Archive for February 2012

Fire Tales 10

O som dos Kricketots e Kricketunes nas redondezas deixava a guilda num sinal de alerta. Provavelmente eram grupos aleatórios, manadas de Pokémons selvagens que se juntavam para caçar comida, mas nada que apresentasse uma verdadeira ameaça para os guerreiros dos Fire Tales. Horsea estava sob uma pedra com seu trompete em mãos, adorava música e instrumentos, mas em especial, os de sopro. A princípio ele fora convocado para manter a vigia, mas há algumas horas nada sequer se aproximara.
Image by: Litos

Mikau estava perdido em seus pensamentos, até ouvir o caminhar lento de alguém que se aproximava. Porém, antes que ele se virasse, pôde ver os passos se apertarem até ouvir o som de algo cair e se esborrachar no chão. O rapaz se virou e viu a desengonçada Feebas, ajeitando seus óculos largos com os cabelos bagunçados.
Eu queria ter te dado um susto. — disse ela um pouco sem graça, ajeitando os grandes óculos em seu rosto fino.
Assustar alguém que está de vigia? Não é um tanto quanto sensato. — brincou ele.
Feebas aproximou-se de seu companheiro e então sentou-se ao seu lado, apreciando a vista noturna e os sons que se mesclavam com a melodia feita por seu amigo. Ela abraçou seus joelhos e sorriu.
Eu gosto de ouvir você tocar, fazia tempo que eu não o ouvia.
Eu estive um pouco ocupado com os treinos e, fugindo dos outros.
Feebas fez uma careta, mas o Horsea logo deu uma risada e continuou sua música.
Fugindo dos outros? Continua com essa mania? Você não precisa mais fugir dos outros, Mikau. Aqueles Sharpedos encrenqueiros são passado, não há mais ninguém que irá nos afugentar.
Tem sim, o chefe da equipe, o Dragão. Ele está de perseguição comigo, sempre vem ver o que eu estou fazendo e fica de brincadeiras para cima de nós. — disse Mikau.
É coisa da sua cabeça, não deve ligar para isso. O Gabite é um grande líder, e ele inclusive é gentil comigo. Não ligo de me chamarem de estranha, estou acostumada.
Mikau parou sua melodia assim que ouviu algo chamar atenção de dentro da base. Alguém pulava todo alegre e destemido pelo pátio, fazendo zoações com quem quer que estivesse no caminho. Para aquele horário da noite, era raro ver alguém com aquela disposição.
E por falar naquele sujeito, olhe ele vindo para cá... Aposto que ele vai debochar de mim, de como não sei manter a vigia e fico me distraindo com as canções. — disse Mikau.
Gabite deu um pulo ao lado de seu companheiro com o intuito de assustá-los. Apesar de Feebas saber da aproximação do guerreiro, ainda assim ela tomara um susto. A garota ajeitava seus óculos enquanto Gabite dava tapinhas nas costas de seus parceiros.
Fala manolo, fala manola. Todos somos Brothers, oh yeah. Noite maravilhosa, fala aí. — disse ele animado.
Esteve provando mais uma das ervas do Togepi? Em breve você irá adquirir resistência às bactérias que te deixam acordado. — sorriu Feebas.
Pode crer, hein. Mas é bem louco, eu curto ficar acordado até tardão jogando carta e trocando uma ideia. Cadê meu amigo Horsea? Ele tá aqui?
Mikau estava ao seu lado, mas não respondeu, apenas continuou com o trompete em suas mãos enquanto encarava a escuridão como alguém que mantinha a vigia. Gabite aproximou-se dele e deu um tapa em suas costas.
Fala guri, tudo na paz por aí?
Mikau deu um pulo como alguém que não esperava a recepção. Ele logo se encolheu em seu canto e encarou Gabite.
Você está de perseguição comigo? Aposto que é bullying, não é? Pode falar, vocês se juntam para ficar caçoando de mim!
Gabite arregalou seus olhos e começou a rir como um bêbado que é mandado para fora do bar.
Você está falando de física no meio de uma vígia? Hah, hah, hah... Rapaz, eu gosto de ti, você é engraçado.
Feebas e Horsea se entreolharam sem entender muito bem aquela conversa.
Será que ele confundiu bullying com ebulição? — sugeriu ela.
Acho que faltam alguns neurônios na cabeça dele para entender a diferença entre os dois. — respondeu Mikau.
Meus amigos, a vigia acabou. Deixa eu chamar vocês pra dar uma volta pela base, como três amigos, demoro? Como três amigos, amigoooos, olha como eu falo grosso, amigooooos.
Mikau olhou para Gabite, e em seguida para Feebas.
Aposto que ele está falando da minha voz, isso é bullying, hein!
Você é bobo, ele está apenas sendo gentil. Vamos segui-lo e nos divertirmos um pouco, há muitas coisas para fazermos aqui.

Gabite levou seus dois companheiros até o bar, e aparentemente a maioria dos membros estavam lá naquele momento. Gardevoir e Togepi estavam no balcão servindo as bebidas, enquanto Lairon, Mothim, Machop e Shieldon discutiam em uma mesa.
Yo, Lairon. Cadê a Glaceon e o Leafeon?
Saíram, para um lugar especial. A Senhorita Glaceon afirmou que queria passar um tempo a mais com o Senhor Leafeon. Acredito que voltem somente amanhã. — explicou ele.
Que maravilha, esses dois se entendem! O mais triste é perceber que a cada dia estamos numa maior falta de fêmeas na área. Isso é triste, estou sendo deixado para trás... — disse Gabite entristecido.
Enquanto o dragão viajava em seus pensamentos sobre as fêmeas, Titânia pôde ser vista entrando no bar com severidade e com os olhos enfurecidos. Ela ergueu as finas cortinas vermelhas e olhou para seus companheiros.
Quem está na vigia? — perguntou ela de modo severo.
Por Arceus! Chama um policial, porque essa morena roubou meu coração! — disse Gabite, pulando em cima de Titânia com os braços esticados — Sabia que eu sempre te achei a mais linda de todas?
Titânia deu um chute que faria Gabite não retornar nos próximos cem anos. Ela ajeitou seus longos cabelos e encarou os membros novamente como se nada tivesse acontecido.
Enfim, onde está o Mikau? Ele era o responsável pelo turno do momento. — afirmou a serpente, direcionando seu olhar para o sujeito que se escondia atrás de uma bancada.
Estou aqui, Senhorita...
Titânia notou o medo aparente nos olhos do pequeno, dando um sorriso arrependido na sequência. Ela sabia que Horsea era muito poderoso, apesar dele próprio não conhecer sua força. Titânia havia ouvido falar da infância conturbada de Mikau quando ele ainda morava no Deluxe Heart, e por isso sabia que não deveria ter pego tão pesado.
Por quê não está no seu turno? — perguntou ela de modo sereno.
O Gabite me liberou, mas acho que eu deveria ter ficado. — respondeu Mikau.
Não se preocupe, você já estava lá há um bom tempo. Apenas não deixe seu posto enquanto alguém não substitui-lo. Por hora, o Senhor Lairon manterá a vigia da madrugada. Está dispensado. — disse Titânia.

Lairon assentiu, e após terminar sua bebida ele seguiu de volta para o turno da vigia. Mikau e Feebas ficaram perdidos no bar por um momento, mas eles logo foram ao encontro de seus companheiros na mesa do bar.
Yo, novato! Chega aí, senta com a gente. — disse Mothim.
Mikau e Feebas se assentaram, enquanto Titânia permanecia apoiada no balcão. Togepi também estava no local, ele balançava em sua banqueta, ainda tentando vender suas mercadorias para os outros membros.
Aí, cavalo-marinho. Quer umas ervas? Aposto que elas te fazem voar, o Gabite mesmo é prova disso. — disse Togepi.
Não, não. Valeu, irmão... Prefiro ficar assim mesmo. — respondeu Mikau.
Então, me falem de vocês. Como andam os treinos? O Mestre têm sido bem rigoroso com vocês dois, vejo que estão se esforçando bastante para melhorarem. — disse Mothim.
É verdade, mas tem sido muito bom! A princípio, eu não tive problemas, embora o Mikau tenha tido algumas dificuldades para se entender com o Mestre dele. Mas tudo já foi resolvido, não é? — sorriu Feebas, vendo em seguida que os rapazes a fitavam sérios e com olhares curiosos. Ela ficou um pouco sem graça, remexendo seus cabelos e dando uma risada sem graça — Hm... Algum problema?
Você é esquisita. — afirmou Machop.
Mothim deu um empurrão em seu companheiro, mas Machop nem se deu conta. Titânia sabia que a nova integrante não era a mais atraente de todas, mas aquilo não mudava sua simpatia, e de fato, ela ainda era ótima de conversas, e muito inteligente.
Não seja indelicado. — disse Mothim.
Foi mal, foi mal... Vocês entendem tudo errado. Não foi uma crítica, e sim, um elogio. Quer saber? Eu também sou esquisito, e me orgulho disso! Talvez por isso até hoje nenhuma fêmea olhe para mim, mas vou começar a treinar depois das tarefas aqui na base e vou ficar bombadão! — disse Mahcop.
Feebas sorriu e acenou com a cabeça.
É isso aí! Somos esquisitos, mas eu ainda vou me tornar uma linda mulher no futuro!
Mikau levantou-se da mesa parecendo incomodado de certa maneira, ele caminhou em direção de Machop e segurou em sua gola, o que chamou pela atenção dos demais.
O que você falou? — indagou Mikau.
E-Eu falei que eu quero ficar forte! É uma gíria do bairro que eu morava, o S-Senhor ficou incomodado?? — perguntou Machop apavorado.
Não, mas você chamou minha amiga de esquisita.
Titânia aprontou-se e caminhou em direção da mesa. Feebas também levantou-se, segurando nos braços de Mikau para que ele largasse o indefeso Machop. Titânia se aproximou e tocou no ombro do Horsea que precisava olhar para cima quando se direcionava à Titânia. Feebas parecia ter ficado muito incomodada com aquilo.
Mikau, por que fez isso? — perguntou ela.
Eu só estava te protegendo! — afirmou ele.
Me protegendo do quê? Somos todos amigos aqui, nós não moramos mais onde viviamos a vida toda, ninguém aqui quer nosso mal! Você não percebe isso?
Está é uma base de guerreiros que trabalham em união, Senhor Mikau. Eu me responsabilizo pelos problemas, mas espero que isso não se repita. — disse Titânia.
Mikau abanou sua cabeça, e tornou a sentar-se à mesa. Machop já tinha se recuperado, e ele de fato logo estava rindo novamente, mas na cabeça de Mikau, todos lá caçoavam dele. Era um problema que ele havia adquirido desde a infância, todos faziam graça de suas habilidades, todos o julgavam mal, e ele era o excluído. O rapaz se levantou da mesa e deixou o bar.
Cara conturbado... — comentou Mothim.
Por favor, tenham paciência com ele. Ele é um pouco traumatizado, quando então rindo do seu lado ele pensa que fazem graça de sua pessoa. Desculpe-me o ocorrido, eu vou falar com ele. — disse Feebas.

Mikau caminhava com tristeza pelo pátio. Os Pokémons mais novos se divertiam entre eles, Pachirisu corria atrás de Roselia e Shellos com enorme alegria. O jovem Horsea apoiou-se nas paredes do salão central e passou a apreciar as brincadeiras. Era uma infância que ele nunca tivera entre amigos, pessoas com quem sorrir e brincar. Para ele tudo aquilo era novo, e por isso estava tendo dificuldades em se adaptar. Mikau permanecia perdido em seus pensamentos, até ver a doce Roselia sentar-se ao seu lado.
Você é o homem bonito que entrou na equipe. — disse Roselia.
Eu não sou bonito. — disse ele um pouco sem graça, mas logo Roselia sorriu e aproximou-se um pouco mais do rosto do sujeito.
É bonito sim, muito bonito. Não se acha bonito, Senhor? — perguntou ela.
Mikau pareceu pensar um pouco, mas em seguida negou com a cabeça. Seus pensamentos foram interrompidos no momento em que Feebas o encontrara. Ela sentou-se do outro lado de rapaz e começou a falar:
Obrigada, por me defender. Não que houvesse necessidade, mas eu fico muito feliz que você se importe comigo.
Mikau deu um leve sorriso e acenou com a cabeça. Os dois permaneceram em silêncio por um momento, Roselia e as outras crianças logo começaram a brincar novamente, até que Mikau decidiu perguntar:
Você me acha... bonito? — perguntou ele meio acanhado, só então se dando conta da pergunta que fizera — N-Não que eu queira saber, é só uma curiosidade entre amigos, entende? Acho que você é a única pessoa que eu tenho coragem de perguntar isso, e...
Acho sim. — sorriu Feebas de modo amigável — Eu também me acho linda, afinal, se não me achasse, quem acharia? Coisas boas atraem coisas boas, e por isso minha vida até hoje têm sido somente de bênçãos.

O jovem rapaz refletiu por aquilo por um bom tempo. Os dois permaneceram sentados sobre um degrau do salão central, até que puderam ver os outros membros saindo de dentro do bar e indo em direção da fogueira. As crianças logo pararam de brincar e foram ao encontro de seus amigos, pois aquele seria o momento deles contarem uma nova história. Feebas chamou por Mikau, e os dois se assentaram próximos à fogueira.
Eu tenho uma história muito legal sobre... — disse Machop, antes sendo interrompido por Mothim que olhava fixadamente para a fogueira.
Foooooooogo... — disse Mothim, sendo atraído para dentro das brasas. Mas o sujeito foi antes amarrado mais distante de modo que não pudesse se queimar, e nem colocar fogo em todo o resto.
Bom, o que você ia falar, Machop? — perguntou Piplup.
Ah, é sobre um conto que eu ouvi quando era molequinho lá no meu bairro da Oreburgh Gate. Era um desenho infantil, aqueles educativos, sabe? Que ensinam a contar os dias, ver o relógio, valorizar as coisas pequenas... — comentou Machop, vendo uma feição séria no rosto de seus companheiros.
Você acha que somos crianças? — perguntou Piplup, vendo Pachirisu, Roselia e Shellos gritarem de alegria.
Ebaaaaaaaa!! — eles, de fato, eram crianças.
Deixa para lá, continua sua teoria, então.
— Espera um pouco, eu preciso pegar algo mágico no meu depósito, só então vocês vão entender.
Machop saiu às pressas em direção do depósito, e de lá voltou com um grande baú de cor azul escuro, adornado com brilhantes e pedrinhas. A maioria dos membros não sabia o que havia lá dentro, mas ao tirar, lá estavam fantoches e tabelas de desenhos.
Esse conto se chamava "O Jardim". É uma estória com rimas, tipo, eu não sou muito bom em fazer essas coisas de cabeça, então não critiquem se sair falho, estou criando tudo agora. — disse Machop.

Era uma vez um gentil jardineiro que plantou um formoso jardim, mas um dia bem cedo viu que seu arvoredo reclamava num choro sem fim.
Fala me Arceus, o que foi que aconteceu? Meu jardim está assim tão tristonho... Me diga Torterra, por que se enterra? Ou será mesmo algo medonho?
Disse ele:
Sou só um Torterra, ninguém me desemperra... Se eu houvesse escolhido seria um Seedotizinho, esbelto e fininho! Mas não sou, fico então deprimido.
Perguntou o jardineiro:
Meu Seedotzinho, por que choras baixinho?
Como posso sorrir? Ser um Seedot é besteira, e agora sem zoeira, um Carnivine se me permite proferir.
Disse então o Carnivine:
Há, sou só uma trepadeira. Galho curto é uma humilhação. Ah, se eu fosse grandão, no tamanho de um balão, aí sim eu seria bonitão!
Continuou o jardineiro:
Oh, Roserade, querida, estás triste da vida, não te mostras como és de costume.
Nada me satisfaz, pois nao sou lilás, exalando um rico perfume.
Isto é imperdoável, meu jardim agradável, se encheu de rancor hediondo! Mas o que vejo aqui, alguém que sorri? Cherubi e seu rosto redondo! Como podes estar tão feliz apesar da amargura que assola o jardim?
Sei que sou pequenina, Cherubi, a menina, e estava pensando assim: Se você escolhesse um aipim ou um alecrim plantaria assim, mas a mim me plantou, então agora eu vou tentar dar sempre o melhor de mim.
Minhas plantas tristonhas, deviam ter vergonha! Vejam só esta flor, mesmo humilde e modesta, ela nunca protesta! Está sempre de bom humor!
Todas plantas disseram:
Não reclamaremos, tão pouco iremos chorar! Em vez de protestarmos por sermos assim, seremos alegres também! E felizes com o que a gente tem.
É melhor ser feliz com o que você tem, e não tentar ser outro alguém. Ao invés de estar sempre a se comparar, a história nos mostra tão bem: Seja alegre e feliz, dê o melhor de si, agradecido com o que você tem.

“Seja alegre e feliz, dê o melhor 
de si, agradecido com o que você tem”

As crianças se divertiam muito com a historia, e as rimas falhas haviam feito até mesmo Titânia cair na risada com a voz ensurdecedora de Machop, imitando uma Roserade. Mikau pareceu ter ouvido cada palavra com enorme atenção, e aquilo fizera todo sentido para sua mente. Era como se a historia fosse dedicada especialmente para sua pessoa.
Feebas batia palmas para o conto de Machop, que agradecia tudo com grande êxito. O jovem Horsea se levantou e começou a caminhar pelo pátio da base, sendo seguido por Feebas que agora demonstrava seu lindo sorriso. Ela podia ser estranha por fora, mas tinha o sorriso mais lindo que qualquer mulher.
Muito bom o conto, essa gente é divertida! — sorriu ela.
Mikau virou-se para sua amiga e encarou com um olhar confuso.
Milena, eu sei que é estranho, mas eu quero ficar com você quando ficarmos mais velhos! — disse ele de modo espontâneo, notando um semblante de surpresa estampado no rosto da amiga — Foi mal, acho que foi muito de repente, não é?
Claro que não, eu já sabia disso. É o que eu sempre quis também, somos amigos!
A doce Feebas segurou a mão de seu companheiro e deu um leve sorriso. Os dois se encararam por um instante, quando de repente um meteoro pareceu cair exatamente em cima de Mikau de modo que o jovem quase desmaiasse. E lá estava Gabite, com seus Blackglasses tortos e a cara ainda marcada pelo chute de Titânia.
Rapaz, eu não acreditava naquela parada do Esquilo da Lua da Tih, mas tem esquilo na lua mesmo cara! Um montão deles!! — disse Gabite tonto, para finalmente quase desmaiar.
Olha o bullying! Ele está caçoando de mim novamente, seu dragão desgraçado! — retrucou Mikau, fazendo Feebas demonstrar seu belo sorriso.

O conto "O Jardim" foi baseado na série de vídeos lúdico-educativos Sótão Encantado, (Treasure Attic, do original em inglês).
Image by: Leeca

The Green Mile - À Espera de um Milagre [Livro]


Neste mês tive a oportunidade de ler um livro que eu já procurava há um bom tempo, em meu primeiro dia na faculdade acabei por me deparar com a livraria local, uma área não muito frequentada pelos universitários de onde estudo pelos preços elevados e pela falta de novidades. Entrei somente para dar uma olhada, mas quando a vi este livro foi como se ele estivesse justamente me aguardando. Voltei no dia seguinte com o dinheiro e o comprei, e logo comecei a leitura.

À Espera de um Milagre (The Green Mile, no original inglês) é um filme norte-americano de 1999, baseado no livro homônimo de Stephen King, lançado em 1996. Provavelmente muitos já ouviram falar do famoso filme estrelado por Tom Hanks e Michael Clarke Duncan, mas hoje, eu gostaria de compartilhar um pouco minha experiência com o livro.

Foi originalmente lançado em seis volumes, intitulado O Corredor da Morte. O livro é narrado em primeira pessoa por Paul Edgecombe, um idoso que vive em um asilo. Paul regressa em suas memórias e narra suas experiências como chefe dos guardas na penitenciária de Cold Mountain durante a Grande Depressão, o Corredor da Morte. Os guardas do Bloco E acompanhavam os últimos dias dos condenados, assassinos cruéis e perigosos; nada que aconteceu durante todo seu trabalho na penitenciária se comparou ao estranho e misterioso John Coffey, que chegou ao Corredor em 1932 ao ser condenado pelo assassinato de duas meninas, as gêmeas Detterick. A união do drama com o sobrenatural te faz acreditar em Deus, milagres, e em algo mais.


Cada página representa um passo dos prisioneiros rumo à execução, cada possibilidade de sua salvação, representa a visão de Stephen King sobre polêmica pena de morte. O filme foi extremamente fiel ao livro, digo que houveram poucas as mudanças significativas, mas cada fala e descrição permite que o leitor veja a cena como se estivesse presente no momento, apenas mais uma das testemunhas presentes nas execuções. Não há muitas mudanças entre ambos, eu recomendaria a leitura para aqueles que realmente apreciam estas descrições e pequenos detalhes. Eu, particularmente, prefiro ver um filme antes do livro. Talvez pelo medo de me decepcionar ao imaginar algo e vê-lo totalmente diferente nas telas. O livro não é curto, apesar das poucas páginas, a fonte é muito comprimida o que pode dificultar a leitura para quem tem problemas de visão. Com o filme em mente, pude visualizar cada detalhe e cada cena, todas as descrições tornaram o livro ainda mais surpreendente pela maestria com que o roteiro foi adaptado.

Acredito que minha função aqui no blog seja muito mais do que somente escrever uma história para distrair a mim mesmo e aos leitores que apreciam um determinado tema, eu tento mostrar ao máximo a importância da essência da própria leitura. Quando eu ler algum livro que valha a pena, estarei fazendo uma breve postagem aqui para compartilhar a experiência, afinal, falamos de livros, não é algo totalmente fora do nosso assunto. A capa que fiz para o início baseado em nossos personagens de Sinnoh foi só uma brincadeira, eu gosto de adaptar meus personagens à filmes e coisas do gênero, mas num todo é apenas uma brincadeira, para que se divertindo vocês possam passar a adquirir um valor maior à leitura, algo que é muito mais do que unicamente interpretar os símbolos gráficos, mas interpretar o mundo em que vivemos. O livro, o filme, independente de qual seja, eu recomendo com toda certeza.

"— O seu tempo aqui pode ser fácil ou duro, garotão, só depende de você. Estou aqui para lhe dizer que será melhor se você facilitar as coisas para todos nós, porque, no final, dá tudo no mesmo. Nós o trataremos tão bem quanto você merecer. Você tem alguma pergunta?
— Vocês deixam uma luz acesa depois da hora de dormir? — perguntou imediatamente, como se só estivesse esperando por uma oportunidade. (...) Coffey estava sorrindo um pouco sem jeito, como se soubesse que nós o acharíamos bobo, mas não tinha como evitar."

Título: The Green Mile;
Lançamento: 1999 (Filme), 1996 (Livro);
Direção: Frank Darabont;
Elenco: Tom Hanks (Paul Edgecomb), Michael Clarke Duncan (John Coffey), Bonnie Hunt (Jan Edgecomb), David Morse (Brutus "Brutal Howell), Doug Hutchinson (Percy Wetmore);
Premiações: 4 Indicações ao Oscar (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Som, Melhor Roteiro Adaptado);
Duração: 188 min;
Gênero: Drama.

Escritor: Stephen King;
Editora: Objetiva;
Tradução: M.H.C. Cortês;
Páginas: 274 páginas.

Samus Aran (Papercraft)

13 páginas, 347 peças. Aproximadamente 45 centímetros de altura. Incontáveis dias para a finalização, e por fim, valeu a pena.

Este modelo foi originalmente desenvolvido pelo Gollum999, eu o obtive através do Nintendo Papercraft, para que finalmente chegasse às minhas prateleiras pelas mãos da Litos. De fato, é preciso um dom para fazer esse tipo de arte, cada detalhe, elevação, recortar cada ponta, marcar com o estilete, colar com o maior cuidado possível... E principalmente, a paciência. Por isso devo meus grandes agradecimentos à minha irmã, agora estou disponibilizando o resultado só para vocês verem que show este modelo ficou!

Samus Papercraft, em exposição na Saga da Lapa!
Não foi uma tarefa fácil para a Litos, foram três semanas para ser feito se não contarmos os meses em que ficava parado e as interrupções. Não preciso nem dizer que a Samus é a minha musa inspiradora, [quem me dera se essa armadura pudesse ser retirada! *risos*]. Este provavelmente sempre será o melhor da coleção, qualquer outro papercraft agora me parece tão simples. (Isso porque eu não fiz quase nada, só recortei duas peças). Mas o importante é que agora posso olhar para minha Samus todos os dias, e no fim das contas, valeu a pena. Projetos longos e demorados como esse requerem muito de nós, mas no fim das contas, tornam-se verdadeiros troféus. Sim, valeu a pena.


Notas do Autor (Capítulo 29)

Boa sexta feira para todos! Estaremos logo comemorando o segundo ano novo do ano, porque para brasileiro a rotina só volta depois do carnaval. Agora sim a parada vai ficar séria. *risos* Enfim, capítulo postado, e com isso, uma figura bem importante na Saga Diamante. Eu já havia prometido a aparição de mais dos personagens dos Stat Trainers, e agora ele deu as caras. Para quem não sabe o que são esses treinadores, eles são encontrados nos games de Sinnoh e ajudam os protagonistas, mas no Platinum, eles podem ser enfrentados no Battleground, e cada um deles possui um tipo de Pokémon voltado para um status específico. Não prometo a aparição dos outros dois, a Mira e o Buck, mas a Cheryl a Marley, e o Riley em especial ainda serão bem importantes.

Acho que atingi meu foco no episódio, falar um pouco do novo personagem, da relação de amizade entre os próprios irmãos e da doce Dawn. Foi um capítulo longo, mas a leitura é bem agradável, com pequenas insinuações sobre o enredo da fic que às vezes passam quase despercebidas, como o descontentamento de muitas pessoas com a Liga (Quero enfatizar muito isso), e uma certa paixão da Dawn por contos de fada e príncipes encantados. Para quem estava esperando um "rival amoroso", então acabou de encontrar. 

Um pouco sobre a Liga de Sinnoh
Essa questão da Liga é simples, no Capítulo 22.5 vocês já perceberam que eles não ligam para nada, com exceção do Allen, e um pouco do Mark. Se eles são o governo, e não ligam para nada, então a região está um caos, e é isso que eu quero mostrar! Não quero que só porque alguém é da Liga que tem que ser o certinho e perfeitinho, jovens normalmente não são assim, e com isso crio antagonistas poderosos para nossa história. Todos lidamos com os caras da Elite como personagens bonzinhos, mas vocês já pararam para perceber que eles são o último desafio da fic inteira? É como se eles fossem os maiores vilões da história! Prometo algumas aparições dos membros da Elite ainda nessa temporada, e agora espero que vocês os olhem com olhos diferentes, como verdadeiros inimigos. Se quiser.

Curiosidade
Quando o Lino ainda fazia Hoenn, que estava interditado há alguns meses, eu tinha mente trabalhar com o Steven Stone, e acho que até cheguei a mencionar isso em algum comentário para algumas pessoas. Porém,  quando fui trabalhar nesse capítulo eu optei por tirar o Steven da fic, até porque ele é de Hoenn. Vou mantê-lo só em Especiais mesmo, isso se o Shadow permitir, pois ainda tenho alguns planos a discutir com ele. De fato, este papel que o Riley desempenhou seria igual ao do Steven, mas seriam cerca de três personagens no mesmo estilo; Ike, Riley e Steven, então decidi juntar todos e formar um único para não confundir a mente do pessoal. Eu gosto do Steven, mas preferi assim. Tenho planos maiores para ele, muito maiores.

Rebelião de Pokémons
Alguém lembra daquele ataque de Bidoofs no Capítulo 6? *ninguém levanta a mão, plz* Pois é, eu também não lembrava, mas nesse episódio eu dei uma explicada sobre o fato. Aquilo ficou sem explicações até hoje, mas dessa vez eu descobri como acabar com aquilo. Os Pokémons ficaram hostis por conta da invasão dos Rockets na Rota 202, que no Capítulo 7 ocasionou o incêndio. Isso pôde ser interligado com a invasão dos Staravias de hoje. Não que vá mudar o roteiro, mas é só para ir aos poucos respondendo algumas dúvidas que deixei no começo da história. Y'all understand me?

EDIT: A página Recurring Characters foi atualizada.

Capítulo 29

O ensurdecedor barulho de Chatots nas redondezas fazia com que qualquer visitante não pudesse ter uma boa noite de descanso na cidade de Solaceon. Alguns Staravias pareciam montar suas tocas nas toras de madeira mais altas do Centro, de forma que as humildes casas da região parecessem um viveiro de pássaros atazanantes que cantarolavam uma melodia de desordem.
          A canção não agradava os visitantes. Um Staravia curioso permanecia a bicar uma das janelas do Centro Pokémon sem hesitar há aproximadamente uma hora, ele via seu próprio reflexo, e por isso sentia-se intimidado com a janela. Luke saltou de sua cama como um Liepard pronto para atacar e lançou o travesseiro que foi ao encontro do vidro, assustando o pobre pássaro que interrompeu suas bicadas por hora. Era a terceira vez que o jovem fazia aquilo, mas o Pokémon teimava em voltar após alguns minutos.
          — Saiam daqui, suas pragas com asas!! — gritou Luke.
Ainda era bem cedo, mas toda a cidade já parecia estar acordada, a companhia desagradável dos Staravias incheridos era rotina nas últimas semanas. Os moradores eram pessoas simples, e dependiam de suas plantações e agricultura para continuar sua rotina de trabalho. Lukas não se importava em estar de pé logo cedo, afinal, ele pretendia dar uma volta por Solaceon e conhecer o ambiente, tendo um rápido treino para logo seguirem para Veilstone. Luke deitou em sua cama e colocou seu travesseiro sobre seu rosto para evitar a claridade, seu irmão apenas ria enquanto vestia seus calçados.
— O que vamos fazer hoje? — perguntou Lukas.
— Matar Staravias. Esses desgraçados não me deixaram dormir a manhã inteira, eles vêm o reflexo no vidro e ficam tentando entrar no quarto. — comentou a voz afagada de Luke no travesseiro. — Quem quer frango à passarinho?

Enquanto se trocava, Lukas deu conta de que a Gardevoir de Luke entrava no quarto com as roupas e mochila do jovem. O irmão logo se levantou e agradeceu a criatura pela atenção que recebia. Ele provavelmente continuaria no quarto até terminar suas tarefas, mas Lukas preferia sair mais cedo e aproveitar o dia. Dawn também estivera incomodada com o barulho dos Staravias, e por isso já estava de pé logo cedo. Os dois se cumprimentaram e desceram para tomar café.
Lukas colocava um pouco de suco de Oran Berry no copo, o seu preferido; e ao seu lado, Dawn folheava uma revista que havia pego na recepção de manhã. O Centro Pokémon estava movimentado, e apesar de ainda ser cedo já haviam vários outros treinadores e coordenadores perambulando, fazendo hora, na construção.
— Eu pensava que aqui era uma cidade tranquila, mas pelo visto ela é bem movimentada. — comentou Lukas.
— Solaceon é uma cidade muito pequena em comparação com outras de Sinnoh, mas ela se localiza exatamente no caminho até Veilstone, então ela é uma cidade dormitório para os aventureiros. — explicou Dawn, continuando com seu olhar fixo na revista que lia.
Não demorou para que um pequeno garoto logo entrasse no Centro aos berros. Ele parecia preocupado, e trazia consigo a mensagem de que um imenso grupo de Staravia invadia novamente a cidade. Aquilo havia intrigado Lukas, afinal, por que os Pokémons estavam tão alvoroçados? Por um momento eles pareceram não dar muita atenção, mas Luke nem imaginava o que estava aproximando-se do quarto.

O garoto se olhava no espelho enquanto sua Gardevoir parecia arrumar o cachecol em seu pescoço. As mãos da doce criatura eram suaves, e ela parecia dar o máximo de atenção para o seu amado Mestre.
— Você lembra a minha mãe quando fica assim tomando conta de mim o tempo todo. — disse Luke com um sorriso — Gaaah... Não aperta tanto, vai me sufocar!
Luke aproximou-se da janela de seu quarto e abriu-a, procurando verificar se o Staravia enxerido ainda batia na janela, mas não houve resposta. O silêncio finalmente prevalecera, ele soltou um longo suspiro  aliviado e debruçou-se sobre o canteiro. De repente, uma enorme nuvem de Staravias aproximou-se. Uma legião de pássaros começou a invadir o quarto, batendo suas cabeças nas paredes e desmaiando com o impacto.
— Pelas barbas de Landorus!! É uma REBELIÃO!!


A nuvem de Staravias continuava a invadir o quarto, Luke rapidamente retornou sua Gardevoir e saiu do quarto sendo atacado por uma multidão de pássaros. Lukas e Dawn ouviram os barulhos no andar superior e logo correram para verificar o que acontecia, vendo então que seu  companheiro era atacado pelos Staravias enlouquecidos.
— Cara, essas zicas com Pokémon só acontecem comigo? Já basta aquela outra vez com os Bidoofs, e agora tem um monte de Staravia! — gritou Luke assustado.
Lukas lançou Shellos e Pachirisu que lançaram seus golpes para impedir que as aves continuassem a invasão. Pachirisu derrubava os pássaros com destreza, enquanto que Shellos molhava suas penas com seus ataques aquáticos para que eles perdessem velocidade e se acalmassem. Aos poucos a situação era controlada, embora já tivesse chamado a atenção do Centro inteiro.
— Você está bem? — perguntou Dawn.
— Sei lá hein, pensei que esses bichos iam arrancar meu cérebro se fossem continuar me bicando. Que medo doido, cara... — gemeu Luke.
A Enfermeira Joy rapidamente correu para curar os pássaros feridos, (nota-se que Luke foi praticamente ignorado) recebendo o auxílio de treinadores novatos que também se preocupavam com o estranho ataque dos invasores aéreos nas últimas semanas. Quando a situação foi controlada, Luke, Lukas e Dawn permaneceram ouvindo as conversas dos moradores da região:
— O que será que tem feito os Pokémons agirem dessa forma? — perguntou um garoto.
— Dizem que os Galactics começaram a destruir a casa deles, e por verem seu habitat sendo invadido eles tendem a ser tornarem hostis com as civilizações mais próximas. — respondeu um outro.
Luke ignorou aquele comentário, odiava ouvir pessoas falarem mal sobre os Galactics, pois sabia que sua tia trabalhava na facção e não tinha o intuito de causar o mal. O grupo teve sua atenção desviada quando puderam ver um homem entrar no Centro, grande parte dos treinadores se surpreenderam com a presença daquele rapaz, principalmente por parte das mulheres. Até mesmo Dawn parecia surpresa com a beleza daquele indivíduo, o que de certo causava ciúmes em Luke ao seu lado.
O homem tinha um longo chapéu azul que ocultava seu rosto, dando-lhe um ar misterioso e nefasto. Suas vestes eram elegantes, bordadas pelos melhores e mais macios tecidos de Sinnoh. Ele tinha um colar que parecia estampar a figura das garras de um Groudon. Em suas mãos ele carregava dois homens encapuzados de negro, estampados com a letra “R” em seus uniformes. Ambos estavam amarrados e completamente imobilizados.
— Não culpem os Galactics por crimes que não cometem. Existe uma corporação criminosa que vêm agindo nas sombras em Sinnoh nos últimos tempos, e aqui está dois dos capangas que cortavam árvores na Rota 209, desse modo, destruindo o lar desses Staravias. — disse aquele homem, largando os dois criminosos em frente ao Centro Pokémon.
A Enfermeira Joy logo aprontou-se.
— Sir Riley! É bom saber que podemos contar com a ajuda de um dos cinco Stat Trainers novamente! — agradeceu a enfermeira, rapidamente dando conta dos criminosos e ligando para a polícia.
O homem pareceu continuar em silêncio, ele apenas acenou para a mulher de cabelos róseos e agradeceu.
— Os Stat Trainers foram desfeitos há muito tempo, Joy, embora a região ainda possa contar com a nossa colaboração para manter o continente em ordem, afinal, o governo não se responsabiliza em fazer nada nesse lugar. — disse Riley, deixando o Centro na sequência.
Comentários à respeito do misterioso homem surgia entre os treinadores mais novos, as crianças não o conheciam, mas os mais velhos certamente já haviam ouvido falar dos Stat Trainers, os melhores treinadores da temporada em que participaram.
— Metido idiota... Fica se gabando para os novatos e culpando a Liga por nada. Aposto que ele também não faz nada por um mundo melhor, só fica sentado vendo a desgraça dos outros. — resmungou Luke.
— Não seja precipitado, você não o conhece. Por um lado, ele acredita nos Galactics e sabe que os Rockets são os verdadeiros culpados. E ele agiu para salvar os Staravias, não ficou sentado esperando, e nem ficou esperando eles invadirem o quarto de alguém. — ironizou Dawn.
— Você viu o jeito que ele olhou para você?
— Olhou para mim? Mas eu nem consegui ver o olho dele. — sorriu a menina.

O misterioso Riley fora o assunto da manhã. Os Staravias haviam feito um grande estrago nas plantações, mas os agricultores tentavam recuperar as perdas para terem como se manterem durante a semana. Depois de terminarem o café, os jovens saíram em busca de treinos. A Solaceon Ruins seria um excelente ambiente, e os jovens optaram por treinar em seus arredores.
Seguindo um caminho sinuoso de árvores eles foram capazes de alcançar uma caverna no fim da trilha. Um manto de folhas cobria cada passo que os jovens davam, assim, parecendo convidá-los a entrar naquela caverna misteriosa. Era o lar de criaturas sinistras, os indecifráveis Unowns faziam sua moradia no local, e com isso, seria uma boa forma de treinar os membros novos da equipe com alguns exploradores que lá permaneciam.
— O que acham de um Unown para a minha equipe? — sugeriu Dawn.
— Inútil. Só tem aquela porcaria do Hidden Power que até agora eu não sei o que faz. — respondeu Luke indiferente.
— O Hidden Power é mais complexo e poderoso do que você imagina, dependendo do Individual Value de seu Pokémon ele é capaz de aprender um golpe inusitado de qualquer um dos dezessete elementos. — explicou Lukas, vendo a surpresa estampada no rosto do irmão.
— E o que eu ganho com isso?
— Já vi que você não entendeu... Deixa pra lá, um dia você ainda entende a mecânica dos Hidden Powers. Só não sei quando. — riu o garoto.
A Solaceon Ruins era um local muito antigo, suas paredes pareciam estar intactas há décadas, de modo que aquelas ruínas não tivessem sofrido alterações do tempo e da natureza. Logo em sua entrada havia uma parede com escrituras de uma civilização antiga, as quais despertava a curiosidade de todo o viajante que entrava em seus arredores.
— O que está escrito? — perguntou Luke, vendo que seus dois companheiros pareciam não entender muito do que se tratava. Até que Dawn se manifestou:
— Eu poderia ter feito um curso técnico que ensinava a linguagem dos Unowns na escola, mas na época eu não tive interesse. Hoje vejo que perdi uma grande oportunidade. — disse Lukas.
Dawn examinou a parede por um tempo e em seguida pegou um pequeno caderno de sua mochila.
— O que é isso? Um diário? — ironizou Luke.
— Também, mas eu o uso principalmente para fazer anotações em minhas viagens. Eu quero ser uma pesquisadora, lembrou? Tenho algumas coisas anotadas sobre os Unowns aqui, acho que posso me garantir. — disse Dawn, folheando seu livrinho em busca das anotações, porém, derrubando-os acidentalmente por sua distração.
Luke e seu irmão agacharam para ajudá-la a recolher seus pertences, o livrinho jazia caído logo em frente de Luke, de modo que o garoto desse uma singela risada enquanto olhava para uma página.
— É minha impressão ou esse desenhado sou eu?
A garota corou no mesmo instante, rapidamente puxando o livro das mãos do garoto que dava uma risada descontraída.
— N-Não era você... era só um desenho.
— Verdade, verdade. Podia ser o Lukas também, não é? — riu Luke.
— Acho que não. Somos iguais, mas diferentes, entende? Aposto que era você. — disse Lukas.
— Ahh, tanto faz!! Era só um desenho! — retrucou Dawn irritada, recolhendo suas folhas com pressa e finalmente se levantando.
A moça ainda parecia um pouco encabulada, mas ela logo pegou seu caderno de anotações e examinou a escritura de Unowns na parede.
 Direita superior, esquerda inferior, direita superior, esquerda superior, esquerda superior, esquerda inferior. — pronunciou ela — A Solaceon Ruins é um labirinto. Vocês querem explorá-la?
— Bom, nós podemos seguir treinando um pouco, mas acho que será legal nós treinarmos para nossas batalhas. Afinal, o caminho daqui para frente ficará bem difícil. Vemos que começarão a aparecer treinadores fortes, como o Mark e aquele sujeito misterioso, o Riley. — disse Lukas.

O grupo era guiado por Dawn que anotava cada passagem que eles faziam. Lukas treinava sua Feebas e sua Roselia, enquanto Luke tinha ao seu lado somente o novo membro Duskull. O Pokémon fantasma era muito poderoso, e derrotava cada Unown com facilidade utilizando de seus punhos de ferro e ataques obscuros.
— “Se quer ser o melhor, então recrute os melhores.” Essa frase fez todo o sentido para mim, vou ter os melhores Pokémons que o mundo já viu. Decidi que vou querer uma equipe de doze membros. — comentou Luke.
— Doze? Você não vai me deixar para trás, eu também conquistarei os Pokémons mais belos do mundo e farei as melhores apresentações possíveis! Este será o nosso número. — sorriu o irmão.
— Se você quer os mais belos, então já perdeu, porque essa sua Feebas é muito zuada. — brincou Luke, recebendo um olhar reprovador de Lukas que carregou seu Pokémon no colo olhando para o irmão com desprezo.
— Não julgue um Pokémon pela aparência. Você também têm o seu Horsea, e apesar de ser um excelente Pokémon você não o treina bem! Não adianta ter os melhores se o capitão não é exemplar.
— Oe, sou um grande líder cara. E eu estou pensando em soltar esse Horsea, não gosto dele.
Lukas parou por um momento e encarou seu irmão com severidade.
— Você não vai soltá-lo.
Luke parecia estar disposto a iniciar uma briga, mas sempre que se lembrava como aquilo machucava Dawn, ele se continha. O Horsea poderia parecer fraco, mas quem sabe com algum treino ele poderia vir a se destacar.
— Pode deixar, não vou soltá-lo. Mas também não prometo que vou usar ele. — disse Luke — Vamos deixar esse clima pesado e falar de algo que importa. Me explica essas paradas de Hidden Power cara, estou pensando em como usar em meus Pokémons.
Lukas sorriu e pareceu gostar do assunto. Desde o dia em que Luke o ajudara a vencer daquele garoto em Hearthome ele havia se tornado mais generoso. Parecia que seu irmão finalmente começava a ter um pouco de consciência, deixando seu orgulho de lado.
— Já percebeu que esses Unowns às vezes tiram muita energia, ou simplesmente não acertam o seu Duskull? Isso porque o Hidden Power é uma habilidade que varia do usuário. Os golpes se tornam super efetivos quando Hidden Power é Dark ou Ghost, e não acertam caso seja Normal ou Fight.
— E o que eu ganho com isso?
— Vamos pegar um exemplo clássico, o Porygon que você sonha todas as noites. — brincou Lukas, vendo os olhos do irmão brilharem por um momento — Os Porygons não possuem a habilidade de aprender nenhum golpe poderoso de fogo. Então, você pode ter sorte de modo que seu Porygon possua os valores individuais atribuídos à um Hidden Power do tipo Fire, ganhando assim uma movepool mais vasta.
Luke parecia enfeitiçado, encarando o céu como se viajasse nos pensamentos do seu Pokémon dos sonhos.
— Poooooooorygoooon...
— Vish. Já vi que você não entendeu nada de novo, mas o exemplo do Porygon vai servir pra ficar na sua cabeça. — brincou Lukas.
Enquanto os irmãos continuavam caminhando eles pararam no momento em que viram Dawn observar um amontoado de Unowns nas redondezas, ela olhou para trás e sorriu em direção de Luke.
— Você escreveria uma frase romântica com Unowns para mim?
— Que tipo de frase?
— “Eu te amo”.
— Hmphh.... Que ridículo! — riu Luke, vendo a feição de felicidade da garota mudar no mesmo instante — Ahh!! Q-Quero dizer, seria muito legal mesmo, mas como você espera que eu escreva uma frase assim?
— Deixa quieto, é ridículo mesmo.
Luke recebeu um empurrão de seu irmão que balançava sua cabeça negativamente enquanto reprimia a ação do garoto. Luke não acreditava em sua capacidade de dar mancadas com as pessoas que gostava.

Duskull caminhava ao lado de seu treinador de forma autoritária. O fantasma tinha um passo firme e mantinha sempre sua cabeça erguida, servindo de grande exemplo para os outros. Tornar-se o melhor era o pensamento principal de Luke, de modo que ele fizesse de tudo para virar o campeão.
Um explorador havia desafiado Luke para uma disputa, e o garoto nem hesitara em testar sua equipe. O homem se chamava Karl, e começou lançando um Bronzor no campo de batalha. O golpe Shadow Sneak de Duskull era poderoso, e logo foi capaz de derrotar o adversário. Até mesmo Horsea fora requisitado em batalha, derrotando um par de Geodudes com seus golpes aquáticos.
Luke ganhou a batalha sem muitas dificuldades, em seguida caminhando em direção de seu irmão que aguardava apoiado na parede. Roselia estava sobre a cabeça do garoto, ela gostava de chamar atenção e permanecer próximo de seu treinador, se exibindo assim para todo mundo.
— Fácil, fácil... Foi só pra dar uma descontraída.  — disse o irmão, guardando sua pokébola.
— Eu disse que esse Horsea é forte. Você só precisa treiná-lo mais, e um dia ele virá a tornar-se um grande Kingdra. — disse Lukas — Deixe-me perguntar uma coisa, Luke... Tipo, o que eu preciso fazer para ter uma namorada?
Luke calou-se olhou para seu irmão com um olhar confuso. Ele não sabia se o garoto estava brincando ou se falava sério, mas ele sabia que Lukas nunca fora de brincar com essas coisas, dando uma risada sem graça em seguida:
— Quer saber mesmo? Fica solteiro, cara. Namorar só traz problema, falo isso por experiência própria. Faz tudo no seu tempo, não precisa ficar por aí caçando que nem um bobo e sendo alguém que você não é. — explicou o irmão.
— Você tem razão, isto me fez lembrar de uma frase que o Papai falava: O segredo não é correr atrás das borboletas, e sim, cuidar do jardim para que elas venham até você. — disse o garoto — É que eu vejo você e a Dawn, e... parece que eu fico para trás.
Luke arregalou os olhos.
— Namorar? Eu, e ela? Ahhhhhhh, não. Por enquanto não, estou bem assim. — brincou Luke, retirando sua mochila e abrindo-a para pegar algo para comer.
— Acho que eu sou muito ao jeito antigo, ainda tenho aqueles sentimentos de viver feliz para sempre, trazer flores e estar ao lado de quem ama realmente. Não sou muito chegado nessas coisas de "ficar" que todo mundo da nossa idade faz atualmente. Eu acho estranho.
— Você realmente puxou mais o Tio Marshall. Fica longe das mulheres cara, elas só trazem problema. — respondeu Luke indiferente — E falando nela, cadê a Dawn?
— Ela está... estava aqui. — concluiu Lukas, olhando para seu lado e notando a falta de sua amiga. Luke rapidamente se deu conta do que havia acontecido, e mais uma vez, o senso “apurado” de direção da garota havia feito ela desaparecer.
— Legal. Eu disse que ela tem o dom de se perder em labirintos e lugares escuros. Qualquer hora dessas ela vai se meter em encrenca, se é que já não se meteu. — resmungou Luke — Eu disse. Mulher só trás problema... Vamos procurá-la.

• • •


Dawn continuou caminhando até o andar mais profundo das ruínas. Ela havia encontrado o que tanto desejava, vendo assim uma imensa parede com escrituras antigas e uma porção de itens escondidos nas redondezas. Ela até mesmo havia encontrado uma rara Hidden Machine Defog, usada para neutralizar o efeito das neblinas na região.
— Muito bom, Piplup! Esta será uma ótima forma de você nos ajudar em nossa jornada com esse golpe novo. — sorriu a garota, conversando com o pequeno pinguim em sua frente.
Ela caminhou então em direção da grande parede central e procurou entender o que estava escrito, vasculhando seu bloco de notas e decifrando cada mistério.

"Amizade. Todas as vidas tocam outras vidas
 para criar algo novo, e vivo."

Amizade. — disse Dawn, repetindo o que estava escrito na parede — Acho que isso será muito bom para nossas pesquisas futuras.
A garota anotou o que estava escrito e logo subiu as escadas novamente para encontrar-se com seus amigos, porém, não havia sinal dos dois. Ela havia se dado conta de que estava sozinha, tentando manter a calma.
— P-Pessoal? Vocês estão ai?
Dawn pegou seu pequeno livro de anotações e voltou a seguir os mesmos passos que utilizara para chegar até o salão dos fundos. Mas a diferença é que na entrada ela tinha a visão do norte das passagens, e agora ela não fazia ideia de qual visão teria de tomar. A cada sala errada que a garota adentrava ela caia num abismo mais profundo.
Não se podia ouvir nada além de seu eco. A cada minuto as paredes tortuosas pareciam aprisioná-la numa cela de rocha. Os Unowns confundiam sua mente, e apesar de seguir os passos indicados em seu caderno ela terminava por chegar à becos sem saída. Aos poucos a garota começou a preocupar-se. O tempo parecia não fazer efeito, e seus amigos não possuíam pokégears para que fossem realizadas ligações. Dawn corria, mas os Unowns passavam a ocultar o caminho como se a aprisionassem nas ruínas.
— Tem alguém aí? E-Eu estou perdida.
Ela somente recebia seu eco como retorno. Sua respiração passava a tornar-se pesada, pois ela temia que nunca mais fosse capaz de sair daquelas ruínas na euforia que estava, podendo perder-se completamente nas escuras salas.
Dawn apoiou-se numa parede tentando relaxar um pouco, a garota fechou seus olhos para descansar, mas logo, pôde começar a ouvir passos distantes. A felicidade de encontrar alguém era misturada com a tristeza de poder encontrar algum sujeito com más intenções também. Os passos se aproximavam, e quando já estavam bem próximos a garota se virou no intuito de dar-lhe um tapa, mas teve sua mão segurada por um homem que ela já havia visto.
— Cuidado Mocinha, podia ter acertado alguém. Você está perdida? — perguntou o homem misterioso.
— Ah, me desculpe. Acredito que sim. — respondeu ela um pouco receosa.
O homem rapidamente soltou a mão de Dawn, mas logo ela se deu conta de quem era.
— O Senhor é aquele homem que trouxe os criminosos no Centro Pokémon hoje de manhã! A Enfermeira Joy havia chamado-o de Sir Riley.
— Lembro-me de sua presença no centro, estava acompanhada de dois garotos gêmeos, estou certo? — perguntou Riley.
— Sim, são meus amigos, e inclusive, acabei por me perder dos dois. Eu estava tão entretida com os Unowns e as mensagens desse local que me distanciei. — disse Dawn.
— Você também é pesquisadora? Eu costumava estudar muito os Pokémons quando eu era mais novo, eu inclusive era fascinado por ruínas e cavernas antigas. Eu era o dono da Iron Island, mas acredito que a Senhorita não deva ter conhecimento dessas áreas.
— N-Não, Senhor. Realmente não conheço...
Dawn parecia encabulada. Riley era muito educado e cortês, completamente diferente de algumas pessoas (Luke, cof, cof.) que ela conhecia. Ele era um sujeito mais velho do que seus amigos, mas parecia ser mais maduro, e certamente, muito mais belo.
— A Senhorita gostaria que eu a guiasse até a saída? Conheço pouco dessas ruínas, mas presumo que não será uma viagem complicada. — sorriu o homem.
          — Eu seria muito grata!                                                                                                    
Dawn seguia aquele homem que pouco a pouco já não parecia ser mais um estranho. Riley explicava que ele era um treinador veterano em Sinnoh, chegando a pertencer a uma equipe antiga conhecida como os Stat Trainers. Na época eles eram os melhores e mais conhecidos treinadores, mas aos poucos foram deixando o cargo e passaram a seguir outras áreas e seus próprios caminhos. O homem parecia ser extremamente poderoso, e ao contrário de tudo que Luke dissera, ele era humilde.
— Diga-me, Senhorita Dawn, então quer dizer que você chegou a conhecer a Cheryl? — perguntou Riley educadamente enquanto caminhava.
— Ela me ajudou quando eu e meus amigos estavam na Floresta Eterna, eu me perdi como hoje, e ela me ajudou a retornar ao Centro Pokémon em segurança. — explicou Dawn.
— A Cheryl era uma das cinco Stat Trainers, e nós seguimos aventura juntos por muito tempo. Lembro-me que ela era a mãe da equipe, sempre responsável e se preocupando com os outros, mas por ser mais velha também foi a primeira a sair, seguindo a carreira de bióloga. — sorriu Riley — Ela é uma grande amiga, e fico feliz em saber que a Cheryl tenha ajudado você. Afinal, é perigoso para uma garota bela como a Senhorita ficar andando na escuridão do crepúsculo.
Dawn havia ficado um pouco sem graça com o comentário, mas ela sabia que de forma alguma o homem tentava flertá-la. Ele era apenas educado, mas aquele jeito fascinava a garota. A saída logo aproximou-se, e os dois já podiam ver a claridade do dia pela saída das ruínas.
— Senhorita, agradeço a sua companhia durante este curto período, mas agora estarei seguindo de volta para o interior das ruínas. Foi um imenso prazer conhecê-la. — despediu-se Riley.
— Eu realmente espero que possamos nos ver novamente, você foi muito gentil comigo. — sorriu Dawn — Até logo!
Os dois se despediram, e Dawn logo correu para a saída. Ao aproximar-se do saguão de entrada ela se deparou com um amontoado de Unowns nas redondezas, o que fez com que ela desse um singelo sorriso enquanto os observava flutuar.
Dawn havia saído das Solaceon Ruins, e logo se encontrou com Luke e Lukas que estavam sentados sobre o gramado. Lukas correu em direção da garota ao ver que a amiga estava bem, da mesma forma que Luke parecia mais aliviado.
— Dawn!! Nós saímos da ruína e fomos chamar a ajuda de alguns policiais para que não nos perdêssemos lá dentro também. Eu fiquei tão preocupado, você desapareceu de repente... — disse Lukas, abraçando a garota.
— Não se preocupe, um homem me ajudou a sair daqui. — disse ela com um sorriso, o que logo despertou a curiosidade de Luke.
— Que homem? — perguntou o garoto desconfiado.
— O Sir Riley... — disse Dawn com longo suspiro apaixonado.
— O quê?? Aquele maluco te ajudou a sair de lá dentro? Calma aí, se joga lá de novo pra mim voltar lá e te buscar eu mesmo. Não permito que nenhum cara chegue do nada e comece a resgatar a minha amiga sem motivo algum.
— Ohh, parece que você está com ciúmes novamente. — brincou ela, aproximando-se de Luke e beijando-o no rosto — Eu adorei a mensagem de Unowns, e eu o perdoo sim.
O garoto pareceu contentar-se, dando um leve sorriso e segurando a mão de Dawn. Os três agora seguiam de volta para o Centro Pokémon, mas Dawn não polpava os comentários.
— Você já pensou em tentar ser mais cavalheiro? — insinuou ela.
— Como assim? Você quer que eu saia por aí carregando uma espada e um escudo? — perguntou Luke.
— Não é cavaleiro, é cavalheiro!! — respondeu ela — Por Arceus... Quer saber? Deixa quieto, acho que somente sonhar com um príncipe encantado é melhor... Esse tipo de coisa não existe mesmo.

Os mistérios das Solaceon Ruins permanecem indecifráveis para aqueles de coração frágil... Mas a presença daqueles que ama sempre é a chave para um significado eterno. O encontro com Riley pode vir a ser uma longa virada na vida dos jovens irmãos, mas o destino certamente mudará daqui para frente.

      

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