Capítulo 36

Já fazia uma semana desde que os jovens estavam alojados nos arredores da cidade de Veilstone. Eles haviam decidido por passar um tempo usufruindo das hospitalidades que ela propunha, até porque cada um havia encontrado algum motivo para permanecer em suas bordas. Riley acompanharia os jovens somente até as proximidades da Rota 214, pois a seguir rumaria até a cidade de Sunyshore em seus frequentes negócios, enquanto Marley optara por seguir viagem com o amigo.
A semana havia sido longa, e cada um havia aproveitado do seu jeito. O próprio Lukas estava frequentando a academia Pokémon aos cuidados de Gerard, pedindo para que o lutador lhe ensinasse as artes de luta, o suficiente para que entendesse os verdadeiros propósitos dela. Lukas e Marley até mesmo passaram a frequentar os domínios de Royce e sua gangue outras vezes, participando dos Contests de rua. O garoto queria mais tempo para treinar seus Pokémons e ganhar os acessórios raros que só se encontravam naquelas redondezas. Lukas era tímido, mas sua inteligência e humildade fascinava qualquer pessoa que o conhecesse de verdade.
Todos aproveitaram ao máximo a estadia na cidade durante aquela longa semana, por outro lado, um garoto solitário parecia distanciar-se cada vez mais dos seus amigos. Sempre que Lukas chamava por seu irmão ele tornava a dizer a mesma coisa:
“Estou treinando. Não me interrompam.”
 Dawn já não entendia o motivo de Luke de agir de tal maneira.. Eram nesses momentos em que a moça percebia que realmente se importava com o amigo.

• • •

Era por volta das duas da tarde, Dawn estava sentada na varanda da casa enquanto observava a cidade dos meteoros, já faziam algumas horas que Luke sequer aparecera para almoçar. Ele estava tão focado em seus treinos que só voltava para dormir, e nem mesmo se dava no direito de desejar  “bom dia” ou “boa noite” quando não lhe desejavam o mesmo. De fato, ele já agia de tal forma há algum tempo, estava melhor quando conseguiu seu Porygon, mas depois da batalha no ginásio voltou a agir de forma excêntrica.
Dawn abraçou seus joelhos enquanto sentia o vento bater sobre o seu rosto, estava extremamente chateada depois de todo aquele ocorrido com seu maior amigo, permanecia perdida em seus pensamentos até que pôde ver uma feição muito familiar se aproximando.
— Luke? — exclamou ela alegremente, mas em seguida notou ser outra pessoa. Lukas abaixou a fronte e pareceu pensativo. — Me desculpe, pensei que fosse seu irmão...
— Eu sei que você está muito chateada, Dawn. E acredite, eu sinto isso ainda mais, pois sou o irmão dele. — falou — Eu me lembro do dia em que nós três começamos jornada. Ele era só um garoto bobão cheio de sonhos, correndo pelas rotas com o seu Gible maluco, mas agora, parece que ele cresceu mais rápido do que eu...
— Para mim isso não é crescer, ele pensa que tem quantos anos para agir daquela maneira? Isso é ridículo, vocês têm apenas treze anos e querem parecer adultos? Isso me deixa frustrada, não entendo porque o Luke está assim.
Dawn encostou sua cabeça em seus joelhos na tentativa de tampar seu rosto, Lukas colocou seu braço em volta do ombro da garota com o intuito de consolá-la, em seguida soltando um longo suspiro. Ele também sofria, e muito. Dawn não se mexeu, apenas segurou numa das mãos do amigo enquanto ainda evitava mostrar seu rosto.
— Vamos ao ginásio? Podemos conversar com o Gerard, e eu acredito que a Maylene volte ainda hoje. O Riley e a Marley estarão prontos no fim do dia, então poderemos continuar seguindo pela rota 214.
Dawn concordou com a proposta. Os dois desceram as colinas e caminharam em direção do ginásio. Gerard estava logo na porta com alguns Machokes da academia que carregavam diversas caixas, aparentemente ele faziam alguma mudança, mas na realidade traziam apenas bagagens.
— Professor Gerard, o que está acontecendo? — perguntou Lukas.
— Estamos trazendo as malas da Senhorita Maylene para dentro, ela acaba de voltar da reunião da Liga Pokémon, e trouxe muitas coisas. — explicou o gigante.
Maylene ainda não podia ser vista, mas os Machokes continuavam trazendo caixas a todo instante. De repente, um dos Pokémons pulou na direção de Dawn e exibiu seus músculos bem definidos. A garota estava assustada com a ousadia daquela criatura, mas sentia que ele tinha algo diferente de todos os outros, além de vestir uma cueca incomum. Aquele Machoke tinha um olhar de inocência já bem conhecido.
— Esse é o meu Machoke?! — perguntou Dawn surpresa.
— É ele sim, o seu Machop evoluiu durante os treinos, está mais forte e definido do que nunca. Ele se destaca de todos os outros porque fica andando com essa cueca branca. — explicou Gerard com um sorriso.
— Ué, essa aqui é uma cueca do Luke. Acho que encontramos o artefato que ele perdeu mês passado. — brincou Lukas.
Os jovens entraram no ginásio e se depararam com uma multidão que recebia uma moça na entrada. Ela tinha cabelos róseos e era muito pequena se comparado a qualquer frequentador da academia, embora fosse conhecida como a Mestra por ser a mais poderosa lutadora de todos. Gerard aproximou-se e recebeu sua líder.
— Boina vermelha, cachecol... Então você é o treinador novato que está marcando presença nos ginásios? Digo que você tem sido alvo frequente de comentários na Liga Pokémon, garoto.  Dizem que é um dos promissores no ramo de treinadores. — disse Maylene.
— Desculpe-me, mas acho que me confundiu com meu irmão gêmeo, o Luke. Eu sou Lukas, e sou um coordenador Pokémon.
— Sério? Ah, desculpa meu erro. Foi uma viagem cansativa... É uma pena que eu não tenha estado presente para realizar a disputa, mas espero ter a chance de enfrentar seu irmão novamente. Sabem se ele passará em meu ginásio ainda hoje? — perguntou a líder.
— Creio que não, Senhorita Maylene. Ele tem estado um pouco ocupado, e estaremos saindo da cidade hoje à tarde. — respondeu Lukas.
— Compreendo. Então, se me permitem a licença, ainda tenho muito a resolver... Ahh, é muito bom estar em casa!
Lukas e Dawn se despediram de Gerard e desejaram sucesso no ginásio dali em diante. A última lição que o gigante teria para o garoto é que ele sempre deveria usar sua mente ao invés da força bruta, pois era essa a educação mais preciosa que a academia de Veilstone passava para seus alunos.

Os dois seguiram para a casa de Riley para finalmente rumarem ao portão sul de Veilstone, seguindo caminho pela rota 214 e continuar a aventura. Riley e Marley pareciam já ter retornado e com malas prontas. Eles haviam combinado que às quatro horas estariam partindo para a rota, mas no horário marcado, Luke ainda não havia aparecido.
— Onde será que ele se meteu? — perguntou Dawn.
— Ele não é muito pontual, mas não tardaria em estar aqui na hora combinada quando se trata de uma viagem. — disse Lukas.
Riley não precisou dizer nada. O homem apenas ajeitou seu chapéu e virou o rosto quando viu Luke se aproximando. O jovem tinha seu cenho enfurecido como alguém que não havia tido um dia agradável, de modo que Dawn se preocupasse com ele ainda mais. Luke apenas arrumou sua mochila na casa e saiu, aguardando o grupo continuar seu caminho. Todos partiram sem dizer nada, se Marley e Riley já não eram de falar, suas vozes não foram sequer ouvidas naquela tarde. O portão sul de Veilstone ergueu-se, e logo foi deixado para trás, marcando aquele um ligeiro adeus à Cidade dos Meteoros.

Muitos até já conheciam Riley que seguia o caminho com os jovens, a equipe dos Status Trainers já tivera muito prestígio em Sinnoh, e suas habilidade sempre eram marcadas entre os veteranos mais antigos. Aqueles caminhos não eram marcados por sua beleza, mas sim por serem uma rota constante de treinadores poderosos e Pokémon selvagens. Podia ser classificada como uma rota naturalmente selvagem, ou simplesmente uma verdadeira bagunça.
Luke tinha seus passos firmes como alguém que movia os pés pelo simples fato de necessidade, aos poucos Dawn começou a atrasar seus passos para aproximar-se do jovem que ficava para trás. Eles continuaram seguindo caminho até ela conseguir falar o que guardava há algum tempo. A moça sabia que Luke não seria chegado em uma conversa agradável para saber o que ele sentia, então ela não poupou sua ousadia.
— Você se tornou um idiota, sabia disso?
Luke estava claramente irritado, mas ficou ainda mais com o que a garota havia dito. Os outros estavam muito longe para ouvir qualquer comentário, e por isso o garoto aproximou-se dela e segurou seu braço com força.
— O que você disse?
— Eu não preciso repetir algo que você já entendeu. Lembra-se do que você mesmo disse para mim no Hotel Deluxe Heart? Você disse que eu não devia agir como uma adulta, e agora é você quem tenta agir dessa forma? O que houve com aquele garoto lindo por quem eu me apaixonei?
Luke largou o braço de Dawn que continuou a encará-lo de modo sério. Ela seguiu seu caminho e deixou-o para trás, parado. Sempre que entrava em uma batalha importante ele se esquecia de todos os seus amigos. Já havia passado a evitar Titânia em seus assuntos privados, e pouco a pouco perdia a confiança de sua própria família. Luke apertou o passo até alcançar Dawn novamente, e ainda sem encará-la tornou a dizer:
— Não é a primeira vez que eu faço isso. Às vezes parece que todos os problemas do mundo caem em minhas costas, e eu não consigo ser eu mesmo... Eu preciso da ajuda de vocês.
Dawn estava muito irritada, mas parou para conseguir olhá-lo nos olhos. Ela segurou o rosto de Luke e embora quisesse dar-lhe um suave beijo, não o fez. Os dois continuaram sérios.
— Amigos servem para isso, você deve confiar na gente. Foi isso que você disse para mim em Hearthome, e para sempre vou levar isso comigo. Cumpra sua própria palavra.

Luke tentou revelar um sorriso que agora já parecia ser raro depois de tanto tempo agindo com seriedade. Ele continuou a caminhar ao lado de Dawn como alguém muito curioso, rodeando por estar repleto de perguntas.
— E quando você diz isso, como exatamente eu era antigamente?
Dawn demonstrou um sorriso sincero como se lembrasse de todas as suas aventuras nos últimos dias.
— Bom, você era engraçado, divertido... Sempre estava disposto a conversar com a gente, aconselhava com palavras carinhosas e um olhar apaixonado.
Luke também sorria, mas não ousava agir como costumava fazer antigamente. Os dois pareciam ser dois estranhos novamente, como se saíssem em um primeiro encontro. Dawn podia adorar homens mais velhos como Riley, mas não podia esconder que era apaixonada por seu amigo.
O caminho continuou pela rota 214 até que os dois alcançaram o restante do grupo. Luke parecia um pouco recuperado, e isso deixava seu irmão mais aliviado. Ele não estava totalmente alegre como de costume, mas já conversava e ria de alguns comentários dos amigos. Talvez a pressão dos ginásios lhe causasse algum mal.
Aquela rota era famosa pelas cavernas de Ruin Maniacs na região. O aspirante a treinador parecia empolgado para visitar uma, e Luke ainda não deixava de apreciar uma boa batalha. Eles entraram em uma pequena caverna nas redondezas, encontrando alguns exploradores que faziam suas investigações.
— Meu nome é Bryan. Sou um maníaco por artefatos antigos, eu poderia ter uma batalha?
Dawn parecia receosa em deixar o amigo entrar na batalha. Ela não sabia se ele poderia voltar a agir de forma grosseira, mas confiava em sua capacidade.
— Fica tranquila, vou me concentrar e não cometer o mesmo erro.
Luke lançou seu Horsea em campo, e agora Mikau parecia bem disposto para uma batalha. O Pokémon aquático teria muita vantagem contra oponentes de rocha, e por isso Luke não demorou muito para conquistar a vitória.
— Horsea, Bubblebeam. — disse ele tranquilamente.
O Pokémon utilizou sua rajada de bolhas para ferir um Hippopotas do adversário. Luke tinha um sorriso sereno em seu rosto, ele estava muito calmo, e lutava como alguém que fazia aquilo por puro prazer. Algumas vezes chegava a parecer que Luke tinha dupla personalidade, o que era mentira. Era apenas necessário dar alguns toques ao garoto para que ele percebesse quem realmente era, Riley andava observando-o muito, pois tentava entender o motivo pelo qual uma pessoa começava a agir de tal maneira de forma tão súbita.
Uma vitória fácil. Após a derrota, o Ruin Maniac se ofereceu para demonstrar as ruínas. Aquele caminho os levaria até Solaceon, estava  concluído. Riley se lembrava do tempo de sua aventura em que aquela caverna ainda estava sendo feita. Vê-la finalmente finalizada era um grande prestígio. Luke lançou Shieldon para seguir seu caminho, e o Pokémon fóssil examinava tudo com seriedade. Aquele era o seu território, e Shiedon sentia como se conhecesse a trilha perfeitamente. A companhia do Hippopotas daquele explorador ainda era muito agradável, os dois Pokémons sentiam como se estivessem de volta ao seu território de origem.
— Ele é uma graça, adoro quando fica com essa carinha olhando para tudo em sua volta. — disse Dawn.
Enquanto caminhavam, os jovens se depararam com um pequeno tremor na terra vindo do lado de fora. Eles não eram frequentes, estava claro que alguém armava aquilo. Riley verificava as paredes, e elas pareciam ser capazes de ceder se um terremoto de maior magnitude atingisse a área com frequência. Luke encostou o rosto na terra e fez algo que já não fazia há muito tempo, examinar o solo.
— O tremor foi causado por uma explosão de algo vindo do sul.
A espessura da caverna era grande o bastante para que Titânia pudesse rastejar, Luke lançou a serpente para que ela fizesse um caminho seguro pela trilha rochosa de modo que seus treinadores pudessem sair em segurança. Marley lançou um olhar pela rota, mas não havia nada que causasse aqueles tremores.
— Terremotos nessas rotas? — perguntou Marley.
— O solo daqui não apresenta nenhuma placa tectônica para isso, esse tremor foi causado por ação humana. Ou, de Pokémons. Presumo eu que sejam humanos, criaturas selvagens não destruiriam seu habitat natural. — disse Titânia.

O grupo seguiu as pequenas elevações causadas no terreno até encontrarem um misterioso grupo que agia próximo ao Lake Valor. Riley pediu que seus companheiros esperassem, e conforme ele havia imaginado, pôde ver homens vestidos de roupas negras.
— Rockets. — afirmou Riley — É um grupo bem grande, eles parecem estar armando algo nessas áreas.
— Vejam, eles têm vítimas. — comentou Marley.
Os jovens se espreitaram e puderam ver duas pessoas amarradas em uma pedra sob domínio dos Rockets, assim como haviam muitos outros Pokémons presos em jaulas. O uniforme daquelas pessoas lhes era familiar, e de fato, os irmãos conheciam aquele símbolo como ninguém.
— São membros dos Galactics. — concluiu Lukas.
— As duas facções são inimigas? — perguntou Marley.
— As pessoas têm preconceito para com os Galactics, mas eles não sabem que na verdade são os Rockets que atuam de forma ilegal causando todo o prejuízo culpando a outra corporação. — disse Riley.
Haviam muitos Rockets armados na área. Cerca de trinta uniformizados estavam visíveis, sem contar os que estavam possivelmente se escondendo. Cinco homens se aproximaram da pedra em que os dois Galactics estavam e começaram a humilhá-los. Os dois estavam amarrados, era um homem e uma mulher. Naquela situação era claro que eles não poderiam nem sequer revidar, e tal ação mostrava como Rockets podiam ser criaturas imundas.
— Calem a boca, e parem de choramingar!
— Eu não vou me calar, deixe apenas que o Comandante Saturn volte de seu trabalho no Lake Valor, e vocês estarão encrencados! — respondeu o homem dos Galactics.
Os criminosos riam enquanto abriam espaço para outros dois que arrastavam alguém pela floresta. Era o próprio Comandante Saturn que parecia muito ferido e praticamente inconsciente. Os Rockets o jogaram no chão e em seguida amarram suas mãos. Saturn depositou sua cabeça sobre uma pedra lutando para ainda respirar, enquanto os Rockets continuavam a caçoar. Os dois recrutas amarrados não acreditavam no que viam.
— Aqui está a encomenda de vocês.
A moça dos Galactics que estava amarrada lutava para não deixar as lágrimas escorrerem pro sentir tamanha preocupação. Luke e Lukas reconheciam os membros dos Galactics, e ficavam muito estressados quando viam alguém fazer algo para sua família.
— É o namorado da Tia Martha. — afirmou Lukas silenciosamente.
— Esses Rockets atacaram o Hotel Deluxe Heart no dia em que estivemos hospedados lá, eles são perigosos e sempre está armados não somente com Pokémons, mas com facas e armas de fogo. Precisamos sair daqui! — continuou Dawn.
— Não sem antes salvar o tio. — disse Luke, preparando uma de suas pokébolas antes de ser interrompido por Riley.
— Esses sujeitos não são um bando de treinadores bobos com Pokémons idiotas, eles estão armados, então tenha cuidado e sempre tome conta do parceiro ao lado.
— Pensei que fosse nos impedir de continuar. — respondeu Luke.
— São vocês quem decidem suas escolhas. Agora vá, eu e Marley estaremos chamando atenção dos Rockets para longe, vocês três salvam os Galactics.
Riley lançou seu Lucario, e Marley tinha seu Arcanine para guiá-la. O homem entrou no caminho dos Rockets e chamou pela atenção dos membros.
— Não creio que estejam causando encrenca novamente. — disse Riley, ajeitando seu chapéu.
Os Rockets pareciam assustados, pois sabiam que aquele homem se tratava de um veterano já conhecido da facção por sempre estar caçando grupos independentes daqueles criminosos como um mercenário. Os dois se afastavam lentamente enquanto chamavam a atenção do maior número de Rockets, dando a chance perfeita para uma invasão por parte dos Irmãos Wallers e Dawn.
Os gêmeos se posicionaram em frente enquanto encaravam os criminosos, que estavam muito assustados, pois a fama de dois garotos de boina vermelha já se espalhava por toda a Sinnoh. Principalmente por tratar-se de uma lenda.
— Estão invadindo o acampamento, retornem! — gritavam os Rockets em vão para os parceiros que já estavam distantes — São apenas crianças, mas não hesitem em atacá-las para valer! Já tivemos muitos problemas com crianças em Kanto e Johto, não os subestimem!
Eles realmente estavam armados com facas, o que de certo modo causou um receio maior e uma cautela específica por parte dos irmãos. Titânia foi liberada de sua cápsula e nesse momento derrubou os criminosos e destruiu as armas antes que elas pudessem ser usadas, protegendo seus donos com sua defesa ancestral. O som de explosões era inútil contra a armadura maciça de pedra, enquanto a serpente estivesse disposta a lutar, nenhum de seus companheiros cairiam em batalha.
— Esteja atento, Senhor. Não são bandidos de cidades, são um grupo especializado de profissionais. — disse Titânia.
— Eu não pensei que a situação iria ficar tensa. Tome cuidado você também, Tih. Não quero vê-la machucada. — disse Luke.
Luke havia lançado todos os seus Pokémons disponíveis para auxiliar no combate. Gabite e Horsea derrubavam seus oponentes em conjunto, enquanto Duskull parecia invencível aos golpes consecutivos de seus oponentes que não lhe causavam dano algum. Shieldon estava ao lado de Luke e o protegia de qualquer Pokémon que o tentasse atingir, o pequeno escudo atuava como uma verdadeira muralha.
— Shieldon, utilize o Protect!
Algumas bombas surgiram, mas os golpes sempre eram defendidos. Luke não precisava preocupar-se com seu irmão, pois Lukas tinha sua bela Milotic que o envolvia num escudo aquático de proteção. Pachirisu e Murkrow tentavam soltar os membros presos dos Galactic, enquanto Gardevoir cuidava do Comandante Saturn que estava gravemente ferido.
— Milotic, utilize o Water Pulse! — odenava Lukas.
As jaulas dos Pokémons selvagens foram quebradas, mas os Rockets tomavam controle deles e agora os utilizavam para seu próprio uso. Haviam Rhyhorns poderosos sob posse do inimigo, assim como Gravelers, Geodudes e Zubats. 
Mikau era muito habilidoso em derrubar Pokémons com a defesa física mais alta, enquanto Gabite encarava o companheiro e ria.
— Gawwhrbite, gawahr. — ironizou o dragão, dizendo algo como “Saia do meu campo de batalha, seu desgraçado.”
— “Então vem me tirar, seu dragão idiota.”
A serpente de rocha aproximou-se dos dois e encarou seus companheiros.
— Tratem de manter a ordem e trabalhar em equipe se os dois não quiserem ficar a noite inteira abraçados. — disse Titânia.
Mikau e Gabite logo voltaram a atuar em equipe, mesmo que contra suas vontades.
Os Rhyhorns avançavam com força em direção de Shieldon, mas o Pokémon se defendia de todos os golpes para proteger seu Mestre, mas os ataques sucessivos aos poucos pareciam conseguir quebrar sua barreira. Shieldon era um sujeito pequeno, mas recebia a investida de Pokémons selvagens e os erguia lançado-os para longe como pedras indesejadas.
— Rhyhorn, utilize o Take Down! — dizia um dos Rockets.
O Pokémon fóssil se defendera, em um rápido movimento sua cabeça foi ao encontro do chifre do oponente, tricando-o por completo e fazendo o Rhyhorn recuar com o susto. Shieldon estava ofegante, mas estava disposto a defender seu treinador a qualquer custo.
— Vamos lá, Shieldon! Aguente firme!! — gritou Lukas que acompanhava o Pokémon de longe.
Desde que seu irmão havia ganhado Shieldon, Lukas de certo modo encontrou-se apaixonado pelo carisma do pequeno. Lembrava-se da batalha de ginásio em Eterna, e agora via como o fóssil havia evoluído sua própria defesa. Seus pensamentos foram interrompidos no momento em que Murkrow derrubou dois Zubat que se aproximavam de seu Mestre, em seguida acenando para seu dono.
— Obrigado, Murkrow. — disse Lukas.

 Duskull derrubava os inimigos com suas próprias mãos antes que eles causassem qualquer estrago. Sua autoridade era tanta que ele até mesmo conseguia manter controle de algumas criaturas selvagens, o fantasma somente foi obrigado a deixar sua formação de ataque no momento em que um rápido Golbat o acertou, mas uma simples mordida não seria o suficiente para derrubá-lo.
Luke e Lukas foram surpreendidos no momento em que ouviram um grito vindo da floresta. Era a voz de Dawn, os dois se viraram e se depararam com um homem dos Rockets segurando Dawn com uma faca apontada em sua direção. O pequeno Piplup jazia no chão derrotado, e ao lado daquele homem estavam dois grandes Golbats.
— Acho que vocês perderam alguma coisa. — disse o homem — Poupe-me as apresentações. Ou vocês dão o fora daqui, ou a garota morre.
Luke estava muito irritado por ver Dawn ferida, a garota chamava por socorro, mas ainda haviam muitos Rockets dispostos a lutar e ficar no caminho de quem fosse necessário. Ainda não havia sinal do retorno de Riley e Marley, e aquele Rocket era claramente o líder do grupo. Luke cerrou os punhos e gritou:
— Deixa ela em paz!
O homem ordenou que seus dois Golbats presentes avançassem. Era uma multidão de morcegos caçadores, o grupo estava atordoado, mas por sorte Murkrow e Titânia derrubavam as criaturas nas alturas. Agora eram Golbats e Rhyhorns que avançavam contra a equipe, Luke estava sozinho com seu Shieldon, e Lukas longe demais para qualquer socorro.

Um dos maiores Rhyhorns do local avançou contra o garoto. Ele aparentemente não queria estar fazendo aquilo, mas era obrigado. O  touro de pedra avançou contra Shieldon que defendeu seu treinador com todas as forças que lhe restavam, mas pôde-se ouvir o trincar de uma armadura, e o Rhyhorn lançando o pequeno com toda força contra uma parede de rochas. O pequeno Shieldon caiu no chão sem conseguir se mover.
Aquilo causava fúria em todos os membros de sua equipe. Titânia estava incapacitada de utilizar o Earthquake pela quantidade de aliados, mas seu Stone Egde fora certeiro para derrubar os Rhyhorns ao redor.
— Shieldon!! Shieldon!! — gritou Luke espantado.
— Não perca a guarda, garoto! — retrucou Titânia.
Manadas de Rhyhorns eram perigosas quando enraivecidas. Várias das criaturas avançavam com força em direção de Luke que corria para abraçar Shieldon. Horsea e Gabite pularam em frente das criaturas selvagens e os impediram de continuar o caminho, o dragão olhou para o companheiro e sorriu:
— “Cuidado pra não quebrar as unhas, florzinha.”— ironizou Gabite.
— “Você bate que nem mulherzinha.” — retrucou Mikau.
Dragão e cavalo-marinho combinaram seus golpes destruindo todos os Pokémons selvagens que avançavam.
Luke abraçava Shieldon enquanto o Pokémon parecia não responder ao chamado de seu Mestre. Titânia o observava como se sentisse que tivesse falhado na missão de protegê-los, mas agora nada mais ela poderia fazer. Luke foi interrompido no momento em que uma forte luz emanou o corpo de Shieldon e o escudo quebrado em sua fronte tomou uma nova forma, algo inusitado ocorria.
O líder dos Rockets continuava com Dawn em suas mãos, mas Lukas rapidamente avançou com seu Pachirisu de forma que o esquilo arrancasse a faca de suas mãos sem que o criminoso sequer tivesse dado conta. O homem caiu, dando uma brecha perfeita para que Milotic o envolvesse e o prendesse como correntes de ferro. Dawn tentava recuperar-se do susto, ela sacou sua pokébola e liberou Lairon, que levantou um olhar ameaçador para todos os bandidos na área. Quando o dragão metálico assumia o campo de batalha, era para arrebentar.
— Precisamos bater em retirada! Recuem, recuem! Deixem as vítimas para trás, esqueçam os Galactics, salvem suas vidas! — gritou um dos Rockets.
Antes que qualquer movimento fosse feito, uma forte luz surgiu do centro do campo. Shieldon brilhava intensamente, e quando os criminosos preparavam-se para fugir o Pokémon cobriu o caminho com um enorme escudo frontal, sua cabeça era como uma armadura impenetrável. Era um Bastiodon, utilizando de seu mais novo golpe, Block.
— Ele tampou a passagem! — disse o criminoso.
No momento em que os Rockets tentavam fugir, os Pokémons selvagens foram deixados para trás. As criaturas já pareciam ter sido controladas, Duskull e Lairon surgiram ao lado de Bastiodon e encararam os bandidos remanescentes. Todos os Pokémons os cercaram até que eles não tivessem mais saída. A serpente aproximou-se deles e os encarou:
— Fim da linha.

Os Rockets haviam sido detidos. Pouquíssimos haviam fugido, isso se alguém havia conseguido passar pela vigilância de Murkrow. O líder da equipe também estava preso, e Bastiodon tomava conta para que nada de ruim acontecesse. Assim que notou na evolução do companheiro, Lukas correu em direção de Bastiodon e o abraçou. Luke estava ainda mais alegre com a evolução, e parecia nem mesmo acreditar que o velho fóssil que havia ganhado ainda em Oreburgh finalmente evoluíra depois de tantas aventuras e emoções. Apesar de todos os elogios e carícias, Bastiodon continuava sério.
— Por trás dessa carinha séria ainda existe um Pokémon extremamente carinhoso. Você está de parabéns por ter batalhado tão bem hoje, soldado. — disse Titânia.

Riley e Marley retornaram com notícias de que tudo estava sob controle, e agora os Galactics estavam salvos. Gardevoir continuava a cuidar do Comandante Saturn, Pachirisu roeu as cordas que prendia os recrutas para que fossem libertos. Ambos quase caíram por tamanho cansaço que sentiam, de forma que Dawn e Riley os ajudassem a se sentarem.
— Irmãos gêmeos, boinas vermelhas... Vocês são os promissores garotos de que a Comandante Mars tanto fala... — presumiu um dos Galactics.
— Vocês se lembram de nós? Eu me chamo Star, tivemos um incidente com as Pokéagendas há alguns meses. — disse ela.
— Vish, acho que nem vou lembrar disso, moça... — admitiu Luke.
 — Não há importância. Independente de se lembrarem, devemos agradecer pela ajuda. E que situação, em nosso primeiro encontro estávamos batalhando como inimigos, mas agora são vocês que estão nos salvando...
— Ei, nós nunca dissemos que os Galactics são nossos inimigos. Para falar a verdade, acredito que vocês sejam os mocinhos da história. — sorriu Lukas.
Star deu um leve sorriso, mas em seguida olhou para os lados de forma espantada:
— O Comandante Saturn está em apuros! Onde ele está?!
O homem aos poucos se recuperava, e agora por sorte já tinha consciência do que acontecia. Gardevoir continuava com sua cura, de forma que Milotic também colaborasse com uma água revigorada, e Roselia com ervas medicinais. Logo, Togepi também aparecia com ervas esquisitas, embora ninguém o deixasse usar suas medicinas naturais em ninguém.
Saturn abriu seus olhos aos poucos, e assim deparou-se com o grupo. Encarou todos com um olhar cansado e perdido, até que pôde ouvir a voz de Luke:
— Fala ae, tio namorado da minha tia que eu não lembro o nome!
— Não seja indelicado. O nome dele é Alexssander, Luke. — respondeu o irmão.
— Eu me lembro de vocês, são os sobrinhos da Martha... — disse ele com a voz cansada, ainda não estando totalmente recuperado — O-Obrigado pela ajuda...
— Tome mais cuidado, Senhor Alexsander. Os Rockets têm agido com mais violência. — disse Riley — Se me permite a pergunta, o que vocês faziam no Lake Valor?
Saturn hesitou por um momento como se não pudesse responder aquilo.
— Sinto muito, mas são informações sigilosas. — disse Saturn.
— Até mesmo para membros da sua família? E ainda mais para quem acabou de salvá-lo? — perguntou Marley.
Saturn estava convencido de que era um bom argumento, e aquela não era a primeira vez que encontrava os jovens irmãos. Se a Comandante Mars confiava neles, então não havia no que duvidar. O homem hesitou por um momento, e após sentar-se começou a explicar o plano de seu chefe.
— Estávamos examinando a estrutura do rio e conhecendo mais o lendário guardião Azelf para nossas pesquisas. Precisamos da ajuda desta criatura lendária para que nossos planos sigam caminho.
— Azelf? O ser da Força de Vontade? Pensei que ele fizesse presença apenas nas lendas e mitos. — disse Lukas.
— Há muitas coisas que não acreditamos, mas que existem. E podemos provar. — disse Saturn, revelando uma Master Ball em sua mão.
Os olhos dos jovens se esbugalharam, e até mesmo Riley parecia fascinado. Nenhum veterano sequer havia visto aquele objeto em outro lugar, conheciam a pokébola por sua fama de capturar qualquer Pokémon em apenas uma tentativa, mas ninguém entendia como algo raro como aquilo estava nas mãos dos Galactics. Era simplesmente surpreendente.
— Durante anos nosso chefe gastou sua fortuna com cientistas que desenvolvessem a Pokébola Mestra. Criamos uma a cada ano, sem contar que gastamos milhões. Essa é a terceira, e nós as utilizamos para capturar cada um dos guardiões do lago. — explicou Saturn.
Todos ali presentes estavam sem palavras. Saturn lançou a pokébola para o ar que emanou um flash que aos poucos começou a tomar a forma de um Pokémon místico. Era uma criatura azul-acinzentada, com duas caudas. Em sua testa, uma pedra vermelha, muito parecida com a imagem do Mesprtir que os irmãos haviam sonhado há muito tempo. Era o lendário único, Azelf.
— Eu não acredito, você capturou um lendário!! — disse Dawn surpresa.
— Eles serão usados para uma experiência. Por sorte, não agem contra nossa vontade, são criaturas em sua maioria pacíficas quando sabem que seu treinador não possui más intenções. Cada um dos Comandantes ficou encarregado de um lendário, Mars está no Lake Verity, com Mesprit; e Jupiter, no Lake Acuity, com Uxie. — explicou o Comandante.
— E qual seria o uso desses lendários? — perguntou Riley.
— Construir um mundo melhor. — respondeu Saturn confiante.
Os irmãos pareciam entusiasmados com a ideia, embora Riley e Marley ainda não demonstrarem um sinal de satisfação. Azelf continuou a rodopiá-los, parecia divertir-se com aquilo, mas Riley não parecia nem um pouco alegre.
— Isso é muito digno! Espero que os outros tenham conseguido capturar os lendários também. — comentou Dawn.
— Espere um pouco. Lukas, você se lembre do sonho que tivemos no início de nossas jornadas? Não era muito parecido com um guardião do lago?
— Refere-se àquela visão que tivemos em conjunto? Presumo que sim, o Azelf se parece muito com aquilo que vimos.
— Provavelmente era Mesprit, o ser da Emoções. — falou Saturn — A cada dia que passa nosso sonho de ter um mundo melhor se aproxima, e eu devo agradecer imensamente a ajuda de vocês.
— Fica tranquilo, tio! Namorado da tia já faz parte da família. — sorriu Luke.

O Comandante finalmente se levantou para se despedir. Cosmo e Star acompanhariam seu chefe até o HQ dos Galactics, que se situava na própria Veilstone. Os irmãos e Dawn se despediram do homem com um abraço, mas Riley não parecia nem um pouco amigável depois daquela conversa. No momento em que os dois tocaram as mãos, Riley aproximou-se de Saturn e sussurrou para que as crianças não ouvissem:
— Você sabe o poder de destruição que os Pokémons lendários carregam, não é? Trate de agir com forma justa para com esta criatura que tem em mãos, se não eu mesmo volto somente para tirá-lo de você.
O Comandante permaneceu sério, mas entendia o motivo da preocupação. Mexer com criaturas lendárias desequilibrava totalmente o equilíbrio do mundo, e Riley sabia o que poderia vir a acontecer caso os Galactics se revoltassem.
— Lendários nas mãos de uma corporação criminosa... Ou melhor, de cientistas alucinados. Você acha seguro, Riley? — perguntou Marley.
O homem ajeitou o chapéu e olhou para a amiga, dizendo com palavras ríspidas e ambiciosas:
— Prefiro deixar passar pelo fato desse Saturn ter um certo parentesco com Luke e o Lukas, mas caso contrário, eu faria questão de destruir aquela Master Ball com minhas próprias mãos.
Talvez aquela decisão devesse ter sido tomada naquele momento, ou talvez tivesse sido melhor deixar os Rockets acabarem com os planos dos Galactics naquela mesma tarde. O destino havia acabado de mudar seu percurso, e quando ele toma seu percurso, nunca é possível prevenir que caminho tomará.

Os jovens seguiram com grande turbulência pela rota 214. Luke teve a evolução de seu Shieldon para um impenetrável Bastiodon, e agora o caminho dos irmãos continuará até Pastoria. O encontro com o Comandante Saturn revela que os Galactics ainda têm muitos propósitos em Sinnoh, mas será que ter o lendário Azelf ao lado desta facção poderá resultar em um grande colapso entre os mundos?

      

Sinnoh Soundtrack


Está vendo este ícone de CD ao lado? Para acessar as canções você deverá clicar na imagem, e então poderá escutar as músicas ou realizar o download em suas respectivas postagens! Hospedamos grande parte de nossas músicas no 4shared, mas não detemos os direitos autorais de nenhuma delas. Este especial visa apenas o entretenimento e é feito de fã para fã. Boa diversão!

Sinnoh Soundtrack - Vol. 1
Música Tema dos Fire Tales (Parte 1)

  1. Duke's Theme - I Believe I Can Fly (R.Kelly)
  2. Watt's Theme - Caramelldansen (Caramell)
  3. Aerus' Theme - Till I Collapse (Eminem Feat. Nate Dogg)
  4. Marco Polo's Theme - Fireflies (Owl City)
  5. Akebia's Theme - Celebration (Madonna)
  6. Titânia's Theme - Titanium (David Guetta Feat. Sia)
  7. Sly's Theme - Mr. Boombastic (Shaggy)
  8. Chaud's Theme - Itsumo Soba Ni (Kirii Daisuke)
  9. Panetto's Theme - Sorry Blame It On Me (Akon)
  10. Glaciallis' Theme - Only Hope (Mandy Moore)
  11. Atros' Theme - The Rains of Castamare (Game of Thrones)
  12. Milady & Isaac's Theme - World is Mine (Hatsune Miku & Kaito Duet)
  13. Karl's Theme - Next Episode (Dr. Dre Feat. Snoop Dogg & Nate Dogg)
  14. Sophie's Theme - Dancing Queen (ABBA)
  15. Milena's Theme - Garota de Ipanema (Lisa Ono)
  16. Mikau's Theme - The Rip Tide (Beirut)

Sinnoh Soundtrack - Vol. 2
Música Tema dos Fire Tales (Parte 2)

  1. Luke's Theme - Don't You Worry Child (Swedish House Mafia)
  2. Lukas' Theme - Save the World (Swedish House Mafia)
  3. General's Theme - Like Toy Soldiers (Eminem)
  4. Al Capone's Theme - Leave Out All the Rest (Linkin Park)
  5. Lyndis' Theme - Dance Again (Jennifer Lopez Feat. Pitbull)
  6. Wiki's Theme - Take Over Control (Afrojack Feat. Eva Simons)
  7. Yoshiki's Theme - IV (X-Japan)
  8. Jade's Theme - S&M (Rihanna)
  9. Eva's Theme - Long Live (Taylor Swift)
  10. Vista's Theme - Through the Fire and Flames (Dragonforce)
  11. Coffey's Theme - Cheek to Cheek (Fred Astaire)
  12. Paula's Theme - A Thousand Years (Christina Perri)
  13. Primia & Drinian's Theme - Take Care (Drake Feat. Rihanna)
  14. Vivian & Stanley Song - You Make Me Feel (Cobra Starship Feat. Sabi)
  15. Glenn Combs (Feat. Cynthia) - Last Night (P. Diddy Feat. Keyshia Cole)

The Remarkable Five
  1. iDie's Theme - Stronger (Kanye West Feat. Daft Punk)
  2. Bonna Party's Theme - Girl On Fire (Alicia Keys)
  3. Sonnen's Theme - Seven Nation Army (White Stripes)
  4. Presidente's Theme - Too Close (Alex Clare)
  5. Davy Jones' Theme - Smoke On The Water (Deep Purple)

Sadness Orchestra
  1. Ed's Song  (Sadness Orchestra) - The Weary Kind (Ryan Bingham)
  2. Dean's Song (Sadness Orchestra) - Heaven (Bryan Adams)
  3. Celia's Song (Sadness Orchestra) - Total Eclipse of the Heart (Bonnie Tyler)


Canções Aleatórias (Music Album)
Duplas, Grupos, Parcerias e Temas Variados

  1. Luke & Lukas Song - The Fighter (Gym Class Heroes (Feat. Ryan Tedder)
  2. Tom Sawyer's Theme - Wake Me Up (Avicii)
  3. Mikau & Milena Song - Little Talks (Of Monsters and Men)
  4. Lyndis (Feat. Karl) - Get It Started (Shakira Feat. Pitbull)
  5. Al Capone (Feat. Aerus) - In The End (Linkin Park)
  6. Marco Polo (Feat. Mikau) - I Miss You (Blink 182)
  7. Glaciallis Theme II - Prayer (Hayley Westenra)
  8. Eva's Theme II - Perfect Two (Auburn)
  9. Yoshiki's Theme II - Jade (X-Japan)
  10. Sophie's Theme II - Girls Just Wanna Have Fun (Cyndi Lauper)
  11. Mikau's Theme II - Iron (Woodkid - Assassin's Creed III)
  12. Milena's Theme II - Big Girls Don't Cry (Fergie)
  13. Atros' Theme II - Misty Mountains (The Hobbit - Soundtrack)
  14. Wiki & Mozilla Song - Mr. Saxobeat (Alexandra Stan)
  15. Delfort's Theme - Don't Worry, Be Happy (Bobby McFerrin)
  16. Eleanor's Theme - I Kissed a Girl (Katy Perry)
  17. Barão's Theme - The Scientist (Coldplay)
  18. Beliel's Theme - Demons (Imagine Dragons)
  19. Seth's Theme - Viva La Vida (Coldplay)

Não consegue ouvir algo? Avise-nos de qualquer link quebrado ou errado! Se uma música não estiver tocando, procure atualizar seu flash player. Se o problema persistir, acesse a galeria completa de Soundtracks de Canas Ominous, clicando no link abaixo!


*Feat. é a abreviação para featuring, sendo interpretado como Participação. São as músicas com parcerias entre dois artistas/personagens.

Marco's Theme + Slys Theme

Fireflies
Marco's Theme



"Você não acreditaria em seus olhos,
Se dez milhões de vagalumes
Acendessem o mundo quando eu caísse no sono.
Porque eles enchem o ar livre e deixam lágrimas em toda parte
Você pensaria que sou rude, mas eu só iria ficar parado e olhar.

Eu gostaria de me fazer acreditar que o planeta Terra gira devagar
É difícil dizer que eu preferiria estar acordado quando estou adormecido
Pois nada é o que parece."



Mr. Boombastic
Sly's Theme



"Você precisa de um amante, bombástico, romântico e fantástico! 
Ela me chama de bombástico, diz que sou fantástico.
Toca as minhas costas e diz que sou ro... Romântico, que sou fantástico
Toca as minhas costas e diz que sou ro... Suave, como a seda
Macio e gostoso, me abrace como um edredom.

Sou um amante lírico, não se engane

Você sabe que tenho um bom físico
Minha nossa, não dá pra ver?
Eu sou bombástico, ela diz que sou fantástico."



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