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20.000 Léguas Submarinas [Livro]


Minhas leituras mensais se revelam cada vez mais gratificantes, e aos poucos vou conseguindo comprar grandes obras das quais sempre ouvimos falar, mas eu ainda não tinha total conhecimento. Este mês ganhei de presente um livro que eu já buscava há anos, minhas irmãs me deram depois da bienal em São Paulo. Era a série de Ouro para Vinte Mil Léguas Submarinas, uma das obras literárias mais famosas do escritor Júlio Verne, publicada pela primeira vez em 1870. Como de costume, ao terminar a leituar gosto de pesquisar mais sobre o assunto e o autor, o que acarretou em uma série de informações sobre a vida deste fabuloso escritor. Nos últimos anos de sua vida, Verne escreveu muitos livros sobre o uso errôneo da tecnologia e os seus impactos ambientais, sua principal preocupação naquela época. É considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.

É uma literatura para poucos, com linguagem altamente minuciosa e técnica pelo menos nessa versão que li, a leitura da obra nos proporciona uma viagem e visão das cenas tal como o leitor realmente estivesse realizando a aventura na companhia de um especialista, pois ela é toda narrada em primeira pessoa pelo Professor Aronnax, e devo dizer que em alguns dias de leitura nunca fiz tantas descobertas sobre o mundo submarino, a sensação é de realmente embarcar nessa viagem com um gênio de seu tempo, sempre em busca de conhecimento.

A possibilidade de visitar a mente de Júlio Verne (que vislumbrou a possibilidade da existência de uma máquina como um submarino antes do mesmo existir) e a descrição de territórios, paisagens e espécies de todo o mundo, são só dois dos muitos pontos fortes desse livro. Apesar do gênero tratar-se da ficção científica você lê muitos trechos com os olhos de alguém que aparenta ter viajado para todos aqueles pontos misteriosos do oceano, quando na verdade Verne nunca saiu da França, onde nasceu. É possível que todo o diálogo científico possa em certos momentos cansar o leitor, mas ao se compreender a intenção do autor, percebe-se que nada no livro é exagerado. Eu, como um grande apreciador de geografia e das vastas imensidões do oceano, acabei por me deleitar com informações que mais se assemelham à um Diário de Bordo, além de apenas proporcionar uma leitura prazerosa e interessante ainda nos ensina muito sobre os oceanos e criaturas que nem imaginávamos já terem sido catalogadas, especialmente há mais de um século atrás.

O Capitão Nemo tem fama de ser um dos personagens mais enigmáticos da literatura. Comandante do submarino Náutilo, era homem de poucas palavras e muita ação. Alguém que, devido a uma grande decepção, corta laços com a humanidade e endurece o coração. Júlio Verne o descreve como autoritário, quase um tirano; frio, do tipo que não deixa transparecer emoções; e cercado de segredos. Viajando a bordo do Náutilo estão o naturalista Aronnax, o criado Conselho e o arpoador Ned Land, que ora se sentem fascinados pelo capitão, ora o desprezam. Ninguém fica impune ao capitão Nemo, um homem cheio de nuances psicológicas.

Para o leitor de hoje, muitas das paisagens descritas por Verne podem parecer exageradas ou pouco condizentes com a realidade. Mas vale lembrar que o livro é do século XIX, quando ainda existiam terras por explorar, locais onde o europeu burguês do período acreditava viverem todo tipo de gente exótica. O que fugia do padrão europeu e cristão do período era exótico, estranho e bárbaro. Do Pacífico ao Oceano Índico, do mediterrâneo aos mares polares, do atlântico às profundezas abissais. É uma viagem surpreendente, e em menos de 10 meses os personagens parecem revelar todos os tesouros e segredos que as águas podem ocultar. Desde a descoberta de Atlântida à aparição de uma figura que se assemelha ao Kraken ou à uma lula gigante muito antes de sequer imaginarem que elas existiam, a imaginação de Verne é surpreendente, e como uma das grandes obras que venho lendo nesse ano descubro cada vez mais o motivo desses escritores serem tão consagrados. Recomendadíssimo! Mas não escondo que há a necessidade de interessar-se muito pelos oceanos e seus mistérios para apreciar a leitura, caso o contrário, tenha em mente que as paradas em terra se limitam à dois ou três capítulos, de forma que todo o resto passe por longas análises e descrições das águas bravias e os fenômenos que a circundam dentro do fabuloso Náutilo. É uma leitura agradável,  à medida que ela progride você passa a sentir-se na mesma situação dos personagens, embora a curiosidade e os mistérios que rondam o Náutilo o prenda até as páginas finais que completarão as 20.000 léguas.


Podemos enfrentar as leis humanas,
mas não podemos resistir às leis naturais” — Júlio Verne.

Doodle do Google, em homenagem à Júlio Verne

Sinopse: O mistério que sempre envolveu o mar e o desafio que as profundezas marítimas exerceram em todas as épocas sobre os homens, desejosos de as conquistar, são temas eternos que alimentam a imaginação mítica de todas as gerações.  A história se dá quando jornais de todo o planeta começam a alardear a aparição de uma gigantesca criatura submarina que vêm naufragando as maiores embarcações de vários países, uma comitiva é formada em busca do perigoso "cetáceo", e dentre os tripulantes estão o professor Aronnax, um entusiasmado naturalista; seu companheiro e fiel amigo, Conselho, um habilidoso classificador de espécimes; e o arpoador Ned Land. Aronnax, Conselho e Ned vão parar dentro do submarino por acaso. Após um naufrágio, eles são salvos pelo capitão Nemo, mas o preço é alto, uma vez a bordo da estranha embarcação, jamais poderão sair de lá novamente. São prisioneiros, mas tratados como hóspedes, e junto com o capitão Nemo e sua tripulação, viverão aventuras incríveis no fundo do mar e na costa de países exóticos, onde o submarino faz paradas ocasionais. Uma leitura apaixonante de um dos maiores mestres de antecipação científica.

 
Escritor: Júlio Verne;
Título Original: Vingt mille lieues sous les ;
País: França;
Gênero: Ficção Científica, Aventura;
Lançamento: 1869;
Editora: Martin Claret, Série Ouro;
Tradução: José Gonçalves Vilanova;
Páginas: 398 páginas.
Rota percorrida pelo Náutilo, no oceano Atlântico e Pacífico, respectivamente.

Notas do Autor (Capítulo 52)

Outubro será um mês macabro para mim, e fim de ano sempre é terrível para os blogs. Visitas caem, todos estão muito ocupados e isso acarreta em uma série de fatores problemáticos nessa época tão corrida principalmente para quem está na vida do ensino médio por conta dos vestibulares. Acabou que essa foi a minha semana de provas, e ainda haverá outra, mas com muito esforço tentei manter algumas postagens durante a semana. Acreditem que eu quase optei por interromper o blog pelo período de 15 dias? É sério, eu não estava conseguindo me concentrar em meus afazeres, e pensei em dar um tempo para Sinnoh, mas depois de alguns minutos de recesso e loucura aqui estou, mantendo o prazo de entrega pela minha empolgação e por cada batalha mais épica que vou escrevendo, uma superando a outra cada vez mais. Mas eu já quis deixar esse aviso, tudo anda muito corrido, por isso as postagens durante a semana diminuirão um pouquinho. Agradeço cada um que se der no trabalho de comentar, esse é meu presente em dias conturbados, e vocês sabem, tudo vem com uma recompensa.

Eu gostaria mesmo de ter feito ilustrações para esse capítulo, mas foi impossível. Provas, provas e trabalhos, sem contar que minha mente tem andado muito dispersa. Dessa vez terei que dispensar os rascunhos que tanto adoro fazer, mas garanto que tenho muitos outros desenhos e personagens para mostrar até o fim do Arco. Tenho pelo menos 20 arquivos guardados dentre Gijinkas e imagens ilustrativas, portanto, preparem-se para se surpreender com criaturas ainda mais épicas e inovadoras! Este será um Arco que vocês nunca teriam imaginado em uma história de Pokémon.

A Estratégia de Lukas
Para quem aprecia o Luke, infelizmente nesse arco ficaremos um bocado longe dele, mas compensamos isso com as batalhas dos Pokémons dele que prometem mostrar porque são os Melhores no que fazem. Um ponto que vocês devem ter ficado confusos é quanto à participação da Dawn nisso tudo. A ideia do Lukas é a seguinte: Ela deveria ir até o laboratório do Professor Rowan e liberar os Pokémons dos irmãos que restavam, ou seja, o Bastiodon, a Gardevoir, a Yanma, o Croagunk, a Eevee, a Roserade e o Gastrodon. Ela não está tomando posse deles, está soltando-os, de forma que qualquer um pudesse capturar. Agora, por que disso? Não quero ultrapassar a marca de 6 Pokémons com cada treinador, é uma regra, e quando tentei quebrá-la não me senti confortável. Agora dei uma volta por cima e juntei o útil ao agradável como forma de mostrar todos os Pokémons da história ao mesmo tempo em uma única batalha, e sem fugir às regras da série que tanto preso. Eles serão os reforços dos Fire Tales, e dentro de alguns capítulos estarão chegando também com o Leafeon, a Glaceon, o Machoke, o Piplup e o Lairon. Ohh, e quando esse grandão chegar vocês verão pela primeira vez do que ele é capaz! Pretendo dar atenção para todos os integrantes, nem que seja pouco, e por isso este é um Arco tão longo. Se você adora um determinado Pokémon, é a sua chance de vê-los batalhando como nunca viu antes.


As Batalhas
Lembro-me de ter dito que as batalhas aqui NÃO funcionarão na mecânica de RPGs, um ataca, espera o outro bater nele, e por aí vai uma disputa que muitas vezes pode ficar monótona e cansativa se o escritor não souber como trabalhar com ela... Dessa vez farei as batalhas com mais dinâmica e intensidade, e já deixo avisado que todas elas serão com os Pokémons em sua forma Gijinka. É como ver humanos utilizando os ataques de Pokémons como seus golpes e skills, será fantástico! Os vilões também se apresentarão na forma de Gijinkas, e por isso posso dizer que esse arco é inteiramente meu, porque pela primeira vez vocês não têm certeza do que pode acontecer com cada um deles. Às vezes esse suspense é interessante, e só para deixá-los na curiosidade já mandei um vislumbre dos oponentes que estão por vir, venho trabalhando nesses personagens há pelo menos 2 meses, e aposto que quando eles se revelarem terá gente que os achará melhores do que os próprios Fire Tales. E não se esqueçam, quando verem escrito Pokémons P.O.V. as descrições fazem jus aos Pokémons em sua forma humana!


Organização do Arco
Estarei inclusive trazendo uma tabela em todas as notas do autor para que os leitores tenham noção mais precisamente de onde se encontram cada um dos Pokémons na base dos Rockets. Eles estão dispersos, é um arco longo e pode se tornar confuso para quem ler só por ler, mas estarei separando cada cena com enorme cuidado e pela primeira vez sinto que não dei preferência para nenhum, e sim, para todos.

Esse Arco é o meu melhor porque ele é autêntico, e eu daria de tudo para poder ter tido a oportunidade de postá-lo em época de férias! Mas sem bremas, e aqui estamos, conto com a participação de todos vocês. Espero que leiam esses próximos capítulos com a mesma intensidade de uma batalha de ginásio, e dessa vez não lhes deixo nenhuma certeza de vitória ou derrota, de insígnias ou fitas. Os vilões que aqui aparecerem virão do Level 50 para cima, e não será um único Pokémon capaz de derrubá-los na maioria das vezes. E aí, vai encarar?

Ah, e por conta dessa tabela pretendo passar a colocar as Notas do Autor após o capítulo. Eu sei, eu sei. É estranho ler um capítulo sem dar uma olhadinha nas notas antes, mas dessa vez será necessário para não revelar tão descaradamente spoilers sobre o enredo, e que de uma maneira ou de outra precisariam ser vistos se o leitor quisesse ler o capítulo. Portanto, começarei a colocá-la embaixo de tudo!

Capítulo 52

Por mais que as ordens de Marshall fossem absolutas, pela primeira vez Lukas sentiu como se não pudesse cumpri-las. Sentar e esperar não era de seu feitio, e ele não estava disposto a apenas aguardar a ruína de sua família ao lado de seus amigos. A mente de Aerus não iria mudar, se ele havia dito que estava disposto a resgatar Luke, então ele seguiria seu caminho até o fim e não havia quem pudesse impedir sua descendência dracônica assumir o controle. O moreno tinha em mãos seus próprios Pokémons e os outros seis de Luke caminhavam livremente como se fossem selvagens, então, como ele seria capaz de chegar até as longínquas ilhas de ferro com uma equipe tão grande?
— Não tenho um plano, e não tenho um barco. Estou perdido neste lugar, mas uma coisa eu garanto, se nos mantermos unidos somos capazes de enfrentar qualquer desafio.
Lukas abriu as duas portas do Centro Pokémon chamando a atenção de todos que ali estavam presentes. Ele estendia-se como um comandante, pronto a liderar seu exército rumo às maiores batalhas com um fim imprevisível. Um líder é um símbolo de esperança para seus guerreiros, e naquele instante Lukas representava tudo aquilo. Ele caminhou em direção de seus amigos e ainda que com palavras receosas veio a anunciar:
— Me desculpem por ir contra tudo que me disseram, mas eu estou indo até a Ilha de Ferro. Não posso sentar enquanto deixo o destino traçar a segurança daqueles que são especiais para mim, eu não poderia viver com esse peso em minha consciência.
Todos ficaram chochados. Dawn levantou o rosto coberto pelas lágrimas, comovida pela disposição do jovem. Lukas abaixou a cabeça um pouco hesitante, tornando a dizer:
— Apesar de tudo, eu ainda não tenho um plano ao certo, e o que tenho em mente só poderá ser feito em conjunto. Sei que sou apenas uma criança, mas é por isso mesmo que preciso da ajuda de todos vocês.
Roark ficou pensativo, pois não aprovava tal ato. Foi então que pôde ver seu pai tocar em seu ombro com um sorriso de determinação. O velho líder voltou-se para Lukas e disse:
— Então, acredito que você precisará de alguém que conheça essa ilha com precisão, assim como um bom barco para transportar todo este exército enfurecido. Ainda carrego traços dos anos em que fui o maior explorador desse continente. Eu o ajudarei!
Dawn tentou levantar-se, prontificando-se de imediato.
— E-Eu não poderia continuar sentada aqui também! O Luke é muito especial para mim, nestes meses em que eu o conheci sinto como se eu não pudesse mais viver estando longe dele. Por favor, Lukas, deixe-me ir também!
A jovem aproximou-se da menina e segurou em seus ombros, pedindo para que ela se sentasse. Lukas passou sua mão suavemente sobre o rosto da moça, limpando algumas lágrimas que escorriam como se ela fosse apenas uma criança que era protegida por alguém mais velho. Na realidade o jovem Lukas parecia ser um visionário para sua idade, tinha ideais de adultos, e apesar de não ser tão maduro a ponto de poder lidar com o mundo elevava seu conhecimento ao máximo quando tinha que proteger os seus amigos.
— Dawn, sei o que está sentindo por dentro, pois o Luke também é importante para mim, ele é o meu irmão. — disse com um sorriso — Eu tenho um plano que pode parecer absurdo para você, mas preciso que fique para me ajudar. Você tem de ir encontrar o Professor Rowan, e pedir para ele liberar os nossos outros Pokémons.
— Como assim? Quer que ele os solte? Mas isso é ilegal! Não é permitido andar com mais de seis Pokémons.
— Eles não serão nossos, estarão andando por conta própria. Solte os meus e os Pokémons do Luke, e então, vá correndo para a Ilha de Ferro. Preciso da presença de toda a nossa equipe para vencer essa batalha.
Lukas se lembrava de certa vez quando ainda era bem jovem e teve uma conversa com Ike, o líder da Elite dos 4. O homem dissera que dependia da confiança de seus Pokémons para segui-lo, muitas vezes nem os capturava, e ainda assim era um dos treinadores mais respeitáveis da região, caminhando ao lado dos Pokémons mais surpreendentes e fiéis. Lukas confiava em sua equipe tanto quanto qualquer outra pessoa, portanto, sabia que seus Pokémons não fugiriam na primeira oportunidade. Eles o seguiriam até onde fosse necessário. Era assim que suas estratégias funcionavam com Murkrow, pois ele nunca o pertenceu, mas sempre se fez presente como o integrante mais leal de todos.
Dawn enxugou as lágrimas disposta a fazer conforme o plano. Deu um forte abraço em Lukas prometendo que faria de tudo para não atrapalhar a missão, em seguida, deu-lhe um suave beijo no rosto desejando que as maiores divindades o abençoassem em eu caminho. Agora só faltava convencer Roark. O líder de pedra abaixou a fronte e retirou o capacete, esticou a mão em direção do Lukas e o encarou de forma arrependida.
— Me desculpe... Por ter perdido a cabeça. Eu não soube agir como um amigo de verdade, e não deveria ter dito aquilo como se eu fosse apenas apenas um conhecido distante. Lutarei com vocês até o fim para trazer o Luke de volta.
Lukas deu um aperto de mão em Roark e todos rapidamente se direcionaram para fora do Centro acompanhados dos Pokémons de seu irmão. Mal fizeram preparativos para uma longa viagem, tinham algumas provisões no barco, mas se aquela disputa se prolongasse para mais de uma semana eles teriam sérios problemas com água e comida. Byron guiou a equipe até um barco particular que ele utilizava para ir até a ilha treinar há alguns anos. Estava em excelentes condições pois havia sido mantido pela marina do local, e certamente seria o suficiente para que todos tivessem uma viagem segura.
Lukas adentrou a embarcação que zarpou como um jato. Ele ainda olhava para trás encarando uma moça que acenava com as mãos leves e a mente dispersa em todos o conflitos das últimas horas, de forma que seu mundo virasse de cabeça para baixo. Dawn ficou para trás a observá-los partir diante da costa. Ela também tinha uma missão a ser cumprida, deveria avisar o Professor Rowan dos planos a serem seguidos e precisava cumprir sua parte na estratégia de Lukas. A menina segurava suas mãos contra o peito pressentindo que algo terrível poderia acontecer, mas naquela situação ela deveria depositar todas as suas esperanças que restavam nas atitudes do jovem amigo. Era a esperança que ainda a movia.

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Entardecia quando os três viajantes podiam observar a Ilha de Ferro no meio do oceano. Já faziam alguns anos desde que Byron a visitara da última vez, mas o velho líder metálico era capaz de traçar detalhadamente cada passagem e esconderijo da ilha. Nunca antes suspeitara da presença dos Rockets no local, e agora queria tirar a prova se o que a polícia international afirmava era verdade ou não. Fazia muito frio, e enquanto Canalave chegava próximo dos dezoito graus a temperatura no meio do oceano parecia cair ainda mais, pouco a pouco cobrindo a vastidão do manto azulado com uma névoa fosca. A embarcação contornou a ilha por cerca de meia hora sem notar nada anormal, Byron guiava os acompanhantes pelas rotas marítimas traçadas, mas a única área que evitava atravessar era onde havia um amontoado de pedras pontiagudas e a maré se tornava mais forte com a lua cheia. Lukas indicou que seguissem para lá.
— Mas pode ser perigoso, não temos visão do fundo. — alertou o velho Byron.
— É exatamente por isso que vamos seguir para este local. Veja bem, não seria a melhor forma de manter-se escondido onde os barcos não podem chegar?
Roark teve de concordar que fazia muito sentido. Seu pai atracou o barco próximo à uma das praias e passou a explorar mais profundamente uma das poucas áreas da ilha que ele não tinha conhecimento. A areia da praia era fina, e com os fortes ventos que vinham da mar criavam tornados que logo se dissipavam em milhões de grãos que se perdiam na vegetação da restinga da praia. Os líderes não tiveram nenhuma dificuldade em fazer seu caminho pelas pedras, estavam muito acostumados, mas ainda assim precisaram ajudar Lukas na escalada. Era possível ver pequenos Pokémons aquáticos se escondendo em suas conchas, enquanto outros Magikarps tolos ficam presos nas pedras quando as ondas batiam. Porém, a ilha estava completamente deserta do sinal de qualquer ser humano.
Byron olhou para as ondas que batiam com força total na costa e comentou:
— Certamente, nenhum barco seria capaz de cruzar essa área rochosa. Se esses criminosos criaram uma forma de adentrar o interior da ilha, então teria de ser por outro método.
Ao seguir caminho logo puderam avistar uma gruta na encosta onde a maré beirava ao anoitecer. As águas estavam altas e turbulentas, e aquele local parecia servir de esconderijo para alguém que conhecia muito de espionagem. A luz agora preparava-se para erguer-se no horizonte como uma dádiva de Cresselia, e as estrelas enviadas por Jirachi pouco a pouco iluminavam o véu alaranjado do crepúsculo. 
Roark e Byron desceram, e logo atrás veio Lukas na companhia de seus próprios e dos Pokémons de Luke, que auxiliavam os treinadores no caminho sinuoso de obstáculos em meio à uma das poucas áreas onde a vegetação prevalecia nos arredores da ilha. Gabite bufava de raiva, e de fato, todos ali presentes almejavam acabar com quem tivesse iniciado aquilo. Eles ficavam desnorteados sem seu líder, mas Lukas era compreensível e tentava ajudar os companheiros de seu irmão. Byron continuava indignado.
— Como nunca suspeitei que este lugar poderia vir a ser utilizado com fins criminosos?  Eles criaram uma verdadeira base militar bem debaixo do meu grande nariz! — indagou Byron frustrado.
— Ninguém era capaz de saber, senhor Byron. E inclusive, imagino que o senhor Riley também não soubesse de nada a respeito quando vendeu a ilha para o Ike. Os Rockets são sigilosos nesse quesito e provavelmente planejaram tudo isso por muitos anos. — concluiu Lukas.
Os dois líderes adentraram na caverna primeiro guiados pela luz de Monferno, em seguida por suas próprias lanternas e equipamentos pré-selecionados. Lukas tinha o auxilio de, simplesmente, os dois melhores exploradores de toda a Sinnoh. Os líderes caminhavam e examinavam tudo com atenção, apalpavam as paredes de pedra e as estruturas de metal agindo como verdadeiros veteranos em meio ao seu próprio território.
— Perfeitamente construída. Não é a arquitetura de nossa região, mas devo dizer que o responsável por essa estrutura fez um trabalho excepcional. — disse Byron dando alguns toques com a picareta na área construída que tinha detalhamentos e sustentação impecáveis.
Roark agachou e checou a terra.
— Eles estão neste projeto há pelo menos quatro anos, presumo eu. Mas este solo não foi muito pisado por... gente normal. Parecem mais patas de Pokémons, e pela organização nem parecem ser selvagens. Deve ser um projeto muito sigiloso mesmo, talvez até contra as leis e as normas éticas impostas pela Liga, por isso tinha de ser secreto. — disse Roark enfurecido — E pensar que eles conseguiram enganar o governo por todo esse tempo! 
Roark notou que havia uma porta que levava para uma escadaria, onde eles estavam aparentava ser uma espécie de saída de emergência, logo, estimava-se que os criminosos não tivessem noção da presença dos treinadores naquela área até então. Roark apontou para a escadaria e voltou-se para seu companheiro:
— Ei, Lukas. O que acha disso? Devemos seguir todos juntos e atacar em conjunto? Lukas?
Roark parou ao notar que o jovem não estava presente. Estranhou, mas logo pôde ouvir passos saindo de dentro do barco, e assim, viram a voz de Lukas que parecia vir de uma pessoa diferente. Surpreenderam-se ao notar que era Luke quem saía do barco, ou pelo menos as vestes dele. Era o jeito costumeiro e recatado de Lukas, mas quem estava ali de pé era seu irmão.
— Então, está na hora de pôr um fim à essa bagaça.
Lukas trajava exatamente as mesmas vestes de Luke. Se alguém não os conhecesse poderia confundir os irmãos gêmeos, e estimava-se que até mesmo Glenn teria confundido os dois. Byron soltou uma risada rasteira ao ver a cena, enquanto Roark aos poucos parecia começar a assimilar o plano do garoto com um sorriso.
— Cara, você está idêntico ao seu irmão! — disse Roark.
— Obrigado. Acho que vou precisar ir treinando algumas falas também. Ele fala meio esquisito, é complicado imitar o jeito das pessoas. Mano. — respondeu Lukas com uma risada singela.
— O que pretende fazer agora? Tem algum plano? — perguntou Byron — Não pretende enganar os Pokémons do seu irmão fingindo ser seu próprio treinador, não é?
— De maneira alguma, — assentiu ele com pressa — os Pokémons do Luke não obedeceriam alguém que não fosse ele, criaturas assim podem diferenciar seus donos pelo cheiro; mas ainda assim, eu faço questão de também desempenhar meu papel nessa batalha e não ficar apenas contemplando.
Lukas lançou seus seis Pokémons presentes, o que resultava em doze no total. Pachirisu guiaria a sua equipe como o representante, também estavam presentes Milotic, Murkrow, Monferno, Togetic e Mothim. Gabite afiava suas garras em uma pedra com disposição de subir aquela escadaria de aço e causar uma imensa destruição, mas eles precisavam ter mais sigilo do que apenas agir sem pensar, eram as estratégias que os dariam vantagem. O garoto aproximou-se do dragão e o convocou para uma conversa rápida. Apesar de não ser seu dono, Gabite o ouvia cm determinação.
— Eu sei que não sou seu treinador e nem espero ordená-lo a qualquer atitude, mas peço que enfrente esse desafio ao meu lado. Você é o braço direito do meu irmão, e por conta disso você é quem está no comando da equipe.
Gabite assentiu, mostrando que compreendia o que aquele humano tinha a dizer. Era como se o dragão insinuasse: Desejo salvar meu mestre acima de qualquer coisa, mas não sou capaz de pensar em estratégias. Guie-me, e eu cumprirei o restante.
— Vou separar minha equipe em duplas. Minha estratégia é dispersar a base do inimigo confundindo seus planos. Se eles não tiverem um plano nós levamos vantagem, então, nosso maior propósito aqui é causar uma verdadeira bagunça. Eles pensarão que eu sou o Luke, enquanto distraímos eles procuramos pelo verdadeiro Luke ao mesmo tempo.
— Me parece uma grande ideia, jovem Lukas. Eles podem estar em seu próprio território, mas se nós os pegarmos desprevenidos eles não terão como revidar. E podemos utilizar o fato da polícia ser o foco da atenção deles nesse momento, causando uma invasão por ambos os lados. — comentou Roark.
— Fascinante, parece que todas aquelas horas jogando tabuleiros e criando estratégias de proteção à fortaleza serviu par alguma coisa! Filho geek. — riu o pai não escondendo um leve empurrão no filho.
O jovem abaixou a fronte e olhou em direção de seus Pokémons. Lukas soltou um longo suspiro, e após olhar para o lado de fora e encarar o céu uma última vez naquele entardecer, disse em voz baixa:
— Quero que sigam daqui para frente sem mim.
Roark ficou estupefato ao ouvir a proposta ousada do garoto.
— Está louco?! Vai sair por aí sem Pokémons para se defender?
— Preciso que pensem que eu sou meu irmão para seguir com este plano, e o Luke está sem nada. Eu sei que meus Pokémons podem fazer isto por mim.
O corvo negro de Lukas saiu das sombras da caverna e pousou no ombro direito do rapaz. Ele provavelmente indicava que não deixaria seu protegido sair daquela maneira sem nenhuma proteção, prometeu ser discreto, mas o obrigava a levá-lo consigo a qualquer custo. Lukas sorriu ao ver a disposição do espião.
— Imaginei que um de vocês fossem querer me acompanhar de qualquer maneira. Murkrow e Monferno. Então vocês dois serão meus acompanhantes e me protegerão do perigo iminente. Quero que todos os outros se separem em duplas para iniciar a invasão, totalizando cinco equipes.
Gabite e Pachirisu seriam os responsáveis por liderarem seus times, enquanto Lukas dava uma missão específica para cada Pokémon bolando uma estratégia e uma rota a ser traçada. Apesar de muito novo o jovem já revelava traços de um grande estrategista, e certamente sabia o que fazer. Para os dois líderes de ginásio indicou a seguinte missão:
— Roark, Byron. Preciso que vocês investiguem a área em volta da ilha e certifiquem-se de que a atenção dos Rockets está centralizada na Polícia Internacional. Querendo ou não, somos apenas três pessoas com doze Pokémons contra um verdadeiro exército sem medições. Podemos estar em desvantagens, mas estou disposto a seguir até onde for necessário para salvar meu irmão.
— Está bem, garoto. Faremos uma análise geral da ilha e veremos o que exatamente esses Rockets planejavam. Garanto que conheço a ilha de ferro melhor do que qualquer cientista por aí, e posso utilizar das passagens discretas que minha corporação utilizava para verificar o que está acontecendo. — disse Byron.
Os dois líderes logo começaram a atuar fazendo seu caminho de volta pelas rochas. Lukas estava com seu Murkrow no ombro, voltou-se para trás e viu seu exército de apenas doze guerreiros; eles podiam ser um número pequeno, mas não eram apenas Pokémons normais, eles eram os melhores no que faziam. O rapaz acenou para a equipe e assim subiu a escadaria para deixar o subsolo em direção do primeiro andar.
Lukas voltou-se para trás e viu seu Pachirisu pular em sua direção de forma inesperada, o jovem até assustou-se e recuou por reflexo, somente então vendo que o esquilo havia acertado um golpe em um Ambipom que foi arremessado para longe com muita força. Lukas não teve nem tempo de perceber o que acontecia, havia uma quantidade enorme de Pokémons que nunca tinha visto. Eram criaturas de regiões distantes, e como um todo eles começaram a atacar a equipe dos Fire Tales que iniciou uma tensa batalha.
O Corvo Negro criou uma cortina de fumaça em chamas formando uma barreira impedindo aquelas criaturas selvagens de continuarem atacando o humano. Acenou para seu dono que viu que as chamas formavam um caminho para uma única passagem, e provavelmente era aquela que seu Murkrow indicava que ele seguisse. Olhou para trás a procura de seus Pokémons mas não os via, só era possível ver criaturas sendo arremessadas para longe e uma tremenda batalha sendo travada. Monferno empurrou seu treinador para que ele se apreçasse, adentrou a passagem com relutância almejando poder ficar ao lado de seus Pokémons, mas não podia. E assim, poucos segundos antes de uma porta de ferro ser fechada, voltou-se para trás e sentiu como se pudesse ver seu Pachirisu no centro de toda a disputa, e em meio àquela batalha apenas desejou-lhe um breve adeus.
 Nos vemos no fim disto tudo, Mestre. — e assim, partiu.

Pokémons P.O.V. (Point of View)

Gabite jazia em cima o corpo derrotado de um Ursaring ao fim da batalha. Os Fire Tales haviam acabado de conseguir tomar controle do primeiro andar, e agora poderiam começar a separar suas equipes com mais calma. Pela grande habilidade de todos os seus guerreiros não houve baixas, exceto por alguns machucados e arranhões em alguns dos integrantes. Não era um batalhão muito grande, mas a presença de soldados de outras regiões surpreendera a todos. Eram guerreiros que não deveriam estar nos arredores de Sinnoh, e para aquilo ainda não havia explicação. O General Duskull caminhou em direção de um Sableye derrotado e assim o examinou de longe.
 Eu conhecia este homem. — afirmou o militar — Mas o interessante é que eu o conheci há algumas décadas em uma região remota. O que será que um soldado honrado de terras distantes fazia agindo nas mãos de criminosos anti-éticos?
Enquanto o fantasma permanecia perdido em suas teorias, pôde ouvir Aerus chamá-lo.
 Ei, General. Então você vai querer dar uma olhada nisso.
Havia outro Sableye idêntico ao soldado caído na mesma sala. Para os humanos todos Pokémons pareciam iguais, mas na visão das criaturas ninguém nunca é igual ao outro. Aquilo levava à uma única hipótese:
 Clonagem? — indagou Mikau, enquanto chutava um dos adversários derrotados que estava em seu caminho.
 Não sei, não faço ideia do que está acontecendo aqui, mas tive a impressão de que cada oponente que aqui derrotamos neste campo não tinham pensamentos, não tinham expressão e nem alma. Era como se todos eles agissem guiados por um único mandado vindo de uma presença superior, e assim, lutaram uma batalha que eles já estimavam não obter vitória. Um triste fim àqueles que tem a esperança morta antes mesmo de avistá-la! — disse o militar.
Castelo voltou-se para trás à procura de Aerus que agora contemplava o horizonte através de uma imensa janela singular da sala, que dava visão para o mar bravio daquela noite. O dragão soltou um suspiro de desânimo ao observar a imensidão azul, sentiu uma solidão como nunca antes havia sentido, seus pensamentos naquele instante eram uma mistura de raiva, vingança e dor. Estava tão perdido quanto qualquer outro, mas agora tinha que agir como o representante de sua equipe, mesmo que não tivesse as qualificações de comando.
Pachirisu deu um salto até ficar ao lado de seu amigo, ele podia notar claramente que Aerus estava chateado com algo. Sua cabeça estava enfaixada por um golpe rasteiro que levara de um dos soldados inimigos, mas nada muito grave. Então, o esquilinho segurou no braço do amigo e perguntou:
 Por que está triste?
 Não fui capaz de proteger meu treinador. — disse Gabite com imenso ódio, apertando seu punho e marcando uma parede ao lado com suas garras pontiagudas — Que tipo de Pokémon faz isso? Que tipo de líder sou eu que nem consigo proteger meus amigos?
 Não diga isso, Aerus. Não foi culpa sua!
— Se ao menos a Titânia estivesse aqui...
Gabite sentiu uma mão a apertar seu ombro de forma severa, ao seu lado estava o General Duskull tão austero e rigoroso quanto qualquer outra vez. O militar voltou a atenção do companheiro e fez com que o dragão o encarasse diretamente no único olho que lhe restava. Aerus desviou, mas o General ecoou sua voz em tom grave e baixo com ainda mais força e rigor:
 A questão é que a Senhorita Titânia não está mais aqui, consegue entender isso? Você é o líder da guilda, e no último momento não serás capaz de guia-los como seu mandante? Um líder é símbolo de esperança, faça jus ao seu título.
Gabite afastou o braço de Duskull e ficou a fitar os outros membros. Nenhum deles estava assustado, ninguém mais era uma criança, e até mesmo Pachirisu entendia o que estava acontecendo. Eles se encontravam em uma situação delicada e aguardavam apenas que Gabite os liderasse rumo à batalha.
O dragão ajeitou os óculos escuros e considerou aquele o último instante que agiria daquela maneira. Voltou-se para o esquilo e sorriu. Os outros agora o observavam surpresos, aguardando que ele se pronunciasse. Castelo tomou o lugar de Aerus e bradou:
 Então, cavalheiro? Quais são as palavras de determinação para seus soldados?
 Bem, eu não cheguei a preparar nada, um discurso me pegou de surpresa. — respondeu o dragão, vendo um sorriso de determinação na voz do militar.
 Então permita-me tomar seu lugar somente por este instante. Nossos homens devem entender que esta não é uma batalha singular, e nós estamos aqui lutando com um único propósito em conjunto.
Castelo reuniu a guilda naquele ambiente hostil. Eles haviam acabado de travar uma tensa batalha e tinham certeza de que os próximos lotes trariam perigos ainda mais ameaçadores. Era naquele instante que eles deveriam manter-se unidos e contar com o auxílio de seus amigos mais do que tudo. O General manteve sua pose, ergueu seu braço como se segurasse uma espada invisível que representava toda formalidade ao brandir a sentença:
 Guerreiros de terras distantes, cavaleiros autônomos e soldados à sua própria causa; meus irmãos. — ele fez uma pausa — Quem imaginaria que um dia nosso aclamado Mestre fosse sequestrado pelas forças malignas desse mundo, que nossa coragem terminasse e que ficássemos dispersos sem ter ao certo uma reação aos fatos que rondam nossa realidade?
O General deu um salto para ficar na altura dos outros e assim continuou:
 Há de chegar um dia em que entraremos em nossa última batalha para defender e realizar os sonhos de outra pessoa, e quando este dia chegar, meus irmãos, poderei dizer que tudo valeu a pena. E realmente valeu, porque somos Pokémons, ou mais do que isso, somos amigos dos humanos. Está é a nossa causa, lutamos e caímos por nossos ideais, assim como eles lutariam e pereceriam por cada um de vocês. Se esta será nossa última batalha, então peço que deem tudo de si e demonstrem porque seremos eternizados. — e assim, esticou a mão para o alto gritando com formalidade e honra ao mencionar àquilo que os movia.

FIRE. TALES!

Todos os guerreiros ali presentes apontaram para o alto com seus punhos fechados e fizeram em sinal abrindo a palma de sua mão que mais lembrava uma chama incandescente que se propagava como uma única. A equipe sentiu-se revigorada pelo discurso, todos se concentraram no salão e atentaram-se às portas de onde saíram vários oponentes na batalha há pouco travada. Podiam ser vistos seis portões que levavam à seis corredores de destino desconhecido. Murkrow guiara Lukas por um deles, então lhes restavam cinco. Um desafio diferente os aguardaria em cada passagem, estava na hora de colocar os planos do jovem humano em ação.
 Seis passagens. Cinco delas nos levarão para os confins imagináveis desta fortaleza sem haver uma garantia de que há volta. — presumiu Mikau com indiferença.
 ...E apenas uma nos levará até o Mestre. — continuou Milena.
 Vamos nos separar em equipes conforme o combinado. Não importa quem o encontre primeiro, mas o tragam bem! — assentiu Wiki.
 O papel de todos nós é de extrema importância, e por mais que apenas uma equipe encontre o Mestre Luke lembrem-se que nosso dever também é confundir o oponente e deixá-lo disperso. Eles podem ter vantagem na quantidade, mas daremos tudo que nós temos para dar cobertura aos nossos mestres! — explicou Pachirisu.
Todos se preparavam para seguir seus respectivos objetivos, mas Gabite parou e virou-se para seus companheiros uma última vez.
 — E por sinal, prometam-me uma coisa. — disse Aerus esboçando um sorriso — Se algum de vocês morrer antes do tempo, eu faço questão de ir até o inferno para buscá-los, então me poupem desse trabalho.
 Essa é a sua maneira de nos desejar boa sorte? — riu Mikau.
 A-Acho que é a forma dele de dizer que se importa com cada um... — respondeu Glaciallis.
Gabite fez um sinal positivo com a mão seguido de um sorriso encantador como forma de liderança para seus amigos. Pachirisu deu um rápido salto para ficar no ombro do companheiro que sorriu ao ver a determinação de seu parceiro, e assim, o dragão cerrou os punhos e comentou de forma breve.
 Nosso mestre vai ser o Melhor, então faremos jus à seus esforços e nos tornaremos os Melhores.
Todos se dispersaram na sequência. A equipe ficou divida em cinco duplas. O primeiro portão, marcado por uma parede metálica cheia de adornos em pedras preciosas e um imenso par de asas douradas, entraram Gabite e Pachirisu, os dois líderes de cada equipe caminhavam rumo aos desafios dos corredores celestiais daquela passagem. O segundo portão foi aberto por General Duskull que fazia questão de não permitir que sua amada Froslass se distanciasse, e por isso caminharam lado a lado rumo ao corredor obscuro que levava para o subsolo. O terceiro portão foi adentrado por Seadra e Milotic, a equipe aquática da guilda. O quarto serviu de passagem para Porygon-Z e Beldum, e por fim, o quinto ficou nas mãos de Togetic e Mothim.
Cada membro separou-se com um acompanhante para enfrentar o que quer que os aguardasse nos salões da fortaleza, e assim, iniciou-se a grande invasão que deu início à destruição dos Rockets no continente de Sinnoh. Aquela disputa ficaria conhecida na história como a Batalha do Foguete Vermelho, lembrada por várias décadas mantendo-se eterna na mente daqueles que participaram e ainda saíram com vida, fosse seu fim agradável aos ouvintes ou temeroso pelo destino que a traçou.
   

      

Yoshiki's Theme & Jade's Theme

I.V.
Yoshiki's Theme


 "Agulhas estão perfurando minha pele do começo ao fim.
Eu vou te contar a sensação como ela é;
A vida toda é apenas sobre decepção?
Por favor, não faça parte de um conto de fadas,
Mas você é tão jovem para brincar com o próprio futuro.
Eu deveria trocar a batida da minha vida por liberdade?

(Na chuva) Eu estou te chamando, querida.
(Encontre o caminho) Você não consegue me ver bem aqui?
(Sinta minha dor) A vida está sangrando do medo.
(Encontre o lugar) Eu te darei isso direto da minha veia.
Agulhas estão perfurando minha pele do começo ao fim.
 Eu não temo a merda dessa vida."

S&M
Jade's Theme
  

"É tão bom ser má (Oh oh oh oh oh)
De jeito nenhum vou voltar atrás (Oh oh oh oh oh)
Agora a dor é o meu prazer porque nada pode medir (Oh oh oh oh oh)
O amor é ótimo, o amor é bom (oh oh oh oh oh)
Com criatividade e sem limites (Oh oh oh oh oh)
A aflição da sensação me deixa querendo mais (Oh oh oh oh oh)"

Fire Tales - Nacionalidades

E se cada um dos nossos personagens dos Fire Tales representassem um país? Qual seria o de cada um? Você consegue dizer também o motivo da escolha de cada um destes citados abaixo somente pelo estilo e pelas características presentes no personagem e nos costumes locais?

Chaud (Bastiodon) - Coréia do Sul

Yoshiki (Croagunk) - Rússia

Castelo Branco (Duskull) - Alemanha

Panetto (Gastrodon) - India

Milady (Glaceon) - Dinamarca

Atros (Lairon) - África do Sul

Aerus (Gabite) - Estados Unidos

Eva (Eevee) - Venezuela

Glaciallis (Froslass) - Japão

Sophie (Gardevoir) - Noruega

Sir Isaac (Leafeon) - Reino Unido/Inglaterra

Sly (Machoke) - Turquia

Milena (Milotic) - Brasil

Lyndis (Monferno) - Espanha

Al Capone (Murkrow) - Itália

Fua (Pachirisu) - Bélgica

Marco Polo (Mothim) - Austrália

Mikau (Seadra) - Austria

Akebia (Roserade) - França

Duke (Piplup) - Argentina

Titânia (Onix) - Grécia

Karl (Togetic) - Holanda

Wiki (Porygon-Z) - Canadá

Jade (Yanma) - Nova Zelândia

  
Vista (Metang) - Afeganistão

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