Posted by : CanasOminous May 6, 2013

Support Conversation (Sly x Glaciallis)
Gênero: Ação, Amizade;
Tema: Rocky Balboa, versão Pokémon;
Notas: Este é um raro episódio onde Sly Stallone (Machoke)
é o personagem principal.

Era o ringue que parecia movimentar-se conforme o passo de seus atletas, pois os golpes sincronizavam com tanta rapideza e precisão que nem mesmo o som acompanhava seu ritmo. A pequena plateia aos arredores berrava o nome dos lutadores e faziam suas apostas sobre o vencedor. Lá estava Sly Stallone, de punhos erguidos e peitos estufados prontos a dar um soco direto no rosto de seu adversário, Ricco Mordida, o Bibarel revoltado. Seria aquela cena real?
As apostas estavam em alta e Sly receberia uma boa quantia por participar daquela luta. Não havia um público muito grande, mas ao menos o lutador fazia o que mais apreciava: Lutar. Estava distante da guilda, e longe dos olhos de qualquer conhecido. Poderia fazer aquilo que tanta amava sem esperar ser criticado. Quando Ricco mergulhou para cima, Sly desviou-se e entrou com um gancho esquerdo em seu rosto. O oponente ficou tonto, mas retribuiu a pancada com uma série de golpes que acertaram Sly ,deixando-o atordoado.
— Vamos lá, Blocky! Estou apostando minhas berries em você, não perca, não perca! — berrou um dos homens.
— Saia daí, Ricco, saia daí! Não deixe esse bobalhão do Blocky acabar contigo!! — berrou outro.
          — Blocky! Blocky! Blocky! — era o nome mais chamado naquele instante.
— Sly? — soou uma voz feminina.
O Machoke recuperou o fôlego e tirou o suor do rosto, olhou ao redor para procurar de onde viera aquela voz, mas não podia perder a concentração na luta. Esperou Ricco ir em sua direção e esquivou-se de tal maneira que o Bibarel foi direto para o canto do ringue onde encontrou-se encurralado. O Machoke encheu-o de socos até que caísse, Ricco defendia-se habilmente, mas acabou por receber um uppercut tão forte no queixo que caiu no chão sem poder levantar-se.
— Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez! Acabou, acabou! — anunciou o juiz. — Blocky é o vencedor!!
O pequeno público aplaudiu, e mesmo tendo a cara surrada e ensanguentada, o jovem Sly sorriu e ergueu as mãos pela vitória. Aqueles que apostaram em seus braços receberam seu pagamento, enquanto o Machoke recebia uma pequena quantia por ter arrecadado fundos para a disputa daquela noite.
— Você foi muito bem, Blocky. Foi uma luta e tanto — disse o garçom.
— Obrigado, — agradeceu Sly já exausto — mas acho que vou para casa. Tenho algumas coisas para resolver, se aparecer outra oportunidade de luta não deixe de me chamar, hein.
Sly levantou-se para deixar o local. No caminho deparou-se com Ricco Mordida, seu oponente Bibarel nocauteado. O roedor deu um forte abraço no companheiro e desejou-lhe os parabéns pela incrível batalha.
— Grande luta, hein, Blocky! Nos vemos na próxima semana?
— Ihh, nem sei, Ricco... Não sei se meus companheiro vão dar alguma tarefa, mas espero que não.
          — Que tipo de tarefa? É você quem deve ditar as regras por lá, parceiro! — riu o Bibarel. — Aposto que você é um renomado guerreiro em sua guilda, que derruba todos os adversários com um simples soco e é adorado por todos os seus súditos!
          — É... Tipo isso... — respondeu Sly um pouco sem graça, rapidamente tentando mudar de assunto.  Foi uma luta muito boa também,  Ricco. Você está melhorando.
— Tenho treinado sempre que possível, um dia ainda acabo contigo numa revanche. Ei, agora tenho que ir para a enfermeira. Acho que meu nariz está quebrado. Hah, hah, hah... Você é o cara, Blocky!
Os dois se cumprimentaram e logo voltaram para suas respectivas moradias, onde tudo aquilo não passaria de uma mera diversão. Sly fez seu caminho até a Fire Tales, e lá encontrou tudo na perfeita sincronia, como sempre. Cada integrante com suas tarefas costumeiras, cumprindo suas obrigações, nem mesmo uma pedra estava fora do lugar.
Após uma árdua luta como aquela qualquer lutador esperava ser recebido como um verdadeiro campeão, mas a primeira pessoa que veio a deparar-se com ele foi Milady, que dava voltas pelo jardim de sua mansão, e não parecia muito feliz com a demora do ajudante.
— Por onde andou, seu frouxo? A grama está imensa, eu pedi para que você concertasse a cerca ontem, e o telhado está com goteiras por toda parte depois daquele temporal!! — gritou Milady.
Sly apenas abaixou cabeça e concordou.
— Desculpa, senhorita. Já vou arrumar tudo.
— Eu espero mesmo. Você já não trabalha e não faz nada da vida, apenas come e dorme o dia inteiro. Você deveria agradecer os céus por eu ter sido bondosa e lhe dado uma moradia. Vá, concerte tudo e suma da minha frente.
Sly abaixou a cabeça e ouviu sem renegar. Milady realmente lhe dera uma casa que mais parecia uma guarita para que ele ficasse de olho em todos que entrassem. O Machoke deixou sua pequena mochila na entrada e logo foi cumprir todas as atividades requisitadas por sua senhora. Limpou, concertou e arrumou tudo, e até um pouco mais.
Quando terminou já era de noite e estava cansado para qualquer coisa, principalmente porque não descansara desde a luta. Sua casa era pequena, mal suportaria uma visita, parecia um barril. Tinha apenas um espelho e equipamentos de treino. Na realidade ali deveria ser o depósito antes de tornar-se sua casa. Sly pendurou as luvas de boxe e olhou-se no espelho, e durante a manhã toda a seguinte pergunta não lhe saída da cabeça:
          O que aconteceu com o grande Blocky?
          O que aconteceu com aquele lutador que todas as noites enfrentava um adversário diferente, e na vitória ou na derrota, comemorou da mesma maneira? Ali estava apenas Sly Stallone, o bobão da Fire Tales.
O Machoke já havia se acostumado ao título, mas aquilo o incomodava. Seu sonho era ser reconhecido uma única vez, que seus companheiros lhe dessem valor e todos finalmente descobrissem a força que ele possuía em seus braços, mas ele sabia que tal oportunidade nunca lhe seria dada...

Na manhã seguinte, assim que Sly despertou ele encarou uma lista de afazeres presa em sua porta.  Milady parecia já ter passado por ali, dando ordens como de costume. Assim que acordou Sly já tinha de continuar seu trabalho, realizando as entregas de todos os membros da Fire Tales como um "entregador oficial", ele era multiuso e estava na equipe somente para prestar serviços a sua senhora, e ainda assim, jamais levantou a voz para ela.
          O lutador trazia três imensos caixotes sobre seus ombros para a biblioteca quando deparou-se com Glaciallis na secretaria. Foi logo puxar conversa, pois gostava de fazer as pessoas sorrirem quando tinha a oportunidade.
— Ei, ei! Glaciallis, sabe a nova piada que ouvi? O que aconteceu com o Starly de uma perna só? Ele foi ciscar e caiu! Hah, hah, hah... — divertia-se o Machoke.
Glaciallis permaneceu séria do outro lado.
— Que... divertido. Fiquei com pena do Starly — disse ela de maneira honesta, fazendo o possível para não deixar o pobre Sly constrangido com sua piada.
— Espera, espera! Eu tenho outra! Sabe a piada do Não e Nem Eu?
— Sly... Essa piada é do meu tempo... Ela deve ter pelo menos uns 100 anos... — respondeu a moça com um sorriso meigo.
— Mas e a versão de 2013, você conhece?
— Não...
— Nem eu. Hah, hah, hah...
Glaciallis esforçou-se para sorrir novamente, apressou-se em pegar sua pasta e pediu que o lutador trouxesse as encomendas antes que as piadas continuassem. Machoke continuava rindo da própria graça, e mesmo que sua piada fora péssima, Glaciallis sentia-se feliz por vê-lo sorrir. Após se despedirem, a moça levantou-se de forma acanhada e perguntou de maneira discreta:
— Hm, Sly...? Posso fazer uma pergunta? Pode me dizer quem é Blocky?
O Machoke virou-se assustado.
— Como é que você sabe disso?
— Eu... Hm, eu o vi ontem. Na taverna bola sete a leste daqui, lutando contra Ricco Mordida. E você venceu. Foi uma luta e tanto...
— C-C-C-Como é que você sabe que eu lutei?!! Você estava lá? Você estava naquele lugar fedorento e asqueroso vendo eu ser surrado por aquele roedor?!
Glaciallis acenou que sim de maneira tímida.
— Eu... Eu conheço de lutas. O General me fala muito delas, e inclusive já chegou a contar-me que um dia foi um poderoso lutador de seu tempo... Quando ele ainda era um soldado no Reino de Spiritum. Fiquei curiosa para saber mais sobre como essas lutas funcionavam...
— Gaaaaaaaaahhh... — lamentou Sly. — O que eu direi para o General quando ele souber que por minha culpa a noiva dele foi até uma taverna de esquina no meio de um monte de macho para me ver lutar? Ele vai acabar comigo!!
— Não diga isso... Eu já sou grande o suficiente para saber por onde ando, assim como tenho controle sobre meus próprios passos e sei defender-me sozinha...
Sly olhou-a surpreso, percebendo como Glaciallis mudara e amadurecera com o tempo. Lembrava-se de quando ela era uma garota meiga e delicada, mas a convivência com um homem como Castelo Branco a tornara forte e paciente, uma verdadeira dama. Sly sorriu ao tentar recuperar-se do susto, e logo Glaciallis continuou:
— O que estou querendo dizer é que quando eu soube que você lutava quis ver com meus próprios olhos. Quero encontrar alguém que enfrente o General numa luta, quero vê-lo atuar como naqueles tempos... Você poderia fazer isso por mim, Sly? — rogou a jovem.
— O General? Lutar contra o General no mano a mano?
— Dizem que ele tem o soco de direita mais forte da equipe... Eu queria vê-lo.
Sly abaixou a cabeça um pouco surpreso, mas pediu tempo para pensar. Ainda tinha alguns favores para Milady e encomendas para serem entregues, mas prometeu dar a resposta para Glaciallis ainda naquela tarde. Quando deixou a biblioteca ficou pensando naquilo. Era impossível vencer o General. Era simples, não havia nenhuma chance. Como um boxeador da rua de baixo poderia vencer um dos gigantes da Fire Tales? Sly sentia a necessidade de ajudar as pessoas. Sempre procurava o melhor para os outros, mas às vezes esquecia o seu bem estar próprio.
Quando entardeceu e todas as suas tarefas estavam terminadas, seguiu até o local onde Glaciallis havia marcado, e lá encontrou a mulher vestida com suas roupas finas e de tecido branco. A dama acenou com a cabeça e pediu para que o Machoke a seguisse.
— Acha que consegue encarar esse desafio?
— Sim, eu... Eu acho. Mesmo que eu vá apanhar e perder feio, acho que posso tentar. Vai ser divertido me ver sendo espancado, não é?
— Não banque o bobo, Sly... Ninguém gostaria disso.
Glaciallis guiou Sly até o bar da guilda, e o lutador surpreendeu-se ao notar que o local estava vazio, lá estava estava presente apenas o General, trajado em seu uniforme e em total silêncio.
— Então você é Blocky, o lutador.
Sly gelou ao ouvir aquele nome sendo proferido por alguém como Castelo. Parecia que as pessoas haviam descoberto seu segredo. Na guilda ele era apenas Sly, o perdedor. Mas do lado de fora ele era o Blocky, o defensor dos oprimidos  General levantou-se e o encarou de frente, era muito mais alto e encorpado, provavelmente um dos mais definidos da equipe. Suas costas eram largas como asas, seu tronco era longo como o de uma árvore e seu peitoral era resistente como uma chapa de metal.
— G-General, o senhor por aqui? Qual o motivo dessa... reunião repentina? — disfarçou Sly.
— Minha amada princesa deve ter dito que eu era um lutador em meu tempo. Sim, é muito comum que em roda de soldados lutas sejam iniciadas para ver quem é o melhor do batalhão. Eu era o vencedor absoluto do meu, mas há muitos anos deixei de exercer tal função. Peço sua ajuda para reviver aqueles tempos.
— Ajuda para quê, senhor? Construir um ringue de luta, ou colocar uma sauna para o fim da batalha...?
— Quero que seja meu adversário.
Sly congelou, estava sendo desafiado por um dos maiores lutadores dos tempos antigos, ainda sentia que jamais teria chance de vencê-lo. Entrar em uma luta direta contra o General era como levar seu exército para uma batalha sem retorno.
— M-Mas eu sou só o cara que arruma as coisas... Não luto profissionalmente nem nada, faço só porque gosto — protestou Sly, indignado — Eu acho que sempre serei o bobão da Fire Tales...
O lutador abaixou a fronte decepcionado consigo mesmo, e foi embora.
          Glaciallis foi em direção de General que voltou a sentar-se em sua mesa, a mulher tocou em sua mão de forma leve e falou:
— Você tentou.
— Tenho observado o Sly todos os dias, e percebo claramente a força dentro de seu coração. O Sly é um guerreiro valioso, mas enquanto ele próprio não perceber isso jamais será capaz de continuar seguindo em frente e derrotar seus medos. Um líder não precisa melhorar ainda mais seu exército já experiente, ele tem de dar o exemplo e treinar aqueles que realmente precisam de sua ajuda. E o Sly precisa da minha.
Naquela noite, o Machoke não participou de nenhuma luta, não cumpriu nenhuma tarefa. Milady estava frustrada, mas ele não estava sentindo-se bem e acabou por ganhar algumas horas de descanso. De fato Sly sempre fora muito solitário, costumava conversar com o espelho quando não tinha mais nenhum amigo somente para ouvir suas próprias piadas. De repente, Sly ouviu uma batida em sua porta e encontrou-se com Glaciallis aoatnê-la.
— Woaaah!! Senhorita, o que está fazendo aqui?? Eu não sabia que alguém sabia que esse lugar existia!! Que vergonha, eu estou vestido só de cueca!!
— Você sempre anda por aí só de cueca... — respondeu ela um pouco sem graça.
— Ah, verdade.
Sly convidou-a para entrar, pois Glaciallis tinha a esperança de convencê-lo a entrar em uma luta contra General. Era uma vontade de ambos, eles sentiam que Sly vinha se afastando e ficava tempo demais sozinho no depósito. Eles sabiam que o companheiro adorava lutas, e esperavam mostrar para ele o quanto  isso era bom.
— Um lutador precisa lutar. Por favor, tente — pediu Glaciallis.
— Eu não quero mais, senhorita... Eu tenho medo.
— Como pode dizer que têm medo se nunca tentou? Você deve ao menos ir lá e mostrar que tem interesse... Se perder, aí perdeu. Mas pelo menos perderá sem desculpas, sem medo.
Sly pareceu refletir por aquelas palavras, e finalmente entrou em um consenso:
— Sabe... Eu pareço meio bobão, mas esse é o meu jeito. Não importa se eu perder, não importa mesmo que eu perca essa luta. Tudo o que eu quero é aguentar até o final! Ninguém conseguiu chegar até lá contra o General. Se eu puder aguentar até o fim, se o gongo tocar e eu ainda estiver de pé, saberei pela primeira vez na minha vida que não sou mais um bobão da guilda. É isso que eu quero, e vou fazer.
Glaciallis sorriu ao concordar e garantir a participação de Sly. Foi correndo avisar Castelo e preparar a luta que tanto desejava ver. Ambos tinham um objetivo em comum, ele queriam valorizar o poder de Sly e provar que ele era um guerreiro poderoso como qualquer outro.
          As preparações foram todas feitas. Eles pretendiam chamar apenas alguns amigos da própria Fire Tales, mas ainda não havia intenções de expandir muito o seu público. A batalha seria realizada no bar, que foi transformado em uma verdadeira arena de luta, aproveitando a oportunidade que Sophie teria de vender mais e ganhar um lucro extra. Castelo sentou-se em seu camarim, Glaciallis colocava as bandagens em volta do corpo definido do militar quandoaproximou-se de suas costas e sussurrou em seu ouvido:
— Não pegue pesado com ele...
— Não o farei. Acredito que o Sly possa aguentar um pouco, e quando ele perceber que é forte o bastante já teremos elevado seu ego, e ele finalmente começará a treinar mais duro para não ser apenas um zero a esquerda da guilda — explicou o General.
Quando Sly foi até o local marcado deparou-se com seus companheiros da guilda, e sorriu ao perceber que todos estavam muito empolgados. Eles estavam lá para acompanhar a batalha, ou provavelmente para rir da destruição de um pobre Machoke que marchava rumo a sua própria morte. Sly entrou no ringue improvisado, e do outro lado estava Castelo numa rara posição. Não estava vestindo seu uniforme militar, todo seu corpo era coberto por faixas e os cabelos eram jogados para trás deixando seu tapa-olhos bem exposto. Suas mãos carregavam luvas negras, e seus pés moviam-se numa velocidade incrível.
O próprio General esperava que aquela fosse uma luta rápida. Sophie foi para o centro do ringue e colocou os dois em suas respectivas posições. Era uma batalha técnica, mas poucos ali presentes conheciam as regras, então terminaria quando o primeiro fosse ao chão.
— No canto vermelho temos o campeão dos tempos antigos, detentor do título duas vezes e com um gancho de direita com a força de um canhão! Este é nosso caro companheiro Castelo Branco!! — anunciou Sophie.
O General emendou as faixas em suas mãos, alongando seus braços de ferro.
— ...E do lado esquerdo, no canto azul, temos Blocky, o lutador!! Nosso companheiro Sly Stallone, venceu trinta e sete luta, perdeu outras duzentas e sei lá quantas!! Dono de um uppercut que fez Magnum tremer na Ilha de Ferro, pelo menos é o que me disseram. Se é verdade ou não fica por conta de vocês; Estão preparados?
— Sim. Há muito tempo não batalho, deixei de lado esta vida para seguir outra carreira. Ainda assim, acho que meus braços aguentam um tranco — disse General.
— Cresselia, me abençoe.

Os dois lutadores foram para o centro do ginásio e se encararam. General tinha olhos firmes e centrados enquanto Sly ainda parecia irrequieto e incomodado. Era o fim.
— Podem começar!!!
Assim que a luta começou, Castelo enterrou um gancho tão forte no rosto de Sly que o pobre coitado encurvou-se todo e caiu num canto do ringue feito um boneco surrado. Sophie olhou para seu relógio e gritou:
         — Dois segundos!!! Este é um novo recorde, minha gente! Derrota por nocaute em dois segundos!! A vitória é do General Castelo Branco!
          Glaciallis levou sua mão até sua face.
          — Vamos lá, Sly... Você consegue ser melhor do que isso.
          O próprio General ficou sem graça em ter acabado com seu oponente com um único golpe, mas com muito esforço Sly conseguiu levantar-se, disposto a continuar a luta.
          — Eu sei que essa luta terminou, mas minha alma continua acesa. Vamos lá, General. Lute comigo, até que um dos dois caia. Sabe por que me chamam de Blocky? Porque nem na pior das situações eu desisto, posso ter medo de seguir em frente, mas passei a bloquear esses temores e continuar meu caminho.
          A luta continuou, e cada soco de General no rosto do Machoke parecia ser como um trator que passa por cima de uma formiga. Sly caía, mas levantava. Aquilo começou a interessar os telespectadores, Sly tomava tanto socos que parecia ser incapaz de se levantar, mas sempre estava ali tentando mais uma vez. Ele podia não ter a força nos braços para derrubar seus adversários, mas ainda assim, tinha a persistência para apanhar e jamais desistir.
           Até que ele apagou.
Demorou algumas semanas para que Sly se recuperasse do impacto, e nesse meio tempo foi Duke quem teve de lidar com todos os serviços de Milady, para variar. O lutador passou um longo período de recuperação nas Casas de Cura, e quando despertou viu ao seu lado General e Glaciallis. Sly virou-se meio encabulado e ainda tonto ao perguntar:
— Eu ganhei a batalha...?
— Ganhou doze pontos na cabeça. E virou detentor do título de nocaute mais rápido da história, acredito que será bem difícil alguém ultrapassá-lo. — disse General.
Glaciallis olhou para os lados, e depois disse ao enfermo:
—  Sly, nós queríamos mostrar-lhe algo muito importante com essa história de luta.
— Eu adorei o impacto de seu soco, senhor. De verdade. Foi hilário! Tudo ficou preto.
— Eu diria que está sendo irônico comigo, meu jovem. Porém, o que quero dizer é que você tem capacidade, tem a força de vontade e a resistência de continuar seguindo. Eu quero que volte para me enfrentar, para que não consideremos isso tudo um empate. Eu quero treiná-lo para que me enfrente novamente.
Os olhos de Sly brilharam com a notícia.
— Mas eu nunca tive um treinador, no sentido de lutas.
— Sim, meu caro. Eles te chamam de Blocky por sua habilidade em defender-se e esquivar-se, então, este será seu apelido de batalhas a partir de hoje. Blocky, o lutador! — disse o General com uma pose de respeito e determinação. — Você será o mais forte da história, e juntos superaremos seus medos e sua vergonha. Nós os desafiaremos para um combate frente a frente. E você ganhará.
            General colocou a mão no ombro do jovem e sorriu:
          — Mas antes recupere-se, você ainda tem doze pontos na cabeça. E prepare-se para apanhar bastante e ficar com algumas cicatrizes como essa que eu tenho no rosto.
          — Nada mal. Essa é a vida que os lutadores escolhem, não? — respondeu o Machoke com uma risada, caindo num sono profundo sem medo do que a vida lhe prepararia na manhã seguinte, pois de uma maneira ou de outra Sly estaria pronto para aguentar firme e continuar seguindo em frente.


{ 4 comments... read them below or Comment }

  1. É, Canas, coloque uma paródia de Rocky, será uma boa ideia, ninguém ficará com a música do Rocky na cabeça pro resto da vida... kkk!
    Tô com essa trilha sonora o dia inteiro por sua causa, senhorito! kkk!
    Tá, falemos de coisas importantes, sérias e compenetradas. Foi muito foda o jeito da paródia, sério. A ideia de colocar o General e o Sly juntos será um tanto quanto fodástico, se me permite dizer. Imagina quando (e se) o Stallone lá virar Machamp. Vai deixar de ser Blocky pra virar Rambo! kkk!
    adieu
    Moacyr

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  2. Diga ae, man. Foi só uma brincadeirinha com o Rocky Balboa mesmo cara, eu lembro que quando escrevi esse episódio eu tinha pegado para assistir todos novamente, e ele têm estado aqui guardado há pelo menos uns 5 meses. No geral eu queria mostrar algo a mais sobre o Sly, olha só para ele, juro que até então ele não tinha uma cena só "dele" desde o Capítulo 9.5, ou seja, esse episódio é mais antigo do que o próprio Blog do Aventuras em Sinnoh, devia fazer uns 3 anos que o pobre Machoke não era lembrado pelos leitores no enredo! kkkkkk

    Mas foi divertidinho escrever, até porque ele juntou uma equipe completamente diferente, muitas vezes nós começamos a pensar que os próprios personagens da fic se separam em grupinhos e esquecem o resto. Eu odeio panelinhas na vida real, e inconscientemente eu acabei montando um montão delas com os Fire Tales... Mas estou tentando mudar, e mostrar que aqui dentro da história não há diferenças! Pode ter certeza que eu terei um baita trabalhão sobre o que fazer com o Gijinka do Machamp, mas vai dar certo, uma hora ou outra aparece aluma ideia bacana... Já sei!! Vou fazer uma boquinha torta e colocar a namorada dele se chamar ADRIAAAAAAAN! kkkkk Cara... Rocky Balboa... É lendário. Valeu pelo comment ae, parceiro.

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  3. AAAAH, SLY, VOCÊ NÃO É UM ZERO À ESQUERDA! O Duke já ocupa essa posição, não fique preocupado. Senti peninha de você, mas você é mais... Anh... Útil e... Popular que o Pinguim Desengonçado, pense pelo lado bom!

    WOAH, eu sei, eu deveria estar só mexendo no computador na Sexta, mas eu fui tentar instalar o jogo que marcou minha infância, My Sims. Só ia mexer nisso, mas como não consegui instalar, eu só ia ver uns epísodios de CSI e The Big Bag Theory... Mas aí eu olhei para Aventuras em Sinnoh e para o Youtube, eles olharam para mim e... Bem, você sabe a história! 'kkkkkk

    Bom, admito duas coisas: O Sly/Blocky nunca foi meu personagem favorito, mas eu sempre curti ele, nunca tive nada contra o Machoke da Divha Dawn! E a outra coisa é: Nunca pensei que o General poderia ser um lutador épicastico assim...

    ... SHITA! Canas, eu te odeio! Primeiro, quando eu digito Pokémon no Google, só aparece Aventuras em Sinnoh por todas as partes, e agora, você me faz curtir o casal Sly X Glaciallis! Putz Grilis, mano. O que eu fiz pra tu, o que lhe tornou tão malvado assim?! #Partiu #Xatiada #Bolada #;-;

    Enfim, ficou muito bom esse S.C, acho que um dos meus prediletos! Tanto que, pra você ter uma ideia básica, eu esqueci que era um S.C! Lá pelo meio do texto, eu falei para mim mesma: Ué, o Tom não vai aparecer agora nesse FIRE TALES? E dez segundos depois: Não, pera... 'kkkkkkk

    E agora estou querendo ver o Gijinka do Machamp forçudão e badass que ele se tornará! Droga, eu sempre fico doida pra ver os seus desenhos! Se tu fosse meu professor e se eu fosse tua aluna, cê ia falar p/ minha mãe: "Tem certeza que essa garota não vai mudar de escola ano que vem, eu não aguento-a mais!" De tanto que eu ia te pentelhar, falow!

    SAYONARA, DESTRUIDOR DE MACHOKES!

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  4. Duke, esse sim é um personagem que haja o que houver, não vai perder a fama de perdedor! kkk Eu posso transformar ele num Empoleon tão foda quanto o Conde, mas de nada isso adiantará, ele continuará sendo um vacilão, essa é a marca do cara kkkk Diga ae, senhorita Ender! Viu só como até o Sly consegue fazer algumas coisas interessantes de vez em quando? Acho que no geral ele estava naquele beco dos personagens menos populares, e nos últimos tempos eu tenho procurado algumas formas de evidenciar esses rostinhos sumidos, como o Panetto, a Akebia e ele. Só para ver se de repente surge algum fã desses personagens tão pouco evidenciados kk

    Poxa, olha só que honra para mim ter tirado de seu tempo precioso somente para ter algumas horas de leitura aqui em Sinnoh! Fico muito feliz que tenha gostado desse SC, ele foi bem diferente em seu meio de ser, e admito que não era bem minha intenção criar essa hipótese de que a Glaciallis e o Sly poderiam formar um casal kk Ainda acho isso pouco provável, mas vai saber né... O melhor é que você considerou esse episódio quase um FT mesmo, isso quer dizer que o nível dos Supports está melhorando bastante!

    Ah, nessa sexta eu espero lançar o iDie, ele é o próximo Gijinka a ser disponibilizado. Infelizmente esses membros dos Fire Tales ainda vão demorar bastante para aparecer, e eu preciso planejar alguns que ainda não foram criados... Inclui-se Sly e Duke nesse meio kk Mas uma hora ou outra eu termino eles. Oh, e como pode achar que eu diria isso para sua mãe! Eu sou paciente minha cara, muito paciente. Bem, pra falar a verdade ser professor deve ser outra história, não sei se meu nível de paciência chegaria nesse extremo kkk Mas de qualquer maneira, o importante é que aqui sua presença é sempre muito bem vinda. Beijos, see ya!

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