Archive for September 2014

Gekkan Shoujo - Kashima & Hori [Desenho]

Diretamente da coletânea de Animes que minha irmã começou a assistir no meu quarto e eu acabei entrando na onda, está Gekkan Shoujo: Nozaki-kun! que levei alguns meses para decorar o nome, mas se cheguei a decorar, é porque realmente me interessou, rs. Pois bem, antes de mais nada já digo que não é nada comum eu assistir animes, quanto menos um de shoujo. Não digo que odeio, só nunca tive paciência, mas encontrei em Gekkan Shoujo um romance muito divertido do típico padrão colegial que conseguiu me render algumas boas risadas. Não pela história engraçadinha envolvendo os protogonistas, mas pelos amigos esquisitos que formam esse enredo tão bom.

No desenho acima decidi ilustrar os meus dois favoritos, a Kashima e o Hori. É uma pena que eu não tenha conseguido desenhar os demais, pois cada personagem desse anime era muito cativante. Gekkan Shoujo conta a história basicamente de um cara que é mangaká e se baseia nos amigos ao redor dele para criar os seus personagens e elaborar suas histórias, então já que seus amigos são estranhos demais para o convencional, ele acaba invertendo o gênero de todos em suas histórias, como acontece com esses dois.

Escolhi esse casal pelos ares de Wiki que a Kashima tem, uma mulher mais alta e cobiçada por todo mundo do colégio (principalmente por mulheres), e só não consegue conquistar o coração do senpai dela, que é justamente quem ela mais queria. Talvez seja daí que a inspiração para romances tenha saído nos últimos dias, é uma pena que o anime tenha durado tão pouco...

Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 23 de Setembro, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1054 x 1600
Tamanho: 2,48 mb
Marcações: Gekkan Shoujo-Nozaki-kun!, Kashima Yu, Hori Masayuki, taller, blue hair, school uniform, short hair, short guy, shipping horikashi.

Barakamon [Desenho]

Não tenho o costume de assistir muitos animes, e os poucos que vejo é porque já acompanho faz alguns anos. Ainda assim, outro dia minha irmã apareceu no meu quarto e ligou o HDMI na televisão e acabei assistindo esse aqui, que se chama Barakamon.

E não é que no final acabei me surpreendendo? Adorei a atmosfera tranquila, os personagens tão simples e humildes de uma maneira que poucos animes ou filmes conseguem mostrar o cotidiano e a vida no campo. Tão cheio de vida! Acho que a última vez que vi algo parecido foi nos filmes do Studios Ghibli.

Os personagens apresentados são Handa Seishuu, o rapaz, e as duas meninas, Hina e Naru. O anime conta a história de Handa, um calígrafo profissional do Japão, que é mandado para essa ilha para aprender a ter melhores maneiras após bater no direito da última exposição, mas principalmente para encontrar inspiração e desenvolver um estilo que não seja apenas belo, como qualquer um poderia fazer, mas que seja única.

Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 23 de Setembro, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1600 x1137
Tamanho: 2,01 mb
Marcações: Barakamon, Handa Seishuu, Naru, Hina, anime, children, sunflowers, island.

Saving the Galaxy [Desenho]

No começo desse ano fiz o download de Super Metroid no Virtual Console do Wii U, e pela primeira vez, tive a oportunidade de jogá-lo. E que jogo incrível!

Agora entendo o motivo da série Metroid ter se tornado tão famosa. Antes que Prime chegasse e revolucionasse a franquia com o estilo de FPS, foi no SNES que Samus viu sua glória começar a ganhar espaço. Até então eu não entendia o motivo de tantos adorarem esse jogo, mas ele realmente fornece uma experiência incrível do começo ao fim, uma evolução tremenda desde que o primeiro Metroid foi lançado no NES em 1986.

Quando o Planeta Zebes está prestes a explodir, eu simplesmente adorei a maneira como você pode salvar os Etecoons e o Dachora, destruindo uma das paredes em uma sala onde eles haviam ficado presos. Para este desenho, acabei fazendo uma seleção de alguns dos únicos alienígenas amigáveis que fazem parte da jornada.

Na minha página do DA, me perguntaram à respeito de Ridley.
Apesar dele ser o arquirrival de nossa caçadora de recompensas favorita, ainda acho divertido imaginar um universo alternativo onde Ridley e Samus tivessem que unir forças para combater um mal em comum. Tive esperanças de que isso rolasse no novo Super Smash Bros. do Wii U, e por mais que ele não apareça como personagem jogável, pelo menos em algum tipo de Boss Battles ele dará as caras!

Autor(a): Canas Ominous
Finalizado: 22 de Agosto, 2014
Técnica: Pintura Digital
Resolução: 1600 x 997
Tamanho: 1,83 mb
Marcações: Super Metroid, SNES, Zero Suit Samus, Ridley, Etecoons, Dachora, Baby Metroid, blonde, dragon, purple, planet zebes.

Where Did You Sleep Last Night?

Support Conversation (Chaud x Eva)
Gênero: Amizade, Família, Comédia;
Tema: Chaud encontra-se mergulhado obsessivamente em seus treinos, e não encontra mais tempo para dar a devida atenção aos amigos que verdadeiramente se importam com ele;
Notas: Um pouco mais de romance desse amoroso grupo
antes que embarquemos no Capítulo 97 e a Quarta Casa.


Eleito pelos leitores o melhor Support Conversation
no The Omascar da Saga Platina!

Uma gota de suor escapou-lhe pelo rosto, escorrendo pela máscara de ferro até cair num movimento rápido para frente.
Chaud arremessara seu punho fechado contra uma parede da ferraria, revestida com uma camada de borracha para absorver mais o impacto. Ainda assim, batia na parede com as mãos nuas. Usava apenas uma camisa de manga longa bem colada ao corpo por conta dos exercícios exaustivos que já lhe tomavam cerca de quatro horas por dia. O primeiro treino era composoa por um circuito geral com treinos de condicionamento físico, outro, para ataques físicos e defensivos, e quando lhe sobrava tempo para descansar assumia a forja e preparava armaduras para seus demais companheiros.
Chaud vinha treinando todos os dias, inclusive nos fins de semana. Somente sua respiração ofegante podia ser ouvida por trás de sua máscara. Parou por um instante e foi em direção de dois halteres, socando o ar como um lutador, movimentando-se depressa. Esquivava-se, e socava. Dava alguns pulos rápidos e voltava com um gancho de direita. Sabia que velocidade não era um de seus fortes, então vinha tentando melhorá-la ultimamente.
Sua atenção foi desviada para longe quando avistou Eva chegar na ferraria acompanhada de Duke, seu irmão. O Bastiodon parou os treinos e jogou os halteres no chão, encarando a menina.
— Pensei que não fosse vir hoje.
— E eu não pretendia. Você mandou eu não vir — respondeu Eva, não parecendo nem um pouco chateada com o fato de seu professor a ter dispensado para que tivesse mais tempo de treinar.
A moça abriu sua mochila e jogou-lhe uma toalha para que limpasse seu suor. Duke também tinha três pequenas caixas envolvidas em pano ao seu lado, de onde saía um maravilhoso cheiro.
— N-não foi eu quem teve a ideia de preparar este almoço, senhor Chaud... É tudo ideia da Eva — admitiu Duke, já afastando qualquer suspeita.
Chaud agradeceu e recebeu o bentô preparado pela aluna, uma espécie de almoço caprichado no estilo japonês para pessoas sem muito tempo para preparar e que geralmente é feito por algum membro da família ou pessoa amada. Ela vinha trazendo as refeições do professor nas últimas três semanas.
— Obrigado — agradeceu Chaud com um gesto gentil, apoiando-se em um dos muros.
— Não acha que já treinou o bastante por hoje? — perguntou Eva, cruzando os braços.
— Treino nunca é demais. Meus amigos precisam de mim mais do que nunca. Sei o que nos aguarda na Liga Pokémon, assim como sei melhor do que ninguém que ainda não estou num nível elevado o suficiente para protege-los.
— Mas eles também são fortes, Chaud. Não se esqueça disso! — respondeu Eva com um sorriso agradável, retirando as botas enquanto esticava os pés e sentava-se no mesmo muro para que pudesse ter visão privilegiada das costas do guerreiro enquanto o observava treinar.
Terminado seu almoço, Chaud sentou-se no chão, só para ter certeza de que Eva e Duke ainda tinham mais alguma coisa a dizer.
— E então? — indagou o homem. — O que fazem aqui esta tarde?
— Pode continuar — respondeu Eva com um sorriso de canto.
— Sinto que estão escondendo algo — ponderou o guerreiro?
— Nós? Claro que não, estamos apenas dando uma olhada no seu abdômem trincado. Q-quero dizer, nos músculos das suas... Deixa pra lá.
Chaud deu de ombros e começou a fazer cinco sequências de vinte flexões com os braços alterados. Eva adorava vê-lo treinar, e poderia ficar ali o dia inteiro, se não tivesse algo mais em mente.
— Tudo bem, eu admito. Sei que está ocupado hoje, assim como todos os outros dias da semana já faz um tempão, mas acha que poderia dar uma parada nos treinos pra gente sair um pouco? — perguntou a Espeon.
— Sair para onde? É perigoso. Melhor ficar em casa — Chaud respondeu, ofegante.
— Eu avisei, Eva! Ele não vai querer vir... — comentou Duke.
A moça não se daria por vencida tão cedo.
— Chaud, eu e minha família vamos para a cidade e gostaríamos que fosse conosco. Eu cheguei a comentar sobre isso semana passada, mas você estava ocupado, e... Acho que nem notou quando falei, que nem está fazendo agora.
— Estou prestando atenção, sim — ele respondeu —, mas precisam de um segurança para certificar-se de que tudo fique bem?
— Claro que não, eu quero que você saia conosco, como um amigo! Ou melhor, talvez como namorado, mentor, professor, tanto faz, menos para nos manter seguros! — Eva protestou, um pouco impaciente. Agora havia conseguido chamar a atenção do homem. — O senhor Atros já vai conosco justamente para isso, então, por favor, venha com a gente para divertir-se! Você não é feito de ferro, precisa descansar também.
— Na teoria, meu corpo é feito de ferro — ele soltou o comentário rápido, mas esperava que tivesse sido ignorado. — E Eva, eu já lhe disse, a Liga Pokémon não é coisa para crianças, eu preciso treinar. Realmente preciso. Vá com seus pais, e divirtam-se por mim. Prometo que quando tudo isso acabar, iremos explorar todo o mundo juntos, se quiser.
— M-mas eu queria agora...
— Deixa de ser mimada, Eva... — comentou Duke, saltando do muro e arrumando suas coisas. — Ele não vai vir mesmo, você já sabia disso, e ainda sim insistiu em vir. Quem sabe alguma outra vez.
Eva abaixou a cabeça encarando o chão, entristecida. Chaud teve de respirar fundo, odiava ver sua jovem aluna triste daquela maneira, mas precisava manter o controle da situação. Não fora mal educado e nem perdera a calma, ele simplesmente não podia deixar seus treinos naquela altura do campeonato.
Antes de partir, Eva voltou-se para ele e comentou:
— Foi mal por te atrapalhar. É que tive medo de que nunca mais teríamos mais essa chance de sair juntos... — na sequência, ela forçou um sorriso. — Mas se você está dizendo que um dia vamos explorar o mundo juntos, então, acho que posso esperar, né? Até mais, professor.
Chaud continuou a encará-la distanciar-se aos poucos. Agora foi sua vez de abaixar a fronte e refletir sobre aquela frase. Será que realmente teria outras chances de sair com a moça que tanto adorava?

• • •

— Eva, filha, você ainda vai demorar muito? — Isaac perguntou, preocupado com o fato de conseguir chegar à cidade grande há tempo.
— Onde está aquela menina? Até mesmo eu já terminei de me trocar, não permito que ninguém demore mais do que eu! — afirmou Milady.
A jovem Espeon continuava olhando pela janela do seu quarto, encarando a estrada de terra e esperando que Chaud aparecesse por ali vestindo uma roupa mais casual, e talvez de mochila, andando como alguém normal e sem preocupações. Sentia saudade daquele homem sério e concentrado que conhecera, mas preferia quando ele falava sobre livros e histórias do que guerras e batalhas que ele mesmo viria a presenciar. Será que se esperasse mais um pouco, ele ainda apareceria correndo com uma pequena margem de atraso?
— Nah... O Chaud nem mesmo gosta de se atrasar... — Eva sibilou, tentando manter-se tranquila ao invés de esperar o inevitável. Enquanto amarrava os tênis, ouviu sua mãe gritar mais uma vez:
— EVAAAAA! DESCE LOGO!
— JÁ VOU, MÃE! Que mulher chata, cara.
Desceu com uma expressão que não era das melhores. Blusa larga, touca na cabeça para esconder as orelhas, botas de cano longo e uma mochila cor de rosa cheia de imagens coloridas.
— Você vai assim para a cidade, filha? — perguntou Isaac.
— Vou sim, algum problema?
O pai apenas ergueu as sobrancelhas, percebendo que seria melhor não procurar conversa com a menina que não demonstrava uma das melhores expressões.
Magnum chegou a cochichar no ouvido de Malbora:
— Ela deve estar naqueles dias.
Milady havia pedido para que alugassem um carro, algo raro na região. Não estava disposta a andar muitos quilômetros naquela viagem, e só ia porque precisava de alguns vestidos novos, então a ideia partira dela. Magnum e Malbora ficariam cuidando da casa. O velho Atros sentou-se no banco do motorista, olhando atentamente para todos aqueles equipamentos avançados e pensando como poderia fazer para liga-lo. Isaac estava ao seu lado no banco de passageiro, ele apontou para a chave na ignição e disse:
— Tente girar isso.
Atros girou, e o carro funcionou. Milady murmurou um “até que enfim!”, enquanto Eva, Duke e Tom Sawyer faziam a maior bagunça nos bancos traseiros.
— Que troço mais batuta, sô! Olha só o tamanho disso, dá até pra esticar as pernas! — disse Tom, contente com o convite que recebera para visitar a cidade. Era a primeira vez que ia para um lugar do tipo.
— Vamos lá, irmãzinha... Não fica com essa cara de brava, vai ser uma viagem bacana — contou Duke, tentando manter a autoestima.
Eva continuava com um dos cotovelos apoiados na porta do carro, encarando o vidro e observando a paisagem que aos poucos começava a movimentar-se.
— É... Tanto faz.
— Está triste por que o Chaud não veio? — perguntou Sawyer com uma risada, colocando um dos braços em volta do ombro da menina enquanto a trazia para mais perto de si. — Não liga pra isso, quando você menos esperar, terá a vida inteira ao lado dele!
— Ah, sei lá... — Eva enrolava seus fios de cabelo com o indicador. — Eu queria que ele estivesse aqui agora.
O carro nem andava muito depressa, ele mal havia saído dos limites da mansão quando o automóvel pareceu passar por cima de alguma coisa que o fez chacoalhar-se inteiro. Milady gritou e Atros colocou a cabeça para fora, tentando saber se estavam sendo atacados ou algo do tipo.
— Não devíamos sair das fronteiras da Fire Tales. É perigoso — avisou o Aggron.
— Algum inimigo à vista? — perguntou Isaac.
— Ainda não sei, é melhor voltarmos — assentiu o senhor Atros, dando ré e passando por cima da mesma lombada que fez o carro inteiro se mexer. As crianças gritavam de alegria lá no fundo.
— Aooooh, lasqueira! Oxi, que trem mais divertido, sô!
Eva, Isaac e o senhor Atros saíram do carro para ver do que se tratava, e ao olhar embaixo dele, repararam que havia um corpo estendido ali.
— CHAUD?!! — Eva gritou, tentando mover o carro para tirá-lo de cima de seu amado, mas obviamente era pesado demais. Com o poder de sua mente, ela utilizou seus poderes psíquicos para levantá-lo e alcançar o companheiro. — Oh, meu Arceus, papai, faça alguma coisa, a gente atropelou ele!!
Chaud abriu os olhos e dirigiu-os para seus amigos que estavam extremamente assustados.
— Não se preocupem, eu estou bem.
A voz veio do próprio Chaud que virou a cabeça para encará-los debaixo do carro, ainda deitado. Ele rastejou-se para fora dali, e ao levantar estava trajando sua armadura de guerra, mas com uma blusa marrom velha que não fechava por conta do tamanho e jeans dos tempos de quando inventaram essa moda. Ele coçou a cabeça, um pouco acanhado.
— Como essa máquina é rápida, nem vi vocês chegando perto...
— Senhor Chaud, como pode estar vivo, e ainda por cima, andando e conversando normalmente? — indagou Isaac, incrédulo.
— CHAUD, VOCÊ QUASE MORREU! — gritou Eva. — A gente passou por cima de você duas vezes.
— Bem que eu senti um empurrão forte no peito... — ponderou o guerreiro. — Sorte que eu vim de armadura, eu sabia que essa viagem seria perigosa.
Não encontrando mais forças para ficar longe, Eva abraçou-o com carinho, fechando os olhos e segurando as lágrimas, principalmente por não querer mostra-las na frente de seus pais e de Tom Sawyer. Chaud virou-se para os demais um pouco sem graça, mas logo retribuiu o gesto e aninhou a moça em seus braços fortes.
— Desculpe por me atrasar, resolvi ir de última hora. Eu não perderia essa chance por nada.
— Se não tivéssemos te atropelado, teria ficado para trás — comentou Duke. — E provavelmente só chegaria na cidade no ano que vem com essa sua velocidade.
Sawyer acenou com a mão de dentro do carro.
— Sobre aí para o fundão onde a magia acontece, vaqueiro!
Milady também colocou a cabeça para fora do vidro com a testa franzida.
— Ei, o encontro amoros de vocês vai demorar muito? A loja que quero visitar fecha às 18h, e eu não quero me atrasar!
A viagem prosseguiu, e agora, Chaud ficava no banco do meio enquanto Duke fora rebaixado para sentar ao lado de sua mãe mais à frente., enquanto na parte de trás eram só gritos, pipocas e salgadinhos voando para todo o lado. Eva ligara um aparelho de mp3 para tocar suas músicas preferidas da Katy Perry enquanto Sawyer tentava dançar sentado e Chaud mantinha-se quieto e apreensivo por estar sem armadura. Fora obrigado a deixa-la no porta-malas para ocupar menos espaço. Agora, parecia mais um cara normal vestindo uma camisa com gola “v” e jaqueta marrom velha com estilo de motoqueiros de meia idade, mas mesmo assim não largava a máscara de ferro.
Lá na frente, Isaac e Atros falavam sobre política enquanto Milady e Duke comentavam sobre o que comprariam e onde iriam jantar.
— Cidade, cidade, cidade, cidade! Cooooooompras! — gritava Eva, animada e completamente diferente de como estava antes de saber que seu príncipe encantado iria junto. — Não me entendam mal, meninos, é que faz tipo alguns anos que não compro nada novo, então eu ainda me visto como um tomboy arteiro. Nunca fui muito feminina, mas quero alguns vestidinhos e sapatilhas novas. Aposto que nenhum de vocês iria querer conviver ao lado de uma garota que mais parece um garoto.
— Eu não vejo problemas — comentou Sawyer. — Nem se você fosse um cabra macho eu iria ligar, porque o batuta mesmo são as suas conversas.
— Obrigada, Tommy, você é um amor! E você, Chaud? Gosta mais de menininhas delicadas ou das independentes?
Milady virou-se para trás, dando um olhar mortal para sua filha. Chaud achou melhor nem responder aquela pergunta.
— Imagino que ele prefira as mais velhas, da idade dele — comentou Milady, voltando a ajeitar-se em seu lugar.
— Sabe que tipo de mulheres eu adoro? — Isaac falou alto para que os demais ouvissem. — Das tsunderes. Elas costumam ser insuportáveis e mandonas, como a minha esposa, mas quando são domadas mais parecem um anjo que você deve proteger em seus braços.
— Eu te odeio — respondeu sua esposa. — O senhor Atros também gosta das tsunderes, não é?
— Prefiro manter-me calado — respondeu o velho homem, mantendo a atenção na pista.
Os demais riram, e Chaud acabou por rir também, sentindo-se mais confortável no meio daquela família sempre tão entusiasmada. Ele deixou sua voz baixa ser ouvida, com o intuito de que seu comentário realmente passasse despercebido.
— Eu gosto de garotas com óculos.
Eva virou-se para ele e afastou sua cabeça, arregalando os olhos.
Necessito comprar um par de óculos — ela admitiu.
— Eu também quero óculos — comentou Tom Sawyer.
— Você não precisa, cabeção!
— Aww...
Dentro de uma hora de viagem, a cidade já começava a revelar-se. Os prédios altos encantavam Eva, mas faziam Sawyer encolher-se em seu canto pensando tratar-se em enormes dinossauros de metal. Milady estava ansiosa para visitar as lojas mais chiques depois de tantos anos, Isaac queria arrumar um bom restaurante para almoçar com sua família, e Duke já estava pedindo para ir embora.
Era a cidade de Hearthome, a maior e mais bela da região. Atros estendeu a mão para ajudar Milady a descer do carro, enquanto as crianças já saiam pulando e olhando para as coisas ao redor, querendo fazer tudo ao mesmo tempo.
— Chaud, Chaud, Chaud, nos leva no shopping! — Eva puxava seu braço, ignorando o bom português com toda sua agitação.
— É verdade que lá tem uma área só de games? — perguntou Duke, sendo ignorado.
— Caramba, olha só o tamanho desse lugar! Onde vamos primeiro?
— SILÊNCIO! — Milady gritou, tentando manter o controle e chamando a atenção de sua grande e desorganizada família. — Crianças, façamos o seguinte. Não tenho paciência de acompanha-los em lojas de brinquedos insuportáveis, então irei fazer as minhas compras e deixarei o senhor Isaac em cargo de tomar conta de vocês, tudo bem?
— Ahh, mãe! Claro que não, leva o pai com você também, deixa só o Chaud com a gente — respondeu Eva. — Ele já foi atropelado duas vezes hoje, não estaremos correndo perigo com essa muralha, saca só como o braço dele é forte — a menina apertou o bíceps do homem e surpreendeu-se com o tamanho, chegando até mesmo a corar. — N-nossa, é forte mesmo. Eu nunca tinha sentido assim, sem armadura.
Chaud revirou os olhos.
— Senhorita Milady, não se preocupe, eu irei proteger seus filhos com a minha vida.
A mulher cruzou os braços, trocando olhares com seu marido. Isaac concordou. Atros iria acompanha-los, então de um jeito ou de outro estariam bem protegidos dos perigos da cidade em tempos que toda a Fire Tales era ameaçada.
— Tudo bem, então. Não é como se fôssemos chamar a atenção de bandidos, somos os membros mais desconhecidos da guilda, então por favor, tentem não chamar tanta atenção, especialmente você, mocinha.
Eva bateu continência, e não esperou para pegar na mão de Chaud e Sawyer, levando-os para o shopping. Duke correu para acompanha-los antes que ficasse para trás. O casal agora observava suas crias correrem livres e soltas, sabiam que um dia teriam de permitir que seus filhos trilhassem seus próprios caminhos, só não esperavam que fosse chegar tão depressa.
— Ela cresceu tanto... — comentou Isaac. — Parece muito com você quando era menina.
— Nah... Acho que não — Milady respondeu ainda meio rabugenta. — Eu não tinha um homem forte e musculoso para fazer compras comigo.
O velho senhor Atros tossiu, mas preferiu não falar nada. As próximas cinco horas viriam a ser mais chatas e cansativas da vida de Isaac, mas ele já viera preparado para isso.
— Dessa vez, estou preparado psicologicamente para fazer compras com você, querida.
— Não se preocupe, eu deixo você escolher as minhas roupas de baixo para hoje à noite. Que isso sirva de consolo, plebeu — ela lhe lançou uma piscadela.

• • •

— E então, rapazes? O que faremos primeiro?
— Podemos ir a algum restaurante? Estou morrendo de fome... — comentou Duke, sentindo a barriga roncar. — Comida japonesa cairia bem, estou morrendo de vontade de comer temaki!
— Depois, depois, tem tanta coisa legal para fazermos! — Eva continuou, olhando para os intermináveis corredores cheios de lojas e atrativos. — Vamos fazer de tudo um pouco, quem me acompanha?
Naquela tarde, os quatro visitaram todo o tipo de loja de bugigangas possíveis. Eva foi provar roupas, e insistia em pedir a opinião de seus companheiros que não entendiam praticamente nada do assunto moda. Ela bem que poderia ter pedido algumas dicas para sua mãe, mas já que Milady não estava ali, teria de seguir seu próprio senso de moda e vestir-se como se sentia bem.
— Psiu.
Tom Sawyer virou-se em direção de uma das cabines de troca.
— Tommy, vem cá... Preciso da sua ajuda. A calça não fecha.
Chaud estava longe, observando com atenção uma das vitrines que mostrava celulares, tablets e aparelhos tecnológicos tão sofisticados que não cogitavam nem cria-los em sua época. Assim que Sawyer entrou na cabine, Eva estava com a calça na altura dos joelhos, encontrando sérias dificuldades em vestir-se. Ela usava uma calcinha listrada com um singelo lacinho cor de rosa em cima. Sawyer olhou para ela confuso e virou a cabeça, tentando entender o que acontecia.
— Tá difícil aí?
— Se estivesse fácil eu não teria chamado!! — respondeu Eva, irritada.
O cowboy deu uma risada, virando a moça com força contra a parede de forma que ela apoiasse os dois braços. Sawyer segurou nos dois lados do cinto e fez força para levantar a calça, de forma que Eva fosse obrigada a prender a respiração e encolher a barriga.
— Vou te ensinar um segredo que a gente usava lá na minha vila pra vestir roupa apertada! Eita, você reclama do tio Chaud se exercitando o dia inteiro, mas um treininho semanal também seria bom pra você, Evinha!
— Cala a boca — a Espeon protestou, olhando para a calça que a apertava por inteira. — Ficou um lixo, é melhor eu provar outra, odeio roupas desconfortáveis...
— Por que não veste alguma saia? É bonita, prática, e ainda dá um ventinho gostoso lá em baixo.
— Como é que sabe disso?
— Melhor não entrar em detalhes — Sawyer respondeu com certo ar de mistério.
— Acho que prefiro um shortinho, mas peguei um número menor... Acha que esse fica bom?
— Não sei, podemos testar.
Duke estava babando na área das lingeries femininas quando se deu conta de que seus amigos haviam desaparecido. Ele foi andando pelos corredores à procura de Eva, quando lembrou-se que ela estava provando peças de roupas em uma das cabines.
— Ei, Eva, achei uma camiseta do Darth Vader bem legal. Quer comprar?
Duke pôde ouvir vozes do corredor.
Droga, é tão apertado...
Acho que é melhor empurrar com mais força.
Ouch! Isso dói!
O pobre Piplup mal pôde acreditar no que estava ouvindo, sua irmã estava sendo atacada, foi o que presumiu. Ele saiu correndo em direção da loja de tecnologia onde Chaud checava a porta que abria automaticamente. Duke gritava apavorado. Precisou de apenas uma frase para despertar a atenção do guerreiro:
Chaud, a Eva está sendo atacada!
O Bastiodon simplesmente virou-se para ele com os olhos sombrios e inalteráveis. Eva ainda tentava ajeitar sua calças apertadas com a ajuda de Sawyer quando a cabine ao lado explodiu, causando muito tumulto e alvoroço por parte das mulheres da loja que saíram correndo com os cabelos em pé. Eva virou-se para o homem, cobrindo seu corpo e com as bochechas extremamente vermelhas.
— O que está acontecendo aqui?!! — gritou Eva.
— Onde está o inimigo? — perguntou Chaud, somente então notando que Sawyer estava junto. — Ah. Olá, Tom. Que bom que chegou antes, pelo visto o perigo já foi aniquilado, e o inimigo, exterminado.
Eva e Chaud trocaram olhares. Somente então o Bastiodon percebera que a menina estava com a calça na altura dos joelhos. Ele fez a mesma cara que Sawyer fizera quando ela havia pedido por ajuda.
— Você está, hm, com dificuldades para vestir isso?
Some já daqui vocês dois!!

• • •

— Caramba, a Eva parece mesmo a mãe dela quando estava brava, hein... — comentou Tom Sawyer, com as bochechas doendo de tanto serem puxadas.
— Acho que já estou acostumado — respondeu Chaud, no seu caso eram os ouvidos que doíam depois de tantos sermões. Sua segunda punição era ficar andando com sacolas e mais sacolas de roupas enquanto Eva aparentemente estava no banheiro. — Deixe-me perguntar-lhe uma coisa muito importante, garoto.
— Pode dizer.
— Onde está o Duke?
Tom Sawyer olhou para os lados indeciso, quando avistou uma incrível loja de action figurines.
— Oxi, olha só esses bonequinhos famosos, eles não se parecem com o Aerus e o Watt?
— Onde? — perguntou Chaud. Provavelmente ele também se esquecera da pergunta feita a pouco a respeito de Duke. — Nossa, é verdade... São bonecos dos membros da Fire Tales, versão de luxo, veja só esses detalhes. Deve valer uma fortuna.
— Será que tem eu aí? — perguntou Sawyer. — Poxa, tem alguns faltando... Pelo visto já levaram todos os Mikaus, Wikis e Vistas. Esses já acabaram, mas saca só o tanto de Duke aqui na prateleira, hah, hah!
— Ei, voltando àquela pergunta, onde está o Duke mesmo?
Achei você, tio Chaud!
— Onde?!
Chaud olhou para sua própria figurine, perfeita, impecavelmente moldada e pintada à mão, um projeto digno de ser visto e apreciado. Não importava o preço que fosse, o guerreiro foi em direção do caixa e colocou o boneco em cima do balcão.
— Eu vou levar-me.
O dono d aloja quase teve um ataque cardíaco.
— M-minha nossa senhora, é Chaud, o Bastiodon, em carne e osso! E comprando um boneco de si mesmo em minha loja, não se vê isso todo dia! — admitiu o vendedor, inteiramente impressionado.
— Por um acaso você tem alguma Eva ou Tom Sawyer, ambos da Fire Tales, sobrando aí?
— Para a sua sorte, ainda tenho alguns exemplares, mas já estavam acabando. Receberemos um estoque com os Remarkable Five na semana que vem, e a sua action figurine era a última do estoque. Bem a tempo, senhor Chaud!
— Vou levar as três — comentou o guerreiro. — Pago à vista.
— Muitíssimo obrigado, senhor! Por favor, leve também este boneco do Duke de presente para sua coleção, como brinde. E tenha um bom dia!
Antes de sair da loja, Chaud parou e olhou para o vencedor mais uma vez.
— Quanto fica se eu levar a coleção inteira?

• • •

No fim do dia, Milady marcara de encontrar os demais na fonte do lado oeste da cidade. Eles haviam se atrasado um pouco porque Duke se perdera dentro do shopping, o que os obrigou a anunciarem seu nome daquela maneira vergonhosa que só fazem com crianças de três anos. Milady já batia os pés impaciente quando avistou de longe o Bastiodon carregar diversas sacolas e presentes comprados por sua filha.
— Mamãe, comprei lembranças pra todo mundo da Fire Tales! — contou a Espeon, extremamente contente. — Ah, e peguei também um shortinho que ficou perfeito, mas não achei muita coisa legal pra mim.
— O quê? Está querendo dizer que fez compras para os outros ao invés de si mesma?!
— Querida, mas nossa filha sempre faz isso, é o jeitinho dela — respondeu Isaac de maneira compreensiva.
Milady revirou os olhos e pediu para que todos entrassem logo no carro e fossem embora. A viagem de volta foi tranquila, Eva contou po que havia comprado e como Duke se perdera por três horas no shopping. Tom Sawyer havia adorado a experiência e já não sentia mais tanto medo da cidade grande. O maior desafio foi colocar todas aquelas sacolas no porta-malas, por sorte o carro alugado era imenso, ainda que algumas pernas tiveram de  ficar levantadas para que tudo fosse levado de volta.
— Senhorita Milady — chamou Chaud. — Veja isso.
O homem esticou para ela uma pequena caixinha. A mulher olhou para ele com certo interesse.
— Hm, e o que seria isso, uma estátua minha esculpida em ouro?
— Quase isso.
Ao ver que tratava-se de uma boneca baseada em seus moldes, Milady não escondeu um grito de espanto e alegria. Havia brincado ao falar de sua estátua de ouro, mas aquilo certamente era ainda melhor.
— M-minha nossa, onde encontraram isso?
— Eu também tenho, achei um pra mim, sô! — contou Sawyer, erguendo o seu boneco. — Compramos também do tio Isaac, do tio Atros, de quase todo mundo da guilda, e já fizemos a pré-venda pra completar a coleção com os que faltaram!
— Ah, aposto que não tinha nenhum meu... — comentou Duke.
— De maneira alguma, o seu boneco era o que mais tinha — respondeu Eva, sarcástica, depois de saber toda a história. — E você é tão famoso, mas tão famoso, que a loja estava distribuindo Dukes de graça para qualquer pessoa que entrasse.
— Não brinca? Caramba, eu sou famoso mesmo!! — E mal sabia ele das tristezas de ser o personagem que sobram bonecos por anos nas vitrines.
As horas se passaram depressa, bem mais rápidas do que foram na ida.
A base dos Fire Tales logo se revelava no horizonte, acompanhada do sol que provavelmente já teria ido descansar junto deles, assim que eles chegassem. As sacolas e presentes logo foram descarregados, até mesmo o grande Atros estava cansado daquela viagem exaustiva. Tudo que queriam agora era deitar e descansar. Milady esparramou-se na poltrona principal do hall de entrada enquanto Eva, Tom e Duke se jogavam no sofá da sala. Chaud olhou-os com carinho, passando a mão nos cabelos de Eva ao despedir-se.
— É chegada a minha hora, pequena Eva.
— Não vai, Chaud... Não quer dormir aqui? — ela perguntou, mas Milady havia ouvido a sugestão mesmo a dois cômodos de distância.
— E quem deu permissão, mocinha?
— Ele vai ficar no meu quarto, mãe! Não vai incomodar ninguém!!
Pior ainda.
Isaac logo veio da cozinha, falando de maneira mansa.
— Se estiver cansado e não quiser voltar para a ferraria na guilda, sinta-se à vontade para dormir aqui hoje, senhor Chaud. Arrumaremos uma cama para você na sala mesmo, se não se importar.
— Espero apenas não incomodá-los — respondeu o homem.
— De maneira alguma. Só de ver a felicidade de minha filha, eu gostaria de vê-lo dormir aqui todos os dias.
Eva mal podia conter a ansiedade.
— Pessoal, sabem o que isso quer dizer? Festa do pijama!!

No fim do dia, será que havia feito o certo em deixar uma manhã inteira de treinos para sair e divertir-se com a família da pequena Eva? Enquanto encarava o teto da mansão de Milady, Chaud encontrava-se mergulhado em pensamentos após um viagem cheia de trabalho e uma noite conturbada com mais gritaria e travesseiros voando para todos os lados. Estava mais cansado do que o costume, mil abdominais não teriam o desgastado tanto, mas até que era uma dorzinha agradável.
Com as mãos atrás da cabeça, encarava o teto e ouvia os vários tipos de sons diferentes no ambiente. Ali era mais calmo e tranquilo do que a guilda, era como uma casa de campo perfeita no meio de uma colina ensolarada e coberta de girassóis.
Foi quando ouviu passos no piso de madeira. A primeira coisa que fez foi vestir sua máscara de ferro e levantar-se do colchão. Viu Eva descendo as escadas, vestindo apenas uma camisola fina com coraçõezinhos. A menina não falou nada e nem lhe deu muito tempo para pensar, parecia sonâmbula. Foi em direção da cama do homem, levantou o cobertor dele e deitou-se ali embaixo, virada de costas para o homem. Chaud envolveu um dos braços na cintura da menina e permaneceu em silêncio.
Você estava se esforçando demais. Até parece que é o único que está combatendo os Remarkable Five. Não se esqueça de que você não está sozinho, ouviu bem?
O guerreiro respondeu com a voz baixa:
— Não estou acostumado a depender dos outros.
— Sei que os oponentes que virão serão de um nível completamente diferente e acima do nosso, e eu acabo só atrasando você... E que daqui pra frente, você terá que enfrentar seus inimigos sozinhos, Chaud.
Eva fez uma pausa antes de continuar.
— Sinto-me terrivelmente mal por não poder fazer nada por você... Quando o momento decisivo chegar, será que conseguirei apenas olhar sem fazer nada?
Dessa vez Chaud abraçou-a com ainda mais força, trazendo a menina para o conforto de seus braços e aproximando-a de seus músculos definidos. O hálito quente saía de sua máscara de ferro, nunca deixaria de sentir um arrepio na nuca com aquela respiração. Aninhou-se debaixo do cobertor, nem que fosse por alguns minutinhos antes de ser descoberta e obrigada a voltar para sua cama, afinal, sua mãe não ficaria nem um pouco feliz de acordar e ver a filha dormindo na sala. Mas tinha esperanças de que mais uma vez dormiria ali para acordar em outro lugar completamente diferente, como se tivesse sido levada por um anjo.
Tudo vai ficar bem, Eva. Você sabe melhor do que ninguém que eu nunca estou sozinho.
A luz do corredor de repente foi acendida, e os dois puderam deparar-se com Tom Sawyer vestindo suas calças largas e uma regata branca.
Eita sô, a Eva chegou primeiro que eu pra festa do pijama!
— Shhhhhhh! Fala baixo! — resmungou Eva, abrindo um espaço para seu amigo. — Entra logo aí, porque estou morrendo de frio.
Chaud já estava praticamente caído para fora do colchão, mas não havia muito o que pudesse fazer, simplesmente adorava aquilo. Lutou para manter-se acordado e cuidar de suas crianças, mas estava mais cansado do de costume e não conseguiu aguentar a madrugada inteira.
Só na manhã seguinte é que Isaac levantou mais cedo que sua mulher e ao entrar na sala deparou-se com os três, completamente esparramados e adormecidos no colchão envolto por cobertores. Ele apenas sorriu e foi para a cozinha terminar de preparar o seu café.

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