Posted by : CanasOminous Oct 8, 2014

Support Conversation (Coffey x Aerus)
Gênero: Amizade, Mistério;
Tema: Os mistérios que rondam Coffey e sua existência;
Notas do Autor: Este acontecimento faz referência ao começo da Liga Pokémon,
anterior ao início da Quarta Casa. Complemento do Capítulo 97.

Em uma noite tranquila, decidiu olhar as estrelas. O que faltavam nelas? Talvez fosse o simples fato de estarem muito longe e não poderem ser alcançadas que o fascinava. As histórias antigas diziam que o fascínio dos humanos pelas estrelas surgiu desde muito antes, de volta aos tempos em que eles foram criados e ainda não tinham sequer consciência do que eram. A primeira visão que tiveram foi a do céu noturno governado pelas mais lindas estrelas que até hoje dominam as alturas. Tanto humanos quanto Pokémons compartilhavam daquele amor, mas as criaturas em especial não tentavam compreender seus mistérios ou estuda-las, eles simplesmente desejavam que elas para sempre estivessem brilhando lá em cima.
— São tão bonitas, num é?
Aerus virou-se ao notar de onde viera aquela voz tão grave. Coffey estava de pé, tão alto que dava a impressão de que se esticasse um dos braços poderia alcançar as estrelas e pegá-las somente para ele. Mas o gigante era bondoso demais para pensar em uma atitude egoísta como aquela. Ele apenas continuava de pé, olhando para cima, envergando todo o corpo de um jeito meio torto para ter uma visão melhor do céu tão perfeitamente estrelado.
O dragão ajeitou-se em seu canto, não esperava por visitas.
— Fazia um bom tempo que eu não te via, grandão. Como é que anda a vida?
— Cansada — Coffey disse com a voz baixa. — Cansada de muitas coisas ruins que os outros fazem pra ela, da correria do dia a dia, da destruição que fingimos não notar. É ela quem sofre em seu silêncio profundo...
Aerus revirou a cabeça, não muito disposto a ouvir sermões quando tinha coisas mais importantes a se preocupar, mas logo o gigante voltou-se para ele com um olhar daqueles que nunca conseguia decifrar.
— E mesmo assim, perfeitamente boa. É só olhar essas estrelas. Nosso bom criador foi muito gentil em coloca-las lá em cima, para a olharmos quando bem entendermos e quando nos sentirmos sozinho nessa vastidão vazia.
— O que é você, Coffey? Por que fala de maneira tão misteriosa, por que aparece quando as pessoas mais precisam? Por que nos ajuda?
— Porque é isso que precisa ser feito — o Rhyperior falou, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. Caminhou então em direção do Garchomp e sentou-se ao seu lado. O chão chegou a tremer. Coffey cruzou as pernas e ficou ali parado junto do dragão que mais parecia uma criança ao lado da gigantesca criatura.
Coffey apontou para a estrela mais brilhante no céu e sorriu.
— Aquela é minha amiga.
Aerus piscou. Não estava muito bem da cabeça para ter conversas que exigissem emoções ou sentimentos fortes, muito menos criatividade e auto astral. Vinha estando mais rabugento do que de costume, sabia que a Liga Pokémon não facilitaria as coisas, e seu coração simplesmente não conseguia descansar sabendo que ele era o responsável por todos os seus amigos.
— Qual o nome dela? — perguntou, só para não parecer rude.
— Wishy, a estrela realizadora de desejos.
Coffey olhou de um lado para o outro, só para ter certeza de que ninguém os observava.
— Quer conhece-la? — ele perguntou bem baixinho, como se aquele fosse um segredo que só seria compartilhado com o mais íntimo de seus amigos.
Enquanto Aerus divaga, mantendo o olhar baixo repleto de problemas e aflições, Coffey voltou a levantar-se. Agora que estava sentado ao seu lado ele se parecia ainda mais com uma montanha que cortava o céu, capaz de tocar as nuvens, afastar chuvas, quem sabe até mesmo ouvir as trombetas do universo quando elas começassem a tocar.
O Garchomp surpreendeu-se quando um brilho irrompeu no céu logo onde Coffey estava com as mãos levantadas. Aerus caiu para o lado ainda atordoado, por sorte estava usando seus óculos escuros, ou teve receio de que aquela luz o cegasse. Assim que se recompôs, o chão tremeu de novo assim que Coffey sentou-se, mas dessa vez de maneira mais mansa.
— Caramba, grandão, bem que você poderia tentar fazer menos barulho quando se mexe, parece que Sinnoh inteira se movimenta!
— Shhhhhh.... — O Rhyperior pediu silêncio, mostrando algo que estava em seus braços. — Veja. Ela ainda está dormindo.
Aerus arregalou os olhos quando viu o que havia no colo do homem. Havia ali uma menina de cabelos dourados, com um vestido tão leve quanto seda, tão lindo quanto uma aurora boreal em noites celestiais.
— Q-quem é ela? — Aerus perguntou, incrédulo.
— A estrela — Coffey repetiu como se fosse óbvio. — Não é linda?
Coffey estendeu os braços em direção de seu companheiro que só conseguiu afastar-se e tropeçar nos próprios joelhos. Não queria segurá-la de jeito algum. De onde aquela menina havia aparecido, e como o gigante a retirara do céu como se de fato alcançasse as estrelas?
— Não quer segurá-la? — perguntou o Rhyperior. — O nome dela é Wishy, que nem os sonhos, só que escrito diferente. Igual meu nome.
Engoliu seco. Ainda meio relutante, Aerus encarou a menina que agora fora deitada no chão gramada do campo em que estavam. Ficou observando-a da cabeça aos pés, era como uma menina feita de ouro, a aura que emanava ao seu redor fazia tudo parecer mais manso e tranquilo, longe de qualquer experiência que passasse preocupação.
— Wishy...? — Aerus repetiu o nome dela.
Ao olhar ao redor, Coffey desaparecera. Como um Rhyperior desajeitado e imenso daquele tamanho havia conseguido sumir em questão de segundos?
A pequena Wishy lentamente foi abrindo seus olhos, encontrando-se com os pares dourados debaixo dos óculos escuros do dragão. Sua voz era doce, angelical e puramente honesta.
— Por que os oculta?
A menina ergueu um dos braços e agarrou os óculos de Aerus com uma velocidade incrível para quem estava adormecida há pouco, e somente então ele reagiu.
— E-ei, isso é meu! — ele tentou agarrar os óculos em vão. Não fazia sentido discutir com uma criança, mas Aerus era do tipo ainda mais persistente e infantil quando a situação permitia, então começou a agir feito uma. — Devolve, devolve!
— Não entendo o motivo de esconder olhos tão lindos como o seu — respondeu a menina, permitindo que o rapaz por fim recuperasse seus óculos. Aerus bufou, virando-se ainda meio inconformado.
— Não é da sua conta, guria. Quem é você, afinal, e como caiu aqui de repente?
Wishy revelou apenas um sorrisinho rápido, levantando-se num salto e saindo correndo pelas colinas.
— Você não consegue me pegar! — ela gritou animada.
— O quê? Qual é a sua, o que está acontecendo nesse lugar?
— Vou te contar se conseguir recuperar seus óculos.
— Do que você está falando? Eu acabei de pegá-los... CADÊ ELES?!
Aerus virou-se e reparou que seus Blackglasses realmente estavam nas mãos da menina, de novo. Ele levantou-se depressa e começou a persegui-la. Wishy dava voltas com destreza, pulando ribanceiras, caminhando por águas com a mesma leveza que o vento passa por riachos que desaguam no mar, ela podia flutuar enquanto dançava feito uma bailarina profissional, suas mãos movendo-se feito asas de anjo.
Ela deu um salto enorme, parando exatamente em cima de uma pedra. O próprio Aerus se surpreendeu com as habilidades daquela criança. Tão nova, e tão audaciosa.
— Meu nome é Wishy, a realizadora de desejos. Sou um Jirachi — ela cumprimentou-o, devolvendo uma risada revigorante enquanto saltava e desaparecia, surgindo mais uma vez onde era menos provável.
— Jirachi? Você é um Pokémon Lendário, o que está fazendo em um lugar como esse? Veio visitar a Paula?
— Pearllutina é uma mulher incrível, mas não estou aqui por ela nesta noite, Aerus Draconeon — disse Wishy, surgindo flutuando no ar de ponta cabeça, de modo que tocasse o indicador levemente na ponta do nariz do dragão. — Estou aqui para realizar um desejo seu, e somente seu.
— Wow, então parece que ganhei na loteria!
— Foi um presente e tanto — a menina assentiu.
— Como assim? É como se eu tivesse sido escolhido ou coisa assim?
— Não, não. Foi seu amigo que deu-lhe o desejo dele para que fizesse bom uso.
Aerus refletiu sobre aquela resposta. A quem ela se referia?
— Coffey — presumiu. — Espera, mas isso me parece tão injusto, o que fiz para merecer isso? O grandão deve ter tantas coisas boas para pedir, qualquer coisa, se você é uma entidade suprema então pode fazer o possível e o impossível!
Wishy flutuou até uma árvore solitária na colina. Ela esticou a mão para Aerus, convidando-o a subir e apoiar-se em um dos galhos junto dela. O dragão resmungou algumas vezes, pois era um péssimo escalador e sempre acabava tropeçando indo de cara ao chão, mas dessa vez tudo ocorrera perfeitamente bem.
— Quer saber a verdade? — falou Wishy. — Nunca adiantou fazer pedidos para estrelas cadentes. Isso faz minha função parecer um pouco mais... desnecessária?
— Nenhuma novidade — Aerus riu, ainda tentando pegar seus óculos escuros da garota, sem sucesso.
— A verdade é que basta acreditar, ter fé, Aerus Draconeon. Já não ouviu isso tantas vezes? A mesma história de sempre. Fé. Mas como encontrar forças para acreditarmos no impossível? Você sabe?
— É uma pergunta? Porque, sinceramente, hoje não estou em muitas condições de pensar.
— Os desejos vêm não apenas do coração, mas do universo. É o ato de fazer as coisas acontecerem, de acreditar, de fazer o bem e receber o bem em troca.
— Por que é tão difícil conversar com você? — o dragão riu. — Ah, na verdade, acho que é difícil conversar com todo mundo que é mais inteligente do que eu...
Sua atenção foi despertada quando lá debaixo da colina pôde ver um pontinho branco surgir, acenando com os braços estendidos. Era Watt que parecia estar procurando pelo amigo há um bom tempo, e conhecendo-o bem, sabia onde poderia encontra-lo quando todas as outras alternativas falhassem.
— Nii-san, por onde esteve? O pessoal da guilda estava te procurando a tarde inteira, já até escureceu — disse Watt.
— Ahh, foi mal, Bola de Pelos... É que eu estava trocando uma ideia com uma amiga.
— Quem?
Não havia ninguém ao seu lado na árvore. Watt deu de ombros, pensando que seu companheiro provavelmente estava começando a delirar.
— E a propósito, o que faz em cima de uma árvore? Sempre imaginei que odiasse escalá-las.
— E odeio — Aerus resmungou. — Sobe aí, parceiro. Para depois me ajudar a descer. Devo estar imaginando coisas mesmo.
— Não está não! — Wishy surgiu aos berros em meio às folhagens, derrubando-a lá de cima na grama. Pelo menos a descida fora facilitada. Watt não teve nem tempo de ajuda-lo, pois estava extasiado com a beleza daquela garota de cabelos dourados que agora flutuava livremente pelos céus.
— Uau... Que entidade mágica é essa?
— O nome dela é Wishy, um Jirachi — O rapaz coçava a cabeça, retirando as folhagens. — O Coffey surgiu aqui agora a pouco e depois de termos uma conversa esquisita ele levou a mão até o céu e pareceu tirar um pedaço dele, e depois jogou essa pirralha pra cima de mim, e ela não quer devolver meus óculos.
— Ah — Watt olhou-a com mais atenção. — Você sempre se metendo em encrencas... Não posso acreditar que uma menina tão linda quanto ela poderia fazer mal a alguém.
— Ela é uma ladrazinha que pegou meus óculos! — Aerus repetiu. — E eu já sei, meu desejo é que você devolva!!
A Jirachi arqueou uma das sobrancelhas.
— Tem certeza disso?
— Claro que não, tá doida?! Se eu for pedir alguma coisa é lógico que vou querer algo que faça bem mais sentido e seja útil. Quero que entre para a minha equipe e derrote todos os Remarkable Five e vença a Liga Pokémon para nós!
— Não posso. Não é permitido que entidades se envolvam com assuntos dos humanos.
— Ah, claro, como não pensei nisso — Paula também não podia participar da Liga desde o começo, ou a história seria outra. Aerus voltou a cogitar qual seria seu desejo. — Só um, né? Então desejo apenas que possamos vencer a Liga.
— Isso é óbvio que vai acontecer, é mais do que previsível. Vocês são os heróis, vocês nunca perdem — Wishy fez um comentário que ao mesmo tempo amansou o coração do dragão e o deixou extremamente aflito. Estaria ela sendo irônica? — Então, tem certeza que vai querer gastar seu desejo com o inevitável?
— Espera. Calma, muita calma nessa hora... Você é algum tipo de vidente? Se me dá certeza da vitória, então o que mais eu poderia pedir?
Wishy ergueu os ombros num claro sinal de dúvida.
— O que você mais quer nessa vida?
A menina colocou os óculos do dragão num claro sinal de provocação.
— Ei, pode parar com isso, é meu!
— Oh, sim, agora entendo porque você gosta tanto de usar essa coisa... Para prevenir que as pessoas vejam o que está dentro de você. Já tinha percebido essa habilidade oculta?
Watt olhou para seu amigo, incrédulo. Nem ele sabia daquilo, mas Aerus parecia mais nervoso do que espantado.
— Sim, eu sabia, e têm me ajudado até agora. Quer fazer o favor de devolver? Você já está me torrando a paciência, pirralha.
— Por que não pede para essa tal de Titânia voltar para você?
Agora Watt estava ainda mais surpreso com a quantidade de informações que aquela menina tinha coletado. Tudo que os óculos escuros um dia viram, ela agora também podia ver. Assuntos privados e que Aerus detestaria conversar com algum desconhecido. Era um claro sinal de provocação.
Ele ativou uma de suas lâminas e partiu para cima dela.
— Não ouse citar o nome dela perto de mim, eu não quero ouvir!
Wishy desviou-se, desaparecendo num movimento ligeiro que por pouco não a atingira. O galho em que estava terminou partido ao meio.
— Hm, pelo visto você sabe muito bem que ela não poderia voltar! Isso está além de meu alcance, e acima de tudo, você mesmo não acreditaria, então não funciona.
Pare de falar da Titânia!
Wishy foi descuidada com suas provocações, de modo que Aerus terminasse acertando-a no ar e prendendo a menina no chão com a lâmina em sua garganta. Watt soltou um grito de espanto e a menina apenas piscou.
— Desculpe, suas emoções são complexas demais para mim. Sou apenas uma novata, ainda não tenho poderes para realizar sonhos grandes como trazer alguém amado, fazê-los vencer a Liga ou sequer salvar o mundo. Sou uma estrela em treinamento.
— Grande merda. Quem pediu pra você vir? Não preciso de sonhos ou desejos, eu mesmo vou lá e os torno reais — respondeu Aerus, arfando de cansaço.
Wishy revelou um sorriso meigo e tranquilo.
— Nossa, até que enfim senti que você começou a acreditar!
A menina levou a mão até seu rosto e retirou os óculos, colocando-os de volta em Aerus que continuava por cima dela, prendendo-a com os braços.
— Pronto. Não sou mais capaz de ver suas emoções.
— Obrigado — o dragão relaxou, sentando-se de pernas cruzadas enquanto coçava a cabeça e retraía sua lâmina de volta a um lugar seguro. — Agora, acha que pode ir embora? Sei lá, minha cabeça já está confusa demais... Só se manda daqui.
Watt e Wishy se sentaram ao lado dele, onde juntos eles podiam ver as estrelas.
— Ei, mas não vai pedir nada? — A Jirachi perguntou de novo, ansiosa. — Quer outro óculos desses? Para caso o perca?
— Que tal uma montanha de doces? — perguntou Watt num tom brincalhão.
Aerus continuou quieto, quando decidiu sugerir:
— Proteja os meus amigos. É só isso que eu peço.
Wishy arqueou as sobrancelhas, surpresa por um pedido tão honesto quanto o de cuidar de todas as pessoas que ele amava. De seu bolso ela tirou um rolinho de papel e uma caneta de nanquim, entregando-a nas mãos de Aerus.
— Escreva, e quando terminar, quero que cole no meu rosto.
— Sério? Tipo, você vai conseguir enxergar com essa coisa pendurada na sua cara quando tiver que voltar pra casa?
— Faz parte do ritual, está escrito na pokéagenda, só escreva!
Ainda rindo com a ideia, Aerus terminou de escrever seu desejo de maneira breve e sucinta, e Wishy anexou-o em um pequeno sininho que ela carregava preso em dos lados de seu cabelo.
Antes mesmo que pudesse despedir-se ou dizer que iria embora, Coffey voltou a aparecer misteriosamente, devolvendo um olhar cansado como um guardião que faz uma viagem muito longa rumo ao desconhecido.
— Está pronta, pequena Wishy?
— Prontíssima.
O gigante agachou e pegou-a no colo, onde a menina ergueu-se e começou a flutuar em direção do céu, sem olhar para trás. O pedido preso em sua presilha balançava com o vento, mas não se soltou. Aerus e Watt continuaram a observá-la distanciar-se. O gigante Coffey sentou-se ao lado deles meio desengonçado, mas a essa altura o dragão já estava acostumado com os tremores no chão que ele causava sempre que fazia aquilo.
— O que você pediu? — indagou o Rhyperior.
— Já desisti de compreender o que você é, senhor Coffey — respondeu Watt com um sorriso.
Aerus retirou os óculos escuros, observando seu próprio reflexo neles.
— Pedi para que todos vocês ficassem bem quando isso terminasse.
O negro balançou a cabeça antes de responder:
— Acima de tudo, você deve compreender como os desejos das estrelas funcionam. Você pede, mas cabe a você acreditar para torna-los reais.
— Então por que raios tenho que pedir? — Aerus repetiu com uma risada, mas Coffey devolveu-lhe um olhar severo.
— Você está deixando de acreditar...
— Tudo bem, tudo bem, desculpa... Eu vou tentar.
— Foi muito bonito você ter pedido algo por todos nós, quando poderia ter usado o pedido para uso próprio — comentou Watt.
— Nah, não é como se isso fizesse alguma diferença, eu simplesmente pedi o que estava no meu coração. Não sei o que vou fazer se acontecer algo com vocês no fim dessa guerra...
— Então esteja preparado, chefe — respondeu Coffey, olhando para o céu escuro como se de alguma maneira pudesse enxergar o futuro. — Muitas coisas ruins acontecerão, mas cabe a você continuar acreditando, porque no fim eu sei que tudo vai terminar bem, se acreditarmos todos juntos.


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  1. Gostei,mas não imaginava Coffey amigo de Jirachi.

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    1. O Coffey é um personagem mais sobrenatural do que qualquer outro, é difícil explicar o motivo dele ser assim e porque ele conhece tanto, ao mesmo tempo que parece não saber nada. O fato dele ter contato com lendários como o Jirachi o torna um mistério ainda maior, nunca tivemos muita chance de saber sobre o passado dele na fic, e provavelmente algumas dessas perguntas só ficaremos sabendo bem mais pro final. Que bom que gostou companheiro, acho que nessa semana sai o capítulo! :D

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  2. Aposto que o Coffey é um anjo mandado por Arceus para testar a fé da Fire Tales.
    "Enquanto Aerus divaga, mantendo o olhar baixo repleto de problemas e aflições, Coffey voltou a levantar-se. Agora que estava sentado ao seu lado ele se parecia ainda mais com uma montanha que cortava o céu, capaz de tocar as nuvens, afastar chuvas, quem sabe até mesmo ouvir as trombetas do universo quando elas começassem a tocar." TRUMPETS EVERYWHERE (Desculpa, não resisti)

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    1. Ou quem sabe para protegê-los, não é? :D O Coffey estará presente na Quarta Casa, e por mais discreta que seja a sua aparição, ele fará toda a diferença ao lutar e proteger os seus amigos. Certamente ele é uma espécie de anjo da guarda deles, resta saber se algumas figuras má intencionadas como o Mikau de fato merecem!

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