Valiant Hearts [Soundtrack]



Título: Valiant Hearts: The Great War [Official Soundtrack]
Compositores: Various Artists
Lançamento: 2014
Plataforma: Microsoft Windows,PlayStation 3,PlayStation 4, Xbox 360,Xbox One, iOS.
FormatoArquivo compacto no formato .ZIP e canções como .MP3
Número de faixas: 20 faixas
Tamanho: 99,3 mb

01. Little Trinketry
02. Broken Wings
03. En avant la musique
04. Escape the Apocalypse
05. Never the Same
06. Masked Like the Night
07. For Catrin
08. Get Aboard
09. The Final Wait
10. Dark Secrets
11. In Remembrance
12. Mother Cloud
13. In the Line of Fire
14. Comme un pigeon
15. Death Toll
16. The Ultimate Spy
17. Deep Loneliness 
18. Nurture
19. Lonely Pebble

Pokémon FireRed/LeafGreen OST



Nome: Pokémon FireRed & LeafGreen [Original Soundtrack]
Compositores: GAME FREAK & Various Artists
Lançamento: 26 de Maio, 2004
Plataforma: Game Boy Advance
Formato: Arquivo compacto no formato .ZIP e canções como .MP3
Número de faixas: 90 faixas
Tamanho:

DISCO 1

01. Game Freak Logo
02. Opening Movie
03. Title Screen
04. Game Tutorial 
05. Welcome to the World of Pokémon!
06. Pallet Town Theme
07. Professor Oak
08. Professor Oak's Laboratory
09. Fanfare: Pokémon Obtained
10. A Rival Appears 
11. Battle! ( Trainer Battle )
12. Victory! ( Trainer Battle )
13. Road to Viridian City : Leaving Pallet Town
14. Fanfare : Obtained Item! (Version 1)
15. Pewter City Theme
16. Teachy TV Menu
17. Viridian Forest
18. Battle! (Wild Pokémon)
19. Victory! (Wild Pokémon)
20. A Trainer Appears! (Boy Version)
21. Pokémon Center
22. Jigglypuff's Song
23. Pokémon Healed
24. Guide
25. Pokémon Gym
26. Tense Battle!
27. Battle! ( Gym Leader Battle )
28. Victory! ( Gym Leader Battle )
29. Fanfare: Badge Obtained
30. Evolution
31. Fanfare: Evolution
32. Road to Cerulean City: Leaving Mt. Moon
33. A Trainer Appears ( Girl Version )
34. Caves of Mt. Moon
35. Vermilion City Theme
36. The S.S. Anne
37. Cycling
38. Lavender Town Theme
39. Pokémon Tower
40. Celadon City Theme
41. Rocket Game Corner 
42. Fanfare: Winning
43. Fanfare: Jackpot
44. Pokémon Printer
45. Rocket Hideout
46. A Trainer Appears ( Bad Guy Version )
47. Silph Co.
48. Road to Fuchsia City : Leaving Lavender Town
49. The Poké Flute
50. Fuchsia City Theme
51. Move Deleted
52. The Sea
53. Battle! ( Legendary Pokémon )
54. Fanfare: Pokémon Caught
55. Cinnaber Island Theme 
56. Pokémon Mansion 
57. Pokémon Net Center
58. Fanfare: Professor Oak's Evaluation 
59. Sevii Islands: Four & Five Islands
60. Pokémon Jump
61. Dodrio Berry Picking
62. Too Bad...
63. Sevii Islands
64. Sevii Islands : Six e Seven Islands
65. The Union Room
66. Mistery Gift
67. Fanfare: Item Obtained (Version 2)
68. Battle! (Mewtwo)
69. The Final Road
70. Final Battle! (Rival)
71. Epilogue
72. Hall of Fame
73. Ending Theme

DISCO 2

01. Deoxys Appears
02. Battle! (Deoxys)
03. Teach Me, Poké Dude!
04. Memory P
05. Rocket Hideout
06. Pokémon Tower 1997
07. Strength of a Gym Leader
08. Title Screen
09. Road to Viridian City: Leaving Pallet Town
10. Viridian Forest
11. Pewter City Theme
12. Battle! (Trainer Battle)
13. The S.S. Anne
14. Cycling
15. Fuchsia City Theme
16. Final Battle! (Rival)
17. Ending Theme

Pokémon Ruby/Sapphire OST



Nome: Pokémon Ruby & Sapphire [Original Soundtrack]
Compositores: GAME FREAK & Various Artists
Lançamento: 26 de Abril, 2003
Plataforma: Game Boy Advance
Formato: Arquivo compacto no formato .ZIP e canções como .MP3
Número de faixas: 106 faixas + 3 bônus 
Tamanho: 

DISCO 1

01. Opening Movie: Setting out on a Journey in the Hoenn Region
02. Opening Movie: Double Battles
03. Title Screen: Main Theme
04. Introductions
05. Littleroot Town
06. Birch Pokémon Lab
07. May
08. H-Help Me!
09. Battle! ( Wild Pokémon )
10. Victory! ( Wild Pokémon )
11. Route 101 

12. Oldale Town
13. Pokémon Center
14. Pokémon Healed
15. Trainer's Eyes Meet ( Youngster )
16. Trainer's Eyes Meet ( Lass )
17. Battle! ( Trainer Battle )
18. Victory! ( Trainer Battle )
19. Level Up!
20. Petalburg City
21. Hurry Along
22. Route 104
23. Petalburg Woods
24. Team Magma Appears!
25. Battle! ( Team Aqua/ Team Magma )
26. Victory! ( Team Aqua/ Team Magma )
27. Rustboro City
28. Trainer's School
29. Crossing the Sea
30. Dewford Town
31. Trainer's Eyes Meet ( Tuber♀)
32. Slateport City
33. Oceanic Museum
34. Route 110
35. Cycling
36. Game Corner
37. Win
38. Lose
39. Reel Time 
40. Jackpot
41. Verdanturf Town
42. Route 113
43. Twins
44. Fallarbor Town 
45. Cable Car
46. Mt. Chimney 
47. Trainer's Eyes Meet ( Hiker )
48. Route 111
49. Pokémon Gym 
50. Battle! ( Gym Leader ) 
51. Victory! ( Gym Leader )
52. Obtained a Badge!
53. Obtained a TM!
54. Surf

DISCO 2

01. Route 119
02. Fortree City
03. Route 120
04. Interviewers
05. Safari Zone
06. Trainer's Eyes Meet ( Gentleman )
07. Lilycove City
08. Museum
09. Move Deleted
10. Brendan
11. Battle! ( Brendan/May )
12. Evolution

13. Congratulations! Your Pokémon Evolved! 
14. Poké Mart
15. Mt. Pyre 
16. Trainer's Eyes Meet ( Psychic )
17. Trainer's Eyes Meet ( Hex Maniac )
18. Mt. Pyre Exterior 
19. Hideout
20. Obtained an Item
21. Team Aqua Appears!
22. Battle! ( Team Aqua/ Team Magma Leaders)
23. The Super-Ancient Pokémon Awaken!
24. Drought
25. Heavy Rain
26. Dive
27. Sootopolis City
28. Cave of Origin
29. Battle! ( Super-Ancient Pokémon)
30. Trainer's Eyes Meet ( Swimmer♀ )
31. Ever Grande City
32. Obtained a Berry!
33. Contest Lobby
34. Pokémon Contest! 
35. Results Announcement!
36. Contest Winner
37. Sealed Chamber
38. Battle! (Regirock/Regice/Registeel)
39. The Trick House
40. Abandoned Ship
41. Battle Tower
42. Victory Road
43. Trainer's Eyes Meet ( Cooltrainer )
44. The Elite Four Appear!
45. Battle! ( Elite Four )
46. Champion Steven
47. Battle! ( Steven )
48. Victory! ( Steven )
49. Room of Glory 
50. The Hall of Fame
51. Ending Theme
52. The END

Bonus Tracks

01. TRICK MASTER
02. SLATEPORT CITY
03. STEVEN STONE

Roxanne, Can You Repeat? [FanArt]

Prontos para o lançamento de Ômega Ruby e Alpha Sapphire, caros companheiros? Em comemoração aos remakes que logo chegam às nossas mãos, eu decidi trazer uma fanart da minha líder de ginásio mais adorada da região!

Admito que quando joguei Ruby e Sapphire lá na minha infância eu não achava Roxanne lá essas coisas. Mas, conforme o tempo passou, esse temperamento no estilo "professora" e o jeitinho típico foram me cativando aos poucos. Sempre fui um apaixonado por Pokémons Rock-type, e o Nosepass era uma de minhas figuras preferidas na época! Para nossa professora ficar ainda mais sensual, só faltou colocar um par de óculos, rs.

"Professora, não estou conseguindo prestar atenção na aula..."

Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 29 de Outubro, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1246 x 1600
Tamanho: 1,97 mb
Marcações: Roxanne, Pokémon Ômega Ruby & Alpha Sapphire, Remake, Gym Leader, Rocky-type, teacher, sexy, ecchi, blackboard, nosepass, stockings, skirt.

FanArt - WhiteVir Prym #1

Titânia, a meu traço.

Nome: Virgínia Cardoso (WhiteVir)
Idade: 15 anos
Localização: São Paulo
Técnica: Paint Tool Sai

CARA, faz tempo que eu queria mandar uma fanart :v Tipo, muito tempo mesmo '-'
Ainda sou inciante no paint :v (justifica tudo)
Decidi fazer a Tih, porque adoro ela *--* E por mais de um milhão de motivos :v Acho que esse ficou um dos melhorezinhos que já fiz dela '-' Um dia eu faço melhor :v  Eu gostei de faze-la, e talvez, logo ela ficará muito melhor nas próximas vezes! *-*
Sim! Tih sorrindo =) *chora de emoção*

Eu desenho a maioria dos meus personagens sorrindo, então acho que esse não seria diferente...
Fiz (tentei =p) fazer no traço de SAO, no mangá no caso, ou pelo menos, mais uma tentativa kkk Optei por fazer ela na forma de Onix, pra mim sempre será a forma mais marcante :3 E porque a outra, se tentasse fazer, não, não daria muito certo... .-.
Espero que tenha gostado =3 \o
CYAO!  WV

• • •

Diga ae, WV! Caramba, quanto tempo fazia que eu não via a Titânia vestida em sua clássica armadura, rs. Sem sombra de dúvidas, acho que foi a mais marcante para mim também. De volta aos tempos de nosso primeiro Gijinka do blog, e também de quando eu nem pretendia fazê-la evoluir. No começo dos planejamentos para Sinnoh a ideia era justamente permitir que a Titânia continuasse sendo um Onix até o final, tive medo de que ela perdesse a essência quando evoluísse sem contar que eu não fazia ideia de como realizar essa troca por Metal Coat. E pensando melhor, acho que foi justamente o método "por troca" que lá no começo me trouxe essa ideia de fazer o Luke enviar a Titânia para outra pessoa. Eu só não fazia ideia de que no final ELA seria a última antagonista da história... Esses nossos planos, sempre em constante mudança!

Uma excelente escolha para um belo trabalho, WV! Cada vez mais nos aproximamos do final da fanfiction, e todas as lembranças da Tih fazem meu coração se apertar... Eu adorei a imagem! Eu lembro-me que você comentou faz bastante tempo mesmo que queria fazer um desenho dela. Já fazia alguns meses que não mandavam fanarts para cá, e quando ilustram personagens dos Fire Tales devo dizer que são os meus favoritos, eles são muito importantes para mim. Quem sabe numa próxima ela não vêm na forma de Steelix, não é? Até o capítulo final sair, vou querer ver essa nova versão! kk Muito obrigado pela homenagem, WV. See ya!  Canas Ominous.

Notas do Autor (Capítulo 97.4)

Hoje, caros leitores, concluímos a última curva que nos dá entrada para a reta final. Com o fim da Quarta Casa, nada mais resta da Elite dos 4 para que Luke alcance o seu objetivo. A próxima batalha, conhecida tanto como "A Quinta Casa" ou "Casa do Campeão" representa o maior desafio de todos; seja nos games ou no anime, em uma fanfiction ou na mera imaginação. Aqueles que alcaçaram esse patamar já podem ser considerados vencedores, tendo a vitória ou não.

Quem acompanhou todos os Support Conversations que tivemos durante esse período certamente pôde enxergar cada capítulo de uma maneira diferente. Esses pequenos complementos da história tornam nossa relação com eles ainda mais intensa, mas quando olhamos o resultado da disputa percebemos que de fato esta foi a batalha mais intensa de todas... A Quarta Casa teve seu final na Quarta Parte dando final à Elite dos 4 (e curiosamente o capítulo foi postado às 4 da tarde, só faltou ser do dia 04! Heh, heh...)

Em Dezembro estaremos dando entrada nos últimos capítulos do Aventuras em Sinnoh. Agora sim faz todo sentido aquelas imagens que falavam: E aí? Como vai se sentir quando acabar?


Quem se lembra de como estava essa imagem quando terminamos a Terceira Casa? Olhe só agora. Sobraram três integrantes do Luke (Aerus, Vista e Wiki/Mozilla) e três do Lukas (Watt, Marco e Seth). Quem pensou que o Luke entraria com tudo contra o campeão, enganou-se. A última batalha trará como antagonistas não apenas a tão aguardada Serpente de Ferro, mas aquele que dizem ser "Imortal". (Mas para guerreiros que derrubaram Atômico, o Indestrutível; e Davy Jones, o Invencível, que diferença fará um a mais? - rs.)

E para não perder o costume, não se esqueçam da maneira certa de se ler o mangá! See ya.


Capítulo 97 (Parte 4)

Ilustrações do Mangá feitas por Nyx.

Dormiu bem, Chaud? Nós estávamos esperando você acordar para continuarmos a nossa viagem. Venha, ainda há tanto que desejo ver! Nunca estive tão feliz em minha vida.”
A voz de Eva parecia muito nítida em seus pensamentos, parecia até que ela estava ali deitada ao lado de Chaud, acariciando-lhe o rosto e louca de vontade de arrancar sua máscara de ferro, só por curiosidade. A primeira reação que teve ao despertar foi de apanhar aquele braço sutil que se aproximava, e conforme abriu os olhos viu que Mikau estava sentado ao seu lado com uma clara expressão de surpresa.
— O que estava pensando em fazer? — Chaud indagou, sério.
Mikau afastou-se dali depressa, voltando a manter distância.
— Pensei que você tivesse morrido, aí fiquei curioso pra ver o seu rosto.
— Não, eu não morri.
— Estou vendo. Me parece que você voltou do mundo dos mortos só para impedir que eu tirasse sua máscara. Provavelmente eu pegaria sua máscara de ferro pra mim, talvez ficasse bem em mim.
— Nem pense nisso...
Os olhos de Chaud ainda estavam sonolentos, mas seu semblante parecia recuperado. Nem ele conseguia entender o que tinha exatamente acontecido ali desde que apagara por completo. Deitado e com os olhos perdidos no vazio, só conseguia pensar que por algum estranho milagre ainda estava vivo, mesmo que não fosse por muito tempo.
Com um pouco de esforço, Chaud sentou-se e ficou por um tempo perdido, tentando relembrar o último evento que presenciara. Ainda havia muito vapor saindo do chão, o encontro de água e fogo, as cinzas e as rochas criavam um cenário de verdadeiras esculturas disformes. Uma cachoeira de magma escorria perto deles, e ao mesmo tempo que o calor era sufocante o vento gélido que sentiam era assustador.
Tudo estava estranhamente silencioso. Chaud havia perdido noção de quantas horas ficara apagado, aquele lugar nem parecia mais a Liga onde haviam iniciado uma batalha. Agora que Mikau o libertara de seus pensamentos com Eva, o ferreiro voltava para a dura realidade.
— Onde estão os outros?
Mikau permaneceu quieto, e seu silêncio trouxe-lhe a resposta. Chaud desviou o rosto e respirou fundo. Agora eram só os dois.
— Algum sinal de Bonna Party?
— Ela desapareceu. Não tive nenhum sinal, realmente não faço ideia. Mas se nós tivéssemos vencido, nosso nome já teria sido anunciado, então, a batalha continua.
— Só sobrou ela? — o ferreiro perguntou.
— Ela, e toda a sua ira, — o atirador emendou — que será atirada em nós.
Mikau parecia estranhamente alterado. Estava com olheiras e o brilho dos Pokémons aquáticos já havia desaparecido dele. A cicatriz em seu peito ardia, suas roupas, rasgadas; estava sujo, sangue escorria de seus braços. E no ápice daquela guerra tão violenta, uma memória antiga voltou-lhe à tona.
— Eu lembro quando eu conheci a Milena — comentou Mikau, dizendo aquilo em voz alta independente de Chaud o estar ouvindo ou não, mas sentiu vontade de dizer. — E quando eu a vi pela primeira vez, eu só consegui acha-la linda. De uma beleza natural que não se encontra mais em nenhum lugar.
— Se vocês tivessem vivido em meu tempo, certamente cantariam canções sobre esse encontro — respondeu Chaud de maneira gentil. — Em minha época, grandes nomes eram lembrados e eternizados. Tempos em que admirávamos pessoas que nunca conheceríamos.
— Acredito que nos dias atuais ainda seja assim. Adoramos pessoas que... não existem mais — disse Mikau, continuando sua história. — Se eu conhecesse Milena exatamente neste instante, eu só conseguiria enxergar nela... Um objeto de desejo. Um prêmio. E me repudio por esses pensamentos — olhou em direção do ferreiro que estava sentado ali perto. — Sinto falta do que eu era, mas sei que é tarde demais para tentar voltar.
Chaud desviou o olhar. Mikau continuava sorrindo ao relento, dizendo palavras por dizer. Talvez fosse sua última chance de libertá-las.
— E ainda assim — o Kingdra continuou —, ela era tão doce comigo... tão gentil. Ela me acolheu e cuidou de mim, como se enxergasse no meu interior um diamante que ninguém daria valor algum, até de fato começar a brilhar. Eu sou a pedra preciosa dela, mas eu mesmo não enxerguei meu valor desde o princípio.
— Algumas pessoas são pacientes — concordou Chaud.
— Você, que me conheceu quando eu era apenas um Horsea, uma criança inocente e incapaz de proteger a si próprio. O que achava de mim?
— A Fire Tales sempre foi um lugar que aceita todo o tipo de gente, desde os mais esquisitos, repudiados, perdedores ou fracassados. E de toda essa gente que não tinha esperança, encontrou-se um herói.
Mikau balançou a cabeça, decepcionado.
— Eu achava que as pessoas me achavam um perdedor, mas acho que só sentiam pena de mim. Eu não queria ter a compaixão de ninguém. E veja só onde cheguei, ao nível mais alto, onde nenhum outro pôde chegar. Eu fui uma pessoa terrível...
Chaud continuava sério, ocultado pelos mistérios de sua máscara. Permitiu que seu companheiro simplesmente dissesse o que desejava, sem interrompê-lo.
— Hm.
— Pessoas más não merecem outra chance.
— Hm.
— Eu... — Mikau gaguejou. — Eu não mereço ser amigo de vocês... Eu não mereço ter a oportunidade de viver junto de qualquer um de vocês que me acolheram tão bem.
Chaud respirou fundo e levantou-se. Aproximou-se de Mikau que o encarava de baixo para cima, e então falou:
— E daí? O que isso vai mudar? Nosso grupo sempre foi feito dos mais variados tipos de pessoas. Se você for mal e as pessoas o aceitarem assim, o problema é delas, há quem o considere certo. Não existe o certo ou o errado, o bom ou ruim, este é um discurso tão velho quanto eu... São apenas pontos de vista diferentes. Quem somos nós nessa batalha? Os vilões, ou os mocinhos? Creio que nem os mais antigos sábios poderiam nos dar essa resposta.
Chaud estendeu-lhe a mão. Mikau observou-o com cuidado, e por fim levantou-se.
— Eu luto esta batalha para proteger pessoas que eu amo — disse o ferreiro, com pensamentos distantes. — E você? Está aqui para proteger aquela que tanto estima, ou por sua própria glória?
— Eu já não sei mais... — respondeu o Kingdra.
— Então, está na hora de abandonar seus pensamentos e emoções. Lembre-se que somos soldados, e soldados lutam até o fim. Nós só conseguiremos o que desejamos se sairmos vitoriosos, independente de estarmos de pé para desfrutar daquilo que batalhamos para conseguir, lutaremos por aqueles que viveram por nós.
— Quando foi que eu passei a liderança para você? — Mikau retrucou com um tom de risada.
— Tive que tomar algumas atitudes.
— Acho que ouvi você falando mais hoje do que na minha vida inteira — brincou Mikau.
— Então prepare-se, porque o som do silêncio que o consumirá depois de tudo isso será devastador.
Ela havia finalmente chegado.
Bonna apareceu caminhando por entre os vapores e a fumaça, como a senhora das cachoeiras de magma, a detentora de todos aqueles domínios.
Em cada mão carregava uma pistola, e suas vestes estavam tão vermelhas quanto um rubi manchado de sangue. Não parecia completamente recuperada do choque de sua última batalha, alheia a todas as perdas. Com a fronte erguida, Bonna se revelava como uma verdadeira rainha que não deixaria seu reino cair mesmo frente a um exército de incontáveis inimigos; mesmo se seus aliados a abandonassem, suas muralhas tombassem e sua estandarte fosse consumida por chamas, ela continuaria de pé, representando a sua nação, seu ideal.
— Acabou. — Bonna Party falou num tom seco. — Não há mais motivos para cerimônias, e nosso tabuleiro se aproxima das últimas jogadas. Somos os finalistas desta jornada, mas não necessariamente os vencedores. Não ainda. E logo peço para que sejam sãos em definir como essa história vai terminar, pois um será lembrado, e o outro, esquecido.





Chaud, quando é que vamos continuar a nossa viagem? Eu e o Tom já estamos cansados de te esperar!”
— E-Eu já estou indo, Eva... — sua voz não abafada mal foi ouvida.
Sentiu seu peito queimar. Um buraco formou-se ali no meio, atravessando sua armadura, rompendo suas vestes, marcando sua pele como uma lança encrustada em brasas.
Era só brincadeira, tudo bem? Não me importo de esperar. Eu poderia espera-lo para sempre se você me pedisse!
E mesmo que não voltasse, nós continuaríamos esperando, entendeu?
— Eva... Tommy... — ele deu um passo em falso, mas manteve os joelhos firmes, e não caiu.
O segundo tiro foi direto no seu ombro, mas ainda assim, nada conseguia derrubá-lo.
Eu não saberia o que fazer se você voltasse ferido. D-Deixe-me cuidar de você, só dessa vez, permita que o discípulo carregue seu mestre!”
Oxi, ainda é cedo demais para desistir! Vamos lá, parceiro, nada pode te derrubar! Você nunca pode cair, você é indestrutível.
Chaud vacilou, vendo sua armadura perfurada uma terceira vez, e dos buracos jorrava magma que lhe corroía o corpo. Seu escudo estava prestes a quebrar rachado ao meio, o ferro e metal de sua armadura cediam em conjunto. Mas a fortaleza resistia. Levou a mão até o peito e, ao erguer seu olhar, Bonna Party percebeu que ele não iria parar.
Mikau!! — Chaud gritou com todas as suas forças, como se fosse um grito de guerra. Sua voz ecoou com tanta força que mesmo a líder da Flamboyant Passion recuou um passo e hesitou em atirar. De um lado, a muralha que não podia se derrubada, e do outro, o atirador que tinha sua mira fixada e inalterável.
A sequência se desenrolou em segundos decisivos. Não houve tempo para pensar ou sequer tomar a decisão correta. Com as forças que lhe restavam, Chaud arremessou seu escudo de tal maneira que mais parecia uma foice, capaz de partir ao meio o que estivesse em seu caminho. Bonna precisou pular para não ser atingida, e esticando a arma na direção do Bastiodon, disparou o último Fire Blast que lhe restara.
Ela não errou. Não havia como errar daquela distância.
Seu adversário também não.






Seus olhos demoraram a se fechar. Eva podia sentir.
Estava do outro lado daquele portão, mas sentia cada dor de seu parceiro cada vez mais intensamente em seu íntimo. De alguma maneira, talvez através de seus poderes psíquicos, eles estavam conectados. Queria compartilhar o que sentia com seus amigos, mas ninguém seria capaz de suportar aquilo que ela passava. O que Eva mais temia parecia perto de acontecer, ou de fato já acontecera, e tudo que ela poderia fazer era lamentar.
— N-Não... Não pode ser...
Eva encarava o portão de ferro apreensiva. Queria gritar, mas segurava o choro e o nome do amado estava preso em sua garganta.
— Filha, você está bem? — perguntou Milady.
— Não, mãe, é o Chaud... — a menina lamentou. — O Chaud não está bem, os outros, nossos amigos...
As palavras da jovem Espeon fez com que Aerus ficasse ainda mais apreensivo do que já estava. Haviam se passado horas desde que chegaram à Quarta Casa, e nenhum sinal do vencedor. Ser obrigado a ficar de fora, acompanhando a luta através de explosões e lâminas de aço não era uma das melhores experiências. Uma gota de suor escorreu de sua testa, mas ele preferiu manter-se quieto e não assustar os menores.
Milena parou logo ao seu lado, e em seu olhar ela demonstrava estar claramente assustada.
— E se eles não vencerem?
— A essa altura praticamente não estou nem mais me importando em ganhar ou perder — sussurrou Aerus, para somente ela ouvir. — Estou me preocupando é se terei meus amigos de volta.
Milady continuava abraçada a Isaac, por vezes a mulher escondia o rosto nos braços do homem e lutava para manter-se forte. Não tinha nenhum familiar ali dentro, pai, filho ou amante; mas eram pessoas tão especiais que ela lamentaria cada dia vivido sem eles.
— Mãe — chamou Duke. — O senhor Chaud vai voltar?
Milady franziu a sobrancelha, tentando manter um ar severo, mas sem esperanças.
— É claro que sim, querido. E quando ele voltar, todos nós faremos uma festa juntos, e você vai poder pedir o que quiser — a mulher disse num tom gentil, mas logo retomou seu hábito costumeiro. — Com exceção de dinheiro, porque você sabe que nunca dou dinheiro.
Duke tentou sorrir, mas não conseguiu. Sabia muito bem que ele era do tipo que sempre ficava alheio aos acontecimentos, sem contar que era o último a ficar sabendo de tudo. Talvez o pobre Piplup ainda nem havia se tocado que estava na Liga Pokémon no meio de uma guerra, mas em seu íntimo tudo que conseguiu desejar era que aquilo terminasse logo.
— Mãe, eu só quero voltar pra casa... Estou cansado. Onde estão os outros? Por que eles ainda não voltaram?
Milady levou a mão até o rosto impedindo um soluço, e Isaac a abraçou com mais força. Talvez nem ela mais poderia voltar, pelo menos não a ser o que era. Nada seria como antes.





 “Desculpe-me, minha querida, mas creio que nossa viagem pelo mundo terá de ficar para depois...
— Não, Chaud, não... Você prometeu... Não quero ser uma menina mimada, e juro que não ligo de você se atrasar, contanto que... você volte para mim...
Eu voltarei. Se você me esperar Não foi isso que concordamos?
— Eu queria ver seu rosto uma única vez; eu queria ficar de pijama no colchão e passar mais tempo abraçada a você; queria que pudéssemos ter tido de tempo de sair; até que eu me torne mulher e você continue o mesmo, e, ainda assim, continuemos juntos enquanto essa paixão durar.
Continue falando. Eu gosto de ouvir a sua voz. Não pare.”
— Eu queria ouvir minha mãe brigar mais vezes comigo para eu ficar longe de você, porque isso só aumentava esse amor. Queria que meu irmão tivesse aparecido mais vezes para encher o saco, porque isso o fazia sorrir. Queria ter conhecido o Tom Sawyer antes, porque assim poderíamos fugir da realidade da vida, para um mundo só nosso dentro dos livros, onde só eu e você compreendíamos seu real significado. No fim das contas, tudo que passamos ficou para trás como uma lembrança... Eu colocaria essas lembranças em uma caixa e as guardaria para todo sempre como meu bem mais precioso, mas, por favor, que não sejam lembranças das quais meu coração vai se apertar ao lembrar-se delas.
Nossos corações estão separados... Acho que não tenho mais o meu batendo no peito” — a voz falou num tom divertido, o que fez Eva rir, sozinha.
— Eu vou poder senti-lo alguma outra vez? Chaud, não sei se conseguirei segurar as minhas lágrimas por muito tempo...
Sejam os discípulos fortes que durante tanto tempo eu cuidei, e... Obrigado. Por me carregarem, quando eu não encontrei mais forças para me manter de pé.





Em uma madrugada fria e solitária, Elba não conseguia dormir. Virava-se de um lado para o outro, mas sentia as lágrimas escorrerem por seu rosto sempre que lembrava de coisas que já deveriam ter sido esquecidas. Abraçava o cobertor com mais força, desejando ter alguém ali para protege-la, mas sentia-se o tempo todo sozinha, desamparada.
Sua mãe abriu a porta do quarto, achando ter ouvido algum ruído. Manteve a luz apagada, e embora Elba tenha tentado disfarçar, era óbvio que se encolhia toda em sua cama, escondendo-se no amontoado de cobertores, impedindo que qualquer um alcançasse seus sentimentos.
— Filha? — indagou Bonna com a voz baixa, caminhando em direção da cama da menina e sentando-se na beirada. Ela perguntou: — Por que está chorando?
— Não estou conseguindo dormir — respondeu a menina, esfregando os olhos úmidos de lágrimas preocupadas. A pequena abraçou sua mãe com mais força, as palavras mal saíram de sua boca.
— Quer que eu durma aqui com você?
— Amanhã você tem trabalho, você vai acordar cansada, mas... — Elba afirmou, ao mesmo tempo que também rogava para que a mulher ficasse só um pouquinho mais. — Não vai te atrapalhar?
— Claro que não — Bonna respondeu com um sorriso. A mulher levantou-se e ajeitou os cobertores, aproveitando um pequeno espaço na cama da criança para acomodar-se. Bonna parecia ter acabado de chegar em casa e só tido tempo de tomar uma ducha e colocar uma camisola tão leve e graciosa quanto uma dama-da-noite, e de um perfume encantador. Havia tido um dia cheio, queria ter um horário diferente para conversar com sua filha, mas infelizmente só conseguia àquelas horas, na madrugada.
Elba ainda suspirava, mas agora se sentia ao menos um pouco mais acolhida. Abraçou o peito de sua mãe com força, fechou os olhos e afagou seu rosto ali, como se ela fosse a única que pudesse protegê-la de todos os medos que rodeavam a noite.
— Está sentindo o sono chegar? — perguntou Bonna Party.
— Não. — Elba admitiu.
— Por que está acordada até essa hora? Alguma coisa atrapalha seu sono?
— Não... Eu só não consigo dormir, o sono não volta... Tive um sonho ruim com você e... o papai.
Bonna suspirou. De novo aquele assunto.
— Então, quer ouvir uma história antes de dormir? Até o sono voltar? O Presidente me emprestou um livro infantil muito lindo dos tempos dele, disse que você poderia gostar — disse a mulher com um sorriso encantador. — Quer ler comigo?
Elba sentou-se e ligou um abajur na escrivaninha ao lado, tinha o curioso formato de um Tentacool. Bonna também se ajeitou, foi até a biblioteca que ficava na sala ao lado e pegou um livro recém-adquirido de capa dura em tons azulados, trazendo ilustrações de uma princesinha e sua estrela de estimação.
— “Capítulo 1. A Dupla Celestial”. — Bonna começou, olhando em direção do rosto de sua filha que aos poucos secava as lágrimas no cobertor, ainda abraçando as perninhas no aguardo da continuação.
Ela continuou:
— Nossa história começa há muito, muito tempo, com uma pequena garotinha. Certo dia, a menina deparou-se com uma nave enferrujada que caiu perto de sua casa, e nela deparou-se com uma linda estrela.
Qual é o seu nome? Você está perdida?” perguntava a menina.
Eu estou procurando a minha mamãe. Ela disse que viria me buscar em um cometa!” respondeu a pequena estrela que vinha esperando dia e noite.
Então não se preocupe, pois eu vou esperar com você,” a menina prometeu.
Ao cair da noite, a menina emprestou o telescópio de sua mãe e olhou as estrelas, em busca de algum sinal. Eles observaram por muitas horas, que logo se transformaram em dias, anos. Passou-se muito tempo até que a menina disse:
Se nós continuarmos aqui, eu logo serei uma velha senhora... Precisamos encontrar uma outra alternativa... Por que não saímos e procuramos sua mãe por nós mesmos?
A garota e a estrela consertaram a nave espacial enferrujada e partiram pelo céu estrelado, vagando pelo espaço onde sua busca celestial finalmente começaria.

Bonna continuou sua leitura, entretida com a própria história que ainda desconhecia. Elba parecia seriamente intrigada. Cada página do livro trazia uma ilustração mais bela que a outra, aos poucos a menina foi chegando mais perto para também ver as imagens coloridas, simples, mas tão atraentes.
A história prosseguiu com palavras de fácil compreensão, a madrugada foi tomando seu rumo e a solidão aos poucos se desvencilhou. Após alguns capítulos, Bonna decidiu que já era tarde e chegava a hora de dormir.
— Já se sente melhor? — a mulher perguntou, acariciando os cabelos cacheados da menina e beijando-lhe a testa.
Quando estava prestes a sair, a menina segurou em sua mão.
— Mamãe, — Elba sussurrou. — Eu sinto falta do você... E do papai.
Bonna devolveu-lhe um olhar fraterno, desligando a luz do abajur e novamente sentando-se junto da filha, no escuro. Ela voltou a apoiar-se na beirada da cama, onde pudesse envolve-la com seus braços e amparar-lhe os ânimos.
Eu sempre estarei olhando por você, minha querida. Como o sol nos dias ensolarados e a lua nas noites estreladas.
Mas e quando chover e eu não puder mais enxergá-la?
Então eu vou me transformar em uma estrela e esperarei você nas nuvens, até suas lágrimas secarem.
Bona lembrou-se de uma das citações na história que acabara de ler, e compartilhou-a com sua filha.
— Lembra-se do que a menina disse para a estrela quando elas não conseguiam de maneira alguma encontrar sua mãe desaparecida? “As nuvens não vão ir embora se você continuar chorando. Se você parar de chorar, eu vou lhe dar um presente muito especial.” A menina então sente seu coração faiscar, abraça sua pequena companheira brilhante, e o que ela diz?
Elba já havia voltado a começar a chorar só de lembrar.
Eu sempre irei protege-la.” — repetiu. — Foi o que ela disse.
— Sim, e você é a nossa pequena estrelinha, entendeu? De todos nós da Liga. Minha, do tio Jones, do tio Sonnen, da tia Tashiki, do Presidente, do tio iDie... Você não pode ficar triste pelo papai porque... porque ele é parte de você! — Bonna apontou para o peito da menina, na região do coração. — Isso quer dizer que ele sempre estará junto com você.
— Mas e se um dia vocês tiverem que ir embora?
— Nós não vamos a lugar algum, querida. Nós somos uma família. Esta é a sua família agora. Você ficará aqui até que esteja pronta para sair do ninho. E quando você for recebida pelo mundo, eu irei sorrir, pois esta é a maior felicidade de uma mãe. Ver seus filhos crescerem bem, seguindo com a própria vida.
Bonna abraçou sua filha com carinho. Naquela noite, Elba adormeceu com seu ursinho de pelúcia favorito com o formato de um Magby. Aos poucos as lágrimas foram secando, e retornaram para o baú profundo de suas memórias onde deveriam ficar guardadas. Sua mãe decidiu que ficaria ali a noite inteira, foi fechando os olhos de tão exausta que estava, mas pouco antes de adormecer pelo cansaço, ouviu a pequena sussurrar:
Quando eu crescer, quero me tornar uma estrela que faça uma pessoa especial sorrir, que nem o papai. Boa noite, mãe.

• • •





O portão se abriu, e uma única pessoa voltou por ele, mas ninguém o reconheceu.
Milena escondeu o espanto quando o viu atravessar o corredor com passos lentos e arrastados. Os olhos perdidos, o semblante nefasto... Estava morto. Era como um corpo sem alma, pois toda a vida e essência ficara para trás. Milena queria abraça-lo, mas não encontrava como poderia fazê-lo.
Vista, que era sempre tão egocêntrico e vivia disputando com o atirador, demonstrava seu tremendo respeito diante dele num gesto que nunca mais viria a se repetir durante a sua existência. E no final, somente para ouvir algumas palavras que, sinceras ou não, não passavam de palavras.
Restavam tão poucos agora... Aerus correu ao ver seu velho amigo, e pôs-se a chorar com aquela cena. Ajoelhou-se na frente do rapaz, segurou na barra de suas roupas sem forças para encará-lo nos olhos, e as palavras continuaram presas em sua garganta. Queria ter gritado:
Por que? Por que nenhum deles voltou? Como pôde deixar que isso acontecesse?! Eu os deixei sob seu comando, você era como um pai para eles.”
Mas, ainda assim, não estava decepcionado. Aerus estava contente por ver que ao menos ele voltara. Seu melhor e mais precioso amigo. Levou a mão até seus óculos escuros que começavam a ficar embaçados por sua respiração ofegante.
Desculpe-me, meu amigo, mas não conseguirei expressar-me exatamente como desejo no momento, e temo que você nem ouviria de qualquer maneira... Deixo-lhe os agradecimentos por nossa vitória, por ter dado tudo de si, até mais do que era capaz. Não são com palavras que expressarei isto, mas com gestos e realizações, para que no final todos vocês vejam que valeu à pena lutar não apenas por nossa própria glória, mas pela glória de todos.”





      

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