My Assassin Partner
Support Conversation (Yoshiki x Jade)
Gênero e Disclaimers: Amizade e Mistério / Assassinato, Violência, Álcool e Cigarros;
Tema: O passado de Jade e Yoshiki. Como eles se conheceram? Está na hora de saber um pouco mais sobre esse casal...;
Sugestão do leitor: Thiago Rosendo (Ilhas Laranja).
Aquela região não era um dos melhores lugares para se passear durante a noite. De fato, não era mesmo. O Great Marsh resumia-se à um pequeno vilarejo de ruelas pouco frequentadas, os habitantes dessa área raramente mantinham contato uns com os outros e estavam constantemente sofrendo ameaça das de criminosos locais. O pântano servia como moradia para bandidos perigosos, e poucos eram os que se afeiçoavam a sair de suas casas, principalmente ao anoitecer.
Um dos casos mais recentes tratava-se da presença de um novo assassino, conhecido apenas como Knifejaw. Quando se terminava a época de um, os moradores locais imediatamente tinham de iniciar boatos sobre um novo para ter o que temer e falar. Nos últimos dias corpos de moradores haviam sido encontrados, e todos com a mesma marca talhada de um facão, trazendo a imagem de um sapo com bochechas alaranjadas e olhos profundos, sem pálpebras.
Os mais supersticiosos o chamavam assim porque diziam que a última visão de suas vítimas era de sua boca sorridente, repleta de facas e navalhas entrelaçadas em uma mandíbula sedenta por outra carnificina. Era uma figura cruel e pouco confiável, atacava de velhos à crianças; e até mesmo mulheres, principalmente mulheres. Nada lhe fugia quando bem desejava, e sua reputação vinha crescendo nos últimos dias. Knifejaw adorava torturar suas vítimas acima de tudo.
Portanto, justamente naquela noite, Jade decidiu cair em uma armadilha e ficar pendurada em uma árvore de ponta cabeça. Como de costume.
— Oi? Olá...? Tem alguém ai...? — a garota repetia com certa relutância, tomando cuidado para não exagerar no tom de voz.
Estava pendurada há pelo menos quinze minutos, mas podia agradecer os céus por nada de ruim ter-lhe acontecido, pelo menos até então. Uma sacolinha de plástico estava esparramada logo ali do lado, ela parecia estar trazendo uma emergência quando foi pega de surpresa.
Uma sombra moveu-se logo abaixo dela o que fez a menina mexer seu corpo na tentativa de balançar a corda e ver o que a observava. Jade forçava a visão para enxergar naquela escuridão quando conseguiu encarar um sorriso à espreita, observando-a com certo ar de um interesse incorruptível. Ela retribuiu o sorriso da mesma maneira.
— Ei, iuhul! Você aí embaixo, pode me dar uma ajudinha? — perguntou de maneira singela.
— Interessante — apreçou-se em responder o rapaz misterioso. — Uma garotinha como você sozinha à noite em um lugar como esse. Diga-me, não tem medo de que nada de ruim aconteça? Há pessoas de má índole nessa região... Muito más... Keh, heh, heh... — repetiu a figura com uma risada assombrada, açoitada por um sorriso esbranquiçado que formava-se logo abaixo daquele par de olhos amarelos.
Jade remexeu-se novamente, mas riu de maneira confortante.
— Ah, já estive em situações piores. Sabe, eu encontrei esse amontoado de cordas e decidi dar uma olhada. Quem diria que era uma armadilha, não?
— Oh sim, pouco provável que fosse uma armadilha — respondeu a sombra num certo tom de ironia, cruzando as pernas e sentando-se ali perto. — Você tem uma estranha atração a induzir confusão, isso é excitante. Então... O que faço com você? Devo deixá-la aí em cima, ou divirto-me com esta presa tão simplória, presa em uma teia e apenas aguardando ser consumida...?
— Só me tire daqui, por favor... Estou começando a ficar enjoada.
A sombra ajeitou o kimono azul que lhe prendia no corpo, e de maneira discreta retirou uma pequena faca e atirou-o para o alto cortando a corda que prendia aquela jovem menina. Por um momento Jade teve a impressão de que a arma fora atirada em sua direção, e se não fosse por sua estranha sorte ao esquivar-se teria ido direto em seu rosto. A moça caiu um pouco atordoada, mas logo levantou e animou-se com o resgate involuntário feito por aquela figura assombrada. Ela foi em direção do rapaz e segurou suas mãos de maneira esperançosa.
— Obrigada, muito obrigada! Eu estou te devendo uma agora — sibilou ela de maneira inocente. — Meu nome é Jade, sou uma moradora do vilarejo ao norte, não muito distante daqui. Como posso pagá-lo?
A noite estava escura, e a luz pouco evidenciava os dois jovens naquela escuridão perpétua do grande pântano. Por um momento Jade sentiu que via de relance um estranho sorriso formar-se no rosto de seu salvador. Ele tinha olhos amarelados e sem pálpebras, exatamente como aqueles citados pelos outros moradores da vila nas lendas locais. Aqueles olhos pareciam encará-la com certa excitação e os dentes enfileirados brilhavam numa forte intensidade em contraste com sua pele pálida.
Jade continuou segurando as mãos da sombra que foi lentamente esgueirando-se até seu kimono para retirar um canivete afiado de um arsenal móvel no meio de suas roupas. A menina continuou com os olhos prensados no rosto daquele rapaz quando o viu sorrir de maneira diabólica em sua direção.
— Eu adoraria que você me pagasse com... um pouco de seu sangue — disse a sombra ao lamber os beiços umedecidos.
Jade fez uma careta.
— Espere, eu o conheço de algum lugar? Sinto que já vi isso sorriso antes, eu não iria esquecê-lo tão cedo.
— Sou novo por essas bandas. Se conhecesse não estaria viva para contar. Keh, heh, heh... — respondeu a sombra, sacando agora uma tesoura de ponta enquanto a garota em sua frente demonstrava uma expressão de curiosidade e alívio.
— Ah, eu sabia que te conhecia! Você é o cara que está morando embaixo da ponte, próximo ao moinho do Senhor Takazuki. Não é?
A sombra parou e abaixou a guarda.
— Como sabe?
— Eu o vejo de minha casa todas as manhãs. Você não sente frio naquele lugar ao anoitecer? Ou pior, você não tem medo do que os bandidos dessa região possam fazer com você? Dizem que há um maníaco conhecido como Knifejaw espreitando suas vítimas por essas bandas, ele têm deixado um rastro de matança por onde passa. É um assassino muito perigoso, e pode estar mais perto do que imaginamos.
— Knifejaw — repetiu a sombra com uma risada sarcástica, guardando os facões que diminuíram seu brilho naquela escuridão. — É um nome bonito, vou ficar com ele.
— Tudo bem, mas tome cuidado para esse maníaco não encontrá-lo. Eu odiaria saber que um de meus novos amigos foram mortos por esse cara. E a propósito, como devo chamá-lo?
— Knifejaw — ele apresentou-se novamente.
Jade sibilou um sorriso sem graça, e depois saiu correndo o máximo que pôde. O assassino ficou rindo em seu canto, e logo começou a persegui-la. No meio do anoitecer não demorou para que a garota se metesse em outras armadilhas, e logo ali perto a pobre Yanma já estava presa no topo de uma árvore virada de ponta cabeça novamente. Knifejaw foi rindo em sua direção com as mãos voltadas para trás num sinal calmo e concentrado. Jade esperneava apavorada lá em cima.
— Onde fui me meter?! — gemeu a garota assustada.
— Você só estava no lugar errado e nada hora errada — assentiu seu ilustre companheiro de visitação.
— M-Mas eu não quero ser morta, não agora!! Eu fiquei de levar alguns remédios para minha amiga, e como ela ficaria se não os recebesse?
— Hm, morta? — respondeu Knifejaw, preparando seus facões e afiando-os em uma pedra como se estivesse prestes a deliciar-se com seu almoço. — Como você, dentro de alguns minutos. Eu costumo ser um cara pacífico, mas quando vejo minhas vítimas em um estado de vulnerabilidade e preocupação assim costumo ficar excitado. Creio que nós dois vamos nos divertir a beça hoje à noite...
De repente, Knifejaw parou de afiar seus facões e olhou para trás. Jade não notara nada, provavelmente não tinha o mesmo senso de pericia e cautela daquele assassino em série. O rapaz levantou-se e parou de sorrir, encarando a escuridão onde sabia que mais alguém estava presente, e enraveiceu-se ao ouvir uma segunda risada que se opunha à sua.
— Ora essa, terei duas vítimas essa noite? Que excitante.
De dentro da floresta surgiu uma segunda figura que, da mesma maneira, também lembrava muito a descrição de Knifejaw. De fato os dois pareciam ser a mesma pessoa, com exceção de alguns detalhes no rosto e nas vestes. Ele também tinha olhos amarelados e profundos, em compensação seus dentes eram tortos e mais pareciam serras pontiagudas enferrujadas. A sombra revelou um bisturi em uma das mãos e sorriu de maneira ameaçadora.
— Eu sou Knifejaw, o dilacerador.
Jade olhou para baixo com uma incógnita em sua mente.
— Eu pensei que você fosse o Knifejaw, então... Ué... Q-Quem é você então?
O falso assassino virou-se para cima e riu.
— Eu ouvi o nome e gostei, então decidi pegar para mim. Keh, heh, heh... — respondeu o Knifejaw impostor, com uma risada sinistra estampada em seu rosto. — Eu decidi ficar com ele, pode ser?
— Seu insolentezinho, acha que pode sair por aí roubando o nome dos outros? — rugiu o segundo assassino, preparando diversas facas de arremesso de seu bolsão. — Eu diria para que se mandasse daqui, antes que eu decida colocar um sorriso nesse seu rosto que vai dar origem a um novo nome. Que tal... Cutter Mouth? Eu posso separá-la em duas, se quiser.
— Não gostei — respondeu o outro. — Quero ser o Knifejaw.
— Seu verme asqueroso! Vou afundar essas palavras em sua garganta e fazê-lo engolir sua língua para aprender boas maneiras na frente de um matador de verdade. Quero ver se vai continuar sorrindo quando eu dilacerar você e sua amiguinha desprezív...
Antes que o assassino sequer terminasse sua fala uma faca voou em sua direção com uma precisão mortal. Tomou velocidade e não lhe deu chances de desviar, ficando a garganta do criminoso e atravessando o outro lado do pescoço. Knifejaw caiu para trás jorrando sangue pelo corte profundo, os olhos quase saltavam para fora expondo o medo e a tensão do inesperado. Poucos segundos depois estava morto no meio daquela escuridão cerrada, como se fosse apenas mais uma vítima de um assassinato cruel na estrada.
Jade soltou um grito surpreso ao ver a cena, e depois viu sua corda sendo cortada derrubando-a no chão. Levantou-se atordoada e confusa, com uma leve ferida na cabeça pelo tombo e diversas partes do corpo arranhadas.
— O que está acontecendo? Quem é você? Quem era aquele outro cara?
A sombra virou-se para ela e sorriu.
— Os moradores dessa sua região são muito estranhos, eu só pedi um nome emprestado, se ele quisesse era só dizer que eu devolvia... — respondeu o rapaz guardando o segundo facão em seu kimono. — Ou não. Keh, heh, heh...
Jade olhou para o corpo estendido no chão e soltou um suspiro.
— Bem, imaginei que vocês fossem a mesma pessoa. Digo, você é da raça dos Croagunks, não? Faz sentido, seus companheiros costumam saquear as vilas e causar confusão por todos os lados, eu devia imaginar que você era um criminoso.
— Não sou um criminoso. Como eu havia dito, sou novo por aqui, e moro embaixo da ponte como você vê todos os dias. Cheguei há pouco tempo no vilarejo e recebo boas vindas como essa. Sinto que iriei adorar o lugar, encontrarei muita diversão por aqui.
Jade juntou suas mãos e olhou para os lados de maneira atenta, vendo se alguém a observava. Ao notar que estava sozinha decidiu ir mais adiante.
— Bem, senhor pseudo-Knifejaw, eu poderia saber o nome verdadeiro de meu salvador?
O assassino olhou para a moça, depois esquivou seu olhar para o vazio de maneira breve e sem emoção, pronunciando seu nome que saiu quase que como um espirro.
— Yoshiki.
— Saúde — ela repetiu de maneira breve, logo notando a gafe que cometera — Ahh, Yoshiki! É um nome bem diferente, típico para essa região, eu devia ter prestado mais atenção. Diga-me, Yoshiki. Quer vir morar comigo?
O rapaz olhou para a garota e depois piscou, pensando se ela não assimilara o fato de que ele havia acabado de matar um homem e não parecia sofrer nem um pouco de remorso. Provavelmente Jade não percebera que escapara de um assassino cruel para outro pior ainda, e agora, o convidava gentilmente para sua humilde residência no vilarejo. Yoshiki duvidou de tamanha bondade, retirou uma faca e a ameaçou.
— Você não tem medo de mim?
— E espera que eu acredite que você vá fazer o que com essa faca? Enfiar em mim?
Subitamente Yoshiki enfiou a faca no abdômen da garota.
Jade arregalou os olhos e depois ficou encarando o vazio tentando assimilar o que acontecera num milésimo de segundos. Logo caiu no chão sem conseguir reagir pela dor que sentia, mas permaneceu em silêncio com os olhos fixados no céu, em momento algum demonstrou medo ou chegou perto de chorar.
Yoshiki continuou ali parado, contemplando sua obra inesperada. Olhou para o sangue na faca e depois guardou-a em seu kimono. Por um momento chegou a sentir pena do que fizera com a pobre moça que lhe oferecera comida e abrigo. Talvez ela falasse sério e não fosse uma agente do Conselho que visava prendê-lo e exterminá-lo, talvez ainda existisse um pouco de bondade nas pessoas. O remorso bateu na porta de seu coração dilacerado, ele agachou e segurou-a no colo, mas Jade permaneceu em silêncio absoluto, apenas encarando aqueles olhos amarelados de maneira estática e centrada. Não os desviara por nem um segundo, era como se estivesse hipnotizada. O assassino pegou também a sacola de remédios que ela dizia levar para sua casa, e partiu num caminhar lento e calmo.
Yoshiki foi até a a ponte onde morava e olhou tudo ao redor. Estava vazio, nenhum movimento, nenhum ruído. Olhou para uma ruela fechada onde vira Jade passar algumas vezes, e logo adentrou a passagem de casebres. Eram feitos de madeira e palha, todos muito simples e pouco eficientes cercados apenas por muros altos feitos de bambu. Jade pingava sangue e gemia em seu colo, mas ainda sem dizer nada. Parecia surpresa demais para acreditar que estava sendo guiada até sua moradia. Ainda imaginava se não era levada para um cemitério onde seria enterrada viva ou algo pior. Mas, para sua surpresa, viu que estava logo em frente a sua casa.
— Você mora aqui? — perguntou Yoshiki.
Jade acenou, apontando para uma pequena luz na varanda.
— Minha amiga está ali em cima, consegue ver a fumaça...? — perguntou ela com a voz rouca.
— Vou jogá-la aqui na frente com os remédios e você trate de dar um jeito para não morrer, entendeu? Eu odiaria saber que não a verei mais pendurada em qualquer lugar.
— Ei, obrigada pela carona, eu acho.
Jade riu ao pensar que agradecia seu agressor por dar-lhe uma facada e depois jogar seu corpo quase inconsciente na frente de sua casa. Virou os olhos ao ver a porta ser aberta de maneira transversal, e em um piso superior forrado por tatamis surgir uma mulher alta de cabelos roxos, vestindo seu roupão de dormir e carregando um cigarro por entre os lábios carnudos e esbeltos. Ao ver sua amiga sangrando em sua frente ela tragou a fumaça e soltou um suspiro.
— Metendo-se em encrenca de novo, Jade?
— Desculpe, Tashiki... Eu não consigo me conter.
A mulher apoiou-se no vão da porta e riu ao cruzar os braços em sinal de desaprovação.
— Você ainda vai morrer ao se envolver com a pessoa errada — ela tragou a fumaça de seu cigarro e soltou-a no rosto da garota que riu e quase engasgou.
— Ah... Não me olhe desse jeito... — resmungou Jade, que odiava ser encarada por aqueles olhos frios e sem emoções. Eles tinham uma certa natureza pacífica, como se não se importassem com nada e nem ninguém. Jade apalpou seu machucado, e logo depois apontou para a porta dos fundos. — Eu trouxe um visitante para nós duas. Ele me salvou. Podemos deixá-lo morar conosco? Deixa?
A mulher voltou a olhar ao redor e viu que Yoshiki se distanciava aos poucos caminhando em direção das sombras. Tashiki soltou um assovio para chamar sua atenção, e após pegar Jade no colo apontou em direção de sua casa com a cabeça, mantendo a postura rígida quando convidou-o para entrar.
— Venha, estranho. Entre aí, a casa é sua. Já estou cercada por pestes mesmo...
Tashiki deixou a porta aberta o que surpreendeu o jovem Yoshiki com tamanha audácia em deixarem um assassino entrar assim tão facilmente. O rapaz vacilou, pensou em continuar seu caminho e voltar para seu beco escuro que fedia ao leito do rio pantanoso daquela região. Ignorou toda a lógica daquilo e entrou na casa.
Uma oportunidade como aquela não apareceria duas vezes.
Era pequena e mal arrumada. Talvez até demais. Parecia impossível duas mulheres viverem ali, e receber um terceiro visitante não deveria ser uma das melhores sugestões. Roupas estavam jogadas por todo o cômodo, inclusive roupas de baixo e roupões desgastados. Estranhos equipamentos e maços de cigarro forravam o chão por toda a parte. Yoshiki virou-se depressa quando viu um lampião ser aceso, e logo atrás notou as silhuetas de Tashiki a encará-lo debaixo para cima.
Ela era alta, muito alta. vestia um roupão simples por sobre o corpo, as roupas de baixo eram a única peça lavada em conjunto com uma camisa regata preta sobre o busto. Tinha seios fartos, mas algumas cicatrizes a acompanhava. O rosto era um pouco manchado. Mostravam que ela deveria ser uma mulher linda quando se arrumava, mas por algum motivo costumava andar feito um mendigo. Era uma guerreira da raça dos Arbok, e era claro devido a seu penteado pouco modesto e os cabelos tão longos e bagunçados que pareciam não ser cuidados à meses.
Tashiki indicou que seu visitante sentasse no chão, e Yoshiki o fez de maneira educada como se não tivesse nenhum envolvimento com a facada que Jade levara. Ele apenas sorria ao observar a menina encará-lo e sorrir da mesma maneira.
— Ele não é legal? — disse Jade deitada no chão.
— Está falando dessa sua nova cicatriz? Não, não é um pouco legal. Se você continuar com isso vai acabar morrendo por qualquer bobeira. É só eu pedir para você comprar dois remédios que já me volta com um hematoma desses. Você teve sorte de não ter sido atingida em um lugar fatal, o cara que lhe deu essa facada não deve conhecer nada do assunto.
— Ou não tinha intenções de matar — respondeu Yoshiki um pouco sério do outro lado. Jade logo tomou frente:
— Eu não falava disso, eu estou falando dele, nosso visitante. Ele não é legal?
Tashiki olhou para o rapaz e manteve o rosto fechado. Não estava desconfiada, não estava irritada e tão pouco ligava de ter mais uma companhia irritante em sua casa. De fato, sua feição era pacífica. Parecia uma mulher muito mais velha do que aparentava, como se levasse a vida como uma mera tarefa a ser cumprida. Terminou de fazer os curativos na amiga que virou-se e ficou de bruços a olhar para seu amigo assassino de maneira apaixonada. Tashiki riu e apagou o toco de seu cigarro em uma cinzeira de ferro.
— Ele tem bem a sua cara.
— Não é? Adorei encontrá-lo essa noite, ele atirou uma faca no pescoço daquele serial-killer do momento, o Knifejaw, sabe? Acho que os velhos da cidade vão ter que começar a inventar novas lendas para assustar as crianças levadas que fogem de casa.
— Meninas levadas como você, não? — riu a mulher, acendendo outro cigarro e levantando-se em direção do visitante. — Seu nome é Yoshiki, certo? De onde veio?
— De baixo da ponte. Keh, heh, heh...
— Excelente, mais um sem teto abandonado. Eu adoro essa vida... — respondeu a Arbok de maneira amargurada, mas ainda demonstrando afeto e compaixão com sua voz autoritária e rígida. — Esteja à vontade para ficar aqui enquanto aguentar nós duas. Viver ao lado de duas mulheres será o seu pior pesadelo, já deixo avisado. Temos um quarto nos fundos, e alguns colchões se você desejar. Deve ser algo melhor do que dormir ao relento em uma pedra cheia de musgo, não?
— Certamente, senhorita — respondeu Yoshiki num aceno.
— Ei, deixe as cortesias para outra hora, não sou tia de ninguém aqui. Bem, eu vou tomar um banho. Sintam-se livres para fazer o que bem desejarem, mas se eu pegar vocês dois fazendo qualquer bobeira em cima da mesa, sem mim, juro que atiro os dois de cima dessa colina.
Tashiki agarrou seu maço de cigarros e fechou a porta transversal para a varanda onde ela se banhava em uma banheira de água natural. Logo em seguida Jade veio arrastando-se até depositar a cabeça no colo de Yoshiki que a observava com certo ar de surpresa. A menina não conseguia mover-se direito pela dor que sentia, mas já parecia completamente recuperada e animada. Nada abaixava seu astral.
— Que bom, mal consigo acreditar que você vai morar aqui com a gente! Sabe, eu e a Tashiki somos amigas de longa data, e ela me convidou para morar aqui também. Foi a primeira amiga que tive por essas bandas, é a única que cuidou de mim. Ela tenta manter essa pose de malvada, mas é adorável por dentro. Você vai adorar quando conhecê-la melhor!
— Você costumava não ter casa também?
Jade ajeitou-se no colo do companheiro, virando-se de costas para encarar melhor seu rosto.
— Sim, eu sempre quis ter uma casa, mas nunca tive essa chance. Meus pais me abandonaram aqui, e desde então tenho frequentado o Great Marsh à procura de um lugar para viver. Acho que finalmente encontramos, não é?
— Encontramos o que?
— A felicidade... — respondeu Jade acanhada, apalpando a região que lhe doía. — De estar junto com pessoas que se importam com a gente... Cada um nesse lugar tem sua maneira de demonstrar afeto, percebeu? Quando bati o olho em você eu sabia que nos identificaríamos. É como se tivéssemos sido feitos um para o outro.
Yoshiki manteve-se em silêncio, balançando a cabeça num sinal compreensivo. Quando Jade aninhou-se em seu colo ele pôde perceber como ela era bela. Magrela, com os cabelos presos numa trança mal feita, a pele marcada por algumas cicatrizes singelas, mas ainda assim era bela. Bela à sua maneira.
— Ei, garota... Desculpa pela facada, foi impulso.
— Fique tranquilo quanto a isso, Yoshi-kun. Poderemos nos reatar em outras ocasiões, e como resultado você vai ter que ficar aqui morando com a gente. Acredite, essa é a pior punição que um homem como você poderia ter. A Tashiki é maluca!
— Creio que não mais do que eu. Keh, heh, heh...
Multimídia

Uma família influente como a nossa possui seus contatos, e é de extrema importância as parcerias que realizamos com outros grupos. Deste modo, nossas corporações se ajudam ao trazer um benefício para ambos os lados, resultado de uma importante irmandade. Logo abaixo vocês conferem a área de Multimídia, onde disponibilizamos Episódios, Filmes e Jogos de nossa região principal, Sinnoh. Deixamos aqui nossas cortesias à Arena Pokémon, para que saibam que nossa máfia sempre estará disposta a compartilhar de suas conquistas e auxiliar com o que for preciso.
Alphonsus 'Scarface' Capone
Artbook - Character's Schedule
Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 20 de Agosto, 2012
Técnica: Lápis HB
Resolução: 1600x500
Tamanho: 195 kb
Descrição: Esquemas e esboços da personagem Titânia utilizado para o primeiro Mangá dos Fire Tales. Desenhos de frente, perfil para a esquerda e direita, e sem vestir o capacete.
Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 01 de Junho, 2013
Técnica: Lápis HB
Resolução: 2314 x 1583
Tamanho: 1,30 mb
Descrição: Esquemas, anotações e esboços da personagem Wiki, do Aventuras em Sinnoh. Desenhos de frente, perfil para a esquerda e direita, e composição da vestimenta.
Bonna Party


"O soldado não julga. Ele entrega o julgamento."
— Bonna Party, Capítulo 97 (Parte 1).
Bonna Party é a Magmortar de Kyle, atiradora oficial da Elite e uma das cinco guerreiras mais prestigiosas de Sinnoh na atual temporada. Uma mulher auto-suficiente, independente, ardente e super protetora, Bonna é quem traz o equilíbrio para sua equipe e age com sabedoria e compaixão para comandar seus exércitos. É mãe de uma pequena Magby chamada Elba. Não se faz ideia de quem seja o pai, e seus companheiros dizem que ele nem existe. Apesar do jeito meigo e carinhoso de mãe, muitas vezes ela tende a exagerar e ser explosiva quando perde a paciência com seus amigos, e principalmente com Davy Jones, seu parceiro de batalha.
Líder da guilda Flamboyant Passion, Bonna Party consagrou-se como uma verdadeira líder para seus soldados e um exemplo de mulher a ser seguido. Todos os membros de sua equipe a respeitam, e ninguém ousa julgá-lo por ser uma líder mulher, pois sua é muito superior a de qualquer homem. Bonna também é muita baixa se comparada com seus companheiros, o que a torna motivo frequente de piada entre os amigos. É famosa também por ser considerada uma das maiores atiradoras de Sinnoh, se não a melhor. No geral, mesmo sendo uma líder fabulosa e ainda dona de casa respeitável, Bonna é capaz de separar bem seu trabalho da família e dar a devida atenção aos dois lados. É uma mulher admirável e de força invejável.
"Nós dominamos nossa região através do respeito, e não do medo. Eles querem que as pessoas os temam, então vamos destruí-los para mostrar-lhes que eles não têm forças para isso." — Bonna Party, Capítulo 74.
"Que exemplo nós daríamos, se agíssemos com violência contra nosso próprio povo, Jones? Não se resolve as coisas atirando para todos os lados, resolve-se com disciplina. Se eles não a têm, que se danem, mas vamos mostrar qual a diferença que faz ter um exército organizado." — Bonna Party, Capítulo 79.
TRIVIA
- O nome e aparência de Bonna Party têm como referência Napoleão Bonaparte, líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa;
- O nome da filha da personagem é Elba. E a ilha de Elba é onde Bonaparte foi exilado a primeira vez;
- Sua aparência é baseada em Miss Fortune, do jogo League of Legends;
- Bonna sofre do Complexo de Napoleão, um tipo de complexo de inferioridade que afeta algumas pessoas de baixa estatura. Segundo a crença popular, Napoleão Bonaparte era baixo para sua época;
- Na ausência de iDie, o Metagross de Ike, ela é quem comanda os Remarkable Five.
Sonnen


"BRIGHT SWORD OF LIGHT!!" — Sonnen, Capítulo 74.
Sonnen é o Gallade de Allen, um mestre espadachim da Elite e um dos cinco guerreiros mais poderosos da região, sendo parte integrante dos Remarkable Five. É um rapaz temperamental e muitas vezes até exagerado. Sonnen leva sua vida em dedicação às armas e treina-as como se fosse parte de sua família há muito tempo dispersa. Para compensar a falta dos parentes ele começou a imaginar que suas armas possuem vida para que elas lhe fizessem companhia, e isso mostra um lado complexado por sua parte. Isso levou Sonnen a viver seus dias da como num jogo, por isso ele sempre está inventando nomes bizarros para ataques e agindo como se tudo ao seu redor fosse apenas uma brincadeira. Não gosta de mulheres, pois considera que elas não dão experiência em combate e pioram os seus skills. Sonnen é o irmão mais novo de Sophie, por quem era apaixonado, mas não a vê desde que ela partiu da Resort Area à procura de trabalho nas grandes cidades de Sinnoh e nunca mais voltou. Sophie sempre o mimava muito, e por conta disso Sonnen nomeou sua principal espada com o mesmo nome.
Apesar dos costumes e manias, Sonnen leva muito a sério o combate e suas espadas, tão a sério que tornou-se um dos melhores no que faz. Sua técnica em batalhas lhe dá controle de todas as armas que desejar. Ele carrega consigo quatro espadas, sendo que juntas elas formar diversas outras, seja bastões, lanças ou até mesmo escudos. Seu jeito complexo em lidar com as espadas fizeram com que elas fizessem parte de si, tornando-o um mestre no combate. É frequente vê-lo treinando e exercitando-se para todas as ocasiões. Sua velocidade, porte físico e ainda poderes psíquicos tornam ele próprio uma arma a ser temida, principalmente na área ofensiva. Apesar de tudo, entre os amigos Sonnen sempre está inventando histórias e raramente mostra seu rosto por ter vergonha da opinião alheia. Tudo isso se deve à família que tanto lhe faz falta.
"N-Não são armas, são seres vivos!! (...) Oh, meu Arceus, você as machucou! Sophie, Sophie, querida, você está bem? Está arranhada? Ufa, não aconteceu nada..." — Sonnen, Capítulo 74.
TRIVIA
- A aparência de Sonnen é baseada em Snake Eyes, de G.I. Joe.
- Às vestes utilizadas por Sonnen lembram muito o primeiro vestuário utilizado por Mozilla, o Porygon-Z de Luke, e assim como ele mais tarde a máscara foi descartada, revelando um lado mais humano do personagem;
- A personalidade de Sonnen lembra a de um Geek/Nerd, porém, ele vai contra todos os princípios e padrões de aparência;
- Grande parte de seus comentários e falas remetem à vídeo games e RPG, como skills, experiência, golpes e níveis. Ele é um personagem que fala como se compreendesse a mecânica dos jogos da série Pokémon. Gallade leveled up!
Davy Jones


"Lembrem-se, minhas caras donzelas! Quando vocês estiverem cagando no banheiro, eu estarei olhando vocês." — Davy Jones, Capítulo 74.
Davy Jones é o Tentacruel de Lins, e um dos guerreiros mais misteriosos e ao mesmo tempo descancarados da Elite. Está envolvido em muitas lendas, mitos e histórias. Há muito tempo Jones vêm sido considerado uma criatura amaldiçoada, milhares de mulheres e Pokémons fêmeas desapareciam misteriosamente nas beiras de rios, e ninguém sabia o motivo. Quando foi finalmente descoberto o motivo, desvendaram na verdade que Davy Jones era apenas um velho Tentacruel malicioso que demonstrava grande interesse apenas em mulheres, mas ele tinha um poder especial: Detinha total controle sobre a água. Com seus poderes sobrenaturais, Jones ganhava acesso à qualquer local úmido, e por conta disso poderia surgir em praticamente em todo lugar que ele desejasse.
Davy Jones consagrou-se como membro dos Remarkable Five quando ganhou destaque por seus assédios e conheceu Bonna Party. Ele estava cansado da reputação que seus primos e parentes Tentacools bobos construíam. Eram criaturas que existiam aos montes e por todos os cantos do mundo, então Jones desejou ser o único naquele meio, e principalmente, que as mulheres também pudessem notá-lo. Retirou seu coração e guardou-o em um baú para que elas nunca mais o ferissem A diferença é que isso o tornou imortal em lutas também. Se essa lenda é verdade ou não, ninguém sabe, mas o baú realmente existe e fica escondido embaixo da cama dele. A questão é que o corpo de Jones é constituído por água e por isso ele repele grande parte dos ataques, seja facadas, spray de pimenta, tapas, chutes, extintores, tiros; ou seja, ele não é afetado por nada que as mulheres lhe façam de mal (Clear Body!).
Não se sabe dizer ao certo o motivo de sua força sobrenatural, caso contrário, Davy Jones seria apenas mais um velho de sua espécie tarada. Todavia, seu poder em lutas tornou-o um monstro destemido, e que mesmo nunca levando suas lutas a sério ele torna-se praticamente indestrutível em campo quando está em seu domínio, e principalmente, com seu adorado baú em mãos. Sua parceria de lutas é Bonna Party, e ele nem gosta disso.
"Ei, esqueceu que eu sou um bastardo sem coração?
O que vai fazer agora? Peidar na minha cara?" — Davy Jones, Capítulo 74.
TRIVIA
- A história de Davy Jones é baseada nas lendas oceânicas populares entre os marinheiros. O personagem Davy Jones ficou famoso com o filme Piratas do Caribe, agindo como um dos maiores antagonistas da série;
- Dizem as lendas que Davy Jones guarda seu coração em um baú, e quem apunhá-lo terá que arrancar o seu e assumir o lugar do monstro;
- O primeiro esboço feito para Davy Jones era exatamente como o Davy Jones dos filmes, (quantas vezes já repeti esse nome?) mas a ideia foi logo descartada para que o personagem assumisse mais traços humanos e o estilo próprio do autor;
- Sua aparência têm influência de Shunsui, do anime Bleach;
- Velhos tarados são comuns em Animes e Mangás japoneses (tentáculos! kk);
- Jones afirma ser invencível porque ele não possui sangue e nem coração, assim como os cnidários, seus parentes água-viva;
- Davy Jones teve uma ligeira aparição citada por Duke no episódio FT 2 - O Corsário. Mesmo que tenha demorado muito tempo a aparecer efetivamente na fic, a lenda conta que um velho marinheiro atacava mulheres e as prendia em seu navio assombrado para sempre. Esta é uma das velhas histórias bizarras sobre Davy Jones.
The Remarkable Five - Soundtrack
Stronger
iDie's Theme
"Work it harder
Make it better
Do it faster
Make us stronger
More than ever
Hour after hour
Work is Never Over"
"Se Deus me colocou nos seus planos ou não
Eu estou viajando, essa bebida me deixou falando demais
Mas eu sei que Deus colocou você na minha frente
Então por que diabos você poderia me enfrentar?
Há milhares de você e apenas um de mim
Eu estou viajando, eu estou envolvido no momento, certo?
Girl On Fire
Bonna Party's Theme
"Ela é apenas uma garota e ela está em chamas
Mais quente do que uma fantasia, solitária como uma estrada
Ela está vivendo em um mundo que está em chamas
Sentindo a catástrofe, mas ela sabe que pode voar para longe
Parece uma menina, mas ela é uma chama
Tão brilhante, ela pode queimar seus olhos
Melhor olhar para o outro lado
Você pode tentar, mas você nunca esquecerá seu nome
Ela está no topo do mundo
Seven Nation Army
Sonnen's Theme
"Eu vou lutar contra eles
Um exército de sete nações não poderia me impedir
Eles o farão na marra
Ocupando seu tempo nas minhas costas
E eu estou falando comigo de noite
Porque eu não posso esquecer
Cada um tem uma história para contar
Todos sabem disso
E se eu pegar isso vindo no meu caminho
Irei servir para você
E não é isso que você quer ouvir,
Too Close
Presidente's Theme
"Você sabe que eu não sou aquele que quebra promessas (...)
E no final de contas, você ainda é minha melhor amiga
Mas há algo em mim que eu preciso libertar
Qual caminho é certo, qual caminho é errado
Como posso dizer que eu preciso seguir em frente
Você sabe que nós estamos em caminhos diferentes
Isso me dá a impressão que estou muito perto de amar você
Não tem nada que eu realmente possa dizer
Eu não posso mentir mais, eu não posso esconder mais
Tenho que ser verdadeiro comigo mesmo
Isso me dá a impressão que estou muito perto de amar você
Smoke On The Water
Davy Jones' Theme















































