Posted by : CanasOminous Jan 11, 2019


E assim, encerramos mais uma história aqui no Aventuras em Sinnoh... será a prelúdio de uma nova jornada que começa? Será a última? O tempo dirá.

Quando planejei o final para o Aventuras no Desconhecido, pensei em todos os autores que deixaram suas histórias em algum momento. É (in)direta pra todo mundo, sim. Cada fic abandonada é um mundo que nunca mais verá a luz do dia, quem sabe até fosse algo que teria grande potencial. Gosto de pensar que quando se abandona seus personagens eles vão parar em um lugar distante, quem sabe um mundo inverso onde possam encontrar um desfecho adequado. Nos primórdios da Aliança Aventuras, quando o Thiago ainda escrevia a história das Ilhas Laranja, lembro que a Julia era uma das personagens que eu mais adorava. Fiz desenhos dela e até participei do Talk Show que na época me fez dar tanta risada. Hoje, é como se a Julia já não existisse mais para as outras pessoas. Ela vive apenas na minha memória, exatamente como aconteceu com a Vivian.

Quando penso na história da Julia, para ser bem sincero, eu já me lembro de pouca coisa. Tenho vagas lembranças da sua personalidade, de como ela era divertida e me fazia rir... mas a presilha em forma de borboleta foi algo que me marcou. E o ato final da Vivian, em entregar a presilha, significa que ela também a deixou ir. Não há mais necessidade em prender Julia nas suas lembranças até que elas desapareçam por completo, é a forma de mostrar que a Vivian cresceu e a perdoou por ter ido embora. Agora, cada uma trilhará caminhos diferentes, como acontece na vida. Mesmo que a antiga história das Ilhas Laranja já nem exista mais, sinto que eu devia isso para essas personagens.

Escrevam muito, sigam seus sonhos, se esforcem por tudo aquilo que vocês criaram. Você é o seu mundo, e ele importa demais, nem que seja apenas para você e alguns bons amigos.

E emendando no assunto de interligações, espero que vocês tenham notado aquela aparição inusitada na colina... É, meus caros, agora a nossa tão falada timeline está se formando e temos aqui algumas pistas das grandes!

Ah, e não podemos deixar de falar sobre o real motivo que levou Vivian a sair dessa jornada. Ela precisava descobrir algo novo sobre si própria, ou talvez apenas redescobrir uma saudade que já existia. As fotos são extremamente importantes para a trama, pois é no mural onde ela prende essas lembranças de tudo aquilo que viveu para o resto da vida e, quando olhá-las, poderá sentir aquele misto de saudade e nostalgia. Eu gosto de imaginar que o blog é o mural de vocês, e vez ou outra os leitores também voltam aqui para sentir esse misto de emoções.

E agora, vamos para a última sessão de fotos e referências ao Pokémon Snap original!
Victreebel maneiro. Pra conseguir fotografá-lo, você precisa acertar uma maçãzada na cabeça do pobre Weepinbel e afogar ele na água. Eu amo esse jogo.

O famoso ovo de Articuno. Isso aqui faria qualquer jogador da franquia principal arrancar os cabelos, afinal, "ain, Lendário não tem como dar ovo nem procriar e mimimi".

Uma das paisagens que acho mais bonitas nesse jogo (claro que dentro dos padrões que um Nintendo 64 oferecia), logo no comecinho do vale.

Escrever o Aventuras no Desconhecido foi uma das tarefas mais prazerosas que tive nos últimos anos. Não precisei pensar muito para elaborar nada, a cena do redemoinho por exemplo estava nítida na minha mente, basta pensar no momento em que cruzamos com o Dragonite, porque desde criança eu pensava: IMAGINA QUE DOIDO SERIA CAIR ALI DENTRO?

Outro ponto chave foi a cabana misteriosa. No jogo, assim que acessamos esse local a primeira vez o profº Carvalho nos fala sobre os signos Pokémon e pede que voltemos para fotografá-los, e depois ela fica completamente abandonada. Que fim levou? Será que alguém fez desse lugar sua morada? Hm...

E só para fechar, eis aqui algumas explicações para quem não entendeu o final: apesar de Vivian estar satisfeita com a resposta de que o misterioso C era de Cynthia ou Carvalho, na verdade o remetente secreto não era ninguém menos do que... um certo Canas Ominous, conhecem? Uma singela carta do autor — ou seria do destino? — que trouxe de volta uma personagem que recebera tanto carinho no passado e nunca encontrou uma conclusão adequada.

E assim, posso dizer que sinto o coração leve e a mente tranquila ao saber que Vivian, Stanley e até mesmo Dawn continuam a viver suas aventuras com tanta dignidade quanto os Irmãos Wallers, livres e eternos na mente dos leitores que abrirem esse blog para ler mais uma página.

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