De Onde Vêm as Boas Ideias? [Livro]

Introdução

Ano passado passado acabei por me deparar com um livro que ganhei de aniversário de um grande amigo meu, De Onde Vêm as Boas Ideias?. Após começar a faculdade de Design Gráfico me encontrei na necessidade de lê-lo, ele poderia ser utilizado como fonte de conhecimento e ainda valeria um tempinho para as 200 horas de atividades complementares que preciso realizar. Demorei duas semanas para ler, indo aos poucos quando me sobrava tempo e disponibilidade, e no fim das contas posso dizer que a obra de Johnson me abriu os olhos para muitos caminhos que eu poderia trilhar aqui no blog. Então, aproveitarei essa postagem para falar um pouco sobre isso. Acho interessante que o público mais jovem acompanhe tais passos, conheço muitos escritores que podem se interessar, e tenho certeza que podem vir a se surpreender com essas histórias fascinantes do autor e das loucuras que passam por minha mente.



Afinal, de onde vêm as boas ideias? 

Essa é uma pergunta que todos gostariam de saber responder. Ah, se eu pudesse ter ideias tão boas quanto ele! Me perdoe, mas, você acha que aquele sujeito mais criativo fez um pacto com Darkrai para ter essa criatividade? Óbvio que não, mas vamos aos poucos. Por muito tempo se dava todo o crédito desses misteriosos presentes para a fé, sorte, fontes mitológicas, mas presumir que a criatividade é um aspecto elevado, concedido apenas à alguns é um tanto cômico. Steven Johnson pode nos dar a resposta. Ele descarta o senso comum de que os grandes criadores já nascem geniais e, isolados em glorioso isolamento em seus estúdios e laboratórios recebem as grandes descobertas. Eu mesmo me via nessa situação, sentado em frente ao computador esperando as ideias brotarem como magia. Steven Johnson defende que as grandes invenções não brotam de mentes solitárias, e sim, do coletivo.

Charles Darwin e Tim Berners-Lee

No livro Johnson descreve sete séculos de progresso científico e tecnológico para mostrar que tipo de ambiente alimenta a genialidade. Ele percebe que grandes vizinhanças criativas, como a World Wide Web de Tim Berners-Lee, são como recifes de coral agrupados, diversas colônias de criadores que interagem entre si e influenciam um ao outro. O próprio livro começa com a longa história de Charles Darwin, e aquilo até nos faz pensar: O que isso tem haver com o assunto de ideias? Johnson dedica a sua pesquisa inicialmente à biologia, e depois revela que a evolução depende de meios em que espécies diferentes entrem em contato. Com as ideias não é muito diferente.
Com as ferramentas presentes nos dias de hoje, qualquer pessoa é capaz de criar algo inovador. É preciso, porém, saber cultivar. O engraçado da leitura do livro é que os assuntos estão em constante mudança, por um momento falamos de algo, e o autor logo cria um paralelo inesperado e revelador. Viajando em alguns sites à respeito do livro encontrei uma pequena lista que falava basicamente o assunto principal dos capítulos. Nela, Johnson nos mostra os sete padrões fundamentais dos processos de inovação desenvolvidos pelo homem e pela natureza. 
  • Descobertas surgem a partir de outras descobertas;
  • Redes de informações se chocam constantemente;
  • Intuições que são lentamente construídas;
  • As intuições acidentais;
  • O aprendizado a partir dos erros;
  • As invenções de uma área que encontram aplicação em outra;
  • Os processos generalizados de sedimentação do saber.

Geralmente é preciso que alguém de fora faça perguntas bobas para que uma solução pouco convencional seja gerada. O trabalho toma muito tempo, suor e persistência. Como Albert Einstein disse: “A criatividade é o resíduo do tempo desperdiçado”.

Marquei, inclusive, uma coletânea das frases que mais me inspiraram no livro. Aquelas que fizeram um grande efeito em mim e me deixaram nessa vontade de compartilhar esse conhecimento com os outros. Admito que eu ficava atrás do computador esperando a inspiração chegar de forma repentina, e nem sempre a espera era gratificante. O que eu poderia ter feito nesse tempo? Será que eu não poderia ter compartilhado essas ideias com outras pessoas para aprimorá-las e torná-las mais exitosas? Acho que fiquei escondido por muito tempo guardando tudo para mim, ainda tem muita gente que faz isso, pensam que vão roubar suas ideias, quando são esses momentos que tornam as ideias realmente úteis.


"O truque é descobrir maneiras de explorar os limites e possibilidades ao nosso redor."


"O caminho mais curto para a inovação é estabelecer novas conexões."

“O segredo para ter boas ideias não é ficar sentado em glorioso isolamento, tentando ter grandiosos pensamentos. O truque é juntar mais peças sobre a mesa.” 

"A maioria das ideias importantes vêm à tona durante reuniões regulares no laboratório, em que cerca de uma dúzia de pesquisadores se encontrava e, de maneira informal, apresentava e discutia seu trabalho mais recente.”

Cara, essa para mim essas foram fascinantes. Vejo isso como uma explicação que não devemos ficar sentados esperando as ideias para um enredo surgirem na fanfiction, é preciso juntar todo o tipo de informação, como num brainstorm. Nessa etapa é importante a participação de parceiros e amigos para análise, e veja só, esse não foi sempre o intuito da Aliança Aventuras? Nossas reuniões costumam ser desastrosas, mas sempre propagam ideias. É esse conceito que eu levo, junto peças sobre a mesa.


" (...) O costume de manter um livro de citações. 

Parte do segredo de cultivar intuições é simples: Anote tudo."

Essa eu achei bem interessante, já teve aquela sensação de ter uma ideia fantástica, e não ter onde anotá-la? O pior é chegar em casa para colocá-la em prática, e a ideia já ter desaparecido há muito tempo. Na antiga Grécia os filósofos tinham esse costume, de carregar um livro de citações com frases que apreciavam. Eu realmente pretendo colocar isso em prática. Quando ideias surgem repentinamente, por que não anotar em um bloquinho?

"O sonho de Kekulé não revelou de algum modo uma verdade reprimida. O que ele fez foi explorar, tentando encontrar novas verdades para um meio de experimentação com novas combinações de neurônios."

Provavelmente já ouviram falar daquele sujeito que sonhou com uma cobra engolindo o próprio rabo, e assim, criou a hipótese das ligações múltiplas para a fórmula hexagonal da estrutura do benzeno. (Sim, minha gente, esse cara contribuiu muito para a tabela periódica de Química que vocês tanto amam.)  A questão é, será que foi esse sonho que deu a ideia para Kekulé? Foi justamente o sonho que causou uma epifania nele? Ahh, a cobra tem tudo haver com a tabela, né? É claro que não, o acaso favorece a mente conectada! Outra citação do autor à respeito disso é da ave Archaeopteryx, vamos criar uma historinha para vocês entenderem melhor.


Vamos para o mundo Pokémon os Archens foram baseados nessa criatura. No conceito de história, essas aves foram as mais primitivas de todas, e também as primeiras a voar. O que conta aqui é como elas descobriram isso. Não deve ter sido do dia para noite, uma epifania que disse à elas que elas poderiam voar. O acaso favorece a mente conectada, se elas tinham penas, como utilizá-las de forma benéfica? Este é outro dos casos que Johnson utiliza no livro.


" (...) Não quer dizer que o erro seja a meta, afinal, continuam sendo erros, por isso se deve passar por eles depressa. Mas são um passo inevitável no caminho da verdadeira inovação.”


"Estímulo não condiz necessariamente à criatividade. Colisões sim, — as colisões que ocorrem quando diferentes campos de conhecimento convergem num espaço físico ou intelectual compartilhado."

"Um brejo criado por um castor, tal como a florescente plataforma criada pelos fundadores do Twitter, ambos convidam à variação por ser uma plataforma aberta, em que os recursos são compartilhados na mesma medida que são protegidos. A informação não apenas flui nesse sistema; é reciclada e usada para novos fins, transformada por uma rede diversificada de outras espécies no ecossistema, cada qual com sua função distinta."



Estive pensando, por que não gerar um ambiente em que diversos tipos de pensamento possam se colodir e se recombinar de maneira produtiva? O Twitter não foi criado com os propósitos que tem atualmente, duvido muito que os criadores tivessem em mente que ele seria utilizado para fazer propagandas de restaurantes por exemplo como é citado no livro. Vejo que devemos reciclar a informação, usá-la como for útil para nós. Se você está aqui, num site de Pokémon, provavelmente veio para saber de Pokémon. Mas quanto já aprendeu lendo um texto como esse? É muito mais do que somente compartilhar recursos, essa convergência de ideias é o foco intelectual e que deve ser compartilhado.

"O banho ou o passeio nos tiram do foco centrado em tarefas da vida moderna. (...) Faça uma caminhada; cultive intuições; anote tudo, mas mantenha suas pastas em desordem. abrace a serendipidade; cometa erros produtivos. cultive diversos hobbies; frequente cafés e outras redes líquidas. siga os links. permita que outros se baseiem em suas ideias; tome emprestado; recicle, reinvente."

É assim que Steven Johnson termina seu livro. Tive o intuito de criar esse texto pensando em meus companheiros ficwriters, mas acho que tudo isso vai muito além de uma fanfiction. Todos os fatos se interligam neste último momento que você nota o quanto aprendeu. Ideias não brotam na cabeça de pessoas pré-selecionadas, é preciso saber cultivá-las. Quer uma sugestão de livro? Se não tiver interesse no assunto não chegue nem perto, a leitura pode parecer complicada e cansativa, elas formam juntas um conjunto de informações à respeito dos primórdios até a criação das redes mais atuais, mas fornece uma fonte de conhecimento inigualável. É interessante ler livros desse tipo, nunca perderei meu fascínio por contos de aventura e guerreiros, mas De Onde Vêm as Boas Ideias? nos permite ingressar na mente de um dos mais influentes pensadores do ciberespaço.

FanArt - João Pedro II

Nome: João Pedro
Idade: 13 anos
Estado: Rio Grande do Sul
Técnica: Paint

"Essa imagem ai foi a resposta daquela pergunta que você fez para mim: Qual seria o seu personagem favorito, companheiro? Essa ai mesmo, bom, como você pode ver na imagem o meu personagem favorito é... bom, nem preciso falar, a imagem já diz tudo."

• • •

Ora essa, o Lukas! Que bacana cara, não é tão normal ver fanarts em que ele está retratado, acho que esse deve ter sido um dos primeiros. Não digo que é porque o pessoal não curte ele, talvez seja porque o Luke se sobressaia com suas brincadeiras e principalmente agora com esse up na personalidade. O brilho para o Lukas ainda está reservado no fim dessa temporada, afinal, ele não deixa de ser o representante da Saga Diamante! Eu inclusive tenho alguns fatos que farão vocês pensarem bastante, algo que pode surpreender bastante. Pois é, minha gente, acho que esse garoto ainda tem muita coisa pela frente. Eu imagino como será passar aqui daqui a um tempo e ver como o Trainer Card dele era simples, ainda faltam três fitas e quatro Pokémons... Nos resta esperar! Oe, João Pedro, obrigado pela montagem! 

FanArt - João Pedro

Nome: João Pedro
Idade:13 anos
Estado: Rio Grande do Sul
Técnica: Paint

Oww, meus desenhos! Que bacana cara, estão todos aí. Digo, por enquanto. Tenho alguns aqui preparados comigo, e esses desenhos estão muito mais maravilhosos! Mas vou ter que esperar um bocado para postá-los, isso porque certos Pokémons ainda não foram apresentados... *risada maléfica* Vish, tenho algumas paradas para atualizar, hein... Estive pensando em mudar o logotipo de Sinnoh. Ele não significa nada para mim, quero algo que tenha um significado! Estou fazendo uma faculdade exatamente sobre isso com um símbolo tão fraquinho? *risos* Tenho que mudá-lo, eu veja só... Fire Tales!! Por enquanto não vou atualizar a equipe com todos os personagens, mas no fim de cada temporada pretendo postar essa imagem de todos. Wiki!! OMG, como ela é linda, qual seria o seu personagem favorito, companheiro? É rapaz, este Artbook está só começando, quando a fanfiction terminar terei orgulho de olhar para essa página repleta de desenhos e relembrar cada momento.

FanArt - Neto II

Nome: Ivanildo Matos de Araujo Neto (Dark Lance)
Idade: 12 anos
Estado: Natal, Rio Grande do Norte
TécnicaPaint

"Canas, meu Caro, Batizei essa montagem de: Exchanging Glances - Titânia and Aerus, ou seja, Troca de olhares - Titânia e Aerus (Gabite). Na minha opinião irão ficar juntos, porque os dois tem a personalidade de seus treinadores, um do Luke e uma da Dawn. Titânia é como a Dawn, preparada pro que der e vier e sempre atenta, e o Gabite é como o Luke, totalmente relax, mas ainda assim poderoso, estando sempre disposto a ajudar seus parceiros e seu treinador..."

• • •

QUEM? Titânia e Aerus? Formando um casal?? HAH, HAH, HAH!! Impossible, não consigo imaginar duas pessoas que se odeiem mais do que esses dois. (Ah, tem a Mocânica e o Cebolinha, mas os dois terminaram formando um casal... Vish) É brincadeira cara, gostei muito da sua visão em formar um casal entre os Pokémons e já começar a formar as ideias e possibilidades deles terminarem juntos. Ainda acho a Titânia e o Gabite meio... opostos demais. Eles realmente podem lembrar o Luke e a Dawn, mas veja só, esses dois não estão se dando muito bem, não. 

Talvez essas brigas façam parte da necessidade de um bom relacionamento (ou não). Rapaz, eu teria adorado ainda mais se você tivesse feito os desenhos! A ideia foi tão legal, imagina só desenhá-los com um rostinho apaixonado ou de vergonha? Hah, hah... É a Titânia ainda está com aquela cara de séria dela, e o Gabite continua parecendo não ligar para nada. Um desenho assim ficaria muito top, manolo! Vou indo nessa, Neto, e obrigado por enviar essa homenagem!

A Nova Sinnoh (O Novo Template)

Quando o ser humano se depara com uma situação que requer que ele deixe algumas acomodações, é óbvio que ele irá estranhar. Principalmente no começo, ele pode vir a achar que tudo foi uma má escolha e preferir a moda antiga. Estamos tão acostumados com determinados recursos que quando vemos sequer uma vírgula fora do lugar já causamos uma enorme revolta. Bom, hoje tivemos um pouco mais do que uma vírgula, um template novinho em folha.

Pouco mais de um ano depois a Aliança Aventuras nós finalmente conseguimos arquivar nosso template oficial, feito pelos próprios integrantes. Na época, quando ainda usávamos os recursos do Blogger, foi tudo uma grande novidade. Eu adorava a aparência antiga, mas não podemos nos prender ao passado, precisamos estar em constante mudança. Admito, eu mesmo estranhei essa nova aparência e tenho certeza que demorarei a me acostumar, mas sei que foi para a melhor. Além de levar um lado mais profissional avançamos muito no quesito de deixar os velhos padrões para trás e começar do zero. Os blogs de fic já tinham se padronizado, muitos começaram a ter uma aparência semelhante, então, nosso maior intuito foi continuar inovando. Há muito tempo assumi o papel de criar um template, porém, falhei. Decidimos adiar o projeto, e agora, foi o Shiny Suicune de Unova que nos trouxe essa obra prima para que possamos juntos dar os primeiros passos para um excelente ano de Aventuras.

Deixo meus sinceros agradecimentos ao Sui por este incrível template, se fossem depender de mim, nós ainda estaríamos com aquele outro por mais um tempinho. Essa mudança significará uma nova fase, novo empenho, o marco em que deixamos o estilo amador para trás e passar a sermos respeitados pela verdadeira qualidade que os blogs da Aliança Aventuras proporcionam. Quando ele me falou que estava aprendendo HTML foi como: Puxa, acho que ano que vem poderemos finalmente ter nosso estilo próprio! Acho que um mês mais tarde ele me disse que já tinha esse novo esquema.

Completamos nossa maior meta de 2012, ter o template próprio. Como podem ver, até o momento apenas Sinnoh e Unova tem a nova aparência, mas o Sui e eu ainda estaremos trabalhando nos próximos. Acreditem, isso requer tempo e paciência. Temos todo o esquema pronto, mas sempre nos deparamos com controvérsias no código que nos obriga a sentar e discutir para descobrir onde está aquele erro. Deixo o aviso aos nossos companheiros que estaremos trabalhando na continuação assim que possível. Na questão interna de Sinnoh posso traçar pelo menos mais uma semana para ajustar imagens, colunas, textos, de forma que tudo volte a ser como era antes. Este foi nosso presente para vocês, estávamos mais ansiosos do que qualquer outro para colocar isso em prática, mas no Dia 21 de Abril podemos dizer que finalmente conquistamos nossa independência com muito esforço! (No sentido figurado, é claro. Na próxima a gente compra um domínio *risos*) Dê tempo ao tempo, para que possamos nos acostumar, aprender com os novos recursos, descobrir novos recursos. 

Bem vindo à Nova Sinnoh!

Notas do Autor (Capítulo 35)

Eis um pequeno fato: Temos oito ginásios. Algo que não quero fazer de maneira alguma é com que todos eles sejam monótonos e previsíveis. Digo, muitas vezes fica na cara que o protagonista vai levar a melhor, mas o que estou tentando elaborar aqui é o enredo da batalha. Na Saga Pérola tivemos tudo ocorrendo normalmente, mas agora que já chegamos na quarta etapa acho que fica um saco repetir tudo sempre da mesma forma. A batalha contra a Fantina foi algo bem descontraído, e agora a luta contra Gerard provou que o Luke está realmente perdendo a cabeça.

Ok, estejam à vontade para ter raiva do Luke, mas lembra que ele não bate muito bem da cabeça, tem aquela doença da megalomania, então acho que ele merece ser poupado (por enquanto). Continuo deixando aquele intenso mistério no final de cada ginásio: Ou ele será o melhor, ou ele ficará ao lado dos amigos. Cabe ao Luke tentar conseguir os dois, não garanto nada, mas posso garantir que as próximas batalhas de ginásio ainda virão repletas de problemas ainda piores do que aconteceu no final desta. Problemas muito piores... Muito piores. Personagens novos e velhos, perdas e conquistas. Ainda vem muita coisa boa pela frente, meus caros.

Gerard, Unnoficial Gym Leader
Bom, para os curiosos é finalmente dada a hora de saber mais uma das sombras dos Gym Leaders. Este é Gerard, o líder não-oficial de Veilstone. Motivo da troca? Admiro a Maylene como líder, não gosto dela como personagem, mas admito que foi uma das batalhas mais complicadas em meus tempos de Diamond. Para quem já leu o episódio, notará que a batalha foi um tanto quanto surpreendente, a vitória veio quase que um Flawless Victory. Criei um novo personagem para não mostrar um lado fraco dos líderes atuais, adoro o Gerard, ele seria um grande símbolo de Gym Leader do tipo lutador, mas talvez ele ainda fite melhor no emprego de lutador de boxe. E a propósito, essa história de segurança é baseada em algo verídico. (Com quem será? *risos* Isso eu deixo para vocês imaginarem conforme quiserem.)

Veilstone está terminada, prometo que o próximo capítulo será magnífico. Um vislumbre de tudo que acontecerá somente pelo título: Capítulo 36 - Mudando o Destino. Vocês irão encontrar uma verdadeira batalha contra facções criminosas, e muitos Pokémons em cena numa guerra estilo SPARTANS! Hah, hah, hah... Brincadeira, mas gosto de chamar este capítulo de A Primeira Grande Batalha. Boa leitura, nos vemos em torno da semana.
• • •

Esse resultado me surpreendeu bastante. Era claro que muita gente conheceu as outras regiões por intermédio da Aliança Aventuras, afinal, foi assim que ganhamos fama, mas um fatorzinho lá embaixo me chamou muito mais atenção... Não, não, um a cima do Nyah. Gostei de saber que muitos dos meus leitores vieram de lá, afinal, comecei tudo nesse site de hospedagem, foi onde cresci. Só que mais do que isso, sete pessoas conheceram por intermédio de Amigos. Isso para mim foi uma surpresa muito satisfatória, adoro saber que as pessoas falam de minha estória, compartilham com outros, se divertem juntos, e para mim isso foi o que mais surpreendeu. Agradecimento especial à PBN pela ideia dessa enquete.

EDIT: A página Sinnoh Gym Leaders foi atualizada com as fichas de Gerard e Maylene.
EDIT: A Trainer Card Luke foi atualizado.

Capítulo 35

Luke estava confiante de sua vitória, o grupo esperou pelo menos até as oito horas da manhã, que seria o horário que o ginásio estaria sendo aberto, para seguirem até o local. Poucas pessoas caminhavam pelas ruas de Veilstone, pareciam traçadas exclusivamente para os aventureiros como um corredor contínuo com um fim previsível. Eles seguiram caminho até chegar ao portão do ginásio. Era como uma academia de luta, porém, com um toque oriental. Grande o suficiente para suportar centenas de pessoas. Alguns inclusive já pareciam iniciar seus treinos, corriam nas esteiras e levantavam pesos ao lado de seus Pokémons, havia vidros em volta de todo o ginásio que davam visão para o seu interior, mas estavam até embaçados pelo contraste de frio e calor que fazia dentro da academia e do lado de fora. Era o ginásio do tipo lutador.
Riley vestia roupas esportivas, assim como Marley tinha um abrigo pelo clima ameno da manhã. Os dois aparentemente sabiam que o local tratava-se de uma academia, mas nenhum dos jovens parecia muito preparados para aquilo. Dawn tinha o singelo cachecol branco de Luke, mas ainda estava com sua típica saia apesar do frio, se soubesse que era uma área voltada para luta teria se arrumado mais adequadamente. Ela olhou para as letras garrafais e leu em uma placa:
— Ginásio Pokémon da cidade de Veilstone. Líder: Maylene. Eu já ouvi falar dessa moça, ela é campeã de artes marciais e nunca pega leve com os novatos. Creio que você terá muitos problemas em derrotá-la, Luke. — disse Dawn.
— Uma garota? — perguntou ele ainda incrédulo.
— Não julgue a Maylene pelas aparências, e nem pense em criticá-la perto de seus funcionários, eles são gigantes. Mas acredite, ela ainda é pior. — disse Marley.

Dawn aproximou-se da entrada do ginásio, e assim que estava para tocar na porta de vidro pôde ver a sombra de um homem gigantesco saindo da academia. Estava muito frio, mas o sujeito vestia uma regata branca e óculos escuros, suava como se tivesse acabado de deixar uma sauna. Seus músculos eram enormes, davam praticamente a cintura de qualquer um ali presente, tinha a pele escura e era alto o suficiente para quase agachar quando passava pela porta. Não era todo comprido e fino como aqueles jogadores de basquete da televisão, tinha os ombros largos e o peito estufado, coberto de músculos em todas as direções. Não parecia ser um treinador, mas assustava de qualquer maneira.
Dawn congelou ao ver aquele homem sair do ginásio. Ele baixou seu olhar e olhou para o garota que o encarava com aquele semblante de espanto. Parecia ter que ficar de joelhos para sequer conversar com Dawn, em seguida perguntando com uma voz que lembrava o ronco de um trator:
— Veio desafiar a Senhorita Maylene?
Dawn havia perdido sua fala.
— Ahhhhhhh... Eu pensei que aqui fosse uma lanchonete, mas acho que me enganei. Tchauzinho!!
Ela rapidamente correu para onde seus amigos estavam. Lukas encarava a garota eufórica e caía na risada por sua expressão, ainda sem entender o motivo pelo qual ela havia retornado às pressas.
— O que houve, Dawn? — perguntou Lukas.
— Santa Cresselia, vocês viram o tamanho daquele homem? Será que ele foi derrotado por essa tal de Maylene? Luke, sinto em lhe dizer, mas essa garota deve ser virada do avesso. — dizia Dawn trêmula.
— O ginásio também é uma academia. Às vezes esse sujeito de que fala poderia ser apenas um dos frequentadores do local, não há o que temer. — explicou Riley.
Luke engoliu seco. Estava confiante de suas habilidades, mas se os treinadores do ginásio eram de tal tamanho aterrorizante, o jovem mais pareceria um Diglett perdido em um Canyon.
Os cinco partiram em direção da porta do ginásio novamente. O homem negro continuava na entrada, parecendo ajeitar algumas caixas e envelopes que haviam recebido do correio. Riley o observava com certa incerteza, como alguém que lutava para trazer a tona lembranças antigas de uma pessoa.
— Com licença, a Maylene está? — perguntou Riley.
— A Senhorita está numa reunião importante da Liga Pokémon. Só volta no fim de semana. — respondeu o homem.
Todas as esperanças de Luke se esvaeceram. Teria que esperar uma semana inteirinha para batalhar contra a líder e conquistar sua insígnia. Seu irmão lançou um olhar como se dissesse: Lamento, mas terá que esperar. Porém, antes que o grupo deixasse o local, Riley aprontou-se e caminhou em direção do homem novamente.
— Com licença, mas o Senhor chama-se Gerard? — perguntou Riley.
O homem virou-se e encarou os aventureiros. No momento não reconheceu nenhum deles, e tentou descobrir como sabiam seu nome. Encarou o veterano por um longo tempo, mas suas fraca memória parecia não lhe trazer nada. Ele retirou seus óculos, e então sorriu.
— O Pequeno Riley.
Dawn arregalou seus olhos e ficou estática, o homem negro largou as caixas ao seu lado e esticou a mão para cumprimentar Riley num cumprimento honroso.
— Vocês dois já se conhecem? — perguntou Marley.
— O Gerard trabalhou como meu segurança há cerca de cinco anos, antes mesmo que eu iniciasse minha aventura. Quando eu sai de casa depois dos dezessete não tive mais notícias, e quando eu voltei ele não estava mais à serviço de minha família. — explicou Riley.
— Segurança? Você tinha até guarda-costas andando com você? Heh, heh... Que tipo de pessoa faz isso? — brincou Dawn, olhando para Luke e Lukas que também eram de família rica e provavelmente já tiveram um segurança na infância — Ah, esqueci que estou cercada de milionários e gente importante.
Gerard agora era um dos guardas de Maylene. Não que ela precisasse, mas ele servia mais para manter o controle e a administração do ginásio quando ela estava fora, e depois da líder, era um dos melhores professores de artes marciais na academia. Já fora duas vezes campeão de boxe na categoria de peso pesado.
— Doutor, eu não teria reconhecido você, cresceu bastante. — disse Gerard.
— Não tanto quanto você, imaginei que fosse grande quando eu era pequeno, mas pelo visto nem crescendo adianta muita coisa. Tenho um metro e oitenta e dois, mas ainda me sinto um adolescente dentro dessa academia. — brincou Riley.
Gerard passou a mão na cabeça com um sorriso sem graça de dentes esbranquiçados, e em seguida ele olhou para os aventureiros e perguntou:
— O doutor vai participar de uma batalha de ginásio?
— Não, Gerard. São os meus amigos que gostariam de enfrentar a Senhorita Maylene.
Lukas percebera que havia uma grande semelhança entre Gerard e os sujeitos que a gangue de Royce. Aquele homem tinha tatuagens em seu corpo, inclusive no rosto, que lembravam muito às daqueles sujeitos, o que provavelmente chegava à conclusão de que ele fazia parte dos concursos de rua. 
Gerard agachou na altura de Dawn e encarou-a de forma séria. Não era possível ver nada atrás das lentes escuras de seus óculos que pareciam fixar-se perfeitamente em seu rosto robusto. Através de seus óculos escuros ele parecia ser apenas um homem sério e rigoroso, mas não hesitou em fazer uma brincadeira:
— Encontrou a lanchonete, garota?
— Ahhhh... Encontrei sim, mas depois eu percebi que era a academia mesmo que a gente procurava. Pena que a Maylene não está, ela deve ser uma garota muito... interessante. Se compararmos aos brucutu que frequentam esse ginásio. — pensou Dawn.
Crianças deviam parecer um bando de Bidoofs correndo freneticamente a solta para seus olhos amendoados. Riley estava numa posição pensativa antes de seguir com uma pergunta:
— Gerard, você ainda é treinador? — perguntou o veterano.
— De certa forma, doutor. Mas só cubro batalhas quando minha chefe ordena, e nessa semana eu sou o encarregado do ginásio pela ausência da senhorita.
Luke pareceu gelar ao ouvir tal palavra. Muito pior do que enfrentar uma garotinha matadora, o pior era batalhar com um cara duas vezes o seu tamanho e três vezes a sua largura. Lukas colocou a mão no ombro do irmão e deu dois tapinhas.
— Meus pêsames. — brincou ele.
— Eu não imaginava que haveriam desafiantes, a senhorita Maylene não tem recebido muitos treinadores nas últimas semanas, eles preferem deixar este ginásio para o final. Estarei cumprindo meu dever conforme a chefia listou. Quem será meu oponente?
Riley e seus amigos abriram espaço para Luke. O jovem levantou sua mão sorrateiramente, e apenas pôde ouvir o estalar de dedos de Gerard ao seu lado.
— Qual o seu nome, garoto?
          — L-Luke. — era a primeira vez que se podia ouvi-lo gaguejar.
          — Pequeno Luke... Vamos testar o seu poder.
O grupo entrou no ginásio Pokémon enquanto eram guiados por Gerard até a arena de batalha. No centro da área havia um enorme tatami em que eram realizadas as batalhas, e em volta numa elevação superior localizava-se a academia para as pessoas e também Pokémons na equipe. Apesar de ser cedo, muitos já pareciam dispostos a começar uma rotina de treino. Manter a boa saúde era essencial para todos ali que levavam o esporte como suas vidas.
— Ui! Estou até começando a sentir calor aqui dentro! — dizia Dawn, já tirando sua blusa e abanando seu rosto por estar no meio de homens tão musculosos, definidos e atraentes.
— Oe, vai começar a ficar se importando com a questão do corpo agora? — perguntou Luke.
— Ora essa, voltou a se importar comigo? Acho que já faz um tempo desde que você também passou a praticamente ignorar a minha presença, você não estava completamente focado na aquisição daquele seu Porygon de brinquedinho? — debochou ela — Estou apenas brincando, foque na batalha e dê um verdadeiro show!
Luke estava para dar uma resposta, mas foi impedido por seu irmão que o chamou para formular algumas táticas. Agora ele deveria concentrar-se na batalha. Dawn e seus amigos ficariam sentados em uma bancada na plataforma mais elevada, e dessa forma teriam uma vista privilegiada para a batalha. Antes que Luke escolhesse o que usaria na batalha, Riley tornou a dizer:
— Não se esqueça de nosso treino de hoje de manhã. Converse com seus Pokémons e diga sua estratégia para a equipe, eles precisam estar preparados para desafiar um ginásio complicado nesta temporada. Eu nunca vi o Gerard em uma batalha, mas se ele for tão bom numa dessas quanto é em uma luta de verdade, então você estará encrencado. — disse Riley.
          — Puxa, como vocês são gentis. — ironizou Luke.
          — É bom estar preparado, porque eu sei que os Pokémons lutadores daqui serão um problema se você não se concentrar. Foco, foco, meu jovem.
— Cara, você está até parecendo meu técnico antes de entrar no ringue... Tudo bem, tudo bem. Vou dar uma palavrinha com eles.
Luke havia pedido alguns minutos antes que a batalha tivesse início. Gerard se aquecia como se estivesse para entrar em uma luta, ele carregava pesos em suas mãos e os socava no ar para exercitar-se, enquanto que do outro lado Luke estava sentado sobre o tatami na companhia de todos os Pokémons de sua equipe.


• A Estratégia de Luke •

— Cara, você viu o que a Dawn disse para mim? Ela falou como se eu não me importasse com ela! Fala sério, estou tão fraquinho assim? — disse Luke forçando seus músculos e vendo que seu braço não era tão grande quanto ele esperava.
Gabite ria da situação em que seu treinador se encontrava, aos poucos o tempo para montar sua estratégia começava a esgotar-se, e Luke apenas reclamava sobre a atitude de garotas. Duskull não se importava, estava ao lado das damas em qualquer situação, enquanto Gardevoir dizia que o problema era explicitamente com Dawn. 
— Poxa, eu só estava empolgado com um Pokémon novo. Era o sonho da minha infância, ela devia ter entendido isso... Não precisava ficar me provocando num momento como esse, vou lá tirar satisfação. — disse Luke
— Será que poderíamos dar início às táticas que usaremos na batalha? Sinto que o tempo está passando e não teremos como nos organizar. — disse Titânia.
Luke levantou-se, e embora ainda estivesse abalado, observou Gerard que o encarava com seus óculos escuros. Ele poderia nem estar olhando para o garoto naquele momento, mas a cara de malvado daquele homem já assustava.
          — Esse cara me assusta...
— Será que agora podemos falar sobre o que realmente importa? — continuou Titânia.
          — Ok, vou arrasar nesse ginásio só para impressionar a Dawn, e depois vou mostrar para ela como eu me importo. Vamos começar com o Duskull, os Pokémons lutadores são ineficazes contra nossa defesa. Quero que o Mikau siga na retaguarda, e para finalizar, o Gabite. Vamos seguir com a sucessão de golpes até que o oponente caia, não podemos abrir muito espaço para estratégias contra esses lutadores.
— Uma excelente tática, o auxílio do Sir Riley foi de grande eficácia. — disse a serpente.
Luke posicionou-se, enquanto do outro lado da arena estava Gerard com algumas pokébolas prontas. Ele não era o líder oficial, mas tinha acesso ao uso de Pokémons da academia. Alguns treinadores que estavam na área aproveitavam para assistir, e até mesmo Dawn se sentiu na obrigação de lançar um companheiro que há muito tempo ela não utilizava.
— Venha, Machop, acho que você pode dar uma olhada nesses caras e começar a pensar na futuro.
O Pokémon humanoide teve seus olhos brilhando no momento em que viu todas as ferramentas de treino e outros Machokes no local. Era seu sonho um dia poder evoluir, embora nunca tivesse tido esperança e treino para realizar qualquer investimento.

As regras seriam dadas como Riley mesmo dissera. Três Pokémons contra três. Luke ajeitou sua boina e em seguida sacou uma Dusk Ball.
— Vamos lá, Duskull. Mostre sua autoridade numa batalha.
O Pokémon fantasma havia sido lançado, e agora posicionava-se de forma elegante em meio ao campo. Ele tinha seus braços virados para trás e o peito estufado, e apesar de ser um Pokémon pequeno, seu olhar tenebroso causava muito mais medo do que qualquer outro ali presente.
— Os Pokémons fantasmas neste ginásio são frequentes, mas não pense que terá a vitória somente por isso, Pequeno Luke. Machoke, eu escolho você. — disse Gerard.
Os olhos do Machop de Dawn brilharam no momento em que viu aquela criatura no campo de batalha, ele sentia como se fosse seu futuro, e faria de tudo para ser musculoso como aquele Pokémon. As criaturas daquele ginásio pareciam os próprios treinadores. Apesar do tamanho diminuto, o sábio Duskull não havia movido sequer um músculo mantendo total controle sobre a situação. Era menos, mas tinha muito mais experiência.
— Shadow Sneak.
Ao menor sinal de seu treinador, o fantasma já havia se movido até as costas de Machoke para imobilizá-lo. Os olhos humanos não podiam ver tal movimento, e ainda sem perder sua posição o Duskull havia derrubado seu oponente no tatami. Machoke tentava socá-lo com seus punhos, mas nada parecia acertá-lo. A feição de Luke era séria, sempre que ele entrava em uma batalha nos últimos tempos era como se fosse uma nova pessoa. Uma pessoa fria e sem sentimentos, seu intuito era ganhar.
Nos últimos treinos Luke gostava de batalhar daquela forma, ele retirava os seus Pokémons para que cada um deles assistisse os movimentos de seu próprio companheiro de batalha. Titânia mantinha sua cabeça abaixada na altura de Luke, como se o aconselhasse a cada movimento dado.
— Machoke, utilize o Foresight! — ordenou Gerard.
O Pokémon lutador parecia concentrar-se muito, quando de repente ele avançou rapidamente na direção de Duskull e deu-lhe um soco. O Pokémon fantasma defendeu-se com seus braços, pela primeira vez na batalha ele havia deixado sua posição de superioridade.
 O Foresight é um movimento que remove a neutralidade dos fantasmas numa batalha, além de fornecer uma precisão de 100%. — explicou Titânia.
— Estou preparado para isso, use o Confuse Ray!
O Machoke continuou a tentar socar seu adversário, mas Duskull esquivava-se estando preparado para todas as investidas. O raio de confusão lançado fazia com os socos do adversário acertassem a si mesmo, e num último esforço o Duskull surgira como uma sombra em sua frente.
— Shadow Sneak. — ordenou Luke novamente.
Duskull havia nocauteado seu oponente, e agora até mesmo o líder estava surpreso. Dawn não acreditava como Luke estava tão concentrado, ela ainda se lembrava da briga que eles tiveram pelos treinos excessivos do jovem, mas agora parecia que Luke era o treinador mais poderoso de todos.
— Tenho algo melhor para essa ocasião, e não pense que poderá passar dele tão facilmente. Vá, Gallade. — ordenou Gerard.

Gardevoir saltou de uma das cadeiras quando viu o Pokémon, o Gallade do oponente apontou para ela e deu uma rápida piscadela, fazendo-a sentir-se completamente apaixonada. Ele tinha braços que mais lembravam espadas, seus movimentos eram rápidos e precisos, mas até mesmo a intimidação inicial não assustava aquele fantasma. O General Duskull era quem mais intimidava os oponentes com sua seriedade e concentração. Luke chamou pela atenção do Pokémon que voltou a sentar-se de forma acanhada.
— Depois não entendem por que só uso a Titânia das fêmeas em uma batalha. — resmungou Luke — Duskull, vá e use o Night Shade!
Todas as luzes da sala pareceram se apagar, embora ainda fosse de manhã foi como se tudo ficasse no breu. Uma sombra surgiu na frente de Gallade e atacou-o como a penumbra da noite. Duskull era um adversário perigoso, pois nunca se sabia do que ele era capaz na escuridão.
— Gallade, use o Night Slash!
Aquele golpe era uma surpresa, Duskull havia se defendido dos golpes cortantes, ainda que com muito esforço e recebendo um grande dano. Gerard socava o ar toda vez que ordenava um novo movimento, e sua voz intimidadora assustava qualquer oponente, mas Luke estava concentrado demais na batalha para assustar-se novamente.
— Não deixe que isso se repita, Disable!
Duskull prendeu o oponente no ar, de forma que Gallade não pudesse mais se mover e continuasse com os cortes a acertar o corpo do adversário. O fantasma havia sido muito prejudicado, mas aquela brecha era o suficiente para que ele continuasse a sucessão de ataques. Gallade tentava utilizar ataques psíquicos, embora nada causasse muito dano à defesa de General. A escolha de Luke na Lost Tower em capturar aquele Duskull era o suficiente para que ele em pouco tempo se tornasse um dos Pokémons principais da equipe. E o fazia por merecer tal mérito.
Seu Shadow Sneak era um marco nas primeiras evoluções, mas há muito tempo o fantasma já vinha tentando aperfeiçoar um Shadow Punch, pois o Pokémon ainda não tivera a oportunidade de aprender os socos de sua evolução. Duskull não estava evoluído, mas tinha uma perfeita combinação de natureza e valores individuais.
          — Gallade, acabe com ele! Acabe com ele! — gritou Gerard.
          Duskull recebia os movimentos, mas os revidava da mesma forma. Com o Night Slash fora de alcance pelo Disable, o oponente enfraqueceu. Duskull continuou a acertá-lo com seu Shadow Sneak, mas o que realmente derrubara a criatura fora um soco direto em sua face. Gardevoir soltou um grunhido de decepção. Estava triste pela derrota do Gallade, mas não podia se esquecer que deveria sempre estar ao lado de seu treinador conforme designado.
Gallade estava derrotado, e agora Gerard tinha apenas um Pokémon para derrotar a equipe inteira de Luke.
— O Pequeno Luke realmente sabe batalhar. — disse o homem.
Gerard sacou sua última pokébola e a lançou para o alto. O último Pokémon utilizado causara uma grande surpresa em todos ali presentes, de fato, Riley estava certo. O último Pokémon do líder era um Lucario, um Pokémon poderoso e muito bem treinado, sendo um dos melhores na academia. Riley torcia para que Luke se lembrasse de todas as táticas usadas pela manhã, pois nunca se podia cantar a vitória antes que a batalha tivesse terminada. Os Lucarios eram um marco do ginásio, e embora não tivesse a mesma forma de Maylene ele com certeza conhecia muitos movimentos de grande potência.
— Um Lucario, ele é magnífico! — disse Lukas.
— Os Lucarios daqui costumam ser mais voltados para o treino físico, mas quando eles são livres e habitam as montanhas possuem uma pelagem ainda mais bela e brilhante. Você seria um excelente treinador para um Lucario, Jovem Lukas. — disse Riley com um sorriso.
— Seria fantástico poder ter um em minha equipe algum dia. — respondeu ele.

Duskull já estava enfraquecido pelo primeiro Night Slash recebeido, embora a fraqueza em momento algum o fizesse ajoelhar-se no chão e demonstrar sua submissão ao oponente.
 O General é um Pokémon exemplar, garanto que até o fim da luta ele não cairá em batalha. — disse Titânia.
— Espero não sobrecarregá-lo na batalha.
Lucario era um oponente rápido, e assim que o terceiro turno foi anunciado ele avançou contra Duskull. O Pokémon tinha combinações rápidas, e o efeito do Foresight ainda fazia efeito em batalha, um único Force Palm utilizado o afastara do tatame, não dando-lhe chance para revidar.
— Duskull, use o Shadow Sneak novamente!
Lucario tomou uma posição de luta e acertou Duskull com a palma de sua mão com enorme força, o fantasma recuou com os braços cruzados, parando exatamente em frente ao seu treinador.
— Duskull, não fique ai parado! — gritou Luke.
— Ele foi derrotado. — disse Titânia.
O Pokémon fantasma havia perdido, mas como a serpente dissera, ele não havia caído em batalha. Duskull ousava em permanecer de pé mesmo totalmente debilitado, aquela era a verdadeira postura de um general. Luke retornou seu Pokémon, e sem sequer pegar uma pokébola apenas apontou para seu dragão que estava logo atrás.
— Sua vez, Gabite.
O Pokémon dragão se espreguiçou, nem sequer tirou os Blackglasses, pois tinha certeza que não seriam quebrados. Confiava em sua própria força mais do que qualquer outro. Num rápido pulo avançou contra o Lucario, era um adversário forte, mas estava à altura de Gabite. Os dois trocavam socos rápidos, embora as garras do dragão não causasse muito dano no oponente por seu tipo metálico. 
Dawn olhava para Luke assustada,  sentia-se culpada por não ter no mínimo sido gentil com o jovem mesmo na véspera de uma batalha tão importante. Sua função como amiga seria acalmá-lo, mas parecia que a provocação que fizera de manhã só piorou a situação.
Gabite usava seus golpes, mas aquilo não surtia muito efeito, da mesma forma que Lucario também parecia não causar muito dano ao dragão. Ambos estavam concentrados e focados demais na luta. Nem mesmo o Rock Slide do dragão se tornava muito efetivo, e seus golpes terrestres ainda eram muito fracos para serem utilizados com eficiência. Apesar de Gabite ser rápido, os olhos de seu oponente faziam com que ele fosse visto em qualquer lugar. Os Force Palm se sucederam  até que causasse um Paralysis no dragão.
— Este Gabite é um Pokémon excelente, nunca vi um Pokémon que tivesse a capacidade de acompanhar os passos de nosso companheiro Lucario.
— Fazer o que, ele é o meu braço direito. — sorriu Luke — Que mal lhe pergunte, mas trocar Pokémons é permitido nas regras do ginásio?
Gerard olhou para o juiz que acenou positivamente, Luke fez um rápido sinal para que Gabite saísse da arena com o intuito de tentar algo diferente. Seus amigos se surpreenderam com a atitude tomada.
— O que ele pretende fazer? — perguntou Lukas.
— Não é a primeira vez que ele se depara com um Lucario, acho que ele saberá perfeitamente como lidar com isso. — comentou Riley.
Luke sacou sua pokébola, e agora era Porygon-Z quem assumira o controle. Todos na sala se assustaram, pois os Pokémons normais tinham desvantagem naquela ocasião.
— Acho que não foi uma boa troca, Pequeno Luke. — disse Gerard.
— Ninguém na minha equipe deixa de cumprir seu papel. Porygon-Z, Hidden Power!
Aquele ataque misterioso era incomum, mas ao acertar Lucario parecia causar um dano tão grande que Lucario teve até de recuar. O elemento era fogo, e o Pokémon tinha desvantagem contra golpes de tal tipo. Luke havia aprendido a virar-se muito bem com sua equipe, sabia lidar com táticas de surpresa, deixava o oponente se surpreender para em seguida revidar com algo imprevisível. Suas técnicas estavam melhores do que nunca. 
Lucario pulava por toda a sala tentando acertar o Pokémon cibernético, mas ele por sua vez esquivava-se como um vírus em um computador. Porygon-Z avançou na direção de Lucario com um raio congelante e atacou-o na arena.
— Ice Beam, Porygon-Z!!
Uma intensa camada de fumaça se levantou do tatâmi, não se tratava de poeira, e sim, de algo tão frio capaz de liberar um vapor d'água quado combinado com o calor da batalha. Lucario estava congelado, e Porygon-Z continuava a rodeá-lo. Era um Pokémon imprevisível, poderoso, e coberto de táticas surpreendentes. Lucario não tinha condições de continuar seguindo. Bastou um Hidden Power para que ele fosse finalizado por completo, mas Luke não estava satisfeito.
— Porygon-Z, Thunderbolt!! — ordenou o garoto.
Lucario já estava fora de combate, mas a batalha continuou. Dawn soltou um grito de incerteza, chamou pelo nome de Luke, mas ele não respondeu. Gerard avançou em direção do tatâmi para impedir aquilo, mas Riley fora mais rápido. O homem saltou da área elevada da academia e segurou Luke pela gola encarando-o de forma séria.
— Não está vendo que a batalha terminou? Pare de maltratar aquele Lucario.

O público não aplaudiu a vitória do jovem, Luke não parecia feliz, havia um olhar diferente no jovem. Um olhar de imprudência, como alguém que já esperava a vitória. Riley estranhou aquilo, soltou a gola da blusa do garoto e ajeitou seu chapéu. Ele não tinha tanta intimidade, mas sabia que o que Luke fizera fora completamente insano, só não entendera o motivo daquilo. Gerard caminhou em direção de Luke, e mesmo que não tivesse sido oficialmente contra a líder Maylene, ele ainda recebera a Cobble Badge.
O garoto pegou a insígnia e agradeceu a batalha de forma seca. Retornou seus Pokémons logo na sequência, não se deu nem no direito de comemorar. Dawn e os outros correram para parabenizá-los, mas havia algo estranho no olhar do jovem. Não havia mais a inocência de um treinador, não havia os sonhos de alguém que partia em uma jornada. Dawn queria abraçá-lo, mas teve medo. Medo de abraçar um amigo. Riley não estava nem um pouco satisfeito com a falta de educação do jovem para com o líder e com todos os demais membros. Apenas Lukas tentou pronunciar algo.
— Boa batalha, irmão... — disse ele um pouco acanhado.
— Foi muito fácil. — respondeu Luke de modo seco.
O garoto apenas saiu da sala com as mãos no bolso. Seus amigos permaneceram na academia tentando compreender o motivo daquela revolta. Gerard aproximou-se de todos, e mesmo sem nunca ter visto Luke ele sabia que havia algo de diferente com aquele jovem.
— Ele está estranho... Foi por culpa minha? — perguntou Dawn chateada.
— De forma alguma, Senhorita Manson. Foram as escolhas dele, é algo que ninguém pode ensiná-lo, apenas a sua família pode. — explicou Riley.
— Eu não compreendo, por que ele está agindo dessa forma agora? — continuou a garota — O Luke sempre foi tão divertido, alegre; educação nunca foi seu forte, mas numa batalha de ginásio ele sempre agiu com respeito e compaixão! O que está acontecendo com ele?
— Lembro-me de todas as comemorações quando ele conseguiu a insígnias. Do Roark, da Cheryl, da Fantina... — dizia Lukas — Mas ele tem agido tão estranho desde que teve aquela conversa com o Mark para tornar-se “O Mais Forte”... Sinto falta do Luke antigo. Do meu irmão de verdade... 
Gerard aproximou-se do garoto e colocou a mão em seu ombro, retirando os óculos escuros e revelando um par de olhos amendoados e cansados. Olhos que transmitiam a sensação de experiência.
— Seu irmão tem um grande potencial, ele pode vir a tornar-se o melhor treinador que Sinnoh já viu, mas se ele continuar assim, ele irá perder tudo que sempre amou. Digo isso como um veterano de batalhas. — disse Gerard.

Luke conquistou sua quarta insígnia na jornada, embora tenha passado a demonstrar-se mais imprudente conforme os ginásios passam. A inocência do jovem desaparece, e agora como ele será capaz de continuar seu caminho de tal maneira? Se ele continuar assim, perderá tudo que ama?

      

- Copyright © 2011-2026 Aventuras em Sinnoh - Escrito por Canas Ominous - Powered by Blogger - Designed by CanasOminous -