Posted by : CanasOminous Jul 19, 2013

Surpreenda-me.

Era preciso inovar, era preciso ter novas ideias.
          Lukas preparava-se para a competição de sua última fita, se ele levasse a melhor estaria a um passo de completar seu sonho e finalmente lutar pelo maior posto conquistando o troféu dos coordenadores no Grande Festival. Lukas vinha se destacando cada vez mais em cada uma de suas apresentações; Jubilife, Hearthome, Pastoria, Snowpoint... Cada uma delas era marcada por inovação e um brilho particular que o diferenciava de todos demais. Porém, dessa vez o jovem sabia que aquela luta não seria nada fácil.
Lukas estaria voltando à Cidade dos Corações, mas seria ele capaz de impressionar os juízes e manter seus ideais sempre visando um mundo melhor? Lukas já era conhecido por todos os cantos de Sinnoh, alguns o consideravam o salvador dos oprimidos por suas mensagens sempre conterem um contexto moral. Mas e agora? Como ele continuaria inovando para fechar suas apresentações com chave de ouro? Era isso que o garoto tinha de descobrir.
— Como exatamente se inventa algo novo? — indagava Lukas, sentado sobre um banco da praça enquanto seu irmão, Dawn e Cynthia o acompanhavam.
As garotas tomavam sorvete, enquanto Luke mantinha os olhos distantes e com os pensamentos mais longes ainda.
— Sei lá cara, faça exatamente o que você fazia antes — disse Luke.
— E como é que vou saber o que eu fazia antes? As coisas simplesmente saíam, na hora de impressionar a ideia brotava na minha mente, e então eu a colocava em prática! — explicou Lukas, ainda confuso. — É diferente de quando você improvisa e tem de se virar para atingir um resultado, e quando tem que sentar e pensar em como atingir esse resultado...
— Faça como antigamente, entre lá e arrase! — sugeriu Dawn. — Você pode deixar que seu coração diga o que fazer.
— Ahh, Dawn... Têm coisas que se deixarmos que o coração assuma o controle, cedo ou tarde ele acabará nos deixando na mão. Já dependi muito dele até hoje, e ele também me tirou de algumas boas enrascadas... Mas preciso resolver as coisas por mim mesmo de agora em diante.
Cynthia tomou mais um pouco de seu sorvete antes de sentar-se ao lado do garoto. Lukas balbuciava palavras consigo mesmo enquanto os demais o ouviam.
— Não acredito que seria tão fácil dessa vez. Estamos falando de uma competição Master Rank, a mais difícil e agraciada pelos críticos. Eles querem algo novo e moderno, mas ao mesmo tempo o padrão e o clichê também agrada as pessoas. Como posso dar-lhes tudo isso?
— Infelizmente temos aqui um caso que quanto mais você pensar, mais será incapaz de resolver — disse Cynthia. — Acredite, já lidei com o fato de governar toda uma região, e deixar as coisas para a última hora não ajuda muito... Mas o que podemos fazer quanto aos imprevistos? A única maneira de enfrentá-los é aprender a lidar com eles. Você não sabe o que os juízes vão querer ouvir, terá que recorrer à sua criatividade e utilizar tudo que aprendeu até hoje em suas apresentações. O que me diz?
— Não sei... Sou daqueles certinhos que gostam de ter tudo esquematizado, imprevistos me deixam um pouco assustado...
Lukas olhou para seu relógio. Já estava entardecendo, e ele esperava ter uma boa noite de sono para que na manhã seguinte estivesse revigorado e pronto para disputar. Sua apresentação seria de manhã, próximo a alvorada, o que o deixou inconformado pelo fato de ter desejado apresentar-se ao anoitecer, quando tudo seria mais belo e elegante. Porém, sendo de dia ou de noite, o público e a recepção seria o mesmo. Sempre. O mesmo.
— Bom, vou praticar algumas danças, conferir algumas revistas para referência de moda, e treinar a minha equipe... A essa altura é tudo que posso fazer. Não vou passar toda a madrugada treinando, isso tiraria todo o foco e a concentração que preciso.
— Isso mesmo, procure descansar — aconselhou Dawn. — Amanhã será um dia cheio, e também repleto de alegrias com sua quinta e última fita em mãos!
— O mundo dos Contests vai lembrar-se de seus feitos para todo sempre, meu jovem. Você verá seu quadro estampado nas paredes do Hall da Fama ao lado de todos os Top Coordenadores do passado. Siga em frente, você não chegou até a reta final para perguntar-se se estava na pista errada — disse Cynthia com um sorriso, terminando seu sorvete de casquinha ao levantar-se. — Vamos lá, Lukas, garanto que amanhã teremos uma surpresa magnífica.
— É o que eu espero...

O dia amanheceu ensolarado e calorento. Seria uma manhã horrível para vestir um terno e concentrar-se em sua última apresentação. No auge das férias as pessoas queriam era divertir-se com seus Pokémons na piscina e na rua, e não ficar dentro de um palácio congelado pelo ar-condicionado sentindo um misto exagerado de todos os tipos de perfumes caros do mundo.
Lukas estava acordado logo pelas oito da manhã, vestindo-se para sua apresentação. Luke implorava por mais alguns minutos de sono, enquanto Dawn estava de pé ajeitando a gravata borboleta nas vestes de seu amigo sentado na ponta da cama.
— Prontinho. Ficou muito chique, hein! Vai arrasar o coração das menininhas!
— Dawn, não estou indo lá para procurar uma parceira... Se eu começo a pensar nisso eu perco o foco, e a Paula me mata! E também vai ter a Marley, e seria horrível se a Vivian caísse do céu para iniciar o armageddon de uma vez por todas... Eu preciso me focar, concentração, concentração...
— Ei, — ela chamou apenas uma vez, segurando em seu rosto para encarar mais de perto aqueles olhos esverdeados que lembravam tanto os de Luke. — Se tem algo que o diferenciava de todos os outros competidores, era que você entrava lá sabendo que ia ganhar. Nunca vi a incerteza em você, nunca vi a dúvida em seus olhos. Mande-a embora, e mostre porque está aqui para tornar-se o melhor Coordenador do mundo.
Lukas acenou levemente com a cabeça, sabendo que levaria consigo aquelas palavras até o fim da competição.
Levou mais uma hora até que as mulheres se trocassem e arrancassem Luke da cama. Cynthia seria uma convidada especial, enquanto Paula ainda não aparecera e dissera que esperava preparar uma surpresinha para seu amado quando a hora chegasse, o que o deixava ainda mais tenso. A equipe deixou o Hotel Deluxe Heart e rumou ao Contest Hall, o salão mais belo e conceituado de toda a Sinnoh.
Lukas murmurava consigo mesmo o tempo todo.
— Preciso surpreender, preciso surpreender... Vamos lá, qual assunto seria legal? Diferenças sociais de novo? Meio ambiente? Proteção aos Wailords? Racismo? Corrupção? Estereótipos e padrões de beleza? Como posso conscientizar as pessoas mais uma vez? Preciso inovar...
Foi quando uma moça loira passou ao seu lado, tinha olhos invejosos e o nariz empinado. Nunca havia sequer ouvido falar dela, mas ela andava como se fosse dona do mundo. Virou-se para o pobre Lukas que caminhava de um lado para o outro indeciso e riu:
— Preocupado, mauricinho? Não esquenta, a tendência é piorar ainda mais quando chegar lá em cima. É bom você ter alguma ideia boa, porque eu tenho “A Melhor” — e saiu esperando manter a pose mais sensual do mundo.
A educação de Lukas indicava que ele devia ser educado com todas as mulheres, e mesmo tendo a resposta na ponta da língua precisou mordê-la e deixar passar.
O salão recebia seus visitantes de portas abertas. As escadarias de mármore brilhavam e todas as recepcionistas estavam bem vestidas e prontas para receber gente famosa de cada canto do país. Até mesmo viajantes renomados de outras regiões costumavam frequentar aquelas competições, qualquer atitude acabaria repercutindo por todos os lugares, e isso deixava os coordenadores ainda mais ansiosos, afinal, tratava-se de uma competição Master Rank, a categoria dos mestres.
A mesma moça loira desfilava pelo salão quando Luke não conseguiu despregar os olhos dela. De tanto receber olhares dos rapazes ao redor, ela veio a tropeçar em seu salto alto, revelando um descuido e inexperiência por parte. Luke deu-lhe apoio para que a moça não viesse de cara ao chão, mas ela retribuiu o gesto com uma careta.
— Ué, você não estava logo ali atrás?
— Malz ae, moça. Acho que você esbarrou é com o meu irmão. Não sou coordenador, sou treinador. Futuro campeão, se me permite dizer.
— Obrigada pela ajuda. Hm, jovens determinados a chegarem até o topo são sempre bem vindos, podemos conversar a sós em meu camarim mais tarde, o que acha? Diga ao seu irmãozinho que é uma pena que ele queira “sonhar” em levar a fita de hoje, porque a Top Coordenadora do momento sou eu.
Notando que era descaradamente observada, ela ajeitou o cabelo atrás da orelha e lançou todo seu charme em direção do rapaz.
— E lembre-se de Lorena quando essa competição terminar, treinador. Você ainda ouvir muito esse nome pelo fato da melhor coordenadora da década apresentar hoje toda sua beleza magistral!
Quando Lorena afastou-se, Dawn foi em sua direção nada satisfeita.
— Que cobra essa garota, hein? Por que você tem essa terrível habilidade em atrair um ninho de víboras para perto de si?
— É que eu pensei se já tinha visto aquela moça em algum lugar... — disse Luke pensativo. — Acho que foi em uma revista.
— Que tipo de revista exatamente, senhor Luke? — questionou Dawn.
— Ihh, de um tipo que não seria nada legal que você soubesse... — respondeu ele com uma risada, em seguida recebendo uma chave de braço da menina que o imobilizou no chão. — O-Ouch!! É brincadeirinha, eu vi numa revista de famosos!! De fofoca, fofoca!! Por Arceus, o que essa Cynthia está ensinando para você, Dawn?
— Ela está me tornando uma mulher de atitude — respondeu ela, largando o braço de seu companheiro. Luke ainda lhe lançava um olhar de relance após recuperar o fôlego.
— Fica fria, eu não sou idiota de dar mole para uma mulher que vai chupar meu sangue quando eu virar as costas, e muito menos de alguém que quer derrubar meu irmão. Eu faria questão de dar um fora nela, mas meu mano pode dar conta do recado. Estou louco é para vê-lo entrando em campo e acabando com essa Lorena, isso sim vai ser divertido.
Seu irmão continuava parado e com os olhos focados no chão, refletindo profundamente sobre como seria sua apresentação.
— Preciso inovar, preciso inovar...
Lukas caminhava de um lado para o outro até perceber que era observado.
Ele recebia a agradável visita de Paula, que aparentemente estava observando-o de longe em um sofá exótico desde que chegara. As pessoas não sabiam quem ela era, mas todos achavam que era uma famosa coordenadora do passado por suas vestes chamativas e seu carisma incomparável. A moça estava com as pernas cruzadas e um dos braços esticados sobre o encosto, seu vestido longo tinha uma coloração perolada e em sua cabeça ela carregava uma tiara de prata. Estava magnífica, chegava a realmente a parecer uma deusa.
Lukas foi em sua direção com as mãos no bolso e sem fala. Foi Paula quem lhe fez a pergunta:
— Por que espera tanto inovar? — indagou a Guardiã do Espaço.
— Preciso chamar a atenção das pessoas — respondeu Lukas.
A moça deu um sorrisinho aconchegante.
— Querido, você não percebeu que já chamou? Todas as suas outras apresentações, todas as mensagens que você conseguiu transmitir... Você acha que não foi ouvido?
— Eles ouviram, mas preciso continuar me expandindo, mais pessoas precisam saber disso, eu preciso disseminar minha mensagem! — respondeu ele, parecendo eufórico e agitado.
Paula levantou-se, em seguida agachando para ficar na altura do garoto e poder encará-lo nos olhos. A mulher ajeitou os cabelos engomados de sua pequena criança e fez alguns ajustes na gravata que estava um pouco torta mesmo depois de Dawn ter ficando arrumando-a por horas. Em seguida, ergueu o olhar e sorriu em direção dele.
— Você começou tudo isso, você já fez a diferença necessária e não percebeu. Pense comigo nessa lógica... Se ajudarmos três pessoas, apenas três, isso fará a diferença no mundo?
— Não exatamente... — respondeu Lukas.
— E se essas pessoas ajudarem mais três? Cada uma delas, isso já totaliza nove, não? E se cada uma dessas nove ajudarem outras três? Seria um ciclo, a palavra vai sendo disseminada de boca em boca até que um dia, de fato, todo o mundo saiba.
Lukas continuava com os olhos presos nas orbes peroladas de Paula. Ela era tão sábia, tão prestativa... Será que estava lendo o futuro?
— Apenas siga em frente, tenha fé. Sua mensagem já foi conferida com sucesso, meu querido. Acredite. O mundo te ouviu.
Assim que Paula terminou de falar, um sinal soou fraco e continuamente anunciando a entrada de todos os coordenadores participantes. Lukas deu um suspiro e olhou para Paula uma última vez antes de entrar na arena e caminhar rumo à reta final de seu sonho.
— Deseje-me sorte.
— Você não precisa. Verá que esta apresentação irá recuperar aquilo que tornou todos os coordenadores exatamente o que eles são. Coordenadores. Lembre-se disso.

A plateia foi se formando e cada participante tomou posição na arena de apresentações. Lukas lançava um olhar de relance para todos os lados e conseguia ver o rosto de muitas figuras famosas. Coordenadores veteranos que ele respeitava, seu irmão, Dawn, a ex-campeã Cynthia, Lúcio e Clarisse curiosamente também estavam ali, e Paula o observava de camarote tendo sua presença despercebida por qualquer um.
A respiração do garoto estava ofegante, ele parecia querer desmaiar. Sua cabeça rodava e ele nem parecia lembrar-se que estava no palco vestindo seu terno e ouvindo os discursos chatos dos juízes. Sua cabeça girava e seus pensamentos estavam conturbados. Estava realmente perturbado.
— Lukas? Você está bem?
O jovem virou-se para o lado e pôde deparar-se com Marley, uma de suas primeiras e mais adoradas rivais. Ela vestia um vestido curto na altura dos joelhos, e tudo se baseava ao costumeiro preto que era sua cor predileta. Marley tinha também um par de fitinhas no cabelo que a deixavam com uma aparência graciosa e meiga. Agora os dois estariam se enfrentando para conquistar a quinta e última fita antes de competir pelo Grande Festival, o que era horrível. Lukas queria chegar ao topo sem derrubar seus próprios amigos, desejava acima de tudo que todos eles chegassem lá juntos.
Mas afinal de contas, quando Marley entrara que ele nem havia notado? Quando Lukas adentrara aquele palco imenso, sendo encarado e fotografado por milhares de pessoas que esperavam algo especial vindo especialmente dele? Tudo se passara em terríveis segundos que o deixavam nauseado e cada vez mais ansioso.
— Eu preciso inovar... E-Eu preciso...
— Lukas, o que está dizendo...? — repetiu Marley, confusa.
Seu irmão de longe percebia que tudo não estava nada bem.
— Cara, ele tá perdendo o foco! Parece o coordenador amador que nunca participou de uma competição, o que está acontecendo com ele?
— O Lukas se sente na obrigação de vencer — disse Cynthia. — Todos apostam nele, todos acreditam, e ele tem medo de decepcioná-los. O Lukas terá que perceber sozinho que para vencer terá que agir como um Coordenador, ganhando ou perdendo. Quanto mais cobramos de nós mesmos, mais isso nos sufoca até que chega a ser impossível de aguentar.
Todos tiveram sua atenção drenada quando um velho senhor interrompeu o longo e cansativo discurso de boas vindas e falou mais alto pelo microfone:
— Senhoras e senhores, eu gostaria de informar-lhes que no evento de hoje realizaremos uma competição diferente. Inédita, solidária, justa, e entusiasmante! Para dar início ao Master Rank da cidade de Hearthome, eu gostaria de chamar aqui a idealizadora de nossa competição de hoje, senhorita Fantina!!
Luke quase engasgou com a pipoca que comia, e chegou a ver de longe que a mulher lhe lançava uma piscadela sedutora, apontando com o indicador em sua direção como se insinuasse: Je t’aime, mon cher.
Fantina ergueu suas mãos para o alto e balançou seu vestido tão marcante.
— Bonjour, meus adorados coordenadores! Acredito que todos vocês tenham grandes expectativas da competição que virá a ser realizada hoje, non? Aqui estão reunidos os melhores das últimas temporadas, apenas os mais magnifique!!
A líder do ginásio fantasma lançou um olhar de desprezo para alguns dos competidores, e por fim falou:
— Mas para falar a verdade, e grande maioria de vocês nem se lembra o que é realmente ser um coordenador.
Lorena, a loira que debochara de Lukas na entrada, ficou enfurecida com aquilo.
— O que você pensa que está dizendo, sua louca desmiolada? Somos os melhores de nossa temporada!
— Pardon, madam, o que você quis dizer é que vocês são os mais ricos de sua temporada. Quanto custou este vestido para a apresentação de hoje, cher? Oui, oui. Quanto custou o corte no cabelo e as horas gastas no salão de beleza?
— Uns duzentos e cinquenta para a escova, cento e trinta para as luzes, e... E o que isso tem haver com as competições?!
A coordenadora recuou, e por um instante toda a plateia começou a murmurar entre si. Lukas ainda não entendia o que havia conseguido, mas acalmou-se. Fantina olhava especificamente para ele. Sua mente deixou de ficar conturbada e começar a encaixar-se lentamente. Paula soltou um suspiro. Fantina caminhava de um lado para o outro, e logo continuou:
— Qual a nossa função como coordenadores?
Os participantes também se entreolhavam, imaginando se a pergunta fora feita para eles ou para todos. Marley abaixou o rosto, dizendo bem baixinho:
— Nós entretemos pessoas...
— O que você disse, mon amour? Ahh, sim, nós entretemos pessoas! Entretemos uma pequena parcela dela, pelo menos. Com as mesmas danças. Os mesmos objetos caros. Devo admitir que gosto muito disso tudo, mas o que acham de mudar? O que acham de... Surpreender a si mesmos?
Fantina rodopiou no centro do palco, apontando diretamente para o portão de entrada que todos tiveram acesso.
— Coordinateurs, este será o meu maior desafio de suas vidas. Eu vos desafio a apresentarem-se longe disso tudo, longe dos palácios, do mesmo público de sempre, e até mesmo de nós, juízes. Vocês irão para o Centro de Hearthome, o coração da cidade. Hoje, os juízes serão todos nós.
Os aplausos foram ouvidos aos poucos, ganhando intensidade a cada pessoa que se levantava e aplaudia aquela causa. Até mesmo Luke ergueu-se num salto e pareceu adorar a ideia, ele nunca antes havia pensado que Contests poderiam ser incríveis, e aquela ideia era simplesmente surpreendente. Somente então Lukas notou o que havia conseguido.
Ele havia sido ouvido.
O jovem coordenador ainda lembrava-se de cada fita conquistada, cada vitória adquirida e uma lição de vida transmitida às pessoas que o assistiam. Desde o dia em que ele se encontrara com a gangue de Royce em Vesiltone e percebera todas as injustiças cometidas pelos burgueses dos Contests, o padrão de classe alta que sempre se limitava, os Pokémons sempre adornados em brilho, belos por natureza e com um alto padrões de vida.
As diferenças sociais, um mundo melhor, tudo. Cada palavra. Há muito tempo o garoto vinha tentando disseminar aquela mensagem, e só de ver a alegria nas pessoas ao seu redor era possível notar que elas estavam entusiasmadas. Eles faziam aquilo porque achavam novo, diferente e surpreendente.
— Parte da função de um coordenador é surpreender — disse a líder Fantina, em pé ao lado de Lukas. — Conversei com seu irmão há algumas noites, e ele me falou muito de você. Eu nunca havia percebido como vocês eram tão parecidos.
— Ahh... É. O Luke também chegou a comentar que teve uma noite bem... legal... com você... — Lukas falou um pouco sem graça, mas a Fantina deu uma gargalhada e sorriu de volta.
— Não se preocupe, mon cher, não estou falando isso de aparência ou personalidade, e sim, de ideais. Vocês lutam por uma causa em comum, querem mudar o mundo, mas jamais serão capazes de fazer isso sozinhos. É para isso que estou aqui. Preparado para apresentar-se como nunca antes imaginou?
Lukas assentiu, e Marley ao seu lado também parecia muito entusiasmada. Logo o público começou a levantar-se, porque a apresentação seria feita nas ruas, no meio de todos e qualquer um que quisesse poderia assistir. Obviamente alguns estavam irritados por terem pago ao espetáculo e desejavam vê-lo, e a coordenadora Lorena não parecia nada satisfeita.
— Eu jamais iria juntar-me a vocês em uma apresentação ridícula como essa! Não irei sair daqui, irei apresentar-me no Contest Hall longe do resto. Não comprei esse vestido para ficar andando na rua e esbarrando em qualquer um. Ouviram?! Vocês vão perder uma grande coordenadora, a melhor de todas!! Quer saber? Vou mandar meu pai prender todos vocês pelo descaso que tiveram comigo!
Luke estava para sair do salão ao lado de Dawn quando veio a parar e encarar Lorena de frente.
— Oh, o lindo treinador da entrada. Viu só como eles me trataram mal?
— Foi mal, mas... Quem é você mesmo?
Luke saiu andando e Dawn não contentou-se em virar para Lorena e mostrar-lhe a língua. As portas se fecharam e a loira ficou lá dentro, gritando sozinha e amaldiçoando todas as gerações que passassem.
...Mas no final das contas ninguém a ouviria.

O centro de Hearthome era muito movimentado, e algumas pessoas demoraram a perceber o que estava acontecendo quando tantos coordenadores e gente famosa começou a chegar. Parecia um desfile de moda com diversos modelos e Pokémons pomposos a desfilarem pela calçada. Para os turistas aquilo foi um prato cheio, e cada vez mais o movimento despertava a atenção dos visitantes da cidade.
A própria Fantina sentou-se em uma mesa de madeira do lado de fora da padaria que ela sempre tomava café, e então, reuniu os coordenadores presentes para dar início oficial ao Master Rank.
A líder de ginásio tomou um gole de seu café que desceu queimando sua garganta. Ela por fim voltou-se para os competidores que se aglomeravam ao seu redor ansiosíssimos.
— Bien, o que vocês acham que vão fazer aqui fora?
— Estive me perguntando onde vamos arrumar nossos Pokémons para o concurso de moda... — comentou uma coordenadora.
— E também como faremos a dança... É meio embaraçoso ter que dançar assim na frente de tanta gente... — respondeu Marley, um pouco envergonhada com o movimento.
— Mon cher, vocês chegaram até aqui para terem medo de uma plateia um pouquinho maior do que o comum? Sim, sim, é para ter medo mesmo, porque aqui vocês irão lidar com todos os tipos de opiniões, todos os tipos de pessoas! E para conquistá-las vocês devem, de fato, surpreender a todos e serem versáteis. Vou mostrar-lhes por que ser coordenador é tão difícil.
Fantina tomou mais um gole de seu chá e apontou para a padaria:
— É aqui onde peço um croissant todas as manhãs e fondue nas noites frias de inverno. Desafio número 1! Vamos ver seus dotes culinários na cozinha estão bons. Vamos lidar com trabalho em equipe, liderança, versatilidade e criatividade.
Os coordenadores se entreolharam, e Fantina os pressionou.
— O que estão esperando, hmm? Eu já organizei tudo, entrem lá e aprontem-se, sirvam-me, sirvam as pessoas! Vamos ver a nota que vocês ganham, accepter que le meilleur. (Só aceito o melhor.) Ah, e só um detalhe, o uso de Pokémons está completamente liberado. Faça uso de todos eles, ok?
Lukas não esperou sequer um instante e logo correu para dentro da padaria enquanto os demais ainda tinham problemas com o terno apertado ou o salto que atrapalhava o movimento. Marley não queria ficar para trás, ela logo retirou suas sapatilhas e entrou na cozinha da padaria que realmente já estava toda preparada com ingredientes e chefes de cozinha para manter o olho em tudo.
A garota olhava para todos os cantos desesperada. Suas mãos se movimentavam agitadas e sua maquiagem pesava no rosto pelo calor dos fornos ligados.
— E-Eu sou horrível para cozinhar, o que eu faço? — indagava Marley para seu companheiro.
— Use seus Pokémons, eles não conseguem ajudar? Faça uso de tudo aquilo que você aprendeu com os poffins, está na hora de mostrar que preparar o almoço para os amigos valeu a pena!
Um total de oito coordenadores ainda participavam da competição, e todos eles riam e se divertiam enquanto preparavam as comidas mais diversificadas do cardápio. Eles tinham cerca de meia hora para preparar algo, podiam ajudar os outros como uma equipe e ainda recebiam o devido apoio de Pokémons completamente inusitados. Marley tinha um Sneasel que fatiava os legumes com velocidade, um Licktung provava as comidas com velocidade e aspirantes a cozinheiros tropeçavam com frutas por todos os lados.
Do lado de fora, as pessoas acompanhavam secretamente o estado da situação por um telão. Todos riam enquanto os coordenadores nem sabiam que eram filmados.
Lukas não pensou duas vezes, lançou Akebia e Panetto, seus dois melhores cozinheiros, para que juntos eles planejassem aquilo que Fantina mais adorava: A comida de sua terra natal na romântica Cidade da Luz. A Roserade sabia muito bem como criar pratos exóticos, enquanto o Gastrodon era excelente para elaborar alimentos para muitas pessoas ao mesmo tempo.
— Vamos lá, galera. Sei que juntos conseguiremos criar algo melhor do que jamais imaginei! Nossos amigos sempre elogiaram nossa comida, agora está na hora de pularmos para a próxima fase. Vamos mostrar ao mundo essa capacidade!
O Gastrodon era ágil em preparar seus pratos, e ao seu lado Marley preparava tudo com calma e concentração demonstrando muita dificuldade em lidar com as chamas do fogão.
— Ahh, não... Nunca pensei que eu teria que preparar um almoço para alguém...
— Por que não utiliza seu Arcanine? — perguntou Lukas.
Marley estranhou.
— Mas ele é grande, forte e bruto... Eu o utilizo em combate, como um Pokémon como ele poderia ser utilizado no preparo de pratos finos e sofisticados...?
— Às vezes você precisa correr riscos para descobrir coisas novas, Marley.
A garota decidiu correr o risco, e de fato descobriu que seu imenso Arcanine tinha um grande olfato e paladar para lidar com comida, o que a impressionou e ajudou muito ao agilizar o processo com suas brasas particulares. Lukas ainda corria de um lado para o outro auxiliando Pokémons e os demais coordenadores.
— Misture isso direito! Mais açúcar! Experimente canela. Coloque um tempero diferente na carne. Diminuia a quantidade de tempo no fogão. P-Panetto, só tome cuidado com o sal, hein? Akebia, fique longe do fogo, suas pétalas vão queimar!! Marley, mande seu Arcanine dar uma maneirada no fogo. Adorei o toque o final.
As pessoas riam, e a comida vinha aos montes. Fantina e alguns outros juízes foram servidos, mas o principal era que pessoas da própria plateia experimentassem. Luke entrou na frente para ver o que seu irmão havia preparado.
— Licença, licença! Eu provei a comida desse pivete a viagem toda cara, deixa eu ver se ele repetiu a mesma coisa de sempre ou conseguiu inovar... Olha que vou ser crítico, beleza! De comida eu manjo! — Luke experimentou um bolo de mil folhas feito de massa folhada e recheado com creme, não escondendo a reação. — C-Caraca... Essa coisa está... foda demais!
Lúcio surgiu do meio da plateia e empurrou seu rival para o lado.
— É claro que tu vai falar isso, você é irmão dele, aposto que está roubando ao seu favor — respondeu Lúcio, intrometendo-se na fila e provando um pedaço. Sua expressão mudou no mesmo instante. — M-Mas que diabos você fez com essa comida, moleque? Está... Gostosa demais...
Fantina adorou provar um pouco da comida que ela julgou ser um Blanquette de Veau, mas nem mesmo ela sabia ao certo.
— Fantastiques! E quem criou este prato com gosto de defunto?
Todos olharam para Marley.
— Que audácia, que sutileza! Vocês todos foram aprovados, e com toda certeza o púbico agora poderá concentrar-se em avalia-los de barriga cheia. Vamos à próxima competição? Danser!!
— Dança? — Lukas sussurrou.
Era possível ouvir alguns murmurarem: Essa vai ser fácil, pelo menos algo semelhante aos velhos esquemas. Mas a líder não estava disposta a deixar as coisas fáceis, Fantina balançou suas mãos de um lado para o outro e depois fez um estranho movimento ao cruzar os braços.
— Desafio número 2! Dança? Eu quis dizer Dança de Rua!
Marley olhou para Lukas e deu uma risadinha, lembrando-se da vez que os dois haviam se perdido em Veilstone e acabaram se envolvendo com uma gangue que lhes ensinara muito sobre as competições de rua. Aquilo reviveria os velhos tempos, e a multidão mal poderia esperar para ver como seria.
— Karl, Lyndis! O que acham de fazer aquilo que vocês fazem de melhor?
Lukas parecia preparado para tudo. Sua Infernape rebolava e requebrava até o chão com suas pernas torneadas, enquanto aquele Togetic invocado tinha todo o ritmo para danças de rua daquele estilo. Era cômico observar Pokémons todo certinhos e engomados tentarem algo diferente, mas acabou saindo de tudo, desde uma valsa voltada para o ritmo de hip-hop até grupos de até seis Pokémons que deram verdadeiros shows na arena.
Fantina aplaudia de pé. Luke gritava para seu irmão e o público começava a ficar ainda melhor. Havia flashes para todos os lados, pessoas do alto dos prédios assistiam tudo de camarote resultando em uma plateia que nenhum salão poderia suportar.
— O que acham agora de uma competição que mostre sua bondade ao próximo? É o desafio número 3! Vamos ver como vocês se saem lidando com o público, interagindo com ele e impressionando-o. M'impressionne, okay?
Eram muitas ideias e atitudes, todas acontecendo ao mesmo tempo. A criatividade simplesmente surgia e os coordenadores precisavam sair correndo pela cidade. As pessoas abriam caminham e eles vasculhavam todos os cantos em busca de inspiração. Era uma sensação diferente, não era nada como planejar tudo e colocar em prática aquilo que deveria ser feito. Eles faziam o que sentiam que deviam ser feito, e acabavam descobrindo um lado particular que nunca haviam imaginado.
Dessa vez Lukas lançou Eva e Marco para o auxílio. O Mothim recolheu flores enquanto a Eevee ajudava com todos os envelopes e papéis utilizados. Tinham trinta minutos para preparare m um lindo buquê que foi entregue nas mãos de Dawn, que surpreendeu-se com aquilo mais do que o esperado.
— P-Para mim?
— Você esteve ao meu lado até hoje, cuidando de mim e dando toda a atenção necessária como uma irmã mais velha. Obrigado por tudo, Dawn, eu te adoro.
A moça quase veio ao chão a ponto de desmaiar de emoção. Seus olhos deixaram algumas lágrimas de felicidade caírem enquanto as pessoas ao redor gritavam:
— Beija, beija, beija!
— Qual é, ela tem namorado, pô! — gritou Luke em resposta.
— Beija os dois!! — e as brincadeirinhas continuavam.
Uma rosa foi levada para Fantina, que agradeceu o gesto com delicadeza. A moça prendia a flor em seu vestido enquanto conversava com os demais coordenadores que se aglomeravam ao seu redor,
— Muitos homens já não se lembram da importância de entregar uma flor à uma mulher... De fato, elas morrem e secam, mas a felicidade ainda dura aqui dentro, le cœur.
Assim que a rosa ficou bem presa, a juíza suprema da competição apontou para o alto e soltou um grito entusiasmante.
— Vamos lá, desafio número 4! Combinação de golpes!!
Provavelmente todos estavam esperando por aquilo, e era agora que os coordenadores voltavam a lidar com aquilo que já dominavam. Tinham a cidade toda para improvisar, Lukas selecionou seu Riolu e Pachirisu para colocar em prática alguns truques que vinha treinando. Tom Sawyer era ágil, e Watt marcava presença com seus raios e faíscas que encantavam tanto os juízes.
— Pachirisu, suba no alto do poste e utilize o Discharge! — ordenou Lukas.
O esquilo saltou para o alto e ficou receoso de liberar uma descarga elétrica tão forte e com tantas pessoas ao seu redor, mas lembrava-se de como aquele truque funcionava. Os raios foram disparados, e nesse instante o pequeno Riolu utilizou de sua aura para controlar as faíscas que planavam no ar como se fossem vagalumes brilhantes em plena luz do dia.
Aura Sphere e Discharge, que combinação incrível para Pokémons tão pequenos! — elogiou um dos juízes.
O mais interessante daquele desafio era que Pokémons estranhos fizeram presença. Criaturas grandes e robustas, que normalmente não teriam cabido nos salões do Contest Hall. Pessoas filmavam e aplaudiam as batalhas que eram realizadas em uma avenida que fora fechada somente para que o evento acontecesse. Aquilo liberava todos da rotina maçante da vida, era impossível não sentir-se interessado ou pelo menos ir até lá para dar uma olhada.
O desafio número 5 era ainda mais desafiador, e provavelmente um dos últimos. Estava na hora da batalha.
— Ei, Marley. Importa-se de participar dessa comigo?
— Eu adoraria... Será uma luta muito interessante, e eu também venho me preparando para isso desde que nos conhecemos... Eu encontrei meu caminho nos Contests, e adorei isso tudo. Mas tenho medo de saber como tudo acabará quando isso terminar... Eu não queria que terminasse.
Marley abaixou seu olhar e voltou a observar seu amigo. Ela juntou as mãos e entrelaçou suas pernas num gesto tímido e sem graça.
— Só me diga uma coisa, você promete que...
Lukas esperou uma resposta.
— Sim?
— Promete que nunca vai se esquecer de mim...?
Lukas segurou nas mãos da rival e beijou-as de maneira delicada.
— Prometo que você sempre fará parte de minha vida. Aceita?
Marley sorriu, e juntos eles lançaram seus Pokémons. No campo de batalha estava um magnífico Honchkrow ao lado de uma Milotic, enfrentando um suntuoso Arcanine e um precipitado Jolteon.
Aquela foi uma batalha de tirar o fôlego onde Al Capone e Milena souberam muito bem como lidar com suas vantagens e desvantagens para adquirir a atenção. O velho Arcanine de Marley era sábio e poderoso, enquanto Jolteon tratava-se de seu braço direito conseguindo muito bem driblar os inimigos ao completar as fraquezas de seu parceiro.
Nenhum deles atacava para machucar. As cortinas de fogo feitas pelo Heat Wave do Honchkrow criavam uma névoa vermelha que era encoberta por um anel d’água feito pelo Water Ring de Milotic. Com o Agility de Jolteon e o Extremespeed de Arcanine os Pokémons davam um show de velocidade de maneira que nem mesmo os olhos conseguiam acompanhar.
Aquilo sim era uma apresentação, aquilo sim era um espetáculo que um coordenador deveria fazer. Por um momento Lukas ignorou completamente o fato dele competir por sua quinta e última fita. Ele nem imaginava como os juízes fariam para avaliar os competidores, mas estava adorando. Sentia-se novo mais uma vez, sentia-se um coordenador do mais alto nível de existência.
Ao término das batalhas, até mesmo Fantina estava exausta.
— Oh, nossa, estou extasiada somete de assisti-los! Mas não pensem que este é o fim... Está na hora do desafio final, o mais desafiador de todos. Coordinateurs, estão preparados?
Lukas e Marley se entreolharam, assentindo com a cabeça. Os demais coordenadores também estavam exaustos, e acima de tudo curiosos para saber o que seria aquele desafio final. Já haviam se passado horas de evento, e algumas pessoas haviam até mesmo cancelado seus compromissos somente para assistir às finais do espetáculo.
Fantina ajeitou-se em sua cadeira, esticou os braços para os lados abrindo-os como se desse as boas vindas à missão final, aquilo que definiria a carreira profissional de todos que lutariam por um sonho em comum. A líder sorria ao falar:
— Surpreenda-me.

Lukas engoliu seco. O que era aquilo? Por que era tão vago? Como ele esperava surpreender uma das juízes mais renomadas do mundo? Eram tantas ideias que passavam em sua mente que naquele instante foi como se cada um deseus Pokémons sussurrassem em seu ouvido:
— Use a criatividade! — afirmou Watt, seu Pachirisu.
— Prove de todos os perfumes da vida, e use um novo a cada dia — disse Akebia.
— Viaje o mundo, conheça pessoas novas, prove um pouco de tudo, erre bastante e também ame de montão! — encorajou Panetto.
— Pense na sutileza, na beleza e no brilho das competições — afirmou Milena.
— Estaremos aqui para apoiá-lo. Coloque em prática tudo que aprendeu — continuou Al Capone, o Honchkrow da máfia.
— Vá além de seus limites! — disse Lyndis animada.
— Faça aquilo que ama, cara — acompanhou Karl, o Togetic.
— Com grandes poderes, também vêm grandes responsabilidades. — disse Marco. — Não, pera...
— Suba lá e dê um verdadeiro show, chefinho! — disse Eva com seu jeitinho.
— Surpreenda muito mais que os outros, sô! Supreenda ‘ocê mesmo! — disse Tom Sawyer.

Lukas suspirou fundo e fechou os olhos.
Imaginou-se ali. Viu-se ali. Mas não estava ali, não tinha certeza. Paula caminhava em sua direção vestida como a rainha do universo, e ele, como um ser normal. Repleto de sonhos e desejos ao lado de uma figura tão perfeita que ia em sua direção e lhe esticava a mão com o sorriso mais belo e gracioso do mundo. A palma da mão dela brilhava, e ao tocá-lo, foi como se toda a pureza e a magia do universo o consumisse.
— Eu estive pensando em você — disse Lukas.
— Eu também. Venha, vamos caminhar pelo universo.
Por um instante não existia mais nada. Não havia Luke. Não havia Marley. Não havia Dawn, Cynthia, Fantina, Pokémons. Ninguém. Era apenas Ele e Ela. Os dois caminhavam juntos pelas estrelas conforme o sol brilhava lá distante, explosões surgiam em uma supernova que dava lugar aos astros e à vida num lugar distante somente existente no coração daqueles que acreditassem. Não havia sons e nem movimento. Conforme Lukas andava sentia apenas que seu caminho ia se formando em uma poeira cósmica dirigindo-lhe exatamente ao seu objetivo, e nada mais ao seu redor.
— Paula? Onde você está?
— Estou aqui.
A moça esgueirou-se por trás do rapaz e segurou suas costas com suavidade e delicadeza. Lukas desceu suas mãos até segurar as delas, mas ela havia desaparecido novamente. Virou-se num gesto lento e pôde observar sua deusa ali, dançando em meio ao universo com os astros girando ao seu redor. Sua saia longa balançava com o zumbido de um vento invisível e da suavidade que somente uma divindade seria capaz de dar. Lukas olhou para as próprias mãos que brilhavam.
— Estou sonhando?
— Se for um sonho, não vou deixá-lo acordar.
— Eu estava na competição até agora há pouco, e o último desafio era surpreender a juíza. Eu ainda não sei como fazer isso, não sei como elaborar algo que faça as pessoas perderem descrever, eu só... eu só...
Paula rodopiou suavemente e seus vestido se abriu como os anéis de saturno envolvem seu planeta. A moça levou o indicador até os lábios do menino e pediu silêncio.
— Surpreenda a si mesmo.
Ela deu um toque na testa do jovem que caiu, caiu e caiu... Era como um buraco negro em meio ao paraíso onde Lukas não sabia se poderia voltar e muito menos compreendia o que era aquilo.
Quando acordou estava deitado, seus olhos fixos no vazio branco. Em seu coração sentia uma enorme vontade de liberar tudo aquilo que o repreendera até então. Voltou a sentir tudo que o afligira  e por um instante perdeu as esperanças. Viu de relance a imagem de Paula ao seu lado, e juntos eles encontraram suas mãos que foram escorregando gentilmente pelo corpo um do outro.
Seus lábios se encontraram por segundos que duraram séculos, e a deusa sorriu.
— Espero mil anos para passar por isso, nem que seja uma única vez — disse Paula, tendo sua imagem opaca mesclando-se com as estrelas. — E por todas as vezes que vivi isso, eu faço o possível para aproveitar ao máximo os nossos momentos.
          — Eu penso em você todos os instantes. É difícil de acreditar que já nos encontramos em outras encarnações, e... Eu gostaria de nunca deixá-la novamente.
          — Eu também. Venha. Vamos dançar.


Por muitas vezes ele acordou desejando ser diferente, sentia uma dor estranha em sua cabeça e ficava imóvel na cama. Pensava em seu par perfeito e onde ela estaria conforme o mundo girava loucamente. Ele queria mudar o mundo e torná-lo novo em folha, só para os dois. Queria ter tempo para tudo aquilo, dormindo madrugada adentro conforme o mundo continuava girando. E deixou o dia passar, observando as estrelas enquanto elas se moviam, e percebia que, por fim, fizera a diferença.
Quando Lukas abriu os olhos estava de volta ao centro de Hearthome, porém, o silêncio profundo reinava em toda a cidade. Não era possível ouvir um só murmúrio, e todos olhavam para ele sem exceções. Paula estava ao seu lado, segurando uma das mãos do jovem que olhou para todas as direções tentando compreender o que havia acontecido com ele.
O rosto de Fantina estava umedecido, era claro que ela estava chorando. Foi então que a juíza falou:
— Vocês conseguiram o que poucas pessoas conseguiram até hoje. Oui, vocês me fizeram chorar. Emocionar-me. Vocês me surpreenderam.
Lukas não sabia ao certo o que havia feito, e muito menos o que as pessoas haviam visto. Para ele tudo aquilo havia sido tão real e natural, Paula entrelaçou suas mãos nas dele e as apertou com mais força.
E finalmente a gritaria voltou. Todos aplaudiram juntos, a cidade inteira. Fantina gritou e deu um salto em direção do pequeno coordenador:
Félicitátions!! Vocês estão mais do que preparados para participar do Grande Festival, têm a minha aprovação!!! E muito mais do que isso... Estão prontos para mudar o mundo à sua maneira. Merci à vous tous, (obrigada a todos) jamais l’oubier!!! (jamais se esqueçam disso!)
As palmas continuaram e parecia que ficavam cada vez mais fortes. Era como se toda aquela cidade estivesse ali, aplaudindo de pé um espetáculo para todos. Luke estava pasmo e correu em direção de seu irmão que ainda repetia incansavelmente:
— Cara, o que foi aquilo?! Como você fez aquilo??
— Aquilo o quê? — Lukas sempre fazia a mesma pergunta, mas as pessoas balançavam a cabeça e pela primeira vez não encontravam uma maneira de definir o que haviam visto.
— Foi indescritível.
Fantina acabara por decidir entregar a quinta fita para cada competidor, cada coordenador que tivera coragem de deixar tudo aquilo que lhe disseram que era certo e tentar algo novo, e diferente. Cada um deles havia competido naquele dia para fazer a diferença, ver o sorriso nas pessoas, e mesmo que aquilo não repercutisse no mundo todo as pessoas que assistiriam levariam consigo cada momento.
Lukas olhou bem para a fita, a última de todas que ele precisava antes de completar seu maior sonho. Cada uma era adornada em cores especiais como se tivesse sido feitas sob medida, a de Lukas trazia a cor lilás, e o mais importante era que aquela medalha em especial era espelhada, trazendo assim o seu reflexo.
E ele percebeu o que havia do outro lado do espelho. Percebeu a diferença que fizera aquele tempo todo, as palavras que foram ouvidas. Seu aprendizado, tudo que ele levaria em sua vida até o fim de seus dias.
No reflexo estava seu rosto estampado, um garotinho outrora tímido e que tinha vergonha de conversar com mulheres, que tinha dificuldade de expressar-se e conhecer pessoas novas...
Havia entrado como criança, e saído como homem. Este era seu maior prêmio, e certamente, uma experiência que ele levaria para a vida toda.

      

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  1. Então, o que comentar?
    Acabei de ler o capítulo e só fiquei olhando (e, claro, babando) a tela do computador tentando processar tudo que aconteceu.
    Mas, pera, o que aconteceu? Pra mim, o que acabei de ler foi, com certeza, um pedaço de uma obra de arte. Puta que Pariu! kkk! (desculpe-me pelo xingamento, mas há momentos que necessitam). Se a qualidade tá assim no último Contest, que me fez ficar de queixo caído e babando, imagina o Grand Festival? No mínimo, magnífico. Maravilhoso e fodástico, claro! kkkkkk!
    Mas tá de parabéns, Nicolete. O senhorito fez um capítulo, sem sombra de dúvidas, perfeito. Sem deixar de lado que mostrou que no Grand Festival vai ter Marley, o que é uma ótima notícia pra quem gosta de ver a briga Marley/ Vivi.
    Ah, e que saudade da Vivi. Destruidora armageddon, cadê tu? kkk!
    E ainda, senhorito Canas fez questão de mostrar o lado "humano" (ia colocar múmia, mas em respeito ao autor e seu relacionamento com a dita cuja, preferi não) da amada por Canas, FanFan. kkk!
    Tá, tô meio, assim, sem nada o que fazer agora! kkk! Depois disso, é só rezar pra que o Canas solte mais capítulos esse final de semana (sou chato até o fim, mas a esperança é a última que morre, né? kkkkk!). Tô muito doido pra ver mais capítulos fodásticos! kkk!
    Na verdade, tá é sendo muito difícil imaginar o que começará no próximo capítulo. Sério. Se o resto for desse nível pra cima, Puta que Pariu! kkkk! (perdoem-me pelos xingamentos, mas tem coisa que só é dita com um palavrão bem dito com muito sentimento. kkkkkkk!)
    Vou me indo, tentando arranjar alguma coisa pseudo-interessante pra fazer nesse resto de sexta... kkk!
    Adios,
    Moacyr

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  2. Diga ae, Grande Moa! Ehh meu caro, eu esperava causar justamente essa sensação, de algo que deixasse as pessoas sem nem entender o que havia conseguido, e que talvez somente a imaginação mesmo saberia como descrevê-la! Cara, meus Contests são uma das coisas mais estranhas possíveis, eu nunca planejo nada, as coisas acabam saindo assim de maneira natural, mas dessa vez precisei sentar e pensar. Pedi ajuda para a Litos que me ajudou muito dando essa sugestão de inserir tudo que já foi mostrado, dança, culinária, cada Pokémon que fez a sua parte e colaborou para o Lukas chegar até aqui. Mas cara, e agora??? O que faço para o Grande Festival?? Eu não tenho nem noção rapaz, e quero ver como vai ser para bater esse no quesito de originalidade! O que fazer depois que as pessoas foram surpreendidas? Nós surpreendemos de novo e com mais intensidade? kkkkkk

    Eu odiaria colocar a Marley ou a Vivian perdendo em uma final, quero guardar esses duelos para quando eles realmente forem decidir o destino de cada um. Admito que eu queria colocar a Vivian nesse episódio também, mas aí ele ficaria ainda mais longo, e eu também tenho meus truques guardados para quando nossa ruivinha for voltar... E preparem-se, porque 81 é o número que diz adeus à Hearthome de uma vez por todas! Cara, até agora essa dezena de episódios só têm trazido coisa boa, nem eu sei se vou aguentar de emoção kkkk Rapaz, e eu queria mesmo ter feito mais comédia pela Fantina, mas vamos lá, ela é divertida quando eu estou perto, mas sabe se comportar e agir como uma verdadeira jurada. Só eu posso chamá-la de Fan Fan agora, já estamos quase assumindo um compromisso kkk (Cruz credo, nem brinca com isso!)

    Obrigadão pelo comentário ae, meu caro. Vem muita coisa boa por aí, mas só não postarei mais nada esse fim de semana porque estarei fora de novo, organizando festa junina da família e cuidando de um monte de criança. Vou contar minas histórias de Sinnoh para eles, vai que eles gostam kk Mentira, farei um caça ao tesouro, então me desejem sorte e muita paciência! A gente vai se falando cara, farei o possível para ir trazendo mais alguns capítulos e especiais épicos. Vou fazê-os adorar o número 8, sempre apostem nele na loteria! kkkkkkk Abração.

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  3. Cara, por que você faz isso com a gente? UHAUHAUHUAHUAHUAHUA

    Fantástico! Sério, pra quem vivia dizendo que não era bom em Contests, você provou 100% o contrário durante toda a fic, e este de hoje foi a cereja no bolo. Sério, você fechou os Contests com chave de ouro, e temos agora apenas o Grande Festival pela frente. Foi absurdamente espetacular, esplêndido! Cacete, agora eu estou sem palavras! O que você fez?

    Você definiu um novo conceito para essas competições. Deixou toda aquela erudição e as coisas frufru costumeiras de lado e focou em fazer algo que realmente saísse do clichê e despertasse a atenção dos leitores. Eu sinto muito cara, mas hoje você vai receber de mim um comentário horrível e confuso, porque eu realmente não tenho o que dizer. Apenas que esse foi o melhor capítulo que Contest que eu já vi! O melhor!

    Champz, na boa, não fala mais comigo! UHAUHAUHUAHUAHUA Mentira, era só zoeira. Mas... AH NOSSA! Eu realmente estou sem palavras. E também não sei explicar o que o Lukas e a Paula fizeram ali, mas sinto como se eu tivesse presenciado a cena e visto tudo, mas ainda não sei explicar. Sério mesmo. UHAUHAUHUA Será que eu tô drogado? Não, não curto essas coisas. Eu sou de Deus. AUHAUHUAHUHAUHAUHUA Crack, tire essa pedra do seu caminho.

    Enfim cara. Eu tô eufórico! UHAUHAUHAUHUAHUA PUTZ MANO, DÁ PRA SAIR PELA JANELA E VOAR RUMO AO INFINITO! Que venha o Grande Festival em breve! Parabéns cara, só isso. Parabéns!

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  4. Cara, receber o elogio de alguém que já escreve assim sempre é um desafio! Eu gosto de pensar em vocês da equipe como a galera mais crítica, sempre preciso dar meu melhor para surpreender outros pontos de vista de pessoas que também têm as suas perícias, e tu sabe, Contests nunca foi a minha kkkk Mas olhando hoje, cara, é estranho pensar que escrevi 5 deles onde em cada um fui melhorando cada vez mais e mais. E aprendendo cara, principalmente aprendendo... Acho que no fim das contas era isso que o Jean queria nos ensinar, era essa essência que ele sempre quis que eu percebesse.

    Rapaz, para deixar alguém sem palavras é porque a coisa foi de outro mundo, e realmente foi! kkkk Cara é muito show ver essa expressão em vocês, sinto a sensação de dever cumprido. Muito obrigado por todo esse apoio que você vêm me dando, parceiro. Ainda quero trazer mais episódios que deixem vocês sem ter o que falar. Olha a Vivian, o Grande Festival, a luta contra o Volkner, a Liga... Nossa, são poucos capítulos para tantas coisas que ainda estão em aberto, mas de pouquinho em pouquinho com toda certeza eu irei ligar cada um desses pontos! Muito obrigado pelos elogios e pela presença rapaz, você já tem seu camarote reservado para o Grande Festival kkk See ya!

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  5. Lembro-me de que você havia dito que teve que para de escrever AES por um tempo porque não tinha noção de como escrever um contest.Só tenho uma coisa a lhe dizer: se você não sabe criar um contest ninguém mais na face da terra sabe.

    Em todos o seus capitulo sempre começamos lendo com uma grande expectativa de algo grandioso e inusitado, mas mesmo que passemos a semana inteira tentando imaginar qual será o seu grande trufo você traz algo fora dos padrões.

    Essa mesclagem de inovação, a magia dos contest e a versatilidade de pokemons foram incríveis.Eu pude apenas babar( assim como o Moarcy) e apreciar cada palavra e cada detalhe desse capitulo mágico.

    E o toque final foi o mais interessante.Deixar o leitor imaginar como seria a cena entre Paula e Lukas(poderia ser com a Vivian), só um gênio para reunir todas essas proezas em um só capitulo.

    Apenas tenho que agradecer por me proporcionar esse contest fantástico e eterno.

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  6. Cara. Cara. Cara. Cara. Eu... Não sei nem o que dizer. E reza a lenda que se eu não tenho nada pra dizer, é porque a coisa ficou muito séria. Canas, é como se fosse... Um presente, mas não foi só pra mim, foi PRA TODO MUNDO! Foi simplesmente PERFEITO.

    Sério, pra mim, quando tu fala que não sabe fazer Contest, é modéstia! Repito, foi simplesmente PERFEITO!

    Ah, me lembro quando eu pegava minha bola de futebol e ficava batendo na parede (Na verdade, eu faço isso até hoje. É assim que imagino minhas histórias, sejam fanfics ou mentais.), e simplesmente imaginava contests épicos com personagens criados, imaginava as combinações mais bizarras, imaginava o resultado delas e apenas... Flutuava nesses meus contests imaginários.

    E você fez isso! Mas no formato de letras, conseguiu fazer algo que eu nunca consegui fazer: Transportar essa sensação que eu tive tantas vezes para o pape... Para a T
    tela, quero dizer!

    Sabe aquilo que você sente ao zerar um jogo MUITO querido, em que você se apaixonou pelos personagens? Sabe aquilo que você sente ao ouvir uma música bonita? Sabe aquilo que você sente ao acabar de ler um livro absolutamente fantástico? Sabe aquilo que você sente ao se imaginar nos lugares mais incríveis e impossíveis? Foi isso que eu senti ao ler esse capítulo.

    Cada letra de cada palavra me deu a oportunidade de sentir isso. Então, Canas-Kun-Sama-Senpai, eu... Te agradeço!

    Lorena vai ser uma grande personagem no Grand Festival, com certeza, mas cara... Não tô com humor pra falar de vagabun... De garotas chatas nesse momento! Tudo que eu consigo imaginar é esse capítulo!

    Eu concordo com o Gabriel: Esse capítulo foi mágico. Quase como o próprio jogo de pokémon: Você sente a MAGIA dentro de você.

    SAYONARA, CRIADOR DE SENSAÇÕES! O/

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  7. Devo entrar em consenso com todos: Este episodio me deixou sem abosolutamente nenhuma palavra e podes cres que isso é uma coisa extremamente rara de acontecer comigo, tanto que até eu mesmo me surpreendi com isso Canas. E outra vez tenho de entrar em consenso com os outros: Simplesmente Perfeito!!!

    Cara, depois desse episodio vou começar a acreditar em magica... esse capitulo proporcionou sensações incriveis e até mesmo inesperadas.Canas, devo-lhe dar os parabéns por conseguir impressionar não so a mim mas a todos os que leram este capitulo.

    A cada paragrafo uma surpresa.Devo concordar eque você faz coisas muito imprevisiveis e assim mesmo, coisas que podem tocar os corações daqueles que leem.

    Quer saber, quem precisa do Tolkien de Senhor dos Aneis, Quem precisa de Rick Riordan de Percy Jackson e as Cronicas de Kane, Quem precisa de Oliver Bowden de Assassins Creed, Quem precisa de Jeff Kinney de Diarios de um Banana quando você pode ter Canas Ominous autor da melhor fic que ja li: Aventuras Em Sinnoh!!!

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  8. Bem, Canas-kun, preciso nem falar que você deu show né? Nunca curti muito os contests, sempre achei meio gay, mas olha aee, vc surpreendeu cara! Foi simplesmente FODA! Você conseguiu trabalhar bem a personalidade de todos os pokemons do Lukas e fazer esse capítulo extremamente perfeito cara! Só espero que tenha uma idéia tão surpreendente quanto, ou mais, pro grande festival, porque essa foi uma cartada de mestre, só não deixe cair o nível! ^^
    See ya Canas-kun

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  9. sou novo nesse blog e por esse capítulo não achei ruim

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  10. Diga ae, galera! Poxa gente, muito obrigado pela repercussão que vocês deram, é bom voltar de viagem e ver que o povo aplaudiu de pé um projeto há muito tempo planejado. Eu fiz o possível para que fosse uma última competição digna, olha aí, estaremos nos despedindo de algo que vêm sendo construído desde os primeiros dias do Aventuras em Sinnoh! Tenho uma história legal para contar ainda por cima... O Capítulo 12 foi o primeiro Contest que escrevi na vida, e esse episódio também é marcado por ter sido aí onde a fic parou por 1 ano enquanto eu ainda estava no Nyah com o Little Celeby. Quando eu mostrei o capítulo para ele, cara... Ele amou, e me elogiou muito! Desde aquele dia fiz o possível para aprender mais, e de certa forma, percebi que os Contests significam muito para mim por terem significado essa transição para o mundo dos blogs. E aqui estou eu, terminando o último deles depois de cerca de 3 anos.

    Aos velhos rostinhos que voltaram a aparecer por aqui, obrigado pelo apoio galera, e ainda desejo as boas vindas aos novos leitores que surgiram, de modo que os futuros capítulos ainda possam providenciar muita diversão e surpresas. Espero poder encontrá-los por aqui nos próximos capítulos, do 80 em diante tenho muita coisa planejada, e pelo menos até o fim das férias teremos umas surpresas incríveis que irão matar a saudade de tudo que vocês adoram (Vivian, cof, cof) e ainda fechar algumas histórias que estavam em aberto desde a primeira temporada.

    Olha, uma coisa que o Chaios comentou e que eu terei dificuldade em fazer é surpreender mais uma vez no Grande Festival. Eu disse que costumo planejar meus Contests de última hora, nunca fico meses pensando nisso, as idias simplesmente surgem como um improvisado, que nem o Lukas falou. E agora para o Grande Festival, o último de verdade... Rapaz, isso sim será um desafio, mas farei o possível para criar algo épico. E se não for no Grande Festival, será na Liga Pokémon que acabará inserindo tudo isso e criando algo mais incrível ainda, isso eu garanto! Mais uma vez agradeço os elogios, vocês sabem captar exatamente o que eu procuro mostrar com Sinnoh. Tento transmitir uma lição, uma mensagem, algo a ser aprendido. Não é como ler um capítulo só para ver o protagonista ganhar a última fita, é compreendê-lo. É a mágica das palavras que quando você encontra, dificilmente deixará de acreditar. Abraços ae, galera!

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  11. Canas... Indescritível! kkkk

    Sou do tipo que dá uma lidinha nas Notas primeiro, e para ser sincero eu fiquei um tempo fitando o capítulo, sem lê-lo, apenas observando o título e refletindo sobre as Notas e comentários. "O que este capítulo tem de tão surpreendente?". "Como o Lukas irá inovar novamente?". "Como conseguirá ser ainda melhor que as outras competições?". Mas eu fiquei sem palavras, porque tudo o que disseram estava certo. Cada linha do capítulo esteve perfeita, cada descrição... Cara, impressionante. Eu fiquei pasmo kkkk

    Adorei o fato de que o Lukas tenha inovado, mas sem precisar fazer nada novo. O brilho do capítulo foi ele fazer o que sempre fez, que foi mostrar o melhor de seus Pokémons, e cada qual fazer aquilo que sabe melhor. Aquela cena em que cada um aconselhou seu treinador foi simplesmente épica, eu adorei. E aquela cena com a Paula... Man, não poderia ter sido melhor. É como se eu imaginasse o que eles viram, mas não precisasse saber exatamente o que aconteceu. Canas, simplesmente perfeito. Fico com grandes expectativas para o Grande Festival, tenho certeza que será épico (algo que eu também usei para descrever a liga kkkk). Perfeito. Surpreendente. É assim que eu defino esta competição. Você está de parabéns (:

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  12. Cara...... Que palavras eu uso para descrever o que foi esse capítulo? Sim, eu estou completamente sem palavras. Eu to tentando organizar minha mente, mas, depois desses momentos finais, eu simplesmente não to conseguindo.
    Bem, vamos tentar. Quem diria que o querido Lukas teria seu momento de insegurança? E, em si, era uma insegurança meio sem sentido, afinal, como se preparar para surpreender? A gente surpreende justamente por não ser o planejado, oras xD
    Paula <3 Sempre tão calma, meiga, sábia.... (ela tá me lembrando de uma personagem minha, btw (sei que tu tava sentindo falta de me ver falando isso -qnqnqnqn)) Confesso que quando ela falou que seriam lembrados sobre o que era ser um coordenador, não esperava algo tão grande quanto essa completa quebra de rotina! E justamente por isso foi genial! Fantina, eu já te adorava, mas acho que estou te adorando mais <3 E BEM FEITO PRAQUELA BITCH RECALCADA, HAAAAAA!
    E, de fato, foi incrível ver a competição na rua, com o público do dia-a-dia da cidade. Os coordenadores deixaram belo, incrível, extasiante e tantas coisas mais um dia que deveria ser comum para quem andava pelas ruas.
    Okay, sobre o desafio final. God damnit, ainda não consigo falar. Foi algo.... indescritível. Essa talvez seja a palavra perfeita. Acreditaria se eu dissesse que, por um momento, me senti como o Lukas, admirando o espaço, as estrelas, as supernovas? Pois é. Essa parte final me deu uma paz que não consigo explicar. Confesso que umas lágrimas me escaparam, mas eu tava com um sorriso tão bobo que ninguém duvidariam que foram de encanto, de alegria.
    Alguns comentários atrás, eu disse que ser coordenador, de certo modo, tem suas similaridades com ser escritor. E posso dizer uma coisa, meu caro amigo? Você, como o Lukas, também se fez ouvir. Mudou o mundo a sua forma. Acredite, AeS mudou muita coisa em mim. Não só AeS; Dark Curse, Ghost Curse, Burning Love (sim, eu ainda lembro todas, cada cena!). Todas mudaram algo dentro de mim. E aposto que não fui a única leitora a sentir isso.

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