gary em Creepypastas, criaturas ancestrais que mais tarde são revividas como fósseis, mas, num geral o Universo de Pokémon mesmo evita levar em conta esse tema "morte", assim como eu.
DeleteCostumo brincar com os leitores daqui dizendo que assim que a Liga terminar a primeira coisa que o Luke fará será levá-los ao Centro Pokémon kkkk E todos já estarão novinhos em folha! Decidimos ilustrar a morte dos personagens para os leitores sentirem a batalha do modo mais intenso possível, mas no fim continuo mantendo a essência do Mundo Pokémon, e certamente não desejo que meus personagens tão amados terminem enterrados! kkk Grande abraço.
Ok, as coisas estão críticas IASDIUAHSUDHAIS Um personagem que não teve tantas participações, mas chamou a atenção é o Coffey. Você sempre criou uma aura misteriosa que envolve esse personagem, como um guardião. Um anjo. Vê-lo partir defendendo alguém como o Mikau, que passou por cima dele sempre que teve a oportunidade deixa a gente reflexivo e mostra todo o caráter e a personalidade dele. Ele partiu como era possível imaginar vindo dele: defendendo um amigo, dando-lhe uma segunda chance. E não vai ser em vão (espero, pelo menos! JAISHDUAIS)
ReplyDeleteOutro ponto legal foi que você não selecionou os personagens simplesmente por questões de vantagem, tipo "AH, essa casa tem tipo Water e Fire. Vou encher de ataques elétricos e aquáticos!". Aqui a questão não é mera vantagem, e sim a técnica, e o psicológico. Tem até Pokémons de mesma espécie se enfrentando. É questão de ser capaz de derrubar um companheiro para se manter vivo e conquistar seu objetivo. Foi uma escolha pesada até para o Mikau. Essas lutas estão muito intensas, cara, ainda bem que depois vai ter Max Revive! JASIDHAIUSHDAIUSH Essas cenas finais foram de deixar o coração apertado, estou bem aflito para ver a conclusão dessa casa.
Como matar o que já está morto? Simples, dá um tiro na cabeça!
ReplyDeleteChegamos ao terceiro capítulo desta última casa, e agora sim voltamos à programação normal de TODO MUNDO MORRENDO QUE ISSO! Já quero ir logo conferir o desfecho, mas só de lembrar que vai ser a hora da minha Bonna já dá aquela tristeza. Mas o que me conforta é saber que ela vai seguir um padrão de alta, porque todas as mortes da quarta casa foram emblemáticas.
Tudo já ruiu, tudo já deu errado tanto pro Mikau quanto pra Bonna. Acho que nessa batalha final eles vão pro tudo ou nada. Se bem que não vai ser 100% na loucura, porque ambos têm pra quem voltar.
Coffey foi magnífico, Beliel também. Chaud parece estar na pior, mas só de ter sobrevivido ele tá é no lucro! Já são tantas baixas que eu imagino que a Fire Tales vai pra casa do Campeão em frangalhos. Não consigo sequer imaginar uma formação para enfrentar o último time. Se bem que já estou colocando a carroça na frente dos bois, deixa a batalha final dessa casa acontecer primeiro!
Até a próxima! õ/
Se pararmos pra pensar eles já mataram o Presidente que já estava morto, o Davy Jones que supostamente era imortal, e ainda terão que enfrentar o iDie que é invencível. O QUE FALTA DERROTAR AGORA, UMA DIVINDADE? Sinnoh 2.0 será as aventuras dos Fire Tales para derrubar Arceus de sua posição divina kkkkkkkk
DeleteVocê sabe que a Quarta Casa é especial porque foi a única que precisou de 4 partes. Isso porque no planejamento inicial seriam 5, mas consegui diminuir kkkk É nego rodando por toda parte, pelo menos essa foi a luta mais equilibrada de todas. Aí a gente se pergunta: o que teria acontecido se fosse o General liderando eles? Será que os resultados teriam sido diferentes?
O Grande Coffey foi criado para esse momento, cara. Desde os tempos da Grande Criação eu queria que ele morresse pra salvar o Mikau em algum momento, é engraçado como um personagem já nasce com seu destino. O Beliel foi o mais difícil de decidir, mas pelo bem do roteiro ele precisava rodar, porque se não ele teria sido muito overpower na última casa que é Steel-type.
É, companheiro, na próxima você não escapa de seu derradeiro encontra com a Bonna Party. Espero que a despedida dela esteja à altura das suas expectativas até aqui! Valeu pelo comentário parceiro, grande abraço.