Posted by : CanasOminous Jul 14, 2014

Support Conversation (General x Glaciallis)
Gênero: Romance, Drama;
Tema: Pesadelos que nos assombram todas as noites;
Notas do Autor: Este acontecimento faz referência ao começo da Liga Pokémon,
antes que General entrasse liderando os Fire Tales, antes do combate contra Presidente.
Complemento do Capítulo 96.


Glaciallis acendeu a luz assustada quando ouviu um gemido baixo ao seu lado na cama. O abajur pouco iluminava o cômodo, mas foi o suficiente para que ela enxergasse as costas largas de General virada contra a parede. Ele estava contraído e de olhos ainda fechados, mexendo-se com espasmos hesitantes em um sono que não conseguia despertar. Seu rosto suava, o homem estava claramente aflito.
— General... General... — A mulher chamou-o com a voz baixa, tocando de leve seu braço para que o companheiro despertasse do sono equívoco. — Castelo... Querido.
O homem virou-se para ela ainda ofegante, retraindo todo o corpo como se alguém o apunhalasse pelas costas com uma faca. Difícil dizer se o militar estava acordado ou ainda perdido no mundo dos sonhos, mas estava claro que algo o perturbava, machucando-o por dentro.
— Castelo... Castelo, meu querido, acorde — repetia Glaciallis com a voz gentil, sem saber o que fazer naquela situação. Aqueles pesadelos já se estendiam há muitas noites.
Ela o abraçou suavemente, aninhando o rosto do homem em seu leito suave.
— Shh... Shh... Eu estou aqui, fique comigo. — Pediu silêncio de maneira gentil, o simples fato de ouvir a doce voz da mulher o consolava. — Tudo vai ficar bem.
Já fazia muito tempo que o grande General Castelo Branco vinha lidando com seus sonhos perturbadores. Eles vinham se agravando a cada dia, e Glaciallis nem sabia dizer quando foi que eles haviam começado. Todas as noites era a mesma coisa — homem delirava em febre, parecia fugir de alguém, parecia temer algo. Tudo que sua  amada podia fazer era consolá-lo e continuar ao seu lado, pois nem mesmo acordar adiantava.
Ao perguntar o motivo daqueles pesadelos horríveis, a mulher sorria com seu rosto angelical ao brincar: Como pode um fantasma temer as assombrações? Ambos já estavam mortos, não tinham mais o que perder naquela vida, mas General mantinha sua resposta clara e concisa:
— São as memórias que me assombram, minha donzela. São elas que me perseguem todas as noites e não me deixam dormir.
A dama de gelo pensou por muito tempo o que poderia fazer para ajudá-lo. Quando amanhecia, General estava muito ocupado realizando os treinos e preparando seus companheiros para a grande guerra que viria, uma guerra da qual nem ele sabia se escaparia uma segunda vez da morte. Aquilo não o intimidava, mas quando deitava-se na cama e pensava por tudo que tinha passado, o rosto das pessoas que uma vez cruzaram seu caminho voltavam para perturbá-lo e não havia nada a ser feito.
Todas as noites o homem delirava na cama, ardendo em febre e suor. Glaciallis tinha de se contentar em aquietá-lo com sua voz baixa e mãos macias, pois por algum motivo ela era a única que podia acalmá-lo e resgatá-lo daquela tormenta nem que fosse por alguns minutos. General nunca demonstrara hesitação ao medo na frente de seus companheiros. Não podia deixar passar que ele também tinha seus momentos de fraqueza.
Acariciando suas costas cheias de cicatrizes, os olhos da mulher continuavam perdidos na penumbra. Cada nova fase da lua, a experiência se repetia.
— Eu estou aqui, meu querido. Fique tranquilo. Eu vou te proteger, e nada nunca vai nos separar. Eu estou aqui.
O ato de carinho conseguia acalmá-lo por fora durante a noite, mas  uma batalha ainda era travada por dentro de seu amado. Todos os dias, todos os dias...
General só podia torcer para que nunca chegasse o dia em que ela não estivesse mais lá.

• • •

O militar saiu logo cedo na manhã seguinte. Despediu-se da mulher com um carinhoso beijo na testa, mas ela o chamou novamente para ajeitar a gravata em seu uniforme e despedir-se dele como preferia — com um beijo suave nos lábios.
— Dê o seu melhor — Glaciallis dizia todas as manhãs.
— Logo voltarei para você — General respondia com aquele sorriso que só ela conseguia arrancar dele.
Os pesadelos apareciam todas as noites, mas ao amanhecer, ali estava um homem renovado e cheio de energia. Aquela típica pessoa pessoa que parece livre de todos os problemas do mundo. Por um lado aquilo era bom, mas só de imaginar que o Dusknoir nunca conseguia descansar era um peso em suas costas que a desmotivava. Glaciallis tinha que ficar para trás aguardando o retorno de seu homem nas  nos dias agoniantes antes de uma guerra que se formava. Já ele, partia em direção à perdição iminente. A guerra estava próxima, e aquilo era inevitável.
Mas será que não havia nada que se pudesse fazer?
Glaciallis sentou-se em uma cadeira de madeira, encarando a janela aberta e as cortinas a esvoaçarem com o vento. Aquela cena era adorável, e como ela desejava poder compartilhar um pouco daquela tranquilidade com General! Ele  era um homem maduro sempre tão cheio de compromissos e preocupações que não conseguia ver o mundo como ela via. Cada flor a encantava, cada instante parecia único de uma maneira que Glaciallis jamais teria imaginado enquanto era viva.
Pensou em preparar algo especial para que os dois estivessem juntos por um tempo, talvez uma surpresa agradável para quando ele voltasse. Antes de dormir, onde era obrigado a mergulhar naquele desespero noturno.
— Talvez... Se eu preparasse um jantar especial — Glaciallis encontrou-se pensando consigo mesma. E até que não era uma má ideia.
Lembrou-se então do motivo pelo qual nunca tentara: Era uma péssima cozinheira. Da última vez acabou colocando fogo na casa inteira, mas aquilo não a assustou. Tentou novamente, e dessa vez com o extintor do lado,  terminou queimando apenas duas panelas e quebrando uma taça de cristal. Era um novo recorde.
— Acho que preciso seriamente de uma ajuda aqui... — comentou Glaciallis, correndo para arrumar o estrago que fizera.
A moça raramente convidava outras pessoas para sua moradia na guilda, tanto que vinha até mesmo se distanciando dos demais membros da Fire Tales nos últimos dias. Usava de seu  tempo em casa para consolar e receber o militar que retornava exausto após cada manhã de batalha, e nas horas vagas, lia algum livro da biblioteca de Chaud quando a rotina enjoativa era tomada.
Foi muito inesperada a visita de Akebia naquela semana, aproveitando a oportunidade de que a grande celebridade da guilda passava alguns dias pelas redondezas, resolveu convidá-la.
— Glaci, minha querida, você certamente se tornou uma nova mulher depois de todo esse tempo! Ainda me lembro de quando você era uma garotinha meiga chamando a atenção de todos os rapazes da equipe — Akebia deu uma risada, retirando o casaco glamoroso e ajeitando o cabelo.
— É, realmente, faz um bom tempo... — comentou Glaciallis. — Como têm seguido com a vida?
— Oh, raramente dou as caras na guilda ultimamente, não é? Estou viajando o mundo, sou  uma anfitriã renomada de Contests, represento as competições e faço minha fama. Eu não conseguiria simplesmente ficar dentro de casa por muito tempo, sabe? Não sirvo para esperar ninguém vendo a vida passar!
— Compreendo...
Por mais que a própria Roserade raramente fosse vista na guilda, havia algumas coisas que ela certamente sabia:
— Foi muita gentileza me convidar. Fiquei sabendo que o Castelo têm passado por alguns probleminhas...
— Sim, todos nós temos andado meio apreensivos com a Liga... Ao menos, fico feliz em saber que você estará segura por não participar — respondeu Glaciallis.
— Querida, há certas coisas nessa vida que é melhor não vermos. Mande minhas lembranças aos demais, farei uma visita ao Aerus e quero que saibam que quando voltarem, irei preparar uma grande recepção na base, com festa e bebidas de graça — disse Akebia com um sorriso. — Então, façam-me o favor de voltarem.
A Roserade apoiou-se e logo levantou, inspirado para dar início ao seu projeto de ajuda.
— Então, você quer preparar um jantar romântico para seu amado, correto? Saiba desde já que a melhor maneira de se conquistar um homem é pelo estômago, o Panetto sabe isso melhor do que ninguém. Vamos preparar um jantar que vai fazer o seu homem pedir um bis no final desta noite!
Akebia levava jeito com as mãos para preparar todo o tipo de prato, e inclusive ajudou Glaciallis a elaborar todo o clima necessário na casa para quando General voltasse. A Princesa de Gelo contou sobre os pesadelos que seu companheiro tinha durante a noite, mas Akebia nada podia fazer além de balançar a cabeça e confirmar:
— Para derrotar lembranças antigas, só renovando-as todos os dias, todos os instantes.
Glaciallis concordou com a cabeça, desolada.
— Algumas vezes me pergunto se sou uma boa companhia para ele... Se sirvo como o apoio que ele merece.
— Afaste esses pensamentos horríveis, querida! — Akebia soltou uma risada calorosa. — Vocês já estão há tanto tempo juntos, e não percebe o que vêm mantendo a união de vocês estável? É justamente esse carinho, o fato de um querer proteger o outro. Quer algo mais belo do que isso?
Glaciallis voltou a encarar o chão com um olhar vazio.
— Mas será que vai durar para sempre?
— Nunca pense no para sempre, e sim, no agora. Deixe o para sempre para os vivos, e faça bom uso dessa sua eternidade. Ela pode ser mais curta do que nós esperamos.
Com o jantar em modo de preparo, Glaciallis chegou a queimar a comida algumas vezes, mas Akebia prestou o apoio necessário de modo que a moça finalmente conseguisse um resultado agradável na surpresa que vinha preparando. A própria Roserade sugeriu que decorassem o quarto com velas e pétalas de rosa, não havia homem que resistisse àquilo.
As horas passaram voando, e as duas amigas logo tiveram de se despedir.
— Estarei em uma turnê nos próximos dias, mas me mande uma mensagem contando como foi, tudo bem? — Akebia sorriu, abraçando a companheira que mais parecia uma boneca de porcelana prestes a desmontar. — Desculpe pelo abraço forte, é que... Sempre fico com muita saudade de vocês.
Glaciallis acenou com a cabeça, agradecendo por toda a ajuda.
— Você é uma mulher incrível, espero ser como você algum dia!
— E será muito melhor, minha querida — respondeu Akebia, acenando com a mão ao despedir-se. — Au revoir!

A noite caiu, e Glaciallis aguardava ansiosa o retorno de General. A comida já estava fria, mas logo seria aquecida, e ela continuava sentada no sofá como se aguardando a hora certa. Akebia sugerira que ela vestisse algumas roupas íntimas para fazer uma surpresa ao amado, (e que surpresa seria quando ele chegasse!). Estava contente com o resultado, e fizera questão de escolher um sutiã e uma calcinha de alça quase transparente de tão branca que era, demonstrando toda a pureza desejada ainda misturada com aquela pitada de audácia de que a Akebia lhe falara, mesmo que aquilo não fizesse muito o estilo da moça.
Ocasionalmente se olhava para o espelho, pensando se realmente seria uma boa ideia. Sempre ficava meio acanhada quando falava sobre aqueles assunto, mas se fosse para agradar o grande General, então estava disposta a fazer o esforço que fosse necessário.
A campainha tocou. Ele havia chegado.
Glaciallis foi atender correndo, mas surpreendeu-se ao ver o homem com um terrível machucado no braço direito e seu uniforme manchado de sangue nas bordas. O rosto estava marcado pelo cansaço, e Glaciallis não pôde esconder um grito de espanto ao deparar-se com aquela cena.
— O que houve...? — ela perguntou, quase murmurando. —  D-De novo...?
— Não é nada, os outros estão bem. Nós tivemos de enfrentar alguns exércitos que nos atacaram de surpresa... Saímos vitoriosos, mas... Temo que o que virá daqui em diante será muito pior.
General tentou sorrir, mas acabou perdendo a força em uma das pernas indo direto para os braços da mulher. Ela quase o derrubou sem poder aguentar seu peso. Castelo apoiou-se em uma das paredes e logo sua atenção para Glaciallis, tentando se recompor.
— M-Me desculpe, não foi minha intenção derrubá-la.
—  Eu é quem devo pedir desculpas, você está exausto, permita-me ajudá-lo... —  sussurrou ela.
— Eu estou bem. Só preciso... deitar-me um pouco.
— N-Não, General... Olhe só para você, está terrível! Se você dormir, será assombrado por todos aqueles sonhos ruins durante a noite.
— Os pesadelos — a respiração do homem ficou mais pesada. — Eles vêm, sempre aparecem... as lembranças, minha mente.... cansada. Eu preciso, só...
E perdeu as forças, dessa vez indo direto ao chão. General reunira tudo que restara somente para chegar aos braços da amada e cair no conforto de seu lar enquanto pudesse.
O jantar teria de ficar para depois.
Glaciallis apoiou o corpo do homem em um de seus ombros e levou-o até o banheiro do quarto principal, ligando a banheira e enchendo-a até chegar num nível razoável. Tentou despir as roupas do homem e pôde ver com mais clareza todos os machucados em seu corpo. Cada cicatriz ali trazia uma lembrança, novas ou velhas. A primeira lâmina que o feriu; a primeira guerra vencida e a primeira derrota; o veneno de Atômico que lhe deixara tão aturdido durante anos e que deixara rastros... Algumas delas eram impossíveis de esquecer, e justamente por isso eram cicatrizes — para não esquecer. Era a sensação de que o perdia aos poucos.
Retirou o tapa olho do lado direito, tampando o que lhe faltava, mas logo pôde notar que a mão do homem levantou-se para tocá-la suavemente no rosto de uma maneira que não teria esperado.
— Obrigado por continuar aqui, me esperando... — disse General com a voz baixa.
— Mas o que fiz, além de sentar e chorar por você? Qual a minha função se nada posso fazer para salvá-lo dessa tormenta, para consolá-lo ou livrar dessa dor que te assola todas as noites?
— Você fez o que pôde, e ainda faz. O fato de eu saber que você estará me esperando é o que me deu forças para lutar até este exato instante, e você continuará sendo minha fonte de inspiração. Eternamente.
Glaciallis segurou na mão dele com uma delicadeza que mais parecia ser o toque de um anjo.
— Quão longa é a eternidade?
— Ouvi dizer que ela dura apenas alguns instantes... Mas certamente é um infinito que me faz querer aproveitá-lo mais vezes.
Glaciallis sorriu, desviando o olhar em direção da banheira que já estava quase cheia.
— Preparei um jantar para nós dois hoje.
— Você? — General perguntou com a voz cansada, e aquilo o impressionou mais do que deparar-se com um exército de um milhão de soldados. — Você, colocando suas mãos delicadas em uma cozinha? Glaciallis, minha adorada princesa, isso não era necessário...
— Não desmereça minhas conquistas — Ela deu uma risadinha. — Esta é a minha própria batalha, então ao menos honraremos o resultado dessa luta, não?
— Mas não seria justo apenas eu receber este prêmio — General contestou.
Ela desligou a torneira da banheira que já estava cheia e com espuma até a borda. Ajudou General a levantar-se, colocando-o ali dentro de uma maneira que ficasse confortável. Em seguida despiu suas próprias vestes revelando as roupas íntimas que escolhera somente para ele, devolvendo-lhe um sorrisinho envergonhado e ao mesmo tempo tão sensual que ele adorava.
— Então espero que possamos receber esse prêmio juntos.

O tempo passava, e os dois continuavam abraçados na banheira enquanto viam o tempo passar. Acabou que o jantar já tinha esfriado e acabaria servindo de café da manhã no dia seguinte, mas Glaciallis sentia-se tão bem acomodada e protegida nos braços de General que esperava nunca sair dali. Ele a segurava com seus braços fortes, enquanto a moça deitava-se em seu colo e encarava o teto vazio do banheiro onde o vapor repousava meio contorcido, formando imagens em sua mente criativa.
Glaciallis respirou fundo, parecendo estar meio com falta de ar, mas na realidade só pensava em como seria sua noite depois que tudo aquilo terminasse. Os pesadelos voltariam. O homem ajeitou sua franja com as mãos ainda molhadas e perguntou:
— Está preocupada com alguma coisa que não sei, minha querida?
— Você sofre em agonia todas as noites, General... — ela abraçou os próprios joelhos. — Você sofre ao meu lado, e eu não posso fazer nada.
O homem também respirou fundo, desviando o olhar. Foi quando resolveu contar o que via quando a escuridão o tomava.
— Em meus sonhos, algo me persegue e eu não consigo correr do mesmo desfecho de sempre. Essa coisa sem forma me alcança e me tortura, — ele fez uma pausa —, mas então, sou capaz de ver uma luz, e percebo que é você. Quando eu acho que tudo está perdido, lembro que você estará ao meu lado para me resgatar desse mundo selvagem e sem vida.
General segurou lentamente no rosto dela e sibilou um sorriso terno.
— Você é a minha luz. Não importa o quão escuro esteja, você vai me guiar — ele selou um beijo nos lábios da moça e teve uma noite tranquila. Sem sonhos, sem imagens.
         Mesmo que fosse a única, mesmo que fosse a última. O vazio nunca o fizera tão bem.

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  1. My fells ;-;
    AWWT! MEU DEUS! <33333
    Pare! Esta me fazendo ficar mais apaixonada por esse casal! Ò.Ó
    E depois um meteoro vem e destroi tudo e a todos :v fim '-'
    '-'
    Eu adoro a maneira deles <3 Livros :v General, não me faça ir até ai '-' Serio pare de me fazer me apaixonar por vc e Glacy '-' Vou pega minha garrafa '-'
    Eu adorei a support :v
    WV

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    1. A graça da Liga é justamente essa, um pouquinho antes de um personagem entrar em cena ele recebe todo o tipo de aparições e atenção por nossa parte! :3 kkkkkkkkkk Mas pra ser bem sincero, essa deveria ser a semana do General! Estou vendo com a Nyx se conseguiremos trazer a Terceira Casa essa sexta, ainda vamos planejar também uma imagem de vitória da Alemanha, e um bônus das 200.000 visitas no blog. Pode ter certeza que o General estará bastante presente nos próximos dias, e quem sabe até lá ele te encanta por completo kk Fico feliz que tenha curtido o Support WV, prepare-se porque ele é apenas uma prévia para o que virá. Beijos! :D

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  2. Replies
    1. Valeu, companheiro! :D Apesar de ser apenas um Support, eles são essenciais para nos fazerem ler os próximos capítulos com uma visão completamente diferente. E que venha a Terceira Casa, Ghost-type! \õ

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