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O Aquário das Criaturas Marinhas Exóticas

Sejam bem vindos! Este é o Aquário das Criaturas Marinhas Exóticas, um museu onde você pode ter acesso à uma série de arquivos e informações sobre todo o tipo de peixes dos mares e oceanos, conhecendo mais sobre espécies exóticas que cobrem a imensidão azul de nosso mundo.

Acompanhe lendas sobre peixes que pensaram estar extintos, aparições em jogos e ainda conferir alguns registros de criaturas monstruosas reais, mas que foram tachadas como monstros marinhos em tempos antigos. Venha explorar os mistérios dos oceanos! Gostaria de saber mais sobre algum peixe em especial? Deixe um comentário com sua sugestão!

      

      
  
   

Baleia Cachalote

A Baleia Cachalote (conhecida pelo nome de Sperm Whale, em inglês) é um mamífero marinho que é muito distinto de seus parentes cetáceos devido ao fato de que sua evolução ser muito interessante e contraditória. O comprimento total dos cachalotes é de cerca de 16 a 18 metros para os indivíduos machos, podendo apresentar peso corporal de 45.000 kg a 57.000 kg. As fêmeas desta espécie possuem tamanho inferior aos dos machos podendo alcançar cerca de 11 metros e pesar cerca de 15.000kg.

Uma das características marcantes desta espécie, é que ela apresenta uma cabeça muito evidente, grande,  que representa cerca de 30% a 40% do seu comprimento total. É na cabeça que vamos encontrar o espermacete (melão), que na verdade seria uma gordura modificada que ajuda na ecolocalização de presas, uma vez que este animal se alimenta em grandes profundidades onde a visibilidade não é possível devido a falta de luz. Por ter o espermacete muito grande recebeu o nome em inglês de Sperm Whale.

Imagem do jogo Endless Ocean.
Cachalote contra uma Lula Gigante.
O cachalote é a maior das baleias com dentes bem como o maior animal com dentes que atualmente existente. A enorme cabeça e a forma distintiva do cachalote, bem como o seu papel na obra Moby Dick de Herman Melville, levaram muitos a descreverem o cachalote como o arquétipo de baleia por excelência.

Os cachalotes não são das baleias mais fáceis de se observar devido aos longos tempos de mergulho e à sua capacidade de viajarem grandes distâncias debaixo de água. Entre os locais mais populares para a observação de cachalotes incluem-se: Kaikoura na Nova Zelândia, Andenes e Tromsø na Noruega, os Açores em Portugal e no Estreito de Gibraltar desde Tarifa (Espanha) onde podem ser observados ao longo do ano, enquanto que outras baleias apenas são observáveis durante a migração.

Fonte: InfoEscola

Mola Mola

O Peixe-Lua, que possui nome científico Mola mola, pertence à ordem Tetraodontiformes e é o maior peixe-ósseo conhecido, chegando a atingir 4 metros de comprimento. Possui uma silhueta inconfundível. Seu corpo circular termina quase abruptamente, como se tivesse sido cortado ao meio. As barbatanas dorsal e anal, semelhantes e opostas, são os únicos meios de que ele dispõe para a propulsão. Com essa forma desfavorável, não é de admirar que o peixe-lua seja lento, o que o torna uma presa fácil de tubarões. Para estes, aliás, trata-se de uma lauta refeição, já que o peixe-lua é enorme.

O peixe-lua destaca-se por carregar uma impressionante carga parasitária, sendo que foram identificadas, até o momento, cerca de 50 espécies distintas, tanto endo quanto ectoparasitas. As fêmeas produzem até 300 milhões de ovos por vez, que são liberados na água e fecundados pelos machos. 

Habitam as regiões temperadas e tropicais dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico; é também largamente difundido na bacia do Mediterrâneo. Por vezes é visto na superfície dos oceanos, em um comportamento que acredita-se ter a função de aquecer o corpo após prolongados mergulhos em grandes profundidades. O Oceanário de Lisboa tem dois peixes-lua no tanque central. É conhecido como Ocean Sunfish, no inglês.

Fonte: InfoEscola



Alomomola, um Pokémon da 6° Geração baseado no Mola Mola.
Ocean Sunfish ao fundo, do jogo Animal Crossing: Wild World.

Caravela Portuguesa

A Caravela Portuguesa (Physalia physalis) são colônias formadas principalmente por vários pólipos transparentes que, como um todo, ficam flutuando sobre a água dos oceanos. Elas não são uma água-viva, embora se pareçam com uma. Fazem parte do grupo dos celenterados. Na colônia, grupos diferentes de pólipos desempenham funções diferentes. Uns promovem a digestão dos alimentos, alguns a reprodução, outros a proteção de toda a colônia, por exemplo. Vivem em alto-mar e possui longos tentáculos de até 20 metros ou mais. As substâncias urticantes que fabrica podem causar sérias queimaduras em seres humanos.

Ela recebe o nome de caravela portuguesa porque pode utilizar o vento para se movimentar, como os antigos navios portugueses.

A caravela, se desloca na superfície da água de mares tropicais, através da ação do vento sobre sua bóia azul repleta de gases. Seus tentáculos possuem nematocistos, cápsulas que liberam substâncias tóxicas paralisantes sobre suas presas. Sua fisgada pode ser muito dolorosa e pode apresentar sintomas como calafrios, febre, náusea, vômito e choque. Os tentáculos urticantes transferem o alimento para os pólipos especializados na alimentação, onde ocorre a digestão.





Celacanto

“Mas, de acordo com esta teoria devem ter existido
 inumeráveis formas transicionais, por que não as 
encontramos, incontáveis, enterradas na crosta da Terra?” 
– Charles Darwin


Os Celacantos (Coelacanth, do inglês) são um grupo de peixes com várias espécies extintas no período devoniano. Acreditava-se que os celacantos teriam sido extintos no Cretáceo Superior, porém, foram redescobertos em 1938 no litoral da África do Sul. Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis são as duas únicas espécies vivas do celacanto, encontradas ao longo da costa do Oceano Índico. 
Foi apelidado de "fóssil vivo", porque os fósseis destas espécies haviam sido encontrados muito antes da descoberta de um espécime vivo. Acredita-se que o celacanto tenha evoluído ao seu estado atual há aproximadamente 400 milhões de anos.

Sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos musculados que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. São os únicos representantes vivos da ordem Coelacanthiformes. Antes da descoberta de um exemplar vivo, acreditava-se que o celacanto era um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, dando origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos. No entanto, estudos recentes não apontam mais este tipo de relação.

Quando o primeiro espécime vivo foi encontrado, em 25 de dezembro de 1938, já se conheciam cerca de 120 espécies de celacantiformes (Coelacanthiformes) que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes encontravam-se extintos desde o período Cretáceo.

São conhecidas populações destes peixes na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique, também no Oceano Índico ocidental) e na Indonésia e decorre um programa de investigação internacional com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre os celacantos, o South African Coelacanth Conservation and Genome Resource Programme (Programa Sul-Africano para a Conservação e Conhecimento do Genoma do Celacanto.




Imagem de um Celacanto retirada dos jogos das série Animal Crossing,
é um dos peixes mais raros e difíceis de se pescar.

Lula Gigante

Imagem representativa de um monstro marinho
(uma Lula-gigante) afundando um navio.
Durante milhares de anos, as pessoas contavam histórias sobre enormes monstros marinhos cheios de braços. Júlio Verne descreveu o ataque de uma lula gigante ao submarino Náutilo, em 20.000 Léguas Submarinas. Essas lendas foram mais tarde enfatizadas com as aparições reais da lula gigante, um dos maiores invertebrados do mundo, atrás somente da Lula Colossal.

A lula-gigante (Architeuthis spp.) é um cefalópode da ordem Teuthida, as oito espécies do gênero habitam as profundezas dos oceanos. Esses animais enormes que vivem no fundo do Oceano Atlântico podem chegar a 18 metros de comprimento e pesar aproximadamente 500 kg. Possuem olhos do tamanho de bolas de futebol, além de tentáculos de 10,6 m de comprimento, alinhados com as ventosas que medem 5 cm de diâmetro cada.

Sabe-se muito pouco sobre as lulas gigantes, pois raramente são vistas. Até pouco tempo, a única vez que os cientistas viram uma lula gigante foi quando a encontraram no estômago de Baleias Cachalote. As cicatrizes em forma de ventosas nas mandíbulas e lábios das baleias são a prova da batalha que elas travam para capturar a presa.

Em 2005, uma equipe de biólogos marinhos japoneses conseguiu tirar fotografias da lula gigante nadando no fundo do Oceano Pacífico pela primeira vez. Levou três anos para os cientistas localizarem a lula, o que eles concluíram seguindo as espécimes migratórias das baleias cachalote. Eles tiraram as fotos enquanto a lula estava atacando a isca em uma linha. A lula ficou presa na linha e lutou por mais de quatro horas para se soltar. Durante o esforço, ela perdeu um de seus tentáculos, que os cientistas recuperaram. Media 5,5m de comprimento. Um ano depois, os pesquisadores finalmente conseguiram prender uma lula gigante.

Nos últimos anos, os cientistas também passaram a estudar mais o parente igualmente assustador da lula gigante, a Lula Colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni). Em 2007, um barco da Nova Zelândia estava em uma expedição de pesca nas águas antárticas, quando sua linha prendeu alguma coisa muito maior do que um peixe. O pescador lutou durante quase duas horas para puxar a lula para o barco. A lula colossal foi congelada e levada ao museu nacional da Nova Zelândia para mais estudos.

Fonte: HowStuffWorks

Imagem cedida pela Associated Press/KOJI SASAHARA/
Tsunemi Kubodera do National Science Museum do Japão, HO
Imagem representativa de uma lula-gigante lutando contra uma
Cachalote, retirada do jogo Endless Ocean.
Desenho de uma Lula-gigante lutando contra
uma Baleia Cachalote, sua única predadora.

Peixe-Pescador das Profundezas

O Peixe-pescador-das-profundezas (Melanocetus sp.) é um parente muito próximo do tamboril. Ele possui esse nome por causa de um pedaço de sua barbatana dorsal modificada graças a um fenômeno visto em algumas outras espécies de peixes-abissais. São encontrado em águas tropicais e sub-tropicais dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico nos abismos do oceano. O peixe-pescador atrai as suas presas com um luz que tem na sua antena, produzida por uma bactéria. É conhecido como Anglerfish em inglês, e ganhou repercussão por sua aparência assustadora e por aparições em filmes e video games como o verdadeiro terror dos abismos.

"Essa criatura seria realmente o terror das profundezas,
se ele não fosse maior que uma bola de tênis."
Esse peixe se alimenta graças à sua vara de pescar que, por causa de sua luz, atrai os outros peixes menores e outras criaturas para perto demais de sua boca cheia de dentes afiados, essa criatura seria realmente o terror das profundezas, se ele não fosse maior que uma bola de tênis.

Essa espécie possui um caso único de dimorfismo sexual entre macho e fêmea, pois o macho é quarenta vezes menor que a fêmea, não possui sistema digestivo nem vara de pesca, somente olhos grandes. Os machos perdem seu sistema digestivo à medida que envelhecem, por isso há a necessidade de encontrar uma fêmea antes de morrer. Assim que ambos se tornam adultos, a fêmea liberta uma grande quantidade de feromônios para atrair o macho, assim que o macho recebe esses feromônios, ele vai atrás dela e se funde ao seu corpo, fertilizando os seus óvulos e tornando-a hermafrodita. O macho tem cerca de 10 centímetros de diâmetro, enquanto a fêmea pode ter entre, 20 e 40 cm. Assim, apenas os Peixe-pescadores adultos do sexo feminino podem ser encontrados.

Anglerfish
Black SeaDevil
Football Fish
Um Football Fish, visto no jogo
Animal Crossing: City Folk
O peixe-pescador das profundezas,
visto no filme Procurando Nemo, da Pixar
Lord Woo Fak Fak, um peixe-pescador das profundezas, 
visto no jogo Banjo Tooie, para Nintendo 64.

Pirarucu

O pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe encontrado geralmente na Bacia Amazônica, mais especificamente, nas águas calmas de sua várzea. A família a qual o pirarucu pertence é muito antiga, existindo sem modificações há mais de 100 milhões de anos, fazendo parte dela também o aruaná, um peixe menor.

Pirarucu (ou Arapaima, em inglês) encontrado
nos jogos da série Animal Crossing.
Habitam águas de lagos e rios, claras, brancas e escuras, levemente alcalinas, com temperatura que variam de 24° a 37°C, ricas em vegetação, ou seja, com baixo teor de oxigênio. Mesmo vivendo em águas pobre em oxigênio, isso não é um problema para o pirarucu, pois ele possui uma bexiga natatória que pode funcionar como um pulmão, permitindo-lhe subir á superfície e respirar diretamente o oxigênio do ar.

Por ser um dos maiores peixes que habitam a Amazônia  (podendo atingir mais de 2 metros e pesar 130 kg), este animal ganhou o nome de “bacalhau da Amazônia”. Mesmo sendo muito grande, ele consegue percorrer longas distâncias em terra firme em época de seca, à procura de água, pois este animal possui um equipamento auxiliar de respiração, que lhe permite retirar oxigênio da atmosfera necessário para sua sobrevivência.

O pirarucu é capaz de engolir qualquer coisa: caramujos, tartarugas, cobras, seixos, areia, lodo. Sua dieta é composta basicamente por outros peixes de água doce, de menores dimensões.

Assim que esses peixes formam casais, eles procuram um ambiente calmo e águas pouco profundas para colocar seus ovos, sendo que uma única fêmea pode pôr mais de 10.000 ovos. No entanto, é função do macho cuidar dos ovos e dos filhotes, por aproximadamente seis meses.

Embora sejam animais extremamente resistentes às adversidades do meio ambiente, são muito vulneráveis à ação de pescadores. Os cuidados com o ninho após a desova deixam os machos dessa espécie expostos à captura. Além desse fato, existem os predadores naturais (como por exemplo, a piranha), sendo que durante a longa fase de imaturidade sexual dos filhotes (conhecidos como “bodecos”), torna-se mais fácil sua captura por esses predadores, diminuindo assim, o sucesso reprodutivo desta espécie.

FonteInfoEscola



Megalodonte

Carcharodon megalodon, também conhecido como Megalodonte, que significa “dente enorme”, foi uma espécie de tubarão gigante que viveu provavelmente entre 20 milhões de anos atrás. Conhece-se esse animal pelos dentes fósseis e algumas vértebras e esqueletos parciais encontrados. Os dentes são muito parecidos aos de um tubarão-branco, e como outros tubarões modernos, o esqueleto do megalodonte era formado por cartilagem, e não ossos.

Proporção da mandíbula do Megalodonte, com relação
aos enormes dentes 
fossilizados encontrados.
Esse animal foi o maior predador aquático que já viveu nos oceanos, podia pesar 4.000 kg e medir de 20 a 30 metros, com um peso que podia ultrapassar as 40 toneladas. Sendo mais de três vezes maior do que os atuais tubarões brancos, o Megalodonte tinha dentes que ultrapassavam os 16 centímetros de comprimento e eram substituídos durante toda a vida da criatura. Ele alimentava-se de baleias. Existe a teoria de que os megalodontes se extinguiram quando os mares polares ficaram frios demais para a sobrevivência dos tubarões, permitindo as baleias nadarem fora do alcance deles durante o verão.

Os fósseis de Carcharodon megalodon foram escavados em muitas partes do mundo, incluindo Europa, América do Norte, América do Sul, Puerto Rico, Cuba, Jamaica, Austrália, Nova

Zelândia, Japão, África, Malta, Granadinas e na Índia. Seus dentes também foram escavados a partir de regiões distantes das terras continentais (por exemplo, a Fossa das Marianas, no Pacífico). Tem quem acredite que eles ainda vivem nas profundezas dos oceanos.



Tamanho proporcional de um Megalodonte em relação ao
Tubarão Branco e outros tubarões atuais.




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