Posted by : CanasOminous May 10, 2013

Os Salões do Passado e a Estátua de Regigigas


O mundo ancestral presente dentro do templo era como um universo completamente diferente daquele que as pessoas conheciam do lado de fora. Roark guiava a equipe através das rotas mais seguras, examinadas através do cheiro, do solo e dos vestígios presentes no meio do caminho. As pedras mais desgastadas representavam o percurso mais utilizado pelos Pokémons, enquanto as mais empoeiradas, o mais remoto. Seguir a trilha que as criaturas utilizavam poderia ser uma forma de encontrar a saída.
A travessia do Templo de Snowpoint tornava-se cada vez mais perigosa e ameaçadora. A escuridão era total, e os únicos focos de claridade antes vistos em cristais luminescentes do salão de entrada já haviam desaparecido. Agora não restava nada além de poucas lanternas para os viajantes de Sinnoh que precisavam urgentemente encontrar uma saída, e ainda por cima descobrir o que havia acontecido com o lendário Regigigas que permanecia desaparecido em algum salão oculto daquelas ruínas.
A um dado momento da viagem, todos os salões transmitiam a sensação de que não eram tocados há séculos. Eles se preparavam para entrar numa área muito mais antiga do que qualquer humano já visitara nas últimas décadas.
— Eu acho isso interessante, mas por algum motivo eu me sinto mais protegida aqui do que lá fora — comentou a líder Candice, em contradição com a resposta que recebeu de seu companheiro Roark:
— Eu não me sentiria assim se fosse você. Há criaturas mais antigas e aterrorizantes nas profundezas do mundo do que lá fora. Sei disso porque estudei o subsolo durante toda minha vida, e sei o quão perigoso ele pode ser.
— Não se trata apenas do subsolo, e sim, de uma área do mundo muito provavelmente não catalogada. Eu não ficaria surpreso se encontrássemos aqui Pokémons que nunca antes foram vistos pelos cientistas. Poderíamos ser os primeiros — mencionou Riley.
— Estamos nos aproximando do quarto andar do subsolo. A partir deste ponto não se tem muito conhecimento de nada, poucos mapeamentos foram disponibilizados — continuou Candice. — Precisamos alcançar o quinto andar, é nele que o lendário Regigigas habita segundo as lendas.



A demanda para sair do templo com vida começava a tornar-se ainda mais intensa. A caçada continuou por cerca de uma hora, e nenhum Pokémon incomodou a equipe de viajantes. Ike andava sempre prevenido com centenas de repelentes que afastassem criaturas indesejadas, e até mesmo os monstros do templo sabiam quando deveriam permanecer em suas tocas a enfrentar treinadores tão poderosos. O cheiro forte afastava a presença de qualquer Pokémon, mas isso não diminuía a atenção por aquela rota, pois o verdadeiro perigo ficava cada vez mais próximo.
As paredes do templo eram todas desenhadas e pintadas por uma civilização tão antiga quanto os egípcios, sua pintura característica em perfil marcava os traços da arte dessa cultura. Pequenos pontinhos representavam uma linguagem em braile que ditava os corredores a serem tomados, pois não se tinha muita visão do percurso. Roark estudara muito aquela linguagem antiga por conta do Regirock que tinha em mãos no laboratório de Oreburgh. Era em momentos como aquele que as pessoas percebiam que o líder de Oreburgh não era apenas um garoto curioso em sua horas vagas. Roark era um verdadeiro gênio em sua área.
— Me diga, Roark. Como é que vocês conseguiram ter acesso ao lendário trio regis de Hoenn? — perguntou Luke, enquanto seu companheiro tentava desvendar os manuscritos de uma parede.
O líder voltou-se para seu amigo, tentando ser breve em seu assunto.
— Há alguns anos houve um conflito de cientistas da Corporação Devon, eles causaram um desequilíbrio em Hoenn, e com isso, o governo da região convocou grandes treinadores de Sinnoh para ajudá-los. No fim das contas, para que esses “mercenários” não soubessem o paradeiro das criaturas lendárias, eles transferiram os regis para cá após o fim da disputa.
— Nunca se sabe de onde o inimigo pode surgir, não? — comentou Luke.
— Exato. Eles estão por todos os cantos em sua busca frenética por poder. Os cientistas da Corporação Devon eram magos da ciência, e ainda assim foram corrompidos nessa busca  sem razão. Por sorte nós éramos uma equipe muito poderosa.
— Interessante... Deve ter sido uma batalha e tanto — completou o garoto. — Então quer dizer que o tio Ike e a Candice estavam nesse meio?
— Sim, sim, o Ike ainda era apenas um membro da Elite, mas desde sempre foi um homem muito sério e reservado. Nem naquele tempo ele se comunicava com os outros.
Roark virou o rosto, observando o atual campeão da região que se mantinha isolado da equipe, caminhando com passos atrasados e mantendo a vigilância da equipe para que nada os atacasse pelas costas. O líder ajeitou sua mochila, falando para Luke:
— É bom preparar-se muito se quiser enfrentá-lo na Liga do fim de ano. Eu não gostaria de ter um oponente como ele.

Roark guiava a equipe pela trilha ao lado de Candice, enquanto os Irmãos Wallers e Dawn os acompanhavam na mesma medida que Riley investigava e fazia muitas anotações sobre os monumentos antigos presentes no templo.
Enquanto Luke observava uma pintura em forma de mosaico extremamente bela em uma das paredes, ele sentiu que seu amigo tocava em seu ombro:
— Venha, estamos quase chegando no último andar — falou Lukas. — Esteja agasalhado, a temperatura vai cair.
Quanto mais os jovens adentravam a terra, uma estranha sensação térmica tomava conta do ambiente. O ar era pesado e abafado, mas ao mesmo tempo o chão de rocha sólido era frio e escorregadio. Eles começavam a entrar em uma região onde o clima perdia total controle do natural. Candice evitara durante toda a sua vida seguir até os andares mais profundos, e agora precisaria trilhá-los de uma maneira ou de outra para encontrar uma saída. Lukas continuava preocupado com o paradeiro de Paula, torcendo para que nada de ruim acontecesse à mulher.
No final do quarto andar do subsolo, a equipe deparou-se com a escadaria que levava ao salão de Regigigas, o último salão situado no quinto andar.
— Os repelentes acabaram. Creio que o cheiro irá durar por pelo menos mais uma hora — comentou Ike, aproximando-se da equipe.
— Teremos de lidar com Pokémons selvagens na volta — presumiu Dawn.
— Mas é melhor nos concentrarmos no problema que temos pela frente neste exato momento — respondeu o líder de ginásio de Oreburgh. — Deixaremos para acertar as contas com as criaturas selvagens e o caminho de casa depois. Há uma ameaça muito maior na sala adiante.
Era um salão imenso e escuro, nem mesmo a claridade da lanterna de Roark era capaz de iluminar tudo. Tinha dimensões eram monumentais, como se tivessem sido feitas para abrigar gigantes que ali habitavam séculos atrás. Lukas segurou uma de suas pokébolas e lançou-a para frente.
— Deixe-me arriscar um pouquinho mais de luz para ver isso.
Quando sua Infernape foi lançada, a macaquinha utilizou de seu fogo para clarear o ambiente, ainda que nem assim fosse possível alcançar com os olhos o fim do salão. Todos ali presentes ficaram pasmos conforme sua visão meramente humana tentava acompanhar a grandiosidade dos pilares que sustentavam o teto. Era uma obra belíssima feita por civilizações antigas, e no centro do salão, jazia a estátua de um imenso golem coberto por musgo e rocha sólida. Aquele monumento de proporções áureas já fora considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo Pokémon, mas estava desaparecida há pelo menos cinco séculos. Os cientistas pensavam que ela havia sido destruída por um terremoto, mas misteriosamente, a estátua do grandioso Regigigas continuava ali, movida por qualquer força sobrenatural que a manipulasse.



— Em toda a minha vida nunca vi algo tão sublime e grandioso! — disse Roark.
— Contemplem, caros companheiros, o poder dos Pokémons Lendários. Esta é a tumba de Regigigas, onde ele adormece em um sono eterno — respondeu Ike.
O campeão voltou-se para os demais membros e falou:
— Tragam os três regis, vamos descobrir o que está acontecendo por aqui.
Ike sacou uma Luxury Ball, da mesma maneira que Roark e Candice sacaram outras duas distintas. Eles as lançaram, e de dentro de cada uma surgiram Pokémons tão antigos quanto a idade do metal. Regirock, Regice e Registeel, seus corpos eram feitos do material mais puro possível. Naquela oportunidade, nem mesmo Riley poupou a oportunidade em fazer algumas anotações.
— Poucos são os manuscritos sobre essas criaturas, há quantos anos os três não são reunidos? Isso renderia um bom assunto para um livro. Estou pensando em chamá-lo de Matéria, as Lendas Ancestrais — disse o veterano.
— Pode ter certeza que eu faria questão de comprar esse livro cara, posso não curtir ler, mas acho que fui aprendendo aos poucos — comentou Luke. — Sempre fui fissurado pelo Registeel, e como eu poderia imaginar que esse tempo todo ele estava nas mãos de um tio meu? Rapaz, essa família é muito foda...



Ike, Candice e Roark guiaram os Pokémons lendários em direção da estátua monumental de Regigigas. Os sinais de braile que cada um deles possuíam começaram a brilhar num vermelho intenso, dando início a um ritual de invocação. Um fraco tremor pôde ser sentido, as rochas das paredes se desprenderam e a estátua pareceu criar vida, começando a mover-se. A rocha sólida da qual ela era feita criou rachaduras, e Ike afastou todos com um grito:
— Afastam-se agora mesmo!
Pela primeira vez o Regigigas parecia mover-se, mas tudo desmoronou quando de repente a estátua ruiu e caiu as pedaços. As imensas pedras que rolavam levantaram muita poeira, e o chão estremeceu como se fosse um terremoto. Ike equilibrou-se ao lado de Titânia, da mesma maneira que Lukas chamou por seu Honchkrow e Roark protegia-se com Crano Bonecrusher, seu Rampardos. Os Pokémons ajudaram seus treinadores e os demais a não serem surpreendidos pelas rochas, e em questão de segundos aquele belo salão mantido escondido por incontáveis gerações quase foi danificado, e mesmo assim, nenhum dos pilares sofreu sequer um dano. Quando a poeira abaixou havia uma enorme cratera no meio. Os treinadores se entreolhavam confusos, sendo que os próprios Golens Lendários permaneciam dispersos. Todos estavam sem respostas para aquele ocorrido.
— O que aconteceu? — questionou Luke.
— A estátua desabou... — comentou Candice.
— Não havia nada por baixo dela. Então, todas as lendas e histórias que contavam sobre Regigigas não passavam de... histórias — respondeu Riley entristecido.
— Não contem com isso, vejam! Uma cratera foi aberta onde a criatura estava.
Roark apontou para um enorme buraco exatamente onde a estátua de Regigigas estava. Ali havia uma escadaria que levava para uma área que nunca antes fora descoberta. Era o sexto andar do subsolo, e cada vez mais os jovens entravam numa zona desconhecida sem retorno garantido.
— Então é por isso que dizem que o templo de Snowpoint pode ser interligado com toda a Sinnoh... Aqui estaremos entrando em um subterrâneo como o de nossa região. Suas dimensões devem ir além de qualquer compreensão humana. E julgar que achávamos que já tínhamos descoberto tudo! — comentou Roark.
— É perigoso seguir em frente. Os repelentes acabaram, daqui em diante teremos de enfrentar Pokémons selvagens por nossa própria conta. Devemos torcer que nossa presença passe despercebida — acrescentou Ike.
— Mas vocês estão ouvindo isso?
Quando Dawn virou-se para ver o que era, ela percebeu que um estranho som era ouvido. Da escuridão do sexto andar, um bater de asas forte parecia anunciar a chegada de um monstro gigante, pois seu grito vazio ecoava pelos ouvidos de todos ali presentes, chegando ao ponto de doer. Dawn tampava suas orelhas na tentativa de abafar o som.
— O que é isso?! O que está acontecendo?!
— Preparem-se!! — gritou Ike, sacando uma pokébola. — As criaturas notaram a nossa presença! Daqui para frente teremos de batalhar por nossas vidas!


Image by: xSheepi

Uma enxurrada de Golbats saiu da escuridão, uma legião de criaturas aterrorizantes e extremamente incomodadas com a luz e o barulho emitidos. Aqueles Golbats eram muito maiores e mais medonhos que o normal, alguns deles não tinham olhos por nunca antes terem visto a luz do sol em sua frente. Seu porte era robusto e seus dentes afiados, provavelmente muitos ali presentes não conheciam o sabor de humanos, mas pareciam bem dispostos a experimentar. Os treinadores se prepararam lançando seus Pokémons. A Vanguarda estava mais uma vez reunida com Garchomp, Lucario, Rampardos e Steelix; Dawn lançara seu Lairon; Lukas tinha em mãos sua Infernape, e Candice, um Abomasnow. Os Golbats mutantes eram tantos que eles cobriam o teto como uma nuvem negra e pareciam sair das frestas da parede como se fossem parasitas. Do chão, Gravelers e Golems rolavam e ameaçavam a segurança do salão com pequenos tremores.
— Rápido, nós precisamos daqui! Não conseguiremos deter essa quantidade tão grande de Pokémons! — gritou Ike.
— Mas como iremos descer para o próximo andar, se esses monstros estão ocupando todo o caminho? Precisamos nos livrarmos deles antes de mais nada, precisamos destruí-los! — gritou Riley do outro lado.
Os Golbats atacavam os humanos, o que obrigava seus Pokémons a terem de proteger inclusive seus treinadores. Naquele instante não importavam regras e nem a experiência de lidar com criaturas selvagens, pois aqueles monstros procuravam apenas a dizimação. Dawn sentiu que algo a mordera no pescoço, o que a fez sentir leves tonturas e despencar no mesmo instante. Seu Lairon livrou-se de cinco Golbats que se aglomeravam ao seu redor, dando a oportunidade de Luke socorrê-la.
— Dawn, Dawn, Dawn!! Você está bem??
— Sim, acho que sim... Só estou um pouco... tonta... Não consigo... andar... — disse ela com a voz trêmula, apoiando-se nos ombros do companheiro que a levou para um lugar seguro.
Luke segurou a garota nos braços, levando-a para uma área mais protegida com seus demais Pokémons. Ele havia lançado toda sua equipe em mãos, Mikau e Wiki derrubavam Golbats com tiros certeiros como numa competição de tiro ao alvo. Coffey arremessava os Golems que ameaçavam destruir o local, e General comandava cada companheiro com experiência de combate da qual ele tanto se orgulhava.
— Ficaremos em perigo se continuarmos aqui, precisamos sair o quanto antes! — gritou Luke.
Aerus ouvia o clamor de seu treinador, mas não sabia o que fazer. Até mesmo Titânia encontrava dificuldades em proteger-se, e naquela quantidade absurda de criaturas que os atacavam nem mesmo a Vanguarda poderia aguentar por tanto tempo sem colocar a vida dos demais em risco. Titânia tentou aproximar-se de Luke o máximo que pôde com o intuito de ajuda-lo.
— Tih, precisamos de algo que acabe com todos esses monstros ao mesmo tempo! Você não pode usar o Earthquake?
— Essas abominações VOAM, meu senhor, caso ainda não tenha percebido. E se eu utilizasse o terremoto eu colocaria nossas vidas em um risco ainda maior, pois o templo poderia desmoronar com todos nós dentro dele. Se eu soubesse uma maneira de eliminar esses monstros eu já teria feito!! Mas continuem lutando, não parem, não parem!!!
A comitiva reuniu-se, formando um círculo que visava proteger a traseira do companheiro para que ele não fosse pego desprevenido. Naquele instante, tanto treinador quanto Pokémon lutavam por algo em comum. Os Golbats mutantes chegavam cada vez mais perto, mas a passagem para o subsolo permanecia inacessível.
— Como chegaremos até lá? — indagou Lukas.
— Eu tenho uma saída, — disse Ike — mas preciso que confiem em mim.
O campeão sacou uma simples pokébola de seu bolsa, uma daquelas tão velhas que carregam o traço e a história de nossa primeira jornada. A impressão que aquela cápsula passava era de um fóssil muito avançado, o que despertou a atenção de Luke. Assim que Ike a lançou, de dentro dela um brilho ofuscou a visão de todos os Golbats que ficaram ainda mais incomodados, mas agora, de frente a eles estava um Pokémon grandioso, e que em sua impressão de superioridade demonstrava que sabia o que fazer.



— O M-Metagross do tio Ike... — sussurrou Luke com a voz baixa, ainda incrédulo. — Era o Pokémon da tia Selena, o Pokémon metálico mais forte que eu já vi em toda a minha vida!
O brilho causado pela emissão do Pokémon concentrara a atenção de todos os Golbats em sua direção. O Metagross mal se moveu, e sequer tinha espaço para isso. Um círculo massivo de morcegos tentavam com todas as suas forças pregarem seus dentes apodrecidos em sua armadura de ferro, mas nada adiantava. Vendo que a entrada para o sexto andar agora estava aberto, Ike percebia que seu plano havia dado certo.
— Corram agora mesmo! Rumo ao desconhecido, não olhem para trás!
A equipe correu o máximo que podia em direção da entrada que a estátua de Regigigas havia deixado aberta, mas vendo que seu Metagross deixado para trás, Ike teve tempo apenas de falar com convicção em sua voz:
Explosion.
A luz emitida pelo Pokémon cegou todos os Golbats ali presentes, e após o silêncio prevaleceu uma explosão tão alta que a estrutura de todo o templo estremeceu. Mais uma vez as luzes se apagaram, e demorou algum tempo até que Roark recobrasse sua consciência e procurasse por uma lanterna em sua mochila. Eles estavam em uma zona ainda mais profunda, ainda mais perigosa.

A poeira foi diminuindo, e alguns Golbat mutantes ainda sobrevoavam o teto do subsolo completamente dispersos e surdos pelo barulho causado. Mikau não teve muita dificuldade em eliminar os que sobravam até que a equipe pudesse finalmente estar em segurança. Quando Roark virou-se para seus companheiros, não pôde esconder a felicidade:
— Isso foi tão... tão... maneiro! É como uma guerra que saiu diretamente dos livros, nunca imaginei que eu faria parte de uma!
— Grande coisa, saímos da panela para o fogo — respondeu Candice frustrada. — Agora estamos presos em uma zona completamente desconhecida, e sem saber ao certo qual nosso objetivo. Não sabemos o paradeiro do Regigigas, ou mesmo se ele existe. Não sabemos nem se há uma saída!
— O que precisamos manter agora é o controle — comentou Riley com a voz baixa. — O importante é que todos nós estamos bem. A menos que... onde estão o Registeel, Regice e Regirock?
A mão de Roark foi diretamente para sua cabeça num sinal de decepção.
— Pelas barbas de Landorus, deixamos três Pokémons lendários soltos lá em cima! Precisamos voltar para buscá-los!!
— Voltar? Aqueles Golbats mutantes vão arrancar um pedaço seu se você pensar em desbloquear esse caminho de volta ao quinto andar! — respondeu Candice.
— Não precisaremos. — Ike falou de maneira séria, enquanto se sentava sobre uma pedra e tentava desenhar um mapa no chão. Vamos passar algumas horas aqui. Descansaremos, os três regis logo virão até nós.
— M-Mas... — gaguejou Roark ainda incrédulo.
— Apenas confiem e acreditem nisso.
A equipe decidiu calar-se, mas parecia que alguém ainda não estava convencido daquilo. A voz de um garoto soou irritada e ameaçadora. Suas palavras pareciam dirigir-se justamente para Ike, que permanecia quieto em seu canto ao lado de Titânia. O homem continuava sentado em cima da pedra quando Luke perdeu o controle.
— Você deixou o seu Metagross para trás, você abandonou um Pokémon que pertenceu à tia Selena! O que aconteceu com você? O poder subiu para a cabeça?
Ike apenas o encarava, sendo que Titânia tentava acalmar o jovem treinador que não sabia o que falava.
— Luke, não seja ávido em julgar as decisões do senhor Ike...
— E o que espera que eu faça, Tih?! Ele abandonou um Pokémon dele, isso vai contra tudo que aprendi em minha jornada! Se você realmente fosse um bom treinador você jamais teria feito isso.
— Eu amo meus Pokémons, meu jovem — disse Ike de maneira séria. — E exatamente por amar, eu confio. O fato de tê-lo deixado para trás é porque acredito que em breve ele irá retornar para mim. As coisas nunca se resolveram apenas pelo amor, é preciso ter confiança.
O campeão levantou-se e foi embora em direção da escuridão, parecendo precisar de um tempo sozinho longe de qualquer pessoa. Luke chutou uma pedra com toda a força que conseguiu, enquanto a serpente de metal o rodeava com um olhar entristecido.
— Quem ele pensa que é?
— Meu senhor, não fique assim...
— Ele abandonou um Pokémon dele. Como posso perdoar alguém que faz isso? Em minha viagem pelo mundo aprendi que acima de tudo nós devemos amar nossos Pokémons. Não imaginei que ele fosse capaz disso. Abandonar alguém? Abandonar alguém que ama? Os últimos meses de minha aventura têm provado serem os mais contraditórios de minha vida.
Titânia não ficou muito satisfeita com aquela indireta, pois a memória de ter abandonado seu velho treinador ainda era fresca em sua mente, ainda que fosse uma necessidade. A moça demonstrou uma expressão rigorosa ao falar com Luke:
— E pensar que julguei que você tivesse aprendido algo nos últimos meses. Pelo visto não mudou absolutamente nada, não?
Quando a serpente virava-se para ir embora, ela sentiu o toque de seu treinador que a fez parar. Luke mantinha a cabeça baixa ao falar:
— Desculpa, eu não deveria ter me desesperado. É que eu simplesmente não conseguiria suportar essa decisão. Perder alguém... que amo... Não de novo...  Perder você já foi o bastante.
— O senhor Ike teve uma escolha — respondeu Titânia com a voz mansa. — Ele teve de sacrificar um amigo para que todos os demais fossem salvos. Você seria capaz desse feito? Dar a vida por aquele que luta, aquele que ama? Nós, Pokémons, temos nossos próprios códigos de honra. Um confia no outro. Um permite que o treinador o guie, para que o outro seja seu instrumento na batalha. Mas, acima de tudo, prevalece a confiança.
Luke continuava de cabeça baixa, e não ousou nem por um instante erguer a voz e contradizer aquelas palavras. A serpente acolheu-o de forma carinhosa, encostando lentamente sua cabeça no ombro do garoto e sorrir na sequência.
— Acho que pelo menos você aprendeu umas boas maneiras, não? Gostei disso — sorriu Titânia, agachando até ficar na altura do moreno. — Acredite no Ike, ou se achar que seu coração duvida disso, apenas acredite em mim. E deixe que a confiança faça o resto.

      

{ 9 comments... read them below or Comment }

  1. Nossa. Uau. Né? Óia. Caraca, fico até sem reação depois de um capítulo desses. Nem acredito que esse capítulo foi "corrido", senhorita Nicolete. Sério, muito perfeito. kkk!
    Mas, pera! Foi o famosíssimo iDie que se explodiu? Como assim? Só CABUM? Assim tão fácil? Nada, deve ser tudo ilusão. TEM que ser ilusão! kkk! Fazer um drama gigantesco pra ele virar pó? Tem jeito não! kkk!
    Mas quero mais! Mais e mais! Desde a saga Pérola, espero ansiosamente por uma maratona de três capítulos em um final de semana, e o Canas sempre me deu corda. Agora, no fim das contas, venho cobrar! Sim, volto a ser chato (nunca deixei de ser) pra pedir mais capítulos! kkk!
    E ainda faltam DOIS (2) (two) (zwei) (dos) (Ni) FT cheios de coisas fodas. Um pra sábado e outro pra domingo, presumo. kkk!
    Tá, como sempre, meus dedos frenéticos estão escrevendo muito. Parando.
    Ah, falar que sei como é triste abandonar velhos computadores. O último que jogou fora aqui, tiveram que cometer o crime enquanto eu estava fora, pois mesmo quando o bixinho tava na tampa da beirada, levei ele pro meu quarto e o abriguei. Foi triste, mas eu superei, depois de muito tempo e muitas horas de Pokemon. kkk! You can do it, comrade.
    Tá, cansou agora de escrever (pra mim) e ler (pra você).
    Adieu,
    Moacyr

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  2. Diga ae, Moacyrzete kkk Cara, será que agora todo mundo vai começar a se cumprimentar desse jeito? Eu espero que não!! kk Pois eh meu caro, o capitulo teve vários imprevistos, mas no geral não foi corrido. Ja que eu acordei as sete da manhã tive tempo de sobra para escrever tudo com calma, sem contar que a ideia em si já estava estabilizada na minha mente, então isso facilitou bastante! O importante eh que vocês curtam o resultado, fico feliz que tenha atendido as expectativas. Olha cara, eu nao contaria que uma explosão pequenina dessas derrube o iDie... Ou então fala serio, eu sou um escritor desgraçado demais para fazer todo esse drama e no fim das contas matar o personagem antes mesmo dele aparecer! kkkkk Pode deixar que nesse caso eu mesmo me jogo da janela.

    Rapaz, e não eh que seria uma alternativa legal postar nesse sábado e domingo? kkk Conteúdo eu tenho, ai já mando bomba de dois FT ao mesmo tempo! Mas foi mal cara, nem vai dar... ainda depois dessa zica que deu no computador, estou com medo de ficar sem meu estoque. Mas não eh garantia nem nada, se eu postar o FT 29 do iDie já esta bom? Poxa, foi ultra mega blaster hyper dificil pintar esse cara, malditos detalhes! Alem de mandar o episodio vou mandar um novo Gijinka, ai eh valido? kkk Mas de qualquer maneira, vou pensar nessa alternativa...

    Cara, computadores... Ha quanto tempo eu não perdia um? Fazia muito cara, mas antes desse meu atual eu já tinha perdido uns 6 quando era pivete, tudo pelas mais diversas fontes, queimado, raios, virus, porradas... Esse foi o que mais aguentou, e garanto que irei guarda-lo em minha mente com muito carinho e orgulho. Sete anos cara! Se bem lembro, eu o ganhei em 2006. Sete anos me aguentando, e sete anos sem precisar de reparos ou atualizações... Infelizmente a tecnologia avança, e esse aqui já foi ate o seu limite. R.I.P. Meu querido computador... Eu ainda espero fazer uma postagem em homenagem a esse velho ente querido que faleceu no dia 9 de Maio as 18:26... Mas espera, se ele morreu como eh que eu estou usando ele? kkkkkk Ahh, acho que da para aguentar mais um pouco.

    Valeu pelo comment ae parceiro, vou pensar no seu caso de postar mais algumas coisas esse fim de semana... Vai saber kk See ya!

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  3. — Em toda a minha vida nunca vi algo tão sublime e grandioso! — disse Roark.

    CONCORDO COM ELE, CONCORDO COM ELE, CONCORDO COM ELE, CONCORDO COM ELE! Como eu queria estar aí pra viver essa aventura e sentir isso na pele e ver com meus próprios olhos e caminhar com as minhas próprias solas de sapato! FANTÁSTIQUE!

    — O M-Metagross do tio Ike... — sussurrou Luke com a voz baixa, ainda incrédulo. — Era o Pokémon da tia Selena, o Pokémon metálico mais forte que eu já vi em toda a minha vida!

    T-TIA SELENA! POR QUE VOCÊ MORREU, ARCEUS, POR QUE, POR QUÊ??????????????!!!!!!!! Seria uma personagem tãããão legal... *Enxuga o choro.* NO. O pokémon metálico mais forte e mais épico é o Vista. E certeza, se ele estivesse aqui, diria:

    "I agree with the brat Enderman. I AM the most epic, and I'll give you a little demonstration. Now DIE, metallic dull."

    Quer saber o que ele disse? Bota no google tradutor, preguiça! 'kkkkk Porém, não voltaremos ao assunto: Tih, sempre colocando ordem no coração e na mente do jovem Luke. Aprenda com a mestra da superioridade, pequeno garfanhoto, e será o mestre Shiaolin, descendente de Buda, o velho orelhudo ninja.

    What the hell eu acabei de dizer agora? Brisei, irmão, brisei lecaul agora... 'kkkkkk

    SAYONARA, E LUTO AO PC DO CANAS-SAMA-KUN-SENPAI ;-;

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  4. "This is the home of my cousin Balin. And they call it a mine. A MINE!" kkkkkk Quer um lugar mais epicamente perfeito do que as Minas de Moria para um ambiente debaixo da terra! Ora essa, estamos em meu território, eh aqui onde estou tentando transmitir toda a beleza dos saguões da terra! Essa eh a prova de que Pokémon pedra, terrestres e metálicos também podem ser belos! Oh Arceus... E devo concordar que trabalhar com a Selena na historia teria sido tao bonito... Mas para falar a verdade, eu gosto dela com essa sensação de intocável. Ver a cena em ação eh soh para os mais íntimos, e poucos são os capítulos da Ex-Elite que ela se faz presente. Isso a torna especial, como um metal raro. Nem todos podem encontra-lo, mas sabem que ele existe.

    Vista Vs. iDie. Muito em breve poderemos saber quem eh o mais poderoso, e se no fim das contas o Vista esta pronto para se tornar o Pokemon Steel mais poderoso de Sinnoh. Isso tudo ainda no FT 29, hein! kkk Okay, okay, devo admitir que você representou muito bem o que o Vista teria falado, acho que eu não mudaria nem uma virgula kkk Ahhh, todo mundo gosta da Titânia com o Aerus, mas ainda acho que ela eh tao fofa com o Luke! ♥ kkkk NO. Mas vamos deixar isso para apenas um amor platônico mesmo, e um respeito mutuo. Como se já não bastasse o Lukas que fica com Paula, o pessoal ia querer me matar kkkk

    Ne, obrigado pelo comment, senhorita Ender (: Pode deixar que irei mandar seus pêsames ao meu caro falecido computador. Desgraçado, fica comendo os acentos, odeio escrever sem acentos, ODEIO. Nem no Facebook eu escrevo sem acentos, preciso de um notebook ou qualquer coisa nova urgentemente... Acho que o jeito eh voltar para o lápis e papel kk Beijos, a gente se fala! :D

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  5. Acorda o garotão, manos! Aqui a parada fica intensa! UHAUHAUHUAHUAHUHAUHUA

    É rapaz, e pensar que há uma semana atrás tínhamos uma promessa, e que agora volto aqui e temos uma realidade! Incrível, não acha? Bem, vamos deixar o tempo trazer as ideias para que isso seja aquilo que pretendemos!

    Mas falando sobre o capítulo, você consegue fazer certos pontos de Aventuras em Sinnoh parecerem um verdadeiro RPG! Cara, como você faz isso? UHAUHAUHUAHUAH Não sei como, pois acho que não tem nada a ver, ou talvez esteja ficando louco mesmo, mas essas imagens do Templo me fizeram lembrar os dungeons do meu bom e velho Zelda: Oracle of Ages, do Game Boy Color. Jogaço, mas é tão putamente difícil que chega numa parte que nem mesmo detonado dá jeito! Caótico!

    A Titânia agora é uma guerreira histórica, mas não mudou nada por dentro! Já estava com saudades de quando ela e o Luke discutiam e cada um ia emburrado pro seu canto.

    Você se acha sagaz, mas eu tenho olhos de Braviary! Não pense você que eu não percebi quando você jogou aquela mordida de Golbat na Dawn assim do nada e deixou por isso mesmo! O que você está tramando? Prevejo confusão com isso...

    Eu também fiquei meio bolado quando o Ike mandou seu Metagross... Explodir. UAUHUAHUAHUAHUAHUHAU Ficou engraçado falar dessa maneira, mas enfim. Quero dizer, mesmo ele tendo pertencido à Selena. Mas depois que ele se explicou eu voltei a confiar nele. Acho que ele não permitiria que uma das poucas lembranças da Selena que ele tem presentes fosse jogada para morrer daquele jeito. Ainda mais sendo o Pokémon símbolo da Selena, não é?

    Bem, acho que é isso. Eu vou esperar para ver o que você tem guardado para os próximos capítulos. Até breve!

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  6. Diga ae, parceiro! Opa, por sorte você não caiu na maldição do Quiz, né? Mantenha-se bem longe dele cara!! Se você aparecer por lá é questão de alguns segundos até alguém começar a te zoar e inventar algum nome vergonhoso kk Pois bem... Rapaz, como é bom começar a ver as coisas andando! Já comecei fazendo minha pequena referência por aqui, e agora começo a imaginar como será essa loucura toda envolvendo os três regis em Hoenn. Cara, acho que você vai dar um baita show se manter esse nível em seus episódios, espero que possamos continuar com os planos e ter um Arco épico ainda nessas férias.

    Curtiu meu Sinnoh RPG? kkk Poxa cara, como eu gostaria de fazer um livro só de RPG... Colocar Pokémon mio fica difícil, a luta é só entre bichinhos, mas eu daria de tudo para colocar umas espadas e machados nesse meio! Manolo, sério que você lembra de Zelda: Oracle of Ages? Puxa, isso fazem milianos, e ainda assim, concordo que esse jogo é muito épico!! E eu lembro que era zica... Putz grilla, e eu era pivete na época, nem os detonados ajudavam mesmo! Ou melhor, eu nem sabia da existência de detonados. Mas cara, o que mais me impressionou foi essa mistura de pensamentos. Veja bem, eu transmiti para vocês apenas palavras e algumas poucas imagens, enquanto você teve sua própria visão de Zelda Ages, que mesmo com aqueles gráficos em 2D conseguia transmitir a visão de algo tão majestoso. Isso mostra não são precisos gráficos para a imaginação cara! Essa magia está em nossa mente.

    Pode deixar que tenho meus segredos para o Metagross do Ike, porém, isso só será apresentado no FT 29, um episódio que estarei postando talvez nesse fim de semana... Eu queria ter juntado o Capitulo 72 e o FT 29, mas teria ficado muito longo, então preferi separar. Mas pode deixar que tenho meus truques, eu planejei esse carinha por tempo depois para ele morrer antes mesmo de entrar na fic kk E cara... Pra falar a verdade eu ainda não tinha pensado em nada concreto para a mordida do Golbat, mas agora que você citou vieram umas ideias doidas... É por isso que curto os comentários dos leitores, eles também ajudam muito na criação da história! kkkkk Valeu pelo apoio ae parceiro, quero terminar esse Arco no nível de Snowpoint, e ainda mostrar como o Regigigas consegue ser fodão. Ele pode ser fraco e pouco útil nos games, mas vou mostrar que nas fanfictions essa criatura tem potencial para brilhar. Abração!

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  7. Por Arceus!

    Quem diria que uma travessia pelo sub-solo do Snowpoint Temple poderia ser tão perigosa?! Rapaz, nos jogos e no anime ele sempre pareceu um lugar mais calminho, e eu detestava isso! Tem uns lugares épicos em Pokémon que parecem coisa de criança quando mostrados no anime. E eu adoro quando nas fics os autores fazem algo diferente, algo único e melhorado. E aqui você fez exatamente isso!

    Criar cenários épicos e perigosos é contigo mesmo eim companheiro? Adoro isso! Quem diria que o Snowpoint Temple poderia ser tão do mal? Esses Golbats mutantes e essa luta por sair com vida... OMG! Fiquei imaginando uma verdadeira batalha épica! Digna de Tolkien. E o Metagross que ficou para trás... Eu meio que fiquei com raiva do Ike também, mas como a própria Titânia disse: Acredite no Ike, ou se achar que seu coração duvida disso, apenas acredite em mim.
    E eu acredito em tu, Tih *-*

    See ya \õ

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  8. Vish, agora ficou sério.

    O clima agora ficou tenso, cara. O bom de ler tudo junto é que vejo como uma exata continuação do capítulo anterior. Agora as coisas esquentaram... Fico imaginando essa estátua do Regigigas, cara, deve ser muito foda. Daquelas grandonas e detalhadas... Enfim, enfim. Volto a repetir que o clima que você está trazendo é muito épico, cara, realmente um RPG. Surpreendente.

    Os Golbats mutantes foram tensos, man. Fico pensando em como os personagens ficaram nessa hora. Cruzes. O fato do Ike ter deixado o Metagross lá acabou mostrando um lado diferente dele, sabe? Um pouco frio, mesmo que tenha sido na base da confiança... Vamos ver como as coisas prosseguem...

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  9. QUE PQP DE CAP FOI ESSE? POAAR, MANO, LÁ PELO MEIO EU TAVA PENSANDO "AH, ATÉ QUE MEUS FEELS NÃO FORAM TÃO ESMAGADOS, EU VOU CONSEGUIR SOBREVIVER A ISSO", SÓ QUE NÃO! :D
    NÃO SÉRIO QUE QUE FOI TIH TODA HORA PROTEGENDO O LUKE? E DEPOIS A CONVERSA DELES TIPO NO CARA TU NÃO FEZ ISSO, NÃO FOI SÓ PRA ELE QUE DOEU PERDÊ-LA NÃO FLW Ç_____________________________Ç
    Btw.... Ike, ah, Ike. Eu não sei o que sinto por ti. Gosto de você, sua história me tocou pra caramba, super entendo porque você é tão quieto e reservado....... Mas você sempre será aquele que tirou a Tih dos Fire Tales. Sempre será quem a fará ser a rival na luta final. OH ARCEUS, POR QUE ESSA VIDA DE LEITORA NÃO PODE SER MAIS FÁCIL? UM POUCO MENOS DE DOR NÃO SERIA DEMAIS, NÉ? Ç_____Ç
    (e tenho completa noção que o "foco" do cap nem foi falado no review mas dane-se pq dor da Tih é algo supreme e pega toda a atenção (mas só pra não dizer que não falei nada: pfvr pegando medo de subterrâneos e de Golbats. e to sentindo que de fato o trio Regis vai voltar, e vai ser quando estiverem cara a cara com Regigigas. TRETA TRETA TRETA))

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